Mês: janeiro 2021

A Corrupção Acabou?

A Corrupção Acabou?

Saiba um pouco sobre mais esse grande escândalo de corrupção!

“A corrupção acabou” Foi a frase mais engraçada proferida pelo presidente da república, Jair Bolsonaro. Hoje as contas do Governo Federal acumulam polêmicas. Uma das contratações mais curiosas, talvez tenha sido a compra de 15 milhões de reais em leite condensado.

Os escândalos nas contratações foram escancarados, pela primeira vez, a partir de matéria do Jornal Metrópoles. Desde então inúmeras agências de notícias, investigadores e civis independentes checaram e confirmaram as informações contidas nas denúncias. Em essência, tudo se resume a um laranjal de micro e pequenas empresas que movimentam quantias milionárias em contratos sem licitação com órgãos do Governo Federal.

 

Um dos casos curiosos, desvendado pelo perfil no Twitter de @boscadin, é o da empresa “Saúde e Vida Comercial de Alimentos Eireli”. A empresa foi contratada pelo valor de 12 milhões. Apesar do alto valor movimentado, a empresa está inscrita como microempresa individual, no nome de Azenate Barreto. Mesmo com a empresa sendo sediada em Brasília, Azenate Barreto vive em Campos dos Goytacazes, RJ. Familiares da “empresária”, seu marido e seu filho, também são donos de microempresas individuais, que também moveram dezenas de milhões de reais em contratos com o Governo. Ambos os parentes também moram em Campos de Goytacazes.

Esse caso é estranho por si só. Mas não é o único. Outro, também, bastante curioso, é o da empresa Freedom Soluções em Serviços LTDA. Apesar de existir há pouco mais de 10 meses, já firmou com o Ministério da Defesa de Bolsonaro contrato no valor de 472,7 milhões de reais para serviços de “consultoria”! E as estranhices não param por ai: o endereço registrado da empresa é …. Isso já seria curioso por si só. Uma empresa que move quase meio bilhões de reais se localizar em uma loja de um prédio comercial na cidade de menos de 20 mil habitantes de Porto Real, Rio de Janeiro. Mas a coisa fica completamente inexplicável quando é verificado que no endereço indicado não existe nada. Zero. Nem ao menos um prédio mequetrefe. O endereço fornecido é o de uma estrada de terra.

A coisa provavelmente vai muito mais longe que isso. E todos os que chegaram aqui são convidados a pesquisarem no site do Portal da Transparência para ajudar na apuração. Mas o que surpreende é a cara de pau da família Bolsonaro. Em resposta a essas acusações o melhor que Eduardo Bolsonaro (filho do Jair) conseguiu pensar em fazer foi sair em defesa d direito dos milicos de comerem leite condensado! Ele acha, ou finge achar, que é esse o problema, e não o fato das contratações terem pouca transparência, e envolverem empresas que não deveriam ter condições para moverem tanto dinheiro quanto movem.

Marcelo Freixo, Deputado Federal do PSOL RJ, quer abrir uma CPI para investigar esses e outros absurdos. As compras são mais do que estranhas. Ao todo estamos falando de 1,8 bilhão só em compras de supermercado pelo Governo Bolsonaro. Para se ter uma ideia de quão grosseiramente absurdo é o número, isso daria 500 reais por funcionário público que trabalha no Distrito Federal por mês! O suficiente para cada funcionário fazer um belo de um supermercado!

Com alguma sorte mais dados vão surgir sobre esse mega escândalo de corrupção. Será que vai ser o suficiente para, enfim, retirarem o Bolsonaro do poder? Ou será que, mais uma vez, o Congresso vai ser conivente, virar as costas, e fingir que não é com eles? E então Jair, a corrupção acabou?

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Bolsonaro sai, vacina fica!

Bolsonaro sai, vacina fica!

Entenda porque Bolsonaro tem que ser removido se quisermos ter vacina para todas e todos!

Bolsonaro não quer que o povo se vacine! Para ele, tudo se resume a ego, politicagem e incompetência. Uma política externa irresponsável da gestão, pode ter custado ao Brasil a compra de vacinas vindas da Índia e da China. Além disso, Pazuello, o ministro da saúde, é completamente incapaz de se organizar em uma agenda em prol da saúde brasileira. Antes mesmo dos estudos das vacinas saírem, já havia uma boa ideia sobre quais seriam os insumos necessários para a fabricação em massa. Um governo minimamente responsável teria se organizado para ter expressivos estoques de insumos, para fabricação local. Soma-se a isso tudo um corpo mole tremendo para garantir oxigênio aos hospitais em Manaus e Pará, ante a uma nova cepa da Covid-19. Desse jeito não dá pra ficar! Bolsonaro sai, vacina fica!

Em importante votação da OMC (Organização Mundial do Comércio) a gestão Bolsonaro não apoiou a quebra de patentes das vacinas da Covid-19. Foi a mudança de uma postura histórica do Brasil de sempre votar de forma favorável a quebra de patentes em remédios fundamentais em situações críticas. Ao agir dessa forma, Bolsonaro votou junto dos países ricos, como os Estados Unidos, França e Israel. Ou seja, ficou junto com aqueles com mais verbas e recursos para a compra e fabricação de vacinas a preços mais elevados. Mais que isso, países como a Índia e a China estavam contando com o apoio do Brasil (que poderia ter sido decisivo) para aprovar a quebra das patentes. O desastre diplomático hoje custa caro: a Índia agora, como represália, dificulta a venda de vacinas para o Brasil. Só essa medida pode custar 2 milhões de vacinas ao Brasil, ou fazer com que elas sejam entregues de forma atrasada!

Mas as tragédias da gestão Bolsonaro vêm desde antes. Não era para o Brasil estar tão desesperado assim por vacinas de outros países. Nós poderíamos estar fabricando as nossas próprias vacinas! Mesmo antes de começarem os testes das vacinas, já se tinha uma boa ideia sobre quais seriam os insumos provavelmente necessários para a fabricação em massa. Mas Pazuello, ministro da saúde de Bolsonaro, preferiu esperar até que fosse tarde demais! Preferiu gastar tempo em rixas infantis com Doria. Além disso, deixou para fabricar agulhas e seringas encima da hora! O Brasil sabe fabricar agulhas! Era só uma questão de organizar e intensificar a fabricação! Mas Pazuello não fez nada! Talvez ele estivesse esperando pela “hora H e o dia D”.

Enquanto essa gestão incompetente tropeça nos próprios pés, milhares de vidas estão sendo perdidas! Agora, outro fruto da incompetência Bolsonarista, é a crise de falta de oxigênio em Manaus e no Pará! Como coberto em outro texto do blog, Pazuello sabia da crise, pelo menos, desde o dia 8 de Janeiro! Suas respostas foram próximas de nulas!

Tudo isso culmina em um fato incontestável: enquanto Bolsonaro for presidente, a vacina não chegará a todos que precisarem. Ele não vai mudar! É, por larga margem, o pior presidente da história desse país! Ele tem que ser removido do poder o quanto antes! Por isso que nós apoiamos o pedido de impeachment de Bolsonaro no Congresso Federal. Bolsonaro sai, vacina fica!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

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Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Não é hora de voltar!

Não é hora de voltar!

Entenda porque ainda não devemos voltara com as aulas presenciais!

Não é possível afirmar que a Educação é o futuro e caminho do progresso de uma nação e ao mesmo tempo acreditar que professores sejam aproveitadores baratos da maior crise sanitária que já presenciamos para não trabalhar.

Todo mundo se lembra da mandona, do fedido, do bonzinho, do brigão; Os professores lembram daquele aluno que convulsionou na sala de aula, do que precisou correr para o hospital depois de cortar a testa na trave da quadra, daquela que “presenteou” com uma cesta básica às escondidas, daquele que não tinha chuveiro em casa ou dividia o tênis com o irmão, daquele que foi aconselhado a não ficar fumando na porta da escola, daquele que precisava trabalhar calibrando pneus no posto de gasolina, daquele que faleceu devido ao contexto de vulnerabilidade social.

Isso acontece porque na prática é possível observar que o acesso à Saúde não é para todos, a Assistência Social não chega a todos que dela necessitam, assim como a Habitação digna, políticas esportivas e culturais. A escola é atualmente o espaço de todos, é o direito garantido. É a voz do Estado que mais abrange as famílias. Prova disso são as campanhas de vacinação, entrega de cestas básicas e outras políticas públicas, comumente realizadas em escolas, atingindo de forma mais ampla a população.

Ver movimentos de grupos privatistas fazendo carreatas pressionando pela volta às aulas presenciais e acusando professores de “folgados” que não querem retomar a “normalidade” é simplesmente enxergar que esses grupos não conhecem a realidade das nossas escolas e trabalhadores (públicas e muitas privadas de pequeno porte que atuam nas periferias).

Uma característica genérica bem plausível de professor é a capacidade de se realizar no outro, criar condições para que o outro seja livre e autônomo, e que para isso interfere e pensa sobre a realidade concreta.

Desde março quando as aulas passaram a serem remotas, as escolas permaneceram abertas, cumprindo função de facilitadora de políticas sociais e a parte burocrática, representada pelas equipes gestora, apoio e limpeza. Foi feito um enfrentamento muito forte para o fechamento total das Unidades. Isso não foi considerado, expondo a vida desses trabalhadores; Mas é fato que ter os alunos presencialmente sem vacina aumenta ainda mais esse risco.

Fica, portanto, evidente a total irresponsabilidade de Bruno Covas e João Doria ao insistirem na retomada antecipada das aulas presenciais. O descaso é grande, e não apenas com os profissionais da saúde que tanto alertam sobre os riscos de se desistir do isolamento físico antes da vacinação, mas também com todos os servidores da educação e os alunos de São Paulo. O risco de vida é grande. Covas e Doria tem sangue em suas mãos.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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Respirar virou privilégio

Respirar virou privilégio

Saiba porque o ministro Pazuello é culpado pela crise de oxigênio em Manaus e no Pará!

A crise de falta de oxigênio que assola Manaus, agora chega no Estado do Pará. Pelo menos 6 pessoas já morreram asfixiadas no município de Faro, PA É necessário pensar nas razões que causaram essa tragédia (aumento nos casos de covid devido às festas de fim de ano, nova cepa da covid, ineficiência nas políticas de isolamento social etc) mas mais do que tudo, é fundamental fornecer oxigênio a estes Estados, o mais rápido possível! O ministro da Saúde, Pazuello, já sabia, pelo menos desde o dia 8 de janeiro, da gravidade da situação. A sua reação foi próxima de nula! Com ele no comando, respirar virou privilégio. Agora, neste momento trágico, centenas de pessoas correm o risco de morrer asfixiadas! Quantas vidas custarão a incompetência da gestão Bolsonaro?!

Ele já sabia!

Não foi falta de aviso. “Existe um problema na rede de gás do município que prejudica a pressurização de oxigênio nos hospitais estaduais […] dificuldade crítica nos respiradores [de oxigênio]”. A citação é do dia 8 de janeiro, de um relatório da Força Nacional do SUS. A iniciativa é criada pelo Ministério da Saúde para averiguar situações específicas ligadas à saúde pública. A resposta de Pazuello foi insuficiente: transportou, junto à aeronáutica, cilindros de oxigênio, mas em quantidades bastante abaixo do necessário. Segundo Pazuello, outra iniciativa teria sido a transferência de pacientes necessitados para hospitais de outros estados. Mas essa prática já é relativamente comum no SUS. O que ele fez, efetivamente, foi quase nada.

A principal reação do Pazuello foi entrar em um jogo de apontar dedos. Quis fazer parecer se tratar de uma conspiração perpetrada pela principal fornecedora de oxigênio no estado, a White Martins. Para ele, seria a empresa que não estaria produzindo e vendendo o oxigênio nas quantidades e velocidade necessárias. Por mais que grupos privados sejam, em muitas situações, capazes de arriscar vidas em nome de lucros ou redução de gastos, tudo indica não ter sido este o caso. A própria White Martins, havia informado ainda dia 11, do problema, e sugerido, como parte da solução, que o estado ou a federação comprassem oxigênio de sua principal concorrente, a Air Liquide.

Ministério foi irresponsável!

Mas mesmo que o delírio de Pazuello fosse verdade, e a White Martins culpada, isso não eximiria a responsabilidade do Ministério da Saúde em resolver o problema. Trata-se de uma grave crise de saúde pública! Soluções existem, e foram sugeridas pelo próprio relatório da Força Nacional do SUS: o transporte de oxigênio por balsas (visto que apenas pela Forças Aérea não resolveria), além da instalação de usinas geradoras de oxigênio em Manaus, pelo SUS. A tecnologia é simples, e o SUS a domina. Mas faltou vontade e competência. Pazuello tinha desde o dia 8 para agir, mas preferiu ficar em um jogo ineficiente de apontar dedos!

Ainda hoje, dia 19 de janeiro, o ministro Pazuello continua sem agir. A crise, agora, atinge também o estado do Pará, com força na cidade de Faro. “Nossa reserva de oxigênio está zerada. Temos 37 pacientes internados dividindo 11 balas de oxigênio para que nenhuma vida seja perdida. Estamos pedindo remédios emprestados, oxigênio, não temos recursos. Hoje dependemos de doações, estamos entrando em desespero” afirmou o secretário de governo da prefeitura de Faro, Thiago Azevedo. Respirar virou privilégio.

Pazuello não corrige rumo!

Mesmo enquanto a tragédia se instala, Pazuello prefere usar seu tempo para se defender de acusações, ao invés de fazer alguma coisa. A princípio quis negar que sabia da gravidade da situação, apesar do relatório da própria Força Nacional do SUS, que prova que ele sabia do caso, pelo menos, desde o dia 8 de janeiro. Em resposta a tamanha inépcia, os partidos PSOL, PT, PCB, entre outros que compõem a oposição ao na Câmara dos Deputados, entraram com um pedido de Tutela Provisória ao STF. O pedido foi atendido pelo ministro Ricardo Lewandowski, que ordenou este dia 15 de Janeiro, que o ministério da Saúde tomasse medidas para resolver a crise em até 48 horas. Até agora a situação continua trágica.

Saiba como doar!

É triste pensar que o Estado não está cumprindo com suas responsabilidades básicas. Quem deveria resolver isso é o SUS, os poderes públicos. Mas na carência total de ações pelos meios oficiais, alguns ativistas e artistas estão se mobilizando para angariar doações para comprar oxigênio para os hospitais em Manaus. Uma dessas iniciativas é o Projeto Somar. É um absurdo que o povo tenha que tomar atitudes para fazer o serviço do governo. Mas é esta a nossa triste realidade. Respirar virou privilégio. Quem puder deve ajudar a reparar a injustiça! Doações podem ser feitas através das chaves PIX, conforme a imagem:

Torcemos para que a sociedade civil seja capaz de pressionar a gestão Bolsonaro, para que ela faça, ao menos agora, o seu trabalho.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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O Fiasco do ENEM

O Fiasco do ENEM

Entenda porque essa edição do ENEM pode ser um triste presságio sobre outros fiascos a se desdobrarem na educação pública

O fiasco do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), em sua última edição, talvez tenha sido a maior tragédia promovida pelo ministério da educação de Bolsonaro (e olha que a competição é grande!). Mais da metade dos inscritos no ENEM não compareceram à prova. A principal razão foi um medo justificado dos inscritos de se contaminarem com a Covid-19. Alunos que realizaram os testes relataram salas de exames lotadas, com pouca circulação de ar. Ambiente perigosíssimo em tempos de pandemia. O Ministério da Educação teve a oportunidade de adiar as provas. Inclusive, ação do Ministério Público de abril do ano passado pedia ao INEP (Instituto que organiza as provas do ENEM) exatamente isso, isto é, que as provas fossem adiadas. Não podemos deixar esse tipo de fundamentalismo continuar arriscando vidas inocentes. Que sirva de lição: a retomada presencial de atividades educacionais só deve ocorrer depois da vacina chegar a todos!

Não foi por falta de aviso!

Não foi por falta de aviso que ocorreu o fiasco do ENEM. O Ministério Público já havia pedido ao INEP que adiasse as provas para março. Na época o INEP respondeu com um comunicado dizendo que “a realização do exame na data marcada é perfeitamente possível e segura para todos os envolvidos, não havendo riscos de ordem sanitária”. Apesar das garantias do Instituto, no dia de aplicação da primeira fase da prova do ENEM alunos registraram em vídeos aglomerações nas entradas, e mesmo no interior das salas dos locais em que as provas foram realizadas.

Não é como se adiar as provas não fosse uma opção. É difícil entender o que deve ter passado na cabeça da gestão bolsonarista para aplicar uma prova dessa importância em tempos de pandemia. Uma das razões pode ser possível lobby das universidades privadas no Ministério da Educação. Acontece que o ENEM é prova necessária para a aprovação de financiamento e empréstimos públicos em universidades particulares (por exemplo, através do FIES e do PROUNI). Com a prova adiada para data posterior, as faculdades poderiam perder parte de seus recursos. É triste pensar que nossa gestão parece arriscar vidas para garantir os lucros de grupos privados.

Covas e Doria, como sempre, seguem os passos de Bolsonaro

É também bastante preocupante pensar que não se trata de projeto apenas de Bolsonaro. A ideia de adiantar a retomada de atividades presenciais ligadas à educação antes que seja seguro, parece iniciativa almejada pelo prefeito Bruno Covas e pelo Governador João Doria. Ambos já liberaram planos de retomada das aulas, enquanto passamos por uma segunda onda da Covid-19. A decisão é trágica, e deve custar muitas vidas!

É grave, também, pensar que aqueles que acreditam na ciência, e não querem correr riscos desnecessários podem acabar sendo prejudicados. Na aplicação da prova do ENEM, por exemplo, aqueles que não fizeram a prova tiveram que arcar com a taxa de inscrição. Aqui em São Paulo a situação será semelhantes: os jovens, mães, pais e profissionais da educação que prezarem pelas suas saúdes, correrão riscos de ficarem em desvantagem acadêmica frente aos outros jovens, ou mesmo de perder os seus empregos.

Não é razoável arriscar dessa forma a vida de nossas crianças e servidores da educação. A retomada só deve ocorrer quando a vacina chegar para todas e todos!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

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Os Bastidores do Próximo Golpe

Os Bastidores do Próximo Golpe

Entenda os riscos de se diminuir o controle sobre a polícia militar

O Congresso arrisca dar ainda mais impunidade a fardados que cometerem crimes. Esta seria uma consequência provável (e trágica) de dois projetos de lei sendo negociados nos anais do congresso. As medidas diminuiriam o controle civil da polícia militar, dificultariam (ainda mais) investigações de abusos de oficiais, e criariam conselhos nacionais com pouco controle cidadão local para controlar as polícias civis. Em um país em que a polícia já é extremamente criminosa, e em que o presidente é declaradamente favorável a um golpe militar, essas mudanças na lei são muito preocupantes. Anunciam os bastidores do próximo golpe.

Cada mudança proposta cria uma preocupação. Existe uma razão para a Constituição Federal prever que as polícias sejam controladas por chefes civis de poderes locais. “Art. 144, § 6º As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.” A ideia é simples: os militares não podem ter licença para fazerem o que bem entenderem. Devem ser controlados por um poder civil, eleito pelo povo. Dessa maneira há, ao menos em teoria, a capacidade de controle civil e social sobre aquilo que deveria ser o “monopólio do uso da força”.

Ao mesmo tempo, a Constituição proíbe controle centralizado da polícia militar e civil em autoridades federais. A ideia é que Brasília não mande, sozinha, no uso da força do país inteiro. Os constituintes entenderam que o poder de prender deve ser compartilhado, decentralizado e sob controle civil. Verdadeiro marco frente ao regime militar, anterior, em que os militares decidiam tudo a portas fechadas a partir do centro do país. Nada disso é o suficiente para garantir, sozinho, uma polícia verdadeiramente íntegra, e comprometida em proteger (e não em matar) o povo brasileiro. Mas voltar atrás nesses pontos agravaria, ainda mais, os problemas ligados às nossas polícias.

É, portanto, um grande retrocesso o que se discute hoje em Brasília. Uma das medidas propostas permitiria que os próprios oficiais da polícia militar indicassem o comandante da polícia em cada estado. O Governador poderia, apenas, indicar um nome de uma lista tríplice, enviada pelos próprios milicos. Uma tremenda trava ao controle civil da polícia. Além disso, os projetos debatidos dificultariam, bastante, a exoneração de comandantes da polícia militar. Por fim, quanto a investigações da polícia civil, debate-se proibir que os governos divulguem dados frutos de quebra de sigilo, facilitando, assim, casos de corrupção no interior da corporação.

Isoladas, as medidas podem parecer pouco relevantes. Mas é importante pensar, mais do que nunca, no valor simbólico das propostas: O Bolsonaro está polemizando, cada vez mais, com governadores do Brasil inteiro, mirando as reeleições de 2022. O Bolsonaro é bem capaz de perder no voto popular. Mas se ele seguir os passos de um de seus ídolos, o Donald Trump, que perdeu o pleito para as eleições Estadunidenses, ele é bem capaz de tentar liderar algo parecido com o que ocorreu recentemente no Capitólio dos Estados Unidos: um golpe movido por seus apoiadores mais fanáticos. Assim fica claro o que pode ser os bastidores do próximo golpe.

Se nos Estados Unidos a tentativa foi, ao que tudo indica frustrada, no Brasil o Bolsonaro conta com apoio expressivo de militares na maioria dos estados. Ou seja, se ele tentar um golpe, é bem capaz que os militares apoiem. A medida debatida no Congresso seria quase que uma luz verde para a polícia. Algo como “vocês não precisam obedecer aos governadores e ao poder civil”. A campanha para presidência já começou no Brasil faz tempo. Mas pelo menos um candidato não parece comprometido em seguir a voz das urnas.

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Gabriel Junqueira

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E quando invadirem Brasília?!

E quando invadirem Brasília?!

Entenda porque a invasão do Congresso estadunidense pode por a democracia brasileira em jogo

Como todos sabem, esse dia 6 de janeiro terroristas armados invadiram o Congresso dos Estados Unidos. O objetivo era dar um golpe no país, e tornar Donald Trump, derrotado nas urnas, um ditador. Os terroristas – até agora – não tiveram sucesso. É provável que as instituições do país sejam, ao menos, suficientes para impedir algum desastre dessa magnitude. Mas preocupa bastante pensar que o Bolsonaro se espelha no Trump. Em 2022, quando Bolsonaro perder as eleições presidenciais, há risco real de ele tentar fazer o mesmo. Mas aqui ele contaria com apoio de milícias ligadas ao tráfico de drogas, além de grandes partes das polícias militares. E quando invadirem Brasília?! O risco de um golpe é real! não podemos abaixar a guarda e deixar para agir só em 2022! Bolsonaro precisa ser afastado. E isso precisa ser feito rápido!

Os terroristas dos Estados Unidos estavam armados, e preparados para a guerra. Foi um milagre terem morrido apenas 4 pessoas. Os manifestantes chegaram a tentar ameaçar e agredir deputados da oposição (além do próprio vice presidente de Trump, o Mike Pence). De dentro do salão em que ocorrem as votações do Congresso, seguranças chegaram a usar mesa para barrar a entrada na porta, enquanto se preparavam para reagir em caso dos terroristas armados a arrombarem. A intenção do protesto era clara: negar os resultados das últimas eleições e tornar Trump um ditador. Grande é o contraste com as manifestações pacíficas e organizadas da esquerda. No caso da direita, vários manifestantes estavam armados. O objetivo não era pressionar os políticos, mas ameaça-los de morte. Apenas porque não gostaram dos resultados das eleições, que revelaram Trump como o perdedor.

Trump incitou os terroristas!

Minutos antes da invasão acontecer, Trump fez discursos incitando os manifestantes. “Vocês têm que mostrar força e têm que ser fortes. Viemos exigir que o Congresso faça a coisa certa e conte apenas os eleitores que ‘votaram legalmente. Que votaram legalmente’ (sic.) Eu sei que todos aqui logo estarão marchando para o edifício do Capitólio” Para além do tom agressivo, é importante atenção ao contexto: Trump passou as semanas anteriores negando os resultados das eleições presidenciais, dizendo que ele teria ganho e que, na verdade, deveria ser o presidente. Obviamente é tudo mentira. E no contexto as mentiras escalaram para uma marcha violenta com o objetivo de fazer de Trump um ditador!

Tradução do tweet: "é isso que acontece quando eleições sagradas, ganhas de lavada, são arrancadas de grandes patriotas que foram tão mal e injustamente tratados por tanto tempo. vão para casa com amor e paz. Lembrem-se desse dia para sempre!"

Mesmo sem superestimar o valor da “democracia” liberal-burguesa que reina nos Estados Unidos, o evento é preocupante por si só. Há, ao menos em teoria (mesmo que na prática de forma bastante limitada) um pressuposto de que as instituições do país devam ser controladas pelo povo. Um ditador assumir seria o fim dos poucos aspectos democráticos no país, e teria consequências políticas e econômicas globais.

No Brasil o caso é ainda mais grave!

Mas o Brasil tem algo mais a temer: a saúde de suas próprias instituições democráticas. E quando invadirem Brasília?! Não é segredo algum que Bolsonaro gostaria de dar um golpe e assumir como ditador. Já afirmou, em mais de uma ocasião, ser favorável a um golpe e admirador da ditadora militar brasileira. Também não há dúvidas de que Bolsonaro se espelhe nas ações de Donald Trump (o seu ídolo). Bolsonaro chegou a bater continência à bandeira dos Estados Unidos, em forma, na verdade, de homenagem a Trump.

Mas aqui a situação seria ainda mais grave que nos EUA. E quando invadirem Brasília?! Não apenas nossas instituições democráticas são ainda mais frágeis que as de lá, como aqui o Bolsonaro já conta com apoio expresso de milícias armadas, muitas delas ligadas ao tráfico de drogas armas e pessoas. Mais que isso, Bolsonaro conta com o apoio do exército e das polícias militares do Brasil. Mobilizações recentes de sua base no Congresso para diminuir o controle civil das polícias militares podem ser vistas como preparo dele para um golpe em 2022.

Nós não podemos nos dar ao luxo de esperar até lá! Não podemos ficar quietos enquanto um fascista conspira um golpe contra o povo, a república, a democracia e a justiça! É importante agirmos agora! O caminho que devemos tomar é prosseguir com o impeachment de Bolsonaro o quanto antes, e cortar logo a cabeça da cobra do fascismo! Se não agirmos rápido, 2022 pode se tornar 1964!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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A “roleta russa” da volta às aulas presenciais

O anúncio da volta às aulas presenciais feita a pouco pelo prefeito e o novo Secretário de Educação de São Paulo, mostram a toada do que se deve esperar deste governo tucano pelos próximos quatro anos na nossa cidade.

Há poucos dias foi anunciado por representantes de entidades sindicais que o Secretário teria dito que o retorno aconteceria apenas após a autorização da Secretaria de Saúde.

Com um número de mortes perto de 50 mil pessoas, o Estado de São Paulo erra em anunciar a volta e, como tem sido desde que assumiu a prefeitura, Covas segue a vontade de seu padrinho político e brinca com a vida dos estudantes, trabalhadores da Educação e seus familiares.

É ridículo que esse público não esteja como prioritário na campanha de vacinação contra o Covid-19. É absurdo que a pressão de grupos privados seja maior que a preservação da vida. E absolutamente ninguém duvida que se o número de casos é enorme com as aulas presenciais suspensas e que disparará com essa retomada de atendimento presencial aos estudantes sem a imunização. Uma verdadeira roleta russa!

Por outro lado fica cada vez mais evidente o papel fundamental das escolas e da Educação. Não há tecnologia que substitua o afeto, não há apostila que substitua o professor; Isso foi constatado a duras penas e de forma inesperada a todos, inclusive aos defensores de homeschooling; Infelizmente dezenas de milhares de famílias em São Paulo também aprenderam que a vida não tem preço.

Durante praticamente todo o ano de 2020 temos debatido e ouvido diferentes especialistas afirmando o risco desse retorno sob as atuais circunstâncias. O prédio continua o mesmo, as equipes de limpeza continuam reduzidas, o módulo de servidores continua o mesmo, a vivacidade e características próprias das crianças continuam as mesmas. Infelizmente o prefeito continua o mesmo…

Não existe preciosismo quando o que está é jogo é o nosso bem maior, não existe excesso de zelo com a vida. O detrimento do direito à vida, proteção e saúde é uma triste constatação que falhamos enquanto cidade educadora e como sociedade.

tem dinheiro pra propaganda mas não tem para servidor!

tem dinheiro pra propaganda mas não tem para servidor!

Entenda como o Doria está priorizando publicidade ao invés de trabalhos!

O Doria está aproveitando a pandemia para sucatear o Estado na surdina! A última sacanagem do Governador foi adiar, por meio de decreto (ou seja, de forma autoritária), os concursos e contratações públicos. Faz isso sem indicar momento de retomada dos concursos, ou seja, por prazo indeterminado, e ainda por cima deixa um tom de ameaça às universidades no final do decreto, falando de “iminente redução de suas receitas” (cenas do próximo episódio). Ao mesmo tempo, o governador aumentou em quase 70% (aumento em 62,5 mi) as verbas de publicidade do governo estadual. Ou seja, tem dinheiro pra propaganda mas não tem para servidor!

É de notório saber para qualquer servidor público que o Doria é inimigo do serviço público de qualidade! A sua sanha privatista (sem fundamentações econômicas e sociais) afetou setores importantíssimos para São Paulo, como a SPTuris e os Mercados Municipais! Agora também se articula para privatizar o Parque Ibirapuera (obra, ironicamente, projetada pelo comunista Oscar Niemayer com o objetivo de ser um espaço de descanso ao povo trabalhador paulistano).

Passou dos limites!

Mas esse decreto passa de todos os limites! faltam funcionários em todos os setores do serviço público! Além disso, justamente por causa da crise econômica, é importante manter as pessoas com dinheiro para que o consumo continue acontecendo. Emprego público é, historicamente, uma das formas de garantir concorrência com os empregos formais da iniciativa privada quanto a direitos e garantias dos trabalhadores. Em outras palavreas, com menos empregos públicos a iniciativa privada inteira possui um estímulo para diminuir os salários, por diminuir a concorrência com condições (minimamente) decentes de emprego oferecidas no setor público. Menos empregos significam menos pessoas com dinheiro para consumir, para girar a economia. Ou seja, todo mundo perde com a medida de Doria (inclusive a economia).

Ao mesmo tempo Doria acha de bom tom aumentar as verbas para publicidade! O aumento foi em 70% (de 153,2 milhões em 2021 ante aos R$ 90,7 milhões projetados em 2020) Oras, quer dizer que tem dinheiro pra propaganda mas não tem para servidor! É muita cara de pau!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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F0#@-$& a Ford!

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Entenda porque a Ford está traindo e explorando o Brasil

A mídia tradicional não se cansa de chorar as mágoas pela saída da Ford no Brasil. Na verdade a empresa empregava pouca gente perto dos subsídios e empréstimos entregues pela federação. O setor automobilístico, como um todo, saqueou as contas públicas em troca de benefícios que não vieram até agora. É bem possível, ainda que, mesmo sem os auxílios, as montadoras teriam ficado no Brasil do mesmo jeito. Essas empresas fazem lobby no Congresso enquanto financiam o marketing de grandes grupos como a Rede Globo. Tudo para conseguir dar o mínimo ao povo brasileiro, enquanto retiram o máximo possível. Se aproxima, em verdade, bastante das ações coloniais de grupos ocidentais na África e nas Américas. Agora, em um momento em que milhares de micro e pequenas empresas fecham as portas, com aumentos recordes no desemprego no país, querem fazer parecer que é tudo sobre a Ford. F0#@-$& a Ford! Quem sustenta o país são os micro e pequenos, e não os grande e mega empresários!

Nem empregos e nem PIB! A Ford não cumpre o seu lado do acordo!

Alguns talvez tenham ouvido que o setor automobilístico é um dos que mais empregam no Brasil. Isso é tecnicamente verdade, mas apenas porque os empregos no Brasil estão muito pulverizados, principalmente entre micro e pequenas empresas. As montadoras e concessionárias empregavam, todas juntas, menos de 150 mil pessoas em 2015 (o número diminuiu desde então). Enquanto isso, em 2019, 75% dos empregos formais vinham de micro e pequenas empresas. Ou seja, os empregos do setor automobilístico são uma gota no oceano.

Outros talvez se impressionem ao ouvir que as montadoras são responsáveis por 22% do PIB industrial do país. De novo, a informação é incompleta: acontece que o PIB industrial representa apenas 22% do PIB total. Ou seja, se você fizer os cálculos, o setor inteiro é responsável por, ao todo, 4,84% do PIB (0,22 X 0,22). Para efeitos de comparação, o setor de serviços, que é composto principalmente pelas micro e pequenas empresas, corresponde a mais de 70% do PIB nacional! É desproporcional essa preocupação com a Ford em contraste com quase que um silenciamento da mídia e das autoridades sobre os empregos vindos das empresas menores.

A conta não fecha! Ford recebe muito e entrega pouco!

Isso tudo sem nem entrar nos subsídios e empréstimos que o país deu ao setor automobilístico nos últimos anos. Ao todo essas cifras giram em torno de 50 bilhões de reais, de acordo com a própria Globo. Segundo análise feita por bacharel do curso de Graduação em Ciências Econômicas da Universidade Federal do Paraná, a conta não fecha. O Brasil cedeu mais do que recebeu da indústria automobilística. Além disso, segundo o mesmo estudo, não há indícios de que as políticas de incentivo tenham feito alguma empresa realmente se instalar no Brasil. São empregos e imposto que o Brasil poderia ter de qualquer jeito.

Por fim, não foi por falta de submissão do Brasil que a Ford decidiu fechar as portas das fábricas brasileiras. A medida, provavelmente, está muito mais relacionada com a decisão da montadora de focar, praticamente, apenas na produção de SUVs e picapes; produção, esta, já bem instalada em outros países latino-americanos, como a Argentina. Basicamente, a Ford está recebendo em subsídios e empréstimos do Governo e se eximindo da contrapartida: ajudar com a economia  e com os empregos no Brasil.

Fica muito pouco para o Brasil

Sobre aqueles que acreditam que a Ford, e outras montadoras, ajudariam na inovação e produção tecnológica no Brasil, trata-se, também, de definitivo engano. Os grandes conhecimentos técnicos foram desenvolvidos em outros países (como os Estados Unidos), além de serem, em grande medida, patenteados. Além disso, fica tudo sobre controle direto das fábricas e montadoras. É muito pouco que, realmente, “sobra” para o Brasil.

Apesar de bem menos relevante que as microempresas que fecham as portas, não por liberalidade ou opção de negócios, mas pela grave crise econômica que passamos, a Ford, ainda assim, sai do Brasil deixando 5 mil desempregados, após ter recebido fortunas do governo em forma de subsídios e empréstimos. Mas a Ford é, também, uma grande e importante anunciante da Globo e de outros grandes veículos de imprensa (junto com outras montadoras). Talvez isso, mais do que verdadeira relevância econômica e social, explique o alarde feito pela mídia. Querem mostrar serviço a seus financiadores.

“Custo Brasil” subsidiado!

É triste ter que assistir a Andreia Sadi (suposta progressista, e jornalista da Globo) anunciando, em tom emotivo, como a Ford seria mais uma vítima do “custo Brasil”. A verdade é que a Ford obteve pesados descontos no tal do “custo Brasil”, enquanto micro e pequenos empreendimentos foram colocados em segundo plano nas políticas econômicas do país. Apenas a título de exemplo a Ford recebeu sozinha, entre 2004 e 2019, cerca de 5,5 bilhões de reais a título de empréstimos do BNDES, fora dezenas de bilhões de reais em subsídios fiscais. As micro e pequenas empresas, por outro lado, são as que menos recebem verbas do BNDES. Ou seja, os pequenos negócios, efetivamente, subsidiam o custo Brasil dos grandes empreendimentos!

A verdade é que não precisamos da Ford! F0#@-$& a Ford! O que gera tecnologia, conhecimento e economia é investir em universidades e em micro, pequenas e médias empresas em ramos tecnológicos, como produção de eletrônicos ou de máquinas utilizadas na produção industrial. Lógico que esses são setores da economia que o Bolsonaro negligencia. Mas se o Brasil quiser crescer de verdade, não vai ser graças a empresas gringas explorando o nosso capital!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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