Mês: maio 2020

Bolsonaro lambe as botas do centrão!

Bolsonaro lambe as botas do centrão!

O hipócrita do Bolsonaro agora corre atrás do apoio do centrão. Entenda porque:

Na mira do impeachment, Bolsonaro corre atrás de apoio do centrão. Não precisa ser inimigo político do presidente pra entender que ele mais do que merece ser tirado do cargo. Da saudação dele à bandeira dos Estados Unidos (crime de lesa-pátria), à obstrução da justiça em inúmeros casos na polícia federal (crime de responsabilidade), às suas cotidianas defesas da ditadura (atentado contra as instituições democráticas) não faltam ofensas capazes de justificarem o impeachment do cara. Mas o rato de presidente ainda tem uma última carta na manga: em crise, Bolsonaro lambe as botas do centrão!

A ironia cobra, cedo ou tarde. Apesar de ter construído uma campanha para presidente baseada em ataques ao centrão do congresso, o Bolsonaro, agora, para tentar se manter no poder, distribui cargos entre partidos do centrão, como o PP, PL e o REPUBLICANOS. Além disso, já está articulando para apoiar Arthur Lira (PP) mas eleições para presidente da Câmara dos deputados em 2021. A razão é bastante evidente: está tentando comprar apoio contra um eventual processo de impeachment.

Centrão também não presta!

Não se trata aqui de querer defender o centrão: eles são algo vil na política. Se vendem para quem paga mais, além de estarem amarrados da cabeça aos pés com interesses de grandes bancos, latifundiários pecuaristas e mega empresas (ou seja, tudo o que não presta). Agora, ficar se fazendo de diferentão enquanto costura nos bastidores alianças com o que há de pior na política não é apenas hipocrisia, é também estelionato eleitoral!

O correto seria, ao invés do Bolsonaro lambe as botas do centrão, termos lideranças capazes de firmar pactos não com o centrão, mas também não com banqueiros como o ministro da economia Paulo Guedes, ou com a bancada agrária e os mega acionistas ligados à campanha do Bozo. O correto seria, ao invés, termos pactos com a população. Governos ativistas com protestos, greves, denúncia e transparência. Em suma, governos com aquilo que o Bolsonaro mais despreza: a democracia.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Regina Duarte Reginou

Regina Duarte Reginou

A Regina parece ter mais medo de fantasmas do que de um presidente fascista

Já ouviram falar que alguém “reginou”? O termo se refere à própria secretária da cultura, Regina Duarte. A ex-atriz ficou famosa ao fazer declarações defendendo líderes de extrema direita, dizendo ter medo do bicho papão do socialismo. Mais recentemente ela manchou completamente o seu legado de atriz ao virar secretária da cultura do presidente Bolsonaro. Durante a sua gestão tem tentado passar pano para os absurdos da ditadura militar, enquanto defende os desmandos da gestão Bolsonaro. Não surpreende tanto: a Regina Duarte Reginou.

Ontem mesmo, em entrevista a importante telejornal a Regina quis relativizar a ditadura dizendo que não “carrega um cemitério nas costas” (sic.). Além disso a Regina, ainda cantou música em homenagem ao regime de exceção. Infelizmente a postura lembra demais as ações de Bolsonaro em reação às buscas de mortos na ditadura. Em 2009 o então deputado federal pendurou na sua porta um cartaz maldoso com a frase “quem corre atrás de ossos é cachorro”. Tanto o presidente quanto a secretária parecem acreditar na impunidade.

Fingem não entender que se práticas absurdas não forem recordadas e punidas, outros se sentirão no direito de repeti-las. Talvez porque, na realidade, eles gostariam de estar vivendo em uma ditadura, e prefeririam que o caminho até uma fosse tido como impune.

Legado manchado

Não deixa de ser triste. A atriz teve um dos papéis principais na novela Roque Santeiro. O plot de uma das maiores tramas da TV nacional é justamente sobre um documentarista que visita uma pequena cidade, a fim de fazer um filme sobre a história do local. Regina Duarte, de certa forma a vilã da novela, é autoritária e censura o documentarista, a fim de sair, junto ao seu finado marido, bem na fita. A novela, escrita para ser lançada na década de 70, foi censurada pela ditadura militar, sendo gravava logo após a redemocratização. O grande Dias Gomes, autor da novela, era mestre de uma sutil ironia. Talvez a Regina não tenha entendido o autor, e levou das telas as práticas de sua personagem: quem brincava de princesa, acostumou na fantasia.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Sérgio Moro o rato mais impressionante

Sérgio Moro o rato mais impressionante

Entenda o que há por trás da saída de Sergio Moro do Governo Bolsonaro.

Enquanto o capitão leva o barco para o precipício, os ratos são rápidos em pular. O Doria, por exemplo, que na sua campanha para governador até cunhou o slogan “bolsodoria”, não perde tempo em se disfarçar de oposição (de olho em 2022). O Rodrigo Maia, que fez passar a reforma da previdência encomendada pela gestão do Bozo, não se cansa de xingar o presidente no Twitter. Mas, sem dúvida, é Sérgio Moro o rato mais impressionante. O ex-ministro e ex-juiz não só saiu do navio, mas aproveitou para denunciar ações ilegais do capitão.

Pra quem já se esqueceu, vamos só recapitular: o Moro ficou famoso por liderar a operação lava jato, que culminou no golpe contra Dilma, na prisão ilegal do Lula e na ascensão ao poder do Bolsonaro. Agora, percebendo o navio a caminho do precipício, Moro aproveita a saída do barco para denunciar o que todo mundo já sabia: que o presidente queria mexer no controle da polícia federal.

Bolsonaro queria se blindar

A história é a seguinte: a família do bozo está no meio de uma série de investigações criminais. Tem inquérito no STF investigando espalhamento de notícias falsas que beneficiaram a campanha do Bolsonaro; tem suspeita de esquema de “rachadinhas”no Rio de Janeiro envolvendo o filho do Jair, o Flávio Bolsonaro; tem suspeita de envolvimento da família no assassinato da vereadora carioca Marielle Franco; e tem investigações sobre participação da família nas milícias do Rio de Janeiro (mas que currículo!). Todas essas investigações passam, em algum momento, pela polícia federal. 

Por isso, o Bolsonaro queria tirar, na polícia federal, o diretor geral Maurício Valeixa, e o superintendente do Rio de Janeiro Ricardo Saad. Também queria trocar o superintendente de Pernambuco. Esse último porque o líder do governo no senado, o senador pernambucano Fernando Bezerra Coelho, estava no alvo de investigações da polícia federal pernambucana.

Na versão do Moro ele jura de pés juntinhos que ele estava lutando contra a interferência do Bolsonaro e pela independência da polícia. O problema é que o Moro não falou nada que já não fosse conhecido, nem quis saber de apresentar provas concretas. Tudo o que mostrou foram conversas de whatsapp em que o Bozo falava o mesmo que já tinha falado para repórteres: que queria mudar o comando da PF. De uma forma ou de outra não há dúvida de que as ações do Bolsonaro tenham sido criminosas. Ele querer interferir na polícia federal constitui abuso de autoridade, obstrução da justiça, e improbidade administrativa. Mas esperava-se que o Moro fosse ajudar com provas mais robustas. Pra ver como as coisas são: o Moro até quando está certo é ruim de prova.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Carta à Professora Lusia

Aluno faz carta em homenagem à professora Lusia, morta pela COVID-19. Estudante Marcos Vieira Gonçalves da Silva é do 7° ano de escola municipal em São Paulo

ministro assassino de cachorros

ministro assassino de cachorros

Até o rato do Sérgio Moro abandonou o barco que afunda do governo Bolsonaro. O substituto no ministério da justiça é o lambe botas André Mendonça. O novo ministro já se declarou “servo” de Bolsonaro e ainda disse que seu líder seria um “profeta”. Realmente, o bolsonarismo se aproxima cada vez mais de uma seita religiosa. Não deveria surpreender muito que este seguidor fanático defenda mortes em nome de seu “messias”: pouco antes de virar ministro da justiça assinou pedido ao STF defendendo a matança sistemática de animais de rua resgatados de maus tratos. O ministro é um assassino de cachorros, gatos e outros animais.

A proposta tira o foco dos verdadeiros problemas.

Uma das justificativas seria reduzir a transmissão da Covid, segundo o fanático, impulsionada pelos animais de rua. Ou seja, para o novo ministro a forma de vencer a pandemia seria matando animais inocentes. Considerando a adoração do ministro ao presidente genocida, fica clara a intenção de desviar o foco da necessidade de isolamento social durante a pandemia. Tudo para defender a infalibilidade de seu “messias”. De repente não é o Bolsonaro que está errado em, quase toda a semana, incentivar que o povo deixe o isolamento social. E sim os animais que estariam, silenciosamente, transmitindo a doença Brasil a fora.

Na verdade, não há evidência científica de que animais sejam fonte de transmissão do novo coronavírus. É verdade que animais podem ser vetores de outras doenças como a leptospirose. Mas nesses casos o que deve ser feito é o diagnóstico e tratamento do animal, e não o seu assassinato!

A banalização do mal: animais viram objetos.

O pedido ainda usa como justificativa o artigo 101 do decreto nº 6.514/08. O texto permite que objetos apreendidos em função de infração ambiental sejam “destruídos”. Ou seja, para o novo ministro André Mendonça, os animais seriam equiparáveis a meros objetos, podendo ser destruídos sem hesitação. O que se tem, na verdade, é um dos elementos do fascismo, a banalização do mal. Os horrores em nome de uma suposta “ordem” sendo justificáveis maquinalmente: mata-se da mesma forma que se desliga um aparelho. 

Tais defesas tão macabras, atentam, obviamente, contra a constituição federal. Ela protege os animais e proíbe qualquer prática cruel. Além disso, a Lei nº 9.605/98 determina, de forma explícita, que animais apreendidos em casos de maus tratos devem ser protegidos, garantido o bem estar físico deles. 

Outra coisa macabra sobre o pedido assinado, é que ele pede a morte, específica, dos animais resgatados vítimas de maus tratos. Ou seja, justamente animais que já sofreram muito. O redator deste texto não consegue pensar em razão alguma para tal pedido à exceção de requinte de crueldade. Uma necessidade inexplicável de causar mal a seres inofensivos que já foram vítimas de abuso. O redator finaliza o texto com lágrimas nos olhos, esperando que o STF, ao julgar o pedido, não seja tão maléfico quanto foi o atual ministro assassino de cachorros!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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O que Toninho está fazendo para São Paulo enfrentar a pandemia?

Para além de combater a Covid, vamos combater o neoliberalismo

Saiba o que Toninho Vespoli está fazendo na pandemia!

Lutou pela merenda escolar na pandemia!

Entrou no Ministério Público, para tentar expandir a merenda escolar para todas as crianças matriculadas em escola pública. Ao invés disso, Bruno Covas quis dar voucher apenas a parte dos alunos.
MP

Acionou o MP contra superfaturamento na compra de máscaras!

A prefeitura comprou máscaras 9 vezes mais caro do que o valor de mercado! Esse superfaturamento é muito suspeito. Por isso, Toninho acionou o MP.
MP

Votou sim para enviar R$ 38 milhões para a Secretaria da Saúde

A iniciativa enviou verbas usadas na administração da Câmara Municipal para a Secretaria da Saúde. Importante, em um momento como esse, investir o máximo possível por um SUS melhor!
Lei

Aprovou a redução de 30% do seu próprio salário

Em um momento como o que vicemos, Toninho entende a importância de quem ganha mais fazer a sua parte!
Lei

direcionou mais de R$ 2,7 mi para equipamentos de saúde na periferia

O compromisso de Toninho com a saúde é de longa data! Por isso, desde seu primeiro mandato, direciona verbas de emenda parlamentar para UBSs!
emenda

Protocolou Carta à OMS na ONU contra Bolsonaro!

A gestão de Bolsonaro durante a pandemia chega a ser genocida! Por isso Toninho enviou documento ao Secretário da ONU cobrando ações internacionais contra Bolsonaro!
OMS

Lutou por uma serie de medidas pela saúde pública!

apresentou o PL 186/2020 que propõe uma série de medidas para o combate contra o corona. Muitas das ideias e propostas foram absorvidas no próprio projeto que virou lei do executivo!
PL

Lutou por renda emergencial às PCD

Por meio de Projeto de Lei, propôs renda emergencial de um salário mínimo às Pessoas com Deficiência com Covid 19
pl

Lutou por vagas de hotel para a população de rua!

A população de rua é uma das mais vulneráveis à pandemia! Justamente por não ter como fazer isolamento social ficando em casa! Por isso Toninho quis que essa população fosse abrigada em hotéis durante a pandemia!
pl

Acionou o Ministério Público para convocar os aprovados em concurso público na área de saúde

Durante a pandemia, todos os aprovados em concurso deveriam ser chamados! Ao invés disso, Bruno Covas preferiu fazer corpo mole!
MP

E muito Mais!!!

🚩 apresentou o PL 196/2020 que determina que os concursos públicos tenham validade estendida por 1 ano, em função da pandemia;

🚩  apresentou o PL 227/2020 que garante aos artistas e profissionais da cultura 1 (um) salário mínimo em tempos de pandemia;

🚩 apresentou o  PL 218/2020 que torna de responsabilidade do município a distribuição de kits de higiene para trabalhadores motoristas de aplicativo e funcionários do transporte público;

🚩  apresentou o PL 238/2020 que garante a distribuição de ração para protetores independentes, donos de baixa renda e organizações que cuidem de animais em situação de rua;

🚩 acionou o MP pedindo que o auxílio merenda para alunos da rede pública fossem estendidos a TODOS os alunos;

🚩 entrou com pedido no MP para que o município chamasse os servidores da saúde pública aprovados;

🚩entrou no MP para lutar pelos salários integral dos servidores da educação, sem desconto dos adicionais

🚩pediu no MP que não fossem suspensos os repasses ao Movimento de Alfabetização dos Jovens e Adultos (MOVA) (Ofício 49º GV nº 40/2020Ofício nº 177/2020/CMSP/49GV);

🚩questionou, no MP, porque a administração pública não está respeitando a Lei de Acesso à Informação;

🚩apresentou PL 291/2020 que cria auxílio emergencial para taxistas e condutores escolares;

🚩 entrou no TCM para exigir que seja feita auditoria na compra de máscaras e macas pela prefeitura. (Ofício 49º GV nº 185/2019; e Ofício 49º GV nº43/2020)

Até quando teremos que trabalhar tanto?

Até quando teremos que trabalhar tanto?

Hoje é dia do trabalhador! É dia de memória. Memória sobre décadas de luta! Memória sobre nossas conquistas, mas também sobre nossas derrotas em páginas tão infelizes de nossa história. Mas também é dia de reflexão, dia de tentar entender, por que as coisas são como são. Por que os salários não aumentam? Por que as jornadas não diminuem? Por que, enquanto tantos trabalham duro para pagar o pão de cada dia, a desigualdade no país só cresce? Por que em meio à pandemia do coronavírus, os mais pobres parecem ter que pagar pela crise mais do que os mais ricos? E por fim, afinal, até quando teremos que trabalhar tanto?

Hoje é dia do trabalhador! É dia de memória. Memória sobre décadas de luta! Memória sobre nossas conquistas, mas também sobre nossas derrotas em páginas tão infelizes de nossa história. Mas também é dia de reflexão, dia de tentar entender, por que as coisas são como são. Por que os salários não aumentam? Por que as jornadas não diminuem? Por que, enquanto tantos trabalham duro para pagar o pão de cada dia, a desigualdade no país só cresce? Por que em meio à pandemia do coronavírus, os mais pobres parecem ter que pagar pela crise mais do que os mais ricos? E por fim, afinal, até quando teremos que trabalhar tanto?

Conquistas históricas!

Os últimos dois séculos foram importantíssimos para a conquista dos trabalhadores de direitos básicos. Desde a segunda revolução industrial, em meados do século XIX, movimentos trabalhistas no mundo inteiro se uniram na luta por jornadas de trabalho justas, salários mínimos, garantias de estabilidade entre outras bandeiras! Em alguns casos houveram derrotas. Em outros, vitória!

Aqui no Brasil do comunista Luiz Carlos Prestes ao anarquista Antonio Candeias Duarte, muitos foram os lutadores por condições dignas de trabalho! O mais belo fruto de décadas de luta foi a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) – hoje atacada por governos de direita. Foi, para a época extremamente avançado, que garantia direitos básicos aos trabalhadores brasileiros!

Angelo Bandoni

Conquistas históricas!

Os últimos dois séculos foram importantíssimos para a conquista dos trabalhadores de direitos básicos. Desde a segunda revolução industrial, em meados do século XIX, movimentos trabalhistas no mundo inteiro se uniram na luta por jornadas de trabalho máximas, salários mínimos, garantias de estabilidade entre outras bandeiras! Em alguns casos houveram derrotas. Em outros, vitória!

Aqui no Brasil do comunista Luiz Carlos Prestes ao anarquista Angelo Bandoni, muitos foram os lutadores por condições de trabalho dignas! O mais belo fruto de décadas de luta foi a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Diploma legal, para a época extremamente avançado, que garantia direitos básicos aos trabalhadores brasileiros!

Angelo Bandoni

Perdas recentes:

Mas os avanços não foram o suficiente. Segundo estudo da faculdade  Insper, entre o ano 2000 e 2011 a produtividade aumentou em ritmo mais acelerado do que os aumentos salariais. Ao mesmo tempo, as jornadas de trabalho se mantiveram as mesmas. Ou seja, em termos talvez um tanto antiquados, a exploração da mais valia só aumentou. Era para os trabalhadores receberem mais e trabalharem menos! Ao invés disso os governos aprovaram diversas reformas trabalhistas que tiraram direitos históricos dos trabalhadores, rasgando a CLT em pedaços. Essas medidas, segundo especialistas, não geraram empregos e abriram o caminho para a terceirização e precarização das relações de trabalho. 

Tão grave quanto o sucateamento dos postos de trabalho fixo, tem sido a inação das forças públicas em criar formas de sustento e emprego para todos. Ocorre que dos milhões de trabalhadores do Brasil, uma imensa parte não teve acesso a cargos formais de trabalho. Ao invés de investir pesadamente em empréstimos e em educação profissional para a população mais pobre, o Estado limitou-se a flexibilizar a definição de emprego e empresa.

Perdas recentes:

Mas os avanços não foram o suficiente. Segundo estudo da faculdade  Insper, entre o ano 2000 e 2011 a produtividade aumentou em ritmo mais acelerado do que os aumentos salariais. Ao mesmo tempo, as jornadas de trabalho se mantiveram as mesmas. Ou seja, em termos talvez um tanto antiquados, a exploração da mais valia só tem aumentado. Era para os trabalhadores receberem mais e trabalharem menos! Ao invés disso os governos aprovaram diversas reformas trabalhistas que tiraram direitos históricos dos trabalhadores, rasgando a CLT em pedaços. Essas medidas, segundo especialistas, não geraram empregos e abriram o caminho para a terceirização e fragilização das relações de trabalho. 

Tão grave quanto o sucateamento dos postos de trabalho fixo, tem sido a inação das forças públicas em criar formas de sustento e emprego para todos. Ocorre que dos milhões de trabalhadores do Brasil, uma imensa parte não teve acesso a cargos formais de trabalho. Ao invés de investir pesadamente em empréstimos e em educação profissional para a população mais pobre, o Estado limitou-se a flexibilizar a definição de emprego e empresa.

Os trabalhadores invisíveis

O resultado foi uma imensa quantidade de brasileiros começando a trabalhar de maneira informal e à margem dos direitos. Se viram como podem para conseguir renda e sobreviver. Uns ainda criaram pequenas e microempresas, e ainda outros tantos que, em meio à ameaça de miséria, se tornaram Microempreendedores Individuais (MEI). 

As MEIs e as micro e pequenas empresas constituem 70% das ocupações!

Segundo estudo da SEBRAE

Outros tantos trabalhadores são informais, autônomos, e sem carteira de trabalho. Por não serem registrados, muitas vezes eles nem entram nos números de pesquisas sobre trabalho e renda no Brasil. Para esses trabalhadores e microempreendedores, desde sempre, os ganhos são incertos. Eles têm suas rendas variando com qualquer mudança mínima na economia. Agora, com o novo coronavírus, eles, tão negligenciados, têm sido os que mais sofrem. São trabalhadores precarizados em direitos e na garantia de renda. 

E os bancos não facilitam. Para se ter uma ideia, 60% das micro e pequenas empresas que pediram empréstimos durante a pandemia tiveram seus pedidos negados. Para os 40% dos “trabalhadores empreendedores” que conseguiram empréstimos as coisas também não são tão boas. Os juros durante a pandemia estão mais altos. O resultado é que os bancos estão lucrando bilhões em cima da tragédia de muitos.

Nem bancos e nem Estado. Os mais frágeis continuam sendo negligenciados!

Mas o descaso não tem sido apenas dos bancos. Em plena pandemia, o mínimo a se esperar por parte das forças públicas seria algum tipo de auxílio financeiro aos trabalhadores. Mas, seja você um funcionário de siderúrgicas, ou um microempreendedor, há uma grande chance de nenhum auxílio ter chegado. Não só o Governo criou critérios que deixam de fora grande parte dos que vão precisar, como ainda estão enrolando para liberar os auxílios. Os insuficientres 600 reais aprovados, a muito custo, no congresso até agora não chegaram para grande parte de quem teria direito.

Michel Temer, presidente que sancionou a reforma trabalhista
Michel Temer, presidente que sancionou reforma trabalhista

Nem bancos e nem Estado. Os Micro são negligenciados!

Mas o descaso não tem sido apenas dos bancos. Em plena pandemia o mínimo a se esperar por parte das forças públicas seria algum tipo de auxílio financeiro aos trabalhadores. Mas, seja você um funcionário de siderúrgicas, ou um microempreendedor, há uma grande chance de nenhum auxílio ter chegado. Não só o Governo criou critérios que deixam de fora grande parte dos que vão precisar, como ainda estão enrolando para liberar os auxílios. Os míseros 600 reais aprovados, a muito custo, no congresso até agora não chegaram para grande parte de quem teria direito.

E o rico fica mais rico

Se você for um milionário, entretanto, as notícias são melhores: segundo o IBGE, somente entre 2014 e 2018, a riqueza do 1% mais rico aumentou 9,4%. No mesmo período, a renda dos 5% mais pobres caiu em 39,3%. O que tem acontecido é um verdadeiro Robin Wood ao contrário, em que centenas de bilhões de reais têm sido transferidos do povo trabalhador para os mais ricos. No fim o que ocorre é uma realidade em que nunca se produziu tanto, e em que a população nunca ganhou tão pouco. Os ricos têm ficado mais ricos, e os pobres, mais pobres.

Talvez um triste pensamento esteja passando na cabeça de alguns: todos devem se adaptar, trabalhar duro, merecer o pão. A ideia herdada dos dominadores de que o brasileiro seria preguiçoso e não gostaria de trabalhar. 

O brasileiro trabalha demais!

Mas a verdade é que brasileiro trabalha (e muito!). Basta se lembrar dos catadores de lata, ambulantes, artistas de rua, motoristas, diaristas, a maioria moradores em situação de rua, que percorrem em média 20 quilômetros por dia, trabalhando em busca de sua subsistência. Ou dos trabalhadores da construção civil, que graças à influência das construtoras e das imobiliárias, continuam quebrando laje, se arriscando em plena pandemia! Ou ainda dos trabalhadores entregadores, que, em troca de merrecas arriscam suas vidas transportando mercadorias de cima para baixo, sabendo da chance de pegarem o corona. Para não falar dos servidores públicos, das escolas, hospitais e de todos equipamentos públicos que trabalham à serviço de todos e que além de comprometidos pelo bem comum, ainda são rotulados de “parasitas”. Para nenhum desses muitos trabalhadores a quarentena foi uma opção! Infelizmente, a fome fala mais alto que o vírus!

O brasileiro trabalha! Trabalha até demais! É um incansável trabalhador, se dobrando e desdobrando para conseguir sobreviver. O que falta ao brasileiro não é o trabalho, e sim o descanso! O direito de ir a parques, bares, churrascos, cinemas; de jogar futebol, de brincar! Mas para o capitalismo o descanso não pode ter vez. Os trabalhadores devem trabalhar (apenas!). O descanso sendo reservado para poucos, para os ricos, um privilégio! Da mesma forma, ficar em quarentena enquanto o corona corre solto, parece ser apenas para alguns. O direito de ficar em casa, de preservar a sua vida com conforto e dignidade, é, na prática, negado à grande parte da população.

Até quando teremos que trabalhar tanto?

A pandemia que vivemos talvez sirva para a reflexão: enquanto milhões de brasileiros estão ficando sem renda, a produção de alimentos continua essencialmente a mesma, a produção de energia elétrica, apesar de sofrer alguns abalos, deve continuar suficiente, as represas de água continuam com vazão e milhares de prédios inteiros nos centros urbanos continuam abandonados. No entanto, a fome arrisca chegar, uns sofrem com falta de luz e de água, enquanto milhões de pessoas no Brasil continuam sem teto para morar. Talvez, a melhor reflexão para o dia do trabalhador seja até quando teremos que trabalhar tanto?

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