Carta aberta do vereador Toninho Vespoli em resposta à pandemia de coronavírus

 A epidemia de coronavírus está deixando milhares de mortos e salientando a desigualdade social. Os governos que deveriam combater a COVID-19, colocando o Estado à serviço do povo para proteger e aliviar o sofrimento das pessoas continuam omissos. Seguem com suas táticas de ceder a interesses privados às custas do trabalhador, já tão explorado e vulnerável. A população mais pobre continua esquecida quando precisa de um hospital ou da ajuda financeira do governo. Todos falam e propõe soluções, mas poucos agem.

Enquanto isso, o Brasil vê aumentar o número de contaminados. Já entramos na triste estatística dos 10 países com mais mortes em todo o mundo. O Sistema de Saúde da cidade de Manaus colapsou e pessoas estão morrendo na porta dos hospitais por que não há leitos. A situação só tende a piorar. O país levou 40 dias para registrar 1000 mortes e, atualmente, em apenas 3 dias, enterramos 1000 brasileiros em valas comuns sem direito a velórios ou despedidas. Mesmo com todos os alertas e prevenções de especialistas, o presidente Bolsonaro, alguns governadores e prefeitos seguem alheios à realidade do povo e continuam esquecendo o porquê foram eleitos.

No estado de São Paulo, a Federação com o maior pico de infectados, está com 81% da ocupação de leitos. E a resposta do governo mais rico do país frente à pandemia é recuar a interesses de empresários. O governador João Dória dá fortes indícios de que irá diminuir a quarentena, após ser alvo de protestos de empresários preocupados com seus próprios lucros e ignorando a vida da população. É um devaneio permitir o enfraquecimento do isolamento social para encher os bolsos de alguns, enquanto filas se formam nas periferias em busca dos R$ 600 prometidos pelo presidente e que não ainda não chegou em todos os bolsos dos trabalhadores. Tudo é lento, burocrático e quem sofre é quem deveria ser ajudado.

Nas grandes cidades, essa falta de atitude e morosidade fica ainda mais evidente e perversa. A postura midiática e interesseira do prefeito Bruno Covas é um retrato de um governo incompetente. Onde estão os equipamentos de proteção individual para os profissionais da Saúde? A cidade tem 3.106 profissionais afastados, 713 infectados, 13 óbitos e as unidades continuam recebendo capas de chuva para se proteger. Por que não chamar imediatamente servidores da Saúde já concursados e aptos para trabalhar? Por que fazer dois hospitais de campanha no Anhembi e Pacaembu e esquecer a Zona Leste, região mais populosa e carente da cidade, onde casos de morte fazem da população negra e parda ser a mais castigada? O que falta para que o Prefeito, o Governador e o Presidente tomem atitudes dignas? A desobediência civil?

O povo não pode sair nas ruas, mas percebe que a crise da Covid-19 expôs o fracasso das políticas e dos governos neoliberais ao redor do mundo. Fica claro a cada momento a crueldade de um sistema que se alimenta da vida e da dignidade das pessoas, preferindo proteger o mercado financeiro ao ser humano. O Ministro da Economia Paulo Guedes rapidamente deu socorro aos bancos e aos grandes empresários e afirmou que o isolamento social poderia gerar uma catástrofe na economia. Essa crise não é só uma crise sanitária e econômica, é uma crise civilizatória, e ter uma política negacionista e liberal só faz piorar a realidade e comprometer nosso futuro. A crise é também de bons representantes, que atacam serviços públicos e querem privatizar o Estado. Deixa a população entre a cruz e a espada, a mercê de aves de rapina à espreita da morte e do sofrimento dos mais pobres.

Somente um novo sistema que valorize a vida e não apenas o lucro poderá apontar saídas e caminhos para uma nova sociedade, uma nova economia. As práticas de solidariedade e a proposta de um mundo menos consumista nunca foram tão fundamentais e atuais. O socialismo pode ser uma das respostas para um mundo em crise que busca  democracia, justiça social e preservação do meio ambiente.

É nesse sentido que a atuação parlamentar do professor e vereador Toninho Vespoli (PSOL) continua  – também durante a pandemia–, ao lado de quem sempre esteve, do povo. O vereador, primeiro parlamentar eleito pelo Partido Socialismo e Liberdade em São Paulo, atua com força popular, seja legislando ou fiscalizando: desde o início da pandemia, propôs 10 projetos em âmbito municipal para combater o coronavírus; protocolou projetos de lei para garantir renda emergencial para pessoas com deficiência, ambulantes, transportadores escolares e artistas independentes; protocolou no Ministério Público (MP) o pedido de fechamento imediato de escolas para proteger profissionais e alunos; aprovou a redução de 30% do seu próprio salário; “votou sim” pela aprovação de verba de R$ 38 milhões da CMSP para a Secretaria da Saúde; direcionou mais de R$ 700 mil em emendas próprias para UBS’s na periferia; solicitou ao MP contratação imediata de servidores da Saúde já concursados e por fim, protocolou Carta à OMS na ONU requerendo medidas contra as atitudes de Bolsonaro que atentam à vida dos brasileiros.

As respostas do mandato popular são atitudes práticas que somente uma proposta socialista e comprometida com o cidadão pode dar, protegendo a vida e garantindo justiça social para todos. O mandato aprofundou ainda mais sua atuação junto a todos os servidores municipais, professores, quadro de apoio e defensores dos animais. O mandato criou e segue fomentando redes de solidariedade para ajudar a população mais vulnerável com arrecadação e distribuição de mantimentos e produtos de higiene. Permanece fiel e perto da sua base, atuando também no escritório político no coração de Sapobemba, na Zona Leste, periferia de São Paulo.

É contra poderosos, milicianos e falsos gestores e em favor da população mais oprimida que devemos seguir lutando. A crise que vivemos fará sucumbir políticos de redes sociais sem lastro com o povo. A pandemia vai nos obrigar a enxergar em quem confiar, os que realmente estão ao lado de quem precisa e qual representante, de fato, usa seu cargo público como um espaço em defesa de todos. Nosso mandato popular é a resposta da periferia, da união e consciência da classe trabalhadora em busca de um novo sistema, mais justo e solidário

2 comments on “Carta aberta do vereador Toninho Vespoli em resposta à pandemia de coronavírus

  1. Luciana disse:

    Precisamos de um hospital de campanha urgente na Zona Leste

  2. Jailton disse:

    A carta tem muito conteúdo importante. Imagino o Toninho para presidente. Pois vejo ele sempre trabalhando. Essa carta tem muito a dizer.

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