Mês: novembro 2019

Golpe na Bolívia Contra a Democracia

Equipe de redação

Por Gabriel Junqueira

O Golpe Militar na Bolívia

Não é possível medir palavras. Houve um golpe militar na Bolívia contra o presidente eleito, Evo Morales. Há quem tente fingir que foi uma renúncia. Mas a casa incendiada da irmã do presidente eleito; as agressões à prefeita amiga de Evo, Patrícia Arce; e a prisão da presidenta do superior tribunal eleitoral … pelos militares são provas incontestáveis de que, na realidade, Evo Morales foi forçado a deixar o cargo, por uma milícia armada e terrorista.

A direita não soube perder. A votação deu vitória a Evo Morales, cujo partido também conseguiu dois terços do Congresso. Indignada com os resultados da urna, a oposição cismou haver manipulação. A OEA, Organização dos Estados Americanos, rapidamente se uniu ao coro de fraude. Até mesmo esperado de um órgão, na prática, manipulado pelos Estados Unidos.

O Golpe na Bolívia Traz a Possibilidade de Uma Guerra Civil

A reação de Evo Morales foi magnânima: preferiu declarar a realização de novas eleições. O líder, muito querido pelas parcelas indígenas e pobres da população, não queria calçar seu mandato sob o sangue de uma guerra civil. 

Mas a resignação da esquerda não foi o suficiente. A direita queria, mesmo, era assumir uma ditadura. Seguida a declaração de Morales de que iria fazer novo pleito, policiais e milicianos simpatizantes ao golpe prenderam grande parte dos juízes do Tribunal Superior Eleitoral, justamente o órgão que teria como objetivo garantir eleições justas. Com esses acontecimentos fica difícil esperar a ocorrência de novo pleito democrático. 

Os Novos Camisas Negras

No mesmo dia em que Evo Morales pediu novas eleições, a extrema direita saqueou e incendiou a casa de sua irmã, Ester Morales, indicando claro tom de ameaça ao presidente eleito. Preocupado, por um lado,nas ameaças aos seus familiares, e por outro de iniciar uma guerra civil, Morales foi forçado a renunciar a presidência.

O restante da linha de sucessão da presidência, aliada a Morales, seguiu a deixa: o vice presidente…, o presidente da Câmara…, e o presidente do senado… todos, também, renunciaram. Em cada caso há suspeitas de ameaças e coações por parte da direita fascista. 

A violência é o método de governo da extrema direita. Atualmente quem é simpatizante ao governo de Morales corre risco de ser vítima da banalização do mal. A prefeita eleita da cidade de Vinto, Patrícia Arce, por exemplo, foi covardemente atacada por milicianos de extrema direita. A líder, do mesmo partido de Evo Morales, foi agredida, teve o cabelo arrancado, e foi pintada de vermelho. A palavra que descreve o ocorrido é tortura.

Tal qual os camisas negras do período fascista italiano, esses milicianos parecem dispostos a qualquer coisa para trucidar a oposição. Ao mesmo tempo, dão sinais de serem ultra conservadores: pouco após a consumação do golpe, Fernando Camacho, líder da ala mais violenta da direita, invadiu o salão presidencial empunhando uma Bíblia. “Deus abençoe a Bolívia”, violando o princípio constitucional do Estado Laico. O mesmo Fernando havia, há alguns meses antes, se encontrado com o ministro das relações exteriores, o olavista, Ernesto Araújo.

Novos Golpes, Regras Velhas

Há razões para pensar em conspiração internacional. O apoio brasileiro, e da OEA, órgão controlado pelos Estados Unidos, podem ser indicadores de golpe planejado. Soma-se às suspeitas a existência de reservas de petróleo, gás natural e lítio no país (o último utilizado em baterias de carros elétricos). É bem conhecido o histórico de golpes violentos na América Latina apoiados pelos Estados Unidos. O país parece, também, disposto a qualquer coisa em nome de um pouco mais de riquezas. Inclusive se unir a setores racistas e fanáticos religiosos de uma determinada área de instabilidade. Foi exatamente isso que os Estados Unidos fizeram no Afeganistão, em uma aliança que, mais tarde, resultou na criação da Al Qaeda, conforme confirmam documentos liberados pelos próprios estadunidenses.

É difícil de saber se o mesmo ocorre com o Golpe militar na Bolívia contra Evo Morales.. Mas a extrema direita do país também parece se organizar em torno de ideais preconceituosos, conforme mostra os ataques contra as populações nativas da Bolívia. O presidente Evo Morales, ele próprio descendente dos primeiros povos, cumpriu o célebre papel de garantir a ascensão social da maioria indígena do país. Enquanto presidente ele convocou assembleias democráticas, para a produção de uma constituição que celebra a cultura indígena. O documento, admirado pela comunidade internacional, garante, entre outras coisas, o Sumak Kawsay das tribos quíchuas. Essa filosofia propõe a harmonia entre a natureza e o ser humano como fundamento para uma sociedade plena. Os fascistas, entretanto, parecem fazer a escolha trágica de ignorar o legado indianista: apoiadores do golpe já gravaram vídeos queimando a bandeira Wiphala, símbolo dos povos nativos Andinos.

A Morte da Democracia Após o Golpe na Bolívia

Quando comparado com o processo histórico do Brasil o espelho parece nítido: um político de origens humildes, de bases populares, é impedido de se tornar presidente graças a falcatruas políticas promovidas por uma direita fascista. Assim como o Lula, Evo Morales também foi traído pela classe média de seu país: antes mesmo do golpe de Estado, protestos saíram às ruas defendendo uma intervenção militar. A mesma classe média foi largamente beneficiada por políticas sociais dos presidentes. A Tragédia na Bolívia acompanha um contexto de turbulências em toda à América Latina.

O desfecho do golpe é incerto. Após o Golpe militar na Bolívia contra Evo Morales, o presidente legítimo clamou as ruas por uma resistência pacífica, sem mortes. Algumas horas depois, coagido por ameaças de morte, aceitou o asilo político oferecido pelo presidente do México, Obrador Lopes. Após um trajeto conturbado de avião, dificultado pela recusa de Peru em permitir a passagem do avião do presidente, Evo Morales chega ao México. “O Governo mexicano salvou a minha vida” declarou ele, após sua chegada.

Apesar de Morales estar salvo dos milicianos fascistas a Bolívia segue com rumos incertos. Não há clareza, ao menos, sobre quem deve assumir a presidência do país. Tampouco se restará ao menos algum resquício de democracia. A maioria do Congresso eleito é simpatizante de Evo Morales, mas os militares, bem como uma milícia informal, são bem capazes de frear qualquer tentativa de respeitar o sufrágio. Mais uma vez na América Latina, a democracia de um país parece perecer.

Toninho defende servidores públicos

Equipe redação

Por Edcarlos Bispo

O vereador Toninho Vespoli protocolou o Projeto de Lei 728/19 que garante 4 dias de licença no ano aos funcionário públicos municipais para que possam comparecer as reuniões bimestrais escolares dos filhos (uma folga por bimestre).
Atualmente o funcionário que precisa comparecer a reunião escolar do filho incorre a falta injustificada. Se aprovado, o PL vai garantir, mediante comprovação expedida pela escola, que os funcionários acompanhem a vida escolar dos filhos sem que seus vencimentos sejam prejudicados.
A preocupação dos pais com a educação dos seus filhos exige a sua presença nas reuniões bimestrais das escolas. O projeto ainda estipula que na folha de ponto deverá estar registrada a ausência do servidor, com a descrição do motivo e da Lei que o instituiu.
Esta vitória é importante já que garante aos professores da rede a possibilidade de acompanhar o rendimento dos filhos nas escolas. Pais poderão ausentar-se do trabalho para participar de reunião escolar do filho.
Assim, pensando em dar aos servidores a oportunidade de acompanhar de perto a educação de seus filhos, propomos o presente projeto de Lei e para isso contamos com o voto favorável dos nobres Pares.

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