Mês: fevereiro 2021

não deixem o Samba e a Cultura morrer!

não deixem o Samba e a Cultura morrer!

Saiba porque a Cultura e o Samba tem que ser preservados!

Enquanto alguns cultivam a arte, outros tentam destruí-la. É o que pretende a extrema direita paulistana. Ingratos, eles escolhem se esquecer de todo o bem que a Cultura e o Samba trazem. Não só em animação para o povo brasileiro, mas também em ganhos econômicos. Todo o ano a Cultura Brasileira lota nossos hotéis, alavanca pequenos negócios e traz arrecadações para os cofres públicos. Todos os anos, trabalhadores da Cultura fazem esse serviço à cidade com prazer. Neste ano de pandemia, as coisas estão diferentes. As aglomerações foram proibidas para conter o avanço do vírus. O que quem vive da Cultura pede à prefeitura, é um alento, um auxílio. Neste sentido, trabalhadores do samba pedem que a Prefeitura aprove plano para paga-los 3 mil reais cada para fazer lives durante o carnaval. Alguns são contra. Acham que 3 mil reais para um evento de carnaval virtual é demais. Resta o apelo popular à nossa prefeitura: não deixem o Samba e a Cultura morrer!

Cultura brasileira: patrimônio nacional!

O Samba é parte da Cultura Viva. E Cultura brasileira! Patrimônio Imaterial, mas também material! Por décadas São Paulo lucra com a Cultura. Lucra com impostos, vendas, hotéis lotados, comércio, turismo… Mas nem tudo é sobre o lucro. O Samba é vivo, etéreo, brasileiro! Difícil precisar onde é que o Samba nasceu. Uns vão dizer que nasceu lá na Bahia, com os batuques dos Orixás. Outros dizem, sem menos razão, que surgiu no Rio, com a música Pelo Telefone. A composição foi em roda, coletiva, fruto do axé do terreiro da Tia Ciata. Um batuque de terra em transe, a hipnose coletiva de quem sabe amar brincando. Assim como outros setores da nossa Cultura, quem vive do Samba agora se vê sem renda, sem meio de ganhar a vida.

Alguns vão dizer que o Samba veio morrer em São Paulo. É só meia verdade. Porque o Samba é forte como o Jabuti, a Cultura Brasileira! Assim como sua cadência, vai do baixo ao alto se transformando ao redor do que o cerca. Aqui o Samba só morreu para renascer a sua própria forma. E Novos Baianos passeiam na nossa garoa.

Cultura é a Arte do Encontro!

Alguns não querem que São Paulo seja tão agradável quanto a suave garoa que refresca nossas faces. Há quem queria matar a nossa Cultura! Logo no momento em que mais precisamos dela! A pandemia trouxe a São Paulo uma tristeza inimaginável. O povo paulistano merece um pouquinho de animação, um pouquinho de cadência em meio a tanta carência. “ponha um pouco de amor numa cadência, e vai ver que ninguém no mundo vence a beleza que tem no Samba não”!

Em um momento em que há tanto desencontro, festas, eventos, reuniões canceladas, é importante valorizarmos a vida, valorizarmos a nossa Cultura! “A arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida!” É isso que propõem os trabalhadores da Cultura. Que sejam feitas apresentações no formato de live, tão popularizado durante a pandemia. Um desses projetos propõe um carnaval virtual, feito à distância pela internet. Não, não é o mesmo que o carnaval de rua. Mas é o batuque que o presente permite. O batuque que São Paulo precisa!

O Batuque brasileiro!

Alguns vão criticar, querer dizer que é “só batuque”. Mas é o nosso batuque, o batuque brasileiro! Herdado da África, dos nativos e da destruição que o europeu impôs. É tão fruto da opressão, como árvore de uma nova esperança. Tese e antítese em uma síntese revolucionária! “O Samba é pai do prazer, o Samba é filho da dor, o grande poder transformador”!

Neste carnaval, mesmo à distância, temos que exigir que não deixem o Samba e a Cultura morrer. Não deixem a vida acabar! Quem tanto dá pela Cultura de nosso país merece bem mais que 3 mil reais!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Entenda porque o preço do combustível aumenta

Entenda porque o preço do combustível varia

Entenda 5 motivos porque o preço do combustível aumenta

Agora, durante o que pode ser o auge da segunda onda do coronavírus, o preço da gasolina e diesel nos postos volta a aumentar. Este aumento já causou mobilizações e protestos no passado, por exemplo a paralisação dos caminhoneiros. Na realidade, a estrutura de preços da Petrobrás, atualmente praticada, traz uma situação de preço variável e pouco controlável. Entenda porque o preço do combustível só aumenta:

1) Apesar do Brasil ser autossuficiente em petróleo, parte considerável do nosso combustível é importada

O Brasil possui petróleo o suficiente para, em teoria, suprir todas as necessidades de sua população. Apesar disso, o Brasil escolhe não refinar todo o seu petróleo, e importar os subprodutos do refinamento por preços maiores. O Brasil poderia construir mais refinarias e diminuir a necessidade de comprar combustíveis mais caros do exterior. Isto poderia contribuir para uma diminuição dos preços nas bombas.

2) O preço do petróleo brasileiro varia de acordo com os preços internacionais

O Brasil escolheu vincular o preço do petróleo nacional a flutuações do câmbio estrangeiro. Isso significa que se por razões, pouco relacionadas com a política nacional (crises em outros países, guerras, decisões dos carteis do petróleo etc) o preço do petróleo comercializado mudar, a mudança ocorre também no preço do petróleo dentro do Brasil. Esta vinculação, em essência, prioriza mais a exportação do petróleo do que o seu uso para consumo interno.

3) Não temos infraestrutura de distribuição eficiente

Combustíveis, por serem em regra líquidos ou gasosos, podem ser distribuídos a preços baixos através de óleodutos e gasodutos. São basicamente sistemas de canulação parecido com os que distribuem água nas casas, mas usados para transportar combustíveis. O Brasil, no entanto, não investe nesta infraestrutura, utilizando, ao invés, estradas e caminhões. O transporte em estradas é mais caro, pois além de necessitar da contratação de mão de obra e equipamento, gasta combustível no próprio transporte.

4) Os tributos, de fato, são altos. Principalmente os estaduais

Existem impostos sobre combustíveis em todas as esferas de governo (federal, estadual e municipal). Mas a maior alíquota é a estadual. Segundo a Petrobrás o ICMS (imposto de natureza estadual) corresponde a cerca de 29% do preço final da gasolina, e 15% do preço final do óleo diesel.

5) A Petrobrás não controla os preços sozinha.

É importante compreender que, apesar das decisões da empresa Petrobrás impactarem diretamente os preços dos combustíveis, ela não é responsável exclusiva pelas variações. impostos (federais e locais), além de políticas de preços entre postos também contribuem para variações de preço. Por fim, a Petrobrás é uma empresa de capital aberto na qual investidores, inclusive internacionais, possuem grande poder de decisão. Do ponto de vista dos investidores, é mais interessante um modelo de extração voltado mais para a exportação do que para o uso interno, pois os lucros acabam sendo maiores.

Esperamos que com estas informações quem leia entenda porque o preço do combustível varia tanto no Brasil.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Prisão do bolsonarista é cortina de fumaça!

É um colírio para os olhos ler a respeito do deputado federal bolsonarista preso por atentar contra a democracia. Mas não podemos abaixar a guarda! Como resultado da prisão do bolsonaristas os trabalhos da Câmara dos Deputados Federais estão paralisados. Isso em um momento que cresce a pressão para a continuação do auxílio emergencial em função da pandemia! A prisão do bolsonarista é cortina de fumaça!

Entenda o caso:

Neste dia 16 o deputado bolsonarista Daniel Silveira foi preso em flagrante por fazer apologia à ditadura militar e ameaçar agredir ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele falou, de forma explícita, em vídeo postado em redes sociais, defender a agressão contra ministros. Após ser preso, enquanto aguardava exame de corpo delito no Instituto Médico Legal, o deputado ainda se recusou a usar máscaras. Daniel Silveira foi o deputado que quebrou a placa de rua com o nome Marielle Franco no Rio de Janeiro; é o cara que antes de ser eleito falsificava atestados médicos para não ter que trabalhar.

É evidente que as posturas do deputado são indefensáveis. Mas por melhor que seja ver um deputado bolsonarista sendo preso, uma questão não pode ser negligenciada: os trabalhos no Congresso Nacional foram interrompidos enquanto base aliada a Bolsonaro negocia com o STF a prisão do deputado. Ou seja: a prisão do bolsonarista é cortina de fumaça! O objetivo real da base governista é travar as votações no Congresso, bem em época em que está pra ser votada a prorrogação do auxílio emergencial!

Cortina de fumaça!

Cresce a pressão no Congresso para liberar o auxílio emergencial. A base bolsonarista, que nem queria o auxílio no começo, sabe que irão perder apoio popular se revelarem-se contrários ao auxílio. Por isso enrolam. Polemizam com ódio e intolerância, pois sabem que o povo não quer o programa deles!

É importante ser a favor da prisão do bolsonarista. Mas também é importante ser a favor do auxílio emergencial! Não podemos nos esquecer das milhões de famílias que, sem o auxílio, batalham para por comida na mesa! Não podemos cair nessa cortina de fumaça!

É um colírio para os olhos ler a respeito do deputado federal bolsonarista preso por por atentar contra a democracia. Mas não podemos abaixar a guarda! Como resultado da prisão do bolsonarista, os trabalhos da Câmara dos Deputados Federais estão paralisados. Isso em um momento que cresce a pressão para a continuação do auxílio emergencial em função da pandemia! A prisão do bolsonarista é cortina de fumaça!


  1. Neste dia 16, o deputado bolsonarista Daniel Silveira foi preso em flagrante por fazer apologia à ditadura militar e ameaçar agredir ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele defendeu, de forma explícita, em vídeo postado em redes sociais, a agressão contra ministros. Após ser preso, enquanto aguardava exame de corpo delito no Instituto Médico Legal, o deputado ainda se recusou a usar máscaras. Daniel Silveira foi o deputado que quebrou a placa de rua com o nome Marielle Franco no Rio de Janeiro e também é o cara que antes de ser eleito falsificava atestados médicos para não ter que trabalhar.

É evidente que as posturas do deputado são indefensáveis. Mas, por melhor que seja ver um deputado bolsonarista sendo preso, uma questão não pode ser negligenciada: os trabalhos no Congresso Nacional foram interrompidos enquanto a base aliada a Bolsonaro negocia com o STF a prisão do deputado. Ou seja: a prisão do bolsonarista é cortina de fumaça! O objetivo real da base governista é travar as votações no Congresso, bem em época em que está pra ser votada a prorrogação do auxílio emergencial!

Cresce a pressão no Congresso para liberar o auxílio emergencial. A base bolsonarista, que nem queria o auxílio no começo, sabe que irão perder apoio popular se revelarem-se contrários ao auxílio. Por isso enrolam. Polemizam com ódio e intolerância, pois sabem que o povo não quer o programa deles!

É importante ser a favor da prisão do bolsonarista, mas também é importante ser a favor da urgência da prorrogação do auxílio emergencial! Não podemos nos esquecer das milhões de famílias que, sem o auxílio, batalham para pôr comida na mesa! Não podemos nos perder nessa cortina de fumaça!

É um colírio para os olhos ler a respeito do deputado federal bolsonarista preso por por atentar contra a democracia. Mas não podemos abaixar a guarda! Como resultado da prisão do bolsonarista, os trabalhos da Câmara dos Deputados Federais estão paralisados. Isso em um momento que cresce a pressão para a continuação do auxílio emergencial em função da pandemia! A prisão do bolsonarista é cortina de fumaça!

Entenda o caso:

Neste dia 16, o deputado bolsonarista Daniel Silveira foi preso em flagrante por fazer apologia à ditadura militar e ameaçar agredir ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele defendeu, de forma explícita, em vídeo postado em redes sociais, a agressão contra ministros. Após ser preso, enquanto aguardava exame de corpo delito no Instituto Médico Legal, o deputado ainda se recusou a usar máscaras. Daniel Silveira foi o deputado que quebrou a placa de rua com o nome Marielle Franco no Rio de Janeiro e também é o cara que antes de ser eleito falsificava atestados médicos para não ter que trabalhar.

É evidente que as posturas do deputado são indefensáveis. Mas, por melhor que seja ver um deputado bolsonarista sendo preso, uma questão não pode ser negligenciada: os trabalhos no Congresso Nacional foram interrompidos enquanto a base aliada a Bolsonaro negocia com o STF a prisão do deputado. Ou seja: a prisão do bolsonarista é cortina de fumaça! O objetivo real da base governista é travar as votações no Congresso, bem em época em que está pra ser votada a prorrogação do auxílio emergencial!

Cresce a pressão no Congresso para liberar o auxílio emergencial. A base bolsonarista, que nem queria o auxílio no começo, sabe que irão perder apoio popular se revelarem-se contrários ao auxílio. Por isso enrolam. Polemizam com ódio e intolerância, pois sabem que o povo não quer o programa deles!

É importante ser a favor da prisão do bolsonarista, mas também é importante ser a favor da urgência da prorrogação do auxílio emergencial! Não podemos nos esquecer das milhões de famílias que, sem o auxílio, batalham para pôr comida na mesa! Não podemos nos perder nessa cortina de fumaça!

10 razões para apoiar a greve dos profissionais da educação.

Entenda porque você deve apoiar a greve dos profissionais da educação!

Apesar do apelo de mães, pais, profissionais da educação, e especialistas em saúde pública, Bruno Covas e Doria insistem em retomar as aulas presenciais, antes que seja seguro. Em resposta a tamanha irresponsabilidade a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e o SINPEEM (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) decretaram greve contra a retomada. Entenda aqui 10 razões para apoiar a greve dos profissionais da educação.

1) Não é seguro voltar!

O Brasil acabou de registrar a maior media móvel de mortes por covid desde o começo da pandemia! Estamos passando por uma segunda onda da covid, que parece ser pior do que a primeira

2) O trabalho continua!

Profissionais da educação não são preguiçosos! Em votação na APEOESP 81,8% da categoria concordou em continuar com as aulas remotas durante a pandemia. Ou seja, não se trata de não querer trabalhar, trata-se de não colocar vidas em risco à toa!

3) A greve possui apoio da ampla maioria da categoria.

91,7% da categoria da APEOESP decidiu pela greve. Se uma proposta encontra tanto apelo entre a categoria, nada mais justo que respeitá-la!

4) A retomada coloca todos em risco!

Em um momento como o que vivemos, a retomada das aulas seria ruim para toda a São Paulo. Os profissionais da educação correm risco de ser infectados. Assim como também as crianças. Isso é terrível, mas a tragédia vai além: as crianças e profissionais infectados podem infectar familiares próximos, assim amplificando a onda de infecções e dando prosseguimento à pandemia na cidade inteira.

5) Risco de danos cerebrais em crianças!

Segundo a OMS, as crianças parecem ser particularmente suscetíveis a sequelas cerebrais por conta da covid-19! A prefeitura diz que é sobre garantir o futuro da cidade, mas que tipo de futuro São Paulo terá se suas crianças estiverem com problemas cerebrais devido à Covid? Não podemos ser tão irresponsáveis!

6) O povo sabe que é errado!

Covas, Doria e até a própria mídia tem falado pouco sobre a segunda onda que vivemos. Mas mesmo com este silêncio, e de um presidente negacionista, pelo menos 58% dos brasileiros permanecem contrários à volta às aulas.

7) Dá para recuperar!

Aula é algo que a gente recupera. Vidas de quem a gente ama não! Não é hora de voltar!

8) Falta equipe de limpeza!

Essa é outra tragédia que Toninho Vespoli já vem denunciando faz tempo: o sucateamento da limpeza das escolas. Isso já vinha desde antes da pandemia de covid. Mas agora, em um momento em que a limpeza se tornou mais crítica do que nunca, como a prefeitura pretende garantir a desinfecção das escolas? Isso ela ainda não explicou!

9) Lentidão e falta de clareza no plano de vacinação!

Alguém sabe quando será vacinado? É irresponsável voltar com as aulas presenciais sem que as crianças e profissionais da educação estejam todos vacinados!

10) Covas e Doria sabem que é perigoso!

A decisão de voltar com aulas presenciais é negligente! Os líderes do executivo sabem muito bem dos perigos. Eles fazem um discurso de “ouvir os especialista”, mas em questões importantes como esta ignoram o que diz a ciência. Não podemos deixá-los se safarem dessa!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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por uma cidade com direito ao verde!

São Paulo já é bem conhecida como a “cidade cinza”. E não é à toa: quem sai na rua não vê uma árvore. São apenas prédios atrás de prédios. Os parques são escassos e concentrados no centro. Um luxo, para poucos. E o problema vai ainda mais além: parques são fundamentais para impedir alagamentos. Cidades muito asfaltadas, como São Paulo, não deixam a água ser absorvida pelo solo. O resultado é essa nossa situação, em que qualquer chuvinha inunda a cidade. Não podemos aceitar viver desse jeito! Parques deveriam ser um direito de todos! Na revisão deste ano do Plano Diretor Estratégico, Toninho irá se unir aos maiores especialistas da cidade e ao povo da periferia para lutar por uma cidade com direito ao verde!

O problema é antigo. 

O problema vem desde que São Paulo começou a ser ocupada, a escolha foi asfaltar as ruas e esconder os rios. Era a lógica da “ordem e progresso”, do desenvolvimento industrial, da locomotiva São Paulo. Nessa lógica não há tempo para se considerar a natureza. Diminuíram e concretaram várias partes do Rio Tietê, enquanto asfaltaram e impermeabilizaram toda a cidade. Mas a água tem seu próprio caminho, sua própria lógica. Quando chove, a água tem que ir a algum lugar. Se os rios e a terra estão tapados, a água é obrigada a inundar a cidade.

Outras cidades grandes enfrentaram problemas parecidos. Paris, por exemplo, optou por incorporar o seu principal rio, o Sena, na arquitetura e urbanismo da cidade. Lá às vezes ocorrem alagamentos, mas eles demoram mais para inundar os centros, são mais previsíveis e controláveis. Isso porque o Rio Sena foi, em alguma medida, respeitado. Se as chuvas são muito fortes, o Sena recebe a maioria da água. O Rio compensa ainda mais o respeito cedido: como o esgoto é tratado e o Sena se estende por toda a cidade, a navegação pelo lindo Rio é possível. O Rio se torna meio de transporte. No entorno de todo o Rio há vários parques com áreas de terra que respeitam suas margens. Os parques públicos se espalham por Paris, permitindo momentos de lazer aos trabalhadores da cidade. 

É uma questão de respeitar a natureza

A cidade de Londres teve que optar por medidas mais drásticas. A ocupação inicial do solo urbano não respeitou a natureza. Os alagamentos eram comuns, e uma ameaça ao bem estar da cidade. A solução foi radical: o Estado confiscou propriedades próximas ao centro para criar parques e praças públicas. Sempre com grandes áreas verdes capazes de absorver o excesso de água mandado pela chuva.

Em última e primeira análise é uma questão de respeitar a natureza – a presente no ambiente ao redor, e também a presente dentro de nós mesmos. Não é saudável abandonarmos o verde. Segundo pesquisa da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) morar próximo a parques reduz chances da pessoa sofrer estresse, ansiedade e até depressão.

São Paulo não aprende a lição

O pior é perceber que São Paulo não aprendeu sua lição: ano passado Bruno Covas gastou mais de 100 milhões para reformar o Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo. Para além de um projeto higienista de expulsão das pessoas em situação de rua da região, foi um projeto cinza, sem vida, feio. A área foi toda asfaltada, impermeabilizada. Às vezes a natureza manda um sinal, uma advertência. No dia de inauguração da praça uma chuva (nem particularmente forte) deixou a área inteira alagada.

O problema ocorre no centro, mas ainda com mais força nas periferias. A maioria dos parques de São Paulo atendem áreas nobres. Para quem é pobre parque é visto como um luxo. Não deveria ser assim!

Não precisa ser assim. 

É possível um planejamento urbano inteligente, feito junto à periferia de São Paulo. Um projeto que impeça os alagamentos, tão constantes em nossa cidade, e que garanta ao povo o direito ao verde! É isso que debateremos esse ano, na revisão do Plano Diretor Estratégico de São Paulo e da Lei de Zoneamentos. Juntas, essas duas leis definem como é feito o uso do solo, e o planejamento fluvial em São Paulo. Toninho se juntará aos maiores especialistas em urbanismo de São Paulo, e à sociedade civil para lutar por uma cidade em que o verde não seja um privilégio!

Especial sobre o plano diretor!


 

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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10 razões para ser contra a reabertura das escolas!

Em mais uma medida desastrosa, Bruno Covas quer reabrir as escolas para aulas presenciais nesta segunda-feira (em plena pandemia!). Entenda aqui 10 razões para ser contra a reabertura das escolas!

1) Estamos passando por uma segunda onda da covid!

A começar pelo óbvio, a pandemia não acabou! Segundo dados da própria prefeitura, São Paulo está tendo a maior média de mortes por dia desde agosto de 2020! É irresponsável abrir as escolas em uma situação assim!

2) Lentidão e falta de clareza no plano de vacinação!

Alguém sabe quando será vacinado? É irresponsável voltar com as aulas presenciais sem que as crianças e profissionais da educação estejam todos vacinados!

3) Risco de danos cerebrais em crianças!

Segundo a OMS, as crianças parecem ser particularmente suscetíveis a sequelas cerebrais por conta da covid-19! A prefeitura diz que é sobre garantir o futuro da cidade, mas que tipo de futuro São Paulo terá se suas crianças estiverem com problemas cerebrais devido à Covid? Não podemos ser tão irresponsáveis!

4) Criança quer brincar!

O secretário da educação de São Paulo, Fernando Padula, é completamente sem noção! Ele acha que as crianças, quando verem umas às outras, vão resistir à vontade de dar um abraço no amiguinho… Não é realístico! E privar as crianças desse tipo de afeto, dizer para que não abrace ou brinque com o amiguinho, pode traumatizar o coitado. Se as aulas voltarem, as crianças ou vão se contaminar, ou vão ser traumatizadas!

5) Falta de infraestrutura

É curioso que antes da pandemia a prefeitura e o PSDB estavam querendo enfiar um monte de crianças em cada sala de aula. O fato é que não daria para garantir o retorno de todos os alunos, e respeitar as regras de distanciamento social dentro das escolas!

6) Falta equipe de limpeza!

Essa é outra tragédia que Toninho Vespoli já vem denunciando faz tempo: o sucateamento da limpeza das escolas. Isso já vinha desde antes da pandemia de covid. Mas agora, em um momento em que a limpeza se tornou mais crítica do que nunca, como a prefeitura pretende garantir a desinfecção das escolas? Isso ela ainda não explicou!

7) Falta de ventilação

A arquitetura em muitas das escolas é, infelizmente, opressora. Tem sala de aula que nem tem janela. Segundo a OMS, a carga viral e o quão abertos são os espaços é decisivo na chance da pessoa se infectar. Espaços fechados trazem muito mais riscos! Como a prefeitura vai garantir a ventilação das salas de aula?

8) A maioria da população é contra!

Apesar dos desgastes em decorrência da pandemia, 58% da população paulista ainda é contrária à retomada das aulas presenciais. Isso apesar de pouca clareza e divulgação, por parte da prefeitura, a respeito da gravidade da segunda onda da covid.

9) Os profissionais da educação são contrários!

O Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) e a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) até declararam greve contra a retomada das aulas presenciais. Os profissionais da educação percebem que os riscos não compensam.

10) São apenas mais alguns meses

Apesar da falta de clareza sobre as datas de vacinação, é provável que em junho ou julho a maioria dos profissionais da educação e alunos já estejam vacinados. Não faz sentido não aguardar para uma retomada no segundo semestre do ano!

Mobilidade e o plano diretor

Especial sobre o plano diretor!

Mobilidade e o plano diretor

Já percebeu na rua a quantidade de carros? Se você olhar nas janelas talvez perceba que a maioria dos carros levam apenas uma ou duas pessoas. E mais: o grosso dessas pessoas está indo para o mesmo lugar (regiões centrais de São Paulo). Este uso do espaço é ineficiente. É um tipo de mobilidade urbana que prioriza grandes distâncias e trabalhos centralizados no centro da cidade. Quem paga o pato é a periferia, que tem que gastar até 3 horas e meia por dia apenas para ir ao trabalho. Além disso, como a prioridade é carro, pessoas com deficiência que usam transporte público acabam prejudicadas. Este ano, teremos a chance de pautar a mobilidade e o Plano Diretor de São Paulo. É a chance para construir uma cidade em que o transporte possa ser feito por todos de maneira confortável!

Desastre planejado!

A mobilidade em São Paulo prioriza o uso de carros. Mas o mais bizarro é que isso não é por acaso, foi planejado. A Prefeitura de São Paulo apostou em um desenvolvimento centrado no transporte individual e com concentração de empregos no centro da cidade. Isso foi feito através do sucateamento do transporte público (com direito à criação da máfia dos transportes), pela construção corrupta e superfaturada de viadutos e infraestrutura apenas para carros (inclusive, no começo sem nem corredor de ônibus), e pela negligência total com a infraestrutura na periferia (para que as pessoas fossem forçadas a trabalhar e frequentar o centro).

É difícil rastrear, exatamente, as influências econômicas e culturais que fizeram São Paulo optar por um desenvolvimento centrado em carros. Havia, de um lado, um fetiche pela modernidade, já desde a década de 20. O automóvel era visto como símbolo do avanço… É até irônico pensar que o resultado do modelo foi uma cidade com bastante congestionamento e lentidão.

Quem lucra com o trânsito?

Ao mesmo tempo, é inegável reconhecer que montadoras de carros lucraram bastante com um desenvolvimento assim. O efeito preciso do lobby das montadoras, no entanto, é difícil de precisar, pois faltam estudos sobre o tema.

Mas outro fator decisivo foi, também, a corrupção. Maluf, talvez seja um dos melhores exemplos possíveis: era (e ainda é) fácil superfaturar grandes obras. O próprio Maluf já foi até preso por desviar dinheiro na construção de viadutos. Para um corrupto deve ser tentador demais fazer obras faraônicas.

Quem tem grana é mais beneficiado!

Mas sejam quais forem as origens das gestões fanáticas por carros, o fato é que o modelo beneficia mais quem tem mais dinheiro, enquanto dificulta a vida de quem é pobre. Carros, afinal, são caros. As pessoas pobres, que tendem, inclusive, a viver mais longe dos locais em que trabalham, são as que menos podem pagar pelo transporte individual. Segundo pesquisa encomendada pela Rede Nossa São Paulo, em 2018, apenas 24% dos paulistanos usavam carro como principal meio de transporte (ante 66% que usavam transporte público). Ainda mais, segundo a mesma pesquisa, o uso de carro é maior entre pessoas que ganham mais de 5 salários mínimos, e o de transporte público é maior entre quem ganha menos que 2 salários mínimos.

O resultado acaba sendo vias lotadas de carros para pessoas com dinheiro, enquanto as pessoas mais pobres são forçadas a gastar horas todos os dias para irem e voltarem do trabalho! Não é bom para ninguém! A mobilidade e o Plano Diretor foram planejados de forma a prejudicar a vida de todos!

A economia é centralizada

Grande parte do problema se dá pelo fato do governo de São Paulo não investir em transporte público de qualidade, preferindo, historicamente, megaempreendimentos focados em carros. Mas parte do problema também é o fato de São Paulo não ter investido em economia descentralizada. Segundo pesquisa de professor da USP (Universidade de São Paulo), o centro expandido de São Paulo concentra cerca de 43% dos empregos. Apesar disso, a área do centro expandido corresponde a apenas 12,5% da cidade!

Em alguma medida, existe uma tendência natural para cidades formarem centros urbanos. Mas no caso de São Paulo a coisa claramente passou do limite. Uma prefeitura consciente investiria mais em empregos nas periferias, permitindo à população trabalhar mais perto de suas casas, tendo que se locomover menos. Isso, junto a uma política de valorização do transporte público, significaria ruas menos movimentadas, períodos de locomoção menores, sem falar em um meio ambiente menos poluído!

A prefeitura está do lado dos ricos!

O problema é que a Prefeitura não está do lado do povo. Historicamente, faz políticas que beneficiam os mais ricos, planejando as vias pensando nos carros. Dá para ser de outro jeito! A Luiza Erundina, enquanto prefeita de São Paulo, fez uma gestão focada em descentralização da oferta de empregos, e em diversificação de meios de transportes. É isso que precisamos resgatar para a mobilidade e o Plano Diretor de São Paulo!

Para construir um plano popular democrático, o vereador Toninho Vespoli já está debatendo com alguns dos maiores especialistas em mobilidade de São Paulo. Também criará espaços abertos e seminários para consulta e participação popular. Juntos, iremos retomar a cidade de São Paulo, com o #PovoDiretor!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Os “voluntários da pátria” atuando nas escolas

Os “voluntários da pátria” atuando nas escolas

Estão querendo matar as crianças! Não podemos deixar!

Está circulando nas redes um documento de plano de trabalho para a volta às aulas no formato POT (um programa de reinserção ao mercado de trabalho voltado às famílias de baixa renda).

Um ponto importante a ser ressaltado é o alto índice de desemprego que atinge muitas famílias por toda São Paulo. Uma das maiores cidades do mundo e que, segundo o IPEA, é a cidade mais desigual no acesso ao emprego entre vinte pesquisadas, os 10% mais ricos têm nove vezes mais chance alcançar uma vaga de emprego do que os 40% mais pobres. Pensar em políticas de reinserção ao mercado de trabalho é positivo.

Outro aspecto a ser considerado é a problemática da limpeza nas Unidades Escolares. Desde 2019 essa questão vem sendo muito denunciada, pois a partir de uma mudança de parâmetros, de repente, escolas que contavam com 11 funcionários nas equipes de limpeza passaram a contar com apenas 3. O mesmo se deu nos CEUs, que contavam com 64 funcionários e passaram a ter 18. Num contexto habitual já não era possível garantir a higienização necessária em todos os espaços, não pelas pessoas, mas por ser humanamente impossível!

A Secretaria de Educação reconheceu que os atuais parâmetros não são adequados até porque o município conta com escolas de Educação Infantil que exigem outra lógica e necessidade de higienização, porém, não fez nada a respeito até agora para reparar essa questão.

Eis que em meio à Pandemia de Covid-19 a prefeitura, ao invés de ampliar o quadro de recursos humanos, quer implementar através do POT que mães passem a fazer o trabalho que deveria ser realizado pelas equipes de limpeza e quadro de apoio como por exemplo limpar equipamentos de uso coletivo e espaços de uso comum e auxiliar e monitorar os alunos.

Oras, se as equipes de limpeza estão comprovadamente com um número menor que o necessário, por que não contratar essas pessoas para atuarem nas equipes, fortalecendo o quadro, com um salário maior, com direito a EPI e benefícios trabalhistas? Se o quadro de apoio está defasado, porque não aumentam o módulo e chamam os concursados?

O jeito PSDB de governar lembra muito as políticas dos “voluntários da pátria” na época da greve contra o Paraguai: Não oferecer nem o básico e colocar os mais vulneráveis como linha de frente para enfrentar essa pandemia é o mesmo que mandar soldados descalços, sem uniformes ou preparo para lidar com armas numa guerra.

Admitir e defender esse tipo de relação de trabalho para tapar deficiências que a Educação precisa resolver é normalizar a super exploração de pessoas que vão realizar tarefas que são função de outras equipes, porém de forma mais precarizada do ponto de vista trabalhista. É uma “quarteirização” dos serviços e nesse aspecto somos contrários.

Outro aspecto é a carga horária: 5.000 pessoas distribuídas pelas Unidades Educacionais não dão conta de suprir os turnos de funcionamento numa jornada de 24h semanais. É mais uma vez agir sem seriedade e responsabilidade. Pontos básicos da administração pública.

Não é hora de brincar de ser gestor. A precarização não pode ser a única forma de enxergar o atendimento nas escolas da cidade mais rica do país. Não dá pra voltar para atender necessidades de governo por baixa popularidade. Não dá para enxergar os mais vulneráveis como sub humanos.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves é diretora de escola na Rede Municipal de Educação, historiadora, pedagoga e ativista. Atualmente faz parte da caravana da educação do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Por uma renda paulistana mais justa e para todos que precisam!

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Entenda porque a renda paulistana deveria ser de 350 reais!

A partir dessa quinta-feira (11/02), a Câmara Municipal de São Paulo começou discutir o projeto enviado pela Prefeitura que estende a renda básica emergencial paulistana, no valor de R$ 100 por pessoa, por mais três meses. A pauta já foi votada e aprovada em 1ª discussão. Toninho Vespoli e a bancada do PSOL votaram a favor, e apresentaram projeto substitutivo propondo mudanças como o aumento de R$ 100 para R$350, a prorrogação do benefício até o fim da pandemia, a ampliação do público para além dos inscritos no CadÚnico.

R$ 100 é esmola!

O valor de R$ 100 não condiz com o custo de vida em São Paulo. Segundo o DIEESE o preço para uma família de 4 pessoas conseguir se alimentar em São Paulo, isso é, o preço de uma cesta básica em dezembro de 2020 era de R$ 631,46. A Prefeitura está sugerindo menos de 1/6 da verba para uma família se sustentar com dignidade. Nosso partido está propondo uma benefício mais real e compatível com a necessidade das pessoas mais necessitadas, uma renda paulistana popular de R$ 350,00.

Dados não faltam para comprovar como valor está em patamar muito baixo. Mesmo considerando uma família com dois adultos, cada um recebendo um auxílio de 100 reais cada, o valor da cesta básica continuaria sendo 3 vezes maior que os dois benefícios juntos (200 reais), e 6 vezes vezes maior valor da renda para uma pessoa (100 reais)! É inadmissível que a gestão não consiga realizar cálculos adequados com a realidade do povo.

Além do valor não ser justo para a manutenção da sobrevivência, um direito básico garantido pela Constituição Federal de 88, a inflação corrói ainda mais o poder de compra de quem está nas classes mais baixas da população e usa o dinheiro quase que exclusivamente para se alimentar. A taxa da inflação sobre os alimentos aumentou 13,86% em 2020. Fica ainda mais evidente que o valor da renda é inadequado para a realidade da população mais pobre na cidade.

E as famílias monoparentais?

Outro ponto a ser levantado e que não foi considerado pela gestão é a questão do benefício para as famílias monoparentais. O recurso é insuficiente. Uma mãe com 2 ou 3 filhos que perdeu o emprego na pandemia precisaria de mais do que os 200 reais propostos. O PSOL propõe 350 reais por auxílio, ou 700 reais por família no caso das monoparentais.

Renda para quem precisa!

Outro problema é a abrangência, ou a falta dela. Não é só porque a pessoa não está no CadÚnico que ela não precisa desse auxílio. Sabemos aqui de como a desigualdade no país e na cidade impede também o acesso à direitos fundamentais. É preciso vontade política para dar acesso, mas a Prefeitura não parece estar ligando para isso. A gestão argumenta que há 1,3 milhões de pessoas no Cadastro, mas só entre abril e junho, a capital paulistana, segundo o PNAD e o IBGE, foram perdidos 974 mil postos de trabalho. Por isso, a abrangência deve ir além do CadÚnico. A fome não espera.

Fora isso, o processo para entrar no CadÚnico pode demorar até 3 meses para sair. Além disso, muita gente que acabou de perder o emprego não pode se enquadrar nas regras do CadÚnico porque o cálculo para receber o benefício considera a média dos rendimentos nos últimos 12 meses. Isso sem falar nos milhões de trabalhadores informais, microempreendedores, gente que vive de bico, que muitas vezes não está no CadÚnico, mas que precisam de renda. Mais uma vez: a fome das pessoas não pode esperar.

TRÊS MESES É MUITO POUCO

Um outro ponto de crítica é o período de vigência proposto, que é muito curto. A Prefeitura Municipal quer pagar apenas três parcelas de R$ 100, ou talvez R$ 300 reais em uma única parcela. Estamos passando por uma segunda onda da Covid, como já admitido em muitos jornais, e mesmo pelo próprio Governador João Doria, e pelo Prefeito Bruno Covas.

O Doria, inclusive, decretou em muitos dos últimos fins de semana, fase vermelha da pandemia. Ou seja, em que nem restaurante pode abrir. Sendo assim, como limitar o auxílio sem saber quando vamos sair da crise sanitária? O projeto substitutivo do PSOL propõe que seja enquanto e durante a pandemia por razões mais que lógicas. Sem vacina ou sem que a pandemia dê trégua, o auxílio deveria durar ou até quando valer o decreto que determina a emergência em função da pandemia.

Segundo levantamento feito pela Associação Médica Brasileira e a Associação Paulista de Medicina, 80,8% dos profissionais da saúde entendem que a segunda onda da Covid será igual ou pior que a primeira onda. Durante a primeira onda as escolas foram os primeiros serviços a serem fechados e agora seguem na insistência insana de querer abrir, mesmo com professores morrendo. Inadmissível. Segundo dados da própria secretaria de saúde do Estado, São Paulo está há 31 dias com média de 200 óbitos por dia! Esses números são próximos ao da primeira onda.

Tanto o município de São Paulo, quanto o Estado de São Paulo estão em estado de emergência. A pandemia ainda não acabou. E deve ainda demorar para acabar. Ou quando terminar completamente a campanha de vacinação no município de São Paulo. Ou então, pelo menos quando for verificado que 60% ou mais da população paulistana está imunizada, conforme recomenda a OMS (Organização Mundial da Saúde). Sem população imunizada, temos que proteger quem mais precisa.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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As elites dirigem o plano diretor!

Especial sobre o plano diretor!


 

As elites dirigem o plano diretor!

Entenda porque o povo deveria dirigir o plano diretor!

Você sente que os produtos na área em que você mora estão ficando cada vez mais caros? Percebe um monte de empresas e redes “moderninhas” chegando no bairro, enquanto lugares tradicionais fecham as portas? Talvez você seja uma vítima da especulação imobiliária. É quando imóveis passam a ser comprados, não pelos benefícios que ele pode trazer ao comprador, mas apenas pensando no valor de revenda. Isso aumenta os preços de maneira artificial, em um processo que expulsa as pessoas mais pobres para as periferias. Neste ano de 2021, haverá a revisão do plano diretor estratégico e da lei de zoneamento de São Paulo. Atualmente, as elites dirigem o plano diretor. Mas temos uma oportunidade única para colocarmos a especulação imobiliária em pauta e quebrar com a tradição da prefeitura de São Paulo de dar carta branca aos especuladores.

A elite transformou imóvel em banco

Conforme estudo realizado pela Transparência Internacional, muitos dos imóveis em São Paulo que fazem parte do processo de especulação imobiliária são comprados por empresas “offshore” internacionais, com o objetivo de servir de “reserva de capitais”. Tradução: gente rica no exterior usa os imóveis de São Paulo como se fossem “bancos”, reservas financeiras.

Quem paga a conta é a população. “A existência de um mercado deste tipo na cidade faz com que os moradores (que precisam de casas e de espaços comerciais, de serviços etc.) tenham que concorrer pela localização com o oligarca russo ou com o sheik do petróleo, que procuram imóveis não para morar, mas para deixar parte de suas fortunas seguras”, pontua a arquiteta Raquel Rolnik em texto de seu blog.

A moradia do povo acaba sendo negligenciada. Ao invés disso, apenas quem consegue concorrer com o capital predatório consegue adquirir imóveis em áreas com bons serviços públicos. Assim, serviços públicos decentes e disponibilidade de infraestrutura tornam-se sinônimo de “luxo” e com isso surge o processo de gentrificação. É quando as elites fundiárias compram imóveis em áreas, a princípio baratas, e constroem “mega empreendimentos” para atrair pessoas com mais dinheiro para a região.

O problema da gentrificação

O problema é que com pessoas com mais dinheiro morando em uma área, os comércios, aluguéis e até mesmo o IPTU acabam encarecendo muito para a população que já habitava o local. Essas pessoas muitas vezes se vêem sem como se sustentar. Às vezes não resta opção a não ser ir para periferias e favelas. A prefeitura municipal e o governo do Estado de São Paulo também têm culpa no cartório. Muitas vezes a criação de um equipamento público (como metrô, parque etc) ocorre em áreas de especulação imobiliária. O objetivo, na verdade, acaba sendo “agregar mais valor” aos imóveis dos especuladores. As melhorias não ocorrem na cidade inteira, para servir ao povo. E sim em zonas isoladas para servir ao capital.

Um instrumento importantíssimo para limitar a especulação imobiliária é o Plano Diretor. Em conjunto com a lei de zoneamento, o Plano Diretor delimita áreas de cada tipo de construção (comercial, residencial, hotel etc), define coisas como altura máxima de edifícios, e ainda determina normas de notificação de imóveis que não cumprem a função social.

Combatendo a especulação

Todos estes instrumentos, se bem usados, podem travar a especulação imobiliária. Zoneamentos podem ser definidos para garantir que certas áreas sejam apenas residenciais. Isso pode diminuir a pressão por aluguéis mais caros, pois o valor para alugar um espaço comercial sempre vai ser mais caro que o de um imóvel residencial. A altura máxima de edifícios pode dificultar a chegada de “mega empreendimentos” capazes de encarecer a vida dos habitantes de uma região. E por fim, instrumentos funcionais de multas e IPTU progressivo no tempo podem impedir imóveis ociosos, como os mantidos por empresas internacionais como reserva de capital.

O problema é que os instrumentos legais não são utilizados pelo bem do povo. As elites dirigem o Plano Diretor! As mesmas elites que lucram com a especulação! Este controle se dá de forma indireta, através, por exemplo, da doação de valores a campanhas políticas (o próprio Covas recebeu dinheiro de donos de construtoras), e mesmo de maneira direta, como quando construtoras processaram jornalistas por denunciarem a má gestão de imóveis em que é localizado o Parque Augusta. Seja politicamente, juridicamente, ou financeiramente, as elites fundiárias controlam a cidade. As elites dirigem o Plano Diretor!

Por um Povo Diretor!

Está na hora de mudar como as coisas são feitas! Está na hora do povo ser o diretor das coisas na cidade! E é por isso que Toninho Vespoli estará nos próximos meses consultando a população e alguns dos maiores especialistas em áreas como urbanismo, arquitetura e gestão pública. Para junto do povo construir uma cidade em que os especuladores não tenham vez! Vamos juntos?

#PovoDiretor

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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