Educação

O fogo cruzado no debate da volta às aulas

O fogo cruzado no debate da volta às aulas

Entenda porque as crianças são quem mais perde com a Volta às Aulas antecipadas!

Tem ficado acirrada a disputa de narrativa sobre a volta às aulas presenciais e as condições para fazê-la. Num espectro macro fica parecendo que os profissionais da Educação não querem a volta enquanto instituições privadas e parte das famílias desejam esse retorno o quanto antes!

O ponto comum é que toda a sociedade reconhece que as aulas presenciais nas escolas não podem ser substituídas e movimentos com solicitação pelo “homescholling” ficam mais enfraquecidos. Vamos aos pontos principais desse debate:

  1. Contexto de pandemia e os prédios escolares: não é surpresa para ninguém os relatos de que os prédios estão sucateados nas escolas públicas de São Paulo (referência de maior cidade do país). Isso vem sendo denunciado há décadas pelas entidades sindicais e profissionais que atuam nas escolas. De repente, chega um vírus que exige como cuidado fundamental ter a ventilação e a redução do número de pessoas nos espaços. O que fazer com CEUs projetados com corredores sem nenhum tipo de ventilação? O que fazer com escolas que foram instaladas dentro de galpões? O que fazer com escolas antigas sem janelas? O que fazer com o padrão de vidraça e tela/grade “padronizado” nas escolas por questão de segurança e que impede a abertura dos vidros? É óbvio que os governos não tiveram condições de resolver esses problemas estruturais ignorados há décadas durante a suspensão das aulas presenciais em 2020. Novamente, fecham os olhos para esse aspecto e insistem num discurso de “normalidade”.
  2.  Os recursos humanos: Já que o governo não resolve a questão estrutural das Unidades, o investimento foi na parte de equipamentos – foi um tal de tótem, tapete sanitizante, álcool gel e verba para essa finalidade chegando nas escolas. Mas quem limpa as maçanetas, vidros, mesas, brinquedos e banheiros com a frequência adequada? A prefeitura não faz concursos para o cargo de Agente Escolar desde 2002 e as equipes terceirizadas de limpeza estão contando apenas com 3 trabalhadores por escola, número já denunciado amplamente e que não tinha condições de manter a limpeza das escolas mesmo antes da pandemia. O quadro de professores substitutos foi reduzido. O número de inspetores foi reduzido. O quadro de cozinheiras foi reduzido. As escolas perderam os vigias. Onde estão os recursos humanos para, dentro de suas funções, colaborar com a volta presencial segura? E a vacinação dos profissionais da Educação? Simplesmente não há discussão de solução sobre isso.
  3. Crianças são transmissoras ou não? Bater o martelo sobre essa questão tem sido difícil no mundo inteiro, uma vez que trata-se de um novo vírus e com variantes e novas cepas aparecendo em diversos países, afirmar qualquer coisa de forma taxativa parece ser um erro grave. O que pode ser afirmado até o momento é que o número de crianças aumenta quando o do restante da população também aumenta e que existem casos de aparecimento de síndromes raras em crianças contaminadas pelo coronavirus.

Quanto à Economia…

Considerados esses pontos de maior discordância entre os que defendem ou não a imediata volta com segurança para criança, profissionais e familiares é importante falar sobre o outro lado dessa questão: a Economia.

Existe uma confusão entre interpretar a Educação como um direito fundamental aos cidadãos e um meio de lucro para os donos de escolas. Movimentos de escolas particulares estão preocupados com o possível desemprego de profissionais da rede privada e perdas nos lucros dos donos dessas instituições. A preocupação é legítima tendo em vista que o desemprego tem crescido e muitas pequenas empresas não sobrevivem à crise econômica.

O que não há concordância é na estratégia de minimizar mortes que estão representando quantidades absurdas em comparação com a representatividade da população mundial. Há dias em que o número de mortos por Covid-19 no Brasil chega a atingir 20% das mortes no mundo! Outra estratégia seria pressionar os governos para que exista apoio fiscal nesse momento tão difícil e que isso ajude a impedir mais falências e demissões.

A culpa da crise não é dos professores que não estão seguros para voltar às aulas presenciais sem paramentos, apoio com recursos humanos ou estrutura predial. Colocar profissionais em espaços fechados com as crianças diante de todo esse contexto por conta de razões econômicas é correspondente anacronicamente a campo de concentração. Não dá para culpar quem não é responsável pela situação ou agravamento da crise.

Apontados os nós fundamentais desse debate e escancarando os problemas da escola pública talvez o caminho seja toda a sociedade brigar por estrutura para todos. Com isso, toda a população só tem a ganhar. Nossas crianças merecem, a vida merece, o futuro merece!

Vivian Alves

Vivian Alves

Diretora de escola na Rede Municipal de Educação, historiadora, pedagoga e ativista. Atualmente faz parte da Caravana da Educação do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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10 razões para apoiar a greve dos profissionais da educação.

Entenda porque você deve apoiar a greve dos profissionais da educação!

Apesar do apelo de mães, pais, profissionais da educação, e especialistas em saúde pública, Bruno Covas e Doria insistem em retomar as aulas presenciais, antes que seja seguro. Em resposta a tamanha irresponsabilidade a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e o SINPEEM (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) decretaram greve contra a retomada. Entenda aqui 10 razões para apoiar a greve dos profissionais da educação.

1) Não é seguro voltar!

O Brasil acabou de registrar a maior media móvel de mortes por covid desde o começo da pandemia! Estamos passando por uma segunda onda da covid, que parece ser pior do que a primeira

2) O trabalho continua!

Profissionais da educação não são preguiçosos! Em votação na APEOESP 81,8% da categoria concordou em continuar com as aulas remotas durante a pandemia. Ou seja, não se trata de não querer trabalhar, trata-se de não colocar vidas em risco à toa!

3) A greve possui apoio da ampla maioria da categoria.

91,7% da categoria da APEOESP decidiu pela greve. Se uma proposta encontra tanto apelo entre a categoria, nada mais justo que respeitá-la!

4) A retomada coloca todos em risco!

Em um momento como o que vivemos, a retomada das aulas seria ruim para toda a São Paulo. Os profissionais da educação correm risco de ser infectados. Assim como também as crianças. Isso é terrível, mas a tragédia vai além: as crianças e profissionais infectados podem infectar familiares próximos, assim amplificando a onda de infecções e dando prosseguimento à pandemia na cidade inteira.

5) Risco de danos cerebrais em crianças!

Segundo a OMS, as crianças parecem ser particularmente suscetíveis a sequelas cerebrais por conta da covid-19! A prefeitura diz que é sobre garantir o futuro da cidade, mas que tipo de futuro São Paulo terá se suas crianças estiverem com problemas cerebrais devido à Covid? Não podemos ser tão irresponsáveis!

6) O povo sabe que é errado!

Covas, Doria e até a própria mídia tem falado pouco sobre a segunda onda que vivemos. Mas mesmo com este silêncio, e de um presidente negacionista, pelo menos 58% dos brasileiros permanecem contrários à volta às aulas.

7) Dá para recuperar!

Aula é algo que a gente recupera. Vidas de quem a gente ama não! Não é hora de voltar!

8) Falta equipe de limpeza!

Essa é outra tragédia que Toninho Vespoli já vem denunciando faz tempo: o sucateamento da limpeza das escolas. Isso já vinha desde antes da pandemia de covid. Mas agora, em um momento em que a limpeza se tornou mais crítica do que nunca, como a prefeitura pretende garantir a desinfecção das escolas? Isso ela ainda não explicou!

9) Lentidão e falta de clareza no plano de vacinação!

Alguém sabe quando será vacinado? É irresponsável voltar com as aulas presenciais sem que as crianças e profissionais da educação estejam todos vacinados!

10) Covas e Doria sabem que é perigoso!

A decisão de voltar com aulas presenciais é negligente! Os líderes do executivo sabem muito bem dos perigos. Eles fazem um discurso de “ouvir os especialista”, mas em questões importantes como esta ignoram o que diz a ciência. Não podemos deixá-los se safarem dessa!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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10 razões para ser contra a reabertura das escolas!

Em mais uma medida desastrosa, Bruno Covas quer reabrir as escolas para aulas presenciais nesta segunda-feira (em plena pandemia!). Entenda aqui 10 razões para ser contra a reabertura das escolas!

1) Estamos passando por uma segunda onda da covid!

A começar pelo óbvio, a pandemia não acabou! Segundo dados da própria prefeitura, São Paulo está tendo a maior média de mortes por dia desde agosto de 2020! É irresponsável abrir as escolas em uma situação assim!

2) Lentidão e falta de clareza no plano de vacinação!

Alguém sabe quando será vacinado? É irresponsável voltar com as aulas presenciais sem que as crianças e profissionais da educação estejam todos vacinados!

3) Risco de danos cerebrais em crianças!

Segundo a OMS, as crianças parecem ser particularmente suscetíveis a sequelas cerebrais por conta da covid-19! A prefeitura diz que é sobre garantir o futuro da cidade, mas que tipo de futuro São Paulo terá se suas crianças estiverem com problemas cerebrais devido à Covid? Não podemos ser tão irresponsáveis!

4) Criança quer brincar!

O secretário da educação de São Paulo, Fernando Padula, é completamente sem noção! Ele acha que as crianças, quando verem umas às outras, vão resistir à vontade de dar um abraço no amiguinho… Não é realístico! E privar as crianças desse tipo de afeto, dizer para que não abrace ou brinque com o amiguinho, pode traumatizar o coitado. Se as aulas voltarem, as crianças ou vão se contaminar, ou vão ser traumatizadas!

5) Falta de infraestrutura

É curioso que antes da pandemia a prefeitura e o PSDB estavam querendo enfiar um monte de crianças em cada sala de aula. O fato é que não daria para garantir o retorno de todos os alunos, e respeitar as regras de distanciamento social dentro das escolas!

6) Falta equipe de limpeza!

Essa é outra tragédia que Toninho Vespoli já vem denunciando faz tempo: o sucateamento da limpeza das escolas. Isso já vinha desde antes da pandemia de covid. Mas agora, em um momento em que a limpeza se tornou mais crítica do que nunca, como a prefeitura pretende garantir a desinfecção das escolas? Isso ela ainda não explicou!

7) Falta de ventilação

A arquitetura em muitas das escolas é, infelizmente, opressora. Tem sala de aula que nem tem janela. Segundo a OMS, a carga viral e o quão abertos são os espaços é decisivo na chance da pessoa se infectar. Espaços fechados trazem muito mais riscos! Como a prefeitura vai garantir a ventilação das salas de aula?

8) A maioria da população é contra!

Apesar dos desgastes em decorrência da pandemia, 58% da população paulista ainda é contrária à retomada das aulas presenciais. Isso apesar de pouca clareza e divulgação, por parte da prefeitura, a respeito da gravidade da segunda onda da covid.

9) Os profissionais da educação são contrários!

O Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) e a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) até declararam greve contra a retomada das aulas presenciais. Os profissionais da educação percebem que os riscos não compensam.

10) São apenas mais alguns meses

Apesar da falta de clareza sobre as datas de vacinação, é provável que em junho ou julho a maioria dos profissionais da educação e alunos já estejam vacinados. Não faz sentido não aguardar para uma retomada no segundo semestre do ano!

Os “voluntários da pátria” atuando nas escolas

Os “voluntários da pátria” atuando nas escolas

Estão querendo matar as crianças! Não podemos deixar!

Está circulando nas redes um documento de plano de trabalho para a volta às aulas no formato POT (um programa de reinserção ao mercado de trabalho voltado às famílias de baixa renda).

Um ponto importante a ser ressaltado é o alto índice de desemprego que atinge muitas famílias por toda São Paulo. Uma das maiores cidades do mundo e que, segundo o IPEA, é a cidade mais desigual no acesso ao emprego entre vinte pesquisadas, os 10% mais ricos têm nove vezes mais chance alcançar uma vaga de emprego do que os 40% mais pobres. Pensar em políticas de reinserção ao mercado de trabalho é positivo.

Outro aspecto a ser considerado é a problemática da limpeza nas Unidades Escolares. Desde 2019 essa questão vem sendo muito denunciada, pois a partir de uma mudança de parâmetros, de repente, escolas que contavam com 11 funcionários nas equipes de limpeza passaram a contar com apenas 3. O mesmo se deu nos CEUs, que contavam com 64 funcionários e passaram a ter 18. Num contexto habitual já não era possível garantir a higienização necessária em todos os espaços, não pelas pessoas, mas por ser humanamente impossível!

A Secretaria de Educação reconheceu que os atuais parâmetros não são adequados até porque o município conta com escolas de Educação Infantil que exigem outra lógica e necessidade de higienização, porém, não fez nada a respeito até agora para reparar essa questão.

Eis que em meio à Pandemia de Covid-19 a prefeitura, ao invés de ampliar o quadro de recursos humanos, quer implementar através do POT que mães passem a fazer o trabalho que deveria ser realizado pelas equipes de limpeza e quadro de apoio como por exemplo limpar equipamentos de uso coletivo e espaços de uso comum e auxiliar e monitorar os alunos.

Oras, se as equipes de limpeza estão comprovadamente com um número menor que o necessário, por que não contratar essas pessoas para atuarem nas equipes, fortalecendo o quadro, com um salário maior, com direito a EPI e benefícios trabalhistas? Se o quadro de apoio está defasado, porque não aumentam o módulo e chamam os concursados?

O jeito PSDB de governar lembra muito as políticas dos “voluntários da pátria” na época da greve contra o Paraguai: Não oferecer nem o básico e colocar os mais vulneráveis como linha de frente para enfrentar essa pandemia é o mesmo que mandar soldados descalços, sem uniformes ou preparo para lidar com armas numa guerra.

Admitir e defender esse tipo de relação de trabalho para tapar deficiências que a Educação precisa resolver é normalizar a super exploração de pessoas que vão realizar tarefas que são função de outras equipes, porém de forma mais precarizada do ponto de vista trabalhista. É uma “quarteirização” dos serviços e nesse aspecto somos contrários.

Outro aspecto é a carga horária: 5.000 pessoas distribuídas pelas Unidades Educacionais não dão conta de suprir os turnos de funcionamento numa jornada de 24h semanais. É mais uma vez agir sem seriedade e responsabilidade. Pontos básicos da administração pública.

Não é hora de brincar de ser gestor. A precarização não pode ser a única forma de enxergar o atendimento nas escolas da cidade mais rica do país. Não dá pra voltar para atender necessidades de governo por baixa popularidade. Não dá para enxergar os mais vulneráveis como sub humanos.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves é diretora de escola na Rede Municipal de Educação, historiadora, pedagoga e ativista. Atualmente faz parte da caravana da educação do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Vidas ou aulas?

Vidas ou aulas?

Se as aulas voltarem agora, crianças irão morrer! Entenda porque

“Coronavirus: Ubatuba registra a primeira morte de criança”, “ Criança de nove anos morre de Covid-19 em Taboão da Serra”, “ Conselho de Saúde indígena relata em ofício morte de crianças Yanomami com sintomas de Covid em Roraima”, “Como age a síndrome rara que afeta crianças com Covid e o que dizem especialistas”, “RS tem a primeira morte de criança por síndrome inflamatória associada ao coronavirus”, “ Todos os pacientes internados por Covid-19 em Ipixuna são crianças, “Na capital, leitos de UTI infantil para Covid na rede pública triplicam em 1 mês, ocupação é de 100%”, “ Emergência pediátrica do Hospital da Criança Conceição, em Porto Alegre registra surto de Covid-19”, “ Número de crianças internadas dobra no Albert Sabin”, “Infecções por Covid-19 em crianças e adolescentes disparam em Curitiba”.

Essas são algumas notícias que podem ser encontradas numa busca rápida nas publicações dos últimos dias. Concomitante a elas, os governos vêm anunciando a volta às aulas presenciais em todo o Brasil.

São Paulo, mesmo com as aulas suspensas, liderou em 2020 o número de casos de “síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica no Brasil”. O número foi próximo a 100 casos. O aumento de contágios por Covid-19 nesse início de 2021, a preocupação com novas cepas e a insistência na reabertura das escolas parecem cenário perfeito para que esses números explodam.

O que pode parecer pessimismo fica empiricamente comprovado com experiências de países como a França, Estados Unidos, Portugal e Coreia do Sul. Aqui no Brasil acompanhamos a pressa em retomar as aulas presenciais em Manaus e o desespero em apontar a falta de respiradores, inclusive para crianças!

O ECA diz que crianças e adolescentes devem ter o seu direito à vida e à saúde protegido com prioridade pela família, sociedade e pelo poder público. Expor essa faixa etária ao espaço escolar, que se torna insalubre pelas circunstâncias atuais e de décadas de abandono é um ato genocida com a população e com o futuro!

Enquanto os governos se esforçam para mostrar que existem condições sanitárias para a volta às aulas, pipocam denúncias de redução do quadro de funcionários da limpeza, revezamento quinzenal das equipes de cozinha, falta de EPI em quantidade suficiente e problemas estruturais das Unidades, isso sem contar com a já tão evidenciada especificidade do grupo de crianças e jovens aprenderem a partir da troca, do toque, do afeto;
Por todas essas razões é urgente que autoridades se posicionem e barrem esse retorno precipitado. A vida não se recupera, não tenhamos o peso histórico de símbolo de direitos violados. Que até o Capital tenha um limite: A PRESERVAÇÃO DA VIDA. Morto não produz. Morto não consome.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves é diretora de escola na Rede Municipal de Educação, historiadora, pedagoga e ativista. Atualmente faz parte da caravana da educação do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Não é hora de voltar!

Os “voluntários da pátria” atuando nas escolas

Entenda porque ainda não devemos voltara com as aulas presenciais!

Não é possível afirmar que a Educação é o futuro e caminho do progresso de uma nação e ao mesmo tempo acreditar que professores sejam aproveitadores baratos da maior crise sanitária que já presenciamos para não trabalhar.

Todo mundo se lembra da mandona, do fedido, do bonzinho, do brigão; Os professores lembram daquele aluno que convulsionou na sala de aula, do que precisou correr para o hospital depois de cortar a testa na trave da quadra, daquela que “presenteou” com uma cesta básica às escondidas, daquele que não tinha chuveiro em casa ou dividia o tênis com o irmão, daquele que foi aconselhado a não ficar fumando na porta da escola, daquele que precisava trabalhar calibrando pneus no posto de gasolina, daquele que faleceu devido ao contexto de vulnerabilidade social.

Isso acontece porque na prática é possível observar que o acesso à Saúde não é para todos, a Assistência Social não chega a todos que dela necessitam, assim como a Habitação digna, políticas esportivas e culturais. A escola é atualmente o espaço de todos, é o direito garantido. É a voz do Estado que mais abrange as famílias. Prova disso são as campanhas de vacinação, entrega de cestas básicas e outras políticas públicas, comumente realizadas em escolas, atingindo de forma mais ampla a população.

Ver movimentos de grupos privatistas fazendo carreatas pressionando pela volta às aulas presenciais e acusando professores de “folgados” que não querem retomar a “normalidade” é simplesmente enxergar que esses grupos não conhecem a realidade das nossas escolas e trabalhadores (públicas e muitas privadas de pequeno porte que atuam nas periferias).

Uma característica genérica bem plausível de professor é a capacidade de se realizar no outro, criar condições para que o outro seja livre e autônomo, e que para isso interfere e pensa sobre a realidade concreta.

Desde março quando as aulas passaram a serem remotas, as escolas permaneceram abertas, cumprindo função de facilitadora de políticas sociais e a parte burocrática, representada pelas equipes gestora, apoio e limpeza. Foi feito um enfrentamento muito forte para o fechamento total das Unidades. Isso não foi considerado, expondo a vida desses trabalhadores; Mas é fato que ter os alunos presencialmente sem vacina aumenta ainda mais esse risco.

Fica, portanto, evidente a total irresponsabilidade de Bruno Covas e João Doria ao insistirem na retomada antecipada das aulas presenciais. O descaso é grande, e não apenas com os profissionais da saúde que tanto alertam sobre os riscos de se desistir do isolamento físico antes da vacinação, mas também com todos os servidores da educação e os alunos de São Paulo. O risco de vida é grande. Covas e Doria tem sangue em suas mãos.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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O Fiasco do ENEM

O Fiasco do ENEM

Entenda porque essa edição do ENEM pode ser um triste presságio sobre outros fiascos a se desdobrarem na educação pública

O fiasco do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), em sua última edição, talvez tenha sido a maior tragédia promovida pelo ministério da educação de Bolsonaro (e olha que a competição é grande!). Mais da metade dos inscritos no ENEM não compareceram à prova. A principal razão foi um medo justificado dos inscritos de se contaminarem com a Covid-19. Alunos que realizaram os testes relataram salas de exames lotadas, com pouca circulação de ar. Ambiente perigosíssimo em tempos de pandemia. O Ministério da Educação teve a oportunidade de adiar as provas. Inclusive, ação do Ministério Público de abril do ano passado pedia ao INEP (Instituto que organiza as provas do ENEM) exatamente isso, isto é, que as provas fossem adiadas. Não podemos deixar esse tipo de fundamentalismo continuar arriscando vidas inocentes. Que sirva de lição: a retomada presencial de atividades educacionais só deve ocorrer depois da vacina chegar a todos!

Não foi por falta de aviso!

Não foi por falta de aviso que ocorreu o fiasco do ENEM. O Ministério Público já havia pedido ao INEP que adiasse as provas para março. Na época o INEP respondeu com um comunicado dizendo que “a realização do exame na data marcada é perfeitamente possível e segura para todos os envolvidos, não havendo riscos de ordem sanitária”. Apesar das garantias do Instituto, no dia de aplicação da primeira fase da prova do ENEM alunos registraram em vídeos aglomerações nas entradas, e mesmo no interior das salas dos locais em que as provas foram realizadas.

Não é como se adiar as provas não fosse uma opção. É difícil entender o que deve ter passado na cabeça da gestão bolsonarista para aplicar uma prova dessa importância em tempos de pandemia. Uma das razões pode ser possível lobby das universidades privadas no Ministério da Educação. Acontece que o ENEM é prova necessária para a aprovação de financiamento e empréstimos públicos em universidades particulares (por exemplo, através do FIES e do PROUNI). Com a prova adiada para data posterior, as faculdades poderiam perder parte de seus recursos. É triste pensar que nossa gestão parece arriscar vidas para garantir os lucros de grupos privados.

Covas e Doria, como sempre, seguem os passos de Bolsonaro

É também bastante preocupante pensar que não se trata de projeto apenas de Bolsonaro. A ideia de adiantar a retomada de atividades presenciais ligadas à educação antes que seja seguro, parece iniciativa almejada pelo prefeito Bruno Covas e pelo Governador João Doria. Ambos já liberaram planos de retomada das aulas, enquanto passamos por uma segunda onda da Covid-19. A decisão é trágica, e deve custar muitas vidas!

É grave, também, pensar que aqueles que acreditam na ciência, e não querem correr riscos desnecessários podem acabar sendo prejudicados. Na aplicação da prova do ENEM, por exemplo, aqueles que não fizeram a prova tiveram que arcar com a taxa de inscrição. Aqui em São Paulo a situação será semelhantes: os jovens, mães, pais e profissionais da educação que prezarem pelas suas saúdes, correrão riscos de ficarem em desvantagem acadêmica frente aos outros jovens, ou mesmo de perder os seus empregos.

Não é razoável arriscar dessa forma a vida de nossas crianças e servidores da educação. A retomada só deve ocorrer quando a vacina chegar para todas e todos!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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A “roleta russa” da volta às aulas presenciais

O anúncio da volta às aulas presenciais feita a pouco pelo prefeito e o novo Secretário de Educação de São Paulo, mostram a toada do que se deve esperar deste governo tucano pelos próximos quatro anos na nossa cidade.

Há poucos dias foi anunciado por representantes de entidades sindicais que o Secretário teria dito que o retorno aconteceria apenas após a autorização da Secretaria de Saúde.

Com um número de mortes perto de 50 mil pessoas, o Estado de São Paulo erra em anunciar a volta e, como tem sido desde que assumiu a prefeitura, Covas segue a vontade de seu padrinho político e brinca com a vida dos estudantes, trabalhadores da Educação e seus familiares.

É ridículo que esse público não esteja como prioritário na campanha de vacinação contra o Covid-19. É absurdo que a pressão de grupos privados seja maior que a preservação da vida. E absolutamente ninguém duvida que se o número de casos é enorme com as aulas presenciais suspensas e que disparará com essa retomada de atendimento presencial aos estudantes sem a imunização. Uma verdadeira roleta russa!

Por outro lado fica cada vez mais evidente o papel fundamental das escolas e da Educação. Não há tecnologia que substitua o afeto, não há apostila que substitua o professor; Isso foi constatado a duras penas e de forma inesperada a todos, inclusive aos defensores de homeschooling; Infelizmente dezenas de milhares de famílias em São Paulo também aprenderam que a vida não tem preço.

Durante praticamente todo o ano de 2020 temos debatido e ouvido diferentes especialistas afirmando o risco desse retorno sob as atuais circunstâncias. O prédio continua o mesmo, as equipes de limpeza continuam reduzidas, o módulo de servidores continua o mesmo, a vivacidade e características próprias das crianças continuam as mesmas. Infelizmente o prefeito continua o mesmo…

Não existe preciosismo quando o que está é jogo é o nosso bem maior, não existe excesso de zelo com a vida. O detrimento do direito à vida, proteção e saúde é uma triste constatação que falhamos enquanto cidade educadora e como sociedade.

E essa recuperação, hein?

Vidas ou aulas?

Entenda porque Bruno Covas deveria rever suas prioridades na educação pública!

Como num quebra-cabeças, a virada da folha do calendário de certos setores da sociedade trouxe junto aos votos de um ano novo melhor e mais próspero um proposital cinismo acompanhado de perda de memória.

Desde 2019 temos denunciado o número insuficiente de trabalhadores nas equipes de limpeza dos CEUs e demais unidades escolares da nossa rede. Resolveram? Não! Os equipamentos continuam com equipe reduzida, mas parece que isso não é mais um problema.

Passamos praticamente 170 dias letivos em aulas remotas sob as mesmas condições e contexto atual de alto número de contágio e mortes (mas agora insistem no presencial como única forma de recuperação paralela), parecem tão anestesiados e esperançosos pelo ano que se inicia que esqueceram inclusive que professores e estudantes não estão sequer na lista de prioridades na vacinação que se anuncia.

Vidas inocentes valem essa pressa?

Mas é pelo pedagógico! A criança precisa do vínculo! Claro que sim. Não há o que substitua a relação e as trocas que se dão na escola. Mas que escola? Polos com professores que não conhecem os estudantes, crianças sem relação entre si, nem com o espaço, nem com os adultos, em baixíssima adesão. Esse ganho pedagógico é maior do que o risco empregado a todos que estão envolvidos nesse plano de recuperação no mês de janeiro?

Qual a pressa em se dizer que está tudo bem e que a rotina precisa voltar? As escolas ficaram maiores e mais arejadas? Os corredores dos prédios antigos agora estão ventilados? Os itens de higiene estão em quantidade suficientes?

O discurso era pela vida, porém, sem absolutamente nenhuma mudança real, passa a ser pela imediata aula presencial, inclusive com a tal recuperação que está sendo oferecida nos CEUs. Coincidentemente subiu o tom do discurso de escolas particulares e políticos bem NOVOS bancados por grupos privatistas.

A aula nunca parou!

A aula nunca parou. E sabe por quê? Porque os professores pagaram internet do próprio bolso, compraram equipamentos tecnológicos com mais memória, mais recursos; disponibilizaram os números pessoais e se dispuseram a atender famílias independente do dia ou horário de trabalho; de uma hora pra outra aprenderam a manusear parafernálias com as quais não estavam habituados. Tudo para manter o vínculo e a aprendizagem daqueles alunos que também precisaram dispor de recursos próprios por não terem sido adequadamente assistidos pelo poder público.

Além dos professores, o quadro de apoio e a equipe gestora estiveram na linha de frente desde março, atendendo a todos os “cumpra-se” que ficavam sabendo pela mídia, afinal, diálogo com a categoria que estava na linha de frente durante o ano de 2020 não existiu.

Fizemos inúmeras tentativas de diálogo com a Secretaria, apresentamos projeto de lei pela entrega de chips aos trabalhadores e estudantes, brigamos por alimentação para todos, fizemos manifestação, denunciamos no Comitê Emergencial, Comissão de Educação, Ministério Público, Tribunal de Contas e tudo mais que pudemos, mas a voz que parece soar mais alto em mais um ano, é a voz de conglomerados financistas, a voz da irresponsabilidade e a voz do faz-de-conta.

Utilizar a rede pública como teste para atender à pressão de reabertura das escolas (em especial particulares) sem vacinação dos agentes envolvidos no processo educacional é mais que irresponsável, é sujo e tem caráter desumano!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves é diretora de escola na Rede Municipal de Educação, historiadora, pedagoga e ativista. Atualmente faz parte da caravana da educação do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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A educação pública corre o risco de acabar!

A educação pública corre o risco de acabar!

Entenda porque a educação pública corre risco!

A educação pública corre o risco de acabar! Hoje, na Câmara Municipal de São Paulo, as únicas coisas impedindo o desmonte da educação pública são a mobilização e engajamento dos servidores da educação, e o Professor Vereador Toninho Vespoli 50650. Foi Toninho Vespoli 50650 uma das principais pessoas na denúncia da máfia das merendas. Esquema terrível de corrupção em que creches privadas desviaram dinheiro público das merendas escolares. Sem Toninho é bem possível que o esquema não teria sido desmontado. É também Toninho um dos poucos vereadores realmente preocupados em garantir que a educação pública continue sendo pública. Russomano e Covas querem acabar com a educação em São Paulo. Os dois estão comprometidos em privatizar e terceirizar a educação. Só Boulos prefeito e Toninho Vespoli 50650 vereador são capazes de frear esses que querem acabar com a educação!

Quem tá no chão da escola sabe como as últimas gestões têm ameaçado e intimidado a educação pública municipal. Covas só aumenta os gastos com a rede terceirizada. O plano dele é, no futuro, começar a desligar a rede direta, deixando todas as crianças à mercê do livre mercado. Escola não é mercadoria! A rede parceira é mal fiscalizada, e dá pouca satisfação sobre o que é feito com o dinheiro público. Mais que isso: quem monta uma escola para receber da prefeitura está, muitas vezes, só querendo fazer dinheiro. Mamar nas tetas do governo, às vezes chegando a desviar dinheiro público para se enriquecer! É essa a lógica do setor privado, e todos os grandes escândalos de corrupção no Brasil ocorreram quando dinheiro público foi colocado na mão de grupos públicos. Não dá certo. Mas é nisso que acreditam Bruno Covas e Russomano.

Covas e Russomano odeiam professores!

Covas veio tentar fazer os servidores engolirem goela baixo o Sampaprev, reforma da previdência que acabaria sendo paga, principalmente, pelos servidores públicos de base, que ganham os menores salários. Gente, por exemplo, que está no chão da escola! O objetivo é piorar as condições de trabalho na rede direta, para beneficiar grupos da rede indireta e parceira na hora das contratações de funcionários! Toninho Vespoli Não deixou! liderou os protestos contra o Sampaprev! Teve sucesso: conseguiu barrar o Sampaprev!

Russomano é outro que é contra a educação. É afilhado político de Bolsonaro, presidente que quer tirar dinheiro do FUNDEB e das universidades federais! O cara já reconhece no seu plano de governo que quer aumentar a rede indireta, terceirizada, na educação. O Crivella paulistano fala pouco ou quase nada sobre propostas concretas, mas pelo seu histórico é fácil perceber que ele está do lado dos poderosos. Votou contra a renda emergencial em São Paulo e é a favor da reforma administrativa de Paulo Guedes, ministro de Bolsonaro.

Se Boulos ou Covas virarem prefeito é difícil saber o que será da educação em São Paulo. Se Toninho 50650 não for reeleito, São Paulo, também, perderá um dos mais importantes pontos de resistência pela educação pública gratuita e de qualidade. A educação pública corre o risco de acabar! Por isso é fundamental que ele seja eleito. Junto com Boulos e Erundina 50, Toninho Vespoli vai poder continuar a sua luta por uma educação de primeiro mundo em São Paulo!

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