Opinião

Ricardo Nunes é um desserviço à cidade!

Ricardo Nunes é um desserviço à cidade!

Entenda qual ruim para São Paulo é ter um prefeito como o Ricardo Nunes!

Após a triste morte de Bruno Covas, Ricardo Nunes assumiu a prefeitura de São Paulo. A notícia é trágica. Ricardo Nunes é um político acusado de corrupção nos esquemas das creches escolares, contrário ao debate sobre gênero nas escolas, e ainda se fingiu de pobre para conseguir roubar terras para pecuária bovina! É o pior da política paulistana! Ricardo Nunes é um desserviço à cidade!

Ricardo Nunes e a máfia das creches

Lembram do escândalo que foi a máfia das creches escolares? Alguns grupos de direito privado foram acusados de desviar recursos da prefeitura que deveriam ir para as creches do sistema de parcerias. Ricardo Nunes é investigado pelo Ministério Público por denúncia de aluguéis irregulares em meio ao “esquema”. Além disso, sua empresa de dedetização, a Nikkey, fez contrato sem licitação no valor de 50 mil reais com a prefeitura.

Ricardo Nunes e o fundamentalismo

Primeiramente é importante reconhecer a riqueza cultural propiciada por uma cidade com a existência de diversas fés. Toninho Vespoli, católico, sempre lutou pela diversidade religiosa, pela tolerância e contra a discriminação sexual e de gênero. Ricardo Nunes é o oposto disso. Em São Paulo foi um dos articuladores do projeto extremista “escola sem partido”. Para quem não se lembra, o projeto de retórica fascista, além de tentar jogar a população contra os professores, proibiria a discussão de questões de sexo e gênero nas escolas, dificultando o combate contra a discriminação. No mesmo sentido, em 2015 Ricardo Nunes foi conta a inclusão do debate sobre sexo e gênero no Plano Municipal de Educação.

Ricardo Nunes se fez de pobre para ter propriedades!

Olha a ironia? E é a esquerda que é acusada de invadir terras dos outros. Acreditem ou não, enquanto recebia como vereador de São Paulo, Ricardo Nunes chegou a arranjar um atestado de pobreza para conseguir garfar duas propriedades! Aconteceu assim: Nunes ocupava ilegalmente duas áreas que não eram dele. Para conseguir fugir da justiça o atual prefeito de São Paulo arranjou um atestado de hipossuficiência (atestado de pobreza) para poder alegar usucapião nas propriedades que ele ocupava. 

O usucapião é, em princípio, uma coisa boa, uma ferramenta para pequenos fazendeiros pobres conseguirem garantir terras para seu sustento. A ideia é simples e justa: se você ocupa e cuida de uma área para a qual ninguém mais liga, a justiça a reconhece como sua. Mas Ricardo Nunes deu um jeito de distorcer completamente a legislação para garfar grandes lotes de terra para a criação agropecuária. Percebam o contraste: enquanto a esquerda luta para que terras improdutivas sejam dadas para quem planta a nossa comida e quem mais precisa, os ruralistas lutam para roubar terras para o cultivo de commodities de preço baixo, principalmente para a exportação.

Ricardo Nunes é um desserviço à cidade!

Para além de questões políticas divergentes, que podem e devem ser debatidas dentro de uma democracia, Ricardo Nunes representa o pior que a política tem a oferecer. O novo prefeito é conservador, suspeito de corrupção, e ainda adquire terras de formas bem questionáveis.. Que o povo paulistano tenha garra para resistir a tamanho desastre!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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Os Comensais da Morte

Os Comensais da Morte

Saiba como os ricos estão lucrando com a pandemia!

A situação não está fácil pra ninguém, né? Bem, pra ninguém não. Se você for um mega rico, a pandemia não só não atrapalhou como ajudou! Enquanto passamos de 4 mil mortos por dia por causa da pandemia, o Brasil adicionou mais 20 nomes na lista dos bilionários!! Enquanto o Congresso negocia cortes de impostos que devem beneficiar principalmente os mais ricos! São os comensais da morte que atuam nos bastidores do capitalismo, impedindo o bem-estar do povo, enquanto multiplicam suas fortunas!

Talvez você tenha se indignado com o Projeto de Lei recentemente aprovado na Câmara dos Deputados que permite às empresas furarem a fila da vacina. Mas não é apenas assim que os ricos estão tendo a melhor! Há décadas os bilionários encontram truques para não pagar a sua parte dos impostos. Só entre 2007 e 2018 os bilionários deixaram de pagar 650 bilhões de reais em imposto! Só este valor seria o suficiente para pagar o auxílio emergencial à 67,7 milhões de brasileiros por um período de 1 ano e 4 meses! É bom ter em mente que esses números são apenas uma estimativa, considerando que os desvios fiscais costumam ser difíceis de rastrear. É bem possível que o número seja, na realidade, bem maior.

Lucro Pandêmico

Mesmo agora, durante a pandemia, os bilionários estão aumentando suas fortunas! Só entre o ano passado e este ano a fortuna dos bilionários brasileiros aumentou em 56,21%, em 164,1 bilhões de dólares! Além disso, no mesmo período, surgiram 20 novos bilionários no Brasil. Ao mesmo tempo, o desemprego bate recordes, e a fome volta a ser um problema, com 116 milhões de brasileiros (mais da metade) ficando sem ter o que comer. E tem ainda quem queira achar que ter mais mega ricos é bom para o país!

Parte do dinheiro dos bilionários veio de cortes fiscais dados aos mais ricos durante a pandemia. Ocorre que o Governo federal, em 2020, promoveu reduções em uma série de impostos, como o PIS, COFINS, Contribuição Previdenciária Patronal, e Débitos e Créditos Trabalhistas. Estes cortes, se dirigidos apenas aos milhões de microempresas, que contribuem para o grosso das ocupações do Brasil, poderiam até ser positivos. Melhor ainda seria continuar com a mesma arrecadação, mas distribuir os frutos desses impostos diretamente aos mais pobres, em programas de distribuição de renda. Mas ao invés disso os cortes foram para todas as empresas. O problema, no entanto, é ainda maior. Conseguir estas reduções é um processo burocrático, complicado. Na prática, quem está em melhores condições para consegui-las (seja ativando a justiça com advogados, seja conhecendo as pessoas certas) são justamente os mais ricos!

Os comensais da morte

Isso tudo para não entrar nos bilionários que lucraram diretamente com a pandemia. Empresas de delivery e comércio, por exemplo, como o Ifood e o Mercado Livre, conseguiram transformar a pandemia em “oportunidade”. Super-exploraram trabalhadores de aplicativos, e micro e pequenas empresas, para sugar o maior valor possível dos bolsos de quem pode se dar ao luxo de permanecer em casa.

Alguns poderiam dizer “mas uma ocupação ruim é melhor do que nem uma”. Mas sabe o que é melhor ainda? Uma ocupação decente, com os cuidados sanitários necessários para que o menor número possível de pessoas tenha que morrer por trabalhar em uma atividade considerada essencial! O que seria perfeitamente possível se o Estado reconhecesse os entregadores como trabalhadores das empresas de aplicativo! Atualmente ao invés, essas empresas conseguem super-explorar os trabalhadores, fingindo que eles não trabalham para as empresas. Desse jeito conseguem dar o mínimo a quem se mostrou tão essencial durante estes tempos!

Isso tudo acontece enquanto o número de pobres do Brasil só aumenta. Durante a pandemia, o Brasil bateu um recorde de desigualdade, se tornando o sexto país mais desigual do mundo. Atualmente, apenas 1% da população concentra 28.3% da riqueza.

Bolsonaro está a serviço dos ricos!

O Bolsonaro fez tudo o que pode para piorar a situação. Tentou barrar o auxílio emergencial, aprovou cortes nos impostos que beneficiam os mais ricos, perdoou dívidas dos super ricos, enviou bilhões de reais em empréstimos que acabaram chegando, principalmente, em grandes empresas, sem impacto observado na melhora das condições dos pobres. Enfim, ele é com certeza parte do problema, mas não podemos nos esquecer: ele está a serviço dos comensais da morte, dos mega ricos.

Não à toa que Bolsonaro recentemente foi ovacionado em jantar com com grandes empresários e os mega ricos. Apesar de sua gestão horrível, estes “homens de negócio” tiveram a falta de escrúpulos necessária para aplaudir o genocida. O Bolsonaro adora ser elogiado, feito um cachorro bobinho que recebe um biscoito (com todo o respeito aos cachorros).

Dando nome aos bois

Não podemos deixar a situação quieta. O Bolsonaro é tão inimigo quanto aqueles que mantém sua presidência. Durante o Jantar estavam presentes o David Safra, do Banco Safra; o Luis Carlos Trabuco, do Bradesco; o André Esteves, do banco BTG Pactual; o Rubens Menins, do Banco Inter (e que também está por trás da CNN Brasil); o Rubens Ometto, da COSAN Brasil (empresa mãe da COMGAS); o Carlos Sanchez, da EMS Farmacêutica; o Paulo Skaf, da FIESP; o Alberto Leite, da FS Security; o Ricardo Faria, da Granja Faria; o João Camargo, do Grupo Alpha; o Washington Cinel, do Grupo Gocil; o Alberto Saraiva, do Habibs; o Candido Pinheiro do Hap Vida; o Cláudio Lottenberg, do Hospital Albert Einstein; o Tutinha Carvalho, da Jovem Pan; o José Isaac Peres, da Multiplan; o Flávio Rocha da Riachuelo e o José Roberto Maciel, do SBT.

Muitos destes nomes podem ser desconhecidos. Talvez seja hora de começar a aprende-los. São tão responsáveis pela nossa situação quanto o Bolsonaro. São os comensais da morte!

Toda essa situação torna mais urgente do que nunca o debate a respeito de medidas redistributivas. São várias, e todas são urgentes. taxação de grandes fortunas, IPTU progressivo no tempo, taxação dos lucros e dividendos, Imposto de Renda em que os megas ricos paguem mais, revisão nos impostos de grandes templos/negócios em que mega ricos lucram com a fé do povo, entre várias outras. Do contrário os comensais da morte continuarão a lucrar da morte do povo!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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MAIS UMA VEZ LULA. E A TERRA GIRA, É CLARO.

MAIS UMA VEZ LULA. E A TERRA GIRA, É CLARO.

O Lula voltou a ser elegível. Entenda o que isso pode significar para a esquerda

Todos os socialistas da minha geração possuem uma grane admiração por Lula. A minha, contudo, nunca se transformou em adoração. Cultos á personalidade são despolitizadores e frequentemente tiram das pessoas a capacidade de análise crítica.

Durante os governos de Lula e depois de Dilma Rousseff tive algumas discussões, ora civilizados, ora nem tanto com petistas que não admitiam críticas e de maneira maliciosa – e muitas vezes desonesta – igualava minhas críticas às administrações petistas, às dos tucanos ou da direita coxinha xucra. Nunca fiz isso. Sempre defendi que as críticas de esquerda aos governos petistas deveriam ser qualificadas. E que os inegáveis avanços sociais deveriam ser defendidos. Assim como seus erros deveriam ser discutidos publicamente.

Militei no PT durante dez anos da minha vida. Não me arrependo. Na época acreditava na capacidade de transformação do partido. Quando comecei duvidar me afastei, tornando-me um socialista sem partido. A tal da “real politik” praticada por sujeitos como Palocci e José Dirceu me levaram a votar no PSTU em 1998 e no primeiro turno em 2002. Voto no PSOL desde 2006, principalmente pós o PSTU, um partido que me parecia uma alternativa válida dentro do campo da esquerda socialista, ter se transformado no que é hoje, uma seita de lunáticos que vociferam contra tudo e todos.

Não obstante, e já com muitas críticas às administrações petistas, votei em Lula nos segundos turnos em 2002 e 2006, além de ter duas vezes votado em Dilma. Não porque possuía ilusões, mas porque as alternativas – tucanas – eram piores. O que a adesão do tucanismo ás práticas golpistas e o apoio de parte do PSDB ao bolsonarismo viria a confirmar.

Evidentemente fui contra o golpe que tirou Dilma da presidência em 2016 – apesar de me opor a várias medidas do seu governo – e contra a prisão de Lula em 2018, uma manobra criminosa da gangue da republiqueta de Curitiba para impedir o ex-presidente de desfrutar de um terceiro mandato.

A entrevista dada por Lula, na Band, ao jornalista Reinaldo Azevedo – não nos esqueçamos, um daqueles que com sua histeria antipetista, abriu o caminho para o neofascismo bozoasnático – demonstrou a diferença entre um político e um bufão, ou um rufião de taverna, diriam os romanos.

Um dos maiores crimes da histeria antipetista e antiesquerdista como um todo, endossado pela mídia, foi a criminalização da política e dos partidos. Cujas consequências foram a santificação de bonapartes de toga e a elevação à chefia do Estado de milicos fascistas de pijama. Que rapidamente vestiram ternos mal ajambrados e brincam de chefes do hospício.

Lula, com suas qualidades e defeitos, continua o maior líder popular que esse país produziu. Os imbecis da classe média que se acham inteligentes – aqueles formados nas universidades do Whatsapp – deveriam ouvi-lo. Certamente não conseguiriam entendê-lo, presos que estão aos seus preconceitos de classe, à sua estupidez atávica e às suas deficiências cognitivas aparentemente incuráveis.

A verdade é que o ex-metalúrgico está mais vivo do que nunca. Aqueles que se apressaram – mais uma vez – em decretar a morte de Lula, do PT ou da esquerda como um todo, podem ficar preocupados. Para essa gente é um choque, eu sei. Mas, independentemente das opiniões abalizadas dos terraplanistas, a terra gira, é claro. E a política está de novo na ordem do dia. Felizmente

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Benedito Carlos dos Santos

Benedito Carlos dos Santos

Bene – Benedito Carlos dos Santos – É professor de história com mestrado na matéria e articulador na Rádio Cantareira

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Por que este feriado é uma péssima ideia

Entenda porque nós não deveríamos antecipar os feriados!

São Paulo está na fase mais grave da pandemia. Na data de publicação 10 dos 27 hospitais municipais já estão com lotação além de 100%! Toninho avisou. Lutou por uma quarentena mais séria lá atrás, e pela criação de auxílios emergenciais para todos que precisassem. Mas ao invés de dar ouvidos a Toninho Bruno Covas editou medidas fáceis e esdrúxulas. Lembram da expansão do rodízio por exemplo? Agora, no auge da segunda onda, Bruno Covas volta a editar propostas mirabolantes, que prometem atrapalhar mais do que ajudar. É o caso da antecipação dos feriados em São Paulo.

Já começa errada pela medida ter sido editada de uma hora ara a outra, de cima para baixo. Mesmo em períodos de pandemia, seria razoável que esse tipo de medida fosse considerada em público (inclusive antes de ela poder ser considerada relevante). Assim a comunidade científica e a própria população teriam tido tempo de entender a ideia e permitir que a prefeitura ponderasse a sua postura. Também permitiria uma melhor coordenação com outras cidades.

Isso sem nem entrar no mérito da medida em si. Desde o começo da pandemia os feriados e fins de semana forma marcados por viagens de paulistanos a praias no litoral. Muitos especialistas advertem que esse tipo de turismo pode ter ajudado a agravar a pandemia. Antecipar os feriados em uma época em que paulistanos estão cansados de ficar em casa pode ser a pior medida possível!

Outra questão é que muitos micro empreendimentos (que correspondem à maioria das ocupações em São Paulo) podem se ver sem como fechar os estabelecimentos nos feriados. A prefeitura fazer algo assim sem garantir algum tipo de auxílio a micro-empresários e à população pobre que depende desses estabelecimentos é uma tremenda sacanagem! Acontece que feriados são momentos de alta no consumo de bens e serviços, justamente por que muitas pessoas estão folgando. Mas em um momento de pandemia, em que é crucial que todos fiquem em casa, adiantar os feriados pode ter o efeito contrário do desejado. Micro empresários se verão forçados a abrirem as portas, e a população, cansada de ficar em casa, pode sentir uma tentação grande demais para sair!

Talvez uma medida como essa poderia até fazer algum sentido se Covas tivesse garantido meios de sustento à população e aos microempresários. Desde o começo da pandemia, pequenos estabelecimentos comerciais estão tentando, sem sucesso, conseguir empréstimos e auxílios. Ao mesmo tempo, Covas continua sem cobrar as dívidas de grandes bancos e empresas como o BANESPA, a faculdade UNIMEED e o Itaú. Juntos, só esses grupos devem mais de 7,5 bilhões! Não cobrar uma dívida é o mesmo que dar o dinheiro. A diferença é apenas a direção em que você olha, mas o efeito é o mesmo! Ou seja, é como se o município estivesse dando bilhões de reais a grandes empresas, sem dar nada ao trabalhador comum e aos microempreendedores. Isso também é uma escolha política, em favor das elites e contra o restante da população.

Se os especialistas realmente tivessem sido ouvidos, São Paulo teria feito um lockdown sério e rígido no começo da pandemia, ao mesmo tempo que garantiria renda a toda a população. Teria saído mais barato, e a essa altura as coisas estariam bem mais tranquilas. Mas houve, desde cedo, uma pressão considerável de grandes empresas e bancos em São Paulo (por coincidência alguns dos mesmos que devem milhões) para não fazer o lockdown. A razão é muito simples: com o lockdown as pessoas diminuiriam suas capacidades de consumo e paralisariam alguns setores da economia, implicando em perdas para estes grandes grupos. Isso os reis da mina e da fornalha não iriam permitir. Já algo como uma antecipação de feriado, para empresas com capital acumulado não é visto como algo negativo. Pelo contrário, algumas empresas podem até ver como um bom negócio: 2021 será um ano com muito menos descansos aos trabalhadores, e portanto menos interrupções nas linhas de produção. Mas o microempresário e o trabalhador, que não tem capital acumulado, estes pagam a conta.

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Bruno Covas quer cancelar ônibus!

Bruno Covas quer cancelar ônibus!

Saiba porque o transporte público corre risco!

São Paulo precisa diminuir aglomeração por causa da pandemia! Qual a ideia “brilhante” de Bruno Covas? Diminuir a frota de ônibus, justamente quando ela é mais necessária! Isso mesmo, justamente neste momento tão crítico, Covas insinua diminuir a frota de ônibus em 46%. A essa altura, quem for sair de casa (por necessidade ou irresponsabilidade) não vai deixar de fazer isso por causa da frota reduzida. O que significa que a redução implicaria em maior aglomeração! 

Mesmo com menos pessoas saindo de casa, em respeito ao isolamento social, deveríamos ter o maior contingente possível de ônibus, a fim de garantir que todas as pessoas (idealmente) consigam ficar sentadas, e sem ninguém sentado do lado! Você pega ônibus e não conseguiu lugar para sentar? Ou só consegue sentar se for grudado em outra pessoa? Então não estamos com ônibus o suficiente! Muitas pessoas continuam precisando sair de casa. Seja por causa do trabalho, seja para fazer compras. Outros, ainda, são irresponsáveis e saem de casa sem precisar. Mas não é por causa de menos ônibus que essas pessoas vão deixar de sair!

São Paulo precisa do ônibus!

Atualmente a demanda por transporte público equivale a cerca de 46% da demanda antes da pandemia. Covas disse que pretende reduzir a frota de ônibus, tomando o dado como justificativa. Oras, se há menor demanda para ônibus temos a possibilidade de ofertar um transporte mais espaçado, com maior possibilidade de distanciamento! E não reduzir a frota para fazer o esquema de transporte “lata de sardinhas” em um momento de pandemia!

Outra questão para considerar, é se os subsídios para as grandes empresas de ônibus vai diminuir na mesma proporção da diminuição da frota (em medidas parecidas, no passado, isso não se verificou). O correto, na verdade, seria São Paulo sempre, independente de pandemia, ser capaz de prover um transporte de qualidade, e com conforto à população. Mas neste momento de crise, o sacrifício dos que permanecem em casa pode ajudar a situação daqueles que precisam sair. A questão é se o Estado se comportará como algoz, ou se permitirá que o próprio povo se ajude com base no pouco que é oferecido. Se diminuirá as migalhas cedidas com base na pandemia, ou se, incompetente demais para ajudar, pelo menos não irá atrapalhar.

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Prisão do bolsonarista é cortina de fumaça!

É um colírio para os olhos ler a respeito do deputado federal bolsonarista preso por atentar contra a democracia. Mas não podemos abaixar a guarda! Como resultado da prisão do bolsonaristas os trabalhos da Câmara dos Deputados Federais estão paralisados. Isso em um momento que cresce a pressão para a continuação do auxílio emergencial em função da pandemia! A prisão do bolsonarista é cortina de fumaça!

Entenda o caso:

Neste dia 16 o deputado bolsonarista Daniel Silveira foi preso em flagrante por fazer apologia à ditadura militar e ameaçar agredir ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele falou, de forma explícita, em vídeo postado em redes sociais, defender a agressão contra ministros. Após ser preso, enquanto aguardava exame de corpo delito no Instituto Médico Legal, o deputado ainda se recusou a usar máscaras. Daniel Silveira foi o deputado que quebrou a placa de rua com o nome Marielle Franco no Rio de Janeiro; é o cara que antes de ser eleito falsificava atestados médicos para não ter que trabalhar.

É evidente que as posturas do deputado são indefensáveis. Mas por melhor que seja ver um deputado bolsonarista sendo preso, uma questão não pode ser negligenciada: os trabalhos no Congresso Nacional foram interrompidos enquanto base aliada a Bolsonaro negocia com o STF a prisão do deputado. Ou seja: a prisão do bolsonarista é cortina de fumaça! O objetivo real da base governista é travar as votações no Congresso, bem em época em que está pra ser votada a prorrogação do auxílio emergencial!

Cortina de fumaça!

Cresce a pressão no Congresso para liberar o auxílio emergencial. A base bolsonarista, que nem queria o auxílio no começo, sabe que irão perder apoio popular se revelarem-se contrários ao auxílio. Por isso enrolam. Polemizam com ódio e intolerância, pois sabem que o povo não quer o programa deles!

É importante ser a favor da prisão do bolsonarista. Mas também é importante ser a favor do auxílio emergencial! Não podemos nos esquecer das milhões de famílias que, sem o auxílio, batalham para por comida na mesa! Não podemos cair nessa cortina de fumaça!

É um colírio para os olhos ler a respeito do deputado federal bolsonarista preso por por atentar contra a democracia. Mas não podemos abaixar a guarda! Como resultado da prisão do bolsonarista, os trabalhos da Câmara dos Deputados Federais estão paralisados. Isso em um momento que cresce a pressão para a continuação do auxílio emergencial em função da pandemia! A prisão do bolsonarista é cortina de fumaça!


  1. Neste dia 16, o deputado bolsonarista Daniel Silveira foi preso em flagrante por fazer apologia à ditadura militar e ameaçar agredir ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele defendeu, de forma explícita, em vídeo postado em redes sociais, a agressão contra ministros. Após ser preso, enquanto aguardava exame de corpo delito no Instituto Médico Legal, o deputado ainda se recusou a usar máscaras. Daniel Silveira foi o deputado que quebrou a placa de rua com o nome Marielle Franco no Rio de Janeiro e também é o cara que antes de ser eleito falsificava atestados médicos para não ter que trabalhar.

É evidente que as posturas do deputado são indefensáveis. Mas, por melhor que seja ver um deputado bolsonarista sendo preso, uma questão não pode ser negligenciada: os trabalhos no Congresso Nacional foram interrompidos enquanto a base aliada a Bolsonaro negocia com o STF a prisão do deputado. Ou seja: a prisão do bolsonarista é cortina de fumaça! O objetivo real da base governista é travar as votações no Congresso, bem em época em que está pra ser votada a prorrogação do auxílio emergencial!

Cresce a pressão no Congresso para liberar o auxílio emergencial. A base bolsonarista, que nem queria o auxílio no começo, sabe que irão perder apoio popular se revelarem-se contrários ao auxílio. Por isso enrolam. Polemizam com ódio e intolerância, pois sabem que o povo não quer o programa deles!

É importante ser a favor da prisão do bolsonarista, mas também é importante ser a favor da urgência da prorrogação do auxílio emergencial! Não podemos nos esquecer das milhões de famílias que, sem o auxílio, batalham para pôr comida na mesa! Não podemos nos perder nessa cortina de fumaça!

É um colírio para os olhos ler a respeito do deputado federal bolsonarista preso por por atentar contra a democracia. Mas não podemos abaixar a guarda! Como resultado da prisão do bolsonarista, os trabalhos da Câmara dos Deputados Federais estão paralisados. Isso em um momento que cresce a pressão para a continuação do auxílio emergencial em função da pandemia! A prisão do bolsonarista é cortina de fumaça!

Entenda o caso:

Neste dia 16, o deputado bolsonarista Daniel Silveira foi preso em flagrante por fazer apologia à ditadura militar e ameaçar agredir ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele defendeu, de forma explícita, em vídeo postado em redes sociais, a agressão contra ministros. Após ser preso, enquanto aguardava exame de corpo delito no Instituto Médico Legal, o deputado ainda se recusou a usar máscaras. Daniel Silveira foi o deputado que quebrou a placa de rua com o nome Marielle Franco no Rio de Janeiro e também é o cara que antes de ser eleito falsificava atestados médicos para não ter que trabalhar.

É evidente que as posturas do deputado são indefensáveis. Mas, por melhor que seja ver um deputado bolsonarista sendo preso, uma questão não pode ser negligenciada: os trabalhos no Congresso Nacional foram interrompidos enquanto a base aliada a Bolsonaro negocia com o STF a prisão do deputado. Ou seja: a prisão do bolsonarista é cortina de fumaça! O objetivo real da base governista é travar as votações no Congresso, bem em época em que está pra ser votada a prorrogação do auxílio emergencial!

Cresce a pressão no Congresso para liberar o auxílio emergencial. A base bolsonarista, que nem queria o auxílio no começo, sabe que irão perder apoio popular se revelarem-se contrários ao auxílio. Por isso enrolam. Polemizam com ódio e intolerância, pois sabem que o povo não quer o programa deles!

É importante ser a favor da prisão do bolsonarista, mas também é importante ser a favor da urgência da prorrogação do auxílio emergencial! Não podemos nos esquecer das milhões de famílias que, sem o auxílio, batalham para pôr comida na mesa! Não podemos nos perder nessa cortina de fumaça!

Por uma renda paulistana mais justa e para todos que precisam!

Por uma renda paulistana mais justa e para todos que precisam!

Entenda porque a renda paulistana deveria ser de 350 reais!

A partir dessa quinta-feira (11/02), a Câmara Municipal de São Paulo começou discutir o projeto enviado pela Prefeitura que estende a renda básica emergencial paulistana, no valor de R$ 100 por pessoa, por mais três meses. A pauta já foi votada e aprovada em 1ª discussão. Toninho Vespoli e a bancada do PSOL votaram a favor, e apresentaram projeto substitutivo propondo mudanças como o aumento de R$ 100 para R$350, a prorrogação do benefício até o fim da pandemia, a ampliação do público para além dos inscritos no CadÚnico.

R$ 100 é esmola!

O valor de R$ 100 não condiz com o custo de vida em São Paulo. Segundo o DIEESE o preço para uma família de 4 pessoas conseguir se alimentar em São Paulo, isso é, o preço de uma cesta básica em dezembro de 2020 era de R$ 631,46. A Prefeitura está sugerindo menos de 1/6 da verba para uma família se sustentar com dignidade. Nosso partido está propondo uma benefício mais real e compatível com a necessidade das pessoas mais necessitadas, uma renda paulistana popular de R$ 350,00.

Dados não faltam para comprovar como valor está em patamar muito baixo. Mesmo considerando uma família com dois adultos, cada um recebendo um auxílio de 100 reais cada, o valor da cesta básica continuaria sendo 3 vezes maior que os dois benefícios juntos (200 reais), e 6 vezes vezes maior valor da renda para uma pessoa (100 reais)! É inadmissível que a gestão não consiga realizar cálculos adequados com a realidade do povo.

Além do valor não ser justo para a manutenção da sobrevivência, um direito básico garantido pela Constituição Federal de 88, a inflação corrói ainda mais o poder de compra de quem está nas classes mais baixas da população e usa o dinheiro quase que exclusivamente para se alimentar. A taxa da inflação sobre os alimentos aumentou 13,86% em 2020. Fica ainda mais evidente que o valor da renda é inadequado para a realidade da população mais pobre na cidade.

E as famílias monoparentais?

Outro ponto a ser levantado e que não foi considerado pela gestão é a questão do benefício para as famílias monoparentais. O recurso é insuficiente. Uma mãe com 2 ou 3 filhos que perdeu o emprego na pandemia precisaria de mais do que os 200 reais propostos. O PSOL propõe 350 reais por auxílio, ou 700 reais por família no caso das monoparentais.

Renda para quem precisa!

Outro problema é a abrangência, ou a falta dela. Não é só porque a pessoa não está no CadÚnico que ela não precisa desse auxílio. Sabemos aqui de como a desigualdade no país e na cidade impede também o acesso à direitos fundamentais. É preciso vontade política para dar acesso, mas a Prefeitura não parece estar ligando para isso. A gestão argumenta que há 1,3 milhões de pessoas no Cadastro, mas só entre abril e junho, a capital paulistana, segundo o PNAD e o IBGE, foram perdidos 974 mil postos de trabalho. Por isso, a abrangência deve ir além do CadÚnico. A fome não espera.

Fora isso, o processo para entrar no CadÚnico pode demorar até 3 meses para sair. Além disso, muita gente que acabou de perder o emprego não pode se enquadrar nas regras do CadÚnico porque o cálculo para receber o benefício considera a média dos rendimentos nos últimos 12 meses. Isso sem falar nos milhões de trabalhadores informais, microempreendedores, gente que vive de bico, que muitas vezes não está no CadÚnico, mas que precisam de renda. Mais uma vez: a fome das pessoas não pode esperar.

TRÊS MESES É MUITO POUCO

Um outro ponto de crítica é o período de vigência proposto, que é muito curto. A Prefeitura Municipal quer pagar apenas três parcelas de R$ 100, ou talvez R$ 300 reais em uma única parcela. Estamos passando por uma segunda onda da Covid, como já admitido em muitos jornais, e mesmo pelo próprio Governador João Doria, e pelo Prefeito Bruno Covas.

O Doria, inclusive, decretou em muitos dos últimos fins de semana, fase vermelha da pandemia. Ou seja, em que nem restaurante pode abrir. Sendo assim, como limitar o auxílio sem saber quando vamos sair da crise sanitária? O projeto substitutivo do PSOL propõe que seja enquanto e durante a pandemia por razões mais que lógicas. Sem vacina ou sem que a pandemia dê trégua, o auxílio deveria durar ou até quando valer o decreto que determina a emergência em função da pandemia.

Segundo levantamento feito pela Associação Médica Brasileira e a Associação Paulista de Medicina, 80,8% dos profissionais da saúde entendem que a segunda onda da Covid será igual ou pior que a primeira onda. Durante a primeira onda as escolas foram os primeiros serviços a serem fechados e agora seguem na insistência insana de querer abrir, mesmo com professores morrendo. Inadmissível. Segundo dados da própria secretaria de saúde do Estado, São Paulo está há 31 dias com média de 200 óbitos por dia! Esses números são próximos ao da primeira onda.

Tanto o município de São Paulo, quanto o Estado de São Paulo estão em estado de emergência. A pandemia ainda não acabou. E deve ainda demorar para acabar. Ou quando terminar completamente a campanha de vacinação no município de São Paulo. Ou então, pelo menos quando for verificado que 60% ou mais da população paulistana está imunizada, conforme recomenda a OMS (Organização Mundial da Saúde). Sem população imunizada, temos que proteger quem mais precisa.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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Militar não é lacrar!

Militar não é lacrar!

Entenda a diferença entre "lacrar" e militar!

As tretas no BBB 21 (Big Brother Brasil 2021) parecem não ter fim. E, com isso, vibram as torcidas. É time Bil, time Gil, time Projota. Mas um lado mais sombrio do que está acontecendo é que muita gente acaba entrando na cultura do cancelamento. Já ouviu falar sobre isso? É basicamente quando uma pessoa tem toda a sua vida e existência criticada por causa de algum erro pontual. Mas militar não é lacrar! Esse tipo de prática acaba banalizando lutas históricas, e fazendo parte do público confundir lacração com ativismo.

Não se trata de ser contrário a avisos e toques em redes sociais, ou de defender que pessoas sejam escrotas online. “Nem toda crítica é cancelamento, e apontar o preconceito de alguém no Twitter é uma forma de demarcar limites sobre o que é aceitável falar no espaço público” destaca Thiago Amparo, advogado negro, defensor dos direitos humanos. De fato, a internet é um lugar em que algumas pessoas preconceituosas se utilizam do anonimato para atacar e prejudicar pessoas com base em preconceitos. Esse tipo de postura deve ser combatida! 

Quando denúncia vira lacração…

O problema é quando deixa de ser sobre o bem estar e empoderamento de vítimas, e passa a ser apenas sobre o engrandecimento da pessoa que faz a denúncia. Ou seja, quando a denúncia se torna mera “lacração”. “A ideia de que o militante (particularmente, o progressista) tem de se colocar como uma alma superior atrapalha. Práticas de cancelamento e hipercriticismo produzem uma imagem inautêntica, pouco fiel às nossas incoerências” explica o psicanalista Christian Dunker. Ou seja, em algum momento todos nós erramos, pisamos na bola. Se o “filtro” para a pessoa poder ser considerada progressista passa a ser tão rígido, muitas pessoas podem ficar com medo, e não se aproximar de causas progressistas.

Completamente diferente disso é o ativismo digital de verdade, bem estruturado. Desde 2017, por exemplo, artistas e ativistas iniciaram o movimento digital #metoo (eu também), contra o assédio sexual e a cultura do estupro. O movimento, ainda ativo, consiste em mulheres, famosas ou não, denunciarem em suas redes sociais histórias de abusos com a #metoo. Diferente das “lacrações” e “cancelamentos” na internet, as ações foram bem organizadas por ativistas para enfrentar, de forma coletiva, um problema grave. O alvo das ativistas não eram apenas comentários escrotos ou atos pontuais, mas casos graves e criminosos de violação e abuso sexual. Os objetivos, além de punir abusadores, era fazer mulheres se sentirem mais à vontade em romper o silêncio. Militar não é lacrar! 

Lutas importantes acabam banalizadas

Abuso sexual é uma coisa séria, e acontece de diferentes formas, inclusive às vezes de maneira sutil. E quando coisas sérias assim deixam de ser sobre o bem das vítimas, e viram sobre a pessoa que acusa querer construir uma imagem em uma guerra por “likes”, a própria causa acaba enfraquecida, pois as pessoas passam a associar uma luta válida, aos “chatos” que dizem defendê-la.

Novamente: não se trata aqui de passar pano. Machismo, racismo e lgbtfobia são coisas reais, que devem ser combatidas inclusive no dia a dia. Mas lacrar na internet muitas vezes acaba atrapalhando mais do que ajudando. É impressionante perceber que na maioria dos “linchamentos digitais” a vítima é a pessoa menos comentada. Ou seja, a preocupação parece ser mais em crescer em cima da denúncia contra o agressor, do que em garantir o bem-estar da vítima.

As tretas são planejadas

Esse é o maior perigo do BBB: É bem provável que a produção do programa selecione os participantes com perfis que entre si possam gerar enfrentamentos, ou melhor, criem tretas. Não podemos esquecer que toda essa narrativa, como a da atual edição, é exposta em formato de show business, ou seja, há a exposição e banalização completa da falta de diálogo para a resolução de conflitos, e mesmo a espetacularização da violência. E o pior de tudo isso, é que a “desgraça” vende. Se não, já estariam extintos os seculares programas policialesco.

Quem mais perde com isso são as pessoas que realmente dedicam suas vidas a combater os preconceitos, os verdadeiros ativistas pelos direitos humanos! Esses são confundidos com os lacradores e canceladores. Com quem não entende que militar não é lacrar! E com isso muito da luta acaba deslegitimada e “pessoas da vida real” continuam sofrendo violências.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

o autor do texto preferiu esconder a sua identidade temendo ser cancelado

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o anzol da direita, fez a esquerda virar peixe

Entenda porque a esquerda errou feio nas eleições para presidência da Câmara dos Deputados Federais

Já falava o Rapper Criolo em sua música Esquiva da Esgrima “Novas embalagens para antigos interesses; É que o anzol da direita, fez a esquerda virar peixe”. Foi isso que aconteceu ontem (dia 1º de fevereiro) na votação para presidente da Câmara dos Deputados Federais. A centro-direita liberalóide, supostamente a favor da democracia, fez lobby encima dos parlamentares de esquerda para apoiarem o candidato do centrão à presidência da Câmara, o Baleia Rossi. Parte da esquerda caiu no conto do vigário (uns por ingenuidade, outros por malícia, mas isso é outra história). Tudo isso para na hora H, a esquerda ficar sem candidato nenhum para a presidência, e todo mundo do centrão correr para a base governista em troca de cargos e verbas. Este caso deveria ser ensinado em todos os cursos de ciência política como exemplo do que não fazer na hora das negociações.

A tragédia já começou anunciada. A esquerda foi convencida a entrar no jogo com um poder de barganha baixo: desistiram de apoiar em peso alguma candidatura realmente progressista. Ter uma candidatura própria e forte não seria questão de ingenuidade. Muito pelo contrário: Deixaria a mão da esquerda mais forte na hora de negociar pautas e propostas com o centrão. Poderiam, por exemplo, desistir POSTERIORMENTE da candidatura própria se o centrão se comprometesse em apoiar um nome menos terrível que o Baleia Rossi (o cara votou junto com a base governistas mais até que o próprio Arthur Lira!). Na pior das hipóteses a esquerda poderia se consagrar como oposição séria e comprometida com seus valores e princípios. Esse tipo de coisa pesa no longo prazo, principalmente considerando o já conhecido chavão “político é tudo igual”. A esquerda perdeu uma chance de se diferenciar.

A esquerda virou massa de manobra

Mas a comédia de erros vai ainda mais além: a esquerda foi massa de manobra usada pelo centrão. Ao reforçar a ladainha de uma “frente ampla” (ampla demais) contra o Bolsonaro, o centrão, basicamente, ameaçou o presidente de dar prosseguimento ao processo de impeachment. Com isso o centrão conseguiu aumentar o seu poder de barganha (ao mesmo tempo que diminuiu o da esquerda). Em outras palavras valorizaram os seus votos a preço de ouro. E assim conseguiram garfar verbas e cargos públicos em troca de apoiarem o candidato do Bolsonaro.

Isso é, na verdade, política usual para o centrão. O trabalho deles não é facilitar, mas, a princípio, dificultar o andamento das coisas. Apenas para, posteriormente, usar seu apoio como barganha. Eles estão no negócio de criar dificuldades para vender facilidades. Mas isso todo mundo sabe. Era para a esquerda entender bem essas dinâmicas, e não cair na ladainha. A esquerda comprometida quer fazer a vida de Bolsonaro difícil não para ter ganhos próprios, mas para travar as des-reformas promovidas, enquanto lutam por mudanças sociais reais. Mais uma vez, “o anzol da direita, fez a esquerda virar peixe”. Que a esquerda, ao menos, dessa vez aprenda: se for para negociar com o capeta vá com alguma munição.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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A tal da nova política…

A tal da nova política...

Entenda porque Bolsonaro mentiu para você quando falou da nova política

Bolsonaro fez a sua eleição prometendo “acabar com a corrupção e a velha política” (sic.). Até dá para entender porque parte do eleitorado caiu na ladainha. De fato, há décadas os políticos governam cada vez menos com o povo e cada vez mais em conchavos com velhos coronéis. É verdade, ainda, que o próprio PT, partido de esquerda com maior bancada no Congresso, se iludiu com os acordos internos. É compreensível parte do povo se sentir traído pela esquerda. O Bolsonaro se alimentou dessa indignação para entregar mentira atrás de mentira. Agora, com o Congresso revisitando o impeachment do Bozo, ele fala de criar mais ministérios para dar cargos para o centrão. Não era a tal da nova política?

Ninguém é santo, mas só um é o capeta

Antes que comecem a tocar o disco riscado do “mas e o PeTê”, que fique claro que o Partido dos Trabalhadores também merece críticas pela criação de ministérios em troca de apoios. Sim, a postura foi errada, e representou uso irresponsável do dinheiro público. Mesmo quando se tratando de ministérios de criação importante e necessária (como, por exemplo, o Ministério da Mulher), fica na cara que um dos objetivos era indicar parlamentares do centrão para cargos, em troca de apoio em votações.

Mas o que torna as declarações de Bolsonaro particularmente bizarras é que uma das grandes promessas dele (talvez a única mais ou menos “concreta”) tenha sido “diminuir o tamanho do Estado”. Ainda assim agora ele declara de forma escancarada que pretende criar ministérios em troca de apoio no Congresso. Foi isso que ele revelou em um evento fechado, mas transmitido por seus filhos em redes sociais:  “Se tiver um clima no Parlamento, pelo o que tudo indica as duas pessoas que nós temos simpatia devem se eleger, não vamos ter mais uma pauta travada, a gente pode levar muita coisa avante quem sabe até ressurgir os ministérios”. Ou seja, está falando com todas as letras que condiciona pautas que ele defende no Congresso à criação de ministérios!

Não ia “diminuir o estado”?

Mas e quanto a “diminuir o tamanho do Estado”? A resposta a essa queixa também mudou, em impressionantes 180 graus: “Alguém pode falar ‘ah, quer criar ministério de novo’. O tamanho do Brasil, pessoal, só o Brasil é maior que toda a Europa Ocidental”, disse o Bolsonaro, no mesmo evento. Ou seja, de “diminuir o tamanho do Estado”, foi para aumentar o Governo em troca de apoio no Congresso!

Essa entrevista se dá em momento tenso para a sua gestão. Estão para ocorrer as eleições para presidente da Câmara dos Deputados Federais, e para presidente do Senado Federal. A disputa, em ambas as casas, se dá entre figuras aliadas expressas de Bolsonaro, e outras mais ligadas ao “centrão” do Congresso Nacional. A questão chave é que os candidatos mais próximos ao centrão estão considerando dar continuidade aos pedidos de impeachment contra Jair Bolsonaro. Ele falar de criar Ministérios nesse contexto, a depender da eleição de “duas pessoas que nós [a gestão Bolsonaro] temos simpatia” é uma forma de ele tentar trocar cargos no Ministério, em troca de apoio contra o seu próprio impeachment. Ou seja, a mais velha política possível.

Governar um país não é fácil, e lógico que em alguns momentos acordos e trocas tem que ocorrer. Mas houve uma séria perda de qualidade. O cara nem disfarça. É essa a única coisa de “nova” na tal da nova política: um aumento na cara de pau.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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