A Educação, a tecnologia e o fracasso. E agora?

Homeschooling

Tá que o homeschooling é uma farsa e não funciona como política pública já era sabido. Que o remoto jamais será capaz de substituir o presencial de forma qualitativa também, inclusive que medidas de ampla vulgarização de equipamentos tecnológicos e de acesso à internet demoraram muito a ser implementadas. Igualmente, que os kits multimídia que prometiam as aulas síncronas em salas digitais estão parados há vários meses nas escolas. Além do mais que os chips dos tablets das crianças possuem acesso limitado e as operadoras não possuem ampla cobertura, assim como a pandemia revelou a invisibilidade e falta de acesso para cerca de 40% dos estudantes na maior cidade do país.
De repente, governos que tinham em suas plataformas eleitorais a “revolução tecnológica nas escolas” perceberam que não é tão simples assim a substituição do capital intelectual da sociedade e que mesmo com todas as descentralizações e parcerias que tanto defendem não é possível resolver de uma hora para outra tanto tempo de abandono e sucateamento na Educação e população mais pobre.
O país está de olho. Ano que vem tem eleição. A evasão aumenta. A Secretaria (completamente terceirizada) responsável pelo desenvolvimento social não dá conta de fazer a busca ativa e acompanhamento das famílias mais vulneráveis. E agora?
Agora aproveitam para propor mais Reformas que aprofundam os problemas apresentados e o discurso muda para a importância do ensino presencial a qualquer custo, mesmo sem o aumento de qualquer segurança estrutural.
Desta forma, o fracasso volta a ser responsabilidade da escola e de seus servidores. A responsabilidade de toda a capilaridade do Estado passa a ser de uma entidade. Cabe a bolsa, a cesta, a vacina, a busca, o apoio, a cobrança, o trabalho dobrado sem remuneração, a maior exposição e risco e, de lambuja, o título de inimigo da população atendida.
Desta forma, aos poucos tudo volta aos seus devidos lugares com olhos desfocados, mas com a propaganda à todo vapor!
Nada de novo, de novo!

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