Ambulantes protestam pelo direito a trabalhar!

Ambulantes protestam pelo direito a trabalhar!

Hoje, trabalhadores ambulantes do Brás e do centro, caminharam até a prefeitura para exigir que Ricardo Nunes deixe eles trabalharem! A situação no Brasil é trágica. Enquanto as elites ficam em casa contando seu dinheiro, falando sobre o “novo normal”, o resto do povo tenta dar um jeito pra se manter. Muitos acabam encontrando um pouco de dignidade em vendas de rua. Formam feiras onde vendem toda a sorte de produtos para quem está um pouquinho melhor que eles. A duras custas se sustentam, sobrevivem. Como todo brasileiro, dão um jeito! Mas Ricardo Nunes não gosta disso. Não renova a licença dos ambulantes e coloca a polícia e os fiscais para cima dos caras. Por isso que hoje eles lutam. Os ambulantes protestam pelo direito de trabalhar!

De fato a prefeitura não ajuda. Era pra ter dado auxílio ao povo pobre durante a fase mais aguda da pandemia. Sem isso, o discurso do “fique em casa” vira apenas isso – discurso. A pandemia não foi fácil para o povo pobre. Muitos perderam seus empregos. Em um país em que quase 70% das ocupações estão no setor de serviços (restaurantes, teatros, consultórios, salões de beleza etc) milhares de empresas tiveram que fechar as portas. O resultado foi o desemprego em massa.

Os ambulantes foram um dos grupos que mais sofreram: dependem, quase que exclusivamente da circulação de pessoas nas ruas. E para complicar mais a situação, muitos dos que perderam seus empregos, buscaram na venda de rua forma de conseguir seu sustento. Isso, em um cenário em que o povo tem cada vez menos dinheiro e menos condições para comprar. Resultado: um aumento da competição, e uma diminuição na demanda. Ou em outras palavras, pobreza para quem vive de atividades nas ruas.

Mas como que para provocar, o povo insiste em sobreviver. A fome volta, o estômago aperta. Mas o coração não para. Contra mesmo a racionalidade, os ambulantes resistem. Mas para Ricardo Nunes, a sobrevivência dos mais pobres não é o mais importante. Mais de 400 ambulantes não conseguiram renovar suas licenças! Ou seja, foram forçados à ilegalidade! Fiscais da prefeitura, também trabalhadores assalariados, são obrigados à situação vil de confiscar os meios de sustento dos ambulantes, às vezes com lágrimas nos olhos. Por isso que os vendedores lutam. Os ambulantes protestam pelo direito a trabalhar!

A razão para toda essa hostilidade, feita a mando da gestão de Ricardo Nunes, chega a ser caricata de tão vil: segundo declaração do próprio prefeito trata-se de combater o que ele enxerga como “pirataria” entre os ambulantes. Pirataria nada mais é do que um fruto maduro da envenenada árvore da propriedade intelectual. Alguns acreditam que por terem pensado em algo, um logo ou uma estampa, possuem direito absoluto sobre esta ideia. Quando paramos para pensar, vemos ser algo muito absurdo: privatizaram ideias, coisas em abstrato, pensamentos reproduzíveis em massa na forma de bens de consumo! Quem ganha com isso são grandes marcas, gravadoras e outros detentores de patentes, quase sempre milionários ou bilionários. Entre estes e os ambulantes, Ricardo Nunes escolheu os mais ricos!

Dentro do nosso Estado burguês, é lógico (e infeliz) que qualquer legalização deva passar por regulações a fim de fiscalizar como a compra e venda dos produtos ocorre. E mesmo sendo uma postura que priorize o lucro dos que tem muito, sobre a sobrevivência dos que tem pouco, os próprios ambulantes estão dispostos a negociar. Mas em meio a confiscos e palavras vazias, são poucas as esperanças de que Ricardo Nunes irá beneficiar os ambulantes.

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