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‘Estou disposto a disputar o Governo de SP em 2022’, diz Boulos

Boulos é Toninho e Toninho é Boulos!

Saiba porque Boulos é a solução para 2022!

Texto publicado originalmente em https://www1.folha.uol.com.br/amp/colunas/monicabergamo/…

Depois de disputar a presidência da República em 2018 e de ter disputado o segundo turno da sucessão municipal na cidade de São Paulo, Guilherme Boulos afirma que está “disposto a assumir o desafio de disputar o Governo de São Paulo em 2022”. E animado para acabar com o “Tucanistão”, como se refere à sucessão de governos do PSDB no estado.

Nesta entrevista exclusiva, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto colunista da Folha prega a unidade do campo progressista para lançar um candidato único contra Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais do próximo ano.

Diz que o nome mais forte para disputar a sucessão presidencial hoje é Lula. E afirma que a unidade implica gestos. “Não é razoável que numa composição, numa aliança política, tenha um partido que seja a cabeça de chapa em todos os lugares, em nível nacional, em nível estadual. Não é razoável isso”, diz.

O cenário político mudou depois de sua campanha a prefeito de São Paulo, em 2020. Lula recuperou o direito de ser candidato e a epidemia do novo coronavírus se agravou. Como vê a situação?

O maior desafio que a gente tem hoje é tirar o Brasil desse pesadelo. O Brasil virou o cemitério do mundo. Nós temos um genocídio deliberado. É devastador a gente ver 4 mil pessoas morrendo por dia, ver colapso na saúde sabendo que a gente só não está pior do que isso por causa do SUS, por causa de milhares de profissionais de saúde se arriscando todos os dias. E por causa dos freios que, de algum modo, algumas instituições estão colocando ao [presidente Jair] Bolsonaro.

Por isso eu acho fundamental a instalação da CPI da pandemia. Se for séria, ela vai apontar crimes de responsabilidade do Bolsonaro ao ter negado a vacina, ter boicotado medidas de isolamento sanitário. E pode ser o primeiro passo para o impeachment.

Não dá para simplesmente esperarmos [a eleição de] 2022.

E nós estamos vivendo também uma pandemia da fome. São quase 20 milhões de brasileiros com fome, desemprego estourando, bujão de gás a R$ 100, inflação de alimentos. E nesse contexto o Bolsonaro corta o auxílio emergencial.

Um dos projetos ao qual tenho me dedicado muito é o das cozinhas solidárias do MTST. Viajei para Planaltina, no Distrito Federal, para Roraima, no extremo norte [do país] para inaugurar essas cozinhas, para combater a fome, para dar visibilidade a esse problema.

Numa crise dessa dimensão, o impeachment não traria ainda mais turbulência? E não é inviável o impedimento de um presidente com o apoio que Bolsonaro tem?

Não há turbulência pior para o Brasil do que 4 mil mortos por dia. Tirar o Bolsonaro é a possibilidade de o Brasil sair da crise, tanto econômica quanto sanitária. Com ele, não há saída para a crise que o Brasil enfrenta.

E acho que a lealdade do Centrão ao Bolsonaro tem limites. Aliás, seria inédito na história política brasileira que o Centrão fosse fiel até as últimas consequências. Eles vêem o Bolsonaro se desgastando como está, no pior índice de apoio social desde o início do governo.

O Centrão também está preocupado em reeleger seus deputados no ano que vem. Se o presidente vira tóxico, eles podem pular do barco e isso cria as condições para o impeachment. O trabalho tem que ser nesse sentido.

Seria o terceiro impeachment da história recente do Brasil. Não está na hora de o país talvez virar essa página de impedimentos e colocar as coisas em outros termos? Estamos a pouco tempo de uma eleição, em que o voto pode decidir o destino do presidente.

Se nós olharmos, o Bolsonaro fez coisas muito mais graves do que o [ex-presidente Fernando] Collor [que sofreu impeachment em 1993]. A Dilma [Rousseff] não cometeu crime e foi “impeachmada”.

É evidente que queremos estabilidade para a democracia brasileira. Agora, é possível estabilidade com um genocida no poder? É possível estabilidade democrática com alguém que defende ditadura militar e tortura? Eu acredito que não.

O senhor fala de unidade do campo progressista. Seis presidenciáveis de centro ou centro-direita assinaram recentemente um manifesto que incluiu o Ciro Gomes. Ele está no campo progressista ou no desses presidenciáveis?

O campo progressista é quem se coloca na oposição ao Bolsonaro tanto no seu autoritarismo político como também na sua política econômica neoliberal e anti-popular. Essa é uma definição importante.
Você ter uma frente democrática contra o Bolsonaro eu acho importante, bem como que figuras que sempre foram historicamente da direita ou da centro-direita também se oponham ao bolsonarismo nos dias de hoje.

Agora, isso não basta. Sobretudo se a gente fala de um processo eleitoral. Numa eleição você não vai dizer só o que você não quer. Você tem que apresentar para o povo o que você quer.

Não dá para ignorar o que trouxe o Brasil para 14 milhões de desempregados, com quase 20 milhões de pessoas com fome, com a economia devastada, o país está em pandarecos. O que trouxe a gente até aqui foi uma política neoliberal, uma política criminosa de cortes, de ajustes, que não se preocupa com o povo e amplia as desigualdades.

O corte importante para uma unidade progressista em 2022 é ter um projeto popular, de reconstrução nacional com retomada de investimentos públicos, com combate às desigualdades. E que hoje passa sem sombra de dúvidas também pela revogação do teto de gastos, de colocar na mesa a ampliação da base monetária a tributação progressiva. Esses são pontos importantes de demarcação?

O Ciro está lá ou cá?

Ele defende essas posições. Agora, Ciro busca um arco de alianças que eu francamente acredito que nem é possível [fechar]. Ou alguém acha que a centro-direita brasileira não vai ter uma candidatura própria? Eles vão ter.

E não seria o Ciro?

Eu vejo isso como bastante improvável, até mesmo pelas posições sobre política econômica que o Ciro expressa abertamente.

Eu acho importante que o [ex-ministro da Saúde Luiz Henrique] Mandetta, o [governador de São Paulo, João] Doria, o [governador do Rio Grande do Sul, Eduardo] Leite se coloquem contra o Bolsonaro. É melhor do que estarem a favor dele. Deixa o Bolsonaro isolado. Mas acho que é uma certa ilusão achar que esses setores possam estar juntos com a esquerda eleitoralmente em 2022. A direita brasileira, a centro-direita, terá candidatos.

E no segundo turno?

No segundo deles, eles se dividem [caso fiquem fora da disputa]. Uma parte deles pode compor com um projeto progressista. Por isso é importante ter pontes. Eu não rejeito essas pontes de diálogo. Mas não vejo possibilidade de aliança em primeiro turno. Tem uma diferença fundante [entre os dois grupos] que é a agenda econômica, a visão do país.

Em torno de quem se daria essa união que você prega do chamado setor progressista? Em torno do Lula, se ele for candidato, até mesmo por essa força incontrastável dele nesse campo?

Eu defendo essa unidade nacional do campo progressista. Temos que ver qual é o nome que vai ter melhores condições de derrotar o Bolsonaro em 2022.

Se for o do Lula… hoje é. Estamos a um ano e meio da eleição. É evidente que a unidade tem que ser construída em torno do nome com melhores condições de derrotar o Bolsonaro. Mas também em torno de um projeto.

A decisão sobre candidatura em 2022 também, da parte do PSOL, não é uma decisão individual minha. Ela vai passar pelo debate coletivo do partido. O partido tem congresso marcado para o segundo semestre e vai poder se definir.

O nosso foco tem que ser derrotar o bolsonarismo e apresentar um projeto de reconstrução nacional.
Isso passa por um debate de um projeto nacional. Unidade se constrói com gestos dos dois lados. Unidade é uma via de mão dupla.

Uma pesquisa do Ipespe divulgada pelo jornal Valor Econômico na semana passada mostrou que você aparece com 16% para o Governo de São Paulo. Seria um projeto para 2022?

Eu devo te confessar que tenho muita disposição de acabar com o “Tucanistão” [a sequência de governos do PSDB no estado].

Já deu. Tem um cansaço, um desgaste do PSDB com essa mesmice tucana governando o estado há mais de 30 anos. Uma capitania hereditária com histórico de roubalheira, máfia da merenda, do metrô, do Rodoanel.

Ontem mesmo a Folha colocou [uma reportagem que mostrava] 620 obras paralisadas no estado. E ainda enchem a boca para falar de gestão.

Derrotar o “BolsoDoria” [o slogan foi lançado pelo então candidato ao Governo de SP João Doria em 2018] em São Paulo é muito importante.

E muita gente me procurou depois das eleições de 2020 [em que Boulos disputou a Prefeitura de São Paulo], em que a gente teve mais de 2 milhões de votos.

Lideranças partidárias, lideranças sociais, colocam esse debate sobre uma candidatura ao governo do estado.

Tenho visto pesquisas que nos colocam inclusive em primeiro lugar, em empate técnico com outros candidatos.

Preciso fazer naturalmente esse debate com o meu partido. Mas eu estou disposto a assumir o desafio de disputar o Governo de São Paulo em 2022. E construindo uma unidade dos progressistas. Sem unidade é muito difícil derrotar a máquina do PSDB.

O que seria essa unidade? Uma aliança com o PT? Com que outros partidos?

Eu tenho dialogado e quero fortalecer esse diálogo com todos os partidos do campo progressista.
Eu não vou citar nominalmente até em respeito a eles, que devem estar discutindo também os seus caminhos, os seus projetos.

Mas quero fazer esse debate de ampliação do campo progressista para que a gente consiga acabar com essa hegemonia nefasta do PSDB em São Paulo.

Na disputa para prefeito, em 2020, você falava que se o Fernando Haddad fosse candidato, não entraria na disputa. Ele não foi, e você, sim. Manteria o seu nome mesmo com ele na cédula? Ou, depois de ter saído da eleição com 2 milhões de votos para prefeito em 2020, o diálogo hoje seria um pouco diferente?

Eu nunca condicionei o lançamento da minha candidatura a prefeito a outros nomes. Eu tenho muito respeito pelo Haddad, uma relação de amizade com ele.

Agora, em primeiro lugar acho que ele não vai ser candidato. O que tenho visto é que ele quer estar ajudando o Lula na construção de um projeto nacional.

Tem uma outra coisa: unidade tem que ser uma via de mão dupla. Unidade implica gestos.

Não é razoável que numa composição, numa aliança política, tenha um partido que seja a cabeça de chapa em todos os lugares, em nível nacional, em nível estadual. Não é razoável isso.

É claro que ainda está muito cedo. Estamos a um prazo longo da eleição. Nesse momento a minha preocupação é o enfrentamento à pandemia. É o enfrentamento à fome. Todas as minhas iniciativas políticas estão nesse lugar.

Ainda não é momento para campanha. Mas eu acho que nós temos, sobretudo após as eleições municipais, legitimidade para dialogar com esse campo político para buscar construir uma candidatura unitária que enfrente o PSDB.

Ou seja, não faria sentido ter um candidato do PT como cabeça de chapa para presidente, o PT como cabeça de chapa no governo do estado, e vocês como coadjuvantes.

É o que eu te disse: unidade tem que ter via de mão dupla e tem que passar por uma discussão de projeto.

Eu estou aqui colocando uma disposição inclusive por busca e procura de diálogo com um conjunto de lideranças do estado de São Paulo.

Essa disposição ainda precisa ser dialogada com o meu partido. Estamos a um ano e meio da eleição. Não é momento de a gente centrar a pauta política em eleição.

Acho que é momento de centrar a pauta da oposição em impeachment do Bolsonaro, em medidas contra a fome, em retomada do auxílio emergencial de R$ 600. Na vacinação do nosso povo. O foco é esse.

Agora, para se ter aliança, é preciso gestos de todos os lados.

Há sempre uma comparação da história do PT com a do PSOL. O PT veio lá de trás e foi ganhando aos poucos eleições, assumindo prefeituras, governos estaduais. E muitos quadros foram se formando, com experiência administrativa. O PSOL estaria preparado para assumir o Governo de São Paulo ou falta um pouco de músculo, de quadros, de experiência?

A gente juntou na candidatura à Prefeitura de São Paulo alguns dos maiores especialistas da cidade, que participaram de gestões públicas, que estão fazendo estudos diariamente na academia.

Para governar, você precisa ter equipe, um bom grupo. Estamos construindo um excelente grupo. Capacitado. Que conhece a realidade de São Paulo. Conhece a realidade do Brasil. A gente criou um gabinete paralelo que está acompanhando os problemas da cidade.

Tenho dialogado com muita gente que conhece os problemas do interior, construindo essas pontes.

Agora, até para fazer um paralelo: o PSDB se apresenta como bom de gestão. O Governo de SP tem o maior orçamento do país. Olha a situação da pandemia. Temos quase 100 mil mortos [por Covid-19] em São Paulo. Dá para dizer que é uma boa gestão?

O Doria é bom de marketing. Ele tenta capitalizar para ele pessoalmente a vacina do Instituto Butantan, enquanto ele queria privatizar o Butantan no início do governo.

Diz que defende a ciência e tentou cortar 1/3 da verba da Fapesp, que é o principal instituto de pesquisa científica do estado.

Diz que defende a vida, e disse em 2018 que a polícia tinha que atirar para matar. Tem uma condição errática, elitista da pandemia. R$ 245 bilhões de orçamento e não conseguiram dar respostas. Porque não basta, em uma pandemia, você dizer para as pessoas ficarem em casa. A conscientização é importante. Mas você tem que dar as condições para as pessoas ficarem em casa. Ainda mais em um país tão desigual como o nosso.

E o governo do estado, com todo o orçamento que tem, não fez, não deu apoio econômico.
Pega o [governador] Flávio Dino, no Maranhão. Com um orçamento muito menor, deu vale-gás para as pessoas comprarem butijão.

Precisaria ter em São Paulo um auxílio. A prefeitura criou um de R$ 100, que não dá nem para comprar um butijão de gás, e o Governo de SP criou um que vai atender a um percentual ínfimo das pessoas que precisam.

Precisaria ter medidas de apoio a pequenos empreendedores, microempresários, comerciantes que estão com as portas fechadas. Não teve nada. Repito: é uma condução errática e elitista.

A vacina contra a Covid-19 não é um trunfo do governador Doria?

Não deveria ser mérito de um político não ser negacionista. Deveria ser obrigação. Embora o governo dele tenha dado as condições, a vacina é mérito de milhares de servidores da saúde, de cientistas e pesquisadores públicos que colocaram ela em pé no Instituto Butantan.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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Bolsonaro é exposto por sua covardia com a CPI

Bolsonaro é exposto por sua covardia com a CPI

Saiba mais sobre o último escândalo envolvendo Bolsonaro e vazamento de conversa!

Recentemente o Senador Jorge Kajuru vazou um áudio de uma conversa telefônica com o Bolsonaro. No diálogo o Bolsonaro tenta abafar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da pandemia, praticamente implorando que ela não foque em seus desmandos. Ocorre que a CPI proposta, no atual formato, deve investigar erros e incompetências feitos pelo governo federal durante a pandemia. Assim como em outros momentos, Bolsonaro será exposto por sua covardia com a CPI. Ele morre de medo do que podem vir a descobrir.

A decisão para que o Senado instalasse a CPI foi do Ministro Luís Roberto Barroso. O que ocorreu, na verdade, é que o Senado havia protocolado por uma CPI. Mas o Presidente (violando a lei) não a oficializou. Alguns senadores da oposição ativaram, então, o STF pedindo que a CPI fosse cumprida.

Não cabe aqui uma análise do ministro e sim da sua decisão. Em um momento em que o Brasil sofre por falta de vacinas, e por falta de pessoal para aplicá-las, um Governo que parece ter feito de tudo em favor da pandemia tem mesmo é que ser investigado. Cada dia em que a CPI não ocorre pode representar mais vidas perdidas por erros do Governo. O Ministro fez cumprir a lei. Mas nem tudo é um mar de rosas. A CPI será composta por senadores, principalmente do centrão. Não é motivo para desânimo, no entanto. As CPIs têm que fazer relatórios do que fazem, e algumas figuras que a compõem deverão ser genuinamente contrárias à gestão genocida de Bolsonaro.

O vazamento da conversa

O presidente ao ouvir sobre a CPI deve ter ficado morrendo de medo. Foram vacinas sem ser compradas por birras ideológicas, atentados contra medidas necessárias de distanciamento social e quarentena, resistência ao auxílio emergencial, entre tantas outras catástrofes. Foi logo ligar para os seus “colegas” no centrão. Talvez tenha esquecido que entre tiranos não há justiça. Sua conversa foi vazada. E o conteúdo seria cômico se não fosse trágico: o senador Kajuru pede a Bolsonaro que fale bem dele (pensando apenas em conseguir mais votos), e em troca diz estar lutando por uma “CPI mais ampla”, que incluiria estados e municípios. Provavelmente apenas vazou a conversa por sentir que não estava “recebendo crédito” pelos seus serviços/desserviços.

Oras, é lógico que incompetências de figuras como Doria e Covas devem ser investigadas. Mas sem dúvida alguma o principal responsável pelo caos onde estamos hoje é o Bolsonaro. Faz todo o sentido uma investigação específica contra a sua gestão. Ele que atentou com unhas e dentes a qualquer lampejo de sanidade, que fossem vindos de sua própria gestão. Não se justifica diluir as investigações.

Centrão sendo centrão

Vale notar que o centrão está sendo centrão. Eles, que dominam ambas as casas, fazem jogo duplo quanto à CPI. O próprio presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, chegou a afirmar em coletiva de imprensa ser contrário à ideia. Obviamente ele não quer se comprometer com o “chefão”. Ao invés disso faz jogo duplo esperando pela oportunidade de trocar apoio pleno por verbas ou cargos. O jogo de sempre.

Não se trata, portanto, de elogiar nenhuma das figuras envolvidas. O que vemos é apenas o naufrágio anunciado de um navio que já se chocou há tempos contra o Iceberg. O capitão negou o problema. Fingiu que não era com ele. Agora a água pelo menos bate na bunda dele. Acuado, Bolsonaro é exposto por sua covardia com a CPI. Ainda dá tempo de nos salvarmos, ou o navio chamado Brasil está além de qualquer reparo?

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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Os interesses do mercado imobiliário, a submissão do governo Covas e o Plano Diretor

Os interesses do mercado imobiliário, a submissão do governo Covas e o Plano Diretor

Saiba como Bruno Covas está vendendo São Paulo para as imobiliárias

Para enfrentar os interesses da especulação imobiliária e os desmandos do governo Covas, o professor Toninho Vespoli entrou com uma representação na promotoria da Habitação e Urbanismo Ministério Público do estado de São Paulo pedindo que medidas sejam tomadas para fazer cumprir os mandamentos constitucionais pela Administração Pública Municipal, notadamente quanto à garantia de que não haja conflitos de interesses entre o público e o privado, bem como seja apurado o possível desperdício de dinheiro público gasto na aquisição de um serviço que foi descartado sem justificativa pela prefeitura.

A quem servirá a revisão do Plano Diretor programada para esse ano? Se depender do governo Covas e dos seus interesses, servirá apenas para ampliar a especulação imobiliária na cidade.

Dois fatos recentes nos chamam a atenção e nos provam que os interesses do governo Covas será atender ao setor imobiliário. O prefeito Bruno Covas, representado pelo Secretário Municipal de Licenciamento, Sr. Cesar Azevedo, participou de uma conversa sobre a revisão do plano diretor com representantes do setor imobiliário.

No dia 09/03/2021, o sr. Secretário e os representantes do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de São Paulo (SECOVI/SP) e da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) tiveram uma reunião. A conversa durou mais de uma hora, bem mais que singelos 3 minutos que a prefeitura confere a outros segmentos da sociedade nas protocolares “audiências públicas”.

Ironicamente (ou não) os dois participantes – SECOVI-SP e ABRAINC – juntamente com Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) doaram, por pura benevolência, já que não ficou claro qual contrapartida terão, o sistema “Aprova Digital”. Tal sistema será responsável por tornar digitais os processos de licenciamento de grandes obras na cidade de São Paulo.

Afora tudo isso, a Prefeitura ao aceitar a tal doação jogou fora a bagatela de R$ 2.750.687, 38 (dois milhões, setecentos e cinquenta mil, seiscentos e oitenta e sete reais e trinta e oito centavos), que já havia sido integralmente pago com dinheiro público a empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo (PRODAM-SP) para que desenvolvesse o sistema do Portal de Licenciamento – PMSP, para o projeto “Aprova Rápido”, que tinha por finalidade tornar digitais os processos de licenciamento de grandes obras na cidade de São Paulo.

O contrato com a PRODAM havia sido firmado ainda em 2018. E o objeto do mesmo já havia sido substancialmente entregue na data da rescisão. A reportagem do jornal UOL, apurou em 24 de novembro de 2020, que a prefeitura rescindiu o contrato com a PRODAM em 4 de julho de 2020 (data da publicação no D.O do Município), sob a justificativa que receberia doação de um outro sistema, sem indicar se ele traria alguma vantagem operacional que justificasse a troca. Quando questionada pela reportagem, a prefeitura, limitou-se a dizer que “a tecnologia ofertada era mais avançada do que a proposta apresentada pela empresa de processamento de dados municipal”. Acrescentou ainda que há “convergência e prevalência do interesse público no processo de doação”.

Essas movimentações da gestão Covas revelam que mais uma vez o povo ficará de fora dos debates do Plano Diretor e as decisões serão tomadas pelo empresariado e pelos interesses da especulação imobiliária. Precisamos mudar isso, urgente.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo é ativista, jornalista e assessor do mandato do Vereador Toninho Vespoli.

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O Lula se tornou elegível. E agora Brasil?

MAIS UMA VEZ LULA. E A TERRA GIRA, É CLARO.

Entenda o que está por trás da revogação das condenações de Lula

Com decisão de Fachin, as condenações contra Lula foram anuladas. No caso, a justiça prevaleceu. As acusações contra Lula eram, sem dúvida, frágeis e injustas. Mas muita coisa ainda está pouco clara: por que Fachin anulou as decisões? Por que agora? Acabou tudo e o Lula foi declarado inocente? E como fica o Moro, ele vai escapar impune? E por fim, fica ainda a reflexão: por que a justiça continua sem ser a mesma para muitos?

O que aconteceu?

Primeiro é importante entender o que aconteceu: o Edson Fachin, ministro do STF, decidiu que o juiz Sérgio Moro não era juiz legítimo para decidir sobre as acusações contra Lula. Segundo Fachin, Moro tinha poderes de decisão apenas para processos ligados à Operação Lava Jato. As condenações de Lula, por outro lado, relacionam-se a acusações sobre a compra do triplex no Guarujá, sobre a compra do sítio em Atibaia, e sobre doações do Instituto Lula, nenhum dos casos ligados à Operação Lava Jato. O Fachin não se posicionou sobre a validade, ou não, das acusações, e sim sobre a ilegitimidade de Sergio Moro para decidi-las.

As motivações da decisão

Alguns afirmam que a decisão se deu justamente para evitar uma decisão do STF quanto às ações de Sergio Moro, enquanto juiz encarregado das decisões da Operação Lava Jato. Ocorre que ainda tramita um pedido de suspeição das acusações contra Lula, mas baseado na parcialidade de Sergio Moro (e não em vício de iniciativa). Se julgado procedente, o pedido poderia anular grande parte das decisões durante o curso da operação Lava Jato, por o juiz ser considerado parcial e inapto a julgar casos envolvendo políticos.

Se foi essa a intenção, parece que o objetivo não foi alcançado: neste dia 9 o STF decidiu, por 4 votos, continuar julgamento contra Moro. Fachin foi voto vencido.

Medindo as vitórias

De uma forma ou de outra, é importante entender que os processos contra Lula ainda serão reavaliados por juízes federais do Distrito Federal. Ou seja, o que foi revogada foi a condenação, mas o processo continua em trâmite. Será sorteado um juiz para reapreciar o caso Lula.

Independentemente do que ocorrer, houve já uma vitória em favor da democracia. Ninguém deve ser considerado culpado a não ser que provado o contrário. Moro, definitivamente, não era juiz apto a julgar o caso. Reconhecer isso é um triunfo da justiça! É apenas uma pena pensar que o trâmite jurídico parece favorecer a alguns mais bem equipados. Há 521 anos os menos privilegiados vem sendo presos torturados e mortos sem direito a todos os recursos justos (mesmo quando a lei os prevê). O que ocorreu foi, sim, a correção de uma injustiça. Mas há ainda um grande histórico de correções pela frente, antes que os 521 anos de dominação e injustiça possam ser considerados sanados. Vale lembrar: Rafael Braga ainda não foi inocentado.

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Posição da bancada do PSOL sobre a renda emergencial paulistana

Posição da bancada do PSOL sobre a renda emergencial paulistana

SÃO PAULO PRECISA DE UMA RENDA QUE ATENDA DE FATO QUEM MAIS PRECISA

Posição da bancada do PSOL sobre a renda emergencial paulistana

 O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, enviou para a Câmara Municipal de São Paulo projeto que prevê a prorrogação da renda emergencial paulistana por mais três meses.  O Psol vem por meio desta nota externar sua posição sobre o tema.

A proposição tem méritos, mas é absolutamente insuficiente para fazer frente às necessidades da população da cidade, em especial depois do fim do pagamento do auxílio emergencial federal. Desde o começo da pandemia milhões de paulistanos encontram-se em situação de miséria. O auxílio paulistano tem lacunas importantes que precisam ser solucionadas durante a votação na Câmara.

A primeira diz respeito ao escopo dos beneficiários que se restringe aos participantes do CadÚnico e às famílias dos ambulantes informais que possuem Termo de Permissão de Uso (TPU), ou estão registradas no sistema Tô Legal. O programa municipal atinge pouco mais de 1,2 milhão de pessoas. O auxílio federal, por sua vez, atingiu na cidade de São Paulo cerca de 2,5 milhões de famílias e quase 5 milhões de pessoas.

A prefeitura precisa buscar o governo federal para ter acesso ao cadastro de paulistanos que receberam o auxílio federal. Somente dessa forma será possível atingir todas as pessoas que realmente necessitam do auxílio.

Outra lacuna do projeto de Covas diz respeito ao valor de R$100 por membro da família. O fim do auxílio emergencial federal coloca um desafio extra para o município. É dever da cidade mais rica do país garantir que seus munícipes não passem fome. É preciso, portanto, pagar um valor de ao menos R$350 por pessoa. Esta foi a média do valor recebido por habitante cadastrado no auxílio federal em São Paulo.

Covas quer garantir o pagamento apenas pelos próximos três meses. Esse tempo é absolutamente insuficiente. Nada indica que a situação do país irá melhorar em um período tão curto de tempo. É preciso, portanto, garantir que os paulistanos que precisam recebam a renda até pelo menos quando o plano municipal de vacinação esteja concluído.

Por último, assim como no auxílio federal, as mães e os pais de famílias monoparentais devem receber o dobro do benefício. É justo que o responsável que cuida sozinho dos filhos receba uma renda maior para fazer frente às necessidades básicas.

Na próxima semana, o Psol  apresentará uma proposta de substitutivo alinhada às reivindicações de ampliação do auxílio expostas acima, de forma a garantir que mais paulistanos sejam beneficiados pela renda emergencial e possam atravessar com dignidade a crise atual.

Bancada do PSOL na Câmara Municipal de São Paulo

Bancada do PSOL na Câmara Municipal de São Paulo

Deputados trocam apoio a Bolsonaro por verbas extras!

Deputados trocam apoio a Bolsonaro por verbas extras!

Entenda como a corrupção de Bolsonaro acontece a céu aberto!

Oras então. Aí está a tal da “nova política”. É na verdade a mesma coisa que a velha, só que de forma mais descarada! Logo depois de Bolsonaro dizer que criaria Ministérios em troca de apoio nas votações para presidente da Câmara e do Senado, deputados trocam apoio a Bolsonaro por verbas extras! E da maneira mais escancarada possível! Foram, ao todo, 3 bilhões de reais destinados a 285 deputados federais!

Lá se vão os dias dos grupos secretos do Telegram e das reuniões a sete chaves de políticos influentes. Agora, de fato, a coisa é diferente. A nova política chegou! Nessa eleição para presidente da Câmara dos Deputados Federais, circulou entre os parlamentares com uma planilha dos nomes dos deputados e os valores a eles alocados. Tudo da maneira mais escancarada possóvel. A própria mídia oficial teve acesso à planilha. A corrupção no Congresso está como o esgoto em São Paulo: a céu aberto! O Planalto fede em sordidez.

O cara quer se salvar

As verbas, no caso, são trocadas por votos para o Presidente da Câmara dos Deputados. Acontece que até as trocas acontecerem, o candidato apoiado por Bolsonaro estava perdendo. Agora, após uma rápida compra, os placares viraram. O candidato Baleia Rossi, em teoria representante de uma tímida “oposição” a Bolsonaro, ameaçava abrir o processo de impeachment contra o Bozo. Então, no caso, a compra de votos é para salvar a própria pele do Bolsonaro.

Acordos assim não são incomuns na política. Ocorrem, inclusive, em todas as casas dos poderes políticos, desde o Congresso nacional, até as Câmaras Municipais. O Toninho mesmo já denunciou diversos esquemas aqui em São Paulo. Mas antigamente os políticos buscavam, ao menos, disfarçar um pouco as coisas. É irônico pensar que justamente aquele que se vendeu como a “nova política” parece comprometido em preservar o que há de pior na política. A corrupção e o elitismo do Congresso Nacional.

O cenário não é esperançoso. Bolsonaro precisa cair, mas para isso acontecer não bastará ação no parlamento. Mais do que nunca na história do Brasil, é fundamental que o povo e una para lutar contra a tirania! Democracia de farda é ditadura militar. É este o cenário ao qual nos aproximamos. Tem hora para o diálogo. Agora é hora da Luta!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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A Corrupção Acabou?

A Corrupção Acabou?

Saiba um pouco sobre mais esse grande escândalo de corrupção!

“A corrupção acabou” Foi a frase mais engraçada proferida pelo presidente da república, Jair Bolsonaro. Hoje as contas do Governo Federal acumulam polêmicas. Uma das contratações mais curiosas, talvez tenha sido a compra de 15 milhões de reais em leite condensado.

Os escândalos nas contratações foram escancarados, pela primeira vez, a partir de matéria do Jornal Metrópoles. Desde então inúmeras agências de notícias, investigadores e civis independentes checaram e confirmaram as informações contidas nas denúncias. Em essência, tudo se resume a um laranjal de micro e pequenas empresas que movimentam quantias milionárias em contratos sem licitação com órgãos do Governo Federal.

 

Um dos casos curiosos, desvendado pelo perfil no Twitter de @boscadin, é o da empresa “Saúde e Vida Comercial de Alimentos Eireli”. A empresa foi contratada pelo valor de 12 milhões. Apesar do alto valor movimentado, a empresa está inscrita como microempresa individual, no nome de Azenate Barreto. Mesmo com a empresa sendo sediada em Brasília, Azenate Barreto vive em Campos dos Goytacazes, RJ. Familiares da “empresária”, seu marido e seu filho, também são donos de microempresas individuais, que também moveram dezenas de milhões de reais em contratos com o Governo. Ambos os parentes também moram em Campos de Goytacazes.

Esse caso é estranho por si só. Mas não é o único. Outro, também, bastante curioso, é o da empresa Freedom Soluções em Serviços LTDA. Apesar de existir há pouco mais de 10 meses, já firmou com o Ministério da Defesa de Bolsonaro contrato no valor de 472,7 milhões de reais para serviços de “consultoria”! E as estranhices não param por ai: o endereço registrado da empresa é …. Isso já seria curioso por si só. Uma empresa que move quase meio bilhões de reais se localizar em uma loja de um prédio comercial na cidade de menos de 20 mil habitantes de Porto Real, Rio de Janeiro. Mas a coisa fica completamente inexplicável quando é verificado que no endereço indicado não existe nada. Zero. Nem ao menos um prédio mequetrefe. O endereço fornecido é o de uma estrada de terra.

A coisa provavelmente vai muito mais longe que isso. E todos os que chegaram aqui são convidados a pesquisarem no site do Portal da Transparência para ajudar na apuração. Mas o que surpreende é a cara de pau da família Bolsonaro. Em resposta a essas acusações o melhor que Eduardo Bolsonaro (filho do Jair) conseguiu pensar em fazer foi sair em defesa d direito dos milicos de comerem leite condensado! Ele acha, ou finge achar, que é esse o problema, e não o fato das contratações terem pouca transparência, e envolverem empresas que não deveriam ter condições para moverem tanto dinheiro quanto movem.

Marcelo Freixo, Deputado Federal do PSOL RJ, quer abrir uma CPI para investigar esses e outros absurdos. As compras são mais do que estranhas. Ao todo estamos falando de 1,8 bilhão só em compras de supermercado pelo Governo Bolsonaro. Para se ter uma ideia de quão grosseiramente absurdo é o número, isso daria 500 reais por funcionário público que trabalha no Distrito Federal por mês! O suficiente para cada funcionário fazer um belo de um supermercado!

Com alguma sorte mais dados vão surgir sobre esse mega escândalo de corrupção. Será que vai ser o suficiente para, enfim, retirarem o Bolsonaro do poder? Ou será que, mais uma vez, o Congresso vai ser conivente, virar as costas, e fingir que não é com eles? E então Jair, a corrupção acabou?

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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E quando invadirem Brasília?!

E quando invadirem Brasília?!

Entenda porque a invasão do Congresso estadunidense pode por a democracia brasileira em jogo

Como todos sabem, esse dia 6 de janeiro terroristas armados invadiram o Congresso dos Estados Unidos. O objetivo era dar um golpe no país, e tornar Donald Trump, derrotado nas urnas, um ditador. Os terroristas – até agora – não tiveram sucesso. É provável que as instituições do país sejam, ao menos, suficientes para impedir algum desastre dessa magnitude. Mas preocupa bastante pensar que o Bolsonaro se espelha no Trump. Em 2022, quando Bolsonaro perder as eleições presidenciais, há risco real de ele tentar fazer o mesmo. Mas aqui ele contaria com apoio de milícias ligadas ao tráfico de drogas, além de grandes partes das polícias militares. E quando invadirem Brasília?! O risco de um golpe é real! não podemos abaixar a guarda e deixar para agir só em 2022! Bolsonaro precisa ser afastado. E isso precisa ser feito rápido!

Os terroristas dos Estados Unidos estavam armados, e preparados para a guerra. Foi um milagre terem morrido apenas 4 pessoas. Os manifestantes chegaram a tentar ameaçar e agredir deputados da oposição (além do próprio vice presidente de Trump, o Mike Pence). De dentro do salão em que ocorrem as votações do Congresso, seguranças chegaram a usar mesa para barrar a entrada na porta, enquanto se preparavam para reagir em caso dos terroristas armados a arrombarem. A intenção do protesto era clara: negar os resultados das últimas eleições e tornar Trump um ditador. Grande é o contraste com as manifestações pacíficas e organizadas da esquerda. No caso da direita, vários manifestantes estavam armados. O objetivo não era pressionar os políticos, mas ameaça-los de morte. Apenas porque não gostaram dos resultados das eleições, que revelaram Trump como o perdedor.

Trump incitou os terroristas!

Minutos antes da invasão acontecer, Trump fez discursos incitando os manifestantes. “Vocês têm que mostrar força e têm que ser fortes. Viemos exigir que o Congresso faça a coisa certa e conte apenas os eleitores que ‘votaram legalmente. Que votaram legalmente’ (sic.) Eu sei que todos aqui logo estarão marchando para o edifício do Capitólio” Para além do tom agressivo, é importante atenção ao contexto: Trump passou as semanas anteriores negando os resultados das eleições presidenciais, dizendo que ele teria ganho e que, na verdade, deveria ser o presidente. Obviamente é tudo mentira. E no contexto as mentiras escalaram para uma marcha violenta com o objetivo de fazer de Trump um ditador!

Tradução do tweet: "é isso que acontece quando eleições sagradas, ganhas de lavada, são arrancadas de grandes patriotas que foram tão mal e injustamente tratados por tanto tempo. vão para casa com amor e paz. Lembrem-se desse dia para sempre!"

Mesmo sem superestimar o valor da “democracia” liberal-burguesa que reina nos Estados Unidos, o evento é preocupante por si só. Há, ao menos em teoria (mesmo que na prática de forma bastante limitada) um pressuposto de que as instituições do país devam ser controladas pelo povo. Um ditador assumir seria o fim dos poucos aspectos democráticos no país, e teria consequências políticas e econômicas globais.

No Brasil o caso é ainda mais grave!

Mas o Brasil tem algo mais a temer: a saúde de suas próprias instituições democráticas. E quando invadirem Brasília?! Não é segredo algum que Bolsonaro gostaria de dar um golpe e assumir como ditador. Já afirmou, em mais de uma ocasião, ser favorável a um golpe e admirador da ditadora militar brasileira. Também não há dúvidas de que Bolsonaro se espelhe nas ações de Donald Trump (o seu ídolo). Bolsonaro chegou a bater continência à bandeira dos Estados Unidos, em forma, na verdade, de homenagem a Trump.

Mas aqui a situação seria ainda mais grave que nos EUA. E quando invadirem Brasília?! Não apenas nossas instituições democráticas são ainda mais frágeis que as de lá, como aqui o Bolsonaro já conta com apoio expresso de milícias armadas, muitas delas ligadas ao tráfico de drogas armas e pessoas. Mais que isso, Bolsonaro conta com o apoio do exército e das polícias militares do Brasil. Mobilizações recentes de sua base no Congresso para diminuir o controle civil das polícias militares podem ser vistas como preparo dele para um golpe em 2022.

Nós não podemos nos dar ao luxo de esperar até lá! Não podemos ficar quietos enquanto um fascista conspira um golpe contra o povo, a república, a democracia e a justiça! É importante agirmos agora! O caminho que devemos tomar é prosseguir com o impeachment de Bolsonaro o quanto antes, e cortar logo a cabeça da cobra do fascismo! Se não agirmos rápido, 2022 pode se tornar 1964!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Retrospectiva 2020 – O que Toninho fez?

Relembre as ações do vereador do  PSOL durante todo 2020 para combater a pandemia e as irresponsabilidades do governo estadual e Prefeitura.

E não é que 2020 está chegando ao fim? No entanto, esse ano não poderá ser esquecido, para que não se repitam os absurdos e irresponsabilidades das esferas públicas brasileiras. 

Desde março, quando a pandemia chegou com força no país e o estado de calamidade pública foi decretado, o vereador Toninho Vespoli esteve sempre na linha de frente para propor iniciativas para amenizar os prejuízos da crise aos trabalhadores e para fiscalizar as medidas promovidas pelas gestões Doria e Covas.

Confira a seguir um resumo das principais ações de Toninho neste último ano.

– Ao lado da deputada federal Sâmia Bomfim, enviou requerimento questionando o secretario municipal de esporte sobre o descarte de objetos do Estádio do Pacaembu.

– Denunciou as obras da Linha 15 Prata, que ficou paralisada  por cerca de três meses

 

– Protocolou Carta à OMS na ONU contra Bolsonaro!

– Conquistou ação que pode permitir reposição inflacionária a servidores

– Antes da pandemia, articulou ato contra a paralisação da linha 15-prata do Monotrilho.

– Apresentou o PL 186/2020 que propõe uma série de medidas para o combate contra o corona. Muitas das ideias e propostas foram absorvidas no próprio projeto que virou lei do executivo em abril!

– Construiu lei  aprovada na Câmara Municipal para proteger população contra covid-19.

– Lutou pela merenda escolar na pandemia!

Entrou no Ministério Público, para tentar expandir a merenda escolar para todas as crianças matriculadas em escola pública. Ao invés disso, Bruno Covas quis dar voucher apenas a parte dos alunos.

– Votou sim para enviar R$ 38 milhões para a Secretaria da Saúde

A iniciativa enviou verbas usadas na administração da Câmara Municipal para a Secretaria da Saúde. 

– Aprovou a redução de 30% do seu próprio salário

 

  1. Acionou o Ministério Público para convocar os aprovados em concurso público na área de saúde

2. Acionou o MP contra superfaturamento na compra de máscaras!
A prefeitura comprou máscaras 9 vezes mais caro do que o valor de mercado! Esse superfaturamento é muito suspeito. Por isso, Toninho acionou o MP.  (Ofício 49º GV nº 185/2019; e Ofício 49º GV nº43/2020)

3. Acionou Ministério Público para que o governo de São Paulo criasse um hospital de campanha para tratar doentes de covid-19 na região da zona leste.

1. Denunciou organização responsável pela gestão do Hospital de Campanha do Anhembi
2. Provocou a Secretaria Municipal de Educação com requerimentos sobre a reorganização da EJA regular para o segundo semestre 

1. Acionou Ministério Público para apurar irregularidades nas obras do Vale do Anhangabaú


2. Protocolou projeto de lei n° 442/2020 que garante abono aos professores durante a pandemia 

1. Votou contra o projeto que cria voucher para a educação infantil e ADIN no Tribunal de Justiça para que a lei que cria os vouchers para as EMEIS seja declarada inconstitucional. 2. Garantiu emenda para que  prorrogar por mais 1 ano e meio os prazos de validade de todos os concursos vigentes.

1. Tomou medidas contra a extinção de cargos de ATE

– Obteve aprovação o nas Comissões da Câmara projeto que altera o nome da rua que homenageia o assassino de Zumbi dos Palmares, para homenagear o próprio Zumbi.

1. Entrou no Ministério Público sobre suposta coerção de funcionários públicos durante o período eleitoral.

 


2. Foi reeleito vereador com 26.748 votos. 

– Apresentou emendas no orçamento 2021 destinadas para melhorias na periferia.

– Votei contra o aumento salarial para o prefeito, vice-prefeito e subprefeitos.

Covas, o radicalmente mentiroso

Ao rei e seus amigos, tudo; aos verdadeiros trabalhadores do município, nada

Não, São Paulo não é uma monarquia, mas os tucanos e seus satélites tratam como se assim fosse. Mandam e desmandam, fazem e desfazem sem ligar para a justiça ou opinião pública, essas tão responsáveis e culpadas pelo que o tucanato faz na cidade e no estado.

A base governista na Câmara Municipal resolveu votar um aumento para o prefeito, por mais que fique em silêncio Bruno Covas não foi pego de surpresa e, provavelmente, foi quem pediu e autorizou a colocação desse projeto em votação, até porque para que ele entre em vigor é necessário a sanção do executivo.

Entenda essa votação absurda

Vamos aos fatos: na sexta-feira (18/12) foi convocada sessão extraordinária para segunda-feira (21/12). Na pauta o projeto 173/2018 que versava sobre reajuste anual dos servidores da Casa. Obviamente, conhecendo o andamento da Câmara isso já era motivo para ficar atentos, já que a correção inflacionária é ação da mesa diretora e consenso entre a maioria dos funcionários e um PL de 2020 seria aprovado sem problemas.

Acontece que a Câmara tem a estranha mania de votar, no final do ano civil e do ano legislativo, leis que atacam frontalmente certas categorias da sociedade e, por outro lado, projeto que concedem benefícios a eles próprios e ao prefeito. Por exemplo, em 2016 os vereadores aprovaram o aumento dos seus próprios salários. Já em 2018 votaram pelo confisco salarial dos servidores públicos. Ambos os casos em dezembro desses anos.

Como 2020 foi um ano atípico, tinha-se a crença que os legisladores pegariam leve. Iam entender o recado da sociedade dado nas urnas e respeitar o fato que o poder de compra do povo caiu, inflação subiu, desemprego está em alta e por isso não iriam votar coisas em benefício próprio. Estávamos enganados.

Desrespeito com quem está na linha de frente contra a Covid-19

Durante o ano o professor Toninho Vespoli lutou para que fosse dado um abono aos profissionais de saúde e das demais carreiras do funcionalismo que estão na linha de frente do combate a Covid-19. A base do governo nem deu importância. A alegação era sempre falta de dinheiro em caixa.

Toninho propôs e a Câmara até aprovou que hotéis ociosos acolhessem a população em situação de rua, ou até mesmo fossem usados para abrigar os profissionais de saúde para que ficassem mais próximo aos seus postos de trabalho, mais uma vez não saiu do papel. Quem estava na linha de frente da luta contra o coronavírus ficou a mercê da própria sorte. Algumas vezes até sem equipamento de proteção.

Desrespeito com todo o funcionalismo  

A justificativa para o reajuste de 46 % para Covas, Ricardo Nunes e os secretários municipais é que se trata de reposição inflacionária. A mesma reposição que o Tribunal de Contas do Município (TCM) mostrou que a Prefeitura não paga a inúmeras carreiras do funcionalismo.

Veja a matemática de Bruno Covas: o prefeito fez sobrar dinheiro, pagando 0,01% anuais para quase metade do funcionalismo e confiscando 3% dos salários e aposentadorias, com o Sampaprev. De 2008 a 2019, a receita da Prefeitura cresceu cerca de 175%. A inflação, pela FIPE, 86%. O TCM mostrou que, para quase metade do funcionalismo, desde 2008, houve perda de cerca de 45%. Pertinho dos 46% do reajuste!

Covas ainda pagou, ferindo a lei 13.303/2002 e a Constituição, só 0,01% anuais para todos estes servidores, mas hoje a Câmara aprova aumento de 46 % no seu salário, do vice e secretários. Apesar de diminuir o salário real e a aposentadoria dos servidores, a Receita cresceu, durante sua gestão, mais de 30 %, mais que o dobro da inflação. Em breve, vai dizer que precisará de um novo Sampaprev, pois gasta muito com o funcionalismo. Uma grande mentira, pois só gasta 35 % com pessoal direto.

Covas, o radicalmente mentiroso 

Passado o período eleitoral e vitória sacramentada, Covas mostra, de fato, quem é o mentiroso e radical em questão. Aquele que mentiu aos trabalhadores das conveniadas dizendo que daria aumento pra elas e nada até agora. O prefeito que segurou os dados de contágio na cidade e dizia que era “fake News” que a cidade teria uma segunda onda e teria que retroceder para a fase amarela do Plano São Paulo.

Covas e sua base mostram agora que são mentirosos e radicais demais e aumentam em 46% o próprio salário. Olha quanta radicalidade.

Com informações da Anis

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo

Edcarlos é jornalista e assessor do mandato do professor Toninho Vespoli

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