Autor: Equipe Toninho Vespoli

Esqueçam a bala de prata.

Esqueçam a bala de prata.

Esqueçam a bala de prata. Como em uma luta de boxe que será definia por pontos, sair cantando vitória é fundamental na “teatralidade” do ato mas ineficaz no resultado final que se aproxima. Assim, as últimas 24 horas pós divulgação de um escandaloso vídeo se explicam:

O bolsonarismo não cresceu, o bolsonarismo não lucrou e muito menos ‘ressurgiu’ pós divulgação. Ele continua lá, extremamente barulhento e cada vez mais limitado aos 25% que o defendem, no gráfico identificados pela cor verde.

O agrupamento que polariza com o bolsonarismo que, outrora foi de esquerda/progressista, passa a ser composto por um universo de atores e clusters improváveis até meses atrás. Aqui (azul) se unem atores ligados à imprensa, parlamentares de esquerda, influenciadores como Felipe Neto e até mesmo lavajatistas – os mais interessados de forma direta pelo conteúdo divulgado no vídeo.

O debate sobre lavajatistas também se faz necessário, uma vez que o embate aqui não é, após muitos anos, entre esquerda/bolsonarismo, mas sim entre lavajatistas e bolsonaristas. São eles que duelam e sangram pelo poder da narrativa e pela condução dos fatos. Fato é que ambos sangraram, e muito, durante os próximos dois anos e meio ou até que uma das duas frentes (hipótese extremamente improvável até aqui) ceda. Cena dos próximos episódios.

Por fim, vale mais uma vez destacar que um agrupamento novo e cada vez mais integrado ao anti-bolsonarismo se forma a partir de clusters não ligados à política tradicional. Apresentam mais de 15% do gráfico anexo e são representados majoritariamente pela cor vermelha. Não se unem ao debate lavajatista vs bolsonarismo, mas sim ao descaso federal em relação a pandemia.

Não podemos esquecer da pandemia!

Esse último ponto nos lembra um fato essencial na narrativa: estamos no meio de uma pandemia. E ela não dá sinais – assim como o governo federal – de que está sob controle. Para além do embate político existe o mundo cotidiano, real. Onde milhares de pessoas morrem diariamente. Diz a “teoria de graus de separação”, do estadunidense Stanley Milgram, que chegamos a qualquer pessoa no mundo com seis conexões. A pergunta é: quanto tempo levará para que todo brasileiro perca um ente querido para a pandemia? Essa realidade dificilmente deixará o bolsonarismo ileso, independente de quanto eles gritem após o 12º round.

Pedro Barciela

Pedro Barciela

Pedro Barciela é cientista de Dados.

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O desastre da abertura de Doria

O desastre da abertura de Doria

Entenda porque a abertura do Doria está a serviço dos mais ricos!

O Plano São Paulo de saída da quarentena, apresentado hoje pelo governador e o prefeito tem um monte de problemas! O desastre da abertura de Doria parece ter sido feito sob medida para agradar alguns grandes empresários. Ao invés de promover uma abertura inteligente, baseada nos índices de isolamento, o plano prefere focar na liberação de shoppings, academias, o mercado imobiliário e, pasmem, concessionárias de automóveis! 

Primeiramente, nós não estamos aqui para negar acertos onde eles existem. Nos últimos meses temos assistido ao comportamento exemplar da população paulistana, principalmente em respeito ao uso de máscara; boas campanhas de conscientização de isolamento social; a adoção de precauções sanitárias corretas; e principalmente o trabalho heróico dos servidores de saúde. Graças a essas medidas conseguimos salvar vidas! Foram quase 65 mil pessoas salvas até o final de maio.

O desastre da abertura de Doria

Mas, o outro lado da moeda é estarrecedor! O plano de saída da pandemia faz parecer que o Bruno Covas e o João Doria nunca foram para as periferias, que nunca souberam, nem tentaram saber do dia a dia dos trabalhadores e dos hospitais. As palavras que eles usam são bonitas. falam sobre quarentena inteligente, e que tudo é baseado na ciência e com base nos índices. Que tudo está sob controle e que é possível o relaxamento.

Em que cidade eles vivem?! O epicentro do país segue sendo nossa cidade e os 20 bairros onde morrem mais gente estão na periferia. A cidade já tem 3000 mortos pelo corona. E esses são apenas os números oficiais. Ou seja, sem considerar a subnotificação, que pode ser bastante alta! Somos o segundo país no mundo em número de casos, e São Paulo é a cidade com mais casos no país. Agora o prefeito e governador querem dizer para as famílias que perderam seus entes que a situação está “estabilizada”. Na periferia, muitos já têm amigos ou familiares vítimas da COVID-19!

Os mesmos maus “gestores” disseram que a taxa de isolamento foi importante para conter o contágio do vírus. Mas agora simplesmente ignoram o mesmo índice para determinar as 5 fases de relaxamento propostas para o estado e para a cidade. E outra coisa, ainda mais absurda: a capital do estado, que concentra a maioria dos casos vai ser aberta mais rapidamente do que outros municípios. Qual o sentido?!

PSDB à serviço dos ricos!

A lógica é a de sempre, a de quem tem mais. O Covas e o Doria são cúmplices de seus amigos empresários e do poder financeiro. O plano já prevê a liberação de academias, shoppings e mercado imobiliário e pasmem. Podem abrir concessionárias de veículos. É um absurdo. Mais uma vez o dinheiro parece valer mais do que vidas. Perdem tempo para liberar a venda de carros, enquanto nem sequer falaram na coletiva sobre o que faremos com os quase 1 milhão de trabalhadores que seguem pegando ônibus, trens e metrô!

As falas do governador se aproximam de quem ele quer agradar. Ele disse a seguinte frase: “Sem sombra de dúvida a cidade é um CASE [de sucesso]”. Do sucesso de quem que ele está falando?! Da a maioria que não é! Pior ainda, o Covas diz que “A gente começa a discutir com o setor privado os protocolos para o plano”. E o povo que está morrendo por não ter renda? O prefeito vai chamar também?

A verdade é que esse plano é para agradar empresário e esconder a realidade de desigualdade que vivemos na cidade. Abrir shopping e não pensar em dar auxílio para informais é um absurdo. Deixar academia aberta para a classe média e interromper, isso mesmo, bloquear o pagamento dos profissionais da educação do MOVA (Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos) só reflete quem nos governa.

Uma outra quarentena é possível!

Todos especialistas dizem que a melhor solução para conter o contágio, salvar mais vidas e principalmente para não afetar ainda mais a atividade econômica, seria o teste em massa e a quarentena selecionada de doentes. Essas medidas  seriam mais  efetivas, não um plano fraco que visa interesses financeiros em detrimento de vidas na periferia. Enquanto as classes altas começam a fazer briguinha porque não querem mais ficar em casa, o povo não tem o que comer e está sofrendo. Era a hora do Estado fazer um planejamento para auxiliar os mais vulneráveis e não abrir lojas de carros. 

Com base nisso o Vereador Toninho Vespoli apresentou um PL que promove uma alternativa ao plano desastroso do Doria e Covas. Propõe a testagem em massa, as taxas de isolamento social e o índice de ocupação de leitos de UTI, como critérios para o relaxamento no isolamento. O projeto prevê ainda renda auxiliar para informais parados e mulheres chefes de família. Mas, ao invés disso, acham melhor abrir as atividades imobiliárias. Queria saber quem compra casa hoje?

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Lockdown Já!

Lockdown Já!

Pra você ficar em casa, a prefeitura tem que abrir o cofre. Entenda porque!

A pandemia não está fácil. Digo, não tá fácil se você for do povo. Se morar nas periferias sem renda, sem Netflix, sem Ifood, e sem poder sair de casa ou do barraco. Já pro João Doria ou pro Bruno Covas as coisas estão mais fáceis. Podem assistir a quarentena de camarote, e ainda culpar o povo por não conseguirem ficar em casa. Agora, em meio ao agravamento da crise, os dois estão pensando em acabar cedo demais com o isolamento. Não por preocupações com o povo, mas por pressão dos empresários. Precisamos mudar as coisas. A quarentena, infelizmente, é a melhor arma contra o corona. E todos devem ter o direito a uma quarentena digna! E nada, eu disse NADA que não for essencial deve continuar aberto. Nossa única saída é o lockdown já! E é por isso que o Vereador Professor Toninho Vespoli protocolou o Projeto de Lei Tranca a Rua

O desastre de Bruno Covas

Para vencermos a Covid-19, é necessário agirmos com seriedade e coerência. A postura do PSDB em São Paulo tem sido o contrário. Sim, o prefeito Bruno Covas declarou um rodízio de carros mais rígido, objetivando diminuir o número de pessoas nas ruas. Mas só fazer isso, sem mexer no transporte público, fez com que a demanda por ônibus e metrô aumentasse! Ou seja, mais pessoas espremidas se locomovendo. Em plena pandemia! Ao mesmo tempo, apesar de não terem sido anunciadas reduções no transporte público, temos recebido reclamações de motoristas que estão sem receber. Ou seja, na melhor das hipóteses, a administração do transporte está sendo um caos!

O vereador Toninho Vespoli está sempre trabalhando pelo melhor para a cidade de São Paulo. Por isso ele entrou com um pedido na secretaria de transporte para que fossem dados esclarecimentos sobre o que está acontecendo. Além disso, entrou com pedido no MP exigindo que o Doria declarasse lockdown, inclusive com a paralização do transporte público. Não é hora pra brincadeira. O momento requer seriedade.

Mas e quem não tem grana?

Alguns vão questionar: “mas como ficar em casa sem trabalhar sem renda nenhuma?!”. E aí que está a questão: ficar em casa acabou se tornando privilégio de poucos (os poucos ricos). Mas não precisa ser assim. A cidade de São Paulo tem dinheiro em caixa. Poderia ser garantida renda a todas e todos os paulistas. Todos tem que sacrificar algo, mas ninguém precisa sacrificar tudo!

Uma outra quarentena é possível! Uma quarentena em que todos possam ficar em casa, recebendo ou salário ou auxílio, em que o dinheiro necessário seja tirado dos cofres públicos em que amontoa o dinheiro do povo! E em que os ricos paguem a sua parte da conta!

Pode parecer drástico, mas é fundamental! O João Doria e o Bruno Covas ficam fazendo voz grossa, mas o corona continua solto. O que o governador está fazendo é empurrar com a barriga o o seu dever e responsabilidade. Neste passo, chegaremos ao ponto da tragédia, em que o lockdown precisará durar muito mais! Tudo isso para beneficiar alguns donos de gigantescas empresas!

A cada dia o corona toma mais vidas. E só vai piorar, a não ser que todos fiquem em casa! Por outro lado, quanto antes o lockdown for praticado, por menos tempo ele será necessário. E é por isso que nós estamos lutando! Precisamos da sua ajuda. Não por interesses eleitoreiros, mas porque é o certo a se fazer! Lockdown já! Tranca Rua SP!!!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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O que a prefeitura está escondendo?

O que a prefeitura está escondendo?

Entenda a ligação entre corrupção e falta de transparência

A transparência é a melhor arma contra a corrupção. Todos sabem dos nossos escândalos históricos quando o assunto é desvio do dinheiro público. E sempre, não importa a gestão, quando ocorrem esses escândalos, ocorre, junto, uma tremenda falta de transparência, e descaso com as indagações do povo e das autoridades.  O Bruno Covas parece estar trilhando o caminho dos corruptos, ao impedir que as contratações feitas no combate à Covid-19 possam ser devidamente analisadas pelo povo. Na verdade, sem dar satisfações, o prefeito está desobedecendo à lei de acesso à informação, preferindo declarar estranho sigilo das contratações emergenciais. O que a prefeitura está escondendo?

Praticamente todas as contratações durante a pandemia na cidade de São Paulo estão sob sigilo. Bruno Covas nem quis dar muita explicação do porquê de tanto segredo. Isso já seria péssimo em condições normais, mas nós, ainda, estamos passando por uma crise sem precedentes na história do nosso país. Cada centavo torna-se essencial, não havendo espaço para erros e desvios com o dinheiro público.

A falta de transparência fez Toninho Vespoli lutar para descobrir a verdade

O vereador Toninho Vespoli, indignado com tamanha falta de transparência, questionou a administração sobre porque eles não querem liberar o conteúdo das contratações. Até agora, não houve respostas.

É chocante pensar que, pelo pouco que chegou a ser divulgado, já hajam tantas coisas estranhas e mal explicadas. Por exemplo, uma das contratações diz respeito a leitos hospitalares que serão ministrados pelo Hospital Albert Einstein e pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina). Apesar de de determinar  essas instituições fiquem responsáveis por operar o mesmo número de leitos, a SPDM deverá receber 15 milhões de reais a mais que o hospital Albert Einstein! O povo merece saber: porque tamanha diferença?!

Outra contratação nebulosa diz respeito aos hospitais de campanha, que estão sendo montados nos estádios Pacaembu e Anhembi. Acontece que a empresa contratada para montar esses hospitais, é a mesma encarregada de privatizar o estádio do Pacaembu. Além disso, possui como diretor pessoa próxima da própria administração pública. Ou seja, você tem aí uma mistura de interesses muito clara.

Esses escândalos são apenas aqueles que a gente já sabe. Está na cara que eles não querem que o povo saiba de algo. Mas como as contratações estão sob sigilo, quem dirá mais o que prefeitura está escondendo?

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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A indisciplina escolar escancarada no contexto EAD

A indisciplina escolar escancarada no contexto EAD

Entenda porque um sistema de EAD (Educação à Distância) poderia ser desastroso!

Se existe uma afirmação que pode ser feita durante esse período de pandemia no contexto escolar é que o sonho do homescholling não é tão colorido assim.

Imaginando um recorte de cenário ideal em que todas as famílias tivessem as estruturas físicas mínimas como computador e internet, ainda restariam aqueles infinitos áudios que temos recebido pelas redes de desabafo de pais e avós enlouquecidos, vivenciando algumas realidades. Dentre elas, que ter conteúdo em mãos não torna ninguém professor e a eminente “indisciplina” dos nossos filhos e amiguinhos que acontece mesmo sob nossos olhos.

Educação bancária

O contexto EAD muitas vezes tem remetido ao modelo de Educação Bancária. Essa concepção tem a função de transmitir ao aluno, de forma mecânica, conhecimentos historicamente construídos por meio de seu principal agente: o professor. Neste caso, via online e apoiado por apostilas do outro lado da tela.

Assim, a relação entre ele e o aluno se dá de forma vertical, na qual o professor, considerado o único detentor do saber e em poder da palavra e o aluno que espera, passivamente, receber todos os ensinamentos. E quantas vezes os pais não orientavam meses atrás: “quero você sentado na frente, prestando atenção, aprendendo tudo que o professor ensinar!”

O papel da disciplina nessa concepção é fundamental. Nela, a obediência e o silêncio dos alunos são importantes para garantir que os conteúdos sejam transmitidos sem interferências externas. Por isso as salas de aula são organizadas em filas e os alunos distribuídos individualmente para que o professor possa vigiar o comportamento de cada um, apreciá-lo, sancioná-lo, medir as qualidades e os méritos. Na EAD esse papel cabe aos responsáveis do estudante. Em casa parece ser algo bem mais fácil, não? Mas eis que mesmo com o professor na tela seu filho se perde nos pensamentos, o microfone dos outros colegas está aberto, um imita um “pum” e a aula vai abaixo, mesmo à distância e com a mãe ao lado. E o choro? O “tô cansado”, o “você é mentirosa porque eu já estudei muito e não fiquei inteligente”, o “pro, minha mãe não entende disso, tô com saudades de você”…

Esse menino só quer saber de Chaves, sabe todos os personagens, mas a lição não aprende, eu vou “desmatricular” ele e resolver o problema

Mas outra visão de (in)disciplina nos remete a uma concepção de educação que tem como principal objetivo a libertação do homem. É a Educação Problematizadora.

O diálogo deve ser ao mesmo tempo, ação/reflexão/ação, portanto práxis, pois, ao refletirmos e denunciarmos o mundo em que vivemos, agimos para a sua transformação. Enquanto prática educativa, o diálogo deve ocorrer numa relação horizontal em que tanto educador como educando buscam saber mais em comunhão.

A disciplina é pedagógica e entendida como organização, pois surge da autoridade e compromisso. A finalidade dessa disciplina é de ultrapassar os limites do espontaneísmo e do conhecimento como senso comum; por isso é pedagógica, colaborando com o desenvolvimento da autonomia intelectual e da autodisciplina dos alunos.

Não é o conteúdo, é o mediador

O papel do professor é importante como coordenador do processo educativo, usando da sua autoridade democrática, cria, em conjunto com alunos, um espaço pedagógico interessante, estimulante e desafiador, para que nele ocorra a construção de um conhecimento científico significativo.

As manifestações que na visão anterior eram entendidas como indisciplina e, por isso, aqueles que a praticavam deveriam sofrer punição, nesta são entendidas como democráticas e deverão, portanto, servir como subsídios para a “práxis”.

Desobendiência ou denúncia?

A educação infantil é um campo complexo quando se trata de indisciplina, pois é o período em que os valores estão sendo maior assimilados, levando-os para a prática da vida inteira. Como normalizar bebês tendo “aulas” por uma tela?
O ensino fundamental é um período de maturação diferente da educação infantil. Mas não menos pesado quando se trata de Educação à Distância, e os pais têm relatado isso.

As crianças da escola atual pertencem ao seu tempo específico em que não é mais cabível tê-las como miniaturas de adultos ou incapazes como em outrora.

Trata-se do clamor de um novo tipo de relação civil pedindo passagem a qualquer custo. Nesse sentido, a indisciplina estaria indicando também uma necessidade legítima de transformações no interior das relações escolares, por enquanto à distância, mas que trará mudanças no pós-pandemia.

A indisciplina diminui quando o que a criança faz tem sentido, quando ela sente-se importante com atividades que valorizem a criatividade, o respeito, a cooperação, a tolerância e a conscientização das nossas possibilidades como seres participantes na construção do conhecimento do mundo, em busca de uma sociedade mais justa e humana.

Vivian Alves

Vivian Alves

Vivian Alves é filósofa, diretora de escola e ativista pela esucação. Atualmente ocupa o mandado do Vereador Toninho Vespoli.

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Para alguns, o corona é negócio

Para alguns, o corona a é negócio

A pandemia está sendo ruim para todos? Bem, está sendo ruim para os milhões de brasileiros que estão tendo que ficar em casa. Está sendo ainda pior para os tantos milhões que não podem ficar em casa. E também para os milhões de microempreendedores e autônomos que se vêem sem formas de continuar seus trabalhos. Em suma, está sendo ruim para a grande maioria da população. Por outro lado, se você for dono de um grande hospital privado em São Paulo as notícias não poderiam ser melhores: Covas quer usar dinheiro público para dar bilhões para grandes hospitais. A triste verdade é que para alguns, o corona é negócio.

A ideia pode até parecer bem intencionada a princípio. A gestão de Bruno Covas propõe que o município “alugue” leitos vazios de hospitais particulares para tratar pacientes em meio à pandemia. Mas não precisa ir muito longe para entender como isso poderia dar ruim. A começar vale a pergunta: por que hospitais particulares tem leitos vazios para começo de conversa? Estamos no meio de uma pandemia, a taxa de ocupação de UTIs na capital de São Paulo está em 83%. Mas em hospitais particulares, a média está em meros 70%. Alguns hospitais chegam a reduzir as suas taxas de ocupação em plena pandemia. O Hospital “gourmet” Albert Einstein, por exemplo, retraiu em 20% a taxa de ocupação de UTIs entre 1 e 12 de abril. É um absurdo, para começo de conversa, esses hospitais estarem mantendo leitos vazios! O município pagar por esses leitos, seria recompensá-los por não atender o maior número de pessoas possível.

Para alguns, o corona é negócio

Alguns talvez estejam se perguntando se esse tipo de absurdo é permitido por lei. Infelizmente, é. O que ocorre é que, se por um lado hospitais não podem – por lei – negar atender emergencialmente pacientes, eles podem escolher tratar apenas quem estiver disposto a pagar pelos serviços. Ou seja, se você chegar em um hospital particular sem conseguir respirar, eles serão obrigados a te estabilizar. Mas não serão obrigados a te atender em um leito de UTI até que você esteja bem. Isso também significa que alguém que não precise de tratamento tão urgente, mas que esteja pagando por um plano de saúde privado caro, pode conseguir atendimento antes de alguém mais necessitado, mas sem dinheiro. Na prática o que se tem é uma distopia em que quem tem grana consegue um leito vazio, bonitinho, com cuidados de primeira qualidade; enquanto a maioria da população pobre compete por um leito vazio no SUS. Alugar leitos desses hospitais seria apenas dar mais dinheiro a empresas que já lucram há décadas privando de atendimento quem precisa, para oferecer serviços “de luxo” para os mais ricos.

#FilaÚnicaJá!

A solução seria instituir no Brasil uma Fila Única para a saúde, ao menos durante a pandemia. Um sistema de saúde gerido pelo SUS que unificasse todos os leitos disponíveis, alocando pessoal, recursos e pacientes conforme as necessidades da população. Promover unificação da saúde pensando no bem de todos! E sim, fazer isso sem pagar aos hospitais particulares. Isso pode parecer um tanto extremo para alguns, mas a própria Constituição Federal já prevê essa possibilidade em seu artigo 5º, inciso XXV. O dispositivo legal permite que bens a particulares sejam apreendidos, temporariamente, sem necessidade de indenização, a não ser que ocorram danos aos bens privados. A lei federal nº 8.080 de 1990 ainda permite, explicitamente, que municípios usem equipamentos médicos particulares, como hospitais, para atender ao público. Ou seja, é uma iniciativa que poderia ser tomada em todas as esferas do poder, da federal à municipal, com o objetivo de resguardar a vida da população.

A pandemia ainda corre solta, e as coisas irão piorar antes de melhorar. Nós não podemos permitir que alguns grupos privados lucrem em cima da morte de tantos. Se permitirmos, estaremos aceitando ter os hospitais como cúmplices do corona. Contra a ganância dos grandes hospitais, #FilaÚnica já!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Servidores municipais podem exigir reposição salarial na Justiça

Ação movida pelo PSOL e requerida pelo vereador Toninho Vespoli pode garantir reposição inflacionária para mais de 30 mil funcionários públicos de São Paulo

Pandemia Mata a Periferia

Pandemia Mata a Periferia

Entenda como a desigualdade social é amplificada pelo coronavírus.

Diferente da falta de saneamento básico, da violência policial e da especulação imobiliária, o coronavírus também mata alguns ricos. Isso não é de todo ruim, se fosse algo que apenas atacasse os pobres o descaso e inação dos governos seriam ainda maiores. Mas isso não significa que o corona atinja a todos de forma igual. Na verdade, apesar da doença ter sido trazida ao Brasil por pessoas ricas viajando pela Europa, hoje o pandemia mata a periferia mais do que outras regiões de São Paulo. Imita o curso de tantas outras doenças que assolam o continente americano: trazidas por dominadores europeus, mas matando, principalmente, o povo explorado e dominado.

Entender isso facilita compreender as posturas dos governos (que agem mais em função dos ricos): é fácil falar de isolamento para quem pode se dar ao luxo de trabalhar em casa, em apartamentos luxuosos com internet de alta velocidade. Enquanto isso, para os mais pobres, auxílios em valores pífios demoram para chegar. O povo tem fome, e precisa conseguir tirar dinheiro de algum lugar. O resultado: se no começo da pandemia a maioria das vítimas do corona eram ricas, hoje a grande maioria dos mortos em São Paulo vive na periferia, como mostram dados oficiais da própria prefeitura. Sapopemba, por exemplo, em 24 de abril, tinha a segunda maior taxa de mortalidade: 77 mortes.

A dança dos corruptos

É quase cômico observar a troca de retórica das lideranças. O Doria, que no auge de sua campanha para Governador se orgulhava da hashtag “bolsodoria”, agora se delicia atacando o fascista do planalto por pegar leve contra a pandemia. Não se trata aqui de defender o amante da ditadura militar, mas de apontar que além de engrossar a voz o governador bem que poderia criar seu próprio programa de auxílio emergencial à população Paulista.

Só pra ficar claro: o Bolsonaro é um boçal, e fosse qualquer presidente minimamente decente o auxílio nacional de 600 reais já teria saído a todos que precisam. Mas o líder do Estado mais rico de São Paulo, bem que podia fazer mais além de ficar xingando o presidente no Twitter.

No município a situação não é diferente: o Bruno Covas vai na tv dia sim dia não reclamar que o povo não fica em casa. Mas na hora de liberar auxílios econômicos se preocupa muito mais em dar empréstimos a meia dúzia de empresas do que em, realmente, ajudar a população miserável. Por exemplo, o Covas está gastando 375 milhões de reais para continuar repasses empresas terceirizadas da cidade, mas apenas 5,7 milhões para auxiliar catadores durante a pandemia. A prioridade deles continua sendo os ricos.

A pandemia do corona está, sem dúvida, mostrando as veias abertas de sociedades ao redor do mundo. Não é, portanto, de se surpreender que a história esteja se repetindo aqui no Brasil. Doenças que são trazidas pelos dominadores acabam se transfigurando em mecanismo de extermínio dos mais pobres e necessitados. A pandemia mata a periferia. As elites riem em suas casas.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Bolsonaro lambe as botas do centrão!

Bolsonaro lambe as botas do centrão!

O hipócrita do Bolsonaro agora corre atrás do apoio do centrão. Entenda porque:

Na mira do impeachment, Bolsonaro corre atrás de apoio do centrão. Não precisa ser inimigo político do presidente pra entender que ele mais do que merece ser tirado do cargo. Da saudação dele à bandeira dos Estados Unidos (crime de lesa-pátria), à obstrução da justiça em inúmeros casos na polícia federal (crime de responsabilidade), às suas cotidianas defesas da ditadura (atentado contra as instituições democráticas) não faltam ofensas capazes de justificarem o impeachment do cara. Mas o rato de presidente ainda tem uma última carta na manga: em crise, Bolsonaro lambe as botas do centrão!

A ironia cobra, cedo ou tarde. Apesar de ter construído uma campanha para presidente baseada em ataques ao centrão do congresso, o Bolsonaro, agora, para tentar se manter no poder, distribui cargos entre partidos do centrão, como o PP, PL e o REPUBLICANOS. Além disso, já está articulando para apoiar Arthur Lira (PP) mas eleições para presidente da Câmara dos deputados em 2021. A razão é bastante evidente: está tentando comprar apoio contra um eventual processo de impeachment.

Centrão também não presta!

Não se trata aqui de querer defender o centrão: eles são algo vil na política. Se vendem para quem paga mais, além de estarem amarrados da cabeça aos pés com interesses de grandes bancos, latifundiários pecuaristas e mega empresas (ou seja, tudo o que não presta). Agora, ficar se fazendo de diferentão enquanto costura nos bastidores alianças com o que há de pior na política não é apenas hipocrisia, é também estelionato eleitoral!

O correto seria, ao invés do Bolsonaro lambe as botas do centrão, termos lideranças capazes de firmar pactos não com o centrão, mas também não com banqueiros como o ministro da economia Paulo Guedes, ou com a bancada agrária e os mega acionistas ligados à campanha do Bozo. O correto seria, ao invés, termos pactos com a população. Governos ativistas com protestos, greves, denúncia e transparência. Em suma, governos com aquilo que o Bolsonaro mais despreza: a democracia.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Regina Duarte Reginou

Regina Duarte Reginou

A Regina parece ter mais medo de fantasmas do que de um presidente fascista

Já ouviram falar que alguém “reginou”? O termo se refere à própria secretária da cultura, Regina Duarte. A ex-atriz ficou famosa ao fazer declarações defendendo líderes de extrema direita, dizendo ter medo do bicho papão do socialismo. Mais recentemente ela manchou completamente o seu legado de atriz ao virar secretária da cultura do presidente Bolsonaro. Durante a sua gestão tem tentado passar pano para os absurdos da ditadura militar, enquanto defende os desmandos da gestão Bolsonaro. Não surpreende tanto: a Regina Duarte Reginou.

Ontem mesmo, em entrevista a importante telejornal a Regina quis relativizar a ditadura dizendo que não “carrega um cemitério nas costas” (sic.). Além disso a Regina, ainda cantou música em homenagem ao regime de exceção. Infelizmente a postura lembra demais as ações de Bolsonaro em reação às buscas de mortos na ditadura. Em 2009 o então deputado federal pendurou na sua porta um cartaz maldoso com a frase “quem corre atrás de ossos é cachorro”. Tanto o presidente quanto a secretária parecem acreditar na impunidade.

Fingem não entender que se práticas absurdas não forem recordadas e punidas, outros se sentirão no direito de repeti-las. Talvez porque, na realidade, eles gostariam de estar vivendo em uma ditadura, e prefeririam que o caminho até uma fosse tido como impune.

Legado manchado

Não deixa de ser triste. A atriz teve um dos papéis principais na novela Roque Santeiro. O plot de uma das maiores tramas da TV nacional é justamente sobre um documentarista que visita uma pequena cidade, a fim de fazer um filme sobre a história do local. Regina Duarte, de certa forma a vilã da novela, é autoritária e censura o documentarista, a fim de sair, junto ao seu finado marido, bem na fita. A novela, escrita para ser lançada na década de 70, foi censurada pela ditadura militar, sendo gravava logo após a redemocratização. O grande Dias Gomes, autor da novela, era mestre de uma sutil ironia. Talvez a Regina não tenha entendido o autor, e levou das telas as práticas de sua personagem: quem brincava de princesa, acostumou na fantasia.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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