Comunicação

Entenda como você pode suspender o pagamento do FIES

Está sem grana e não consegue pagar as mensalidades do FIES? Você sabia que pode requerer a suspensão do pagamento de até quatro parcelas? 

Poderão ser suspensas duas parcelas dos contratos em fase de utilização ou carência e quatro para aqueles em amortização. A medida só é válida para os estudantes que em situação de adimplência com seus contratos, até dia 20 de março, data em que foi decretado o estado de calamidade pública no País.

Tire suas dúvidas!

Mas vão ser cobrados juros?

Não serão cobrados juros de mora ou multa por atraso de pagamento sobre as parcelas suspensas.

Como e onde posso fazer isso ? 

Se o seu  empréstimo foi feito no o Banco do  Brasil basta pedir a suspensão pelo aplicativo BB. Para isso, basta que o financiado acesse sua conta, efetuando login, clique em ‘Menu’, em seguida em ‘Solução de Dívidas’ e selecione ‘Suspensão FIES’.

Já se foi feito na Caixa Econômica você deve entrar na página eletrônica SIFES-Web (http://sifesweb.caixa.gov.br), fazer login e acessar a opção ‘Contrato FIES’, ‘Contrato’ e em seguida  selecionar ‘Pausar Contrato’, aceitar o termo de compromisso e clicar em ‘Solicitar Pausa’.

Preciso ir na agencia assinar contrato ? 

Não, a solicitação de suspensão será efetivada de forma simples, sem assinatura de termo aditivo e sem necessidade da presença de fiador. 

Até que dia posso solicitar a suspensão? 

O prazo de adesão aos interessados em realizar a suspensão das parcelas é  31 de dezembro de 2020.

Depois que requerer a suspensão, o banco poderá negativar meu nome? 

Não, o estudante que pedir o benefício de suspensão do pagamento do Fies não poderá ser inscrito em cadastro de inadimplente e não será considerado descumpridor de quaisquer obrigações junto ao Fundo.

É IMPORTANTE SABER QUE : 

As parcelas trimestrais ou de amortização suspensas serão incorporadas ao saldo devedor do contrato do estudante financiado, nos termos e condições contratados. 

O pagamento das parcelas trimestrais deverá ser retomado a partir do mês seguinte ao término da suspensão, mantido o cronograma de vencimento das demais parcelas. 

A amortização também precisa voltar a ser feita a partir do mês seguinte ao fim do prazo de suspensão, sendo que o vencimento final do contrato do estudante será acrescido pelo mesmo período.

ENTENDA MELHOR

Utilização: período de duração do curso, no qual o estudante paga a cada três meses até R$ 150, valor referente a juros incidentes sobre o financiamento;

Carência: os 18 meses seguintes à conclusão do curso, no qual também há pagamentos de até R$ 150 a cada três meses, valor referente a juros (somente em contratos firmados até 2017);

Amortização: encerrada a fase de carência, o saldo devedor do estudante é parcelado em até três vezes o período financiado da duração regular do curso.

E pra quem está com o pagamento atrasado há mais tempo ? 

Infelizmente nesse caso, a suspensão não se aplica, mas você pode requerer inclusão no Programa Especial de Regularização do Fies (sistema de refinanciamento), criado pela mesma lei. 

O estudante beneficiário que tenha débitos vencidos e não pagos até o dia 10/07/2020 poderá pagá-lo mediante a adesão ao Programa Especial de Regularização do Fies:

Pagamento em parcela única realizada até 31 de dezembro de 2020, com redução de 100% (cem por cento) dos encargos moratórios;

Pagamento em 4 parcelas semestrais até 31 de dezembro de 2022, ou 24 (vinte e quatro) parcelas mensais, com redução de 60% (sessenta por cento) dos encargos moratórios, com vencimento a partir de 31 de março de 2021;

Pagamento em até 145 parcelas mensais e sucessivas, vencíveis a partir de janeiro de 2021, com redução de 40% (quarenta por cento) dos encargos moratórios;

Ou pagamento em até 175 (cento e setenta e cinco) parcelas mensais e sucessivas, vencíveis a partir de janeiro de 2021, com redução de 25% (vinte e cinco por cento) dos encargos moratórios.

Para requerer o refinanciamento você deve comparecer a sua agência bancária. 

Fontes: 

http://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-n-38-de-22-de-maio-de-2020-258261813

http://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-14.024-de-9-de-julho-de-2020-266124102

http://www.fnde.gov.br/index.php/acesso-a-informacao/institucional/area-de-imprensa/noticias/item/13732-cerca-de-960-mil-estudantes-podem-pedir-suspens%C3%A3o-de-pagamentos-do-fies

https://www.gov.br/pt-br/noticias/educacao-e-pesquisa/2020/07/fies-estudantes-podem-solicitar-suspensao-do-pagamento-de-parcelas

 

Ingrid Silva

Ingrid Silva

Advogada

Covas quer passar a boiada na educação

Ainda não teve acesso ao PL 452/2020 que o governo quer aprovar ainda essa semana e que está fazendo propaganda na TV? Esmiuçamos passo a passo para você! Faça a leitura do documento apresentado pelo GOVERNO comentado pelo mandato do vereador Toninho Vespoli

Atenção ao rito de votação na Câmara

Vamos lá, para começar vamos falar um pouco do rito. Normalmente um projeto de lei é apresentado à Câmara, é designado um relator para o projeto e ele precisa passar por comissões formadas pelos vereadores apreciarem o conteúdo e fazerem consultas a órgãos externos, quando necessário.

A primeira comissão é a CCJ (Comissão de Constitucionalidade e Justiça e Legislação Participativa) é nela que se apura se o projeto enviado pode continuar tramitando ou se fere a legislação e a Constituição. A partir daí o projeto caminha por outras comissões, como por exemplo, Comissão de Administração, Comissão de Educação Cultura e Esportes e Comissão de Finanças, cada uma analisando seu objeto específico. Dependendo do assunto, ainda é necessária a realização de duas audiências públicas para possíveis ajustes.

Após esse trâmite o projeto de lei está pronto para ser apresentado em plenário e votado em primeira e segunda votação e por fim, sancionado pelo prefeito. O projeto em questão está sendo apresentado pelo próprio prefeito da cidade, e ao que parece estão contando que o caminho do rito apresentado seja encurtado. Protocolaram o projeto de lei na última quinta-feira à noite, sem o debate com as entidades sindicais, categoria ou vereadores.

Haverá um golpe na tramitação

Uma manobra que pode ser apresentada é colocar o projeto como “pé de pauta” na CCJ, se aprovado, no mesmo dia, em plenário, se convocar um congresso de comissões (representantes de todas as comissões discutem na hora) já aprovarem e em seguida aprovarem em primeira votação. Pior ainda, existe o precedente na própria Câmara de simplesmente nem passar pela CCJ e já convocar direto o Congresso de Comissões e aprovar o projeto de lei como um rolo compressor.

Não caia no conto dos Brunos e da mídia

Ao contrário da categoria, parlamentares e entidades sindicais, o governo possui uma relação bem próxima com a imprensa, que tem noticiado tal projeto quando a maioria da população nem sabe do que se trata. Pois bem, vamos ao PL e cada ponto que entendemos ser um risco e ataque à Educação Municipal:

a) Art. 1º Educação e Saúde são direitos constitucionais não Programa.

b) Art. 3º somos contrários ao ponto da indicação da SME ao SPintegral. Atualmente a opção é feita pela Unidade escolar e seus colegiados. Colocar essa opção para a Secretaria fere a autonomia e a gestão democrática. Quem conhece a rede sabe todas as fragilidades que as escolas que já são em tempo integral enfrentam com a falta de recursos humanos e financeiros suficientes, além da falta de espaço físico adequado, uma vez que ano após ano as escolas perdem espaços pedagógicos em nome do atendimento à demanda. Quantas escolas estão sendo construídas e quantas estão minimamente tendo as quadras cobertas para receber melhor seus estudantes?

c) Art. 6º Voucher para as EMEIs. Menos de um ano após criarem os vouchers para os CEIs, a privatização chega com o pé na porta das EMEIs! não diz que é somente para o ano de 2020. Como garantir o currículo da cidade? E a alimentação? E as excursões? Festas pagas? É obvia a preocupação em resolver problemas das escolas particulares.

d) Art. 7º dá abertura para as escolas particulares. Explicamos como: dizem no projeto que se não encontrarem escolas sem fins lucrativos para receber até 5% da demanda municipal das EMEIs podem fazer a escolha de entidades que não atendam a esse critério. É o dinheiro público indo descaradamente para outros caminhos. Depois de aprovada a lei, esse percentual pode ser alterado tranquilamente (obviamente para aumentar a privatização).

e) Art. 10º ao ter a vaga cancelada nas vagas derivadas do voucher, para onde vão essas crianças? E no futuro se não tiver escola pública para essa criança voltar? E por que o corte de 25%? A Educação Infantil delimita a frequência mínima em 60%. 

 f) Art. 12º Saúde faz parte da Educação. Estão utilizando essa premissa para gastar verbas da Educação com OSs da Saúde.

 g) Art. 13º e 14º Saúde do servidor: seguirá o modelo do Estado de retorno dos servidores? Não fala do HSPM!

 h) Art. 16º revogação tácita da nossa lei de concursos? Até 20% de contratos?

  i) Art. 17º carta branca – não estabelece número mínimo de funcionários.

  j) Art. 18º – 26º – poder de compra diferente do indivíduo e prefeitura \ Uniforme abre espaço para a compra de uniformes de escolas particulares (revoga lei 14.964∕09) e posterior extinção desse benefício (6% da verba é destinada à políticas inclusivas)

k) Art. 27º- 2 anos sem aumentar investimento da Educação. Não estão fazendo consulta pública.

Por todos os argumentos levantados somos absolutamente contra esse projeto e utilizaremos todos os recursos que nos cabem como mandato para tentar barrar essa bandalheira, unidos a outras forças que possuem diferentes características e possibilidades de organização e luta.

Sapopemba, história do descaso com a memória

A importância da toponímia, ou seja, o estudo dos nomes próprios das localidades, nos ajuda a compreender e conhecer episódios da História, características físico-geográficas de uma região, identificação de crenças mítico-religiosas ou seja, diferentes campos do saber: Linguística, História, Geografia, Antropologia, entre outros.

No entanto, todos esses aspectos não são respeitados em Sapopemba. O bairro e o local natalício que seria na altura do número 7800 da avenida de mesmo nome, tem
sua origem ainda no século XIX, fruto do desmembramento da antiga fazenda da Família Pedroso, que por sinal tem descendentes no local e que atraiu gente de todo canto, seja do Brasil ou estrangeiros.

A formação do bairro tem seu início rural e aos poucos, com o desmembramento da antiga fazenda,surgem pequenas chácaras de verduras e nas margens da avenida também era possível ver pomares de caquis. Levas de portugueses, italianos, espanhóis germânicos e eslavos contribuíram para o desenvolvimento, bem como nordestinos e mineiros.

A comunidade portuguesa se destacava com a grande festa em louvor a Nossa Senhora de Fátima que tomava a avenida e circundava o quarteirão da igreja. Quando chegava o mês de maio, carroças com animais para leilão levantavam poeira pela avenida, que na época era apenas um trilho de terra.

Antes da chegada da imagem da santa padroeira, por volta de 1931, já havia a devoção a São Roque, cuja capela existiu até 2015__ vale lembrar que São Paulo passou pela Gripe Espanhola (1918/1920) e que são Roque é um santo invocado contra moléstias e pragas – e agora no lugar resta uma garagem. Triste perda da memória arquitetônica.

Por tudo isso, pela história e memória, a toponímia precisa e deve ser respeitada, porém a Prefeitura e o Governo do Estado não reconhecem o valor deste elemento linguístico, muito menos o que ela representa para os moradores de Sapopemba. A isso soma-se a questão do uso propositalmente equivocado dos topônimos pois os maiores equipamentos públicos levam o nome do bairro, mas encontram-se espalhados em diversas áreas do Distrito, causando confusão geográfica de localização do bairro, que existe desde antes do distrito – a oficialização do bairro consta de 1910 e o Distrito de 1985.

Esse equívoco causa um grande prejuízo para os habitantes que moram na área do Sapopemba original, por volta do número 7800 da avenida, pois tanto o poder público como o mercado imobiliário designam como Sapopemba a região na altura do número 11.000 da Avenida Sapopemba e, por isso todo o pouco recurso do Distrito acaba sendo destinado para aquela região – que de fato necessitam – mas enquanto uns têm carências de investimento público há 30/50 anos (as áreas de ocupação mais recente que hoje são chamadas de Sapopemba) outros têm carências desses investimentos há 110 anos (o local que de fato é o Sapopemba, original).

A especulação imobiliária é extremamente preocupante pois ao empurrar o nome do bairro para as fronteiras com São Mateus cria “zonas fantasmas” – somem bairros e surgem outros no lugar de acordo com o interesse especulativo, ou seja, com o deslocamento do nome do bairro mais pra frente a região onde nasceu Sapopemba pode virar Nova Vila Ema, Nova Vila Formosa ou Nova Aricanduva com o intuito de supervalorizar o metro quadrado com futuros condomínios pois o nome Sapopemba não é atrativo, tornando assim o custo de vida mais caro, afastando os autênticos moradores.

Carlos Alberto Ribeiro

Carlos Alberto Ribeiro

Morador de Sapopemba há 46 anos e pós-graduado em Gestão Mercadológica do Turismo pela USP. Sua família está em Sapopemha há mais de 60 anos.

Carta à Professora Lusia

Aluno faz carta em homenagem à professora Lusia, morta pela COVID-19. Estudante Marcos Vieira Gonçalves da Silva é do 7° ano de escola municipal em São Paulo

O que Toninho está fazendo para São Paulo enfrentar a pandemia?

Nossa cidade está enfrentando uma guerra contra um inimigo invisível que ganhou força com os elementos já existentes da nossa triste desigualdade.

Em um momento como esse, não apenas o governo federal, mas também o município deveria garantir a sobrevivência das famílias.  

O Professor Vereador Toninho Vespoli protocolou uma série de projetos nesse sentido, além de apresentar outras iniciativas. Confira:

🚩 aprovou a redução de 30% do seu próprio salário (PR 08/2020)

🚩 “votou sim” pela aprovação de verba de R$ 38 milhões da CSP para a Secretaria da Saúde; (pl 235/2020)

🚩 direcionou mais de R$ 700 mil em emendas próprias para UBS’s na periferia; 

🚩 protocolou Carta à OMS na ONU requerendo medidas contra as atitudes de Bolsonaro que atentam à vida dos brasileiros;

🚩 Ao lado de Sâmia Bomfim, acionou o Ministério Público para obrigar a Prefeitura de São Paulo a convocar os aprovados em concurso público na área de saúde; 

🚩apresentou o PL 186/2020 que propõe uma série de medidas para o combate contra o corona. Muitas das ideias e propostas foram absorvidas no próprio projeto que virou lei do executivo, dentre elas:

▶️ cria uma renda básica de 1 salário mínimo para profissionais informais, microempreendedores e desempregados durante pandemia, como ambulantes, marreteiros, diaristas entre outro trabalhadores informais;

▶️ proíbe a majoração de preços de produtos e serviços, para além de como estavam no dia 1 de março;

▶️ determina, também, que serviços essenciais, água, luz e gás, não poderão ser cortados por falta de pagamento, durante a pandemia;

▶️ determina que terminais de ônibus e metrô disponibilizem álcool em gel para os passantes;

▶️ determina que os banheiros públicos de terminais fiquem abertos para todos durante a Pandemia;

🚩 Questionou no MP compra de máscaras possivelmente superfaturadas pela gestão de Bruno Covas. A ação resultou na suspensão da compra;

🚩 apresentou o PL 196/2020 que determina que os concursos públicos tenham validade estendida por 1 ano, em função da pandemia;

🚩  apresentou o PL 227/2020 que garante aos artistas e profissionais da cultura 1 (um) salário mínimo em tempos de pandemia;

🚩 apresentou o  PL 218/2020 que torna de responsabilidade do município a distribuição de kits de higiene para trabalhadores motoristas de aplicativo e funcionários do transporte público;

🚩  apresentou o PL 238/2020 que garante a distribuição de ração para protetores independentes, donos de baixa renda e organizações que cuidem de animais em situação de rua;

🚩apresentou o PL 226/20 que autoriza a Prefeitura a requerer vagas em hotéis e demais serviços de hospedagem para abrigar a população em situação de rua e famílias periféricas que não possuem condições dignas para seguir as recomendações médicas, como realizar isolamento social;

🚩apresentou o PL 267/2020 que cria o benefício emergencial no valor de 1 (um) salário mínimo às pessoas com deficiência acometidas por covid-19, a ser pago mensalmente durante a vigência do estado emergencial e por três meses após a cessação;

🚩 acionou o MP pedindo que o auxílio merenda para alunos da rede pública fossem estendidos a TODOS os alunos;

🚩 entrou com pedido no MP para que o município chamasse os servidores da saúde pública aprovados;

🚩entrou no MP para lutar pelos salários integral dos servidores da educação, sem desconto dos adicionais

🚩pediu no MP que não fossem suspensos os repasses ao Movimento de Alfabetização dos Jovens e Adultos (MOVA) (Ofício 49º GV nº 40/2020Ofício nº 177/2020/CMSP/49GV);

🚩questionou, no MP, porque a administração pública não está respeitando a Lei de Acesso à Informação;

🚩apresentou PL 291/2020 que cria auxílio emergencial para taxistas e condutores escolares;

🚩 entrou no TCM para exigir que seja feita auditoria na compra de máscaras e macas pela prefeitura. (Ofício 49º GV nº 185/2019; e Ofício 49º GV nº43/2020)

Carta aberta do vereador Toninho Vespoli em resposta à pandemia de coronavírus

Nosso mandato popular é a resposta da periferia, da união e consciência da classe trabalhadora que busca um novo sistema, mais justo e solidário

Motivos para você se convencer a ficar em casa

O corona já está matando gente pobre e na periferia. A situação ficou crítica e a pandemia está se alastrando muito em bairros como Brasilândia e Sapopemba

Escravidão 2.0!

ESCRAVIDÃO 2.0!

Entenda porque com aplicativos como a Uber, vem um novo tipo de exploração!

A febre começou com a Uber. A nova “startup” de motoristas. “Seja o seu próprio chefe”, eles prometeram, “trabalhe quando você quiser!”. Mas o canto da sereia escondia uma perigosa armadilha: a escravidão 2.0!

Não entenda mal. Para muitas pessoas que ficaram desempregada após as crises dos bancos ceifarem as carreiras de tantos brasileiros, iniciativas como a Uber serviram de bote salva-vidas. Só a Uber serve hoje de ganha pão para 600 mil brasileiros. Mas não deixem isso disfarçar esse novo tipo de exploração. 

Acontece que esse tipo de plataforma tira de quem realiza o serviço, o poder de definir quanto pretende cobrar. Este poder passa a ser dos donos dos novos meios de reprodução do capital: os donos de aplicativos. Ao mesmo tempo, assim como os antigos meeiros, os aplicativos absorvem a mais-valia dos trabalhadores na forma de taxas que podem chegar a quase 50%!

E o problema não é só com a Uber. Cada vez mais serviços estão sendo legados a essa lógica. Do ponto de vista do consumidor é uma festa: motorista particular, passeador de cães, e agora até mesmo faxineiras, tudo ao alcance dos dedos. E aos preços mais baixos do mercado! 

Para os trabalhadores, em momento de crise de desemprego, os aplicativos acabam sendo a única saída. Mas os ganhos reais acabam sendo muito mais baixos do que o tradicional! E sem nenhum tipo de garantia! Se uma empresa de contratação de motoristas tradicional contratasse um motorista, teria que garantir, além do salário, aposentadoria e coisas como seguro desemprego. Ainda mais, teria que se responsabilizar pelo motorista em casos de acidentes e roubos no trânsito. Mas na prática, o descaso da empresa é total! Tamanha exploração, para alguns especialistas, pode configurar trabalho escravo. A escravidão 2.0!

As empresas de aplicativo sustentam a farsa do “empreendedorismo”. O que ocorre é a Escravidão 2.0!

Já a Uber, apenas recentemente começou a recolher contribuições para INSS (por imposição legal), enquanto outros benefícios continuam sendo negados. Um motorista do aplicativo, em uma rua deserta durante à noite, não pode contar com ninguém a não ser ele mesmo. Isso ganhando um valor mensal líquido de cerca de 2000 reais, trabalhando 12 horas por dia!

A forma que essas empresas conseguem se safar, é alegando que não são elas contratando os motoristas. Ao invés disso, elas alegam serem apenas “parceiras”, os motoristas sendo tratados como “empreendedores”. Oras, para além da violação de princípios trabalhistas como o da primazia da realidade, trata-se, em termos simples e claros, de uma tremenda cara de pau!

Alguns vão argumentar “mas essa é a única forma desses aplicativos viabilizarem seus serviços”. Isso faz parte de uma narrativa mentirosa que sugere as empresas como a Uber como coitadinhas, sendo explorada por todas as partes. Tremenda inversão de valores que tenta fazer parecer o explorador explorado, e o explorado explorador.

A verdade é que empresas como a Uber cobram, no Brasil, taxas muito maiores do que em várias outras partes do mundo, produzindo lucros imensos para uns poucos acionistas. É imoral e injusto que bilionários, donos de megacorporações se recusem em pagar o seu quinhão dos impostos, enquanto trabalhadores de aplicativo são forçados a viver com salários baixos, em situações precárias! Chegou a hora de dizermos em alto em bom som que não aceitaremos tamanha exploração!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

o que eles não querem que a gente saiba

Foto de Julian Assange

Pintura: A verdade Saindo do Poço de ean-Léon Gérôme

O WikiLeaks é uma organização de mídia multinacional, que administra uma biblioteca de documentos, analisando e publicando extenso conjunto de dados oficiais que envolvem guerra, espionagem e corrupção. São informações de ilegalidades e atrocidades cometidas por governantes, cuja luta das autoridades para mantê-las escondidas da população tem solapado as bases do estado democrático de direito, no mundo. Julian Assange fundou essa instituição em 2006 e, desde então, tem sido perseguido pelos governos de diversos países. Justamente por lutar pelo seu direito de saber o que eles não querem que a gente saiba!

Em 2012, o ativista asilou-se na embaixada do Equador em Londres. Tinha contra ele uma farsesca acusação de estupro, promovida por promotores Suecos. Embora, o processo tenha sido arquivado em 2019, a mudança de comando no governo equatoriano possibilitou que as autoridades do Reino Unido ilegalmente detivessem Julian Assange, sem qualquer acusação nesse país. O objetivo é deportá-lo para os EUA, onde pode ser sentenciado a 170 anos de prisão, por espionagem.

A história recente do mundo já estava escrita pelos sábios do judaísmo, há muitos séculos passados. Os fatos que vivemos nesse início de milênio são suficientes para compreendermos que a Verdade está presa e a Mentira está no poder. Sim! Houve uma época quando a peste Negra levou grande parte da população mundial! Sim! Houve uma idade das trevas, quando a inquisição nos impôs um Deus malévolo! Sim! Vivemos o medo do mundo acabar numa explosão na era atômica! Sim! Houve guerras e embora nesses conflitos seja sempre a verdade a primeira vítima… Resistimos! Resistimos verdadeiros. Por querermos olhar além das mentiras. Por tentarmos descobrir o que eles não querem que a gente saiba.

“Contudo, vivemos agora a Era da Mentira! E a mentira é o Caos!”

Contudo, vivemos agora a Era da Mentira! E a mentira é o Caos! Se antes a vida se mantinha com a esperança de uma cura ou de alcançar o paraíso, ou na possibilidade conquistar a paz e o amor universal, a mentira só prospera cultivando o medo de que não haverá amanhã. Portanto, não existe esperança na Era da mentira, apenas o eterno combate contra inimigos imaginários, que nunca serão derrotados.

E um homem sem esperanças é um escravo das circunstâncias. Um escravo daqueles que controlam as circunstâncias. Um cão pavloviano que saliva somente quando os donos tocam a sineta nas redes sociais.

E os soldados da mentira estão sendo posicionados nesse xadrez de guerra. Na África, na América central, no Brasil, Bolívia, no Equador, no Reino Unido, todos cultivando o Medo e desesperança através de um bombardeio de Fake News. Mundo afora temos assistido como Trump e seu séquito de ignorantes espalham a miséria no mundo. Não apenas a miséria econômica, que flagela o corpo, mas também a miséria da mente e do espírito, que aniquilam o processo civilizatório tão duramente desenvolvido pela humanidade.

Assange tinha todas as condições de servir a esse exército da mentira, mas preferiu a trincheira da verdade porque sabe; não existe futuro para o mundo sob o jugo da Mentira. Atualmente ele paga caro por essa posição. E o preço não se limita apenas ao roubo de sua liberdade, mas corre o risco perder a própria vida, sem o tratamento adequado que lhe negam no cárcere, conforme vaticinam os médicos que o examinaram.

Nós temos o dever de manter a chama acesa. Iluminar os caminhos para que a verdade não fique oculta e para desmascarar a mentira. Por isso, nos manifestamos pela liberdade da verdade.

LIBERTEM JULIAN ASSANGE!

Queremos salvar os animais!

É Dezembro Verde, mês do combate ao abandono e os maus-tratos contra animais. Mas para nós do mandato, essa luta transcende a este mês. Queremos salvar os animais! É por isso que ao longo de todo o ano nós temos trabalhado incessantemente pela vida dos nossos amigos de quatro patas! Entenda sobre nossas lutas, ou se quiser clique aqui para se unir à nossa luta pelos animais!

QUEREMOS QUE O DEZEMBRO VERDE SEJA LEI

Como dissemos, a nossa luta não se dá apenas em um mês, mas nós acreditamos que é muito importante dedicar ao menos o mês de dezembro para refletirmos e agirmos em nome da população de quatro patas. Por isso que somos coautores do PL 335/2019, que institui na cidade de São Paulo o atual mês como época de conscientização contra o abandono e maus tratos de animais domésticos. Quer deixar seu depoimento com história de adoção, resgate e cuidado, participe da nossa campanha no facebook, nesse link.

DIÁLOGO COM ATIVISTAS

Nós somos um mandato aberto! Se você for da luta pela causa animal entre em contato com a gente! Temos prazer em receber a visita de protetoras de ONGs que debatem a dignidade, respeitos e a proteção animal. Estamos a disposição para promover momento de diálogo e troca de experiências do legislativo com pessoas que vivem a realidade do cuidado e da proteção. O mandato do vereador professor Toninho Vespoli quer construir um trabalho e uma luta que seja de acolhida das demandas dos cuidadores e protetores, bem como projetos de leis que garantam bem estar aos animais.

CANIL EM ALBERGUES É LEI

É de autoria do vereador professor Toninho Vespoli a Lei 16.520/2015 que obriga albergues e centros temporários de acolhida (CTA), destinados a pessoas em situação de rua, a terem um espaço destinado para cães e gatos, o canil. A Lei prevê espaços apropriados específicos para a presença dos animais de estimação dentro dos abrigos. A proposta foi apresentada após a constatação de que entre os vários motivos que fazem os moradores de rua rejeitar ajuda nos albergues está à recusa em abandonar seus cães ou gatos de estimação; muitas vezes suas únicas companhias.

PROPOMOS DIVULGAR O NÚMERO PARA DENÚNCIAS DE MAUS TRATOS AOS ANIMAIS

O PL 178/2019 propõe incluir placas informativas como número do disque denuncia e o endereço eletrônico da Delegacia de Proteção Animal do Estado de São Paulo. O canal serve para denuncias de maus tratos, em abrigos, em pontos de parada de ônibus municipais e em entradas dos cemitérios municipais. Essa informação relevante, amplamente divulgada, certamente contribuirá para minimizar os maus tratos e a crueldade contra animais na nossa cidade.

O GATINHO TAMBÉM TEM VEZ!

É triste pensar nisso, mas a maioria dos canis não aceitam gatos! Ou seja, eles são obrigados a ficar abandonados! Por isso que o Vereador Toninho Vespoli protocolou o PL 783/2019, que cria o primeiro gatil municipal da cidade de São Paulo! Será um espaço bem preparado, em que os gatos possam ser tratados, castrados e oferecidos para a adoção!

 

CONDOMÍNIO E APARTAMENTO: TODOS TÊM QUE SER BEM VINDOS!

O projeto busca garantir o direito à moradia aos animais domésticos! É um absurdo pensar que muitos donos são forçados a se separar de seus companheiros por não poderem traze-los para os seus lares! Queremos por um fim à discriminação contra os pets! Acreditamos que para todos se sentirem em casa, é importante que os animais possam circular nas dependências do condomínio e que toda a visita possa, também levar o seu amiguinho para visitas! Com esses objetivos que protocolamos o PL 318/2019

RESPEITO E CUIDADO AOS ANIMAIS COMUNITÁRIOS

Já ouviu falar dos animais comunitários? Olha só, que interessante: é o pet que, apesar de não ter um proprietário definido e único, estabeleceu com o povo do local onde vive vínculos de afeto, dependência e manutenção. É uma coisa muito comum de acontecer em bairros com casas e restaurantes! Apesar disso, muito pouco tem sido feito por esses pobres animaizinhos… mas nós nos importamos! Queremos salvar os animais! De verdade! Por isso lançamos o PL 383/2018 determina que um órgão municipal, como o Centro de Controle de Zoonoses (CC), fique responsável por prestar atendimento veterinário e realizar a castração desses bichinhos. O cadastro do animal será feito junto a seus “responsáveis-tratadores”, que passarão a ser como “donos” deles, se responsabilizando a fornecer comida, e abrigo adequados! Infelizmente, como grande parte dos vereadores não se importam tanto com os animais, o projeto foi paralisado na Câmara. Por isso, para conseguir aprova-lo, teremos que reapresenta-lo.

VAMOS PASSEAR NO PARQUE?

Quem tem um bichinho provavelmente já passou por isso: você está num parque ou praça passeando com o seu animalzinho. De repente percebe que ele está puxando a guia louquinho pra poder sair correndo no meio da grama verdinha e fofinha! Mas você também fica com medo de alguma coisa acontecer com ele. Afinal, existe um risco alto dele acabar sendo atropelado. Para resolver esse problema entramos com o PL 641/2015. O projeto institui a obrigatoriedade da criação de espaços fechados denominados “Cachorródromos” em clubes, parques e áreas públicas municipais!  Assim o seu pet terá um cantinho onde poderá correr com segurança sem estar preso à coleira!

NÃO AO USO DE CÃES COMO SEGURANÇAS!

Cachorro é tudo de bom, e queremos que todas as donas e donos possam ser muito felizes com seus companheiros de quatro patas. Mas quando os donos decidem usa-los como mão de obra escrava, ainda trinando-os para serem agressivos e hostis, aí o bicho pega! Em varias cidades brasileiras a população vem repudiando o uso de cães de aluguel por empresas de segurança patrimonial privada. São animais mantidos em ambientes insalubres como estabelecimentos industriais, obras da construção civil, empresas de estacionamentos, galpões e até em residencias desocupadas ou de proprietários ausentes. São cães solitários, verdadeiros escudos vivos, que tem sua integridade exposta a risco permanente. Queremos salvar os animais! O PL 696/2015 tentava proibir e acabar com essa triste realidade. Infelizmente, o Bruno Covas, prefeito autoritário e inimigo dos animais, vetou o projeto, mesmo tendo sido aprovado pelos vereadores da Câmara.

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