Opinião

Não querem limpar o córrego!

Equipe Redação

Por Juliana Ghizzi

Quem mora ou passa pelo Córrego do Oratório já deve ter percebido que obras estão sendo realizadas no rio. O desejável é que toda a extensão recebesse a limpeza e a construção dos muros, mas o órgão estatal responsável por esses serviços não quer terminar o trabalho. Ele alega que a culpa é das moradias localizadas nas margens, pois “atrapalham” a entrada das máquinas necessárias para as obras. Alguns dos bairros afetados são Vila Rosa e Mangue. Na realidade, isso é falta de vontade e descaso com a população.

Entenda o caso

Os problemas da região são vários, entre eles, a habitação inadequada e a falta de saneamento básico. A luta por melhorias não é de hoje. Em 2017, o vereador Professor Toninho Vespoli entrou com uma ação judicial no Ministério Público para que o Departamento de Águas e Energia (DAEE), órgão do Estado de São Paulo, fizesse a limpeza e obras de contenção no Córrego do Oratório. E, no ano passado, a promotoria acatou o pedido e intimou o DAEE para que o órgão fizesse o serviço.

Só em abril de 2019 que as obras começaram. Como medida para evitar o desbarrancamento das margens foram construídos os chamados muros de gabião, que são constituídos por gaiolas metálicas “recheadas” de pedras. Além disso, está sendo realizada a limpeza das águas.  Porém, em muito trechos o DAEE não quer realizar o serviço, alegando que as moradias das margens, a maioria de palafita,  prejudicam a entrada das máquinas. Nosso mandato entrou em contato com técnicos e engenheiros,  que afirmaram que há outros modos para que as máquinas possam realizar o trabalho e que as casas não são um impedimento.

ISSO É PAPO FURADO, AJUDE A DENUNCIAR

Toninho Vespoli está pressionando, mas se você e seus vizinhos encherem a caixa de reclamações do DAEE, conseguiremos. Ligue para a ouvidoria do DAEE  (11) 3293 8463 e solicite a limpeza completa do rio, os muros de contenção e a construção de piscinões.

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Prefeitura assedia professores!

Equipe Redação

Por Edcarlos Bispo

Professor Toninho Vespoli aciona Ministério Público e Tribunal de Contas contra tentativa de intimidação e assedio da Prefeitura. Questionário enviado aos pais dos alunos da Educação Infantil é uma demonstração da incompetência dessa gestão que nada dialoga com a base e vê no profissional da educação um inimigo. Não permitiremos.

Bruno Covas e Bruno Caetano atacam a educação pública municipal. De forma absurda, e sem consulta as DREs, houve um envio de um “Questionário de avaliação” para ser enviado aos pais dos alunos da Educação Infantil.

O que tem indignado a equipe educacional é o teor das perguntas, que são formuladas já pressupondo uma ineficiência da unidade e, principalmente, das professoras. Isso abre brecha para a culpabilização e intimidação das professoras e incentiva a desconfiança sobre o trabalho da equipe gestora.

São perguntas como: EMEI/CEI toma providências imediatas quando há desrespeito às crianças como castigos, beliscões, tapas, gritos, xingamentos ou manifestações de raiva devido a coco e xixi etc?; As professoras atendem de imediato as crianças em suas necessidades básicas?; As professoras criam oportunidades para que as crianças façam contagens e classificações de coisas e animais em jogos e histórias?; As professoras organizam mais de uma atividade ao mesmo tempo para a criança escolher a de sua preferência?.

Há que se levar em conta, ainda, que já existe a realização periódica da pesquisa “Indicadores de Qualidade na Educação Infantil”, que tem como objetivo a avaliação por toda a comunidade escolar, incluindo pais, alunos, professores, etc., de diversos fatores que compõem o ensino infantil, incluindo a estrutura e a responsabilidade da própria Secretaria Municipal de Educação. Ora, inexiste base legal ou necessidade de se proceder a um novo procedimento avaliatório, que na realidade pode levar a erro aquele que o responde, de modo a macular o resultado da pesquisa.

Há, nitidamente, indícios de desperdício de recursos públicos mediante a contratação de entidade para elaboração de questionário que objetiva avaliar algo que a própria Municipalidade já avalia. Foram gastos, para tanto, R$ 6.481.306,71 (seis milhões quatrocentos e oitenta e um mil trezentos e seis reais e setenta e um centavos).

O professor Toninho Vespoli solicita providências no sentido de promover as medidas necessárias para apurar a ação da Prefeitura, afim de que reste esclarecido se esta se deu de forma regular e legal e de modo a não ocasionar lesão ao erário, tendo-se em vista o alto valor dispendido para pagamento dos serviços contratados, que não se mostram razoáveis e adequados.

Contra a privatização da educação

Equipe de redação

Por Edcarlos Bispo

Na Câmara Municipal tramitam mais de cinco projetos que tentam atacar ou privatizar a Educação Infantil. Os textos são os mais diversos, porém a ideia de fundo é sempre a mesma: o desmonte da educação. Pra eles não basta impor a rede indireta no ensino infantil – CEIs. O que eles querem é o desmonte da educação pública, gratuita, laica e de qualidade.

Por exemplo, quarta-feira (22/05), na CCJ da Câmara Municipal, inimigos da educação passaram o PL 240/2018 de um vereador do PRB. A proposta é um grande retrocesso na educação pública, na forma do fracassado programa de vouchers para atendimento de estudantes de creches em escolas particulares. Com objetivos semelhantes, há ainda os PLs 68/2017; 528/2018; 240/2018; 328/2017; 379/2019.

A sugestão não é novidade no Brasil: Com a obrigatoriedade, desde 2016, de matricular crianças de 4 e 5 anos, diversas regiões passaram a suprir a escassez de vagas no ensino público na lógica falha de contratar a iniciativa privada. Sabemos que a educação infantil é um balão de ensaio para estender essa medida a todas as etapas do ensino básico.

Tais projetos são um absurdo! Favorecem o sucateamento e privatização da educação numa lógica ultrapassada da cartilha neoliberal. O Estado precisa investir na educação pública! Quantas escolas foram construídas nos últimos anos? O que a prefeitura tem feito para resolver (de verdade) os problemas de vagas nos CEIs? Injetar dinheiro público em Instituições que lucram com o sucateamento da educação não resolve!

Nosso mandato luta pela educação pública e de qualidade em todas as esferas de atendimento, em especial na Educação Infantil e Ensino Fundamental, objeto primeiro do Município. Estaremos, sempre, na linha de frente da luta contra o sucateamento da educação. A educação tem que ser pública, de qualidade e ofertada pelo município! Defendemos educação pública, e com recursos e gestão pública.

Jesus estava do lado dos pobres!

Equipe de redação

Por Gabriel Junqueira

Ameaçaram o padre Ticão de morte! Tudo o que ele fez foi debater, em Ermelino Matarazzo, como colocar a palavra de Jesus na prática. Queria conversar sobre como acabar com o ódio, a intolerância e o racismo na sociedade. Como construir um mundo em que homens e mulheres, brancos e negros, jovens e adultos, todos possam viver com paz e dignidade.

Do lado de fora da igreja um grupo protestava contra o encontro. Com terços em suas mãos, gritavam “Salve Roma” em plena zona Leste. Bradavam ameaças em tom ofensivo. Pregavam o ódio e se diziam seguidores de Deus!

O padre Ticão há algum tempo é alvo de ameaças de morte, por defender a tolerância e a piedade como valores cristãos. Defende que todos devemos nos ajudar. E que ninguém deveria ser apedrejado, crucificado, linchado; em vala, estaca ou poste algum. 

O que se tem é a disputa entre duas visões de cristianismo: de um lado alguns que defendem a empatia, a caridade e o amor. Defendem que, assim como Jesus Cristo, todos os fiéis deveriam se ajudar. Praticar o perdão e a solidariedade. Que todos deveriam amar e se amar. Do outro lado estão aqueles que defendem apenas frios dogmas religiosos, doutrinas corrompidas pelo poder opressor e a fria letra da lei. 

Uma minoria barulhenta, pouco afeita aos trabalhos paroquiais cotidianos e ao compromisso com o pobre e o sofredor, resgatam os termos e símbolos da idade média, se julgam santos e salvadores da Igreja e da fé. Pobres almas. Esquecem-se de Francisco – tanto o de Assis como o de Roma.

Aos padres Ticão da zona leste, de São Paulo, do Brasil, da América latina e do mundo. Aos lutadores e sonhadores da civilização do amor e do Reino do moreno de Nazaré deixo o grande ensinamento de Mário Quintana: Todos esses que aí estão. Atravancando meu caminho, eles passarão… Eu passarinho!

O que é Ecossocialismo

Redirecionada da Revista Cidadanista

Por RAiZ Movimento Cidadanista

Pensamento é uma convergência entre ecologia e socialismo e um dos eixos fundamentais do movimento RAiZ Cidadanista

Ecossocialismo é uma reflexão crítica que resulta da convergência entre reflexão ecológica, reflexão socialista e reflexão marxista. O capitalismo é insustentável, sua lógica de reprodução e lucro não prevê limites, extraindo tudo e todos à sua frente, incluindo sonhos. Caso siga o atual modelo de consumo, o planeta estará definitivamente exaurido em poucas gerações. Não temos o direito de seguir roubando o futuro dos que estão por vir. Para reverter esse processo, o único caminho é a Revolução Ecológica, cuja necessidade histórica parte de três premissas básicas:

A)  estamos em meio a uma crise ambiental global e de tal enormidade que a teia da vida de todo  o planeta está ameaçada e com isto o futuro da civilização; 

B)  a crítica ao modelo capitalista  vigente e ao consumismo predatório e desenfreado; 

C)  a crítica às revoluções sociais do século XX que tiveram por matriz ideológica  o socialismo real, mas que apenas reproduziram o produtivismo predatório do modo capitalista“ de produção.

A proposta de uma Revolução Ecológica baseada no ecossocialismo representa, ao mesmo tempo, o resgate dos ideários emancipatórios construídos pelos movimentos sociais contestatórios e a rejeição às ilusões dos que pretendem apenas reformar o sistema vigente. Ela incorpora os valores de convivência solidária do Tekó Porã (Bem Viver) e Ubuntu, com valores éticos profundos do comum, visando à construção de uma cidadania ativa e solidária. 

O atual sistema capitalista é incapaz de regular, muito menos superar, as crises que deflagra; isso porque fazê-lo implicaria pôr limites ao processo de acumulação do capital, uma opção inaceitável para um sistema baseado na regra “cresça ou morra”. É da lógica do sistema preferir “crescer e matar”. E assim estão matando o planeta, pois o sistema capitalista mundial é, na linguagem da ecologia, profundamente insustentável e, para que haja futuro, deve ser ultrapassado e substituído. 

O ecossocialismo passa pela formação de cadeias produtivas locais, aproximando produção e consumo e, sobretudo, aproximando gente e distribuindo renda. No lugar de seguir subsidiando a indústria automobilística, com créditos e incentivos fiscais para um transporte individual, de baixa escala e poluente, o incentivo ao transporte público, limpo, de qualidade e eficiente. Trens e hidrovias integrando o Brasil, metrôs, bondes e ciclovias, em transporte seguro, rápido e barato. Ônibus elétricos de nova geração, silenciosos, confortáveis. Tecnologias sustentáveis para o saneamento básico, com água limpa e esgoto tratado, para todos, em um Brasil em que ainda há muito por fazer nesta área. 

Em vez de usinas de energia, destruindo rios e florestas ou poluindo a atmosfera com suas fumaças e radiações, unidades autossustentáveis, com matriz energética diversificada, limpa e renovável; até edifícios e casas podem produzir a energia que consomem, assim como é necessário estabelecer novos padrões de eficiência no consumo energético, bem como na geração, transmissão e distribuição de energia. 

Com a Revolução Ecológica baseada no ecossocialismo, decrescemos na concentração, na ostentação, no supérfluo e crescemos apenas onde é necessário. Tudo isso gera riqueza, cria empregos, tecnologia, conhecimentos e solidariedade.

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