Opinião

o que eles não querem que a gente saiba

Foto de Julian Assange

Pintura: A verdade Saindo do Poço de ean-Léon Gérôme

O WikiLeaks é uma organização de mídia multinacional, que administra uma biblioteca de documentos, analisando e publicando extenso conjunto de dados oficiais que envolvem guerra, espionagem e corrupção. São informações de ilegalidades e atrocidades cometidas por governantes, cuja luta das autoridades para mantê-las escondidas da população tem solapado as bases do estado democrático de direito, no mundo. Julian Assange fundou essa instituição em 2006 e, desde então, tem sido perseguido pelos governos de diversos países. Justamente por lutar pelo seu direito de saber o que eles não querem que a gente saiba!

Em 2012, o ativista asilou-se na embaixada do Equador em Londres. Tinha contra ele uma farsesca acusação de estupro, promovida por promotores Suecos. Embora, o processo tenha sido arquivado em 2019, a mudança de comando no governo equatoriano possibilitou que as autoridades do Reino Unido ilegalmente detivessem Julian Assange, sem qualquer acusação nesse país. O objetivo é deportá-lo para os EUA, onde pode ser sentenciado a 170 anos de prisão, por espionagem.

A história recente do mundo já estava escrita pelos sábios do judaísmo, há muitos séculos passados. Os fatos que vivemos nesse início de milênio são suficientes para compreendermos que a Verdade está presa e a Mentira está no poder. Sim! Houve uma época quando a peste Negra levou grande parte da população mundial! Sim! Houve uma idade das trevas, quando a inquisição nos impôs um Deus malévolo! Sim! Vivemos o medo do mundo acabar numa explosão na era atômica! Sim! Houve guerras e embora nesses conflitos seja sempre a verdade a primeira vítima… Resistimos! Resistimos verdadeiros. Por querermos olhar além das mentiras. Por tentarmos descobrir o que eles não querem que a gente saiba.

“Contudo, vivemos agora a Era da Mentira! E a mentira é o Caos!”

Contudo, vivemos agora a Era da Mentira! E a mentira é o Caos! Se antes a vida se mantinha com a esperança de uma cura ou de alcançar o paraíso, ou na possibilidade conquistar a paz e o amor universal, a mentira só prospera cultivando o medo de que não haverá amanhã. Portanto, não existe esperança na Era da mentira, apenas o eterno combate contra inimigos imaginários, que nunca serão derrotados.

E um homem sem esperanças é um escravo das circunstâncias. Um escravo daqueles que controlam as circunstâncias. Um cão pavloviano que saliva somente quando os donos tocam a sineta nas redes sociais.

E os soldados da mentira estão sendo posicionados nesse xadrez de guerra. Na África, na América central, no Brasil, Bolívia, no Equador, no Reino Unido, todos cultivando o Medo e desesperança através de um bombardeio de Fake News. Mundo afora temos assistido como Trump e seu séquito de ignorantes espalham a miséria no mundo. Não apenas a miséria econômica, que flagela o corpo, mas também a miséria da mente e do espírito, que aniquilam o processo civilizatório tão duramente desenvolvido pela humanidade.

Assange tinha todas as condições de servir a esse exército da mentira, mas preferiu a trincheira da verdade porque sabe; não existe futuro para o mundo sob o jugo da Mentira. Atualmente ele paga caro por essa posição. E o preço não se limita apenas ao roubo de sua liberdade, mas corre o risco perder a própria vida, sem o tratamento adequado que lhe negam no cárcere, conforme vaticinam os médicos que o examinaram.

Nós temos o dever de manter a chama acesa. Iluminar os caminhos para que a verdade não fique oculta e para desmascarar a mentira. Por isso, nos manifestamos pela liberdade da verdade.

LIBERTEM JULIAN ASSANGE!

Queremos salvar os animais!

É Dezembro Verde, mês do combate ao abandono e os maus-tratos contra animais. Mas para nós do mandato, essa luta transcende a este mês. Queremos salvar os animais! É por isso que ao longo de todo o ano nós temos trabalhado incessantemente pela vida dos nossos amigos de quatro patas! Entenda sobre nossas lutas, ou se quiser clique aqui para se unir à nossa luta pelos animais!

QUEREMOS QUE O DEZEMBRO VERDE SEJA LEI

Como dissemos, a nossa luta não se dá apenas em um mês, mas nós acreditamos que é muito importante dedicar ao menos o mês de dezembro para refletirmos e agirmos em nome da população de quatro patas. Por isso que somos coautores do PL 335/2019, que institui na cidade de São Paulo o atual mês como época de conscientização contra o abandono e maus tratos de animais domésticos. Quer deixar seu depoimento com história de adoção, resgate e cuidado, participe da nossa campanha no facebook, nesse link.

DIÁLOGO COM ATIVISTAS

Nós somos um mandato aberto! Se você for da luta pela causa animal entre em contato com a gente! Temos prazer em receber a visita de protetoras de ONGs que debatem a dignidade, respeitos e a proteção animal. Estamos a disposição para promover momento de diálogo e troca de experiências do legislativo com pessoas que vivem a realidade do cuidado e da proteção. O mandato do vereador professor Toninho Vespoli quer construir um trabalho e uma luta que seja de acolhida das demandas dos cuidadores e protetores, bem como projetos de leis que garantam bem estar aos animais.

CANIL EM ALBERGUES É LEI

É de autoria do vereador professor Toninho Vespoli a Lei 16.520/2015 que obriga albergues e centros temporários de acolhida (CTA), destinados a pessoas em situação de rua, a terem um espaço destinado para cães e gatos, o canil. A Lei prevê espaços apropriados específicos para a presença dos animais de estimação dentro dos abrigos. A proposta foi apresentada após a constatação de que entre os vários motivos que fazem os moradores de rua rejeitar ajuda nos albergues está à recusa em abandonar seus cães ou gatos de estimação; muitas vezes suas únicas companhias.

PROPOMOS DIVULGAR O NÚMERO PARA DENÚNCIAS DE MAUS TRATOS AOS ANIMAIS

O PL 178/2019 propõe incluir placas informativas como número do disque denuncia e o endereço eletrônico da Delegacia de Proteção Animal do Estado de São Paulo. O canal serve para denuncias de maus tratos, em abrigos, em pontos de parada de ônibus municipais e em entradas dos cemitérios municipais. Essa informação relevante, amplamente divulgada, certamente contribuirá para minimizar os maus tratos e a crueldade contra animais na nossa cidade.

O GATINHO TAMBÉM TEM VEZ!

É triste pensar nisso, mas a maioria dos canis não aceitam gatos! Ou seja, eles são obrigados a ficar abandonados! Por isso que o Vereador Toninho Vespoli protocolou o PL 783/2019, que cria o primeiro gatil municipal da cidade de São Paulo! Será um espaço bem preparado, em que os gatos possam ser tratados, castrados e oferecidos para a adoção!

 

CONDOMÍNIO E APARTAMENTO: TODOS TÊM QUE SER BEM VINDOS!

O projeto busca garantir o direito à moradia aos animais domésticos! É um absurdo pensar que muitos donos são forçados a se separar de seus companheiros por não poderem traze-los para os seus lares! Queremos por um fim à discriminação contra os pets! Acreditamos que para todos se sentirem em casa, é importante que os animais possam circular nas dependências do condomínio e que toda a visita possa, também levar o seu amiguinho para visitas! Com esses objetivos que protocolamos o PL 318/2019

RESPEITO E CUIDADO AOS ANIMAIS COMUNITÁRIOS

Já ouviu falar dos animais comunitários? Olha só, que interessante: é o pet que, apesar de não ter um proprietário definido e único, estabeleceu com o povo do local onde vive vínculos de afeto, dependência e manutenção. É uma coisa muito comum de acontecer em bairros com casas e restaurantes! Apesar disso, muito pouco tem sido feito por esses pobres animaizinhos… mas nós nos importamos! Queremos salvar os animais! De verdade! Por isso lançamos o PL 383/2018 determina que um órgão municipal, como o Centro de Controle de Zoonoses (CC), fique responsável por prestar atendimento veterinário e realizar a castração desses bichinhos. O cadastro do animal será feito junto a seus “responsáveis-tratadores”, que passarão a ser como “donos” deles, se responsabilizando a fornecer comida, e abrigo adequados! Infelizmente, como grande parte dos vereadores não se importam tanto com os animais, o projeto foi paralisado na Câmara. Por isso, para conseguir aprova-lo, teremos que reapresenta-lo.

VAMOS PASSEAR NO PARQUE?

Quem tem um bichinho provavelmente já passou por isso: você está num parque ou praça passeando com o seu animalzinho. De repente percebe que ele está puxando a guia louquinho pra poder sair correndo no meio da grama verdinha e fofinha! Mas você também fica com medo de alguma coisa acontecer com ele. Afinal, existe um risco alto dele acabar sendo atropelado. Para resolver esse problema entramos com o PL 641/2015. O projeto institui a obrigatoriedade da criação de espaços fechados denominados “Cachorródromos” em clubes, parques e áreas públicas municipais!  Assim o seu pet terá um cantinho onde poderá correr com segurança sem estar preso à coleira!

NÃO AO USO DE CÃES COMO SEGURANÇAS!

Cachorro é tudo de bom, e queremos que todas as donas e donos possam ser muito felizes com seus companheiros de quatro patas. Mas quando os donos decidem usa-los como mão de obra escrava, ainda trinando-os para serem agressivos e hostis, aí o bicho pega! Em varias cidades brasileiras a população vem repudiando o uso de cães de aluguel por empresas de segurança patrimonial privada. São animais mantidos em ambientes insalubres como estabelecimentos industriais, obras da construção civil, empresas de estacionamentos, galpões e até em residencias desocupadas ou de proprietários ausentes. São cães solitários, verdadeiros escudos vivos, que tem sua integridade exposta a risco permanente. Queremos salvar os animais! O PL 696/2015 tentava proibir e acabar com essa triste realidade. Infelizmente, o Bruno Covas, prefeito autoritário e inimigo dos animais, vetou o projeto, mesmo tendo sido aprovado pelos vereadores da Câmara.

Carta ao Secretário da Educação Bruno Caetano

Transporte escolar pelo mundo: conheçam os desafios que as crianças enfrentam para conseguirem ir às suas escolas

 

Por Chico Barciela

Coletivo Formiga

 “Venceremos se não tivermos desaprendido a aprender sempre”

Rosa Luxemburgo

Há algumas décadas construiu-se uma política pública, até então, inimaginável para muitos nesta cidade de São Paulo; o acesso de crianças transporte escolar gratuito, conhecido como Vai e Volta. O que era para poucos privilegiados e bem nascidos, passou a ser para todos. Uma grande transformação: pobre indo de carro para a escola.

De lá para cá muita coisa mudou. O que se vê agora é uma restrição cada vez maior do acesso das crianças ao transporte, com exigências e legislações descabidas, além de um descaso e desrespeito sem fim para com o transportador escolar. Nesta espécie de transformação negativa a Secretaria de Educação tem jogado um papel decisivo, sendo o principal protagonista da desconstrução de uma política reconhecida como fundamental para o aprendizado de nossas crianças. Omissão, incapacidade, insensibilidade, desconhecimento, desleixo e o que mais possamos pensar de “virtudes negativas” tem sido um tratamento que o TEG tem recebido, sobretudo dos atuais representantes da Secretaria de Educação. São tios, tias, pais, mães avós e criança, meninos e meninas desrespeitados em seus direitos constitucionais. Ousamos dizer: o que vemos é uma prática criminosa por parte de “autoridades” que nem serão chamadas à responsabilidade!!

“Temos certeza que os ‘senhores da educação’ se surpreenderiam com as histórias que sabemos de ‘vossas crianças'”

Como consequência a sensação que é passada é a do transporte escolar sendo visto como um incômodo para a educação. Parece que estão fazendo um favor a nós pais e as crianças. Pensamos exatamente o contrário, nós, mais do que ninguém, estamos do lado de fora dos muros e grades das escolas; estamos também dentro, estamos nas casas, nas favelas, e cortiços; estamos nos barracos e morros, vilas e rincões das periferias desta cidade desesperada e largada. Olhamos, observamos e cuidamos dessas crianças como poucos. Temos certeza que os “senhores da educação” se surpreenderiam com as histórias que sabemos de “vossas crianças”, caso parassem um pouquinho para nos escutar. Porém é mais fácil, menos trabalhoso nos tratar como algo fora, fora da educação. Mas é impossível, pois também aprendemos depois destes anos todos que fazemos parte do tal sistema educacional com seus cargos carreiras, pedagogias claro!! Educacionais!!

Viemos para permanecer e ficar, onde quer que se olhe na paisagem urbana ou rural veremos uma Van ou ônibus com suas faixas amarelas, andando por este Brasil afora. Por fim, é claro, lutamos por nossa sobrevivência e por melhores condições econômicas, afinal somos profissionais e não são poucas as exigências e qualificações que temos que cumprir, e como se não bastasse vivemos tempos nefastos, que sem, dúvidas, os senhores ajudam a construir, mas isso é conversa para outras oportunidades.

“não aguentávamos mais tanta humilhação; de lá até hoje aprendemos muito, mas sobretudo aprendemos a nos valorizar e que juntos somos fortes.”

O transporte escolar (TEG), entretanto, não tenham dúvidas do nosso envolvimento com estas crianças e seus sonhos e histórias, tristezas e alegrias, sorrisos e lágrimas, eles são nossa grande paixão que nos move todos os dias para iniciarmos nossas jornadas, a maioria de nós antes do sol nascer, com chuva ou sem chuva, na lama ou nos asfaltos, na saúde e na doença lá estamos.

Janeiro, agora, vai fazer dois anos que ocupamos a secretaria de educação. Mal começava o governo Dória, foi um ato quase que de desespero, pois não aguentávamos mais tanta humilhação; de lá até hoje aprendemos muito, mas sobretudo aprendemos a nos valorizar e que juntos somos fortes.

Hoje a situação está pior: sem contar a crise econômica que se agrava com todas as suas consequências para quem vive do trabalho como nós, a Secretaria de educação restringe cada vez mais o acesso das crianças ao transporte. O ela promove é uma política deliberada e organizada na cidade toda com transferências e fim de barreiras, um verdadeiro extermínio que coloca em risco nossas crianças e a continuidade de um projeto que já foi referência internacional.

“juntos ao Toninho, nós estamos reagindo!”

Do nosso lado estamos de olho e acompanhando tudo atentamente, aqui na Câmara Municipal De São Paulo. O vereador Toninho Vespoli acompanha todas as maldades da secretaria e já convenceu o conjunto dos vereadores de que é preciso pôr um fim a isso. Há algumas semanas atrás chamou a representante da educação para ser ouvida em comissão. Ouvimos somente mentiras e mais mentiras. Mas juntos ao Toninho, nós estamos reagindo! Providências estão sendo tomadas: delegacias de ensino estão sendo convocadas para prestar esclarecimentos e, principalmente, um projeto que põe fim às transferências enganosas e reduz a quilometragem mínima para o TEG, já está pronto para ser votado.

Queremos dizer a todos que assumimos a pauta transporte escolar plenamente e não permitiremos nenhum desrespeito a quem quer que seja que faça parte desta comunidade. Qualquer delegacia de ensino, Emei ou Emef quem quer que seja sofrerão consequências se ousarem quebrar o direito legal das crianças desta cidade poderem ir à escola em paz e tranquilidade com menos riscos.

RESISTIREMOS E VENCEREMOS!!!

Entramos na justiça contra os vouchers!

Entramos na justiça contra os vouchers!

Como muitos devem saber, o prefeito inimigo da educação sancionou a lei que tira dinheiro da educação pública para dar à iniciativa privada. O que irá acontecer será que o município, ao invés de cumprir com as suas funções e construir mais creches e escolas, dará dinheiro para os pais de crianças as colocarem em unidades particulares. São tantos os absurdos com esta legislação que nós do mandato do Vereador Toninho Vespoli e a Deputada Federal Samia Bomfim, junto ao PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) entramos na justiça contra os vouchers: ingressamos no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) contra esta lei. No caso isso se fez necessário porque a proposta de Covas está em total desacordo com uma série de dispositivos da Constituição Federal e da Constituição Estadual de São Paulo. Não é apenas uma questão do projeto ir na contramão de uma boa administração. O projeto é mesmo INCONSTITUCIONAL, e portanto, ILEGAL!

Leia a Ação Direta de Inconstitucionalidade na íntegra clicando aqui!

Entenda porque a lei é ilegal:

  1. A lei não é impessoal: a Constituição Estadual, em seu artigo 111, diz que qualquer ação feita por um órgão público deverá ser impessoal, ou seja, não poderá tratar as pessoas de forma diferente. Acontece que a lei sancionada determina, sem qualquer critério, que apenas parte dos pais irá receber o valor cheio da bolsa. Outras crianças irão receber um valor muito reduzido! Assim é impossível dizer que a lei é impessoal.
  2. A legislação burla a necessidade de licitações: Está na Constituição Estadual, no artigo 117, que qualquer contratação de serviços privados pela administração pública precisará de licitação. A lei dos vouchers determina que as escolas particulares serão contratadas, com dinheiro público, sem que haja qualquer tipo de estudo sobre quais creches são capazes de oferecer os serviços às crianças.
  3. A lei não garante acesso regular à educação: Está no artigo 208 da Constituição Federal que a administração pública deve oferecer o acesso à educação de maneira REGULAR. Oras, é impossível dizer que uma oferta de vagas de creche sem fiscalização ou controle de qualidade se dá de maneira regular!
  4. É inconstitucional escolas privadas lucrarem com verbas públicas: a Constituição Federal, no artigo 213, não prevê dar dinheiro a escolas particulares como modalidade de repasse de verbas públicas.
  5. A lei viola a necessidade de permanência escolar: a legislação aprovada abre caminho para as crianças das creches serem movidas entre escolas sem critério. Isso viola o artigo 206 da Constituição Federal.
  6. Não há fiscalização e garantia de qualidade: por permitir a contratação de escolas privadas, quase sem critério, não dá para defender que haverá qualquer garantia de qualidade das creches e escolas contratadas. Isso vai em desacordo com o Artigo 206 da Constituição Federal.

Seguiremos na luta

Por essas, e várias outras razões, fica clara a inconstitucionalidade da lei sancionada. Por isso mesmo que entramos na justiça contra os vouchers! O PSOL segue na luta para derrotar o prefeito inimigo da educação. Mas só teremos sucesso com bastante mobilização do povo. Entenda como também fazer parte da luta. Para ler na íntegra a nossa Ação Direta de Inconstitucionalidade baixe o PDF clicando aqui.

Tesouro da cidade na mão dos banqueiros!

Por equipe redação

de Gabriel Junqueira

Prefeitura quer dar o tesouro da cidade na mão dos banqueiros! Esse é o novo plano do prefeito Bruno Covas para o município. A ideia é pedir 1 bilhão e 200 milhões de reais emprestados de bancos. Só que banco quer lucro, sempre! A única razão para eles aceitarem fazer um empréstimo, é para conseguirem arrecadar com juros. Ou seja, no fim o que se tem é uma transferência massiva de recursos do público para bancos.

Isso em um período em que, segundo reportagem da Folha de São Paulo, a prefeitura mantém mais de 12 bilhões em caixa! Ou seja, não haveria necessidade de verba adicional para começo de conversa. Seria apenas necessário que a prefeitura soubesse usar direito o dinheiro que ela já tem.

Não era um “bom gestor”?

Ironia muito grande pensar que Covas assumiu como vice de um prefeito eleito sob o argumento de ser “um bom gestor”. Para a chapa tudo o necessário seria usar os recursos de forma mais inteligente. Oras, mas que inteligência rara é essa que precisa suplementar o valor do município pagando pedágios para bancos?!

Tudo, ainda, em um contexto para o município de São Paulo de AUMENTO das arrecadações. O próprio Projeto de Lei Orçamentária apresentado pela prefeitura prevê para 2020 um aumento nas verbas de 13,8 %!

Mesmo que houvesse necessidade de orçamento suplementar (o que claramente não há) a prefeitura poderia pedir repasses ao Estado ou Federação. Mas a gestão de Bruno Covas caminha no sentido contrário. Ao invés de pedir repasses, o prefeito cortou em outubro convênio de 68 milhões com o Governo do Estado, sucateando, assim, os serviços de bombeiros na cidade.

O gestor dos ricos

Mas seria inocência achar que isso tudo acontece porque o Covas é um “Mau Gestor!”. Na verdade esse projeto é excelente para bancos privados que poderão emprestar o dinheiro ao município. Será um empréstimo com risco praticamente 0, e segundo o texto do projeto, a juros cheios e convencionais. Ou seja, nem sequer haverá licitação para os empréstimos! 

Basicamente o que se quer é aplicar a mesma lógica rentista usada contra a população pobre: todo ano milhões de pessoas são obrigadas a se endividar para conseguir pagar as suas contas. Acontece que os serviços públicos (educação, bombeiros, saúde, segurança pública) servem aos mais pobres muito mais do que aos mais ricos, e os poderosos não conseguem aceitar isso. Por isso, ao mesmo tempo que sucateiam serviços públicos querem que o município se endivide: para poderem lucrar em cima do povo! Não à toa, que em meio a tanta miséria, passamos por um período em que o lucro dos bancos bate recordes históricos: quase 60 bilhões de reais, maior valor desde 2006. A principal fonte desses lucros: empréstimos!

o que se tem é socialismo para os ricos e capitalismo para os pobres.” Martin Luther King Jr.

Mais que isso, se os gastos do município começarem a se sujeitar aos empréstimos bancários, os bancos irão começar a impor suas vontades ao município. Da mesma forma que uma pessoa endividada é humilhada e forçada a gastar seu dinheiro conforme ordena o banco que emprestou o dinheiro, se a medida for aprovada será aberta possibilidade para os bancos barganharem os empréstimo tomando como contrapartidas ações a serem feitas pelo município. Por isso o que se tem na pática é o Tesouro da cidade na mão dos banqueiros! Será a negociata legalizada! A gestão é excelente! Mas apenas para quem é amigo do rei.

Como diria o ativista e pensador Martin Luther King Jr o que se tem é socialismo para os ricos e capitalismo para os pobres. Enquanto grandes bancos e corporações acentuam o sucateamento de todas as esferas públicas lucrando bilhões no processo, todo o resto da população é forçada a seguir regras diferentes impostas de cima para baixo. O resultado é que, como sempre, os bancos lucram com o dinheiro do povo.

Covas desviará seu dinheiro para escolas privadas

 

 

Covas desviará seu dinheiro para escolas privadas.

Equipe redação

Por Vivian Alves Nunes

Covas desviará seu dinheiro para escolas privadas. Para isso enviou projeto de lei sobre vouchers na Educação Municipal de São Paulo. Tal projeto é absurdo na medida em que favorece o sucateamento e privatização da Educação. Quantas escolas foram construídas nos últimos anos? O que a Prefeitura tem feito para resolver os problemas de vagas nos CEIs além de injetar dinheiro público em Instituições que lucram com o atendimento das nossas crianças?

Por décadas, tanto na prefeitura quanto no governo estadual, políticas de privatização têm gerado estragos na Educação e estudantes são lesados no acesso à escolaridade em virtude de cortes orçamentários. Nos últimos 20 anos, quase toda Reforma na Educação foi pensada na questão de pagamento por mérito, aumento de avaliações externas, descentralização, vouchers e etc, mas quase nenhuma reforma educacional indicou mais investimentos.

terceirizar é sucatear o Ensino!

A Educação Infantil é um direito da criança e um dever do Estado garantir a partir de políticas públicas. O Currículo da Cidade aponta que a escola é um espaço social da esfera pública.Como garantir em espaços filantrópicos (que podem ser confessionais) a garantia do laico, por exemplo? Serviço ou direito?

Defender que escola privada é melhor que escola pública é uma falácia. Pesquisas apontaram que fazendo o recorte de condições de análise, os resultados de estudantes de escolas públicas e privadas se equiparam. No caso específico da Rede Municipal, os professores de Educação Infantil possuem jornada de 6 horas de trabalho e formação continuada diária, além de reuniões, jornadas pedagógicas e formação em horário de trabalho, é importante que esse avanço se estenda e que não se perda em outras redes.

No formato de voucher, a Educação deixa de ser um problema de Estado e passa a ser uma questão individual, o mercado passa a organizar muito intrinsecamente essa estrutura social que só fortalece a exclusão. Por essas razões, não deu certo nos Estados Unidos, não deu certo na Colômbia e não deu certo no Chile. É o modelo que se quer para o Brasil e para São Paulo?

O objetivo é acabar com o Estado de Direito!

Com o voucher, direito social passa a ser mercadoria. O espaço estatal passa a ficar reduzido a apenas setores que localizados em áreas em que ofertar creches seja mais lucrativo. Isto é, áreas menos povoadas, e áreas em que as crianças requeiram atenção especial (o que é bastante comum em áreas violentas) serão negligenciadas. O dinheiro público passaria a ser direcionado, basicamente, para algumas poucas empresas de ensino. Ou seja, se a proposta for aprovada, Covas desviará seu dinheiro para escolas privadas

A Educação pública é fruto de luta histórica. Ela pertence a todos. É financiada com o dinheiro de todos. O Estado, como representante do povo não pode simplesmente delegar um direito social à instituições!

É preciso melhorar as escolas públicas e não privatizá-las. Não existe solução sem custo para os problemas educacionais. É preciso investir na redução de alunos por sala de aula, recursos didáticos, melhorar a infraestrutura das salas de aula, e garantir melhores salários aos profissionais da Educação. Para isso, a vontade política precisa existir e a prática caminhar para alcançar esse objetivo. Propor, e pior aprovar esse tipo de proposta é uma afronta a um direito básico e que deve ser ofertado pelo município!

Doria quer desmontar o Estado!

Doria quer desmontar o Estado!

Equipe redação

Por Vivian Alves Nunes

Doria quer desmontar o Estado! O grande calcanhar de Aquiles do gestor Doria na Educação são os professores efetivos.  É urgente a organização dos movimentos de luta e resistência contra um sucateamento de décadas que o PSDB executa no Estado  e na Prefeitura de São Paulo. Um dos entraves para a categoria são os professores que possuem jornadas menores e são efetivos.

Então o governo decidiu fazer uma reestruturação na carreira docente.  Já vimos uma proposta absurda antes: oferecia pontuação maior para professores com jornada J40 ao invés do tempo trabalhado, como sempre foi. Isso prejudicaria diretamente todos os professores com outras composições de jornada e os que acumulam cargos com outras redes.

Não conseguiram emplacar!

Agora oferecem um tal plano de carreira em que as “evoluções funcionais” são a partir de provas e pagos por subsídios. De acordo com o SINDILEX, são desvantagens do subsídio

1- A absorção de vantagens pessoais, tais como quinquênios, sexta-parte e gratificação de função, e as advindas de decisões judiciais. Neste caso, os servidores que acumularam tais vantagens terão seus salários congelados até que a parcela complementar seja completamente absorvida.

2. A impossibilidade de implantação de adicionais de localidade inóspita, de periculosidade, insalubridade, de risco, ou qualquer outra remuneração na forma de adicional.

3. As carreiras que recebem por subsídios, em geral, possuem limitações de quantidade de vagas em cada faixa salarial, condicionando a promoção à existência de vaga, o que certamente emperrará as progressões, pois para atingir o teto da carreira o servidor terá que esperar a aposentadoria de outro, e assim sucessivamente”.

Muitos professores fazem:

carga menor, como 24 aulas, 20 aulas semanais, e não terão aumento. Até mesmo aqueles que têm jornada
completa se não aderirem essa nova carreira (40 aulas semanais) não receberão nada de aumento. Será que a reestruturação será no formato de escola em tempo integral (PEI) em que designados ou em caso de falta (inclusive greve) perdem a designação? E os aposentados? Em se tratando dessa gestão sabemos que é mais fácil um golpe contra a estabilidade e os professores. É assim que Doria quer desmontar o Estado! Nosso Mandato vai lutar e resistir assim como fizemos contra o Sampaprev na Câmara Municipal em 2018.

De luta contra a Reforma da Previdência o PROFESSOR vereador Toninho Vespoli entende!

No ano de 2018, junto aos servidores da Rede Municipal e em plenário conseguimos barrar parcialmente a SAMPAPREV, que previa o aumento da alíquota de contribuição dos funcionários municipais para 19%. A Câmara Municipal de São Paulo foi palco de episódios dignos de vergonha, com o governo ordenando forças ostensivas para atacarem profissionais da Educação (em sua maioria mulheres) com bombas e tonfas. Mas a cada ato de truculência a categoria ficava mais unida e fortalecia a gente que trabalhava lá dentro com estratégias de obstrução e de convencimento a outros vereadores a não votarem a favor desse confisco absurdo da base de sustentação.  Após muita luta conseguimos suspender as discussões. O projeto voltou à pauta em dezembro, como estratégia do governo que encontraria a categoria cansada, fragilizada, após um ano letivo e seus desgastes naturais somados aos muitos sábados de reposição.

Após muitas manobras, conseguiram passar a Reforma no Município parcialmente, não como o governo queria. Além disso, com o então prefeito da cidade João Doria desgastado e desmoralizado. Não é à toa que o atual governador perdeu as eleições na região do Município de São Paulo. Agora é a vez de atacar os servidores estaduais importando a Reforma Nacional da Previdência para São Paulo, que após mais de 20 anos de gestão PSDB está com a Educação sucateada. Não foi fácil no município e não será fácil no Estado! Sou professor (inclusive fui categoria O) e estou como vereador, cada ação dessas, calculada por quem conhece a rede por dentro, é estratégia de derrubar direitos dos trabalhadores e enfraquecer a oposição que defende a Educação Pública. Nosso mandato estará mobilizado para ajudar os servidores estaduais nessa luta!

Covas quer terceirizar a Educação!

Covas quer terceirizar a Educação!

Equipe redação

Por Vivian Alves Nunes

O Governo Covas quer terceirizar a Educação! O alvo privatista da vez tem sido a Educação Infantil, em que atualmente existem cerca de 70 mil crianças na fila por uma vaga. Há alguns dias o Secretário Bruno Caetano anunciou o Programa Mais Creches. A proposta encaminhada à Câmara Municipal é de oferecer um voucher de R$ 727,00 para 34 mil crianças serem atendidas na Rede Particular.

A parceria se daria até que a criança conseguisse uma vaga na Rede Direta ou Parceira do Município de São Paulo. Mas, numa conta básica, se o déficit é maior que o dobro das vagas oferecidas em vouchers, o que fazer com as outras crianças da lista de espera? Qual será o critério para contemplar uma em detrimento da outra? Foi feito um levantamento da existência de 34 mil vagas potenciais na Rede Particular em consonância com as necessidades georeferenciais da Rede?

Bolsa primeira infância

A grande novidade agregada agora é a de oferecer uma bolsa no valor de R$ 100,00 para as crianças que não conseguirem vagas nas Redes Particular, Direta ou Parceira. Dessa vez o anúncio é de até 51 mil crianças a serem “beneficiadas” em estar fora dos equipamentos escolares com estrutura e profissionais habilitados para auxiliar no seu desenvolvimento pleno.

A perspectiva é gastar com a terceirização um valor aproximado de R$ 300 milhões ao ano! Com um aporte de centenas de milhões, não seria mais acertado construir novas escolas com estrutura e condições de trabalho e formação adequadas? Se temos 13 bilhões em caixa e a construção de uma escola fica em torno de 1 milhão, por que não investir na rede pública direta, laica, com estrutura adequada e de qualidade?

Como avançar se a Educação Infantil não for foco de prioridade e investimento real? Porque lançar Programas que aprofundam a terceirização e sucateamento sem conversar com os profissionais de Educação? Quando foram feitos os chamamentos da sociedade para participação em Audiência Pública sobre o assunto de tanta relevância social? Por que oferecer “gambiarras” às vésperas de campanha para reeleição?

O futuro que regride

Tendo como base hipotética de que as filas da Educação de 0 – 3 anos fossem zeradas com essas ações anunciadas pelo governo para o ano de 2020 seria importante ainda pensar em outro ponto: em pouquíssimo tempo essas crianças estarão em idade de estudar em EMEIs e EMEFs. Sem a construção de novas escolas para onde vão essas crianças? O caminho será aumentar o número de estudantes por sala de aula? Destituir mais espaços pedagógicos nas Unidades Escolares para suprir a demanda ou ampliar o público dos vouchers?

É possível perceber que este texto ficou cheio de questionamentos e sem caminhos plausíveis para amarrar as propostas anunciadas pelo governo. É exatamente assim que tem sido o trabalho dessa gestão: Cheio de decisões imediatistas e unilaterais com a única estratégia pautada em fazer marketing e não pensar com seriedade no atendimento de qualidade a nossas crianças na maior rede de Educação do país. Covas quer terceirizar a educação, a qualquer custo. O público alvo são crianças, mas com Educação não se brinca!

O leilão de São Paulo

Equipe de redação

Por Gabriel Junqueira

2 de Outubro de 2016. Um prefeito é eleito para realizar o leilão de São Paulo. Seu nome é João Dória. Seu principal slogan: “eu não sou um político, eu sou um gestor”. O então prefeito se referia ao seu passado na iniciativa privada. Não é um passado muito glorioso: foi organizador de eventos  para os mega ricos, e editor de revistas para a classe A (seu maior sucesso na área, a revista “Caviar”). Ou seja, foi gestor de negócios que serviam aos mais abastados. 

De certa forma ele cumpriu seu slogan. Continuou sendo um gestor comprometido com o mesmo público. Isto é, serviu aos mais ricos. Desde cedo propôs a venda de serviços e propriedades públicas para o setor privado. Logo em seu segundo dia, anunciou que criaria a Secretaria Municipal de Desestatização. 

O órgão se explica pelo seu nome: objetiva determinar bens públicos para serem vendidos a empresários abastados. É o velho pensamento mágico da privatização. A ideia de que um grupo ou iniciativa extremamente lucrativo poderia beneficiar mais o município se nas mãos daqueles interessados em encher apenas seus próprios bolsos. 

Foram vários os serviços que o gestor tentou vender: o complexo do Anhembi; 14 mercados e 17 sacolões; 14 parques e praças; sistema de bilhetagem do transporte público; estádio do Pacaembu; 22 cemitérios e um crematório; a administração dos terminais de ônibus; e a SPTURIS. Tudo isso pela bagatela de 541 milhões. Pode parecer bastante, mas a cifra era de cerca de 1 % de toda a arrecadação da prefeitura.

Quem ganharia com o leilão de São Paulo?

Muitos desses serviços, se privatizados, seriam piorados. Parques e praças, por exemplo, para dar lucro à iniciativa privada precisariam começar a cobrar taxas de entrada, como chegou a ser debatido para o parque Ibirapuera; A verdadeira razão para empresas desejarem comprar o sistema de bilhetagem seria conseguir dados pessoais dos passageiros de ônibus; a privatização dos cemitérios e crematórios, concluída recentemente na gestão do Bruno Covas, já está produzindo efeitos desastrosos chegando a ser proposto que milhares de mortos sejam queimados juntos!

Por fim, a Spturis não apenas é uma empresa que dá lucro, como é um grupo que tem a grande maioria de seu financiamento por grupos não ligados à administração pública. É o grupo por trás do Carnaval de São Paulo, da Virada Cultural além de centenas de outros eventos espalhados ao longo do ano. Cumpre um papel estratégico e fundamental. Não se trata de simples eventos isolados, mas de um programa metódico e coordenado para impulsionar a economia turística, e criar uma imagem positiva de São Paulo no cenário internacional. Empresas privadas simplesmente não tem condições de realizar essas mesmas funções. É claro que, na verdade, não é sobre oferecer serviços de qualidade, mas sobre permitir que amigos ricos de Doria lucrem com serviços que deveriam ser públicos.

Para um desavisado talvez pareça estranho que Dória estivesse interessado em privatizar esses serviços. Assim como pode parecer estranho que Bruno Covas tente agora fazer as mesmas coisas. Mas na verdade faz perfeito sentido: são gestores. É só que gerem em nome dos mais abastados. Para o restante, porém, ele é maquiavélico.

As Fake News de Bolsonaro e a Guerra híbrida

Por Ari Meneghini

As Fake News de Bolsonaro marcam a entrada em um novo tipo de conflito político: a Guerra Híbrida. A Guerra híbrida se caracteriza por ações virtuais e não virtuais. Ela visa deixar o inimigo desorientado, confundido quando percebe o que está acontecendo já é tarde demais. O assassinato de Marielle as fake news das eleições de 2018 fazem parte desse conjunto de ações. Para a extrema direita os meios de comunicação digital passaram a ser o campo de batalha onde a guerra deve ser travada. Trata-se de uma guerra mais barata que não precisa ser feita pelos seus agentes, através das redes é possível conquistar aqueles que farão o
trabalho sujo.

Recentemete (segunda semana de novembro de 2019) Jair Bolsonaro voltou a falar sobre a possibilidade das urnas eletrônicas serem fraudadas.

UM POUCO DE HISTÓRIA DO SISTEMA ELETRÔNICO DE VOTAÇÃO

Foram os engenheiros do INPE (instituto nacional de pesquisa espaciais) ligados ao Comando Geral de Tecnologia Aero Espacial que criaram os requisitos e desenharam o sistema de como seria o coletor eletrônico de votos (CEV). Foram envolvidos também a inteligência do Exército, da Marinha e do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).

Um grupo de engenheiros criou todos os requisitos do sistema eletrônico de coleta de votos (CEV), depois foi feito o edital TSE 002/199. Participaram do certame as empresas: IBM, UNISYS e PROCOMP. A vencedora foi a UNISYS. Até hoje há uma disputa pela patente das urnas.

O TSE já colocou o sistema a prova várias vezes: empresas, hackers e engenheiros foram convidados a testar a segurança. Nenhum deles conseguiu. Em São Paulo desde 1996, quando a votação eletrônica foi implantada, vimos uma grande alternância da ocupação do cargo de prefeito: Pitta, Marta, Serra, Kassab, Haddad, Doria com Bruno Covas, nosso atual prefeito. Bolsonaro e, aqueles que produzem essas fakenews, poderiam desconfiar do PSDB no governo Estado de São Paulo porque o partido ocupa o Palácio dos Bandeirantes desde 1995, ocupado atualmente por Dória. Nunca ouvimos que houve fraude por parte do PSDB.

A indústria de fake news de Bolsonaro

Vimos durante a campanha de 2018 que empresários pagaram até 12 milhões para o disparo de mensagens em massa via WHATSAPP. Não foi apenas o volume que surpreende, foi o uso de tratamento de dados por empresas super especializadas que possibilitaram a entrega de mensagens a micro segmentos nos grupos de família, do futebol, de amigos etc. A mensagem correta para a pessoa certa.

Do kit gay à mamadeira de piroca o objetivo das fake news eram; desestabilizar e confundir o que as pessoas pensam; reforçar preconceitos; destruir a razão e os fatos; desacreditar a mídia e a ciência; desqualificar artistas e a arte; promover o medo e a desconfiança.

A novidade

Talvez seja um experimento de Steve Bannon, mas o fato é que houve uma divulgação massiva principalmente durante o segundo turno de que as urnas eletrônicas estariam fraudadas. Um video falso onde um eleitor votava em Bolsonaro mas aparecia a imagem de Haddad rodou as redes sociais, mesmo o TSE e a mídia tendo desmentido, a dúvida estava plantada. Talvez, se Haddad ganhasse teríamos algo semelhante ao que o correu na Bolívia.

Logo após o golpe na Bolivia, Bolsonaro chegou a dizer na sua conta de Twitter, que a fraude eleitoral ocorreu por conta das urnas eletrônicas, ocorre que lá a votação é feita no papel. Bolsonaro sabe disso, mas ele está falando para os seus seguidores e seu eleitorado, continua construindo a fake news para que ela vire verdade em algum momento.

Na Bolívia já havia um alerta sobre uma possível fraude. Após as denúncias a OEA acabou notificando o governo de Evo Morales que convocou novas eleições. Evo sabia que ganharia novamente, então vem o Golpe porque não queriam de fato novas eleições. Chomsky chegou a afirmar que aquilo era ação do Governo dos EUA com o apoio de Bolsonaro.

A fake news preventiva serve para causar desconfiança e no futuro o questionamento de algo que venha a ocorrer, como uma vitória da oposição. O campo progressista precisa esclarecer o tempo todo, repetidamente, quando identifica uma fake news. Será através da razão, do esclarecimento incessante que podemos vencer cada batalha: educação e informação essa é a chave.

Ari Meneghini
É formado em História pela USP, publicitário e pesquisador dos meios digitais de comunicação.

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