Mês: janeiro 2020

porque a Linha 15-Prata é um erro​

Entenda porque a zona leste virou experimento para a privatização

Desde sua inauguração, transporte inédito acumula atrasos e uma série de falhas

Em nenhum lugar do mundo, a não ser na cidade de São Paulo, o monotrilho é utilizado como meio de transporte de alta capacidade. No entanto, esse pioneirismo não vem acompanhado de um pleno funcionamento. Pelo contrário, desde sua inauguração em 2014, a linha Linha 15 – Prata, que liga Vila Prudente até São Mateus, coleciona atrasos, falhas e acidentes. 

Diariamente, usuários enfrentam velocidade reduzida, troca de trens, grandes intervalos entre viagens, e pra piorar, a superlotação com a inauguração de novas estações. 

Há um ano, dois trens se chocaram próximo à estação Sapopemba. Em 2016, um trem prosseguiu viagem com as portas abertas na estação Oratório.  Agora, em 2020, a linha liderou o ranking de problemas em janeiro. Em 28 dias, ela teve operação normal somente em 76,4% do tempo, ou seja, a cada quatro horas de funcionamento, uma foi atípica. Aliás, são raros os fins de semana em que a linha não opera em horário reduzido. Geralmente a partir de quinta-feira começam a surgir placas de chão com o seguinte aviso: “Estação fechada no domingo até às 14h. Motivo: testes operacionais”. É isso que ocorre quando tentam vender São Paulo

Barato que sai caro…

Não é a única justificativa, mas o Metrô não possui expertise suficiente para operar a nova tecnologia. Um dos vilões dos funcionários da linha é o equipamento chamado “Finger Plate”, uma placa metálica afixada a cada quatro vigas para evitar dilatação do concreto sem que isso prejudique os pneus do monotrilho. Com as viagens, os parafusos que prendem essa estrutura se soltam. Mas por que o governo estadual resolveu investir em algo desconhecido até então? 

O projeto da Linha 15-Prata saiu dos papéis durante o governo tucano de José Serra em 2009. A promessa era que esse tipo de modal teria custo inferior e menor tempo de implementação comparado a uma nova linha de Metrô. Os olhos poderiam até brilhar só de pensar que tal economia viabilizaria um trajeto mais rápido entre Vila Prudente e Cidade Tiradentes. 

De início, foi anunciado o valor de investimento de R$ 2,8 bilhões, já que evitaria desapropriações, por exemplo. A conclusão de toda obra (até Cidade Tiradentes) deveria ocorrer em 2012, com a entrega de 17 novas estações com 23,8 km de extensão. Na prática, nada disso aconteceu.

Hoje, o valor total gasto chega a quase R$ 5,5 bilhoes. A data de entrega da linha  já foi adiada várias vezes, já que as obras foram interrompidas de tempos em tempos. Em 2014, engenheiros “descobriram” galerias de águas de um córrego embaixo da avenida paralela ao monotrilho. Em 2018, uma empresa contratada para realizar serviços hidráulicos abandonou o trabalho e as obras ficaram paradas por oito meses. E por aí vai…









No monotrilho, 2,8 bilhões viraram 5,2 bilhões. O preço aumenta, a qualidade diminui.













As primeiras duas estações, Oratório e Vila Prudente, ficaram prontas em 2014 com funcionamento parcial. Só em 2016, tiveram o horário estendido entre as 4h às 0h. Ou seja, após cinco anos do início das obras em 2009 foram construídos apenas 2,9 km. Após dois anos, em 2018, foram abertas quatro estações: São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União. Ano eleitoral! 

Finalmente em 2019, foram inauguradas Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus. No data da abertura, o governador João Doria de olho na eleição presidencial anunciou  que a linha chegará à Cidade Tiradentes até dezembro de 2022. Dez anos após a previsão inicial. Deveríamos acreditar? 

Feita para ser privatizada

Sob gestões tucanas, reconhecidas pela sua saga privatista, o monotrilho foi construído como modelo de negócio. O sistema exige a contratação de poucos funcionários, o que seria um atrativo para sua concessão. Já em 2016, o governo Alckmin anunciou o interesse na privatização, o que não aconteceu.  

Em março de 2019, o Consórcio ViaMobilidade – Linha 15, formado pela CCR e pela RuasInvest Participações, venceu a licitação com uma oferta  de lance de R$ 160 milhões, mas foi impedida pela Justiça após ação do Sindicato dos Metroviários. Ainda bem! O grupo, o único a participar do leilão, arrematou por apenas 3% dos R$ 5 bilhões já gastos pelo governo. Preço de banana. A operação e manutenção ficaria sob sua responsabilidade por 20 anos. O grupo está à frente de duas linhas em operação – a 4-Amarela e a 5-Lilás. 

A alegria dos empresários durou pouco. Em novembro de 2019, a Justiça determinou a anulação da concessão acatando os argumentos dos metroviários.  O juiz Kenichi Koyama, da 11ª Vara da Fazenda Pública do TJSP – Tribunal de Justiça de São Paulo acatou o argumentos dos metroviários de que a licitação não teve autorização da Alesp – Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e que o modelo de contrato impossibilita a expansão da linha com uma nova licitação como manda a lei. O Sindicato também criticou na ação a cláusula que prevê remuneração fixa de R$ 1,70 por passageiro transportado à concessionária. Com atualização do valor, o Governo do Estado arcaria com eventuais prejuízos.








No monotrilho serão 405 mil passageiros por dia. Tragédia anunciada?












Monotrilho: porque a Linha 15-Prata é um erro

A demanda estimada para a linha 15 pronta é superior a 405 mil passageiros por dia, o que lhe dará o título de maior monotrilho do mundo. No entanto, com tantas falhas, atrasos e acidentes é questionável a capacidade do monotrilho em comportar a região leste de São Paulo, a mais populosa da cidade.

Como falado no início do texto, após a abertura das estações Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus em horário integral – das 4h40 à meia-noite – os trens estão cada vez mais lotados, obrigando o usuário a esperar até cinco composições para conseguir embarcar. A Secretaria Estadual de Transporte chegou a afirmar que foi previsto o aumento de demanda com a abertura das estações e de que na Vila Prudente há o desligamento de escadas rolantes como “estratégias operacionais”, fato muito criticado com quem usa a linha. 

De acordo com reportagem do jornal Agora, os ônibus que fazem o percurso da linha 15 estão esvaziando. Obviamente, qualquer avanço em transporte público é bom e necessário. O trajeto pode até ficar menos demorado, mas a superlotação é um grande problema, visto que as obras sequer terminaram. 

Prevendo esses riscos que agora acontecem com a linha, em parceria com o Sindicato dos Metroviários, o vereador Toninho Vespoli (PSOL) enviou uma representação ao Ministério Público Estadual em março de 2019, que solicitava medida cautelar quanto a segurança do monotrilho. O inquérito está  aberto pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público.

Até o momento fica evidente que o investimento em metrô convencional seria o mais prudente para o trecho Vila Prudente e Cidade Tiradentes. Para o bem dos usuários, o governo estadual terá que cumprir os prazos de entrega e se responsabilizar pelas más escolhas. Já a Companhia do Metrô terá que aprender com os próprios erros para que a linha do monotrilho possa operar plenamente. 

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi é Jornalista pela PUC-SP. Atualmente, trabalha como assessora de comunicação do Mandato Popular do Vereador Toninho Vespoli

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Itaú Racista

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Bolsonaro é um genocida

Entenda porque o Itaú é racista!

Dia 30, quinta-feira, a esteticista Lorena Vieira tentou sacar dinheiro em uma agência Itaú. A questão é que Lorena é negra. Por isso, ao invés do tapete vermelho tão comum para quem é branco e rico, Lorena foi detida, por sacar a quantia de 1500 reais. Para o Itaú, essa seria uma quantia “atípica”, capaz de justificar mandar Lorena para delegacia. Fica claro, na realidade, o quanto o Itaú é racista!

No Itaú ela foi segurada na agência até a unidade fechar. Não deixaram ela sair. Os funcionários começaram a caçoar dela e do marido (um DJ negro de periferia). Próximo a agência fechar, CHAMARAM A POLÍCIA para leva-la a uma delegacia. Uma vez lá a polícia, ainda, se recusou a reconhecer o RG de Lorena. Segundo os policiais, Lorena estava diferente na foto. “o policial falou que (…) o meu cabelo estava liso [na foto do RG], falou que era pra eu jogar minha identidade fora e fazer outra com o meu cabelo ‘natural'”, disse Lorena em entrevista a jornais. Em  protesto contra o racismo dos oficiais, Lorena rasgou o RG na delegacia. 

 

Muito diferente do tratamento dado a Lorena, foi a atenção dada por uma agência do Itaú ao Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro. O Laranja do filho do presidente, movimentou quantias, essas sim suspeitas, no montante de 661 mil reais! Nenhuma medida foi tomada pelo banco. Ou seja, a atenção é claramente “seletiva”.

O fato contrasta muito com as informações do site do Itaú. Lá eles falam do banco como um lugar idílico e perfeito, em que eles se esforçam para reforçar “internamente a importância da inclusão de negros a partir de ações de conscientização referente a temática”. Traduzir isso para o português: significa que eles não têm problema em ter negros trabalhando como faxineiros, secretários ou atendentes na empresa. Eles chamam de “inclusão” dar o “direito” aos negros de servirem. Mas para sacar dinheiro, não. Para eles isso já seria demais.








Diversidade à venda

Mas não pensem que servir de secretário seja a única função que o banco permite aos negros. O banco está feliz em esbanjar na televisão atores e atrizes negros para “vender” mais diversidade aos investidores. A maioria deles, é claro, são brancos, como uma rápida pesquisa na internet permite perceber. Ou seja, para esse banco de brancos os negros só serviriam para “inglês ver”. Isto é, para vender coisas para brancos.









2018, em plena crise, as famílias donas do Itaú tiveram ganhos recordes de 9 bilhões reais, livres de imposto!














Fica, ainda, a dúvida sobre o quanto a ação do banco (e, depois, da polícia) está relacionada com o marido de Luana, o rapper Rennan da Penha. Acontece que o rapper, morador da favela do Alemão, havia sido preso duas vezes por acusações sem pé nem cabeça. Foi solto ambas as vezes por falta de provas. A verdade é que para essa polícia racista é inconcebível existir uma pessoa negra de sucesso. E mais, alguém que mesmo fazendo sucesso, fez questão de continuar em contato com suas raízes, morando na favela em que foi criado. Um absurdo inconcebível para a nossa elite racista! A polícia não podia permitir tamanha “insolência”.

É interessante que, ao menos, essas situações mostram quem são os verdadeiros aliados da luta. Instituições “bacanas” que se fingem de “diversas”, geralmente, quando faz diferença, estão do mesmo lado do nosso Estado autoritário. Mostram que temos uma polícia racista e, também, um Itau Racista!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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População de Rua em São Paulo Cresce!

População de Rua em São Paulo Cresce!

A população de rua em São Paulo cresce! Aumentou em 50% de 2016 para cá! Isso é mais um reflexo do autoritarismo neoliberal colocado em prática pelos maus “gestores” João Doria e Bruno Covas. Para eles a população de rua deve ser combatida, repremida e expulsa. Os dois representam o abandono de qualquer senso de decência e humanidade com as populações marginalizadas pelo sistema capitalista que eles tanto defendem!









“Doria optou por, literalmente, ensinar os pobres a fritar hambúrgueres para o Mcdonalds.”













Problema velho, soluções terríveis!

O problema de moradores de rua não é novo. Mas gestões passadas, com todas as suas falhas, ao menos tentaram tratar sobre o problema com projetos minimamente humanistas. A gestão do petista Fernando Haddad, por exemplo, tentou tratar do problema por meio do programa Braços Abertos. A iniciativa (mesmo que falha em pontos extensos demais para serem tratados aqui) buscava oferecer apoio psicológico, social e assistencial à população de rua, inclusive por meio da abertura de hóteis populares. João Doria, ao invés de melhorar o programa, fez a trágica opção de desmantela-lo, tão logo assumiu. Tentou substituí-lo por uma iniciativa que chega a ser cômica de tão trágica: para ele os moradores de rua seriam “alunos lentos” do capitalismo que ele defende. Seria papel da gestão municipal auxiliar esses maus alunos com aulas intensivas sobre como ser subserviente ao sistema. 

Assim, desde que assumiu, fez a opção de treinar os miseráveis para trabalharem para os mestres do mundo. Ao invés de reconhecer o direito da população de rua à moradia (direito, inclusive, previsto na Constituição Federal), ou, ainda, buscar entender as razões que os levaram à condição de miseráveis, Doria optou por, literalmente, ensinar os pobres a fritar hambúrgueres para o Mcdonalds. A maioria deles, entretanto, resistiu a tamanha “liberdade” de servir. Preferiu ser presa à miséria do que ser presa à nova Casa Grande. Acharam as ruas mais dignas do que a senzala!

Para essas práticas elitistas, perpetrada por Bruno Covas, esses “maus alunos” do capitalismo seriam “vagabundos”, “inúteis”, na medida em que se recusam a ser úteis à máquina que os oprime. Soma-se ao fetiche neoliberal do trabalho escravo, interesses perpretados pela gestão tucana de agradar a amigos partícipes da especulação imobiliária, e fica fácil de entender a reação de Doria e Covas contra a população de rua. Segundo a narrativa, eles merecerim a exceção da intervenção do Estado materializada na intervenção militar contra os pobres. Assim, desde a gestão de Doria, aumentaram exponencialmente as ações da polícia contra a população de rua, principalmente no centro onde a maior parte dela se concentra. O que há, é mais que descaso, uma verdadeira falta de humanidade, e respeito com a população mais vulnerável de São Paulo.









Segundo a própria prefeitura, hoje existem mais de 24 mil pessoas em situação de rua. Para ativistas, como Julio Lancelotti, os números reais devem ser ainda maiores!













Toninho chama o povo para a luta!

O Professor Vereador Toninho Vespoli entende esses problemas. E é por isso que ele convenceu a Câmara a aprovar seu projeto de lei que obriga os albergues municipais a permitirem que os moradores de rua possam entrar neles acompanhados de seus cães (no caso de muitos, única companhia e consolo). Além disso, ele propõe que a polícia municipal seja proibida de roubar as posses da população de rua (problema frequente, de acordo com múltiplas lideranças sociais, como o Padre Julio Lancelotti).

Mas ele também entende tratar-se de um problema complexo, que dificilmente será resolvido por assinaturas, de cima para baixo. Para ele toda a população deveria se engajar na resolução do problema. Mas o primeiro passo para isso é ter um público informado. Por isso, além de denunciar e tentar coibir abusos contra os miseráveis em redes sociais, e manter essa plataforma em que o assunto possa ser exposto e comunicado, Toninho Vespoli também luta para que sejam feitas campanhas para comunicar o problema ao público. Pois somente juntos, conseguiremos resolver tão trágica crise! Somente assim, conseguiremos conseguir reduzir  tamanho da população em situação de rua em São Paulo, que cresce!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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o massacre da periferia

o massacre da periferia

Entenda porque a polícia está colocando em curso o massacre da periferia!

Entenda porque a polícia está colocando em curso o massacre da periferia!

Dia primeiro de dezembro do ano passado, 9 jovens foram mortos no Massacre do Baile Funk em Paraisópolis. O “crime” deles foi querer se divertir um pouco durante à noite. Mas se você é pobre de periferia e tenta se divertir, a polícia te mata! Já se for uma pessoa rica, morar em um bairro bacana e decidir sair à noite, o máximo de contato que ela terá com a polícia será para pedir informações sobre como voltar para casa.

O que a ação da polícia deixa claro, é que os pobres e periféricos, não possuem o direito à cidade. Na Vila Andrade, bairro onde fica paraisópolis, mas também nas periferias como um todo, a população não tem acesso a saúde, educação ou lazer. 









Na Vila Andrade há 90 vezes menos leitos hospitalres do que no Jardim Paulista*1








Os bairros “bacanas” concentram os melhores hospitais, as melhores escolas públicas, e os mais completos equipamentos para lazer, como parques, museus e cinemas. Todas essas facilidades são promovidas, seja de forma direta ou indireta, com dinheiro público. Ou seja, para Doria, Covas, o PSDB e a elite neoliberal, apenas os mais ricos devem ter garantias de uma vida decente!









Na Vila Andrade a fila de espera para creches é de 260 dias*1











Querem deixar a periferia com medo!

Além disso, existe um projeto tenebroso promovido pelas elites de intimidar a população das periferias. Ocorre que é do interesse dessas elites garantir que o povo pobre permaneça em um estado de medo e sentimento de impotência constantes. Impõem o sentimento de que a única forma de viver seria pela venda da força de trabalho para os capitalistas. É interessante perceber, como apesar dessa intimidação, o povo de paraisópolis tem conseguido se destacar como polo de organização independente.









Na Vila Andrade tem e 43 vezes menos equipamentos públicos do que na República*1










Muitos desses novos grupos percebem nas festas de rua, nos bailes funk, oportunidade para venderem os seus produtos. São bares, restaurantes, ambulantes e músicos dos mais diversos estilos. Mas essas festas e esses negócios existem de forma, em boa medida, independente das vontades das elites. Isso constitui uma das principais razões para esses eventos serem reprimidos. A verdade é que setores da elite tem medo da independência econômica sendo desenvolvida em paraisópolis. Preferem manter o povo nas sombras, implorando por migalhas. Preferem o povo submisso à vontade e à lógica do neoliberalismo.

A polícia assassina quem mora em favelas

Por isso Doria, e antes Alckmin, e antes Serra (todos do PSDB), enquanto políticos alinhados aos interesses das elites, treinam e treinaram a polícia militar para atirar primeiro e perguntar depois. Mas o fato é que esse tipo de tratamento não é absoluto. A forma que a polícia trata uma dada parte da população está condicionada a classe social, localização, e cor de pele.









81,5% dos mortos pela polícia tinham apenas ensino fundamental completo, e 75,4% eram negros*2









Mas acima de tudo, a ação da polícia está condicionada ao papel que cada parcela da população cumpre na sociedade capitalista. A população pobre é reprimida porque tem a capacidade de se tornarem independentes, tanto por saberem, realmente, produzir produtos de valor real, quanto por, em decorrência de possuírem um menor poder de consumo, não estarem sujeitos aos mesmos apelos da publicidade institucionalizada. Assim, a solução encontrada pelas elites, é a de massacrá-la e intimidá-la o tanto quanto possível, por não desejar uma sociedade independente das garras neoliberais. E é assim que a elite põe em curso o massacre da periferia.

O que se tem em curso é o massacre da periferia

O panorama pintado por essas elites, acaba sendo o de um projeto higienista e fascista, de repressão e “remoção” das populações periféricas e negras. O Professor Vereador Toninho Vespoli luta contra tamanho extermínio. Para isso, entre outras coisas, criou um projeto de lei que institui a semana de conscientização contra o genocídio negro, o PL 218/2018. Mas projetos assim, sozinhos, não são o suficiente para resolver as coisas. O fim da truculência da polícia passa por uma profunda ação popular, por resistência e sobrevivência. É fundamental formar uma coalizão  pressionar a sociedade, de baixo para cima, por uma cidade capaz de atender aos periféricos. Ainda mais, precisamos lutar por um outro tipo de polícia. Uma polícia humana, que não sirva como instrumento de dominação, mas como instrumento de auxílio e proteção da classe trabalhadora. Do contrário, o genocídio fascista continuará até as suas últimas consequências.

*1 Dados do Mapa da Desigualdade da Rede Nossa São Paulo

*2 Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP)

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Filiado assine a Tese da Raiz Popular para o 7º Congresso do PSOL! Envie um e-mail para [email protected]

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A Raiz Popular surge da junção de coletivos que tem como principal objetivo contrapor e combater os grupos que nos colocaram diante de um fascismo emergente. As correntes nas quais estamos reféns advém de um tempo, em que os donos desta terra, foram quase exterminados. Nelas, também temos aprisionados os povos sequestrados de África. Tanto os extermínios quanto os sequestros foram originados da civilização branca europeia, que forjou nossos pensamentos e organizações políticas. Acreditamos que uma sociedade fundida dessa forma, não é capaz de desfazer-se da herança que não é nossa, já que não fomos nós que decidimos. No entanto, temos responsabilidades históricas sobre os povos que fazem o Brasil hoje. Temos o dever de quebrar essas correntes e uma das vias possíveis para tal é a união de tantas culturas, religiões e línguas diferentes que compõem o PSOL.

No momento que estamos diante de uma encruzilhada histórica, o mundo caminha para a barbárie, por isso cabe às forças de esquerda ocupar as trincheiras com um projeto popular e socialista. Nesse sentido o 7º Congresso do PSOL, traz a oportunidade de discutirmos os problemas pela raiz, buscando derrotar o neofascismo e neoliberalismo.

O PSOL tem o dever de estar acompanhado pela prática do Bem-Viver e do Ubuntu, isso significa fazer um partido democrático que respeite suas diferenças internas e se faça forte e potente externamente. Essa potência se estabelece em meio a leituras reais, diagnosticando a raiz dos problemas, e claro, com práticas coerentes e éticas para alcançar os sonhos que todos nós temos juntos, uma sociedade justa fraterna, igualitária e socialista.

1. Conjuntura Política

O capitalismo não consegue mais dar soluções para grande maioria da população. Estamos vivendo uma concentração de renda sem precedente, junto a isso, o desmonte de políticas públicas em todas as áreas. Até as soluções paliativas e de  conciliação de classes falharam; o Estado de bem estar social respira por aparelhos. Vivemos grande fluxo de populações fugindo da fome e de guerras. Situações que tende a se agravar, pois mal saímos da crise de 2008 e muitos teóricos de diferentes matizes ideológicas apontam que para o próximo período teremos um aprofundamento da crise.

Muitos com espanto redescobre a velha luta de classes, a polarização esquerda direita nunca esteve tão presente na ordem do dia. Eclode em várias partes do mundo resistências às políticas neoliberais. No Chile apesar do governo atender reivindicações, a população continua ocupar as ruas, questionando o sistema vigente. Na França a grande mobilização popular, conseguiu a vitória derrotando a tentativa de reforma da previdência proposta pelo governo Macron. O povo boliviano resiste ao golpe implementado por uma direita nacional-entreguista. Poderíamos, ainda, citar diversos outros exemplos de países e povos que resistem às intervenções e ataques imperialistas.

Hoje, o povo brasileiro é vítima de um processo de avanço neofascista articulado pela extrema direita que tomou conta das instituições. O fenômeno do bolsonarismo se apresenta como uma nova-velha doutrina política de promoção do ódio, do fundamentalismo religioso e de rendição à bandeira americana, vestindo tecnologia e Fake News.

As consequências desse processo conduzido pelo mascote pinochetista, o ministro Paulo Guedes, se traduzem no crescimento da sanha neoliberal, que coloniza o país, destrói a soberania nacional e condena a classe trabalhadora a conviver com o crescimento do desemprego, subemprego, informalidade e desalento. Os demais padecem com a retirada dos poucos direitos adquiridos até então, vítimas da precarização, privatização e fome. Os efeitos da uberização do trabalho – com o mito da flexibilidade e autonomia – joga milhares de trabalhadoras e trabalhadores num limbo de um mercado de trabalho invisível, sem legislação, sem seguridade, sem garantia, sem salário fixo, refém da demanda e recheado de incertezas. Sendo que, a única garantia é ser empreendedor de sua própria miséria.

O perigo de rompimento do pacto democrático e federativo é real. Os direitos sociais estão em risco: o combate à pobreza, universalização do ensino superior, o desenvolvimento agrário popular e sem veneno, as políticas de distribuição de renda e inclusão social são alvos do desgoverno que vê na crescente desaprovação a impopularidade das medidas.

O próximo período será marcado pelo acentuamento da entrega das riquezas naturais, seja com o agronegócio ou as multinacionais da mineração. Este último castiga centenas de comunidades no Brasil afora a conviverem com a contaminação dos rios por toneladas de rejeitos, poluição do solo e perda da fertilização. Além disso, somos obrigados a viver com o medo de eminentes rompimentos de intervenções humanas que violentam a natureza, como as barragens.

O projeto do agronegócio que arranca de seus territórios e extermina centenas de nações indígenas, comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais para a monocultura e gado para exportação tende a ganhar mais força com a ameaça a demarcação  de territórios. O mesmo projeto que acabou com o Cerrado brasileiro quer dar
continuidade a este extermínio via Amazônia. A transformação do Brasil no celeiro do mundo só interessa para os grandes latifúndios marcados com o sangue de pequenos trabalhadores do campo e povos tradicionais.

Os direitos da Mãe Terra devem ser incorporados em sua essência, isso significa reconhecer que estamos em uma Emergência Climática. Mais que um Acordo de Paris, precisamos de um Grande Pacto Indígena. Uma revolução Tupi, Wiphala, Tapuá, Guarani, Maia e Inca, capaz de nos afastar do caminho de devastação para o qual estamos sendo arrastados. O risco que corremos é de uma destruição em níveis jamais vistos na história, que atingirá, mais do que quaisquer outros, os desolados e miseráveis do mundo. Não é o momento de defender meias soluções. É, sim, o momento de ser ousado, e dizer em alto e bom som que nós não deixaremos a ganância da burguesia do petróleo , da agroindústria e mineradoras destruírem o nosso planeta!

Apesar das disputas entre as matizes de direita, expressas em figuras como, Bolsonaro, Doria, Witzel, Zema e Bruno Covas, o que os une é implementação de políticas neoliberais, ou seja, o mesmo programa de desmonte do estado brasileiro, com privatizações, terceirizações, desmonte dos serviços públicos, desmonte da previdência pública, ataque aos servidores públicos, baixo investimento nas áreas social e cultural e ataque a educação.

Não iremos superar o modelo neoliberal quando muitos governos estaduais progressistas acabam implementando parte desse receituário, como na Bahia que cedeu escolas à administração das Forças Armadas e no Maranhão que aprovou a reforma da previdência conforme interesse do grande capital.

Em São Paulo, João Doria acelera o plano de desestatização, rumando à privatização intensivamente agressiva, tenta aprovação da reforma da previdência e corta programas sociais. A lógica do governador é a lógica do sistema capitalista: suga do pobre para dar aos grandes que acumulam fortunas. Ao mesmo tempo, Doria se guarda dos holofotes como estratégia eleitoral para a eleição de 2022. Os planos de Doria não são capazes de diminuir o êxodo e fechamento da indústria no estado. Seu projeto tem um padrão que é seguido desde sua atuação na prefeitura de São Paulo, apenas transpondo as esferas governamentais.

No Rio de Janeiro, com Wilson Witzel, outro que se coloca à baila para 2022, e sua espetacularização da política de extermínio da população negra e periférica, flerta com os setores do bolsonarismo mais extremados, como as milícias, reza a política da privatização, como da CEDAE que sofre um processo de sucateamento para depois privatizar, empresa  essa que no de ano 2018 teve lucro de R$ 832 milhões. Ou mesmo seu projeto de escola cívico-militar criticado pela própria Polícia Militar.

No último período vimos o tsunani da Educação, greve geral da previdência, a luta
contra a reforma da previdência do servidor público em todo país, marchas dos povos
indígenas e das mulheres. Diante de tais conjunturas temos que intensificar as lutas de massa.
As ruas exigem uma resposta, como demonstraram esses atos e manifestações, temos o dever
histórico de marchar junto e potencializar as lutas.

2. Balanço Partidário

Diante da devastação social que nos atinge, a conjuntura política nacional impôs um desafio para o PSOL: saber a medida certa entre compor frentes amplas e estar a reboque de projetos conciliadores que abandonaram a mudança real da vida da classe trabalhadora. Esse lugar social e político tem um alto custo de compra e manutenção e, por vezes, a direção nacional do partido se perdeu no meio desse caminho.

Se no parlamento, os deputados de forma acertada compuseram frentes democráticas para tentar resistir aos ataques do governo Bolsonaro e a retirada de direitos, a articulação do partido na sociedade ficou à serviço do “Lula Livre” pelo “Lula Livre”. Não houve qualquer tipo de articulação por mudanças práticas, por exemplo, no sistema judiciário que, para além de criar aberrações como a condenação do ex-presidente, discrimina a população negra e pobre, permitindo, na prática, uma verdadeira criminalização da pobreza, ora de maneira indireta, por meio da fracassada “guerra às drogas”, ora de maneira explícita, como no caso da prisão arbitrária de Rafael Braga, DJ Renan da Penha e Preta Ferreira. Os papéis principais do PSOL devem ser a defesa dos trabalhadores e dos mais pobres.

Essa mesma direção majoritária aplicou energias pela luta no campo de narrativas com o “Lula Livre”, esforçando-se para garantir um lugar no palanque em São Bernardo do Campo, esquecendo-se que a batalha sempre se deu no campo da luta de classes. Vale sinalizar que faltou igual disposição para articular e organizar ações para cobrar punição aos assassinos de Marielle Franco e Anderson Gomes. “Notas de repúdio” e ações judiciárias não passam de preservação da ordem burguesa, e o PSOL é capaz de ir além da proforma.

O PSOL manteve-se sob uma atuação positiva nas ruas e nas redes, principalmente nesse momento em que o país é tomado como laboratório para o aprofundamento do neoliberalismo. Mas será que essa boa comunicação se repete nos diversos estados e municípios Brasil afora? Precisamos lembrar que o impacto da má comunicação gera a
dispersão das nossas lutas, considerando que tínhamos chances de atrair pessoas para participar e colaborar com a construção partidária.

É notório que o PSOL conseguiu se destacar muito mais nas redes sociais do que nas ruas, nesse último período. Fazemos muito barulho nas redes sociais, o que nos dias atuais é muito positivo, porém estamos pouco organizados em atos junto ao povo ou aos mais diversos movimentos sociais. Esse sintoma é causado pela falta de organização de base do partido. O mantra das eleições de 2018, “voltar para as bases”, parece que de nada serviu.

No último período vimos uma movimentação da direção em se aproximar de partidos e fundações do campo progressista, isso é positivo, pois não nos isola e demonstra que somos um partido aberto ao diálogo. Porém, esse diálogo, não pode nos paralisar, nem tão pouco tirar a nossa identidade, nos colocando como puxadinho de projetos falidos que só garantem a manutenção da ordem.

Precisamos mostrar que temos um projeto de país. Um projeto que vai além dos parlamentos e poderes estabelecidos e passa por um diálogo com o povo e com as organizações populares. Precisamos mostrar e demonstrar para a nossa militância que nas instâncias partidárias estamos dispostos a fazer um laboratório do que pode vir a ser um governo do PSOL. Só faremos isso com mais democracia interna e transparência.

O PSOL não dá formação, incentivo ou chamamento para a criação de núcleos, setoriais ou coletivos ligados ao partido. Não há uma política do DN para a formação dos militantes e a abertura para o surgimento de bons quadros partidários. O PSOL é um partido engessado que muitas vezes mais afasta que aproxima a sua militância. Um partido que filia pessoas e as deixa perdida sem um direcionamento, sem um chamamento e um acolhimento.

Se permanecermos como estamos, o PSOL será eternamente uma agremiação de agremiações, um partido de aluguel de pessoas que não fazem a construção partidária e que pensam somente em seus próprios interesses. É urgente abrir e fortalecer canais de participação direta da militância na vida partidária em todos os momentos não apenas quando interessa as direções que a militância endosse as suas práticas políticas.

Temos que “quebrar as correntes” internas que limitam as nossas ações, como se fôssemos vários grupos que apenas emprestam uma legenda para expor seu pensamento. Devemos entender que a pluralidade de tendências tem o dever de colaborar com a criação de um projeto partidário que nos une. Nosso dever é que as ruas pautem nossas lutas, que os povos sejam nossos aliados, e que, cada pensamento contribua e adicione táticas e estratégias para sermos um partido socialista de fato. O neofascismo já cumpre seu papel nos massacrando diariamente com a censura e a repressão tentando nos intimidar. O papel do  PSOL não é somente combater o neofascismo, mas de propor um projeto político popular e socialista que aponte saídas para o povo.

3. Perspectivas Partidárias:

  • Para o PSOL se democratizar é preciso criar novos instrumentos capazes de acolher filiados e simpatizantes, ampliar os que temos como os núcleos e setoriais, por exemplo. Os filiados devem ser chamados a contribuir cotidianamente na vida partidária;
  • No contexto eleitoral, é imprescindível que o partido ofereça formação e capacitação técnica da legislação eleitoral com antecedência mínima e adequada, além dos dispostos nas normas eleitorais para os candidatos;
  • Descentralizar a estrutura partidária para que possamos organizar o PSOL em todos os cantos do Brasil;
  • Fica evidente uma demanda, principalmente vinda da juventude, por formação de quadros políticos que querem disputar eleições, há a necessidade do partido atuar criando projetos que formem e viabilizem candidaturas jovens socialistas, investindo, também, na formação online;
  • Um projeto de esquerda não se dá através de movimentos políticos neoliberais, que tem a finalidade de potencializar e reformar a ordem burguesa. Por isso, é imprescindível que seja vetada a vinculação de militantes do PSOL a “movimentos de renovação política”;
  • Para derrotar o bolsonarismo e suas reformas precisamos de frentes amplas, dialogando com os vários setores progressistas que percebem que as reformas e as propostas neofascistas de Bolsonaro são danosas para o povo brasileiro;
  • Priorizar o maior número de candidaturas próprias para discutir e promover o programa do PSOL como alternativa política para o Brasil. Em alguns casos, as alianças eleitorais são uma importante tática de enfrentar o neofascismo, mas não uma manobra pragmatica de busca de poder. A direita e o centrão nunca serão passíveis de alianças;
  • O Brasil é um país altamente religioso, precisamos pensar essa subjetividade para debater o projeto popular e socialista, por isso é imprescindível a criação de um setorial e/ou núcleo temático inter-religioso no PSOL que vise ações estratégicas para ocupar espaços até então ignorados pela esquerda;
  • Em 2018 tivemos um exemplo de controle e manipulação de dados e dos espaços virtuais, o PSOL tem o dever de protagonizar uma rede de estudos e debates sobre tecnologia e proteção de dados.

4. Eleições 2020

Compondo o mesmo discurso dos Diretórios Nacional, Estadual e Municipal, caracterizamos a atual conjuntura como a mais grave ameaça aos direitos do povo brasileiro em décadas, principalmente, em virtude de um programa neoliberal sendo efetivado, em que as mais graves foram as reformas trabalhista e previdenciária.

Vivemos uma crise de um país economicamente à mercê dos grandes conglomerados financeiros e do agronegócio, que foram os principais financiadores das anti-reformas sociais, ampliando cada vez mais a exploração da mão de obra da classe trabalhadora, e aumentando exponencialmente o número de trabalhadores informais, no que chamamos de uberização. Devemos superar as velhas relações burocrático-partidárias incentivando candidaturas feministas, jovens, negras, LGBTQI+ e indígenas. A nossa aliança tem que ser com as forças vivas e progressistas das cidades, como por exemplo movimentos populares, culturais e sindicais.

É preciso ter candidaturas que exponham o potencial de luta do partido, de defesa das trabalhadoras e trabalhadores, de diálogo com os movimentos sociais e sindicais – tão perseguidos pelo neofascismo de Bolsonaro e da direita. Candidaturas que discutam os problemas reais e cotidianos das cidades e das pessoas, como falta de água, transporte de qualidade, vagas nas creches, educação pública gratuita e de qualidade, a privatização dos serviços públicos, o aumento de organizações sociais na saúde e o desmonte da assistência social.

Nossos candidatos devem fazer o enfrentamento a Bolsonaro e ao bolsonarismo. Somos um dos poucos partidos que podem apontar o dedo na cara dos canalhas neofascistas e denunciar suas práticas nefastas e antipovo.

Não podemos ter medo da polarização, pelo contrário, 2018 mostrou que houve uma mudança no pensamento do povo brasileiro. Precisamos radicalizar à esquerda. Por conta das ações dos parlamentares em nível federal, estadual e municipal temos a bagagem necessária para afirmar e reafirmar que não fazemos acordos espúrios e defendemos a população dos ataques neoliberais de governos entreguistas.

Nessas eleições temos que ter diretrizes nacionais e um programa nos municípios que seja radicalmente de esquerda, que defenda a aliança com as organizações de trabalhadores, movimentos populares e movimentos culturais. Temos que ser radicalmente contra a redução do Estado e defender maior participação popular na administração pública, como por exemplo reformas no sistema de transportes, de coleta de lixo, o banimento das OSs da saúde, educação e contra a terceirização e privatização dos serviços públicos.

Essas candidaturas devem ter o compromisso de revogar quaisquer medidas aprovadas em governos anteriores que retiraram direitos da classe trabalhadora, a exemplo das reformas da previdência dos servidores públicos municipais e da mercantilização da educação, reflexo de projetos conciliadores e neoliberais.

Entendemos que esse é o momento do PSOL ocupar aquilo que já defende ideologicamente na disputa do executivo e no legislativo, sendo uma das principais forças do campo de esquerda, por isso lutamos por candidaturas próprias e que exponham e garantam nossas lutas e anseios.

5. Projeto Político

O Partido Socialismo e Liberdade, por vezes, é acometido pelos mesmos erros dos partidos do campo progressista. Esse erro paira sobre a perspectiva de pautas e não de projetos, como se as pautas fossem independentes entre elas: saúde, educação, segurança pública, fome e etc. A leitura de mundo, e nesse caso, um mundo chamado Brasil que compõe a Latino-América, se faz necessária pela perspectiva de construção de um projeto que engloba determinado sistema político.

O sistema político latino-americano, em larga escala, é um laboratório de experimentações de limites da desigualdade e desumanização, garantindo a ausência de dignidade para a existência humana. E o Brasil permite que a classe dominante garanta a manutenção básica da ordem burguesa. Pensar no sistema político é pensar que a colonialidade, o racismo estrutural, a fome, a destruição do planeta, neoliberalismo, neofascismo e entre tantos outro apontamentos, integram um único sistema, o capitalista. Caso não façamos a integração e análise desses problemas visando a raiz da mesma, apenas contribuímos para a manutenção da ordem com leis que em sua essência, não mudam as características racistas e pejorativas em torno da cor e da classe.

A análise aprofundada dessas raízes nos proporcionarão saídas possíveis para atender aos nossos anseios de uma sociedade sem fome, e com dignidade, anseios esses materializados em projetos possíveis. Na ordem do dia, derrotar o neofascismo eminente em nossa sociedade.

Por isso, consideramos essencial alguns pontos que devam conduzir o PSOL nos próximos tempos:

  • Intensificar e priorizar o debate sobre a auditoria cidadã da dívida pública, desmascarando a farsa da dívida que sequestra mais de 40% do orçamento brasileiro. É necessário uma verdadeira e justa reforma tributária, que taxe as grandes fortunas e não condene os mais pobres;
  • Regulação dos meios de comunicação e direito à comunicação é uma exigência constitucional para definir regras concretas para o funcionamento destes veículos, não se trata de política de censura, mas garantir condições mínimas de operação do serviço de forma a manter o interesse público – e não o lucro das empresas – em primeiro lugar;
  • Democratizar a terra defendendo uma reforma agrária popular baseada na agroecologia;
  • Garantir o direito constitucional de moradia para o povo;
  • Reforma política que amplie a participação popular e garanta a ampliação dos mecanismos de democracia direta como referendos e plebiscitos, mas também dos conselhos paritários e das conferências;
  • Defender e garantir a regularização e a ampliação de políticas de demarcação de territórios indígenas e quilombolas;
  • Defender o Sistema Único de Saúde – SUS – garantindo financiamento público e gestão direta dos serviços de saúde, participação popular e controle social do sistema e ampliação da rede de atenção básica;
  • Ampliar a rede socioassistencial a fim de aplicar o Sistema Único de Assistência Social – SUAS – e percebê-lo com direito social básico na proteção da vida e da dignidade humana;
  • Lutar contra o desmonte das políticas públicas de proteção da infância e juventude, defendendo o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA- e empenhando esforços contra a diminuição da maioridade penal que potencializa o encarceramento da juventude preta, pobre e periférica; Assegurar os mecanismos de proteção dos biomas e ecossistemas brasileiros e criar novos instrumentos que garantam a saúde da natureza. É urgente um pacto nacional da Casa Comum, que se levante contra a privatização da água, do vento e do sol e regule a exploração de minérios em território brasileiro;
  • Defender o serviço público direto, gratuito e de qualidade é defender um estado que garanta assistência e acesso universal. O dinheiro público deve ser investido no serviço público;
  • Defender e investir uma Educação pública, gratuita, plural, laica e de qualidade da educação infantil a educação superior para todos;
  • Fazer enfrentamento direto de forma combativa à revogação das reformas anti-povo; Assegurar o direito à cidade considerando os diferentes contextos sociais de cada território;
  • Garantir os direitos sociais do povo brasileiro, principalmente para mulheres, negros, LGBTQI+, pessoas com deficiência, quilombolas, jovens, idosos e povos originários;
  • Aprofundar e implementar mecanismos de controle social do judiciário;
  • Radicalizar a mobilidade das cidades brasileiras. Essa pauta deve ser transversal a todas as outras que lutamos. Democratização da equidade da mobilidade deve ser uma das bandeiras imprescindíveis, garantindo no mínimo, um transporte que seja público, universal, gratuito, com qualidade e dignidade para o nosso povo;
  • Protagonizar debates e projetos de segurança pública, não apenas fazendo resistência ao projeto da extrema direita, mas colocando de forma incisiva nos holofotes da política um projeto socialista;
  • Combater o desmonte dos direitos trabalhistas e garantir projetos de geração de emprego e renda;
  • Impedir retrocessos e garantir o mínimo de direitos conquistados no âmbito do sistema de seguridade social brasileiro.

25 coisas para fazer no Aniversário de São Paulo

Helião (RZO) e Inquérito

1. Vai ter RAP na Casa de Cultura São Rafael! O evento contará com Discotecagem e abertura com DJ Tonis, seguida das apresentações dos MCs Helião, Inquérito e LouCoala’Mc. A festa vai ter começo às 15 horas da tarde, dia 25. Confira mais informações no link

Beco do Hulk

2. Carnaval chegou chegando e é hora de glitter, purpurina e MaiôNuRêgo, um bloco intervenção que propõe a discussão do corpo livre. E assim, está diretamente relacionado com o tema do Bloco do Fuá para o carnaval “A dor, a luta e a delícia de ser Mulher”. Vamos unir nossas lutas contra o feminicídio, violencia contra a mulher e o assédio. Mas não para por aí, vamos nos unir na alegria, no despojamento e jogar leite quente na cara dos caretas. Vai ser dia 26 a partir das 20 horas no restaurante Al Janiah. Mais detalhes na página do evento.

Roda Viva

3. Mas também tem coisa legal no centro, vai. Não vamos negligenciar a trupe do Teatro Oficina. Formado durante a ditadura militar, o grupo liderado por Zé Celso possuí décadas de história na dramaturgia brasileira! Marcada por seu estilo crítico, irreverente mas também divertidíssimo, o grupo é famoso por polemizar contradições morais e sociais em nossa sociedade, através da música, do humor e do erotismo! (crianças não são permitidas). Do dia 24 ao 26, vão apresentar o espetáculo que lançou a companhia, a peça teatral Roda Viva. Com roteiro e músicas escritos por ninguém menos que Chico Buarque de Holanda, a peça explora a tragetória de um artista em busca de sucesso. Confira os preços e horários no link.

Br Trans

A ação será para falar sobre a exploração animal e veganismo, na intenção de mostrar ser acessível e possível vivermos livres de crueldade, com mais saúde e consciência ambiental. O objetivo é romper com a visão da pauta vegana como algo elitizado e para poucos. Cola lá junto! Vai ser dia 26, das 9 às 12, na AMA paraisópolis, na rua Silveira Sampaio, 160. Mais informações no link

Tertúlia, com Yoga e dança

5. Mas não dá para querer só criticar a sociedade. No fim de semana é importante também relaxar! E se for para fazer isso enquanto entra em harmonia com a natureza, melhor ainda! É por isso que o grupo Tertúlia organiza, nesse dia 26, uma tarde inteira de yoga, danças, músicas e oficinas! A programação do TERTÚLIA é organizada por voluntários que espontaneamente reservam uma parte do seu dia para compartilhar conhecimentos ou oferecer serviço, atividade ou vivência. Todos são bem-vindos para fazerem parte desta composição. O encontro contará com um belo Picnic vegano coletivo, Prática de Yoga, AcroYoga, Circo, Slack Line, Danças, Tenda de Terapias e até mesmo bloco de Maracatu! Vai ser tudo dia 26, no parque Villa Lobos, das 10:30 às 21 horas. saiba mais pelo link.

Casa Verde uma pequena África Paulistana

6. Alguns dizem que São Paulo é o túmulo do Samba. Esse evento veio mostrar que São Paulo é onde o samba renasceu! Vai ter lançamento do livro Casa Verde uma pequena África Paulistana, seguida de uma apresentação de samba sob o comando dos músicos Rogério Família (RJ) e Tadeu Kaçula (SP). O evento será marcado por uma musicalidade antirracista e que celebra a religiosidade dos povos africanos! Venham celebrar no Espaço Cruz da Esperânça, das 14 às 22 horas. Confira mais detalhes no link.

Rodízio de comida e cultura africanas

7. Se no aniversário de São Paulo bater aquela fome, se prepara para o Rodízio de comida e cultura africanas. Vai ser no restaurante Congolinária, no Sumaré no valor de 35 reais para comer à vontade! Confira o cardápio no link!

Mc Tha no Centro Cultural Grajaú

8. Vamos falar de Grajaú! Vai ter Mc Tha soltando a voz no Centro Cultural Grajaú. Mc Tha é uma artista que só cresce no cenário musical, com músicas marcantes que retratam a vida na periferia paulistana! O show vai das 19:30 às 21:00. Confira mais detalhes no link.

Oficina de Plantio Gratuita

9. E plantar árvore, pode? É claro que pode! Vai ter Oficina de Plantio Gratuita no espaço BemViver Marquês de Itú, na Vila Buarque. Os grupos Morada da Floresta e Magik JC desenvolveram esta oficina para engajar a comunidade a saberem um pouco mais sobre sustentabilidade. Se você tem interesse em saber mais sobre plantio em pequenos espaços e agricultura urbana e como você pode fazer dentro da sua residência, essa oficina é para você! Vai ser das 10 às 12, no dia 25. Confira mais detalhes.

Amor se Doa - Doação 25/01

10. Outro jeito super nobre de passar o aniversário de São Paulo é doando sangue. Por isso a Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo vai organizar nesse dia 25 uma campanha de doação de sangue! confira os detalhes (inclusive horários) pelo link.

Rock contra o Racismo!

11. Chega de racismo! No aniversário de São Paulo haverá um eletrizante show de Rock no Caveiras Rock Bar. O evento contará com a participação de novos nomes do Rock e do death metal nacionais, como as bandas Lepra, Relative, Insurreição, Verdades não Ditas & Convidados. O show vai ter início às 18 horas, com previsão para acabar às 2 da manhã. Confira mais detalhes no link!

O Homem-Mega-Fone

12. O teatro sempre foi uma forma de crítica e recreação. E nesse aniversário de São Paulo as coisas não serão diferentes. A peça O Homem-Mega-Fone, da Cia Teatro de Investigação, retrata a luta pela sobrevivência, apresentando um ambiente comum no cenário brasileiro: o trabalho informal dos que transformam o lixo de alguns em pão de cada dia. Em paralelo, o homem-mega-fone abre mão de seu megafone e o carrinho de catador para entrar na disputa das eleições municipais. Diz ser a voz do povo, a voz de Deus, mas o povo tem sua própria voz. A apresentação será sábado, das 13:00 às 14:20, no Sesc Itaquera. A entrada é franca, e os ingressos serão distribuídos no dia. Confira mais informações no link.

Café e Memórias lgbt50+

13. Nesse sábado a ONG Eternamente Sou organiza um café com meditação e bate-papo sobre visibilidade LGBTQ+! É a primeira edição de um projeto que busca trazer discussões sobre sexualidade em uma atmosfera gostosa e descontraída. Serão tratados, como tema, Sexualidade, saúde e meditação. Estarão acompanhando as conversas o Dr. Milton Crenitte (Médico Geriatra) e a Dra. Maira (Fisioterapeuta). O eveneto vai ser dia 25, no Espaço Muss, a partir das 15 horas. Mais detalhes na página oficial do evento

MAAU – SP

14. O Museu Aberto de Arte Urbana (MAAU) pra quem não conhece, fica localizado na Zona Norte de São Paulo, é composto por obras de grafites de artistas da cena, especificamente sobre as pilastras das estações do METRO, no trecho elevado da linha 1 Azul, entres as estações Tiete, Santana e Carandiru. A entrada é franca, até mesmo porque não tem grades, portas ou algo que separe o público das obras expostas, pode-se visitar o museu passeando pela ciclovia existente ao longo do percurso das 33 pilastras que compõem o MAAU, a pé, de bicicleta, ou até mesmo enquanto se passa de carro pela Avenida Cruzeiro Do Sul, tanto no sentido centro quanto no sentido bairro, pois as obras estão expostas dos dois lados das pilastras e tem cerca de dez metros de altura cada. Confira mais informações no site!

Cia. Circo Delas “Dia de Praia”

15. A peça, voltada para todos os públicos, mescla as linguagens de teatro e circo em uma narrativa quase sem falas, utilizando-se de comicidade física, manipulação de objetos e equilibrismo para contar a divertida história de Carmela: uma palhaça que decide ir à praia para se divertir e relaxar, mas encontra dificuldade em lidar com o sol escaldante e manejar seu guarda-sol e sua cadeira para montar seu cantinho em meio a uma praia lotada. A montagem será no Teatro Arthur Azevedo, na Mooca, com início às 16 horas. A compra do ingresso é no próprio teatro, uma hora antes do espetáculo. Os valores serão entre 10 e 20 reais.

Beco do Hulk

16. Beco do Hulk. Quem disse que grafite é coisa da vila Madalena? Hulk vence Bataman qualquer dia a qualquer hora! O espaço Beco do Hulk, no extremo leste de São Paulo, reúne graffites a céu aberto de alguns dos artistas do Coletivo Cultural Cenário Urbano. O destque fica para os personagens da Marvel, retratados em tamanho gigante! Confira os murais Viela Gildo Lao, 1 – Parque Boturussu.

Acadêmicos da URSAL no Al Janiah

17. O Acadêmicos da Ursal se apresenta no Al Janiah no próximo dia 24/1. Fundado por camaradas do saudoso Bloco Soviético, o Acadêmicos da Ursal mistura marchinhas clássicas dos antigos bolcheviques como ‘O Teu Discurso Não Nega Machista’, ‘Engels Jardineiro’ e ‘Reaça Escravocrata’, com composições da sua nova alma latina, como Professor Doutrinador, WhatsApp Sincero, e a versão socialista de Despacito, que define sua linha revolucionária, de esquerda festiva em ritmo latino. Vai ser no Al Janiah a partir das 23 horas. Confira mais detalhes!

Br Trans

18. Agora vamos para a zona Norte, com a apresentação “BR Trans”. O espetáculo desenvolvido por Silvero Pereira, estrela do filme Bacurau, busca trazer reflexão sobre a marginalização das pessoas transsexuais no Brasil. É dirigido por Jezebel de Carli, professora e diretora gaúcha, e resultou de quatro anos de pesquisas feitas por Silvero junto a travestis, transformistas e transexuais de Porto Alegre e de outras cidades brasileiras. Em a peça narra histórias de vida, de um sem número de pessoas que a nossa sociedade insiste em invisibilizar. Essas histórias são fragmentos de relatos escutados durante uma pesquisa em POA, junto a interpretações livre de Silvero Pereira. A última apresentação vai ser na véspera do aniversário de São Paulo, dia 24, então corre que ainda dá tempo! Vai ser às 21 horas no Teatro Alfredo Mesquita. Os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência, no próprio teatro. 

Sarau da Paulista

19. Há mais de 3 anos, poetas de várias gerações reúnem-se na avenida Paulista pra dizer seus próprios poemas ou de seus autores preferidos. Faça assim também: venha participar dessa festa da poesia. Desta vez na Casa das Rosas das 15h às 17h. Neste dia 26 de janeiro. Neste domingo! Mais detalhes no evento.

Cine Ajeji Especial "Infância e Juventude Negra"

20. Para abrir os trabalhos em 2020 a Kasa Ajeji inicia com a temática “Infância e Juventude Negra”. Com isso irá exibir no Cine Ajeji dois curtas metragens, um diretamente do estado do Ceará e o outro de Diadema/SP. A apresentação será dia 26, das 15 às 16:30, na Kasa Ajeji. Mais detalhes no link.

Repertório Adoniran Barbosa

21. No aniversário de São Paulo, a partir das 17h, na Passagem Literária da Consolação, tem pocket show com entrada gratuita e repertório de Adoniran Barbosa! No local também pode ser conferida uma exposição especial com imagens e arquivos inéditos do compositor. Tudo isso ao lado do PetraBelasArtes, onde o documentário Adoniran Meu Nome É João Rubinato entra em cartaz nesta quinta. Partiu curtir esse programão no sábado?

Sarau Resistência Lésbica

22. Esse aqui é exclusivo para mulheres! Sábado a cerveja Benedita estará presente no Sarau Resistência Lésbica junto com a Rede Lilith. Entre 12 e 14h ocorrerá uma roda de conversa com o tema “Ser mulher em ambientes dominados culturalmente por homens.
Venha saber um pouco mais sobre esse projeto incrível projeto e tomar uma Benedita bem geladinha! Mais informações pelo site.

FIOS DE TENSÃO

23. Nesse dia 24, o cantor e compositor “engajado” como é chamado na França, é convidado do espaço ECLA no Bixiga. Elio Camalle mostra canções de seus repertorio além de outras do show mais recente “FIOS DE TENSÃO” Aos amantes da voz e violão! Será das 20:30 às 23:30 no ECLA. Mais informações no evento.

O Camareiro

24. O Camareiro é uma das peças mais celebradas e montadas em todo o mundo. Com delicadeza, sensibilidade e uma grande dose de bom humor, passa durante a segunda Guerra Mundial, na Inglaterra, quando um ator de teatro à beira de um colapso nervoso luta no limite de suas forças para interpretar mais uma vez o Rei Lear de Shakespeare. Fala sobre dedicação, devoção, paixão e mostra o avesso do teatro, seus bastidores e sua intimidade. A apresentação será dia 25, no teatro FAAP. Confira mais detalhes clicando aqui.

Ato Ecumênico em memória das vítimas dos Massacres de Senkata

A comunidade boliviana residente em São Paulo-Brasil, convida ao público em geral a participar do Ato ecumênico em homenagem a memória de nossos irmãos bolivianos e irmãs bolivianas vítimas das masacres em Senkata e Huayllani decorrentes do golpe de estado na Bolivia. Vai ser 25 de janeiro às 16:30 na Igreja de Nossa Senhora da Paz, Rua Glicério 225. Mais detalhes você encontra nesse link.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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a sofrência dos servidores públicos

2020_blogServidores

Entenda porque muitas pessoas não estão conseguindo se aposentar!

Com o discurso de que a Prefeitura teria Gestores à frente dela e não Políticos, João Dória Jr. foi eleito Prefeito de São Paulo, e iniciou uma política de retirada de direitos, intensificando a sofrência dos servidores públicos. Uma das primeiras ações foi retirar diversos cargos comissionados nos primeiros meses de mandato, mas não retirou aqueles que são considerados como “cabides de emprego”, retirou daqueles que menos recebem na Prefeitura, os cargos mais baixos e que eram ocupados por servidores efetivos que ganhavam de 2 a 5 salários mínimos, e em contra partida, criou diversos cargos com vencimentos que chegam a ser superior que 10 salários mínimos, sem a necessidade de concurso público, ou seja, de economia financeira, não se teve nada!

Com um pouco mais de 1 ano a frente da Prefeitura, iniciou a busca por alterar a Previdência Municipal dos servidores, generalizando e colocando todos no mesmo balaio, como se fossem privilegiados e beneficiados, com vencimentos acima aos da iniciativa privada, o que é mais uma mentira, já que esse grupo, não representa mais que 10% dos servidores da Prefeitura de São Paulo.

O prefeito muda, as artimanhas não!

Apesar de não ter conseguido sucesso em seu plano mirabolante, deixou seu sucessor, Bruno Covas, para que continuasse com essas tramoias, sucateando e extinguindo as conquistas de anos dos servidores públicos. Assim, fazendo melhor o “jogo do toma lá da cá”, em pleno período de Natal, em 2018, conseguiu alterar a Previdência dos Servidores, aumentando a contribuição de 11% para 14%, e prejudicando ainda mais as categorias que menos recebem, já que a Política Salarial desde 2002, aplica 0,01% de reajuste geral anual.

Tendo diversos concursos em vigência, e aguardando a nomeação dos concursados, em que sua maioria vence até Junho deste ano, desde o início da gestão, a Prefeitura não teve competência para entregar um cronograma de nomeação, e grande parte desses concursos sequer chegaram a 50% de chamamento, em que só as aposentadorias, chegam a ser 2x mais que o ingresso de novos servidores.

Por fim, sob a justificativa de qualquer aumento nas despesas prejudicará os investimentos na Saúde e Educação, escondem da sociedade a falta de investimentos nos setores, bem como, não respondem centenas de Ofícios dos quais é solicitado melhoramento público, como podas de árvores, carpinagem de córregos, tapas buracos, dentre outros!

Assim, com uma política pregada pelo Estado Mínimo e sem um planejado adequado, os servidores do munícipio de São Paulo ficam reféns dessa Política, que mesmo após realizarem greve, pouco foi feito para melhorar a qualidade do serviço público, e a gestão os culpam e colocam como vilões pelos equívocos cometidos nas diversas gestões. E mais uma vez, a sociedade é a grande prejudicada nesse processo, assim como eles, não vislumbrando qualquer perspectiva de melhorias, e por essas razões, é fundamental que a população no período de eleição pesquise muito bem seu candidato! do contrário não terá fim a sofrência dos servidores públicos!

Por fim, sob a justificativa de qualquer aumento nas despesas prejudicará os investimentos na Saúde e Educação, escondem da sociedade a falta de investimentos nos setores, bem como, não respondem centenas de Ofícios dos quais é solicitado melhoramento público, como podas de árvores, carpinagem de córregos, tapas buracos, dentre outros!

Assim, com uma política pregada pelo Estado Mínimo e sem um planejado adequado, os servidores do munícipio de São Paulo ficam reféns dessa Política, que mesmo após realizarem greve, pouco foi feito para melhorar a qualidade do serviço público, e a gestão os culpam e colocam como vilões pelos equívocos cometidos nas diversas gestões. E mais uma vez, a sociedade é a grande prejudicada nesse processo, assim como eles, não vislumbrando qualquer perspectiva de melhorias, e por essas razões, é fundamental que a população no período de eleição pesquise muito bem seu candidato! do contrário não terá fim a sofrência dos servidores públicos!

Denis Dantas do Carmo

Denis Dantas do Carmo

Denis Dantas do Carmo é Servidor Público e ativista pela AMAASP (Associação Municipal dos AGPPs e Agentes de Apoio de São Paulo). Atualmente compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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intervenção militar no INSS

intervenção militar no INSS

Entenda porque muitos não conseguem se aposentar:

Bolsonaro é contra a previdência. No fim não há outra forma de colocar. Não basta aprovar uma reforma draconiana que tira direitos históricos dos trabalhadores. Agora ele também faz corpo mole para impedir que quem contribuiu pelo tempo previsto em lei consiga receber a aposentadoria. O problema não é novo, mas a solução apontada pelo presidente chega a ser cômica de tão trágica: propõe uma intervenção militar no INSS. Isso mesmo: ele acha que 7 mil fardados, sem qualquer tipo de treinamento, vão conseguir resolver a fila na previdência.

Os militares não sabem fazer o serviço!

É tão absurdo que fica até difícil comentar. Para começar os fardados não possuem treinamento algum. Atender pessoas no processo de se aposentarem não é tarefa simples. É preciso ter conhecimento sobre legislações, processos e trâmites, e tão importante quanto: é necessário ter habilidade com pessoas. Militares não são conhecidos pelo trato com o público. O trabalho requer atenção e paciência, mas muitos fardados estão acostumados a resolver as coisas, a princípio de forma violenta. Péssima forma de receber pessoas próximas a se aposentarem.

Além disso um problema apontado em texto do SINSPREV (Sindicato dos Servidores e Trabalhadores Públicos em Saúde, Previdência e Assistência Social no Estado de São Paulo), é que os militares são capazes de reconhecer, apenas, a hierarquia de outros militares. Segundo o Sindicato, um militar não iria respeitar o gerente da unidade do INSS. Somente iria respeitar as ordens de um oficial com patente superior. 7 mil pessoas assim no INSS poderia prejudicar, gravemente, a organização da entidade.

E outra coisa: supondo que os militares conseguissem, por algum milagre, se organizar dentro das repartições públicas e zerar a fila da aposentadoria, o que impediria a fila de voltar a se formar, tendo em vista que não foram contratados mais funcionários? O que aconteceria, inevitavelmente, seria que a fila voltaria a se formar, ou seja, seria um bandeide, muito mal colocado, para esconder um problema que somente seria resolvido com a abertura de novos editais para a contratação de mais servidores públicos!

Intervenção militar no INSS e no Brasil

É importante atentar-se ao contexto em que essas medidas são propostas: temos um governo super-autoritário, com membros defendendo discursos nazistas. Ao mesmo tempo, o bolsonaro defende abertamente a conversão de escolas normais em escolas militares, usando como justificativa a delirante “caça aos comunistas”. Na cultura, também, o secretário da cultura, Roberto Alvim, propõe uma arte nos moldes da Alemanha de Hitler, nacionalista e ufanista, capaz de exaltar uma ordem fascista. O que está sendo colocado em pauta é a militarização da sociedade. A distorção do país em uma máquina cada vez mais dependente da ação militar, seja na educação, na cultura ou na Assistência Social. E os únicos, realmente, beneficiados com essa ação são a base do Governo, por exemplo, os militares terão um bônus de 30% para intervirem na Seguridade Social.

Apesar de a solução mirabolante ser do Governo Bolsonaro, o problema não é tão novo. Em julho de 2019, ainda antes da aprovação da (des)reforma da previdência, o Ministério Público Federal iniciou ação apontando péssimas condições de trabalho, e falta de contratações como razões para o acúmulo da fila no INSS. A conclusão do MPF foi a da necessidade urgente de mais contratações para servirem no INSS, mas o governo de Temer, assim como o de Bolsonaro, preferiram não ouvir as recomendações. Ao invés disso, pretende resolver tudo por meio dos militares. É dessa forma que democracias acabam.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Uniformes escolares: o problema é transferido, a solução é pior

Uniformes escolares: o problema transferido a solução é pior

uniformes escolares: o problema é transferido e a solução adotada é pior.

A prefeitura de São Paulo não deixa de dar “amostras grátis” da sua incompetência. Agora, o exemplo fica por conta dos uniformes escolares. Um dos pontos da Educação na perspectiva inclusiva é pensar além do oferecimento da vaga, essa criança precisa ter um calçado para as aulas de Educação Física, uma alimentação de qualidade, um transporte que garanta a frequência na escola. Nesse sentido, o oferecimento dos uniformes é um direito que interfere diretamente na qualidade e permanência dos estudantes nas escolas. A prefeitura pretende terceirizar os problemas, ou para as diretorias ou para os pais. É evidente a incompetência no manejo dos uniformes escolares: o problema é transferido e a solução adotada é pior.

Os uniformes são utilizados pelos estudantes de CEMEIs, EMEIs, EMEFs EMEFMs (para os alunos do Fund I e II) e EMEBs. Tomando como desculpa o fato de as empresas estarem tramando entre si para oferecer uniformes com qualidade inferior, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, ventilou a possibilidade de diminuir as exigências da prefeitura no processo de licitação. A situação está sendo apurada pela Controladoria Geral do Município. 

Saiba Mais

A verba municipal destinada à Educação é de 31% do orçamento da cidade. Desse montante , um recorte de 6% é voltado à questão da educação inclusiva. Dentre os destinos está, por exemplo, a compra de uniformes escolares para os estudantes.

Os uniformes são utilizados pelos estudantes de CEMEIs, EMEIs, EMEFs EMEFMs (para os alunos do Fund I e II) e EMEBs. Tomando como desculpa o fato de as empresas estarem tramando entre si para oferecer uniformes com qualidade inferior, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, ventilou a possibilidade de diminuir as exigências da prefeitura no processo de licitação. A situação está sendo apurada pela Controladoria Geral do Município. Face a esse impasse, a solução então apontada pela prefeitura seria a de um “plano B”: repassar a responsabilidade de compra dos materiais às APMs das escolas.

É inadmissível que uma gestão municipal que tem por dever usar o processo de licitação para negociar preço, qualidade e prazo, especule o caminho de repassar uma obrigação do poder executivo aos, já atarefados diretores de escola por meio das APMs.

Saiba Mais

As APMs são Associações de Pais e Mestres, colegiados compostos por servidores e a comunidade escolar. Possui dentre os seus objetivos gerir os recursos enviados para as Unidades Escolares. Cada composição do colegiado fica por dois anos.

A licitação tem um valor de quase R$ 130 milhões de reais para a compra de 660 mil kits (para acompanhar a enquete feita pela prefeitura sobre o uso dos uniformes e qualidade do material distribuído, entre neste link.)

Isso já seria péssimo, mas a prefeitura surpreendeu mais uma vez: anunciou que vai oferecer no início do ano ainda mais um voucher. R$215,00 para cada família fazer a compra do uniforme de acordo com os próprios critérios. Parece piada! E obviamente por um valor que não bate com os R$130 milhões da licitação. Isso é fazer gestão com zelo pela verba pública? Os cartões serão enviados para as escolas que ficarão responsáveis pela entrega aos pais. Até o momento o kit entregue pela Prefeitura contempla: 5 camisetas, 5 pares de meia, 1 jaqueta, 1 calça, 1 blusão, 1 bermuda e 1 par de tênis.

Dizer que uma família que negocia 1, 2 ou 3 uniformes pode ser mais capaz que alguém que negocia mais de meio milhão de uniformes é escancarar a própria incompetência. Mais que isso, é repassar o ônus para as famílias e escolas que já têm tanta tarefa e responsabilidade.

Uniformes escolares: o problema é transferido e a solução é pior

A transferência de responsabilidade da compra não resolve o problema apontado pelo prefeito, somente transfere a situação. Covas mente quando diz que essa ação torna o processo mais transparente. Pelo contrário: não há garantia de que o valor destinado para os uniformes será devidamente utilizado. Além disso, a conta não fecha: a somatória da compra estimada com esse processo é de cerca de R$ 142 milhões, enquanto a licitação prévia era de R$ 130 milhões. Outro ponto de dúvida recai sobre o cancelamento da licitação. Os motivos e critérios aplicados para não aprovar as 20 empresas serão os mesmos usados para avaliar as “credenciadas”?. Uma coisa não se pode negar sobre a “gestão” tucana: o trabalho é transparente! Deixam claro e translúcido que só sabem repassar responsabilidades, quer seja com a privatização ou terceirização do que é seu dever!

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves é diretora de escola na Rede Municipal de Educação, historiadora, pedagoga e ativista. Atualmente faz parte da caravana da educação do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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a personificação do “lixo social”

Carlos: a personificação do "lixo social"

No último dia 6 fomos surpreendidos com a notícia da morte de Carlos Roberto, 39 anos, catador, em situação de rua de uma forma que já se tornou “clássica” entre a população mais marginalizada do nosso país: queimado enquanto dormia. Mais um triste episódio que ilustra a personificação do “lixo social”.

Segundo o prefeito Bruno Covas, a prefeitura está terminando um levantamento sobre a população de rua e indica um aumento de até 60% no número de pessoas nesta condição desde o último dado oficial (cerca de 15 mil pessoas em 2015), fruto da crise econômica. Outras fontes que atuam diretamente com o atendimento da população em situação de rua indicam que o número pode chegar até 50 mil pessoas somente na cidade de São Paulo.

 

Brasil registra mais de 17 mil casos de violência contra moradoresde rua em 3 anos
Dados do Ministério da Saúde

Uma história antiga…

Na nossa História alguns sempre foram tratados como lixo social. Não importa o espaço em que possam estar, são vistos como um incômodo. Uma mancha na “Cidade Linda”. Não se quer por perto, e com um agravante: é orgânico e vivo!

No Brasil, após a lei Bill Aberdeen (que proibia o tráfico negreiro), a maioria dos negros não eram empregados a cargo algum. E com a política de embranquecimento e gentrificação do Rio de Janeiro promovida por D. Pedro II, foram destruídos os cortiços no centro da cidade. Os negros e pobres se viram obrigados a subir os morros e a iniciar as conhecidas favelas. Termo esse, tido como ofensivo e definido como forma irregular de moradia que foge do padrão burguês de organização habitacional.

Na guerra contra o Paraguai, o Brasil encontrou uma boa serventia para o “lixo social” (mérito da primeira Cruzada que teve estratégia parecida): criou a política dos “escravos da pátria”, ou seja, aqueles que servissem o exército brasileiro na guerra (sem preparo militar algum) e retornassem vivos, teriam sua alforria. Como isso era lucrativo para os “donos” deles, que seriam indenizados, milhares foram mandados ao Paraguai, a grande maioria dizimada; 

Para onde vai o dinheiro?

E assim nos anos e séculos seguintes foi seguida uma mesma política de extermínio e invisibilidade dos que foram deixados às margens: uma pequena parcela populacional, direcionando atividades e vidas dos setores pobres. Para que a discrepância social permanecesse em espécies de castas, foi-se fazendo tudo às avessas. Instituíram educação pública apenas para os que já tinham condições de ter primeiramente professores particulares que os fizessem ser promovidos em provas admissionais (vestibulares), podendo assim ingressar na educação formal. Iam à Europa e voltavam como doutores. Isso foi sendo feito durante séculos e ainda temos ranços atualmente.

 

O município de São Paulo gasta cerca de 1500 reais por morador de rua por mês. Mas em meio a terceirizações e repasses, muito pouco do dinheiro chega a quem realmente precisa.

Dentre as várias outras políticas de marginalização social e cultural do nosso povo, trazemos como troféu uma das piores distribuições de renda do mundo. Também somos um dos povos que mais pagam impostos, estes, convertidos em benefícios incertos. Por exemplo, um levantamento da Comissão de Finanças da Câmara Municipal de São Paulo aponta que cada pessoa em situação de rua custa cerca de R$1500,00 por mês aos cofres públicos. É um funil em que sobra quase nada ao público-alvo, pois grande parte dos investimentos na ficam na mão das empresas terceirizadas.

Na prática, quase não se tem serviço da rede direta, somente um ou outro funcionário que atua no CRAS. As empresas recebem por abordagem, os acolhimentos são feitos de forma descentralizada. Não se pensa em políticas permanentes de direitos e manutenção da dignidade humana. Quantos banheiros e bebedouros públicos temos na maior cidade do país, por exemplo? 

Liberou geral!

A violência é generalizada contra a população pobre. Muitas vezes parte do próprio Estado na ausência de política pública ou na figura de seus agentes, que não são julgados nem condenados por crimes cometidos. Essa banalização reverbera numa oficiosa “liberação” para outras ações violentas, uma vez que nem mesmo o poder público se importa mesmo. Contra a população de rua serve matar por diversão, serve fazer a “limpeza com as próprias mãos” para defender a fachada, o patrimônio, o chocolate. Serve o chicote, o açoite com fio, o banho gelado na calçada, o escombro na cabeça, a internação compulsória, o subemprego, a bala em nome do belo.

Se for analisado a fundo cada um tido como “lixo social”, as histórias serão distintas, mas todas terão um “radical”, não como um fundo léxico comum, mas como fundo social comum, que envolve dinheiro e muita humilhação. 

Carlos, Galdino, Marta, Pedro são sujeitos de direitos, são pessoas, precisam ser ouvidos e representados. É necessário que se possa pensar em pessoas excluídas socialmente (gênero, social, racial ou quaisquer que sejam), como HUMANOS, que vivem, pensam, sonham, amam. Não são “saquinhos vazios”, tratados como entulho que enfeiam qualquer local em que possam estar. É preciso o respeito e é preciso o trabalho sério do Estado para que todos sejam reconhecidos e valorizados como cidadãos! Somente assim poderemos parar de lidar com a personificação do “lixo social”.

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves é diretora de escola na Rede Municipal de Educação, historiadora, pedagoga e ativista. Atualmente faz parte da caravana da educação do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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