Mês: fevereiro 2020

O palhaço triste: Reflexões sobre a obra de Adoniran Barbosa

Por André Luiz Barbosa da Silva

Texto republicado do site portal disparada, no link: https://portaldisparada.com.br/cultura-e-ideologia/palhaco-triste-adoniran-barbosa/

Em plena uma quarta-feira de cinzas chuvosa fui ao cinema assistir um documentário sobre samba, na verdade, mais especificadamente sobre João Rubinato. Aquele que Antônio Cândido descreveu como “lírico e sarcástico, malicioso e logo emocionado, com o encanto insinuante da sua anti-voz rouca, o chapeuzinho de aba quebrada sobre a permanência do laço de borboleta dos outros tempos, ele é a voz da Cidade”. Quem é paulista talvez já tenha sacado quando da ‘voz rouca’. O homem que fez o trem das onze e saudosa maloca, dentre outras canções que retrataram aquela São Paulo que ainda existe nas ruínas do “violento progresso”.

São quase 11 (onze) horas de uma quarta-feira de cinzas e não me contenho em fazer esse convite para que todos assistam o documentário do diretor Pedro Soffer Serrano “Adoniran, meu nome é João Rubinato”.

Um filme que não só retrata a vida da estrela principal, Adoniran Barbosa, mas que também, de modo inescapável, uma vez que falar desse grande sambista é falar da terra da garoa (chove em São Paulo nesse exato momento), faz pensarmos nesse solo que habitamos, dessa selva de Pedra que Rubinato viu crescer e que Adoniran narrou em seus versos certeiros, mais certeiros que a ‘frechada desse seu olhar’.

Dentre as histórias, muitas podiam ser apenas estórias, duvidosas, com várias versões, não se sabe ao certo, apenas que, como dizia Adoniran “É tudo verdade”. No entanto, nada disso importa, pois como disse Fernando Pessoa em seu poema “autopsicografia”: “[o] poeta é um fingidor / Finge tão completamente / Que chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente”. Adoniran era um poeta!

Um poeta das mazelas sociais, da tristeza que o povo sofria e continua a sofrer. Da ordem de despejo, ao sumiço dos amigos e da mulher amada, à morte de Iracema até a pouca comida na mesa. No entanto, não nos esqueçamos que estamos falando de Adoniran Barbosa, que além de poeta tinha também um pouco de palhaço, ainda que triste, ainda que chore, um palhaço que com toda sua acidez arrancava risos daqueles personagens que ele próprio narrava, um riso doído, sarcástico, mas ainda riso. E talvez esta seja a importância do artista popular, transformar o sofrimento em arte, em poesia, não promovendo a aceitação, mas sim a denúncia, a indigestão dos poderosos. Tão é verdade que em seu enterro, como apresenta logo de início o documentário, nenhum figurão político, prefeito, nada; apenas os amigos, as pessoas comuns dos botequins daqueles bairros que frequentou.

João Rubinato, descendente de italianos, Adoniran Barbosa, brasileiro paulistano fez o inimaginável. Com sua “anti-voz”, seu timbre rouco e seu mau-humor engraçado, contou as histórias da cidade em crescimento, ou como ele mesmo disse, em constante mudança, narrou o mundo que se apagou sob seus olhos, contou a dor fingida que deveras sentia.

Adoniran Barbosa, retratado com um vasto arquivo de imagens, um prosador, contador de histórias e de piadas, artista completo, engraçado, dramático, músico e ator, alegre e triste, resultado de uma miscigenação cultural, que o grande crítico literário Antônio Cândido expressou do seguinte modo: “A sua poesia e a sua música [de Adoniran] são ao mesmo tempo brasileiras em geral e paulistanas em particular”.

Cômico e trágico, o documentário tem essa faceta, alcança com os arquivos disponíveis os dois níveis que se misturam nas composições de Adoniran, como Luiz Zanin sinalizou: “Um mergulho nos meandros dessa cidade triste”. Um mergulho nos registros do palhaço triste, que com sua simplicidade de narrativa alcançava a todos e realizava uma crítica implacável a modernização, ao dito progresso desmensurado que criava prédios e mais prédios, enquanto enxotava gente, gente essa que tinha e ainda tem fome, sem teto e sem abrigo. Adoniran com suas tristezas fazia samba e com suas músicas oferecia a essa gente um abrigo na história

Enfim, lanço o convite para assistirem ao excelente documentário

Este é um texto de opinião de um(a) autor(a) convidado(a). As opiniões aqui presentes não necessariamente refletem as visões do vereador Toninho Vespoli, ou de sua equipe

André Luiz Barbosa da Silva

André Luiz Barbosa da Silva

Meu nome é André Luiz, sou estudante de Direito. No entanto, como bom marxista que faz essa graduação, sou enamorado pela Filosofia. Faço parte do Grupo de Pesquisa "A Crítica do Direito e a Subjetividade Jurídica: Sujeito e Sujeito de direito no Debate Marxista e Pós-Marxista Contemporâneo" (Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da Universidade de São Paulo), coordenado pelo Professor Dr. Alysson Leandro Mascaro. Meus interesses de pesquisa estão na Teoria Crítica Frankfurtiana, novas leituras de Marx, psicanálise, literatura e cinema.

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O Bolsonaro Quer Dar Um Golpe!

O Bolsonaro Quer Dar Um Golpe!

Recentemente Bolsonaro compartilhou em redes sociais um vídeo chamando seus apoiadores para uma manifestação contra as instituições democráticas brasileiras. Ou seja, agora não há mais como negar: o Bolsonaro quer dar um golpe!

Bolsonaro faz o que sempre disse que faria. Não há surpresas em suas atitudes, gestos e falas. Seu comportamento reflete sua porca atuação em 30 anos no Congresso. Um roteiro que de forma tosca repete 1964.

Para tentar defender as mensagens e o vídeo enviados por whatsapp, o presidente argumenta que “suas conversas são privadas”. Mas isso, como juristas demonstraram, não tem cabimento. Ele é um presidente de um país. A tripartição de poderes existe justamente para que um poder não se sobreponha a outro. Existe para garantir harmonia e unidade. Convocar o povo para um protesto contra o Congresso, o STF e as instituições democráticas, atenta contra a ordem pública! 

Bolsonaro comete crime de lesa-pátria!

Trata-se, para além de falta de decoro, de crime de lesa-pátria! A única resposta correta a tais absurdos seria a instauração imediata de um processo de impedimento do mandato de presidente de Bolsonaro!

A triste verdade é que a maioria dos integrantes  do nosso atual congresso dificilmente teriam a coragem e decência de enfrentar o tirano Bolsonaro. Mas enquanto nossas frágeis instituições demoram a decidir como reagir o fascismo se instala, cada vez mais profundamente, nos anais de nossas instituições!

Seria, ainda, cômico, se não fosse trágico, reparar no silêncio dos movimentos ditos “liberais” que puxaram protestos a favor do Golpe contra a presidenta Dilma. Onde estão aqueles que alimentaram esse monstro e o ajudaram a chegar onde está hoje? O MBL se diz arrependido por ter legitimado o ogro fascista. Mas ao invés de se pronunciarem contra mais essa tentativa de golpe, se mantém calados e tranquilos enquanto a democracia brasileira é colocada em xeque. 

Os fascistas se calam!

Outro que permanece calado é o atual prefeito Bruno Covas. Ele deveria puxar um manifesto de prefeitos contra esse ataque à nossa democracia. Mas seu silêncio parece mais preocupado com as eleições de outubro e um possível apoio do bolsonarismo. Na verdade Covas segue os passos de seu padrinho o BolsoDoria, trocando ganhos políticos pelos seus deveres e responsabilidades.

O pano de fundo para o golpe que  Bolsonaro objetiva é de uma economia estagnada, com aumento das dívidas externas em mais de 30%, alta histórica do preço do dólar, que chega à marca de 4,50, e um volume recorde na fuga de capital brasileiro em 44,7 bilhões de dólares.

Sobre indicadores sociais, o Bolsonaro promoveu uma baixíssima geração de empregos, movida a subempregos mal pagos frutos da reforma trabalhista. Promove, também, cortes e desmontes em direitos históricos, tais como a previdência social.

Para além disso Bolsonaro percebe que vai fracassar na criação de seu partido neofascista – O Aliança pelo Brasil conseguiu validar apenas 0,6% das assinaturas coletadas, após dois meses de frenética agitação em cartórios amigos. Ou seja, Bolsonaro percebe que não vai conseguir competir no jogo democrático, e agora se desespera para arrancar as peças do tabuleiro, se declarando dono do jogo. Ou seja, o Bolsonaro quer dar um golpe!

Para encobrir os seus fracassos, e tentar se manter relevante o capitão de meia pataca quer atentar contra a democracia e alimentar com sangue os cães raivosos que o apoiam, sejam eles empresários ou militares. 

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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10 coisas que você pode fazer para ficar longe do corona!

10 coisas que você pode fazer para ficar longe do corona!

Entenda o que você pode fazer para se proteger do coronavírus!

A crise de coronavírus não dá sinal de trégua. E já existe, ao menos, um caso da doença aqui no Brasil. A comunidade internacional está se revirando para encontrar tratamentos e curas para o vírus. Mesmo no Brasil, apesar da insistência de Bolsonaro e Weintraub em perseguir pesquisadores e cientistas, médicos da Universidade Federal da Bahia conseguiram fazer avanços relevantes na detecção do vírus. Enquanto pesquisadores batalham para encontrar uma solução para a epidemia, vejam aqui 10 coisas que você pode fazer para ficar longe do corona!
  1. Se informe: É importante, antes de tudo, saber com que tipo de doença estamos lidando. Os sintomas do vírus só aparecem depois de 14 dias já infectado. O que significa que mesmo que sem sintomas, uma pessoa pode estar com o vírus. Quando aparecem os sintomas são febre, tosse, falta de ar, dificuldade para respirar e fluidos nos pulmões. Apesar de ser de fácil transmissão, a doença apresenta uma taxa de mortalidade bem baixa (de cerca de 2%). Mas pode ser fatal para pessoas idosas e que possuam doenças pré-existentes.
  2. lave as mãos (frequentemente!): Assim como no combate contra outras infecções (como a gripe comum), lavar as mãos com sabonete mata e remove o coronavírus, diminuindo as chances de infecções. Importante lavar as mãos sempre que possível, principalmente após passar por locais públicos de alta movimentação (como ônibus ou metrô).
  3. Busque andar com álcool gel: lavar as mãos é sempre melhor. Mas se não for possível, o álcool gel é um bom quebra-galho.
  4. Tente manter distância de pessoas doentes: é questão de bom senso. Se algum colega estiver tossindo ou espirrando, é lógico que ninguém vai querer pegar o que essa pessoa tem. Vale, mesmo que o colega esteja apenas com uma gripe ou resfriado.
  5. Evite apertos de mão, abraços e beijos: não é por puritanismo! Mas apertos de mão, abraços e beijo são formas de transmissão do coronavírus. 
  6. Evite tocar os olhos, nariz e boca: esses são os pontos do corpo nos quais o vírus tem maior possibilidade de entrar. Ao levar as mãos a alguma dessas regiões, a pessoa pode levar, também, o coronavírus
  7. Tome cuidado ao tossir e espirrar: sempre que tossir e espirrar tente usar lenços de papel descartáveis. Se não for possível, use o braço curvado para cobrir a boca. Dessa forma você evita que outras pessoas se contaminem, não apenas com o Corona, mas com outras doenças respiratórias.
  8. Evitar lugares e eventos muito movimentados: bem, o carnaval meio que já foi. Mas vamos tentar tomar um pouco de cuidado.
  9. Tome a vacina contra a gripe: apesar de não combater o coronavírus, ter tomado a vacina contra a gripe torna o diagnóstico do coronavírus mais fácil, pois os sintomas iniciais das duas doenças são parecidos. 
  10. Use máscara somente se doente: a principal função da máscara, na verdade, é diminuir o risco de uma pessoa infectada de transmitir o vírus para outras pessoas. Se você estiver saudável a máscara pode propiciar um ambiente quente e úmido ideal para a incubação de doenças.
Com essas dicas vocês conseguem minimizar as chances de se infectar com o coronavírus. Não é, também, para ser alarmista. A doença parece ter uma taxa de letalidade baixa, e ser fatal apenas para pessoas idosas com o sistema imunológico já debilitado. Entretanto, especialmente se você for ou conviver com pessoas mais idosas ou que estejam doentes, essas são 10 coisas que você pode fazer para ficar longe do corona!
Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Contra a Terceirização de São Paulo

Especial Correios Parte 1: A verdade sobre os subsídios

A reforma administrativa que o executivo está tentando empurrar, busca, através da SP REGULA e da SP INVESTE, extinguir 10 Autarquias. São elas: AMLURB, Serviço Funerário, Autarquia Hospitalar Municipal, ADE SAMPA, SP Negócios, Fundação Paulistana, Fundação Theatro Municipal, Autarquia Municipal de Serviços Auxiliares de Saúde, Fundação Museu a Tecnologia de SP e São Paulo Turismo. Nós somos completamente contra a terceirização de São Paulo.

O Projeto de Lei, extingue todos os cargos de servidores público concursados do Instituto de Previdência Municipal de São Paulo – IPREM, da SP Regula e da SP Investe. No lugar, autoriza as empresas a contratarem, tanto para atividades meio como atividades fim, a terceirização total dos serviços. Como o dinheiro colocado nas empresas continuaria a vir do orçamento público, as terceirizações iriam significar repassar o dinheiro público para grandes empresários.

O executivo não se importa com os servidores públicos!

Sob a falácia de precisar enxugar a máquina pública e que o serviço privado é melhor que o público, o Governo continua desmontando os serviços públicos. Até o momento, entretanto, não há qualquer sinal ou perspectiva de melhoria. Afinal, basta analisarmos as ações e consequências já realizadas que envolveram o SAMU, a Saúde e o Transporte Público. Serviços hoje cada vez mais terceirizados sem ter, contanto, melhoria em suas prestações. Por isso mesmo, nós somos contra a terceirização de São Paulo.

Dentre os absurdos da proposta, querem retirar o Teatro Municipal da administração pública. Fazem isso, ainda, sem estruturar adequadamente a finalidade que o Teatro passaria a ter (em flagrante violação da 15.380/11). Se a lei for aprovada dessa forma, colocará em risco o patrimônio e história do Teatro, podendo transformá-lo em uma casa de evento ou espaço de locação.

Alguns insistem no argumento de que a mudança na administração seria gradual, permitindo as adaptações necessárias para garantir o correto funcionamento da máquina pública. Mas preocupa muito a falta de detalhamento sobre como seria realizada a transição para o modelo terceirizado. 

Mais ainda, preocupa o fato da Gestão, até o momento, não ter entregue um cronograma de nomeação de concursados, que garantiria a efetivação deles. Ao contrário, a total desordem do nosso executivo, faria muitos concursados não terem seus empregos mais a disposição, tendo estes sido substituídos por contratados terceirizados.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Todo Apoio à Greve dos Petroleiros!

Todo Apoio à Greve dos Petroleiros!

Dia 1 de fevereiro estorou a greve dos petroleiros. O estopim foi a demissão arbitrária de centenas de funcionários de fábrica subsidiária da Petrobrás no Paraná. Mas as tensões que explodiram na greve já se acumulam de longa data. Hoje a greve já está em seu 18º dia e conta com o apoio de 21 mil trabalhadores em 120 unidades de produção. Por nos solidarizarmos com a luta da categoria, o Mandato do Vereador Toninho Vespoli declara todo apoio à Greve dos petroleiros!

A gestão bolsonarista da Petrobrás está descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), firmado entre o sindicato (Federação Única dos Petroleiros) e a administração pública. Os grevistas também se opõem ao neoliberalismo de Paulo Guedes. O ministro de Bolsonaro insiste na lógica financeirista da privatização da Petrobrás. Além disso, o ministro é culpado por dar continuidade a um dos maiores desastres da temerária gestão de Michel Temer: a paridade de preços internacionais, que força a venda de derivados do petróleo à lógica imperialista.

Mas como só a luta muda a vida, não é de se surpreender que a extrema direita esteja tentando travar a maior greve dos últimos tempos. Ontem, dia 17, o ministro Ives Gandra do TST (Tribunal Superior do Trabalho) emitiu decisão que tenta jogar a greve na ilegalidade, propondo o absurdo de 4,5 milhões de multa por dia de greve. O ministro é uma das figuras mais conservadores da história de nossos governos. Homofóbico, e a favor da precarização do trabalho, é também um fanático religioso membro da Opus Dei (organização minoritária reacionária da igreja católica).

Direito à greve é Direito Constitucional!

Decisão parecida do ministro já havia sido anulada pelo TST durante a greve dos caminhoneiros. Ou seja, Gandra nem ao menos respeita o histórico de decisões de seus colegas, se valendo, na verdade, de claro abuso de autoridade. É objetivo dele desmobilizar, o máximo possível, a luta dos trabalhadores. Através de defesas sem pé nem cabeça de princípios religiosos, o fanático Gandra pretende distorcer leis e poderes para que estas funcionem sempre para os ricos e poderosos (coisas, aliás, muito distintas das defendidas por Jesus Cristo).

Mas para além do fanatismo de alguns juristas, outros profissionais mais bem esclarecidos, como os da Associação Brasileira dos Juristas pela Democracia, ou os do Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital (GPTC) ligado à Universidade de São Paulo, explicam como o direito à greve é constitucional, e inviolável! Ou seja, qualquer decisão que viole esse direito é inconstitucional!

Já percebendo que não vai conseguir barrar a greve por vias jurídicas, o governo tenta sabotar a greve subornando funcionários que não aderirem às paralisações! Mas a mobilização é intensa, e os protestos devem perdurar, até que hajam mais conquistas na luta pelos direitos dos trabalhadores.

Bolsonaro quer dar a Petrobrás de presente à iniciativa privada internacional!

No centro da greve está a privatização da Petrobrás e a paridade de preços da estatal. O Governo Bolsonarista, insiste na lógica falha de estado mínimo e livre mercado. No fundo o que Bolsonaro quer fazer é dar de presente a Petrobrás para a iniciativa privada. Ao mesmo tempo, ele coloca os preços de derivados nacionais na lógica do imperialismo global. Esse tipo de estratégia tende a dar os lucros da estatal de mão beijada para grupos estrangeiros, além de encarecer os preços da gasolina, do diesel e do gás.

Apenas para se ter uma ideia de como a paridade internacional aumenta os preços dos botijões, unidades que dão continuidade à greve em Pernambuco estão vendendo botijões gás com os prováveis preços que eles teriam se respondessem apenas à demanda nacional. Os valores chegam a meros 35 reais o botijão! O preço é considerado justo pelos funcionários das fábricas. Nesta unidade eles aderiram à greve sem parar a produção de gás. Ao invés disso, estão praticando a autogestão dos meios de produção, se mantendo independentes de patrões!

Todo apoio à Greve dos petroleiros!

Além de permitir a venda de combustíveis mais baratos a estatização plena da Petrobrás, em conjunto com a autogestão das fábricas pelos seus trabalhadores, é o melhor caminho para uma transição para energias mais limpas. Se a gestão passar para a gestão privada, o lobby do petróleo e a lógica de preços do livre mercado tornariam impossível mudarmos a nossa matriz energética. Com o monopólio estatal seria possível, através do diálogo constante e democrático com a categoria, de maneira gradual, porém efetiva, treinar os trabalhadores da Petrobrás para atuarem na extração de energias renováveis.

Mas com o petróleo nas mãos de meia dúzia de bilionários, qualquer tipo de mudança de rumos visando o bem comum torna-se impossível. Além disso o lado dos trabalhadores é sempre o certo, e qualquer movimentação autônoma da categoria é justa. Não podemos continuar a aceitar a submissão de nossas empresas à lógica de preços comandada pelos carteis internacionais. A Petrobrás é nossa! Por isso o Mandato Popular do Vereador Toninho Vespoli declara seu apoio total à greve dos petroleiros. Ainda mais, torcemos para que a greve se espalhe para outras categorias. Que a luta dos trabalhadores e o movimento por autogestão se espalhe para todas as áreas e culminem em uma revolução popular e socialista!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Carnaval sem censura

O carnaval está começando, e todo mundo já está se programando para ir nos blocos mais legais! Mas para além daqueles mega-blocos comerciais, existe muita coisa da hora com um jeitão mais popular! conheça aqui duas listas de blocos de carnaval. A primeira uma lista de blocos nas periferias de São Paulo, que deixam bem claro que carnaval não se faz só no centro. E a segunda uma lista de blocos do centro, mas com propostas super alternativas e disrruptivas. É pra ninguém ter desculpa esse ano para não dar força ao carnaval popular!

Lista Periferia!

1. Bloco do Baião. No Carnaval também tem baião! Em São Miguel Paulista, esse bloco veio para homenagear a Luiz Gonzaga, o rei de todos os tempos do gênero nordestino. A folia acontece sempre na Zona Leste, siga o som da sanfona! Saiba melhor pelo site!

2. Bloco Tá Suavi. A perifa merece um bloco ao nível do povo! Por isso criaram, em plena Sapopemba, o bloco Tá Suavi! O obejetivo do bloco é reunir a comunidade e fortalecer a economia local da região. checa aqui mais informações!

3. Comunidade 100% Iracema. O Bloco Comunidade 100% Iracema foi fundado, em Brasilândia por amigos que também participam dos desfiles das escolas de samba do carnaval paulistano. A finalidade é ser mais um braço da cultura do carnaval para a região. O grupo, ao longo dos anos, também atua em todas as manifestações culturais e esportivas etc da região. Por aqui, você encontra mais informações!

4. Bloco do Hercu. O Bloco do Hercu foi criado por amigos, em encontro nos bares do Jardim Herculano e com a intenção de trazer um pouco do carnaval paulistano para o bairro, que ficava excluído do eixo Centro-Zona Oeste. Agora os “jardinenses” tem um lugar para curtir! Pode vim farrear! Mais informações por aqui!

5. Bloco Afro É Di Santo. O Bloco Afro É Di Santo nasceu em 2010 na região de M’Boi Mirim. Com composições autorais e também canções de ritmo samba-reggae, o grupo busca valorizar toques e ritmos de origem afro-brasileira. No link, mais informações obre como participar!

Lista no centro!

1. Bloco do Fuá. Um dos blocos mais disruptivos de São Paulo toma as ruas do Bixiga, esse ano com o tema “A dor, a luta e a delícia de ser Mulher”. O Bloco do Fuá convida a todis que pensam que chega de agrotóxico, de queimadas, de feminicídio, de preconceitos, do obscurantismo e fundamentalismo, a paricipar do nosso cortejo. Mais informações no site.

2. Carnaval Invisível. A ideia é atuar em blocos ajudando a catar latinhas para os catadores! A verdade é que a quantidade de lixo que fica no Carnaval é absurda. O grupo pratica a cidadania, enquanto, também, ajuda os coletivos de catadores! Será nos dias 22 e 23 de fevereiro. Confira mais aqui!

3. Bloco Ano Passado Eu Morri Mas Esse Ano Não Morro. Um baile de carnaval com show do bloco, convidados e DJ para cantar junto, em clima de carnaval, sem esquecer da potência política que esta festa traz em sua catarse. E todos fantasiados! Criado na Vila Anglo, São Paulo, em 2017, meses antes da morte de Belchior e depois do Golpe parlamentar de 2016, o bloco toma emprestado as músicas do compositor para gritar em alto e bom som “Ano Passado Eu Morri, Mas Esse Ano Eu Não Morro”. Mais informações aqui!

4. Bloco Peixe Seco. Em 2020, o Bloco do Peixe Seco canta os “Rios voadores”, cursos de água atmosféricos que “escorrem” da região amazônica espalhando-se para todo o continente, garantindo chuvas regulares e garantindo água para boa parte da América do Sul. Venham navegar com o Peixe Seco. horário e trajeto no site!

Ataque Aos Povos Da Floresta!

Bolsonaro é um genocida
Próximo ao Pico do Jaraguá, nesse instante, famílias indígenas da aldeia Tekoa Pyau estão lutando contra a ganância da Construtora “Tenda S.A”. A empresa, quer destruir mais de 4 mil árvores de uma floresta, colada à aldeia. O objetivo é abrir espaço para construir 8 prédios. como se São Paulo já não tivesse prédios o suficiente! Trata-se de um verdadeiro ataque aos povos da floresta! O projeto já foi iniciado pela construtura, que demoliu cerca de 500 árvores! Os nativos recorreram na justiça, e conseguiram interromper a construção. Mas a justiça da cidade de Covas voltou atrás, e agora entrou com ação de reintegração de posse a favor da construtora “Tenda S.A”. Para tentar atropelar o que diz a lei, a construtora está tentando querendo demolir a floresta o mais rápido possível. Já tentaram até subornar os indígenas! Como se fosse possível vender a mãe natureza.

“Será um monte de brancos olhando para nós de cima de prédio”

O que a construtora quer com isso é construir 8 prédios (como se São Paulo já não tivesse prédios o bastante) em um projeto que intensificaria a especulação imobiliária, gentrificação, e tornaria o povo indígena em um grupo “favelizado”. “imagina mais de 300 apartamentos grudados na nossa aldeia, um monte de brancos olhando para nós de cima de prédios, 24 horas, o trânsito de pessoas, o contato que vamos ter, porque serão nossos vizinhos. Como eles vão nos tratar? No próprio Facebook já tem pessoas que nos tratam com racismo muito grande depois desse acampamento, falando absurdos para a gente. Não tem como a gente aceitar.” Comenta Thiago Jekupe, morador da Aldeia, em entrevista à Agência Pública Isso tudo é ilegal! A legislação paulistana requer que seja feito análise de impacto ambiental, para construções como essa. O estudo, por lei, seria feito junto à tribo indígena, e provavelmente seria capaz de barrar a ganância da construtora. Esperamos que seja barrado esse tremendo ataque aos povos da floresta!  
Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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aposentados estão ABANDONADOS

Entenda a verdade sobre a falta de reajustes para servidores em São Paulo!

Os aposentados que trabalharam na Prefeitura de São Paulo estão ficando sem meios e condições para superarem a nefasta política salarial de 0,01% implantada desde 2002, e que sucateiam e assolam suas aposentadorias. A verdade é que, em São Paulo, os aposentados estão ABANDONADOS!

Não bastando essa adversidade, ainda precisam aguentar as diversas mentiras divulgadas na grande mídia, inclusive pelo Prefeito e por seus Secretários, de que há um rombo na Previdência Municipal, e essa seria a razão de não aumentarem investimentos em Saúde e Educação, tanto que, sob essa falácia, conseguiram alterar e aumentar de 11% para 14% os descontos previdenciários dos servidores em 2018.

Com políticas públicas que visam propiciar oportunidades de melhorias apenas para os ativos, como Bonificação por Resultados, Cargos em Comissões, Horas Suplementares, dentre outros, e privilegiando carreiras, a cada ano a angústia e a preocupação do aposentado do que fazer aumenta, já que a perda do poder aquisitivo continua, ficando eles, impotentes para reverterem tal situação.











Em 2018, mais uma vez, a correção da aposentadoria ficou em míseros 0,01%!












Aposentadoria deveria garantir uma vida digna!

Em contrapartida, os que estão na ativa hoje, transmitem a sensação de que não estão preocupados com o futuro e essa situação, haja vista, não terem ações efetivas que contribuam para mudar o cenário atual, pensando apenas no presente.

O direito de se aposentar é uma conquista da civilização, um jeito de reconhecer a contribuição de quem já trabalhou demais e liberar essas pessoas para fazerem outras coisas além de garantir a sobrevivência. Abandonar de tal maneira aqueles que por anos serviram a sociedade, demonstra a falta de reflexão de que um dia chegaremos a essa condição, que é tão almejada por muitos, e hoje tão pouco tratada.

A aposentadoria deve ser o momento, em que após anos contribuindo para o desenvolvimento de uma sociedade prospera e harmoniosa, chega o momento de descansar e acompanhar com dignidade as próximas ações, deixando um legado positivo. Mas não é o que acontece.

Percebemos a tendência de ver cada vez mais abandonada essa parte da população que tanto fez para merecer essa justa conquista por parte do atual Governo! E por vezes ver que muitos se sentem como um peso para sua família, ficando a cada dia mais debilitado por conta desse abandono por parte de um poder público que deveria, ao invés de excluí-los, dar parâmetros para que tenham uma justa e amparada velhice.

Denis Dantas do Carmo

Denis Dantas do Carmo

Denis Dantas do Carmo é Servidor Público e ativista pela AMAASP (Associação Municipal dos AGPPs e Agentes de Apoio de São Paulo). Atualmente compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Os Rios Não São os Inimigos

As enchentes são um problema público, e deveriam ser resolvidos pela sociedade. Soluções paliativas como piscinões ou drenos, são insuficientes para resolver a crise de enchentes. Algumas cidades, ao redor do mundo, sugerem ideias mais eficientes. E mesmo São Paulo já teve planos de soluções mais estruturais. A verdade, é que quando o assunto é enchentes, nem as chuvas nem os rios são os inimigos.

Soluções ao redor do mundo

A Nørrebro, Copenhague, uma das cidades mais ameaçadas por enchentes do mundo, está com um projeto de troca do concreto utilizados em asfalto e calçadas, por um novo tipo poroso, capaz de permitir a penetração da água das chuvas.

Apesar da tecnologia ter tido um alto custo para ser desenvolvida, a implantação do concreto é relativamente barata. Tecnologia, inspirada na do país nórdico poderia ser implementada nas ruas de São Paulo.

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Projeto de concreto permeável em Nørrebro, Copenhague

A cidade americana de Hoboken, outra que também enfrenta graves enchentes, está colocando em curso um projeto para combater deslizamentos e desmoronamentos. A cidade montanhosa enfrenta regularmente desmoronamentos, que colocam em risco as vidas, principalmente das populações mais pobres.

Para enfrentar a crise, além de investir em mais áreas verdes e permeáveis, a cidade está implementando um ambicioso projeto para aumentar a resistência das áreas de encostos e morros. Soluções semelhantes poderiam, em conjunto com um robusto investimento em moradias populares, ser implementadas para resguardar as populações das favelas de São Paulo

A cidade de Nova York, é outra que está apostando no aumento da áreas verdes para combater enchentes. A coisa é bem simples: quando uma área é impermeabilizada ela deixa de absorver a água da chuva. Assim, as enchentes se tornam mais comum. Para combater as enchentes é necessário retirar o asfalto de algumas áreas, e substituir por gramados e árvores. De quebra, ao final, ainda se tem lindos parques!

O parque do Tietê: os rios não são os inimigos!

São inúmeros esforços ao redor do mundo para combater as enchentes. Mas talvez alguns questionem que essas soluções não estão adaptadas à realidade de São Paulo. Mas existe um plano bem desenvolvido em São Paulo para combater enchentes e revitalizar as margens do Rio Tietê. E mais: um plano assinado pelo brilhante arquiteto Oscar Niemeyer. 

O plano, que é de 1986, apesar de necessitar atualizações para lidar com os últimos ataques contra os rios em São Paulo, permanece relevante. O projeto, barrado pela a influência de ricos empresários que teriam prédios desapropriados, criaria o parque do Tietê. Seria uma extensão de 18 quilômetros de área verde seguindo a margem do rio, e que permitiriam a absorção de água pela terra. O projeto prevê, ainda, a construção de unidades de moradia popular ao longo do rio, e a criação de um centro cívico, em que os moradores da orla poderiam participar da gestão do parque. 

Em momentos com enchentes tão graves, o projeto tem que ser revisitado. Alguns talvez achem que seria muito caro, mas todo o ano gastamos quase 1 bilhão de reais para projetos paliativos de contenção de enchentes. Isso para não falar dos mais de 13 bilhões de reais que a prefeitura acumulou em caixa (com fins claramente eleitoreiros).

Dinheiro tem. A questão é qual projeto de cidade escolher. Uma cidade de carros, viadutos e asfaltos, ou uma cidade de vida e de pessoas.

Este texto faz parte de uma série sobre as enchentes. Para conhecer sobre como chegamos no extremo em que estamos, leia a parte 1 da matéria.
Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Na cidade de pedra os rios são asfalto

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Entenda a origem das enchentes em São Paulo

As enchentes são problema de longa data em São Paulo. Isso não significa, evidentemente, que a inação quase total de algumas gestões não piorem o problema, tornando-os corresponsáveis dele. Mas é importante pensar, de um ponto de vista mais estrutural como o problema veio a ser. A resposta curta: com o asfaltamento, na cidade de pedra, os rios são asfalto

Como pode ser entendido no livro e tese de mestrado Na Trilha de Macunaíma, de Célio Turino, os alagamentos em São Paulo não são por acaso. Fazem mais de 100 anos que impermeabilizamos nossos solos, confinamos nossos rios e ocupamos as áreas de várzea. Na realidade, enchentes tão constantes não são acidente. Mas a consequência de um projeto político. 

Desde quando começou a ocupação da cidade a elite de São Paulo se propôs a aniquilar os rios. Eram 300 rios, riachos e cursos d’água na cidade. A maior parte deles foi enterrada, canalizada ou simplesmente destruída.

O rio Pinheiros é, talvez, a mostra mais clara da guerra aos rios. Outrora sinuoso e curvo ele costumava inundar grandes áreas de terra durante as cheias. O trajeto do Rio o desacelerava, e fazia que em períodos de chuva as águas demorassem a chegar no ponto de várzea. Assim, ao invés de enchentes haviam cheias. O rio expandia e retraia as suas margens em um processo natural, previsível e manejável.

Na cidade de pedra, os rios são asfalto

As gestões passadas optaram por tentar “corrigir” o rio. Se fazendo de deuses sobre a terra, quiseram domar a natureza. Arretaram o rio, transformando vários trechos em córregos subterrâneos. O trajeto reto e veloz que as águas percorrem, em um espaço muito reduzido, fizeram das enchentes uma realidade comum em nossa cidade de pedra. Acelera São Paulo. A solução não funcionou para os nossos rios.

Como era o Rio Pinheiros antes de ser destruído

Ao longo das últimas décadas o processo de impermeabilização e invasão das áreas de várzea se intensificou. E com estímulo do poder público! Em 1929 as enchentes já eram algo comum. Sendo constantes as inundações, principalmente nos começos de ano.

Ao invés de buscar formas de reduzir a impermeabilização das áreas de várzea, as últimas prefeituras optaram por fazer obras faraônicas de contenção, chamadas piscinões. A ideia é basicamente cavar imensos buracos de concreto, com o objetivo de armazenar a água da chuva. Não funcionou. E no meio de tanta incompetência, no fim quem mais sofre é a população pobre de São Paulo, que tem que sobreviver aos escombros da selva de pedra.

Este texto é parte de uma série sobre enchentes em São Paulo. Para entender como resolver os alagamentos leia a parte 2 da serie.
Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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