Renúncia de Eduardo Leite, 2022 e a derrota do Tucanistão

A  renúncia de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, enche de ansiedade o povo paulista para a renúncia de Doria e a derrota de mais de 30 anos de governos tucanos em São Paulo.

Outubro é logo ali, e para quem acha que não, é só olhar as movimentações no tabuleiro de xadrez da política brasileira. A peça mais recente que se mexeu foi o governador do Rio Grande do Sul, o tucano Eduardo Leite. Mesmo não tendo sido escolhido nas prévias do PSDB, Leite anunciou que renunciará ao cargo de governador para cumprir o que a justiça determina e poder se candidatar a qualquer cargo nas eleições deste ano. 

Numa breve explicação, a Justiça Eleitoral determina a desincompatibilização, ou seja, profissionais de algumas áreas que desejam se candidatar nas Eleições 2022 devem se afastar das funções que ocupam para poder concorrer. Um exemplo disso são governadores e prefeitos que decidem concorrer a cargos distintos dos que ocupam atualmente. 

A regra da desincompatibilização não se aplica, por exemplo, aos cargos do legislativo (senadores, deputados federais, deputados estaduais ou distritais e vereadores), por isso, os titulares de cargos legislativos podem se candidatar a outros cargos, sem necessidade de desincompatibilização. Assim, senadores, deputados e vereadores podem permanecer no exercício de seus mandatos e concorrerem a qualquer um dos cargos em disputa nas eleições deste ano.

SÃO PAULO SAI GANHANDO 

Na esteira de Eduardo Leite, um velho conhecido dos paulistanos também deixará o cargo para concorrer a alguma coisa nestas eleições. 

Se você pensou em João Doria, pensou certo otário! 

Otário porque todos os paulistas e paulistanos têm sido feitos de otários desde 2016 quando o carreirista João Doria entrou na política. Nas eleições de 2016, Doria garantiu que não deixaria a prefeitura de São Paulo para concorrer a cargo nenhum. Balela, menos de 2 anos depois de ser eleito, São Paulo era entregue ao vice enquanto Doria disputava uma vaga para o Palácio dos Bandeirantes. 

Mais esperto, nas eleições de 2018 Doria não fez nenhuma promessa. 

E agora, meses antes de acabar sua atual gestão, deixará seu cargo para concorrer, ao que tudo indica, à Presidência da República. Mais uma vez deixa a administração nas mãos do seu vice. Uma figura insossa que as pessoas nem sabem o nome. 

Doria tem sede e fome de poder, quer ser presidente da república para massagear seu ego. Pretende levar para Brasília a sua política de ataque, privatização e destruição da coisa pública. Oxalá, Doria dará com os burros n’água. 

Os brasileiros e, principalmente, os paulistanos não esquecem o BolsoDoria. João Agripino da Costa Doria Junior foi o fiador e um dos grandes articuladores da campanha de Bolsonaro no segundo turno, agora tenta se afastar do genocida que ocupa a cadeira de presidente do Brasil, mas sabemos bem o que ele fez no verão passado. 

Doria vai tarde! Que com ele vá toda a tucanada acostumada a sugar a máquina pública no estado de São Paulo. 2022 nos dá a oportunidade de livrar o Estado do jugo e exploração tucana que há anos impede que São Paulo avance. 

O Tucanistão está com os dias contados!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo é ativista, jornalista e assessor do mandato do Vereador Toninho Vespoli.

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