Caravana Da Educação

O lúdico e a Educação

O lúdico e a Educação

Entenda porque lugar de criança é, também, brincando!

Ao passearmos um pouco pela História da Educação infantil, é possível perceber que a cultura lúdica é uma preocupação em todos os períodos em que foi de alguma forma instituída, o brincar é natural às crianças e também um instrumento para a construção do conhecimento. A cultura lúdica emerge das relações que as crianças estabelecem com outros sujeitos e objetos. Assim, reorganiza aprendizagens e valores, desenvolve as percepções visuais e motoras, socializa e estimula a criatividade.

(…) A infância não é plácida. Ao contrário, a criança vive cercada de medo e insegurança. No entanto, sorri feliz a maior parte do tempo se a deixam brincar, explorar e viver a fascinante aventura de aprender. Ela é curiosa, quer saber tudo, de bom e de ruim. E sua maneira de aprender é brincando. Criança só tem responsabilidade com ela mesma. Precisa errar, tentar de novo e acertar para sua própria satisfação. Isso é brincar.Não se deve confundir, porém, brincadeira com brinquedo. Com espaço e liberdade para brincar, a criança inventa seus próprios brinquedos e não precisa ser atulhada de artigos de luxo que brincam sozinhos. Deixá-la brincar, incentivar sua criatividade, acompanhar suas brincadeiras com muito amor e pouca interferência, isso é educar. (BORBA,2006,p. 13)

De acordo com Brougère (1998) “cultura lúdica são procedimentos que permitem tornar o jogo possível, iniciar a brincadeira ou interpretar como jogo atividades que poderiam ser vistas como tais por outras pessoas (p. 234).

O lúdico não atua somente no campo das emoções e sensibilidade, aparece também no campo da inteligência e organizações mentais. Atua também como função social. O brincar é importante para a saúde física, intelectual e emocional da criança que auxilia inclusive no equilíbrio do adulto.

O reinventar e reconstruir objetos, de acordo com Piaget possui uma carga psicológica e antropológica, que envolve a identificação e criação cultural de um povo. Assim, os jogos tornam-se mais significativos.

É indispensável que a escola de educação infantil e todas as pessoas que estão envolvidas neste meio tenham consciência de que o brincar na escola não é um passatempo, é uma atividade tão importante quanto uma aula de linguagem, matemática e outras. O brincar desenvolve no ser humano, mais especificamente na criança, uma formação integral (física, social, afetiva, cognitiva, motora, sensorial, lingüística).

Para saber mais:

BORBA, Angela Meyer. O brincar como um modo de ser e estar no mundo”. In: ensino fundamental de nove anos: orientações para a inclusão das crianças de seis anos de idade. Brasilia: mec-sef, 2006.

BROGÈRE, Gilles. Brinquedo e Cultura . São Paulo: Cortez, 1995.

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O desenho no processo de aquisição da escrita

O desenho no processo de aquisição da escrita

entenda a importância do desenho na alfabetização

Pode-se observar a partir da concepção de aquisição da escrita a partir de desenhos de acordo com Vygotsky e prática na Educação Infantil que o desenho é um processo preliminar na aquisição da escrita.

Historicamente, a partir das pinturas rupestres, por exemplo, pode-se perceber que as primeiras representações humanas são a partir de desenhos que fazem significados, algumas vezes somente para quem o faz, e, em outros casos, para todos interpretarem tal representação. Isso representa uma necessidade de comunicação.

Tal processo acontece com as crianças, cada vez mais cedo por viverem numa sociedade totalmente letrada. Na perspectiva histórico-cultural esse fator é essencial para ressaltar a importância do desenho, não como antecessor temporal da escrita, mas de construção de modelo de representação e comunicação. É importante também ressaltar que os processos evolutivos de aquisição da escrita e desenho são complementares e não evolutivos, seguindo uma linearidade.

Aos dois anos já fazem garatujas, explorando o espaço sem valor nenhum estético, depois passam a prestar mais atenção no que estão produzindo, controla seus traços, não somente pelo prazer cinético e pouco depois já desenvolvem escrita espontânea que aos poucos vai criando uma representação formal. Seus desenhos possuem plurissignificação, dependendo do momento em que se pergunta, respondem algo diferente.

A escrita exerce fascinação na criança, mesmo antes que ela possa escrever com símbolos formais. O desenvolvimento do desenho vai sendo desenvolvido conjunturalmente com a fala e também representação da escrita. Mas, o desenho mostra tudo de uma vez enquanto a escrita necessita de uma linearidade, palavra por palavra assim como a fala, e isso a torna atraente e demonstra a importância do desenho no processo de aquisição da escrita.

Para saber mais:

Vygotsky, (1993) Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes. p. 13-21. Tradução: Jefferson Luiz Camargo.

WIDLÖCHER, Daniel. ( 1971) Interpretação dos desenhos infantis. Rio de janeiro: Vozes p. 07-115 (Original: 1965)

O desenho e suas relações com a linguagem escrita em alunos portadores de deficiência mental

Wanda Pereira Patrocinio & Luci Banks Leite, Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Brasil

KATO, Mary A. No mundo da escrita – Uma perspectiva psicolingüística. São Paulo: Ática,

2005.

ELIAS, Marisa Del Cioppo. “Alfabetização.” In: Dicionário em construção: interdisciplinaridade.

São Paulo: Cortez, 2002, p. 172-6.

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O currículo oculto e práticas escolares herdadas do militarismo

O currículo oculto e práticas escolares herdadas do militarismo

Saiba como o autoritarismo da ditadura militar pode ter afetado a educação dos adultos de hoje

“Carlo Ginzburg, em ensaio clássico, nos fala de um princípio indiciário. Método este extremamente difundido na comunidade acadêmica. Nele o historiador é equiparado a um detetive, pois é responsável pela decifração de um enigma, elucidação de um enredo e pela revelação de um segredo (…) presta atenção nas evidências, por certo, mas não entende o real como transparente. Aliás, refere Ginzburg, o próprio Marx afirmara que, se a realidade fosse transparente, não haveria necessidade de interpretá-la!” (PESAVENTO,2005.p.67)

É possível observar que os projetos educacionais passam sempre por intencionalidades contidas nos currículos de formas não explícitas. Pensar sobre mentalidades e currículos ocultos é sempre interessante, ainda mais quando o período delimitado é entre as décadas de 1960-1980, cheias de transformações sociais, culturais, estruturais e ideológicas inclusive no tocante da importância da Educação Infantil e na formação dos futuros cidadãos “pró- Estado” e progresso.

O período entre as décadas de 1960-1980 é conhecido como de grandes agitações sociais desde o início da República no Brasil. Dentre essas, o processo de ampliação da Escola de Educação Infantil e visão sobre a infância. É importante que se analise a relação entre as políticas educacionais e a formação do pensamento coletivo de credibilidade e ideia de progresso e disciplina. Para Foucault, disciplina são os métodos que permitem controle minucioso das operações do corpo, que realizam a sujeição constante das forças e lhes impõem uma relação de docilidade-utilidade. A disciplina aumenta ou diminui as forças do corpo de acordo com as intencionalidades de quem a rege. Foucault mostra uma percepção em relação à organização do espaço escolar semelhante ao de uma prisão.

Segundo ele, o sucesso desse controle disciplinar se deve ao uso de: olhar hierárquico, que se trata de uma relação de poder; sanção normatizadora, que utiliza o castigo para ordenação dos indivíduos e exame, por meio do qual são diferenciados e sancionados.

Tal definição deixa muito mais instigante pensar nessa relação com as crianças numa escola contextualizada no período da ditadura militar. Pensar em conceitos como disciplina, ordem, trabalho como condição para dignidade, progresso, e currículos com valorização às datas cívicas, heróis nacionais, obediência nas “inocentes” brincadeiras como formação de filas, “siga o mestre”, “ marcha soldado” ou “seu mestre mandou” em detrimento de formação de um pensamento livre, crítico e politicamente ativo.

Essa definição está claramente dentro da perspectiva positivista de Educação, perspectiva esta criada no século XIX e muito utilizada no militarismo e nas escolas do período, a fim de se estabelecer a “ordem” como algo imprescindível ao aprendizado. É importante que se perceba que essa definição pertence a um contexto específico: Ditadura e Guerra Fria.

Nesta perspectiva, qualquer manifestação de inquietação, questionamento, discordância, conversa ou desatenção por parte dos alunos é entendida como indisciplina, já que se busca  “obter a tranquilidade, o silêncio, a docilidade, a passividade das crianças de tal forma que não haja nada nelas nem fora delas que as possa distrair dos exercícios passados pelo professor, nem fazer sombra à sua palavra.” (Wallon, 1975, p.379).

“(…) durante o regime autoritário não havia espaço para optar (…) a opção era obedecer ou desobedecer; não havia espaço para debate ou inovações (…) na ansiedade de romper com o autoritarismo, tentamos passar de um regime no qual todas as decisões são centralizadas em uma só pessoa ou pequeno grupo de pessoas para um regime no qual todas as decisões são tomadas a partir de consulta e/ ou debate de todos interessados.” (D’ Antola, 1989. p.49-50).

“ (…) os alunos são punidos. A função da punição não é de resolver o problema, mas apenas conseguir que o aluno indisciplinado não incomode mais (…) nestas reticências vamos encontrar todo tipo de  ameaças, desde repreensões, retiradas dos alunos da sala de aula, diminuição da nota de aproveitamento, realização de exercícios escolares como castigo, até mesmo a expulsão do aluno (…)”.                (DÁntola, 1989. p. 51).

A escola não é isolada da sociedade. Interfere e interage com os contextos sociais e econômicos muito enraizados não somente no que o Estado impõe, mas nas práticas diretas de formação, de divulgadores de políticas educacionais pró-Estado, como o caso da Revista Escola, de posturas e valores das crianças nas escolas, inclusive de Educação Infantil, com a capa de que o foco principal seria prepará-las para o ensino fundamental e talvez novamente com a ideia de séculos anteriores de conceber crianças como adultos em miniaturas.

Nessa perspectiva, talvez seja possível  analisar a construção de uma identidade social fruto da ditadura militar no Brasil com a intencionalidade de formação de cidadãos formatados ao modelo de Estado partindo das escolas. Essas não como canais de agentes transformadores da realidade mas como objeto de manutenção do status quo.

Dicas de leitura sobre a questão da disciplina na escola:

 

ABUD, Maria; ROMEU, Sonia. A problemática da disciplina na escola : relato de experiência. In: D’ANTOLA,Arlette (Org.). Disciplina na escola. São Paulo : E.P.U., 1989.

D’Antola, Arlete. Disciplina democrática na escola. In: Disciplina na escola: autoridade versus autoritarismo. São Paulo: EPU, 1989.

­­­__________ (Org.). Disciplina na escola. São Paulo : E.P.U., 1989a.

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1974.

__________. Educação e mudança. São Paulo : Paz e Terra, 1991.

FOUCALT, Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979.

__________. Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, 1977.

PESAVENTO, Sandra Jatahy. História e História cultural. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.

VASCONCELLOS, Celso. Disciplina: construção da disciplina consciente e interativa em sala de aula e na escola. 4. ed. São Paulo : Libertad, 1995.

VYGOTSKY, L. S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1986.

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Um pouco da História da Educação Infantil no Brasil a partir da segunda metade do século XX

Entenda através da história porque a educação é importante!

Após o gradativo processo de industrialização e modernização de maquinário brasileiro alcançado nas décadas de 1950-1960, o Brasil começou a passar por uma estagnação econômica devido à inflação e as dívidas conquistadas pelo governo. As mulheres passaram a fazer parte do mercado de trabalho com mais força, conquistando cada vez mais espaço devido à necessidade de se complementar a renda familiar.

Com essa nova perspectiva, as crianças pequenas não tinham com quem ficar, surgiram então as “mães mercenárias”, que cuidavam de várias crianças juntas, para suas mães trabalharem fora.

Foi nesse contexto que surgiram as primeiras creches e pré-escolas. No começo elas eram filantrópicas ou mantidas pelos próprios usuários e, somente mais tarde, elas se tornaram públicas.

A partir de 1970, a entrada de mulheres no mercado de trabalho aumentou consideravelmente, o que resultou num crescimento significativo de creches e pré-escolas. Uma nova ênfase começou a ser dada ao trabalho nestas instituições.

Buscou-se uma compensação não só das carências orgânicas, como também uma carência de ordem cultural. O pressuposto nesta visão compensatória da educação era de que o atendimento pré-escolar poderia remediar as carências das crianças mais pobres. Tal carência era decorrência de toda a política educacional do país pré década de 1970 que excluía grande parte da sociedade na educação.

As propostas de trabalho foram direcionadas para as crianças de baixa renda, estimulando-as precocemente e preparando-as para a alfabetização, como forma de superar as condições sociais em que viviam.

Com o aumento da demanda por pré-escolas, a educação infantil passou por um processo de municipalização. O caráter da educação agora não era mais assistencialista ou compensatório, mas a pré-escola tinha uma função educativa.

Muitos educadores da época discutiram o papel das creches e pré-escolas e elaboraram novas programações pedagógicas visando o desenvolvimento cognitivo e lingüístico.

Em 1988, com a promulgação da Constituição Federal em vigência, a educação foi reconhecida como um direito de todas as crianças e um dever do Estado. Houve uma expansão do número de escolas e uma melhoria na formação dos profissionais.

Aos poucos o desenvolvimento educacional da criança na primeira infância passou a ser considerado essencial para o bom desenvolvimento do ser humano.

Através de estudos descobriu-se que é nos primeiros anos de vida que a criança grava mais profundamente as situações, acontecimentos  e isso irá interferir no modo de ser, na personalidade e na formação como adulto e como cidadão.

A partir do início dos anos 2000 a concepção de Educação Infantil foi sistematizada por meio de documentação federal enfatizando que a criança não é um “vir a ser”, é um sujeito agora, sujeito com direitos, inclusive direito a ter um espaço pensado para a idade dela e suas especificidades que vão além do cuidar. Atrela a socialização e a aprendizagem, a partir da interação com o meio, novas vivências, conhecimento de mundo e sobre o que a cultura já sistematizou sobre ele.

Conhecer um pouco da História da Educação Infantil ajuda a refletir sobre a grandiosidade da sua importância e necessidade de defendê-la como direito de todos, parte integrante da Educação, com estrutura adequada e repertório para que os sujeitos possam intervir na realidade.

Dicas para refletir um pouco mais sobre o assunto:

BONDIOL,. Anna (org). O tempo no cotidiano infantil: perspectivas de pesquisa e estudo de casos. São Paulo: Cortez, 2004.

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1974.

Educação Infantil – Concepções de Criança, Creche e Pré-Escola, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=RKpu_7qcK1s

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O Ministério da Educação a serviço de quem?

Lembram daquele personagem que tinha o jargão “nos míiinimos detalhes”?

Vamos usá-lo agora para explicar como esse governo, na figura do Ministro da Educação, tem agido em interesses próprios defendendo menor regulação do Ministério da Educação no Ensino Superior Privado.

No 13º Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular o ministro Milton Ribeiro disse que gostaria de uma Secretaria de Desregulamentação dentro do MEC, pois são muitas avaliações e instâncias.

Oras, será que o Ministro sabe que o Pasta que ele está à frente é responsável por toda a política de Educação do país? Sabe que no MEC existe um sistema de avaliação, autorização, qualidade e supervisão de cursos superiores? Por que a chefia do órgão que regula estaria interessado na desregulamentação de um nicho específico? Explico:

O Ministro Ribeiro é pastor presbiteriano. Uma instituição paranaense denunciada por fraude ao MEC também (Unifil).

Preocupado com a situação em particular, o ministro recebeu os controladores da instituição, viajou duas vezes até a cidade de Londrina durante o processo, protelou o envio das informações para a Polícia Federal e pediu para que o Secretário de Regulação fosse até lá pessoalmente numa visita de supervisão. Mais tarde, por acaso o Secretário que fez a visita passou a ser o responsável pelo ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). A instituição foi absolvida.

Atualmente 76% dos estudantes do ensino superior estão em instituições privadas. Esse tipo de postura exemplificado aqui é corriqueiro de políticos que ao invés de trabalhar a serviço do povo utilizam a máquina pública em interesses próprios e dos “seus”. Também fica claro o porquê são tão favoráveis a cargos de indicação e contra cargos de carreira.

A Educação sofre constantes ataques de grupos privatistas que estão em muitos momentos ligados internamente no Ministério da Educação.

De vez em quando fingem que defendem a importância da Educação para o país, mas na prática, o que vemos são tentativas de desqualificar, sucatear, fragilizar e desviar verba carimbada para outras finalidades. Enxergam a Educação como um serviço a ser prestado, aliás, se o que precisa ser feito para que esse “serviço” seja realizado da forma mais desqualificada possível que o ministro faz o papel de defender essa “desregulamentação”. Vergonhoso para qualquer currículo de alguém que possa sonhar em ser considerado como sério! Revoltante para qualquer país e infelizmente rotina para os dias atuais do Brasil…

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Dica de legislação: Instrução Normativa nº 16 de 27 de maio de 2021

Dica de legislação: Instrução Normativa nº 16 de 27 de maio de 2021

Essa é uma importante legislação, daquelas para o pessoal do administrativo e gestão terem impressas e na “ponta da língua”.

Trata das normas gerais do Regime escolar dos estudantes da Educação Infantil, do Fundamental e Médio da EJA e da Educação Profissional da Rede Municipal de Ensino.

Dentre outras coisas estabelece:

– A continuidade entre o Infantil I e II

– A continuidade entre os anos do ciclo de Alfabetização considerando para fim de promoção frequência, idade e o desempenho ao final do ciclo.

– A continuidade entre os anos do ciclo Interdisciplinar considerando para fim de promoção frequência, idade e o desempenho ao final do ciclo.

– Frequência, idade e desempenho para cada ano do ciclo;

– EJA dividida entre Alfabetização, Básica, Complementar e Final, com dois semestres de duração cada uma.

A Instrução também trata do direito à matrícula de todos os estudantes de 4 a 17 anos, de transferência, classificação, reclassificação, frequência, estudantes estrangeiros e migrantes, equivalência de estudos, documentação de vida escolar, laudas de concluintes e terminalidade específica.

Na rotina do dia a dia essas são questões utilizadas com muita frequência nas escolas, não deixe de estudar ponto a ponto com calma!

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Dica de legislação: Instrução Normativa nº 17 de 27 de maio de 2021

Dica de legislação: Instrução Normativa nº 17 de 27 de maio de 2021

Entenda os problemas na aquisição de notebooks pela gestão municipal

Após 1 ano e 2 meses do Decreto de situação de emergência devido à pandemia de Covid-19 em que profissionais de Educação têm atuado com equipamentos tecnológicos e internet própria, tal Normativa fala sobre o empréstimo de um notebook aos professores em efetivo exercício nas Unidades por meio de comodato. O modelo do computador é Positivo, processador I3 e armazenamento de 256 GB.

Sem entrar nas características técnicas dos aparelhos comprados é possível fazer algumas observações sobre essa Instrução:

– Readaptados ficarem de fora é absurdo, pois em tempos de pandemia, muitos desses trabalhadores têm atuado de forma remota;

– Mais uma vez o quadro de apoio fica esquecido. Tendo por uma das características da função o trabalho administrativo que consiste basicamente em precisar acessas sistemas como EOL, SED, SIGPEC e SGP, pelo menos os trabalhadores em teletrabalho deveriam ter ofertados os equipamentos, afinal fazem parte do quadro do quadro dos profissionais da Educação.

A exemplo dos tablets entregues aos estudantes, os notebooks farão parte do inventário de bens da escola e deverão ser incorporados. No caso de furto ou extravio o professor deverá fazer boletim de ocorrência com as especificações do aparelho; A escola dará início ao processo de apuração preliminar e notificar as empresas terceirizadas de segurança e limpeza. Em caso de defeito a escola deverá fazer os encaminhamentos junto à COTIC.

Sabendo da pouca estrutura da parte de Informática de SME e DRE é assustador ver quanta responsabilidade vai chegando a mais nas escolas com bens que não fiarão sob sua guarda e fazendo mediação e processos em tantas possíveis ocorrências técnicas e de segurança que podem acontecer com tais equipamentos. Será mesmo que o ideal não seria possibilitar a compra desses equipamentos pelos educadores? Quanto tempo será que esse material demorará para se tornar obsoleto? Em caso de negativa por muitos professores em não aceitarem o comodato o que será feito com tantos equipamentos parados nas escolas/ DREs?

Parece que o bom uso do dinheiro público não é o forte dessa gestão tucana. As empresas que venderam os equipamentos devem estar com o sorriso de “orelha a orelha”…

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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Dica de legislação: A obrigatoriedade do pagamento do CREF

Dica de legislação: A obrigatoriedade do pagamento do CREF

Por meio do Comunicado nº 374, publicado no Diário Oficial da Cidade no dia 5 de março deste ano, o Secretário Fernando Padula, intimou professores de Educação Física a comprovar a inscrição no sistema Confef/Crefs. O prazo acaba agora, no próximo dia 5 de junho.

Trata-se de decisão judicial, uma ação que envolveu o CREF4/SP e a PMSP, com causa ganha ao CREF4/SP. Assim, a PMSP tem que cumprir a decisão e fazer cumprí-la, ou seja, exigir de todos os seus Profissionais de Educação Física, independente da forma do vínculo e da data do ingresso, o registro profissional no Sistema CONFEF/CREFs.

Para o CREF4/SP implica, em caso de fiscalização, se ele estiver atuando sem registro no CREF4/SP será autuado por exercício ilegal da profissão, podendo ser denunciado ao MPSP.

Na parte funcional implica no artigo 178, XI, da Lei nº 8989/79, sujeito a sanção disciplinar.

As penas disciplinares, segundo o artigo 184 da Lei nº 8.989/1979:

I – repreensão;

II – suspensão;

III – demissão;

IV – demissão a bem dos serviço público;

V – cassação de aposentadoria ou da indisponibilidade.

a) os referidos professores de ensino fundamental II e médio – Educação Física deverão apresentar o registro ou requerimento de registro no sistema Confef/Crefs ao diretor de escola da respectiva unidade escolar;

b) caberá ao diretor de escola proceder ao cadastramento do registro no sistema Escola On-Line/EOL, conforme segue:

c) ao final do prazo fixado neste comunicado, para apresentação do registro no Cref e cadastramento no EOL, a Secretaria Municipal de Educação encaminhará a JUD, a relação nominal dos professores que não apresentaram o documento comprobatório do registro.

O mandato do vereador Toninho Vespoli tem projeto de lei tramitando sobre essa matéria desde o ano de 2015, pois profissional da Educação está habilitado e legitimado a partir de concurso público e a formação da legislação é a licenciatura plena, o que já foi comprovado por todos e não era exigência nos editais dos concursos prestados.

O projeto foi aprovado nas comissões da Câmara Municipal e passando pelas duas votações, pronto agora para o prefeito sancionar.

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Toninho Vespoli na defesa dos professores de educação física

Saiba como Toninho Vespoli está lutando pelos professores de educação física!

Em todo o país tem sido discutida a cobrança de profissionais de Educação Física por por parte de conselhos reguladores da área.

Consta que a Educação Física escolar tem objetivos e fundamentos diferentes de um treinador de atletas de alto rendimento ou de musculação, por exemplo.

A Educação Física escolar, como todas as outras disciplinas, é regida pela Constituição Federal, pela Lei de Diretrizes e Bases e demais norteadores. A exigência portanto é a formação em licenciatura plena.

A cobrança por parte de conselhos regionais apenas para esses profissionais acarreta em diferença entre os profissionais que têm a mesma função e formação.

Quem deve regular a atuação profissional portanto de uma disciplina escolar é a Educação ou um órgão externo? Alguém com a formação exigida e concursado pode ser considerado como exercendo exercício ilegal da própria profissão?

É isso que o PL 371/2015 visa corrigir!

É preciso que profissionais que exercem somente a parte da licenciatura sejam tratados como seus pares educadores e tratamento e exigências de ingresso e permanência igualitários.

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AUGE DE MORTES POR COVID 19 E Doria/COVAS QUEREM ESCOLAS ABERTAS. QUEM ESTÁ POR TRÁS DISSO?

AUGE DE MORTES POR COVID 19 E Doria/COVAS QUEREM ESCOLAS ABERTAS. QUEM ESTÁ POR TRÁS DISSO?

Entenda as verdadeiras razões para doria querer continuar com o retorno às aulas presenciais em São Paulo

O governador João Doria e o Prefeito Bruno Covas/ PSDB insistem no retorno irresponsável das aulas presenciais na rede pública, mesmo no momento em que o índice de contaminação aumenta batendo recordes de mortes diárias no Estado e no Brasil, em média 4.000 óbitos por dia no mês de abril de 2021. Portanto, segue a política genocida do Governo Bolsonaro.

Mas porque continuam forçando o retorno dos trabalhadores em educação, alunos em pleno auge da sindemia¹ de Covid-19 quando vários cientistas dizem que não é momento de abrir escolas?

Sabemos o por quê. O governo Bolsadoria e Covas defende os interesses da burguesia financeira, principalmente dos grandes empresários da educação e instituições que querem abocanhar a educação pública com objetivo de privatização e terceirização das atividades que envolvem a Educação. Instituições como “TODOS PELA EDUCAÇÃO” E “INSTITUTO AYRTON SENNA”, há muito tempo tentam entrar na educação pública para poderem inserir seus métodos de ensino e contratação de profissionais da educação.

Com efeito, é notório uma situação paradoxal na rede municipal e estadual, pois, por um lado as secretarias de educação em referência rechaçam a possibilidade de manutenção de ensino remoto. De acordo com estudiosos da área de saúde, trata-se de medida útil e vantajosa com vistas à suprimir índices elevadíssimos de pessoas infectadas no momento atual. Por outro lado, a ação de abertura das escolas conduz à investimento em maior escala de dinheiro público, logo, estamos presenciando escolas abertas com baixíssima frequência de estudantes, ocasionando um desperdício de verbas públicas. Vale ressaltar que em período de distopia a sociedade convive com o medo, pensar na proteção dos trabalhadores em educação é, sobretudo, um ato pedagógico.

E munidos de relatórios nitidamente distorcidos e pouco confiáveis sobre a contaminação de alunos e trabalhadores nas escolas, pressionam os governos a abrirem para poderem lucrar em duas frentes: a terceirização de mão-de-obra, que será cada vez mais frequente, e o fornecimento de todo tipo de recurso didático digital para a realização do famigerado ensino híbrido, que com certeza fará muitas dessas “ONGS”, aumentarem suas receitas.

Mas a máscara está caindo. Na última semana, pesquisadores e professores da Rede Escola Pública e Universidade – REPU, publicaram uma nota técnica contrapondo o relatório apresentado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento que afirma que não há aumento substancial de contaminações devido a abertura das escolas.

A nota técnica apresentada pela REPU questiona esse relatório afirmando que ele foi baseado em dados disponibilizados pelo Estado de São Paulo e que leva em consideração alunos que se quer foram para as escolas durante a o período da sindemia. Ou seja, para a REPU esses dados defendidos pelas ONGS citadas e também pelo “Movimento Escolas Abertas” (uma organização que representa as escolas da elite paulista), não representam a realidade. E para contrapor esse relatório, a REPU apresentou um estudo com 299 escolas mostrando que a incidência de contaminação entre os professores é o triplo da população entre 25 e 59 anos (excluiu-se os professores acima de 60 por terem ficado em trabalho remoto), sendo um absurdo imenso forçar a abertura das escolas.

Os dois únicos motivos que explicam este interesse de Covas e Doria em abrir escolas no pico de casos e mortes, é a pressão do mercado, que quer que os pais dos alunos tenham onde deixar seus filhos para produzir para seus patrões, mesmo que isso custe suas vidas e a vida de seus filhos. E também a pressão dessas ONGS que querem lucrar em duas frentes com a consolidação do ensino híbrido.

MOVIMENTO CARAVANA DA EDUCAÇÃO

 Nota de rodapé

A sindemia é a caracterização de interações biológicas, sociais e econômicas entre a população. Essas interações aumentam a suscetibilidade de uma pessoa prejudicar ou piorar seu estado de saúde, o que faz com que essa interação não seja apenas a comorbidade em si. 

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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