Caravana Da Educação

O que você precisa saber sobre a antecipação do recesso escolar

O que você precisa saber sobre a antecipação do recesso escolar

9 Perguntas e Respostas Sobre a Antecipação do Recesso Escolar

1) Quem está trabalhando presencialmente pode usar a liminar para não trabalhar presencialmente segunda e terça?

  • Liminar não é uma decisão definitiva, cabe recurso dessa decisão. Não pode ser usada nesta segunda e terça-feira, pois o Município/Estado precisa ser intimado, só assim uma liminar pode ser cumprida.

2) É preciso quebrar a greve? A SME pode iniciar um processo de faltas com 30 dias de greve?

  • A greve é direito constitucional dos trabalhadores. Exceto poucas categorias, como militares, todos possuem esse direito. Se uma greve não está caracterizada como ilegal, não há processo de faltas.

3) Como está o processo movido por seis entidades sindicais que proibia a convocação de profissionais filiados durante a fase vermelha?

  • A Fazenda Estadual recorreu dessa sentença, e requereu o não cumprimento da sentença até o final do processo. Portanto, as escolas continuam abertas.

4)  Mesmo se uma escola não aderir à greve, um servidor pode aderir individualmente?

  • Sim. A decretação de greve feita pelos sindicatos pode ser atendida por qualquer servidor da categoria, independente da adesão da sua escola ou repartição.

5) Como será feita a negociação dos dias parados?

  • Após a greve as entidades sindicais negociam com o governo. Em geral é feito o pagamento dos dias parados mediante o compromisso da categoria com a comunidade escolar em fazer a reposição dos dias.

6) Como ficam as escolas particulares?

  • De acordo com a Instrução Normativa n° 7, unidades privadas deverão seguir a determinação de suspensão de atividades presenciais e organizar atividades online, podendo, a seu critério, reorganizar o calendário escolar.

7) É possível manter declarada greve durante o recesso?

  • Em tese não há greve no recesso (aos professores), mas não é preciso acabar com a greve. O movimento provavelmente se estenderá após esse período. Se a lei não fala que não pode fazer, então pode. O importante é sempre seguir as deliberações das entidades sindicais.

8) O que foi decidido pelos sindicatos na sexta (12/03)?

  • Manutenção da greve, dentre outras coisas, pela vida, por trabalho remoto para os gestores educacionais, quadro de apoio e analistas dos CEUs, durante e após o recesso.

9) Como fica a situação das escolas das redes parceira e indireta?

  • Recesso de 17 de março até 1º de abril, mantendo a equipe gestora em teletrabalho, podendo ser convocada para atividade presencial, se necessário.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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Existe uma greve de educadores e você não sabe

Por Diego Benjamim Neves  e Gabriel Meneses Barros

Professores, gestores e funcionários do quadro de apoio das escolas municipais de São Paulo estão em greve pela vida. A medida é apoiada pelos cinco sindicatos da capital paulista.

Uma parte considerável dos educadores e educadoras da cidade de São Paulo está em greve desde o dia 10 de fevereiro do ano corrente. A medida foi a forma como a categoria se pôs a responder a nefasta decisão do governo municipal em retomar as aulas presenciais no momento em que a pandemia de coronavírus segue descontrolada e num crescente de contágios e mortes. Desde março de 2020 as aulas presenciais das escolas municipais foram suspensas.

Aos professores e estudantes foram estabelecidas as atividades remotas como forma de isolamento, diminuição do fluxo de pessoas pela cidade, e consequentemente, de prevenção a população. Como não houve a suspensão do ano letivo pelo executivo nacional, a alternativa da maioria dos municípios e estados foi  implantar essa espécie de educação à distância, ainda que isso tenha representado uma medida excludente e que favoreceu as empresas de tecnologia (nos grandes centros), pela forma aligeirada, sem licitação, com a qual os governos tentaram “sanar” o problema da educação. Ainda somos um país em que a maioria das pessoas vive excluída das relações sociais mediadas por tecnologias digitais. Essa é mais uma das inúmeras e profundas desigualdades que nutrimos ao longo da história, por isso é importante que se assinale que a pandemia não trouxe esses problemas, só os tornou ainda mais evidentes.

Desde 2020 as Secretarias Municipais de Educação e Saúde vêm estabelecendo protocolos para um provável retorno às aulas presenciais. Esse pretenso retorno foi marcado para o dia 15 de fevereiro de 2021. Sem que houvesse discussão com a categoria e sem que as reivindicações fossem atendidas, os responsáveis pela educação municipal outorgaram uma instrução normativa em diário oficial orientando o retorno de até 35% do efetivo de alunos por turno de cada escola, bem como o retorno dos professores que, por idade ou comorbidade, não compõem o grupo de risco para Covid-19.Numa falsa tentativa de diálogo, o até então secretário de educação, Bruno Caetano, se propôs a dialogar com os profissionais da educação, das várias Diretorias Regionais de Educação do município e o que se viu foi um show de horrores, com o ex-secretário sendo racista com os servidores, por exemplo. Em decorrência disso e do plano de “inovação para o velho” de Bruno Covas, Caetano foi substituído por Fernando Padula, aquele que em 2015 declarou guerra aos estudantes das escolas estaduais e que é acusado na máfia da merenda. .

Existe um número considerável de documentos normativos que são atualizados à medida que se tem novos dados sobre a doença e os impactos sociais, principalmente pela pressão que os gestores de colégios particulares estão exercendo. Contudo, nenhuma dessas medidas são capazes de resolver os problemas que as escolas e seus gestores vêm enfrentando. Como exemplo, perguntamos retoricamente: De uma hora para a outra, é possível adequar as janelas de todos os equipamentos públicos de educação da cidade de modo a garantir ventilação natural para evitar proliferação do vírus? É possível garantir um protocolo de limpeza e desinfecção sem que as escolas possuam equipes de limpeza em número suficiente? E num nível mais extremo: existe escola sem contato físico? Sem a manifestação de afetos? Sem atividades conjuntas? A informação que daremos a seguir é absurda, mas real: ao longo dos últimos anos a administração pública municipal vem reduzindo o número de funcionárias das empresas terceirizadas que fazem a limpeza e organização das escolas, de modo que há escolas com quase mil matrículas distribuídas em três turnos com apenas três funcionárias para limpar e desinfectar.

Isso é possível? Esse retorno é de fato seguro.A orientação para o retorno de 35% dos estudantes às aulas presenciais e as garantias pouco confiáveis de que os outros 65% tenham o ensino remoto, fez com que os cinco sindicatos municipais acordassem e deflagrassem a greve, apesar de todas as diferenças políticas e institucionais entre si. De acordo com tais sindicatos e o magistério municipal, não há condições para um retorno seguro às escolas. É contra a natureza do trabalho pedagógico estabelecer que bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos frequentem uma escola habitada pelo medo. Toda e qualquer superfície da escola, incluindo a pele humana, estão sob suspeita. Um simples cumprimento entre duas crianças amigas ou o contato com um livro da sala de leitura podem viabilizar a contaminação e morte.

Infelizmente ainda há aqueles e aquelas que, por negacionismo da ciência ou síndrome de heroísmo, acreditam  estar acima do vírus e mantêm um atendimento precário aos poucos estudantes que têm comparecido. Isso, porém, tem feito com que aqui e ali as contaminações forcem o fechamento das unidades.

Para evitar que as escolas sejam um antro de elevação da terrível marca de mais de 250 mil vidas ceifadas –  contribuindo com a necropolítica bolsonarista – , os sindicatos e profissionais da educação solicitam que o governo municipal volte imediatamente atrás em sua decisão descabida de retorno às aulas presenciais, que restabeleça o teletrabalho para os educadores e forneça condições para que todos os estudantes acessem os conteúdos. Essa última condição poderia ser atendida com as promessas do executivo com relação ao fornecimento de tablets e chips de internet. Contudo, pouquíssimos aparelhos foram entregues às escolas.  

Por isso, a categoria segue em greve, o que significa dizer que não estão prestando o atendimento presencial por prudência com relação à pandemia e não estão apresentando aulas remotas até que as reivindicações sejam atendidas. É muito claro para a categoria que a decisão pelo atendimento presencial não segue princípios científicos e essencialmente políticos, mas visa a manutenção de medidas clientelistas que interessam, sobretudo, à classe média, aos empresários das escolas particulares. Sem contar, que a medida é eleitoreira e de negligência com a vida da população, uma vez que o contágio entre os professores que retornaram às atividades presenciais já se observa, com um aumento significativo de profissionais aguardando resultados dos exames, alguns já internados e, em casos extremos, o falecimento. 

Muitas temáticas atravessam a problemática de a escola –  como braço do Estado nos diferentes territórios – permanecer fechada. Entre elas, para além dos conteúdos curriculares: a segurança alimentar, a segurança em relação à violência intrafamiliar etc. Entretanto, por mais nobres que essas causas sejam, não é a escola, sozinha, que faz seus enfrentamentos. É preciso política pública e convicção republicana para que o estado garanta bem-estar social. Nunca é demais lembrar que estamos atravessando um dos piores momentos da história nacional. De um lado temos a pandemia que marca esse século XXI e, de outro, temos a assunção de uma extrema direita que se esforça para esfarelar as garantias constitucionais. Ademais, com as escolas abertas, qual a possibilidade efetiva que os profissionais atendam essas demandas tendo alunos em regime de rodízio? 

O único instrumento que uma categoria com mais de 60 mil profissionais tem é a greve. É um número muito alto para não ser notado. É bem verdade que nem todos aderiram à greve sanitária, mas é verdade também que, cooptada e beneficiária da necropolítica instaurada, a grande mídia brasileira segue fechando os olhos para aqueles que mais uma vez têm se colocado do lado coerente da história.

Nossa defesa é por uma ampla greve e que pais, familiares, amigos e comunidade como um todo, entendam que o momento é extremamente delicado e que não é um intento dos professores ficarem em suas casas. Entretanto, é impossível o retorno sem condições para isso. Enquanto profissionais, estamos cientes que a escola é o espaço de acolhimento, de cuidado, de afeto, de conhecimento, porém com o atual cenário a escola se tornou lugar de medo, de contágio, e, tristemente, de morte. Por isso a defesa que pais não mandem seus filhos para as escolas e de que os professores que ainda não aderiram a greve entendam: ensinar a sobreviver é o melhor que se pode ensinar aos estudantes e sociedade nesse momento!

* Texto publicado inicialmente em IHUDD – Instituto Humanidade, Direitos e Democracia

Diego Benjamim Neves  e Gabriel Meneses Barros

Diego Benjamim Neves e Gabriel Meneses Barros

Ambos são servidores públicos da Educação.

E como fica a Educação no momento mais difícil da pandemia?

E como fica a Educação no momento mais difícil da pandemia?

Entenda o que está em risco com o retorno das aulas presenciais!

200, 500, 760, 1000, 1726, esse tem sido o recorde diário de mortes no Brasil sendo superado a cada dia pelo vírus Covid-19.

Em meio ao contexto de discussão de lockdown, falta de leitos na cidade de São Paulo e arredores, anúncio de que será o mês de março mais triste da nossa História, todas as escolas deveriam estar abertas e funcionando normalmente. Pelo menos esse é o pensamento dos governantes e secretários de Educação que tem sido pronunciado.

Absurdo né? Nem tanto! Afinal qual foi o momento em que a Educação e seus profissionais foram levados como prioridade? Quando o país reconhecido mundialmente pelo ECA garantiu de fato o direito à vida da juventude? Quando o governo do PSDB teve olhar para o povo pobre?

Após 1 ano da declaração de situação de emergência, não é difícil concluir que lockdown sem renda para o povo não acontece, que mortes não diminuem sem vacina, que escola sem estrutura e com aulas presenciais é apenas abatedouro.

Os profissionais da educação denunciam. Doria e Covas não fazem nada!

Os sindicatos têm denunciado o número de contágios explodindo entre profissionais da Educação e estudantes desde o reinício das aulas presenciais. O governo tem responsabilizado cada um deles individualmente por não terem tomado os devidos cuidados.

Educadores ano após ano fazem atos, manifestações e greve por melhores condições de trabalho. Mas também são eles que seguram as manifestações nacionais que são de outras pautas como defesa da democracia ou renda para todos. E fazem isso porque têm mais condições de fazê-lo que a maioria da população, não por superioridade intelectual, mas pelo direito constitucional à greve garantido.

Quando vemos propostas de tornar a Educação serviço essencial (não pode ser fechado) ou o fim do funcionalismo público, tem muito mais coisas por trás do que simplesmente pensar nos prédios como palco de assistência social.

100 reais de auxílio não e o bastante!

Na prática, vemos a Câmara Municipal da maior cidade do país aprovar um valor emergencial de apenas 100 reais para o povo mais pobre. Isso não é renda! Porque o governo cede às vontades do mercado financeiro em detrimento da vida? Porque o empenho da mídia em silenciar o movimento legítimo de greve? Por que os profissionais da Educação precisam estar em greve para defender a vida?

Tantas perguntas e tantas respostas que já estão implícitas a nós. Agora não dá tempo de fazer análise social, rever voto ou posicionamento político. É clamor pelo maior direito de todos. Não é possível esperar. Não é possível ignorar. Medidas deverão ser tomadas, aliás, já deveriam!

Dessa forma, a única coisa responsável que pode ser feita pelos governantes é brigar e vacinar seu povo, oferecer renda digna que permita a mínima subsistência, reverter tantos apoios fiscais oferecidos aos seus apoiadores empresários em benefício da população. Ao povo consciente, resta acolher os profissionais da Educação que continuam nas ruas lutando por todos. Essa pandemia vai deixar marcas eternas em cada um de nós, mas, vai passar!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves é diretora de escola na Rede Municipal de Educação, historiadora, pedagoga e ativista. Atualmente faz parte da caravana da educação do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Escolas fechadas, vacina e lockdown!

Escolas fechadas, vacina e lockdown!

Entenda o que seria necessário para São Paulo vencer a Covid!

Graças à incompetência dos nossos mandantes, a pandemia voltou a um novo pico! Se nada for feito os hospitais irão entrar em colapso. A gestão durante a pandemia tem sido uma comédia de erros: o Doria não fechou as ruas em um lockdown sério, o Covas não abriu os cofres para garantir renda para o povo, e o Bolsonaro nem se fala. Ficou brincando de gato e rato com o Doria, enquanto os corpos empilharam… talvez se tivessem escutado Toninho Vespoli, não estaríamos tão mal. As escolas permaneceriam fechadas até que o retorno fosse seguro, haveria uma renda emergencial decente para quem perdeu o emprego, hospitais de campanha eficientes teriam sido construídos, e quem vive da cultura teria algum auxílio, apenas para mencionar algumas medidas. O que precisamos, na verdade, é de Escolas fechadas, vacina e lockdown Mas infelizmente a direita preferiu uma rota genocida. 

Não foi por falta de aviso!

Não foi por falta de aviso. Ainda no começo da pandemia, Toninho Vespoli protocolou o projeto de lei 186/2020 que determinaria um lockdown mais rígido, além que garantir um auxílio emergencial capaz de garantir renda para quem mais precisa. Em um momento em que profissionais da saúde precisam de reforços, Toninho também ativou o Ministério Público para exigir que os profissionais aprovados em concurso fossem chamados para atender o público.

De distribuição de kits de EPIs, à luta pelo atendimento em hotéis à população em situação de rua, não faltaram ações de Toninho para combater a pandemia. Mas a direita de Doria e Bruno Covas não quiseram dar ouvidos. Em uma retórica suicida, supostamente em apoio à economia, não levaram a pandemia a sério. Na verdade usaram (e ainda usam) a tragédia como mero palanque para campanhas eleitorais. Foi assim na campanha pra prefeito de Bruno Covas, e está sendo assim, novamente, na campanha para presidente de Doria.

Quem planta Bruno colhe covas!

Apesar de às vezes fazerem discursos bonitos, tanto Doria quanto Bruno Covas fizeram questão de retomar as aulas presenciais, muito antes de ser seguro. Isso mesmo depois de saírem pesquisas mostrando grave risco de problemas neurológicos em crianças que pegaram Covid. Precisaríamos, em um combate sério à covid, de Escolas fechadas, vacina e lockdown!

Agora, após passarem as eleições de 2020 negando haver segunda onda da pandemia, Doria e Covas voltam a engrossar o discurso contra o vírus – mas apenas o discurso: o secretário de Saúde do estado de São Paulo, Jean  Gorinchteyn, já afirmou ser contrário ao lockdown. Talvez, pelo menos, a tragédia à luz clara seja o bastante para cancelarem a retomada das aulas presenciais. Mas as esperanças de uma gestão séria é pouca. São Paulo sofre o peso das urnas das últimas eleições: quem planta Bruno colhe covas.

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O fogo cruzado no debate da volta às aulas

O fogo cruzado no debate da volta às aulas

Entenda porque as crianças são quem mais perde com a Volta às Aulas antecipadas!

Tem ficado acirrada a disputa de narrativa sobre a volta às aulas presenciais e as condições para fazê-la. Num espectro macro fica parecendo que os profissionais da Educação não querem a volta enquanto instituições privadas e parte das famílias desejam esse retorno o quanto antes!

O ponto comum é que toda a sociedade reconhece que as aulas presenciais nas escolas não podem ser substituídas e movimentos com solicitação pelo “homescholling” ficam mais enfraquecidos. Vamos aos pontos principais desse debate:

  1. Contexto de pandemia e os prédios escolares: não é surpresa para ninguém os relatos de que os prédios estão sucateados nas escolas públicas de São Paulo (referência de maior cidade do país). Isso vem sendo denunciado há décadas pelas entidades sindicais e profissionais que atuam nas escolas. De repente, chega um vírus que exige como cuidado fundamental ter a ventilação e a redução do número de pessoas nos espaços. O que fazer com CEUs projetados com corredores sem nenhum tipo de ventilação? O que fazer com escolas que foram instaladas dentro de galpões? O que fazer com escolas antigas sem janelas? O que fazer com o padrão de vidraça e tela/grade “padronizado” nas escolas por questão de segurança e que impede a abertura dos vidros? É óbvio que os governos não tiveram condições de resolver esses problemas estruturais ignorados há décadas durante a suspensão das aulas presenciais em 2020. Novamente, fecham os olhos para esse aspecto e insistem num discurso de “normalidade”.
  2.  Os recursos humanos: Já que o governo não resolve a questão estrutural das Unidades, o investimento foi na parte de equipamentos – foi um tal de tótem, tapete sanitizante, álcool gel e verba para essa finalidade chegando nas escolas. Mas quem limpa as maçanetas, vidros, mesas, brinquedos e banheiros com a frequência adequada? A prefeitura não faz concursos para o cargo de Agente Escolar desde 2002 e as equipes terceirizadas de limpeza estão contando apenas com 3 trabalhadores por escola, número já denunciado amplamente e que não tinha condições de manter a limpeza das escolas mesmo antes da pandemia. O quadro de professores substitutos foi reduzido. O número de inspetores foi reduzido. O quadro de cozinheiras foi reduzido. As escolas perderam os vigias. Onde estão os recursos humanos para, dentro de suas funções, colaborar com a volta presencial segura? E a vacinação dos profissionais da Educação? Simplesmente não há discussão de solução sobre isso.
  3. Crianças são transmissoras ou não? Bater o martelo sobre essa questão tem sido difícil no mundo inteiro, uma vez que trata-se de um novo vírus e com variantes e novas cepas aparecendo em diversos países, afirmar qualquer coisa de forma taxativa parece ser um erro grave. O que pode ser afirmado até o momento é que o número de crianças aumenta quando o do restante da população também aumenta e que existem casos de aparecimento de síndromes raras em crianças contaminadas pelo coronavirus.

Quanto à Economia…

Considerados esses pontos de maior discordância entre os que defendem ou não a imediata volta com segurança para criança, profissionais e familiares é importante falar sobre o outro lado dessa questão: a Economia.

Existe uma confusão entre interpretar a Educação como um direito fundamental aos cidadãos e um meio de lucro para os donos de escolas. Movimentos de escolas particulares estão preocupados com o possível desemprego de profissionais da rede privada e perdas nos lucros dos donos dessas instituições. A preocupação é legítima tendo em vista que o desemprego tem crescido e muitas pequenas empresas não sobrevivem à crise econômica.

O que não há concordância é na estratégia de minimizar mortes que estão representando quantidades absurdas em comparação com a representatividade da população mundial. Há dias em que o número de mortos por Covid-19 no Brasil chega a atingir 20% das mortes no mundo! Outra estratégia seria pressionar os governos para que exista apoio fiscal nesse momento tão difícil e que isso ajude a impedir mais falências e demissões.

A culpa da crise não é dos professores que não estão seguros para voltar às aulas presenciais sem paramentos, apoio com recursos humanos ou estrutura predial. Colocar profissionais em espaços fechados com as crianças diante de todo esse contexto por conta de razões econômicas é correspondente anacronicamente a campo de concentração. Não dá para culpar quem não é responsável pela situação ou agravamento da crise.

Apontados os nós fundamentais desse debate e escancarando os problemas da escola pública talvez o caminho seja toda a sociedade brigar por estrutura para todos. Com isso, toda a população só tem a ganhar. Nossas crianças merecem, a vida merece, o futuro merece!

Vivian Alves

Vivian Alves

Diretora de escola na Rede Municipal de Educação, historiadora, pedagoga e ativista. Atualmente faz parte da Caravana da Educação do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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10 razões para apoiar a greve dos profissionais da educação.

Entenda porque você deve apoiar a greve dos profissionais da educação!

Apesar do apelo de mães, pais, profissionais da educação, e especialistas em saúde pública, Bruno Covas e Doria insistem em retomar as aulas presenciais, antes que seja seguro. Em resposta a tamanha irresponsabilidade a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e o SINPEEM (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) decretaram greve contra a retomada. Entenda aqui 10 razões para apoiar a greve dos profissionais da educação.

1) Não é seguro voltar!

O Brasil acabou de registrar a maior media móvel de mortes por covid desde o começo da pandemia! Estamos passando por uma segunda onda da covid, que parece ser pior do que a primeira

2) O trabalho continua!

Profissionais da educação não são preguiçosos! Em votação na APEOESP 81,8% da categoria concordou em continuar com as aulas remotas durante a pandemia. Ou seja, não se trata de não querer trabalhar, trata-se de não colocar vidas em risco à toa!

3) A greve possui apoio da ampla maioria da categoria.

91,7% da categoria da APEOESP decidiu pela greve. Se uma proposta encontra tanto apelo entre a categoria, nada mais justo que respeitá-la!

4) A retomada coloca todos em risco!

Em um momento como o que vivemos, a retomada das aulas seria ruim para toda a São Paulo. Os profissionais da educação correm risco de ser infectados. Assim como também as crianças. Isso é terrível, mas a tragédia vai além: as crianças e profissionais infectados podem infectar familiares próximos, assim amplificando a onda de infecções e dando prosseguimento à pandemia na cidade inteira.

5) Risco de danos cerebrais em crianças!

Segundo a OMS, as crianças parecem ser particularmente suscetíveis a sequelas cerebrais por conta da covid-19! A prefeitura diz que é sobre garantir o futuro da cidade, mas que tipo de futuro São Paulo terá se suas crianças estiverem com problemas cerebrais devido à Covid? Não podemos ser tão irresponsáveis!

6) O povo sabe que é errado!

Covas, Doria e até a própria mídia tem falado pouco sobre a segunda onda que vivemos. Mas mesmo com este silêncio, e de um presidente negacionista, pelo menos 58% dos brasileiros permanecem contrários à volta às aulas.

7) Dá para recuperar!

Aula é algo que a gente recupera. Vidas de quem a gente ama não! Não é hora de voltar!

8) Falta equipe de limpeza!

Essa é outra tragédia que Toninho Vespoli já vem denunciando faz tempo: o sucateamento da limpeza das escolas. Isso já vinha desde antes da pandemia de covid. Mas agora, em um momento em que a limpeza se tornou mais crítica do que nunca, como a prefeitura pretende garantir a desinfecção das escolas? Isso ela ainda não explicou!

9) Lentidão e falta de clareza no plano de vacinação!

Alguém sabe quando será vacinado? É irresponsável voltar com as aulas presenciais sem que as crianças e profissionais da educação estejam todos vacinados!

10) Covas e Doria sabem que é perigoso!

A decisão de voltar com aulas presenciais é negligente! Os líderes do executivo sabem muito bem dos perigos. Eles fazem um discurso de “ouvir os especialista”, mas em questões importantes como esta ignoram o que diz a ciência. Não podemos deixá-los se safarem dessa!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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10 razões para ser contra a reabertura das escolas!

Em mais uma medida desastrosa, Bruno Covas quer reabrir as escolas para aulas presenciais nesta segunda-feira (em plena pandemia!). Entenda aqui 10 razões para ser contra a reabertura das escolas!

1) Estamos passando por uma segunda onda da covid!

A começar pelo óbvio, a pandemia não acabou! Segundo dados da própria prefeitura, São Paulo está tendo a maior média de mortes por dia desde agosto de 2020! É irresponsável abrir as escolas em uma situação assim!

2) Lentidão e falta de clareza no plano de vacinação!

Alguém sabe quando será vacinado? É irresponsável voltar com as aulas presenciais sem que as crianças e profissionais da educação estejam todos vacinados!

3) Risco de danos cerebrais em crianças!

Segundo a OMS, as crianças parecem ser particularmente suscetíveis a sequelas cerebrais por conta da covid-19! A prefeitura diz que é sobre garantir o futuro da cidade, mas que tipo de futuro São Paulo terá se suas crianças estiverem com problemas cerebrais devido à Covid? Não podemos ser tão irresponsáveis!

4) Criança quer brincar!

O secretário da educação de São Paulo, Fernando Padula, é completamente sem noção! Ele acha que as crianças, quando verem umas às outras, vão resistir à vontade de dar um abraço no amiguinho… Não é realístico! E privar as crianças desse tipo de afeto, dizer para que não abrace ou brinque com o amiguinho, pode traumatizar o coitado. Se as aulas voltarem, as crianças ou vão se contaminar, ou vão ser traumatizadas!

5) Falta de infraestrutura

É curioso que antes da pandemia a prefeitura e o PSDB estavam querendo enfiar um monte de crianças em cada sala de aula. O fato é que não daria para garantir o retorno de todos os alunos, e respeitar as regras de distanciamento social dentro das escolas!

6) Falta equipe de limpeza!

Essa é outra tragédia que Toninho Vespoli já vem denunciando faz tempo: o sucateamento da limpeza das escolas. Isso já vinha desde antes da pandemia de covid. Mas agora, em um momento em que a limpeza se tornou mais crítica do que nunca, como a prefeitura pretende garantir a desinfecção das escolas? Isso ela ainda não explicou!

7) Falta de ventilação

A arquitetura em muitas das escolas é, infelizmente, opressora. Tem sala de aula que nem tem janela. Segundo a OMS, a carga viral e o quão abertos são os espaços é decisivo na chance da pessoa se infectar. Espaços fechados trazem muito mais riscos! Como a prefeitura vai garantir a ventilação das salas de aula?

8) A maioria da população é contra!

Apesar dos desgastes em decorrência da pandemia, 58% da população paulista ainda é contrária à retomada das aulas presenciais. Isso apesar de pouca clareza e divulgação, por parte da prefeitura, a respeito da gravidade da segunda onda da covid.

9) Os profissionais da educação são contrários!

O Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) e a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) até declararam greve contra a retomada das aulas presenciais. Os profissionais da educação percebem que os riscos não compensam.

10) São apenas mais alguns meses

Apesar da falta de clareza sobre as datas de vacinação, é provável que em junho ou julho a maioria dos profissionais da educação e alunos já estejam vacinados. Não faz sentido não aguardar para uma retomada no segundo semestre do ano!

Os “voluntários da pátria” atuando nas escolas

Os “voluntários da pátria” atuando nas escolas

Estão querendo matar as crianças! Não podemos deixar!

Está circulando nas redes um documento de plano de trabalho para a volta às aulas no formato POT (um programa de reinserção ao mercado de trabalho voltado às famílias de baixa renda).

Um ponto importante a ser ressaltado é o alto índice de desemprego que atinge muitas famílias por toda São Paulo. Uma das maiores cidades do mundo e que, segundo o IPEA, é a cidade mais desigual no acesso ao emprego entre vinte pesquisadas, os 10% mais ricos têm nove vezes mais chance alcançar uma vaga de emprego do que os 40% mais pobres. Pensar em políticas de reinserção ao mercado de trabalho é positivo.

Outro aspecto a ser considerado é a problemática da limpeza nas Unidades Escolares. Desde 2019 essa questão vem sendo muito denunciada, pois a partir de uma mudança de parâmetros, de repente, escolas que contavam com 11 funcionários nas equipes de limpeza passaram a contar com apenas 3. O mesmo se deu nos CEUs, que contavam com 64 funcionários e passaram a ter 18. Num contexto habitual já não era possível garantir a higienização necessária em todos os espaços, não pelas pessoas, mas por ser humanamente impossível!

A Secretaria de Educação reconheceu que os atuais parâmetros não são adequados até porque o município conta com escolas de Educação Infantil que exigem outra lógica e necessidade de higienização, porém, não fez nada a respeito até agora para reparar essa questão.

Eis que em meio à Pandemia de Covid-19 a prefeitura, ao invés de ampliar o quadro de recursos humanos, quer implementar através do POT que mães passem a fazer o trabalho que deveria ser realizado pelas equipes de limpeza e quadro de apoio como por exemplo limpar equipamentos de uso coletivo e espaços de uso comum e auxiliar e monitorar os alunos.

Oras, se as equipes de limpeza estão comprovadamente com um número menor que o necessário, por que não contratar essas pessoas para atuarem nas equipes, fortalecendo o quadro, com um salário maior, com direito a EPI e benefícios trabalhistas? Se o quadro de apoio está defasado, porque não aumentam o módulo e chamam os concursados?

O jeito PSDB de governar lembra muito as políticas dos “voluntários da pátria” na época da greve contra o Paraguai: Não oferecer nem o básico e colocar os mais vulneráveis como linha de frente para enfrentar essa pandemia é o mesmo que mandar soldados descalços, sem uniformes ou preparo para lidar com armas numa guerra.

Admitir e defender esse tipo de relação de trabalho para tapar deficiências que a Educação precisa resolver é normalizar a super exploração de pessoas que vão realizar tarefas que são função de outras equipes, porém de forma mais precarizada do ponto de vista trabalhista. É uma “quarteirização” dos serviços e nesse aspecto somos contrários.

Outro aspecto é a carga horária: 5.000 pessoas distribuídas pelas Unidades Educacionais não dão conta de suprir os turnos de funcionamento numa jornada de 24h semanais. É mais uma vez agir sem seriedade e responsabilidade. Pontos básicos da administração pública.

Não é hora de brincar de ser gestor. A precarização não pode ser a única forma de enxergar o atendimento nas escolas da cidade mais rica do país. Não dá pra voltar para atender necessidades de governo por baixa popularidade. Não dá para enxergar os mais vulneráveis como sub humanos.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves é diretora de escola na Rede Municipal de Educação, historiadora, pedagoga e ativista. Atualmente faz parte da caravana da educação do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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