2LITRÃO

Sábado dia 29, às 16 horas no MASP é dia de ir para as ruas!

Sábado dia 29, às 16 horas no MASP é dia de ir para as ruas!

Entenda porque, mesmo com a pandemia, os atos previstos para o próximo sábado são fundamentais para barrar o Bolsonaro!

Sábado dia 29, às 16 horas no MASP é dia de ir para as ruas! Não, não viramos negacionistas, nem queremos dar “rolê” na Paulista. Muito pelo contrário: entendemos que ter um presidente que luta contra a ciência, e estimula todos os comércios a abrirem sem dar amparo para quem precisa de renda está matando centenas de pessoas todos os dias. Bolsonaro é um genocida, que tem que ser arrancado de Brasília! E é para isso que precisamos da sua ajuda. Leve máscara, álcool gel e busque manter distância das pessoas. E se for grupo de risco, ou se tiver tido contato recente com quem apresentou sintomas, é melhor não ir. Mas se sentir que pode, vai! O Brasil não pode esperar por mais mortes!

Lógico que todos deveriam ficar em casa. É o que recomenda toda a comunidade científica. É o que disse a OMS, o Instituto Oswaldo Cruz, o Instituto Butantã e qualquer um que entende do assunto desde o começo da pandemia! O problema é justamente ter um presidente que não ouve a ciência, e que não garante ao povo condições de ficar em casa. A grande maioria do povo brasileiro não fez isolamento social. Em um país de privilégios, a quarentena virou luxo. E Bolsonaro fez muito pouco para lutar contra esta realidade.

Muito pelo contrário, Bolsonaro a princípio nem sequer queria dar auxílio emergencial ao povo. Foi graças à oposição, liderada pelo PSOL no congresso, que o auxílio virou lei. Mas o oráculo da economia, o Ministro Paulo Guedes, não quis deixar barato. Agora negociam valores menores para o auxílio, em “troca” do desmonte total da educação, saúde e outras áreas sociais importantes. Não podemos deixar assim!

Já era para o Brasil estar vacinado! Na verdade, o Brasil teve a chance de ser o primeiro país a começar a vacinar, e um dos primeiros a ter mais de 60% da população imunizada. Mas Bolsonaro disse não. Negou as vacinas da Pfizer, da China e mesmo as produzidas no Brasil. Recusou vacinar o povo por… razões. A incompetência é tão absurda que é difícil entender as motivações por trás. Uma hora alega preço alto, na outra berra teorias da conspiração falando da “vacina chinesa”… Os absurdos são tão grandes que nem tem nexo interno!

Tudo isso cansa. Mas se fosse apenas cansaço, tudo bem! Poderíamos esperar. Mas não é apenas isso, tem gente morrendo! E gente que vai continuar morrendo a não ser que o Bolsonaro saia da presidência! Temos que agir, e agir agora!

Ainda assim precisamos ter cuidado. Quem for idoso, menor de idade, grávida, tiver comorbidades, ou mesmo tiver tido contato recente com pessoas com sintomas, deve se abster do ato. Aproveita para acompanhar a página do Toninho. Haverá uma programação de lives e conteúdos para você se informar e compartilhar!

De toda a forma, lute! Seja de casa ou presencialmente no ato. A concentração será no próximo sábado, dia 29 no vão livre do MASP às 16 horas. Use máscara e se cuide, mas ajude a cuidar do Brasil também!

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O Massacre de Gaza

O Massacre de Gaza

Entenda porque Gaza está sendo mais uma vez atacada pelo exército israelense

A situação hoje em Gaza não é diferente do que ocorreu repetidas vezes no passado: quando os ventos políticos internacionais indicam uma situação potencialmente favorável a negociações de paz em favor do povo palestino, os israelenses intensificam as provocações, agressões e execuções, a fim de forçar ações de autodefesa. Em seguida, ativam lobbys políticos e midiáticos internacionais com o objetivo de pintar a defesa dos palestinos como “ação terrorista” e justificar ataques muito mais brutais. No caso, as vítimas do estratagema são a população palestina da Faixa de Gaza. Entenda sobre as vítimas do massacre de Gaza

Os números contam toda a história: os foguetes ultrapassados da década de 80 lançados por palestinos mataram 12 israelenses. Os bombardeios israelenses, até o momento, mataram 243 palestinos! Não é uma guerra, é um massacre!

Quem são os terroristas?

Esqueça tudo o que você deve ter ouvido sobre o “terrorismo palestino”. A realidade do atual massacre é bastante distinta. Acontece que recentemente houve uma relativa mudança na visão internacional sobre o que acontece na Faixa de Gaza. Grupos de ativistas, ao redor do mundo, se organizaram, se articularam com políticos e influenciaram o que se escreve nos jornais em denúncia aos ataques e mentiras perpetuados pelos israelenses. As vitórias foram limitadas, porém relevantes: se por um lado permanece, ainda, uma ideia deturpada de que “os dois lados seriam hostis”, por outro, pelo menos, o mundo se viu, pela primeira vez desde 1948, disposto a criticar as ações truculentas e assassinas de Israel.

Ao invés de aceitarem as pressões por negociações vindas de grupos palestinos e de parte da comunidade internacional, os israelenses preferiram jogar um jogo antigo, repetido na última vez em 2006: acirraram as provocações contra o povo palestino. O objetivo óbvio era causar uma resposta, uma reação palestina, em princípio bastante legítima e apoiada pela legislação internacional. As próprias Convenções de Genebra reconhecem que um país anexar ilegalmente terras, ou manter forças armadas contra outro país deve ser visto como um ato de guerra. Se o México (país fronteiriço ao sul dos Estados Unidos) tentasse anexar o Texas enquanto enviam forças armadas para depredar patrimônio histórico, cultural e religioso dos Estados Unidos, haveria reação certeira. E ninguém iria estranhar. É exatamente isso que aconteceu na Faixa de Gaza: os israelenses, após décadas de roubar terras, reconhecidas como pertencente ao povo palestino, atacaram e demoliram os templos religiosos palestinos Al-Aqsa em Jerusalem, além de destroirem a aldeia palestina de al-Araqib pela 184ª vez! E este foi o estopim que desencadeou o massacre de Gaza atual.

Os palestinos tentam se defender contra o massacre de Gaza

A humilhação foi grande demais. Compreensivelmente lideranças da faixa de Gaza lançaram foguetes ultrapassados da década de 80 (único arsenal disponível) contra os israelenses. Os ataques foram pouco letais, e tiveram muito mais o objetivo de chamar a atenção internacional do que causar danos aos israelenses. A grande maioria dos foguetes foi rebatida por um sofisticado aparato militar de mísseis antibalísticos financiado pelos Estados Unidos. O contra-ataque foi brutal: caças aéreos, também financiados com dinheiro do Uncle Sam, bombardearam o território de Gaza. Segundo a retórica oficial israelense, eles estariam apenas se “defendendo de terroristas”. 

Até o momento, os ataques israelenses mataram 243 pessoas, sendo 66 crianças. percebam, não é uma guerra, e sim o massacre de Gaza! Além das mortes, alguns dos ataques foram direcionados contra peças importantes de infraestrutura, como centrais de telecomunicações, hospitais e escolas. O objetivo é garantir uma situação de pobreza e caos humanitário na Faixa de Gaza. 

O pensador Noam Chomsky captura bem o absurdo da retórica israelense quando escreve, como se assumindo a fala irônica de um personagem palestino “vocês pegam a minha água, queimam nossas oliveiras, destroem minha casa, tomam o meu trabalho, roubam minha terra, prendem o meu pai, matam minha mãe, bombardeiam meu país, nos causam fome, e nos humilham, mas sou eu que devo ser culpado. Eu atirei um foguete”.

O jogo de propagandas

A expectativa dos israelenses provavelmente era a de uma repetição do que ocorreu em 2006, quando a última rodada de provocações e ataques ocorreu. Isto é, de que o lobby israelense seria capaz de distorcer os eventos, vendendo uma imagem de país “civilizado”, em meio aos “bárbaros terroristas” palestinos. Felizmente graças à ação organizada de ativistas palestinos ao redor do mundo, a verdade, dessa vez, encontra alguma representação dentro das mídias tradicionais. São milhares de refugiados palestinos, forçados para longe de suas casas, sem contanto esquecerem de onde vieram. Com parcos recursos, se organizaram em defesa de suas terras, ecoando o coro por uma “Palestina Livre”. 

Por enquanto tiveram uma pequena vitória: a pressão internacional, conquistada graças ao ativismo palestino, foi suficiente para forçar um cessar fogo pelas tropas israelenses. Mas ainda há muito pelo que lutar. Os Estados Unidos continuam dando anualmente 3,8 bilhões de dólares para Israel apenas para o programa militar, as ocupações ilegais israelenses em território palestino continuam adentrando para além de quaisquer acordos, e os refugiados palestinos continuam sem ser reconhecidos como tais. Muitos permanecem cidadãos apátridas, sem casa, sem nação. Mas, ao menos dessa vez, a narrativa israelense encontra suas rachaduras. Mesmo jornais historicamente favoráveis à narrativa israelense, como o estadunidense The New York Times, admitiram os horrores vivenciados pelos palestinos vítimas dos ataques.

O importante é entender que a sua opinião importa. O que se joga é um jogo de propaganda. Os jogadores são um etnoestado, interessado em matar e expulsar toda a população nativa, e uma população lutando pelo direito de honrar as terras de seus antepassados. Cabe a você decidir de que lado você está: no dos terroristas, ou no dos que estão apenas se defendendo? 

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Greve dos metroviários: um exemplo de luta para a classe trabalhadora

Greve dos metroviários: um exemplo de luta para a classe trabalhadora

Por que algumas pessoas tiveram a impressão de que os trabalhadores do Metrô estavam contra o povo quando na verdade estavam lutando ao seu lado?

A greve dos metroviários mostrou mais uma vez a força da organização da classe trabalhadora. Tudo estava contra os metroviários, assim como tudo está contra qualquer trabalhador e trabalhadora brasileiros. E mesmo assim, a luta lhes rendeu uma nova proposta do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), oferecendo reajuste salarial de 7,79% e pagamento da segunda parcela da Participação nos Resultados (PR) de 2019, em 2022.

Quando se diz que tudo estava contra eles, isso inclui os próprios trabalhadores. Ou pelo menos a maioria deles, influenciado pela mídia de massas por todos os cantos. No jornal Bom Dia São Paulo, por exemplo, os metroviários só apareceram para figurar como grande inimigo do povo trabalhador que acorda cedo e não vive sem o transporte público.

Rodrigo Bocardi tratou toda categoria como egoístas e irresponsáveis que querem um aumento salarial em meio à pandemia. Pois foi em meio à pandemia que 25 funcionários morreram e cerca de 700 ficaram doentes enquanto mantinham a operação do metrô. Isso não conta como prova de empatia? Em meio a pandemia, os metroviários tiveram que lutar, assim como outras categorias, para serem priorizados na vacinação.

Em nenhum momento, o jornal deu ênfase sobre o que o Governo de João Doria tem feito, como a tentativa de vender a sede do Sindicato dos Metroviários na rua Serra do Japi, no bairro de Tatuapé, zona leste. Ou então, a falta de diálogo quando o Metrô não enviou nenhum representante para as negociações no TRT. Não é de se assustar que a população em maioria é contra a greve.

Com os interesses alinhados, o discurso organizado pelo governo estadual, junto da mídia hegemônica, visava o tempo todo colocar trabalhador contra trabalhador, até que todos só conseguissem enxergar solução na privatização do serviço. “A linha 4 [privatizada] não parou”, diziam alguns comentários na internet. 

Haja ânimo e coragem para enfrentar uma guerra tão desequilibrada pela opinião pública. Enquanto os comentaristas no rádio, na TV e na internet colocavam o povo contra o povo, os metroviários se mobilizaram, fizeram piquetes e intervenções para explicar sua causa.

“Não faria nada diferente”, afirma com convicção Dagnaldo, metroviário que acompanhou a mobilização da categoria. “Você acha que se não houvesse disposição, se não estivéssemos no nosso limite, íamos conseguir parar?”

Mesmo aqueles que entendiam a reivindicação, e culpavam a gestão Dória, faziam questionamentos sobre as táticas do movimento: “Por que na pandemia? Por que não abriram as catracas?”. Dagnaldo explica que essa é uma exigência que se faz à empresa. A abertura das catracas pode acabar em piores punições, para os funcionários individualmente, do que a greve. Por isso, eles oferecem ao Metrô uma troca: se deixarem abrir as catracas, não há necessidade de greve.       

Os metroviários lutaram como puderam e usaram o direito constitucional de greve como arma. Resta o exemplo de que quando os trabalhadores se organizam, a elite se treme e interrompe suas disputas internas para tentar dissipar as forças que lutam por alguma dignidade. A cada dia mais pessoas têm consciência disso, e decidem que o tempo de recuar dos seus interesses de classe chegou ao fim. 

A suspensão da greve não é o fim da mobilização dos metroviários, nem dos ataques de João Doria a tudo que é público e passível de ser vendido a seus amigos da elite. A guerra está longe de acabar.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Breno Queiroz

Breno Queiroz

Estudante de Jornalismo com interesse em comunicação política e militante do PSOL.

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Eu cuido, não prendo

Eu cuido, não prendo

Saiba como a política de Bolsonaro pode retroceder décadas de luta pela inclusão da população neurodiversa

Hoje, 18 de Maio de 2021 é o dia que simboliza a luta do Movimento Antimanicomial, e falar sobre saúde mental sempre exige quebrar preconceitos que infelizmente são muito fortes socialmente, pois as pessoas em sofrimento psíquico sofrem inúmeras dificuldades para conseguir um tratamento digno e humanizado. 

Assim como uma parte do corpo que está visível pode adoecer, assim também acontece com a mente, aonde inúmeros transtornos mentais podem acometer uma pessoa, porém por não ser tão visível como no caso de uma pessoa que quebra o braço e a sua dor é fácil de identificar, no caso dos que sofrem de transtornos mentais, muitas vezes o problema é ignorado, seja por medo de procurar ajuda ou por medo de sofrerem preconceitos de familiares e de amigos. No entanto que a prática aqui no Brasil e mundo afora anterior a década de 1970 era isolar socialmente aqueles que sofriam de transtornos mentais, principalmente em Instituições que eram chamadas de Hospitais Psiquiátricos ou o famoso manicômio, que de nada tinha como tratamento humanizado e sim uma prisão a quem estava doente, pois muitos desses hospitais as condições sanitárias eram totalmente precárias e são os inúmeros registros de violência contra quem precisava de ajuda, e não se tinha uma perspectiva de melhora. 

Mas foi através do Movimento iniciado na Itália pelo Médico e Psiquiatra Franco Basaglia na década de 1960, aonde uma dura crítica ao modelo destas instituições de exclusão social e de desrespeito aos direitos humanos é feita, assumindo em 1961 a direção do Hospital de Trieste no qual atuava, o médico Franco Basaglia dá inicio ao processo de mudanças no atendimento de quem sofre por transtornos mentais, com objetivo da criação de uma comunidade terapêutica e não mais um local aonde as pessoas doentes eram presas e tinham os seus direitos esquecidos. Sendo este trabalho posteriormente reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como o início da reforma psiquiátrica, sendo este Hospital credenciado em 1973 como referência mundial na reformulação do tratamento de transtornos mentais.

No Brasil em meio a redemocratização da década de 1970 e o movimento pela reforma sanitária, dar se início a luta contra os manicômios e por um tratamento digno a quem sofre de doenças mentais, assim também pela ressocialização e não exclusão social dessas pessoas. Em meio a Constituinte da década de 80, com a proposta de Criação do Sistema Único de Saúde (SUS), 1988/89 Nova Constituição Federal, em 1990 o Brasil se torna signatário da Declaração de Caracas, que propõe a reestruturação da assistência psiquiátrica, sendo somente em 2001 aprovada a lei federal 10.216 que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.

Após um período de avanços no tratamento de pessoas com transtornos mentais e resultados sem dúvidas tanto social como econômicos positivos, vemos no Brasil atual em 2021 a volta do discurso isolamento social destes doentes, bancado pelo conservadorismo em iminência na sociedade atual, o que com certeza seria uma grande regressão nas pautas amplamente discutidas e as mudanças que já aconteceram.

Os profissionais da saúde foram treinados a cuidar e não a prender, porém o discurso conservador traz de volta a ideia de uma sociedade sem diferenças, o que é totalmente utópico. Colocar a responsabilidade em quem sofre e as prende, isso não é tratar, o tratar é cuidar e essa é a missão de todos os profissionais da saúde, prender não é cuidar.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Douglas Cardozo

Douglas Cardozo

Douglas Cardozo é Economista, Pós Graduando em Saúde Pública e Consultor em saúde do Mandato popular do Professor Toninho Vespoli.

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Bolsolão: Bolsonaro molhava a mão do centrão!

Bolsolão: Bolsonaro molhava a mão do centrão!

Saiba como funciona o "orçamento paralelo" do governo Bolsonaro

Pois é, caros leitores. E quem diria: diferente do que disse o presidente, a corrupção não acabou no Brasil. Pelo contrário, está a pleno vapor. Dia 9 de maio matéria de importante jornal revelou um escândalo apelidado de Bolsolão, que movimentou pelo menos 3 bilhões de reais. O resumo do esquema é que deputados federais recebiam verbas dos ministérios para brincar em seus estados. em troca blindavam Bolsonaro e sua família contra pedidos de impeachment e investigações. Já se perguntou hoje por que o bozo não cai? Temos a resposta com o Bolsolão: Bolsonaro molhava a mão do centrão!

Deixando o humor de lado, nunca houveram dúvidas sérias de que o Bolsonaro fosse corrupto. Ele recebeu dinheiro da corrupta JBS em campanha eleitoral, criou fundos de programas sociais multimilionários sem transparência e fiscalização, e firmou contratos sem licitação com valores que chegavam a 900 milhões de reais! Mas o que surpreende neste escândalo em específico é que este é exatamente o “tipo” de corrupção que Bolsonaro fingia denunciar: comprar apoio de políticos para conseguir o que quer!

É justo tirar o esqueleto do armário: sim, o PT foi acusado de escândalos semelhantes (na época o PSOL, partido ficha limpa que o Toninho compõe, denunciou quem devia). Mas nesse caso é pior. Impressiona o egoísmo puro e torpe da família Bolsonaro. Os esquemas têm como único objetivo salvar a pele deles! Em outros casos, pelo menos havia ALGUM objetivo pelo bem comum por trás dos esquemas, fosse expandir verbas para programas de educação superior, ou reformar mais estradas. Não, não é justificar ou passar a mão na cabeça. É só reconhecer que é definitivamente mais torpe fazer essas coisas quando você só quer comprar apoio para fins pessoais!

A tramoia desvendada era pegar verbas, a princípio direcionadas aos Ministérios, e direcioná-las em emendas parlamentares para deputados e senadores, com o fim de comprar apoio. Naturalmente, muitos dos valores dão indícios de superfaturamento.

Muitos dos grandes jogadores da política participaram do esquema. Davi Alcolumbre recebeu 277 milhões, em emendas do Ministério do Desenvolvimento Regional (valor, de cara, 34 vezes maior que o máximo de 8 milhões permitidos a emendas parlamentares). Os valores são muito estranhos. Apenas a título de exemplo, parte da bufunfa foi para comprar tatuadores de 500 mil reais cada, preço 350% maior do que o praticado no mercado. Claro indício de superfaturamento e de corrupção. Fica claro o que ocorria com o Bolsolão: Bolsonaro molhava a mão do centrão!

Outro caso estranho é o do deputado Lúcio Mosquini (MDB), que usou 359 mil reais para comprar tratores, dessa vez avaliados em 100 mil reais.

Esse tipo de escândalo seria grave em qualquer momento. Mas como o próprio Ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, insiste em lembrar, estamos passando por uma pandemia onde todos os recursos são importantes. Cada centavo, mais do que nunca, tem que ir para o lugar certo, se quisermos superar essa crise. Por reconhecer o tamanho do absurdo, o PSOL entrou com uma representação no MPF (Ministério Público Federal), pedindo que o órgão investigue o caso. Não podemos permitir que o caso não seja investigado. Ação da justiça é fundamental!

É, por fim, irônico pensar que o mesmo governo que prega austeridade e economia com os mais pobres, aceita brincar com o dinheiro público desse jeito! Talvez sobrassem mais recursos para auxílio emergencial se não gastassem verbas públicas com propinas.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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Por que as pessoas com deficiência querem adiar a revisão do Plano Diretor da Cidade de São Paulo?

Por que as pessoas com deficiência querem adiar a revisão do Plano Diretor da Cidade de São Paulo?

Saiba porque fazer as audiências do plano diretor agora, durante a pandemia, é um atentado contra a democracia e as pessoas deficiência

O Plano Diretor Estratégico (PDE) da cidade de São Paulo, aprovado em 2014, pelo Estatuto da Cidade (Lei 10.257/2001) deveria ser revisado até 2024 e, visando que não coincidisse com o ano de eleição municipal, houve por bem na ocasiao que essa revisão fosse antecipada para 2021.

Contudo, ninguém imaginaria que desde o início de 2020 passaríamos por uma pandemia com as proporções avassaladoras da COVID-19, que deverá ser mininamente arrefecida com a maior vacinação em termos mundiais apenas em 2022, quando a população poderá ocupar as ruas de forma mais similar ao que ocorria anteriormente.

Isso posto, nós, do segmento de pessoas com deficiência, entendemos não haver qualquer condição de que a revisão ocorra em um momento como o atual, em que não podemos sair às ruas sequer para conversar, só saindo para as atividades absolutamente necessárias à nossa própria sobrevivência, uma vez que somos as pessoas mais sujeitas a ser infectadas, por necessitarmos tocar e sermos tocados em maior frequencia, em diversas situações.

O Plano Diretor, por definição legal, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana que trata da oferta de equipamentos urbanos e comunitários, transporte e serviços públicos adequados aos interesses e necessidades da população e às características locais. Um Plano Diretor bem elaborado é fundamental para que não se deteriore ainda mais a vida nas cidades e, pelo contrário, permita melhorar as condições urbanas, podendo promover políticas habitacionais, priorizar modais de transporte e a determinar a função social dos imóveis.

A nossa Constituição Federal, em seu art. 182, preconiza que “a política de desenvolvimento urbano, executada pelo poder público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes”.
A revisão de um instrumento cidadão de tão elevada magnitude como o Plano Diretor não pode ser executada sem que hajam plenas condições para tal, ouvida a população como um todo e, nesse processo, cabe ao governo garantir a promoção de audiências públicas e debates com a participação da população, dos vários segmentos sociais, incluindo as pessoas com deficiência.

A duras penas temos conquistado melhores condições nos diversos campos sob o manto da acessibilidade, sendo que nossas conquistas também acabam se tornando importantes para outros segmentos, como o das pessoas idosas, das deficiências temporárias ou mesmo para mães no puerpério ou com crianças de colo.
A invisibilidade de nosso segmento– que não é nada pequeno, segundo o Censo de 2010 – é tão patente que ainda se ouve, mesmo em tom jocoso, que “ninguém jamais viu um enterro de anão”, sem saber que as dificuldades são tantas que provavelmente alguns ainda duvidem de um número tão vultoso ou até da existência de outras pessoas com deficiência física, visual, auditiva, intelectual, psicossocial ou múltipla. As cidades, em especial as brasileiras, têm ainda muito a melhorar para melhor acolhimento de grande parte dos seus cidadãos.

Não podemos, portanto, permitir que, diante de uma revisão tão importante, haja ainda maior invisibilidade desse segmento, que ainda praticamente inexiste para grande parte dos que constituem e concentram o poder econômico em uma país tão desigual como o nosso, que diuturnamente atacam e buscam o retrocesso de conquistas efetuadas quando essas signifiquem algum obstáculo a maiores lucros, ignorando a própria NBR 9050, de grande importância para o nosso segmento, sendo que a acessibilidade é essencial para o nosso pleno exercício da cidadania.

A revisão do Plano Diretor não pode acontecer neste momento em que estamos privados de um contato presencial, sobretudo junto aos vereadores que votarão o projeto e, diferente dos que se opôem contrários aos nossos desejos de uma cidade melhor, não temos outras armas senão os argumentos e a tentativa de convencimento pessoal, algo que não se faz por uma reunião por aplicativo na internet, em que sequer somos vistos por inteiro.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Flávio Scavasin

Flávio Scavasin

Meu nome é Flávio Scavasin, militante da área das pessoas com deficiência e da área ambiental do PSOL.

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GREVE DO METRÔ: Comunicado do Sindicato dos Metroviários

GREVE DO METRÔ: Comunicado do Sindicato dos Metroviários

Caros Companheiros

Nós metroviarios de São Paulo, estamos em campanha salarial.

Nossa categoria tem trabalhado durante toda a pandemia, transportando principalmente aqueles que estão arriscando a vida no combate da mesma.

Entre nós não é diferente, nossas vidas e de nossos familiares, estão sendo espostas no objetivo de salvar vidas infectadas.

Já temos quase mil infectados entre nós, e já tivemos 28 companheiros que faleceram vítimas da COVID-19.

Apesar de tudo isto, o governo de São Paulo na figura do senhor João Dória, e a direção do Metro, vieram para a mesa de negociação com a proposta de redução de todos os direitos conquistados por nós, ao longo de muitos anos de luta.

Além disso, o terreno onde está situada a nossa sede, palco de várias lutas dos movimentos sindicais, sociais e políticos, é um terreno que nos foi concedido na década de 80, e que agora o metro nos enviou carta solicitando o mesmo para leilão.

Em contra partida, o metro e o governo do estado, deram 1 milhão de reais para CCR, dinheiro este que ela utilizou para comprar duas linhas da CPTM.

Dão dinheiro para a iniciativa privada, e atacam os trabalhadores que arriscam suas vidas, no combate à pandemia.

Diante destes fatos, mesmo sabendo da responsabilidade que temos diante ao combate à pandemia, iremos a luta, estamos com greve marcada a partir das 0 hora do dia 13/05.

A responsabilidade da maior capital da América Latina ficar sem transporte, será do senhor Dória e da direção do metro.

Pedimos seu apoio e da instituição que representa, nesta luta que não entendemos ser só nossa, mas de todos que defendem a luta e a liberdade de lutar.
Grande abraço.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Sindicato dos Metroviários

Sindicato dos Metroviários

É um dos Sindicatos mais combativos e democráticos do Brasil. Possuí força e competência na luta pelos direitos da categoria.

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Prestação de contas do mandato!

Saiba como Toninho Vespoli luta em conjunto com a população para construir um mandato aberto e transparente!

Dia 27 de abril, o vereador Toninho Vespoli organizou uma assembleia virtual de prestação de contas do seu mandato parlamentar. O objetivo declarado da assembleia foi, nas palavras do assessor e moderador do evento, Peterson Prates, ser “um momento de escuta, um momento de trocas; e também de prestação de contas”. Participaram do evento, além do vereador Toninho Vespoli, historiadores e artistas.

Durante o evento, Toninho Vespoli ponderou seu entendimento sobre a limitação do formato, em razão do formato online. Ainda assim frisou a importância de haver tal espaço para críticas e ponderações a respeito das atividades do mandato. A essência da mensagem do vereador era sobre a necessidade de ponderar o momento difícil vivido em razão da pandemia, com a necessidade de, em suas palavras, “jogar as sementes da esperança e comemorar a vida”. Toninho lamentou não poder, em razão da pandemia, dirigir o devido agradecimento pessoal a todos os coletivos essenciais para a vitória do mandato nas urnas, ponderando, entretanto, empenho em atentar aos grupos assim que as condições sanitárias permitirem. Finalizou pronunciando algumas das ações do mandato em nome de suas principais pautas de luta: periferia, educação, transportadores escolares, pessoas com deficiência, pauta animal, cultura, saúde, questão ambiental e urbanismo.

Peterson explicou que, além de lutar por uma educação pública gratuita e de qualidade, o mandato também luta há anos pela saúde pública. Revelou aos presentes o fato de que a maioria das emendas parlamentares de Toninho Vespoli, têm como objetivo reformar e melhorar aparelhos de saúde populares.

O artista Caio Muniz, além de apresentar canções e poemas, elogiou a capacidade do mandato de Toninho Vespoli de abraçar causas bastante diversas, e no processo aproximar pessoas em lutas por uma nova sociedade.

Casimiro, morador de favela na zona norte de São Paulo, elogiou a capacidade do mandato de escutar, e de lutar em conjunto com a população marginalizada. O professor Luís Pinto, morador do extremo Leste Paulista, concordou com Casimiro, adicionando que admira a capacidade do mandato de se organizar em conjunto com escolas periféricas da rede pública, com destaque às ações de escuta, zeladoria e apoio às greve. Luís finalizou a fala lembrando sobre os riscos, em alguns casos mortais, de se retomar as aulas em escolas públicas antes da pandemia ser controlada, posição respaldada nas posturas de Toninho enquanto parlamentar.

Elisângela, mulher negra, evangélica, feminista e moradora do Grajaú, elogiou bastante a atuação de Toninho Vespoli, em especial a sua capacidade de ajudar a população diretamente. Constratou a proatividade de Toninho com a inação de outros parlamentares. 

Katiuscy Silva, membro do setorial de segurança pública do PSOL, agradeceu as ações do mandato pela limpeza em nascentes de rios no Parque São Lucas. Ressaltou o apoio contínuo de Toninho, e sua capacidade de articular com o Ministro Público. Sugeriu, por fim, a criação de grupo de trabalho no mandato para debater a possibilidade de criar grupos de mediação de conflitos entre alunos e docentes nas escolas, como alternativa à ação policial, às vezes requisitada. Lembrou que a ação policial pode muitas vezes ser truculenta e desproporcional, e defendeu a busca, junto ao mandato, por estratégias mais pacíficas, e baseadas no diálogo. Sugeriu, também, em consonância com proposta da campanha de Guilherme Boulos para prefeito, que o mandato busque estratégias para aproximar a Guarda Civil Metropolitana da população, em busca de maior humanidade das ações policiais.

Gleice Vasconcelos aproveitou a sua fala para sugerir ações a fim de trazer unidades da Rede Bom Prato para regiões na periferia, a fim de não exigir a locomoção por grandes distâncias para quem possui dificuldades para se alimentar. Também defendeu maior interação com líderes comunitários nas periferias, incluindo auxílio digital na busca por direitos e benefícios públicos. Finalizou sugerindo administração coletiva e descentralizada dos parques e praças públicos, a fim de garantir uma gestão mais democrática e popular dos bens públicos. 

Ivan Carvalho, professor municipal e um dos integrantes da banda alternativa Trupicalhada, agradeceu ao apoio de Toninho para protegê-lo de ameaças de morte sofridas no seu ofício, em razão de suas posições políticas. 

O tom geral do encontro virtual foi de celebração e esperança pelo terceiro mandato do vereador Toninho Vespoli. Trabalhadores da educação, moradores da periferia, profissionais da saúde e transformadores culturais foram todos em favor da continuação do mandato popular.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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A Pandemia e os sacrifícios das mães

A Pandemia e os sacrifícios das mães

Saiba como mães estão lutando por dignidade em meio à pandemia!

A pandemia de Covid-19 escancarou abismos existentes na maior cidade do país. Ficou comprovado que mais de 40% dos estudantes não possuem acesso à internet, que a segurança alimentar é uma questão muito séria, que famílias mudaram a realidade financeira;

Dentro desse cenário também ficou vulgarizado para toda a população um programa de reinserção no mercado de trabalho para famílias mais vulneráveis. Na Educação conhecido como “Mães POT”.

É importante lembrar que mesmo antes do coronavírus, ainda em 2019, foi amplamente denunciado que as escolas municipais tiveram cortes de até 75% no número de funcionários nas equipes de limpeza. Ressalte-se também que após a aprovação da Reforma Trabalhista, em resumo, se os trabalhadores destas equipes não renderem o que é esperado pelas empresas, simplesmente são desligados sem qualquer intervenção de entidades representativas. Imaginem só 3 trabalhadores darem conta do trabalho de 12!

Dessa forma, com a chegada da pandemia e dos protocolos apresentados para garantir o mínimo de segurança nas escolas, ao invés de resolver o problema de insuficiência no processo de higienização e ventilação das Unidades, criaram uma nova categoria de profissionais: as mães!

Aliás, pouco se fala da carga que foi empregada nessas mulheres que muitas vezes são o arrimo, a chefia e a segurança das famílias que a rede municipal atende. Colocou-se uma responsabilidade nessas mães com dicotomias impensáveis em sociedades sérias como: assine um termo e seja responsável se seu filho ficar doente e morrer em decorrência de contaminação na escola; Trabalhe na escola presencialmente como uma sub trabalhadora num ambiente insalubre, sem orientação, sem apoio e sobreviva!

O desrespeito é tão grande que com a previsão de pagamento para o dia 15 de cada mês até agora não conseguiram prever sequer a necessidade de abertura de contas bancárias! O jogo de empurra-empurra na gestão tucana é conhecido, não é culpa das Secretarias, não é culpa dos bancos; No fim a culpa deve ser de novo da classe trabalhadora.

O governo finge que se preocupa com a vulnerabilidade dessas famílias e uma vez ao ano lembra que é importante enviar 1 cesta básica. Simula que está ajudando na questão financeira das famílias quando na verdade está expondo ao risco na condição de subemprego mães e alunos da rede. Em meio à greve pela vida, ver famílias em desespero aceitando fazer uma tarefa insalubre e impossível por diversos motivos já elencados nos últimos 13 meses é vergonhoso, absurdo e constrangedor.

Lutemos por renda, segurança e dignidade ao nosso povo! Toda solidariedade às mães da rede municipal!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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Organização Social paga 80 mil reais por mês para Superintendente do Hospital Regional de Cotia-SP

Organização Social paga 80 mil reais por mês para Superintendente do Hospital Regional de Cotia-SP

Saiba como os profissionais da saúde são precarizados e deixados em segundo plano, enquanto políticos corruptos e empresas gananciosas acabam lucrando com a desgraça

Quando o assunto é, Organizações Sociais na saúde, existem muitas opiniões divergentes entre a prestação direta dos serviços públicos pelo poder público ou prestação do serviço por empresas privadas, porém no eixo central do debate estão os profissionais da saúde, que de fato independente do vínculo tem compromisso com a população, pois são eles que direta ou indiretamente fazem com que os serviços cheguem a população. Poderíamos entrar no debate sobre o papel do servidor público X Trabalhadores privados, porém esse não é o nosso objetivo, pois além de ser polêmico é um elemento para dividir ainda mais a classe trabalhadora, ou seja, não chegaremos a lugar nenhum.

As armadilhas da terceirização

No âmbito do Sistema Único de Saúde, que é um dos maiores sistemas do mundo em inclusão social ao direito a saúde, a divisão da força de trabalho é marcada por vínculos cada vez mais precários, vide as terceirizações, quarteirizações e pejotizações, fato que se agravou ainda mais após a Reforma Trabalhista promovida pelo setor economicamente dominante em 2017 e com avanços progressivos atualmente na retirada de direitos aos trabalhadores.  Essa precarização na saúde é de fácil observação, aonde em um único Hospital por exemplo existem dezenas de prestadores de serviços terceirizados, gerando até mesmo conflitos internos devido a essa diversificação, que obviamente enfraquece a forma de organização dos trabalhadores, seja por sindicatos ou associações com um único propósito de representatividade.

Por um Regime Jurídico Único!

Entendo que uma das formas mais eficazes de resolvermos esta situação seria a criação de um Regime Jurídico Único para a contratação dos profissionais da saúde, que garantisse os direitos trabalhistas a quem se arrisca tanto em benefício da população, fortalecendo as organizações e lutas dos trabalhadores. Porém sabemos que para isso será necessário muita vontade política, que de fato no momento não é algo tão próximo e nem visível. Ou seja para conseguirmos entender este processo de precarização, precisamos entender que todos os que atuam no SUS são profissionais do SUS, que sim deveriam ser Profissionais habilitados a atuar no SUS a nível federal, independente de Estado ou Cidade, obviamente que vários critérios poderiam ser adotados para assim fazer funcionar um Regime Jurídico Único em benefício dos trabalhadores e da nossa população.

Os amigos do Doria ficam com a bolada

Bom, mas longe estamos da realidade desejada, e o pior, é que a nossa realidade é ainda mais cruel, por enquanto a força de trabalho na saúde é intensificada por mais horas trabalhadas e menores salários, grupos empresariais e políticos abocanham os escassos recursos da saúde.  Um exemplo muito sucinto é o escândalo da Gestão do Atual Governador de São Paulo João Dória, que através de uma parceria com a Organização Social SECONCI ( Serviço da Construção Civil),isso mesmo você não leu errado, Serviço da Construção Civil, que é responsável pela Gestão do Hospital Regional de Cotia-SP, tendo salários para os cargos de direção com cerca de 349% acima do mercado, como apontou o Tribunal de Contas Estadual em 2020, chegando o salário mensal do Superintendente da Unidade ao valor de cerca de R$ 80.000,00 (Oitenta mil reais), sendo que os valores praticados no mercado ao mesmo cargo estão em torno de R$ 18.000,00 ( Dezoito mil reais). É fato notório  a prática de altos salários nas Organizações sociais na saúde para os gestores do alto escalão e baixos salários aos profissionais assistenciais, ou seja nesta guerra os que perdem sempre, são os profissionais que fazem o Sistema Público Saúde funcionar, e além de toda precarização na relação entre os vínculos trabalhistas, muitas vezes a relação entre os prestadores acaba não sendo nada amigável, pois gera competições entre a própria força de trabalho operacional.

Por um SUS como direito!

E como já era de se esperar, o problema está lá na ponta que toma as decisões e os seus interesses, que na maioria das vezes não é nada relacionada ao direito a saúde da população e sim a uma forma de obter lucros rapidamente com saúde e precarizando das relações trabalhistas.

Precisamos de fato defendermos o SUS como um direito de toda a população, mas o SUS é movido todos os dias por gente, gente que trabalha para que esse sistema funcione mesmo com todas as suas limitações. Não pensar que todos aqueles que prestam serviço de saúde pública no Brasil são de fato Profissionais SUS, não nos faz chegar a lugar nenhum, certo que ainda é um sonho, mas precisamos sonhar para que se torne realidade um dia o reconhecimento do Profissional SUS através de um Regime Jurídico Único, sem atravessadores que precarizam a vida de quem quer salvar vidas.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

     Douglas Cardozo

Douglas Cardozo

Douglas Cardozo, é Economista, Pós-Graduando em Saúde Pública e consultor de Saúde do Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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