Direitos Humanos

Renda emergencial sim, medidas eleitoreiras não!

Renda emergencial sim, medidas eleitoreiras não!

Entenda a hipocrisia de Covas na Renda Básica!

Chega a eleição e vemos o malabarismo retórico de alguns candidatos. Essa semana, no twitter, Bruno Covas resolveu usar o prestígio e a luta do sempre senador Eduardo Suplicy em defesa da Renda Básica para se promover eleitoralmente e se aproximar de eleitores da centro esquerda e esquerda.

Em uma mensagem postada na rede social o nosso querido senador pede que Covas avalie a aprovação da renda emergencial. O prefeito então responde dizendo que topa e marca o presidente da Câmara Municipal, perguntando se ele também topa pautar o projeto.

 

Eduardo Tuma responde a mensagem dizendo que vai por o projeto em debate. Que lindo diálogo, o mundo colorido do PSDB que defende os mais pobres e necessitados é maravilhoso. Morar numa cidade governada pelo tucanato é um colírio para os olhos. Só que não.

Pura hipocrisia

Toda essa movimentação não passa de pura hipocrisia, oportunismo e interesse eleitoreiro. E antes que seja acusado de ser contra a renda emergencial, destaco que desde o início da pandemia atuei em defesa da criação de uma renda paulistana. Propus projetos de lei (PLs 227, 291, 186/2020) que buscavam atender e proteger várias parcelas da população.

Em diversas vezes fui à tribuna aconselhar ao governo – executivo e vereadores – que se eles quiserem de fato se afastar do bolsonarismo e de suas medidas alucinadas, deveriam agir de forma diferenciada e aprovar medidas de atendimento a população mais pobre e vulnerável da cidade.

Quando o executivo planejou a distribuição do cartão merenda, apenas para alguns estudantes da rede, entrei no Ministério Público para buscar garantir esse auxílio para todos os estudantes e não apenas para alguns.

E digo mais, a manobra de Covas e do PSDB é tão eleitoreira que nem sequer o projeto de lei que cria um auxílio para os condutores do transporte escolar, aprovada em primeira votação, é votado em segunda e se for aprovado, certamente será vetado pelo chefe do executivomunicipal.

Reafirmo categoricamente: sou defensor de uma renda emergencial. Se o PL do nosso sempre senador for a plenário certamente contará com meu voto favorável e o voto da bancada do PSOL. Porém, sou que nem São Tomé, quero ver pra crer.

Um governo que em seis meses não criou nenhuma medida de socorro emergencial a população mais vulnerável, muito pelo contrário resolveu desmontar a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) e extinguir a Autarquia Hospitalar Municipal. Duvido muito que fará algo nesse momento para atender a população mais pobre.

Renda emergencial para atender os mais pobres, SIM. Palanque eleitoreiro para as mentiras e canalhices de Covas, NÃO!

Toninho Vespoli

Toninho Vespoli

Toninho Vespoli é professor e vereador pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)

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Para Russomano ser Cascão Mata Covid

Para Russomano ser Cascão Mata Covid

Entenda porque precisamos nos importar com os moradores de rua

Russomano disse que moradores de rua não tomarem banho é bom para pandemia. Para Russomano ser Cascão Mata Covid. Sim, segundo ele a falta de banho, a sujeira no corpo, impediria moradores de rua de ficarem doentes. Doente é o Russomano por dizer uma coisa dessas! A população de rua é uma das mais vulneráveis à pandemia do coronavírus! A razão de sabermos pouco é porque poucos ligam para eles. A mídia cobre pouco, e muitos não se apiedam. Russomano dizer que falta de banho traria imunidade aos moradores de rua é um absurdo sem tamanho! Felizmente existem pessoas como o Vereador Toninho Vespoli 50650 na luta pelos moradores! Facilitou o acesso deles a albergues, luta contra o Rapa, e ainda tem PL que permitiria moradores de rua serem atendidos em hotéis e albergues.

Para Russomano ser Cascão Mata Covid. Ele realmente não presta. Mas não é caso isolado. Toda a direita odeia os pobres, e quer dar algum jeito de se livrar deles. Vale batida de madrugada da polícia militar, vale passar com o Rapa e roubar tudo o que as pessoas na rua têm, e até envenenar marmitas! E durante a pandemia as presas se mostraram com mais forças. A prefeitura poderia ter usado, por exemplo, hotéis vazios para abrigar o povo de rua. Poderia, também, ter oferecido alguma renda básica (os moradores de rua ficaram de fora do auxílio). Mas nada disso. O Covas ainda teve requinte de crueldade: vetou projeto de lei 354/2015 de Toninho, que proibia o Rapa de roubar as coisas dos moradores de rua! A fala de Russomano, na verdade, exprime um desejo secreto da direita: negar o básico (até banhos) para os moradores de rua!

Vai ser de outro jeito!

Mas daria pra ser de outro jeito! Toninho Vespoli 50650, por exemplo, luta há anos pelos moradores de rua! Já conseguiu aprovar lei que permite aos moradores de rua deixarem seus cães em canis de albergues! A medida é muito importante. Muitos moradores de rua tem nos cães suas únicas companhias! Jamais iriam em um abrigo sem poder garantir a segurança de seus bichinhos! Em face da pandemia lutou, também, por auxílio emergencial ao povo das ruas, e para que eles fossem abrigados em hotéis vazios.

Infelizmente, só na Câmara Municipal Toninho não consegue fazer tanto. Por isso é fundamental que Guilherme Boulos seja eleito prefeito de São Paulo. Junto com Toninho Vespoli na Câmara, Boulos vai implantar a Renda Solidária em São Paulo. Valor variável de 200 a 400 reais, a ser distribuídos às pessoas em situação de vulnerabilidade. Toninho, na Câmara, vai cuidar da aprovação do projeto. Os dois juntos vão mudar São Paulo, e garantir os interesses dos que mais precisam!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Lançamento da Renda Solidária de Boulos!

Lançamento da Renda Solidária de Boulos!

Entenda porque Boulos e Toninho são fundamentais para a renda solidária em São Paulo!

Ocorreu hoje, dia 9 de outubro, o lançamento do projeto Renda Solidária da campanha de Guilherme Boulos para prefeito. Em São Paulo tem gente com fome. Gente tendo que revirar o lixo para poder sobreviver. Precisamos mudar as coisas, para que ninguém tenha que escolher entre ter que botar comida na mesa ou pagar o aluguel. O programa vai dar prioridade para as mães solo, que estão precisando sustentar seus filhos, e para pessoas desempregadas. É isso que representa o lançamento da renda solidária de Boulos!

Dinheiro tem. São Paulo é a cidade mais rica do Brasil. Temos 17 bilhões de reais em caixa. Isso seria o suficiente para rodar o programa durante 5 anos! O valor do benefício será variável entre 200 e 400 reais para 1 milhão de famílias, equivalente a 3 milhões de pessoas. Muitos estudos provam que quando você dá uma renda para quem não tem nada, isso estimula a economia local, a economia do bairro. As pessoas vão gastar o dinheiro na padaria da esquina, no mercadinho. Vão aquecer a economia. Isso vai fazer com que os pequenos negócios, inclusive, possam contratar mais gente. Ou seja, serve ainda como um estímulo para emprego.

Por um legislativo progressista!

Para mudar as prioridades da gestão é importante que Boulos seja eleito. Mas é também fundamental que São Paulo tenha uma Câmara dos Vereadores, com uma bancada progressista forte. Toninho Vespoli é o vereador capaz de liderar a mudança pela Câmara Municipal. Inclusive, em face da pandemia, Toninho já propôs uma série de Projetos de Lei que garantiriam renda solidária a grupos necessitados. Por exemplo, ele propôs o PL 186/2020, que garantiria renda de 1 salário mínimo para a população vulnerável durante o auge da crise pandêmica. Mas esse tipo de proposta é barrado na Câmara Municipal. A falta de apoio e de base impedem que políticas sociais avancem! É importante reeleger Toninho 50650 nessas eleições. Assim ele será capaz de continuar esse trabalho na luta pela renda básica, junto a uma bancada forte e progressista na Câmara Municipal!

Precisamos de Boulos e Toninho!

Importante fugirmos nessas eleições de candidaturas como as do Bruno Covas e do Celso Russomano. O Covas, depois de anos no poder, não chegou perto de implementar nada assim. Fez um Governo dos lados de gestores ricos, continuação da gestão de seu padrinho político João Doria. Russomano também não está nem aí para o povo! Votou no congresso federal contra o auxílio emergencial da pandemia! Se ele agiu desse jeito naquele momento o que faz alguém achar que agora será diferente? O seu padrinho político é ainda o Jair Bolsonaro. O presidente a princípio não queria o auxílio mínimo. Acabou, resignado, querendo dar só 200 reais de auxílio. Com muito custo, a oposição conseguiu fazer o Governo aumentar o auxílio para 600 reais.

Agora Celso Russomano, em plataforma eleitoreira, finge que vai implementar renda básica. Mas em nenhum momento Russomano incorporou o projeto em seu plano oficial de governo! Ou seja, fala que vai fazer mas nem escreve algumas linhas em defesa do projeto na hora de planejar como seria a sua gestão! Assim como Covas, Russomano também não está do lado dos trabalhadores!

Nessas eleições não tenham dúvida! Votem por gente da gente disposta a garantir o lançamento da renda solidária de boulos! Vote Toninho Vespoli 50650 vereador, e Boulos 50 prefeito. Só assim seremos capazes de garantir que ninguém tenha que escolher entre pagar aluguel e ter o que comer!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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10 fake news que te contaram sobre o MTST

Com um pouquinho de informação o próprio Felipe Neto percebe: O MTST é um movimento incrível! Descubra a verdade sobre o MTST!

O influencer Felipe Neto fez muito bem em se corrigir por piadas direcionadas aos ativistas por moradia digna. Agora, com Guilherme Boulos concorrendo para prefeito de São Paulo, Felipe Neto pois a mão na cabeça. Ele se informou e viu que grupos como o MTST fazem sem a caneta na mão mais do que muito político! Existe muita mentira e distorção sendo feita na mídia. Então é bom aproveitar a retratação do Felipe para esclarecer algumas coisas: Veja, 10 fake news que te contaram sobre o MTST.

 

"Invadem casa"

O MTST não tem interesse nenhum na sua casa ou apartamento. Quem toma casa do povo são os bancos (experimenta atrasar o pagamento do financiamento), e não movimento de moradia. O MTST nunca invadiu casa de ninguém. O que o MTST faz é mapear grandes imóveis que não cumprem função social, e ocupá-los para exigir que a lei seja cumprida!
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"É um bando de vagabundos!"

Não, quem é vagabundo é herdeiro bilionário. A grande maioria dos participantes do MTST são trabalhadores. É muitas vezes o porteiro da casa de quem critica, a faxineira da casa de quem critica, a manicure de quem critica... Enfim, trabalhadores que apesar de ralarem duro não conseguem realizar o sonho de ter uma casa própria!
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"São criminosos"

Não, quem quebra a lei é quem abandona imóvel enquanto tem gente morando debaixo de ponte. Na verdade a Constituição Federal de 1988 é muito clara quando afirma a função social da terra. O Estatuto da Cidade de 1999 vai ainda um passo além e determina que o imóvel que estiver abandonado deve ser desapropriado pela prefeitura e usado em programas de habitação. O que o MTST faz é fiscalizar esses imóveis justamente para que a lei e a justiça sejam feitas!
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"Cobram aluguel"

Não, o MTST nunca cobrou aluguel de ninguém para ocupar. Existem outras ocupações, principalmente em imóveis urbanos, que cobram dos moradores um valor simbólico que serve para ajudar na manutenção do condomínio. Nesses casos o dinheiro é usado para manter os elevadores funcionando, fazer melhorias estruturais, garantir a limpeza do prédio... Enfim, para fornecer serviços essenciais aos moradores.
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"O Guilherme Boulos vive no luxo"

É mentira. Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST, vive em favela no bairro de periferia do Campo Limpo. O ativista cresceu em família de classe média alta, mas decidiu aos 19 anos ir morar em ocupação. Desde então vive uma vida humilde e simples.
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"Não entregam nada"

O MTST, sem a caneta, já entregou mais moradia do que muito prefeito. Já foram mais de 23 mil moradias populares entregues, através de muita luta e garra de todo o movimento!
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"Roubam dinheiro dos pobres"

Não é verdade. O MTST entrega moradiaa para os pobres. Nunca cobraram aluguel, e são mantidos através de vaquinha coletiva. Aliás, se quiser você também pode doar: https://www.catarse.me/colabore_mtst
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"São corruptos"

O MTST nunca desviou dinheiro de ninguém. Na verdade, as moradias que o MTST ajuda a construir costumam sair mais baratas e serem maiores do que as feitas pelas grandes construtoras, essas sim corruptas. Por exemplo, em 2014 o MTST entregou os maiores apartamentos do programa Minha Casa Minha Vida em ocupação no Taboão da Serra. O mesmo dinheiro que as outras construtoras queriam usar para fazer apartamentos de 39 m² foi o suficiente, com o MTST, para fazer moradia de 62 m²!
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"É puxadinho do PT""

O MTST não é nunca e nunca foi puxadinho do PT. Inclusive, Guilherme Boulos, em 2014 e 2016, liderou protestos com o MTST contra as remoções forçadas de moradores de favela em decorrência da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Os dois eventos haviam sido promovidos pela administração do PT. O MTST está do lado, sim, dos trabalhadores e daqueles na luta por moradia digna!
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"Só ajuda os ricos"

Mentira! os manifestantes por moradia do MTST são todas pessoas beneficiárias da faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida. São famílias que ganham, ao todo, até 1800 reais por mês. Inclusive, em 2017, o MTST fez um grande ato na avenida paulista contra medida do então presidente golpista Michel Temer. a medida tirava dinheiro da faixa 1 do programa de moradia para desviar para faixas com maiores rendas. A ocupação foi um sucesso, e fez o Temer voltar atrás e retomar os contratos com 35 mil unidades de moradia da faixa 1 do Minha Casa Minha Vida!
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Espero que esses casos tenham ajudado a esclarecer algumas coisas. Como Felipe Neto mostrou, quem conhece sabe. E quem sabe admira. Depois de conhecer a verdade por trás dessas 10 fake news que te contaram sobre o MTST, talvez você esteja pronto para se unir a gente na luta! É só votar em gente comprometida com o povo nessas eleições: vote em Toninho Vespoli e Guilherme Boulos por uma São Paulo em que todos possam ter moradia digna! 

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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O capitalismo mata!

O capitalismo mata!

Entenda porque, no capitalismo, todo o dinheiro é manchado de sangue!

Desde que nascemos as mortes que o capitalismo causa são disfarçadas. Na educação a maximização do lucro serve como barreira para uma educação capaz de salvar vidas; nos noticiários o medo é colocado contra os mais pobres, as periferias, e casos tristes, porém amplificados, de crimes brutais. Vivemos em uma ditadura do medo. O que não nos contam é que é também uma ditadura sanguinária e distópica. O capitalismo mata – e mata muito!

Mortes na educação

Já bem cedinho nas salas de aula o capitalismo já começa matando. Segundo pesquisas em vários lugares do mundo a criança que não tem ensino médio completo morre até 10 anos mais cedo do que a que tem! Mas pela lógica capitalista, educação seria mera mercadoria. Pouco importa se a falta de acesso custe vidas humanas. A educação pública, por ameaçar ser concorrência à educação privada, acaba sendo sucateada. Há lobbys pesados e ativos em todos os níveis do governo para garantir que a educação pública permaneça ruim. 

Em casa, nos noticiários, o medo é usado para impedir as pessoas de pensarem. Contam casos graves e violentos de assassinatos brutais, geralmente praticados por pessoas pobres e periféricas. A verdade, no entanto, é que quem mais morre é justamente quem é retratado como vilão: as pessoas pobres e negras! Somos convencidos a ter medo justamente daqueles que mais morrem em nossa sociedade. E razão das mortes está muitas vezes relacionadas com as carências das regiões mais pobres. 

A cultura contra a violência!

Educação de qualidade, disponibilização de equipamentos culturais, garantia de emprego e renda são todas coisas que comprovadamente ajudam no combate à violência. Mas para o capitalismo essas coisas não dão lucro. Não há interesse econômico. Para não falar que outra causa da violência é causada diretamente pelos mega ricos: a especulação imobiliária expulsa pessoas de suas casas em São Paulo forçando-as ao desespero. Muitas se tornam moradores de rua, aumentando bastante o risco de morte! Mas isso os noticiários não contam. Preferem vender o medo dos pobres e miseráveis, o que só serve para legitimar uma polícia truculência e, por si própria, assassina. Em nenhum momento a grande mídia reflete que a causa de tanto terror é o próprio capitalismo.

Em última instância, o capitalismo visa apenas o lucro, seja vendendo educação ou jornais. O valor da vida humana fica, na melhor das hipóteses, em segundo plano. No fim é a causa de muitas mortes! O capitalismo mata! Não podemos deixar isso continuar. Ou mudamos, ou restará a barbárie!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Racismo estrutural

Racismo estrutural

Saiba algumas faces do racismo em nossa sociedade!

Os assassinatos brutais de João Pedro e George Floyd pela polícia foram a gota d’água necessária para o povo e a mídia reconhecerem como as vidas negras são perseguidas em nossa sociedade racista! Mas por mais chocante que tenham sido esses, entre outros tantos milhares de casos de assassinato, o extermínio do povo negro pelo Estado é apenas uma entre tantas faces do racismo estrutural. Em nossa sociedade o negro ganha menos, é mais desrespeitado, tem mais chance de ser demitido, e corre riscos de vida apenas por andar nas ruas.

Com a crise econômica o Brasil está sofrendo como nunca com o desemprego. O primeiro trimestre de 2019 fechou com a taxa de desemprego astronômica de 12,7%! Mas esse número não conta toda a história. Acontece que se você for preto a sua chance de estar sem emprego é 57% maior do que se você for branco! O racismo se mostra no desemprego, mas também nos salários. Enquanto o branco ganhava em 2017 uma média de 2615 reais, o negro ganhava uma média de 1516 reais! Diferença de 72,5%! E quem é negro e consegue um emprego, ainda enfrenta a chance de ser demitido por conta da sua cor. São inúmeros os casos de escândalos em que empresas são expostas por racismo nas demissões. E isso falando só do que chega ao público.

Racismo na administração pública!

Na administração pública a coisa também é chocante! A maioria dos cargos por indicação acabam indo para pessoas brancas! Pra não falar dos concursos públicos e mesmo das eleições. A maioria das pessoas que acabam tendo a caneta na mão são brancas! Isso em um país e em uma cidade em que pelo menos metade da população é preta ou parda (denominação do IBGE).

É lógico que como tudo em nossa sociedade, o racismo também encontra raízes em uma política educacional deficitária: em 2016 a taxa de analfabetismo entre negros e pardos era de cerca de 11%, enquanto entre brancos de apenas 5%! Ou seja, mais do que o dobro de analfabetismo entre o povo negro!

Isso que é o racismo estrutura! Uma perseguição sistemática a quem é negro em todas as áreas da sociedade! A educação é pior, os salários menores, e a chance de ser morto pela polícia maior! Tudo isso tem que ter um basta!

Alguns são parte da mudança!

Alguns tentam ser parte da mudança. O vereador Toninho Vespoli, por exemplo, , foi um dos principais articuladores do PL 187/2017, que garante cotas raciais em cargos da administração pública. Além disso Toninho luta pela memória do povo negro. Junto a coletivos culturais e de luta antirracista busca homenagear nomes importantes para a formação da identidade do povo negro! É o caso, por exemplo, do pl xx/201y que busca nomear a Rua Zumbi dos Palmares!

Esse tipo de ação é importante, mas não tem efeito algum se o povo não se mobilizar por essas pautas! Os protestos antirracistas foram um bom começo. Mas mais mobilizações são necessárias! Junto temos que mostrar que São Paulo está comprometida na superação do racismo estrutural

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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“Uma negra chargista?” Sim, estou aí

Conheça Janete: a chargista negra que veio para quebrar padrões!

Já reparou quão raras são personagens negras na mídia? Seja em séries de televisão, filmes, livros ou mesmo em charges de revista e jornais. O Gênero feminino também não recebe destaque. Os papeis reservado a elas costumam ser subservientes, coadjuvantes. É para quebrar esses padrões que a chargista Janete começou a atuar. Negra, mulher e empoderada, protagoniza charges críticas e muito bem humoradas. O Blog 2 Litrão teve prazer em entrevistar essa incrível mulher! A entrevista foi realizada por e-mail. No final da matéria você encontra Facebook, Twitter, Instagram e Youtube dessa já grande chargista!

2 Litrão: O que a motiva?

Janete: O que me motiva é a militância. Sempre fiz charges e guardava para mim. Com as mídias sociais, amigos me incentivaram a publicar. Era só publicar. Experimentei e a coisa pegou.

2 Litrão: Na sua opinião, como a visibilidade negra, (nas artes, filmes, livros etc) se relaciona com o racismo na sociedade brasileira?

Janete: Não tem como ser negra sem passar pelo preconceito. Mas fazemos um papel importante de abrir fronteiras, ocupar espaços com talento. Recentemente morreram duas grandes atrizes, Ruth de Souza e a Chica Xavier. E assim no cenário das artes temos grandes talentos, literatura, música, poesia. E compomos a base da brasilidade, isso é fértil para as crianças negras, seus sonhos, seus ímpetos, suas lutas. Para mim é a base de um mundo melhor.

2 Litrão: O gênero Charge costuma ser bastante crítico, e é muitas vezes produzido e propagado por pessoas de esquerda, consideradas progressistas. Ainda assim são raras as personagens negras nesse tipo de veículo. Na sua opinião, isso reflete falhas dentro do próprio campo progressista?

Janete: Não sei se são falhas. Lembro que no campo “branco” (rs) quando o Guga [renomado tenista brasileiro, Gustavo Kuerten] chegou lá, explodiram as escolas de tênis para a criançada. Isso no país do futebol. Sempre tivemos grandes escritores e poetas negros. Mas o nome não revela a origem, e os livros de história pintavam de branco. Nas charges, também não aparecia a origem, só o nome artístico, tirando alguns amigos que fizeram sua bandeira, como o grande Pestana, militante chargista do movimento negro. No geral não nos identifica. E veja que também não temos muitas mulheres. Então os modelos inspiram e apontam caminhos, espero servir disso. Espero inspirar não só meninas negras, mas meninas (japonesas, chinesas, índias…) e porque não meninos negros? A arte costuma transcender a raça, que assim seja, mas que sejam inspirados também pelo humanismo, pelo respeito, pela democracia (porque temos sim humoristas de direita, e pagos para posar ao lado do presidente).

2 Litrão: De que maneira você acha que a sua presença e atividade podem ajudar o movimento negro?

Janete: Minha presença ajuda o movimento negro sendo uma negra que faz, que ocupa espaço, que procura fazer bem feito. “Uma negra chargista?” Sim, estou aí. Que venham mais.

2 Litrão: De que forma você entende a onda de protestos, nos Estados Unidos e no mundo, em resposta ao racismo de nossa sociedade?

Janete: Essa onda é muito importante, embora muitas vezes eles não se ocupem da causa primária, o racismo serve para a exploração do homem pelo homem, precisamos ligar as coisas. Mas é um começo, Me entristece que o Brasil se comove com mortes de negros americanos, muito mais do que com negros brasileiros, mas não vim pra chorar, vim para bater no preconceito, escandalizar com nossas mortes.

2 Litrão: Na sua opinião, existe espaço de luta para pessoas brancas no movimento racial?

Janete: Existe e devemos lutar juntos, conheço muitos branco, orientais, seriamente comprometidos contra o racismo. Para mim não faz sentido lutar para o negro também ter empregada doméstica, funcionários explorados. O preconceito só acaba se também abrimos as chances de sermos iguais, termos acesso à cultura, estudo, e cidadania. O direito só de ser rico é mesquinho e não muda muita coisa. O negro americano conquistou o direito a riqueza, e ainda se mata negros… Precisamos ver o outro como irmão, como semelhante. Dentro do meu cristianismo canhestro, acredito muito que nossa espécie só terá mais chances se amarmos o próximo como a nós mesmos.

2 Litrão: Que dicas você daria para uma criança negra na sociedade em que vivemos?

Janete: Quais dicas? Aí estaria falando para uma parcela pequena, que tem pão na mesa. Essa precisa de dica de como chegar, e chegará mesmo sem dica, pois essa é a marca do artista. Ele chega por atrevimento, por iniciativa própria. Que escola fez Tim Maia, Jorge Ben, Ruth de Souza. Em teatro se passa por escola, mas sem isso, sem essa rebeldia, não se vira artista. Mas em vez de dica, eu peço a vocês que estão me entrevistando, a quem está lendo. Lute pela escola pública e de qualidade para todos, para a democratização da arte, dos espaços artísticos, eles que forjam os artistas. E mesmo que x negrinhx não queria ser artista, o acesso a cultura, à arte, à cidadania permitirá que ele se realize onde for. Viva o FUNDEB, viva o ECA, que se cumpram, que se materializem. Lutemos por isso, pelas garantias sociais, pelas proteções às minorias, por escola de qualidade para todos. O direito de ser gente, dessas crianças de famílias ou sem famílias abandonadas pelo estado, Elas precisam mais do que dica, precisam disso, precisam da nossa luta por essas coisas.

Janete nas Redes: 

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#ApoioBrequeDosAPPs

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Saiba como ajudar na Greve dos Entregadores de Aplicativos!

É tempo de pandemia, e pra quase toda a população as coisas tem sido bem difíceis. Mas alguns puderam contar com o conforto e o luxo de ter tudo o que precisam entregue nas portas de suas casas. Trabalhadores de aplicativos viajam por toda a São Paulo diariamente entregando compras e comidas. Ao mesmo tempo muitos deles passam fome. As coisas não podem continuar assim. Por isso nós apoiamos a greve dos motoristas de aplicativo na próxima quarta dia 01/07. Pedimos para você também aderir ao movimento. Para isso é bem simples: não peça delivery AMANHÃ. Deixe para pedir hoje ou depois. Além disso poste nas suas redes sociais a #ApoioBrequeDosAPPs e avalie negativamente os aplicativos de delivery nas lojas de aplicativo.

cobrimos neste blog quão difíceis as coisas tem sido para os entregadores de aplicativo. Mas eles estão se organizando. A liderança Paulo Lima, mais conhecido como “Galo”, está organizando o Movimento dos Entregadores Antifascistas. A iniciativa ecoa o grito de “FOME”, e a busca de que as empresas garantam aos trabalhadores condições mínimas de vida.

Confira as principais demandas:

  1. Aumento do preço mínimo: a garantia de um valor mínimo e justo para o entregador ter em cada entrega.

  2. Aumento do preço por quilômetro rodado: recebendo as mixarias que recebem, muitos entregadores passam fome. Seria uma forma de aumentar seus ganhos.

  3. EPI: apesar do marketing, empresas como a Rappi e a iFood estão falhando em providenciar aos entregadores Equipamento de Proteção Individual, como máscaras e álcool em gel para os entregadores.

  4. Seguro de roubo, acidente e vida: atualmente se um entregador furar o pneu, for assaltado ou perder a vida a empresa não tem que arcar com nada! Isso é um absurdo e tem que mudar já!

  5.  Fim dos bloqueios indevidos: tudo é desculpa para os aplicativos bloquearem um entregador. Até coisas como um pneu furado ou uma tempestade inesperada podem custar ao entregador o direito de trabalhar por dias e até semanas.

Como VOCÊ pode ajudar!

Apesar de formada a pouco tempo o movimento já conta com núcleos e organização em dezenas de cidades brasileiras. Esse dia primeiro será histórico: os trabalhadores se levantarão para frear décadas de retrocesso e de uberização das condições trabalhistas! 

Faça você a sua parte, neste fim dia primeiro não compre de aplicativos. Respeite a greve, respeite os trabalhadores e mostre que você não vai aceitar que as pessoas te entregando comida estejam passando fome! Veja como ajudar:

  1. Não use o aplicativo amanhã (dia 01/07)

  2. Poste nas suas redes sociais a #ApoioBrequeDosAPPs

  3. Deixe uma avaliação ruim nas lojas de aplicativo em que você baixou pois apps de entrega. Aproveite para deixar um comentário falando que você não acha certo os entregadores passarem fome enquanto entregam comida. Use também a #ApoioBrequeDosAPPs

Importante: não é para deixar de usar os aplicativos indefinidamente. De acordo com o próprio Galo isso acabaria atingindo principalmente os trabalhadores. Mas se todas e todos, amanhã, deixarmos de usar os aplicativos estaremos mandando um recado claro em nome de dignidade, proteção social e comida para todas e todos!

“Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!”

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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6 lugares que se arrependeram de privatizar o saneamento básico

6 lugares que se arrependeram de privatizar o saneamento básico

Entenda o desastre da privatização da água!

Que o saneamento básico no Brasil não funciona todo mundo já sabe: 60% das população não tem saneamento e esgoto adequado. Alguns insistem em achar que a solução para tudo seja a privatização. Tal fetiche privatista está a todo o vapor no Brasil, levando a aprovação no senado, nesta quarta feira, dia 24/06, de lei que privatiza o saneamento básico. Mas o fato é que países e cidades ao redor do mundo que privatizaram o saneamento estão se arrependendo (e muito!). Na verdade, estudo citado pelo relator especial das Nações Unidas sobre o tema, o brasileiro Leo Heller; evidencia quão nefasta pode ser a privatização. Aqui mostramos apenas 6 lugares que se arrependeram de privatizar o saneamento básico. Explicaremos, também, o que poderia ser feito para melhorar o saneamento no país.

  1. Cidade de Atlanta, Estados Unidos: Lá a privatização do saneamento já começou com demissão de metade dos funcionários. A empresa privada, ligando apenas para o lucro, aumentou as tarifas de saneamento e piorou a prestação dos serviços. A água, antes bem tratada, começou a sair amarelada nas casas da população. Foram necessários 4 anos de péssima gestão para a cidade reestatizar os serviços. 

  2. Paris, e outras cidades na  França: a privatização da água na França remonta a desde o século 19. No entanto, cidades podem optar por gerir o serviço publicamente. O que se percebe no país, como um todo, é que as cidades com menores tarifas e maiores coberturas na gestão dos serviços hídricos, tem sempre o controle da água pela gestão pública. Em Paris, especificamente, em 2010 a cidade reestatizou o saneamento. O resultado foi uma economia de 35 milhões de euros por ano, e uma redução em 8 % da tarifa no próximo ano! 

  3. Berlim, Alemanha: na cidade o controle da água se dava de forma mista, com participação majoritária do setor privado. A presença e fiscalização do poder público, entretanto, diminuía a capacidade da gestão privada de aumentar as tarifas e pegar mais dinheiro do povo. Ainda assim, em 2010, a população de Berlim decidiu que não queria mais correr riscos, e votou em um plebiscito exigindo o controle público da água, e redução de 15% nas tarifas. A votação passou com 98% dos votos favoráveis à municipalização. 

  4.  Manaus, Brasil: para quem acha que o texto só vale para os gringos, aqui no Brasil temos exemplos do fracasso da privatização. Em Manaus, o serviço privatizado de saneamento lidera ranking nacional de reclamações! Além disso, o serviço abastece apenas 12% da população da cidade, e tem sucessivos aumentos nas tarifas! Há urgência, na cidade, de municipalização. 

  5. Uruguai: depois de anos de água privatizada, o país mudou sua constituição para determinar que a água somente pode ser controlada pela gestão pública. Os resultados estão sendo diminuição nos custos de operação, e mais investimentos no aumento da cobertura do serviço. 

  6. São Paulo, Brasil: aqui, na nossa casinha, quem controla a água é a famosa Sabesp. A empresa é controlada por empresa privada cotada na bolsa de Nova York. A partir de 2014 houve, no estado, uma grande crise hídrica. Uma das principais razões: falta de investimentos em infraestrutura na captação de água. E pasmem: em plena crise hidra a empresa teve lucros recordes: 11,5% de aumento com relação ao ano anterior. Mas a infraestrutura do Estado não chegou a ver esse dinheiro.

Porque privatização não funciona?

O fracasso desses 6 lugares que se arrependeram de privatizar o saneamento básico, são apenas alguns entre tantos casos. Não é mero acidente, mas parte de como o capitalismo funciona. Já ouviu falar no termo “conflito de interesses”? É o que ocorre quando, por exemplo, os donos de uma empresa tem interesses muito diferentes daqueles da população a que empresa deveria servir. Uma empresa de saneamento vai ter o objetivo de aumentar seus lucros. Isso significa aumentar os preços, e diminuir a cobertura para apenas aqueles que possam pagar. A população não tem escolha senão aceitar os abusos, uma vez que ninguém vive sem água. 

Como Solucionar?

Quase todos os países, estados e municípios que tiveram sucesso em uma gestão pública do saneamento básico tiveram algumas coisas em comum: 1) a intensa participação popular, com pelo menos alguns mecanismos de gestão inspirados em democracia direta; 2) transparência nos gastos e prestação dos serviços 3) grandes investimentos públicos para garantir a prestação de serviços a toda população; e 4) integração dos serviços de saneamento com outros serviços públicos, como saúde, e assistência social. Este é o caminho a ser seguido se quisermos um saneamento capaz de atender a toda a população com qualidade e preço justo. E não a privatização!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é estudante de Direito, ativista pelo clima e estagiário do mandato do vereador Toninho Vespoli

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Tira o racista ou o fascista da minha rua

Tira o fascista da minha rua

Saiba como mudar o nome de sua rua!

Depois de séculos de exploração, tortura e assassinato do povo negro, a população enfim começa a reconhecer a gravidade do racismo em nossa sociedade. Ainda há muito a ser feito, e não há medida mágica ou estética que vai resolver o problema. É preciso de luta, e luta séria! Mas isso não significa que esteja tudo bem manter ruas homenageando racistas e fascistas! Precisamos mudar o panorama de nossa cidade enfeitada com nomes de algozes. Alguns vão achar pouco, e talvez seja mesmo. Mas é um passo a ser dado, uma medida pedagógica para ajudar a conscientizar a sociedade sobre séculos de discriminação. Por isso queremos te ajudar. É só mandar “Tira o fascista da minha rua!” que a gente te ajuda no zap!

A primeira coisa a fazer é pesquisar o nome da sua rua. É bom que dessa forma você aprende mais sobre a história da cidade, mas também fundamental para o segundo passo, que é comunicar o restante da comunidade.

Manda um zap pra gente e nós te ajudaremos em cada passo do processo, inclusive passando todos os modelos de documentos!

Pela lei municipal a única forma de mudar o nome de uma rua é a partir de abaixo assinado com metade dos moradores dela (temos um modelinho pronto!). Mas não desanima não! Dessa forma você também estará educando a sua comunidade sobre a história do racismo e do fascismo no Brasil! Talvez mais importante que a mudança do nome, é a luta popular que vem pela mudança!

Faça uma pesquisa na rua sobre o nome de um novo homenageado (também temos um modelo para pesquisa!). Aproveita para conversar com a comunidade sobre lideranças incríveis do nosso passado! Sugerimos que procure pessoas negras importantes, ou que deram suas vidas no combate ao racismo e ao fascismo!

Daí é só mandar pra gente (a pesquisa e o abaixo assinado) que nós faremos uma justificativa e protocolaremos o PL na Câmara! A partir daí é só aguardar o trâmite legislativo!

Vale ressaltar que o trâmite legislativo é bem moroso, o projeto é protocolado, passa pelas comissões até ser votado ou no plenário físico ou no plenário virtual. Por isso, é preciso uma pressão popular pelas redes sociais da Câmara e dos demais vereadores para que ajudem na aprovação dos projetos.

Nós estamos nessa luta há anos!

Por exemplo, fizemos uma colaboração junto com a Faculdade Zumbi dos Palmares, para mudar o nome da rua Jorge Velho (algoz de Zumbi) para Rua Zumbi dos Palmares, próxima à faculdade. Também lançamos em 2016, lutando junto à comunidade negra do bairro Vila Brasilândia, um projeto de lei para homenagear a Mãe Manaundê, primeira Yalorixa de São Paulo, com o nome de uma rua na região.

Por fim, nós não fazemos só isso para ajudar na luta contra o genocídio do povo negro. Nós cumprimos a nossa obrigação enquanto mandato combativo, e propomos PLs mais efetivos; como o que cria penas graves para quem depredar peças sagradas para praticantes de religiões de matriz africana, ou o que que institui a semana de conscientização e combate ao genocídio negro. Também lutamos para garantir cotas raciais na composição dos conselhos de Participação e Controle Social em São Paulo, entre outras medidas enquanto mandato comprometido! Mas os nomes das ruas também são um problema. Reescrevem de maneira sutil e constante a história aí relacionar algozes a heróis! Não podemos deixar que as coisas continuem assim precisamos esquecer os nomes dos tiranos e nos lembrar dos nomes dos heróis! #lembremseusnome

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é estudante de Direito, ativista pelo clima e estagiário do mandato do vereador Toninho Vespoli

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