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Para Bruno Covas praça de rico vale mais que a vida de pobres

Para Bruno Covas, praça de rico vale mais que a vida de pobres

Entenda o que Toninho Vespoli está fazendo para fiscalizar a reforma faraônica do Vale do Anhangabaú

Enquanto nega dar o amparo necessário à população carente, a prefeitura de São Paulo prefere gastar o dinheiro público com uma reforma cara, feia e possivelmente superfaturada na praça do Anhangabaú, no centro. Para Bruno Covas, praça de rico vale mais que a vida de pobres. Para dar um basta nos abusos Toninho Vespoli ativou o Ministério Público, o TCM e luta para a criação de uma CPI na Câmara Municipal.

Anhangabaú, da feliz cidade

O vale do Anhangabaú sempre foi conhecido por habitantes do centro como uma das poucas áreas verdes restantes na região. Até a reforma, a vista para o vale revelava a suave confluência de três rios que banhavam áreas de árvores e gramados. Não há dúvida de que a área precisava de alguma manutenção. Assim como a maioria das áreas públicas da cidade, Bruno Covas também abandonou o vale. Ainda assim, medidas simples de zeladoria como poda da grama e das árvores, manutenção e colocação de bancos, limpeza do lago natural do vale entre outras coisas simples e baratas bastariam para ressaltar a beleza e exuberância da região.

Bruno Covas não gostou. Queria por que queria gastar dinheiro público em uma reforma total na área. Uma mudança feia, de um “modernismo” datado e bruto. As reformas incluem o soterramento dos rios na região, em preferência de um estilo cinza e feio. Por que as mudanças? Só podemos especular. Mas é bem possível que tenha relação com os interesses de imobiliárias no centro. O plano talvez fosse o de criar uma área elitizada de lazer e turismo, e ao mesmo tempo tornar o ambiente concretado e hostil para a população de rua. 

Na esquerda como era e na direita como ficou

Reforma sem fim

Sejam quais fossem as motivações, Bruno Covas colocou, até agora, 105,6 milhões do dinheiro público na reforma. E detalhe: o valor já é 32% maior do que o combinado no momento da contratação. E isso porque a reforma ainda nem está pronta! Era para a obra ser finalizada em junho de 2020. Atrasou, em teoria, para o dia 30 de outubro. Na data, a prefeitura declarou haver necessidade de “ajustes finais”. A pandemia serviu como panaceia dos incompetentes: é a justificativa oficial para os atrasos.

Não há dúvida de que os gastos com a reforma são mal esclarecidos e desproporcionais. O Tribunal de Contas do Município concluiu isso em relatório próprio, de agosto de 2020. Como reação ao relatório, a prefeitura interrompeu as obras, apenas para retomá-las semanas depois.

Toninho Vespoli diz basta!

Para o Professor Toninho Vespoli isso tudo foi demais. Já durante a pandemia a prefeitura que nega caixa para auxiliar a população mais carente, alegando falta de dinheiro, foi gastar mais de 100 milhões em uma reforma desnecessária de uma praça para os riquinhos do centro? Isso ainda em um projeto feio com problemas estruturais e ambientais. A própria natureza fez questão de protestar: dia 31 de outubro, no dia seguinte a uma das muitas datas de entrega da reforma, uma chuva (nem particularmente forte) fez a praça amanhecer alagada. É lógico! É isso que acontece quando se concreta uma área banhada por rios!

Para Bruno Covas, praça de rico vale mais que a vida de pobres. E é assim que ele escolhe gastar o dinheiro do povo. Toninho Vespoli não vai deixar quieto. 

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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Pelo Povo Unido Contra os Cortes!

Pelo Povo Unido Contra os Cortes!

Saiba como Bolsonaro está desmontando a saúde educação e meio ambiente, e o que você pode fazer para lutar contra o desmonte!

Hoje foi sancionada, pelo presidente, a Lei Orçamentária Anual de 2021. A direita brasileira, incluindo o centrão e a base de Bolsonaro, fizeram aprovar uma lei que corta a educação, o meio ambiente, e até mesmo a saúde pública! Alguns talvez estejam, com razão, estranhando a aprovação tardia. O ano começou já faz 4 meses, e só aprovaram agora! Não foi por acaso. A direita esperou distância das eleições de 2020, para quando o povo estivesse menos atento. Os caras se safaram com os cortes porque, em meio à pandemia, a população estava preocupada demais com problemas graves e imediatos, para prestar atenção e fiscalizar a ação pública! Os parasitas do Congresso, portanto, se aproveitaram da crise que passamos para ferrar ainda mais o povo! Para mudar a lei será necessária ação popular. Pelo povo unido contra os cortes!

Cortes em áreas sociais e ambientais!

A lei sancionada coleciona absurdos. A começar com as áreas que sofreram cortes. A pasta da educação perdeu quase 27 bilhões de reais! A pauta ambiental também não foi poupada. Literalmente no dia seguinte após prometer para 40 países que dobraria o valor cedido à luta contra o desmatamento, Bolsonaro sancionou corte de 294 milhões de reais na pasta. É o menor valor desde 2010! Se comparado ao valor em 2018, um ano antes de Bolsonaro assumir, houve uma perda de cerca de 30%! Nem mesmo a saúde, em plena pandemia, foi poupada pela tesoura do presidente. O ministério da saúde perdeu mais de 35 bilhões de reais!

A maioria destes cortes se deram por veto presidencial. Ou seja, o próprio Bolsonaro cortou os valores. Ele não merece o “mérito” todo, no entanto. Os cortes foram, em grande medida, combinados com o centrão. Basicamente alguns deputados não queriam ficar ruins na fita. Querem enganar o povo fingindo que são contra os cortes. Por isso combinaram de ter sugestões de aumento em áreas do orçamento aprovadas no Congresso, já sabendo que seriam, depois, vetadas pelo Bolsonaro.

Contos para boi dormir

Uma das “justificativas” dos cortes foi um suposto respeito à regra do teto dos gastos. É história da carochinha por várias razões. Primeiro porque cada vez mais economistas questionam quão ruim é de fato expandir o déficit público. Em meio à pandemia, vários países (inclusive os ditos “civilizados”) aumentaram o déficit. Para a ojeriza dos economistas neoliberais os aumentos não foram acompanhados por alta na inflação nem alta nos juros. Mais um prego no caixão funesto dos economistas de direita.

Outra mostra de que a desculpa não cola é pensar que, ao mesmo tempo que Bolsonaro corta de áreas sociais, ele perdoa dívidas de empresas multibilionárias. Só recentemente, Bolsonaro praticamente deu de presente 1,6 bilhões de reais para as empresas Coca-Cola e Ambev (a dona da Brahma, Skol, Guaraná Antártida entre várias outras). Mas isso é uma gota no oceano perto dos 80 bilhões de reais por ano que o Brasil deixa de cobrar de dívidas de grandes empresas. Isso tudo para não entrar nos mais de 400 bilhões perdidos em esquemas bilionários de evasão fiscal, e das fontes de renda não regulamentadas em lei, mas previstas na Constituição, como taxação de grandes fortunas. Em suma, Bolsonaro é austero com o povo, e gastão com os mega ricos.

A saída é a luta!

Vários grupos, partidos e entidades da sociedade civil estão se organizando para tentar contestar os cortes em áreas sociais na justiça. De um lado, é bem possível que os cortes na educação e na saúde desrespeitem os percentuais mínimos do orçamento previstos na Constituição Federal. Além disso, entidades estão se mobilizando pela falta de previsão no orçamento sobre verbas específicas para o combate à pandemia. Mais uma vez, Bolsonaro mostra seu negacionismo: nega a covid até no orçamento!

Há muito a ser feito, mas é provável que nada vá mudar se o povo não se mobilizar. Apesar da covid, infelizmente talvez seja necessário, mais uma vez, que o povo vá às ruas. Não podemos aceitar que cortem da saúde, da educação e do meio ambiente! Pelo povo unido contra os cortes! Os ricos deveriam pagar a sua parte, e o povo deveria estar no poder!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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As armadilhas do desconto em dívidas públicas

As armadilhas do desconto em dívidas públicas

Entenda aqui por que o Programa de Parcelamento incentivado pode conter vários problemas

Está para ser votado o PL 177/2021 na Câmara Municipal de São Paulo. O projeto tem objetivo de criar um Programa de Parcelamento Incentivado (PPI) para a cidade. Esse tipo de programa basicamente cria condições especiais de pagamento de dívidas de empresas com a cidade para conseguir dinheiro em caixa. Parece bom, certo? Bem, é mais complicado. Sem dúvida com a pandemia milhares de micro e pequenos empreendimentos se viram sem como se sustentar. Algumas dessas empresas têm dívidas com o município. Programas do tipo podem salvar estes grupos da falência. O problema é quando o programa é usado por grandes grupos, com capital liquidável, para basicamente dar um calote nas contas públicas. Isso sem nem entrar em vários “jabutis” deixados no projeto do PPI. Pautas sem ligação direta com o programa, e que podem ser desastrosas para a cidade! Entenda as armadilhas do desconto em dívidas públicas.

O PPI pode ser bom, quando usado para ajudar o povo

A ideia do PPI não é de todo ruim. Na cidade de São Paulo a maioria dos trabalhos ocupações vêm de microempreendedores individuais, microempresas e pequenas empresas, no geral no setor de serviços e turismo. E trabalhar no ramo não é fácil, especialmente para quem é pequeno. E ainda mais na pandemia! Muitos destes lugares se viram sem como pagar as contas mais básicas, o que dirá os impostos com o município. Depois de um tempo a dívida começa a acumular, os juros arrolam e de repente a empresa tem nas mãos uma bola de neve. O desespero é grande. Muitas entraram em falência com a pandemia. Outras tantas fecharam as portas, ou foram vendidas para grupos maiores. Poder parcelar, ao menos as dívidas e impostos com o município, pode ser um salva vidas para muitos

Mas sempre tem uns aproveitadores. Grandes grupos, complexos universitários e (pasmem!) inclusive vários bancos que alegam ser pobres coitados sem dinheiro para pagar o IPTU! Mais que isso, estes grandes grupos costumam ter bons advogados e contadores. São justamente os mais bem equipados para conseguirem os descontos. Na prática o que se tem é a legalização de calotes! Carta branca da prefeitura para deixar de pagar impostos. O salva-vidas de uns é o punhal nas mãos de outros. Alguns desses grupos são o banco BANESPA (2,9 bilhões devidos), o banco Itaú (4,5 bilhões devidos), a universidade privada UNIMED (2,8 bilhões devidos) e a empresa de cartões American Express (600 milhões devidos). Pelo projeto sendo estudado, todos os grupos mencionados poderiam contar, em algum grau, com descontos em suas dívidas. Isso é o mesmo que a cidade DAR dinheiro público para os grupos.

As armadilhas do desconto em dívidas públicas

Isso é um complicador do Projeto de Lei, mas não é o único. São várias as armadilhas do desconto em dívidas públicas como previsto no projeto de lei. Pautas sem nexo direto com a proposta principal e que poderiam ter consequências desastrosas. Uma delas permite que o executivo aliene imóveis sem ter que passar por votação na Câmara Municipal. Significa que o mesmo município que tenta vender tudo o que pode para a iniciativa privada (até mesmo terrenos de escolas!) vai poder fazer isso sem precisar de votação na Câmara Municipal. Sem debate com o povo, ou entre os legisladores. De forma autoritária e a serviço do capital.

Outra coisa prevista no projeto é a permissão do município entrar em dívida com bancos internacionais para pagar os precatórios (basicamente, dívidas acima de 60 salários mínimos do município). Decisão judicial é decisão judicial, e o município deveria respeitar mais os seus compromissos. Mas a cidade é superavitária. não precisa de empréstimos para pagar os precatórios! E o que é ainda mais gritante da proposta, no entanto, é que as dívidas podem ser contraídas com bancos internacionais, e sem condições de juros máximos! Na prática isso pode fazer o município contrair uma espécie de dívida externa, e se tornar (ainda mais) submisso ao capital estrangeiro!

Não podemos legalizar calotes!

Vale notar que a proposta desse empréstimo (que de acordo com o projeto seria no valor de 2,5 bilhões de reais), pode vir de mãos dadas com reformas, previstas no mesmo projeto, na estrutura contábil e fiscal do município de São Paulo. Estas reformas são previstas ao longo de vários ítens bastante técnicos. Justamente por isso faria sentido debater os pontos em projeto próprio, com a devida transparência e participação civil. E se no meio das reformas fiscais tem algum mecanismo que dificulte a fiscalização do dinheiro público? Será que o PSDB se preocupa tão pouco assim em assegurar que medidas que possam afetar o erário sejam devidamente discutidas?

Por fim, o projeto ainda aumenta de 5 para 15 mil limite do valor das dívidas contra as quais a Procuradoria Geral do Município pode ficar sem ajuizar ações. traduzindo para português, significa que se um grupo fizer uma dívida de até 15 mil reais com o município, a procuradoria não iria fazer nada! Não haveria processo na justiça contra os caras. É praticamente legalizar calotes! Por estas e por outras razões o projeto é bem complicado. São as armadilhas do desconto em dívidas públicas. 

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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‘Estou disposto a disputar o Governo de SP em 2022’, diz Boulos

Boulos é Toninho e Toninho é Boulos!

Saiba porque Boulos é a solução para 2022!

Texto publicado originalmente em https://www1.folha.uol.com.br/amp/colunas/monicabergamo/…

Depois de disputar a presidência da República em 2018 e de ter disputado o segundo turno da sucessão municipal na cidade de São Paulo, Guilherme Boulos afirma que está “disposto a assumir o desafio de disputar o Governo de São Paulo em 2022”. E animado para acabar com o “Tucanistão”, como se refere à sucessão de governos do PSDB no estado.

Nesta entrevista exclusiva, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto colunista da Folha prega a unidade do campo progressista para lançar um candidato único contra Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais do próximo ano.

Diz que o nome mais forte para disputar a sucessão presidencial hoje é Lula. E afirma que a unidade implica gestos. “Não é razoável que numa composição, numa aliança política, tenha um partido que seja a cabeça de chapa em todos os lugares, em nível nacional, em nível estadual. Não é razoável isso”, diz.

O cenário político mudou depois de sua campanha a prefeito de São Paulo, em 2020. Lula recuperou o direito de ser candidato e a epidemia do novo coronavírus se agravou. Como vê a situação?

O maior desafio que a gente tem hoje é tirar o Brasil desse pesadelo. O Brasil virou o cemitério do mundo. Nós temos um genocídio deliberado. É devastador a gente ver 4 mil pessoas morrendo por dia, ver colapso na saúde sabendo que a gente só não está pior do que isso por causa do SUS, por causa de milhares de profissionais de saúde se arriscando todos os dias. E por causa dos freios que, de algum modo, algumas instituições estão colocando ao [presidente Jair] Bolsonaro.

Por isso eu acho fundamental a instalação da CPI da pandemia. Se for séria, ela vai apontar crimes de responsabilidade do Bolsonaro ao ter negado a vacina, ter boicotado medidas de isolamento sanitário. E pode ser o primeiro passo para o impeachment.

Não dá para simplesmente esperarmos [a eleição de] 2022.

E nós estamos vivendo também uma pandemia da fome. São quase 20 milhões de brasileiros com fome, desemprego estourando, bujão de gás a R$ 100, inflação de alimentos. E nesse contexto o Bolsonaro corta o auxílio emergencial.

Um dos projetos ao qual tenho me dedicado muito é o das cozinhas solidárias do MTST. Viajei para Planaltina, no Distrito Federal, para Roraima, no extremo norte [do país] para inaugurar essas cozinhas, para combater a fome, para dar visibilidade a esse problema.

Numa crise dessa dimensão, o impeachment não traria ainda mais turbulência? E não é inviável o impedimento de um presidente com o apoio que Bolsonaro tem?

Não há turbulência pior para o Brasil do que 4 mil mortos por dia. Tirar o Bolsonaro é a possibilidade de o Brasil sair da crise, tanto econômica quanto sanitária. Com ele, não há saída para a crise que o Brasil enfrenta.

E acho que a lealdade do Centrão ao Bolsonaro tem limites. Aliás, seria inédito na história política brasileira que o Centrão fosse fiel até as últimas consequências. Eles vêem o Bolsonaro se desgastando como está, no pior índice de apoio social desde o início do governo.

O Centrão também está preocupado em reeleger seus deputados no ano que vem. Se o presidente vira tóxico, eles podem pular do barco e isso cria as condições para o impeachment. O trabalho tem que ser nesse sentido.

Seria o terceiro impeachment da história recente do Brasil. Não está na hora de o país talvez virar essa página de impedimentos e colocar as coisas em outros termos? Estamos a pouco tempo de uma eleição, em que o voto pode decidir o destino do presidente.

Se nós olharmos, o Bolsonaro fez coisas muito mais graves do que o [ex-presidente Fernando] Collor [que sofreu impeachment em 1993]. A Dilma [Rousseff] não cometeu crime e foi “impeachmada”.

É evidente que queremos estabilidade para a democracia brasileira. Agora, é possível estabilidade com um genocida no poder? É possível estabilidade democrática com alguém que defende ditadura militar e tortura? Eu acredito que não.

O senhor fala de unidade do campo progressista. Seis presidenciáveis de centro ou centro-direita assinaram recentemente um manifesto que incluiu o Ciro Gomes. Ele está no campo progressista ou no desses presidenciáveis?

O campo progressista é quem se coloca na oposição ao Bolsonaro tanto no seu autoritarismo político como também na sua política econômica neoliberal e anti-popular. Essa é uma definição importante.
Você ter uma frente democrática contra o Bolsonaro eu acho importante, bem como que figuras que sempre foram historicamente da direita ou da centro-direita também se oponham ao bolsonarismo nos dias de hoje.

Agora, isso não basta. Sobretudo se a gente fala de um processo eleitoral. Numa eleição você não vai dizer só o que você não quer. Você tem que apresentar para o povo o que você quer.

Não dá para ignorar o que trouxe o Brasil para 14 milhões de desempregados, com quase 20 milhões de pessoas com fome, com a economia devastada, o país está em pandarecos. O que trouxe a gente até aqui foi uma política neoliberal, uma política criminosa de cortes, de ajustes, que não se preocupa com o povo e amplia as desigualdades.

O corte importante para uma unidade progressista em 2022 é ter um projeto popular, de reconstrução nacional com retomada de investimentos públicos, com combate às desigualdades. E que hoje passa sem sombra de dúvidas também pela revogação do teto de gastos, de colocar na mesa a ampliação da base monetária a tributação progressiva. Esses são pontos importantes de demarcação?

O Ciro está lá ou cá?

Ele defende essas posições. Agora, Ciro busca um arco de alianças que eu francamente acredito que nem é possível [fechar]. Ou alguém acha que a centro-direita brasileira não vai ter uma candidatura própria? Eles vão ter.

E não seria o Ciro?

Eu vejo isso como bastante improvável, até mesmo pelas posições sobre política econômica que o Ciro expressa abertamente.

Eu acho importante que o [ex-ministro da Saúde Luiz Henrique] Mandetta, o [governador de São Paulo, João] Doria, o [governador do Rio Grande do Sul, Eduardo] Leite se coloquem contra o Bolsonaro. É melhor do que estarem a favor dele. Deixa o Bolsonaro isolado. Mas acho que é uma certa ilusão achar que esses setores possam estar juntos com a esquerda eleitoralmente em 2022. A direita brasileira, a centro-direita, terá candidatos.

E no segundo turno?

No segundo deles, eles se dividem [caso fiquem fora da disputa]. Uma parte deles pode compor com um projeto progressista. Por isso é importante ter pontes. Eu não rejeito essas pontes de diálogo. Mas não vejo possibilidade de aliança em primeiro turno. Tem uma diferença fundante [entre os dois grupos] que é a agenda econômica, a visão do país.

Em torno de quem se daria essa união que você prega do chamado setor progressista? Em torno do Lula, se ele for candidato, até mesmo por essa força incontrastável dele nesse campo?

Eu defendo essa unidade nacional do campo progressista. Temos que ver qual é o nome que vai ter melhores condições de derrotar o Bolsonaro em 2022.

Se for o do Lula… hoje é. Estamos a um ano e meio da eleição. É evidente que a unidade tem que ser construída em torno do nome com melhores condições de derrotar o Bolsonaro. Mas também em torno de um projeto.

A decisão sobre candidatura em 2022 também, da parte do PSOL, não é uma decisão individual minha. Ela vai passar pelo debate coletivo do partido. O partido tem congresso marcado para o segundo semestre e vai poder se definir.

O nosso foco tem que ser derrotar o bolsonarismo e apresentar um projeto de reconstrução nacional.
Isso passa por um debate de um projeto nacional. Unidade se constrói com gestos dos dois lados. Unidade é uma via de mão dupla.

Uma pesquisa do Ipespe divulgada pelo jornal Valor Econômico na semana passada mostrou que você aparece com 16% para o Governo de São Paulo. Seria um projeto para 2022?

Eu devo te confessar que tenho muita disposição de acabar com o “Tucanistão” [a sequência de governos do PSDB no estado].

Já deu. Tem um cansaço, um desgaste do PSDB com essa mesmice tucana governando o estado há mais de 30 anos. Uma capitania hereditária com histórico de roubalheira, máfia da merenda, do metrô, do Rodoanel.

Ontem mesmo a Folha colocou [uma reportagem que mostrava] 620 obras paralisadas no estado. E ainda enchem a boca para falar de gestão.

Derrotar o “BolsoDoria” [o slogan foi lançado pelo então candidato ao Governo de SP João Doria em 2018] em São Paulo é muito importante.

E muita gente me procurou depois das eleições de 2020 [em que Boulos disputou a Prefeitura de São Paulo], em que a gente teve mais de 2 milhões de votos.

Lideranças partidárias, lideranças sociais, colocam esse debate sobre uma candidatura ao governo do estado.

Tenho visto pesquisas que nos colocam inclusive em primeiro lugar, em empate técnico com outros candidatos.

Preciso fazer naturalmente esse debate com o meu partido. Mas eu estou disposto a assumir o desafio de disputar o Governo de São Paulo em 2022. E construindo uma unidade dos progressistas. Sem unidade é muito difícil derrotar a máquina do PSDB.

O que seria essa unidade? Uma aliança com o PT? Com que outros partidos?

Eu tenho dialogado e quero fortalecer esse diálogo com todos os partidos do campo progressista.
Eu não vou citar nominalmente até em respeito a eles, que devem estar discutindo também os seus caminhos, os seus projetos.

Mas quero fazer esse debate de ampliação do campo progressista para que a gente consiga acabar com essa hegemonia nefasta do PSDB em São Paulo.

Na disputa para prefeito, em 2020, você falava que se o Fernando Haddad fosse candidato, não entraria na disputa. Ele não foi, e você, sim. Manteria o seu nome mesmo com ele na cédula? Ou, depois de ter saído da eleição com 2 milhões de votos para prefeito em 2020, o diálogo hoje seria um pouco diferente?

Eu nunca condicionei o lançamento da minha candidatura a prefeito a outros nomes. Eu tenho muito respeito pelo Haddad, uma relação de amizade com ele.

Agora, em primeiro lugar acho que ele não vai ser candidato. O que tenho visto é que ele quer estar ajudando o Lula na construção de um projeto nacional.

Tem uma outra coisa: unidade tem que ser uma via de mão dupla. Unidade implica gestos.

Não é razoável que numa composição, numa aliança política, tenha um partido que seja a cabeça de chapa em todos os lugares, em nível nacional, em nível estadual. Não é razoável isso.

É claro que ainda está muito cedo. Estamos a um prazo longo da eleição. Nesse momento a minha preocupação é o enfrentamento à pandemia. É o enfrentamento à fome. Todas as minhas iniciativas políticas estão nesse lugar.

Ainda não é momento para campanha. Mas eu acho que nós temos, sobretudo após as eleições municipais, legitimidade para dialogar com esse campo político para buscar construir uma candidatura unitária que enfrente o PSDB.

Ou seja, não faria sentido ter um candidato do PT como cabeça de chapa para presidente, o PT como cabeça de chapa no governo do estado, e vocês como coadjuvantes.

É o que eu te disse: unidade tem que ter via de mão dupla e tem que passar por uma discussão de projeto.

Eu estou aqui colocando uma disposição inclusive por busca e procura de diálogo com um conjunto de lideranças do estado de São Paulo.

Essa disposição ainda precisa ser dialogada com o meu partido. Estamos a um ano e meio da eleição. Não é momento de a gente centrar a pauta política em eleição.

Acho que é momento de centrar a pauta da oposição em impeachment do Bolsonaro, em medidas contra a fome, em retomada do auxílio emergencial de R$ 600. Na vacinação do nosso povo. O foco é esse.

Agora, para se ter aliança, é preciso gestos de todos os lados.

Há sempre uma comparação da história do PT com a do PSOL. O PT veio lá de trás e foi ganhando aos poucos eleições, assumindo prefeituras, governos estaduais. E muitos quadros foram se formando, com experiência administrativa. O PSOL estaria preparado para assumir o Governo de São Paulo ou falta um pouco de músculo, de quadros, de experiência?

A gente juntou na candidatura à Prefeitura de São Paulo alguns dos maiores especialistas da cidade, que participaram de gestões públicas, que estão fazendo estudos diariamente na academia.

Para governar, você precisa ter equipe, um bom grupo. Estamos construindo um excelente grupo. Capacitado. Que conhece a realidade de São Paulo. Conhece a realidade do Brasil. A gente criou um gabinete paralelo que está acompanhando os problemas da cidade.

Tenho dialogado com muita gente que conhece os problemas do interior, construindo essas pontes.

Agora, até para fazer um paralelo: o PSDB se apresenta como bom de gestão. O Governo de SP tem o maior orçamento do país. Olha a situação da pandemia. Temos quase 100 mil mortos [por Covid-19] em São Paulo. Dá para dizer que é uma boa gestão?

O Doria é bom de marketing. Ele tenta capitalizar para ele pessoalmente a vacina do Instituto Butantan, enquanto ele queria privatizar o Butantan no início do governo.

Diz que defende a ciência e tentou cortar 1/3 da verba da Fapesp, que é o principal instituto de pesquisa científica do estado.

Diz que defende a vida, e disse em 2018 que a polícia tinha que atirar para matar. Tem uma condição errática, elitista da pandemia. R$ 245 bilhões de orçamento e não conseguiram dar respostas. Porque não basta, em uma pandemia, você dizer para as pessoas ficarem em casa. A conscientização é importante. Mas você tem que dar as condições para as pessoas ficarem em casa. Ainda mais em um país tão desigual como o nosso.

E o governo do estado, com todo o orçamento que tem, não fez, não deu apoio econômico.
Pega o [governador] Flávio Dino, no Maranhão. Com um orçamento muito menor, deu vale-gás para as pessoas comprarem butijão.

Precisaria ter em São Paulo um auxílio. A prefeitura criou um de R$ 100, que não dá nem para comprar um butijão de gás, e o Governo de SP criou um que vai atender a um percentual ínfimo das pessoas que precisam.

Precisaria ter medidas de apoio a pequenos empreendedores, microempresários, comerciantes que estão com as portas fechadas. Não teve nada. Repito: é uma condução errática e elitista.

A vacina contra a Covid-19 não é um trunfo do governador Doria?

Não deveria ser mérito de um político não ser negacionista. Deveria ser obrigação. Embora o governo dele tenha dado as condições, a vacina é mérito de milhares de servidores da saúde, de cientistas e pesquisadores públicos que colocaram ela em pé no Instituto Butantan.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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Bolsonaro é exposto por sua covardia com a CPI

Bolsonaro é exposto por sua covardia com a CPI

Saiba mais sobre o último escândalo envolvendo Bolsonaro e vazamento de conversa!

Recentemente o Senador Jorge Kajuru vazou um áudio de uma conversa telefônica com o Bolsonaro. No diálogo o Bolsonaro tenta abafar a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da pandemia, praticamente implorando que ela não foque em seus desmandos. Ocorre que a CPI proposta, no atual formato, deve investigar erros e incompetências feitos pelo governo federal durante a pandemia. Assim como em outros momentos, Bolsonaro será exposto por sua covardia com a CPI. Ele morre de medo do que podem vir a descobrir.

A decisão para que o Senado instalasse a CPI foi do Ministro Luís Roberto Barroso. O que ocorreu, na verdade, é que o Senado havia protocolado por uma CPI. Mas o Presidente (violando a lei) não a oficializou. Alguns senadores da oposição ativaram, então, o STF pedindo que a CPI fosse cumprida.

Não cabe aqui uma análise do ministro e sim da sua decisão. Em um momento em que o Brasil sofre por falta de vacinas, e por falta de pessoal para aplicá-las, um Governo que parece ter feito de tudo em favor da pandemia tem mesmo é que ser investigado. Cada dia em que a CPI não ocorre pode representar mais vidas perdidas por erros do Governo. O Ministro fez cumprir a lei. Mas nem tudo é um mar de rosas. A CPI será composta por senadores, principalmente do centrão. Não é motivo para desânimo, no entanto. As CPIs têm que fazer relatórios do que fazem, e algumas figuras que a compõem deverão ser genuinamente contrárias à gestão genocida de Bolsonaro.

O vazamento da conversa

O presidente ao ouvir sobre a CPI deve ter ficado morrendo de medo. Foram vacinas sem ser compradas por birras ideológicas, atentados contra medidas necessárias de distanciamento social e quarentena, resistência ao auxílio emergencial, entre tantas outras catástrofes. Foi logo ligar para os seus “colegas” no centrão. Talvez tenha esquecido que entre tiranos não há justiça. Sua conversa foi vazada. E o conteúdo seria cômico se não fosse trágico: o senador Kajuru pede a Bolsonaro que fale bem dele (pensando apenas em conseguir mais votos), e em troca diz estar lutando por uma “CPI mais ampla”, que incluiria estados e municípios. Provavelmente apenas vazou a conversa por sentir que não estava “recebendo crédito” pelos seus serviços/desserviços.

Oras, é lógico que incompetências de figuras como Doria e Covas devem ser investigadas. Mas sem dúvida alguma o principal responsável pelo caos onde estamos hoje é o Bolsonaro. Faz todo o sentido uma investigação específica contra a sua gestão. Ele que atentou com unhas e dentes a qualquer lampejo de sanidade, que fossem vindos de sua própria gestão. Não se justifica diluir as investigações.

Centrão sendo centrão

Vale notar que o centrão está sendo centrão. Eles, que dominam ambas as casas, fazem jogo duplo quanto à CPI. O próprio presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, chegou a afirmar em coletiva de imprensa ser contrário à ideia. Obviamente ele não quer se comprometer com o “chefão”. Ao invés disso faz jogo duplo esperando pela oportunidade de trocar apoio pleno por verbas ou cargos. O jogo de sempre.

Não se trata, portanto, de elogiar nenhuma das figuras envolvidas. O que vemos é apenas o naufrágio anunciado de um navio que já se chocou há tempos contra o Iceberg. O capitão negou o problema. Fingiu que não era com ele. Agora a água pelo menos bate na bunda dele. Acuado, Bolsonaro é exposto por sua covardia com a CPI. Ainda dá tempo de nos salvarmos, ou o navio chamado Brasil está além de qualquer reparo?

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Os interesses do mercado imobiliário, a submissão do governo Covas e o Plano Diretor

Os interesses do mercado imobiliário, a submissão do governo Covas e o Plano Diretor

Saiba como Bruno Covas está vendendo São Paulo para as imobiliárias

Para enfrentar os interesses da especulação imobiliária e os desmandos do governo Covas, o professor Toninho Vespoli entrou com uma representação na promotoria da Habitação e Urbanismo Ministério Público do estado de São Paulo pedindo que medidas sejam tomadas para fazer cumprir os mandamentos constitucionais pela Administração Pública Municipal, notadamente quanto à garantia de que não haja conflitos de interesses entre o público e o privado, bem como seja apurado o possível desperdício de dinheiro público gasto na aquisição de um serviço que foi descartado sem justificativa pela prefeitura.

A quem servirá a revisão do Plano Diretor programada para esse ano? Se depender do governo Covas e dos seus interesses, servirá apenas para ampliar a especulação imobiliária na cidade.

Dois fatos recentes nos chamam a atenção e nos provam que os interesses do governo Covas será atender ao setor imobiliário. O prefeito Bruno Covas, representado pelo Secretário Municipal de Licenciamento, Sr. Cesar Azevedo, participou de uma conversa sobre a revisão do plano diretor com representantes do setor imobiliário.

No dia 09/03/2021, o sr. Secretário e os representantes do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de São Paulo (SECOVI/SP) e da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) tiveram uma reunião. A conversa durou mais de uma hora, bem mais que singelos 3 minutos que a prefeitura confere a outros segmentos da sociedade nas protocolares “audiências públicas”.

Ironicamente (ou não) os dois participantes – SECOVI-SP e ABRAINC – juntamente com Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) doaram, por pura benevolência, já que não ficou claro qual contrapartida terão, o sistema “Aprova Digital”. Tal sistema será responsável por tornar digitais os processos de licenciamento de grandes obras na cidade de São Paulo.

Afora tudo isso, a Prefeitura ao aceitar a tal doação jogou fora a bagatela de R$ 2.750.687, 38 (dois milhões, setecentos e cinquenta mil, seiscentos e oitenta e sete reais e trinta e oito centavos), que já havia sido integralmente pago com dinheiro público a empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo (PRODAM-SP) para que desenvolvesse o sistema do Portal de Licenciamento – PMSP, para o projeto “Aprova Rápido”, que tinha por finalidade tornar digitais os processos de licenciamento de grandes obras na cidade de São Paulo.

O contrato com a PRODAM havia sido firmado ainda em 2018. E o objeto do mesmo já havia sido substancialmente entregue na data da rescisão. A reportagem do jornal UOL, apurou em 24 de novembro de 2020, que a prefeitura rescindiu o contrato com a PRODAM em 4 de julho de 2020 (data da publicação no D.O do Município), sob a justificativa que receberia doação de um outro sistema, sem indicar se ele traria alguma vantagem operacional que justificasse a troca. Quando questionada pela reportagem, a prefeitura, limitou-se a dizer que “a tecnologia ofertada era mais avançada do que a proposta apresentada pela empresa de processamento de dados municipal”. Acrescentou ainda que há “convergência e prevalência do interesse público no processo de doação”.

Essas movimentações da gestão Covas revelam que mais uma vez o povo ficará de fora dos debates do Plano Diretor e as decisões serão tomadas pelo empresariado e pelos interesses da especulação imobiliária. Precisamos mudar isso, urgente.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo é ativista, jornalista e assessor do mandato do Vereador Toninho Vespoli.

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O Lula se tornou elegível. E agora Brasil?

MAIS UMA VEZ LULA. E A TERRA GIRA, É CLARO.

Entenda o que está por trás da revogação das condenações de Lula

Com decisão de Fachin, as condenações contra Lula foram anuladas. No caso, a justiça prevaleceu. As acusações contra Lula eram, sem dúvida, frágeis e injustas. Mas muita coisa ainda está pouco clara: por que Fachin anulou as decisões? Por que agora? Acabou tudo e o Lula foi declarado inocente? E como fica o Moro, ele vai escapar impune? E por fim, fica ainda a reflexão: por que a justiça continua sem ser a mesma para muitos?

O que aconteceu?

Primeiro é importante entender o que aconteceu: o Edson Fachin, ministro do STF, decidiu que o juiz Sérgio Moro não era juiz legítimo para decidir sobre as acusações contra Lula. Segundo Fachin, Moro tinha poderes de decisão apenas para processos ligados à Operação Lava Jato. As condenações de Lula, por outro lado, relacionam-se a acusações sobre a compra do triplex no Guarujá, sobre a compra do sítio em Atibaia, e sobre doações do Instituto Lula, nenhum dos casos ligados à Operação Lava Jato. O Fachin não se posicionou sobre a validade, ou não, das acusações, e sim sobre a ilegitimidade de Sergio Moro para decidi-las.

As motivações da decisão

Alguns afirmam que a decisão se deu justamente para evitar uma decisão do STF quanto às ações de Sergio Moro, enquanto juiz encarregado das decisões da Operação Lava Jato. Ocorre que ainda tramita um pedido de suspeição das acusações contra Lula, mas baseado na parcialidade de Sergio Moro (e não em vício de iniciativa). Se julgado procedente, o pedido poderia anular grande parte das decisões durante o curso da operação Lava Jato, por o juiz ser considerado parcial e inapto a julgar casos envolvendo políticos.

Se foi essa a intenção, parece que o objetivo não foi alcançado: neste dia 9 o STF decidiu, por 4 votos, continuar julgamento contra Moro. Fachin foi voto vencido.

Medindo as vitórias

De uma forma ou de outra, é importante entender que os processos contra Lula ainda serão reavaliados por juízes federais do Distrito Federal. Ou seja, o que foi revogada foi a condenação, mas o processo continua em trâmite. Será sorteado um juiz para reapreciar o caso Lula.

Independentemente do que ocorrer, houve já uma vitória em favor da democracia. Ninguém deve ser considerado culpado a não ser que provado o contrário. Moro, definitivamente, não era juiz apto a julgar o caso. Reconhecer isso é um triunfo da justiça! É apenas uma pena pensar que o trâmite jurídico parece favorecer a alguns mais bem equipados. Há 521 anos os menos privilegiados vem sendo presos torturados e mortos sem direito a todos os recursos justos (mesmo quando a lei os prevê). O que ocorreu foi, sim, a correção de uma injustiça. Mas há ainda um grande histórico de correções pela frente, antes que os 521 anos de dominação e injustiça possam ser considerados sanados. Vale lembrar: Rafael Braga ainda não foi inocentado.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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Posição da bancada do PSOL sobre a renda emergencial paulistana

Posição da bancada do PSOL sobre a renda emergencial paulistana

SÃO PAULO PRECISA DE UMA RENDA QUE ATENDA DE FATO QUEM MAIS PRECISA

Posição da bancada do PSOL sobre a renda emergencial paulistana

 O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, enviou para a Câmara Municipal de São Paulo projeto que prevê a prorrogação da renda emergencial paulistana por mais três meses.  O Psol vem por meio desta nota externar sua posição sobre o tema.

A proposição tem méritos, mas é absolutamente insuficiente para fazer frente às necessidades da população da cidade, em especial depois do fim do pagamento do auxílio emergencial federal. Desde o começo da pandemia milhões de paulistanos encontram-se em situação de miséria. O auxílio paulistano tem lacunas importantes que precisam ser solucionadas durante a votação na Câmara.

A primeira diz respeito ao escopo dos beneficiários que se restringe aos participantes do CadÚnico e às famílias dos ambulantes informais que possuem Termo de Permissão de Uso (TPU), ou estão registradas no sistema Tô Legal. O programa municipal atinge pouco mais de 1,2 milhão de pessoas. O auxílio federal, por sua vez, atingiu na cidade de São Paulo cerca de 2,5 milhões de famílias e quase 5 milhões de pessoas.

A prefeitura precisa buscar o governo federal para ter acesso ao cadastro de paulistanos que receberam o auxílio federal. Somente dessa forma será possível atingir todas as pessoas que realmente necessitam do auxílio.

Outra lacuna do projeto de Covas diz respeito ao valor de R$100 por membro da família. O fim do auxílio emergencial federal coloca um desafio extra para o município. É dever da cidade mais rica do país garantir que seus munícipes não passem fome. É preciso, portanto, pagar um valor de ao menos R$350 por pessoa. Esta foi a média do valor recebido por habitante cadastrado no auxílio federal em São Paulo.

Covas quer garantir o pagamento apenas pelos próximos três meses. Esse tempo é absolutamente insuficiente. Nada indica que a situação do país irá melhorar em um período tão curto de tempo. É preciso, portanto, garantir que os paulistanos que precisam recebam a renda até pelo menos quando o plano municipal de vacinação esteja concluído.

Por último, assim como no auxílio federal, as mães e os pais de famílias monoparentais devem receber o dobro do benefício. É justo que o responsável que cuida sozinho dos filhos receba uma renda maior para fazer frente às necessidades básicas.

Na próxima semana, o Psol  apresentará uma proposta de substitutivo alinhada às reivindicações de ampliação do auxílio expostas acima, de forma a garantir que mais paulistanos sejam beneficiados pela renda emergencial e possam atravessar com dignidade a crise atual.

Bancada do PSOL na Câmara Municipal de São Paulo

Bancada do PSOL na Câmara Municipal de São Paulo

Deputados trocam apoio a Bolsonaro por verbas extras!

Deputados trocam apoio a Bolsonaro por verbas extras!

Entenda como a corrupção de Bolsonaro acontece a céu aberto!

Oras então. Aí está a tal da “nova política”. É na verdade a mesma coisa que a velha, só que de forma mais descarada! Logo depois de Bolsonaro dizer que criaria Ministérios em troca de apoio nas votações para presidente da Câmara e do Senado, deputados trocam apoio a Bolsonaro por verbas extras! E da maneira mais escancarada possível! Foram, ao todo, 3 bilhões de reais destinados a 285 deputados federais!

Lá se vão os dias dos grupos secretos do Telegram e das reuniões a sete chaves de políticos influentes. Agora, de fato, a coisa é diferente. A nova política chegou! Nessa eleição para presidente da Câmara dos Deputados Federais, circulou entre os parlamentares com uma planilha dos nomes dos deputados e os valores a eles alocados. Tudo da maneira mais escancarada possóvel. A própria mídia oficial teve acesso à planilha. A corrupção no Congresso está como o esgoto em São Paulo: a céu aberto! O Planalto fede em sordidez.

O cara quer se salvar

As verbas, no caso, são trocadas por votos para o Presidente da Câmara dos Deputados. Acontece que até as trocas acontecerem, o candidato apoiado por Bolsonaro estava perdendo. Agora, após uma rápida compra, os placares viraram. O candidato Baleia Rossi, em teoria representante de uma tímida “oposição” a Bolsonaro, ameaçava abrir o processo de impeachment contra o Bozo. Então, no caso, a compra de votos é para salvar a própria pele do Bolsonaro.

Acordos assim não são incomuns na política. Ocorrem, inclusive, em todas as casas dos poderes políticos, desde o Congresso nacional, até as Câmaras Municipais. O Toninho mesmo já denunciou diversos esquemas aqui em São Paulo. Mas antigamente os políticos buscavam, ao menos, disfarçar um pouco as coisas. É irônico pensar que justamente aquele que se vendeu como a “nova política” parece comprometido em preservar o que há de pior na política. A corrupção e o elitismo do Congresso Nacional.

O cenário não é esperançoso. Bolsonaro precisa cair, mas para isso acontecer não bastará ação no parlamento. Mais do que nunca na história do Brasil, é fundamental que o povo e una para lutar contra a tirania! Democracia de farda é ditadura militar. É este o cenário ao qual nos aproximamos. Tem hora para o diálogo. Agora é hora da Luta!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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A Corrupção Acabou?

A Corrupção Acabou?

Saiba um pouco sobre mais esse grande escândalo de corrupção!

“A corrupção acabou” Foi a frase mais engraçada proferida pelo presidente da república, Jair Bolsonaro. Hoje as contas do Governo Federal acumulam polêmicas. Uma das contratações mais curiosas, talvez tenha sido a compra de 15 milhões de reais em leite condensado.

Os escândalos nas contratações foram escancarados, pela primeira vez, a partir de matéria do Jornal Metrópoles. Desde então inúmeras agências de notícias, investigadores e civis independentes checaram e confirmaram as informações contidas nas denúncias. Em essência, tudo se resume a um laranjal de micro e pequenas empresas que movimentam quantias milionárias em contratos sem licitação com órgãos do Governo Federal.

 

Um dos casos curiosos, desvendado pelo perfil no Twitter de @boscadin, é o da empresa “Saúde e Vida Comercial de Alimentos Eireli”. A empresa foi contratada pelo valor de 12 milhões. Apesar do alto valor movimentado, a empresa está inscrita como microempresa individual, no nome de Azenate Barreto. Mesmo com a empresa sendo sediada em Brasília, Azenate Barreto vive em Campos dos Goytacazes, RJ. Familiares da “empresária”, seu marido e seu filho, também são donos de microempresas individuais, que também moveram dezenas de milhões de reais em contratos com o Governo. Ambos os parentes também moram em Campos de Goytacazes.

Esse caso é estranho por si só. Mas não é o único. Outro, também, bastante curioso, é o da empresa Freedom Soluções em Serviços LTDA. Apesar de existir há pouco mais de 10 meses, já firmou com o Ministério da Defesa de Bolsonaro contrato no valor de 472,7 milhões de reais para serviços de “consultoria”! E as estranhices não param por ai: o endereço registrado da empresa é …. Isso já seria curioso por si só. Uma empresa que move quase meio bilhões de reais se localizar em uma loja de um prédio comercial na cidade de menos de 20 mil habitantes de Porto Real, Rio de Janeiro. Mas a coisa fica completamente inexplicável quando é verificado que no endereço indicado não existe nada. Zero. Nem ao menos um prédio mequetrefe. O endereço fornecido é o de uma estrada de terra.

A coisa provavelmente vai muito mais longe que isso. E todos os que chegaram aqui são convidados a pesquisarem no site do Portal da Transparência para ajudar na apuração. Mas o que surpreende é a cara de pau da família Bolsonaro. Em resposta a essas acusações o melhor que Eduardo Bolsonaro (filho do Jair) conseguiu pensar em fazer foi sair em defesa d direito dos milicos de comerem leite condensado! Ele acha, ou finge achar, que é esse o problema, e não o fato das contratações terem pouca transparência, e envolverem empresas que não deveriam ter condições para moverem tanto dinheiro quanto movem.

Marcelo Freixo, Deputado Federal do PSOL RJ, quer abrir uma CPI para investigar esses e outros absurdos. As compras são mais do que estranhas. Ao todo estamos falando de 1,8 bilhão só em compras de supermercado pelo Governo Bolsonaro. Para se ter uma ideia de quão grosseiramente absurdo é o número, isso daria 500 reais por funcionário público que trabalha no Distrito Federal por mês! O suficiente para cada funcionário fazer um belo de um supermercado!

Com alguma sorte mais dados vão surgir sobre esse mega escândalo de corrupção. Será que vai ser o suficiente para, enfim, retirarem o Bolsonaro do poder? Ou será que, mais uma vez, o Congresso vai ser conivente, virar as costas, e fingir que não é com eles? E então Jair, a corrupção acabou?

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

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Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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