espiritualidade

Os caminhos da fé em tempos de pandemia

Os caminhos da fé em tempos de pandemia

Entenda sobre como a fé pode ajudar durante a quarentena

Ola companheiros, pra quem não me conhece meu nome é Elias mais conhecido como Elias de Deus, minha missão era escrever esse artigo no começo da pandemia, porém aconteceram diversas coisas que me atrapalharam um pouco, e já vimos tantas coisas acontecerem nesse meio tento, ascensão do fascismo e ao mesmo tempo os antifascistas defensores da democracia se levantaram mesmo em meio a uma pandemia, isso é indignação, eu não fui as ruas por pessoas em casa que são do grupo de risco, mas admiro a coragem de quem foi defender nossa democracia, vimos o racismo sendo exposto de uma maneira tão brutal e triste, a desigualdade sendo desnuda, não temos ministro da saúde, dentre outros absurdos que aconteceram e ainda continuam acontecendo no nosso pais, eu moro na região da zona norte de SP, ( Brasilândia ) que é um dos lugares mais afetados pelo covid-19, mas nosso inimigo é mais antigo que esse a DESIGUALDADE, se nosso pais, nossa cidade, não fosse absurdamente desigual eu falo com certeza e convicção que muitas vidas seriam poupadas, aqui é um bairro chamado de periférico, em sua maioria negros, autônomos, donas de casa, trabalhadores informais, que ganham menos de um salário mínimo pra sobreviver , sem direitos trabalhistas e sem o privilegio do home oficce, muitos criticam a periferia por não estarem cumprindo rigorosamente a quarentena, mas de que jeito ? , e o feirante que tem que montar sua barraca pra ter o que comer? E a empregada que se não forem aos trabalhos os patrões não pagam? , e os trabalhadores de aplicativo? Os que não têm renda? São mais de 70 milhões de brasileiros na informalidade, esse mês são mais de 11 milhões de pessoas na fila do auxilio emergencial, o governo atual quer acabar com a pobreza SIM,  sabe como ? Exterminando, matando, e promovendo o genocídio nas comunidades mais carentes, se não houvesse tanta desigualdade que é nosso inimigo mais antigo o novo inimigo ( covid-19) não estaria avançando nessa guerra.

enfrentamos um dos piores momentos em nosso pais

Gostaria que nos encontrassemos em melhores situações, mas infelizmente enfrentamos um dos piores momentos em nosso pais, covid-19 e o desgoverno do atual presidente da republica, porém não quero mais trazer nessa mensagem o desespero e nem mais preocupações, e sim quero nessas poucas palavras trazer uma certa esperança a todos que estão lendo esse artigo, eu li uma carta de um homem chamado Tiago no que ele dizia: “ Feliz é a pessoa que um dia enfrenta uma crise e dentro dessa crise essa pessoa permanece forte e persevera, porque quando ela passar, todos que perseveraram terão em suas mãos a sua conquista e triunfante.”, e essa frase que Tiago escreveu se encaixa perfeitamente no cenário atual, e não é de hoje que enfrentamos momentos tão difíceis como disse anteriormente, o covid-19 é mais um problema que veio somar com os outros que já enfrentamos, problemas econômicos, sociais, retirada de direitos,  hegemonia fascista, racista, misoginia e entre outros, e sempre resistimos e enfrentamos todos esses problemas que vem ao nosso encontro, através da democracia conseguimos eleger pessoas em âmbito municipal,estadual e federal que nos ajudam nessa luta, esses problemas todos infelizmente  foram dados por aqueles que deveriam resolve-los, mas tudo me leva a frase que citei anteriormente é hiper necessário enfrentarmos juntos e sermos forte para conseguirmos vencer essa onda de problemas que esta sobre o nosso pais, se realmente queremos um resultado satisfatório, precisamos enfrentar com garra e com coragem, nem que isso signifique contrariar o presidente da republica que é contra o nosso sistema de saúde e a OMS 9 organização mundial da saúde ) colocando em risco nosso pais.

A maior conquista de um lutador não é o resultado final da luta, mas todo engajamento e esforço para enfrentar a guerra

Quero lhes trazer uma reflexão vejamos uma tempestade em alto mar, os animais marinhos passam por baixo dela, as aves passam por cima dela, o vento passa por dentro dela, o que todos têm em comum?  É que eles a enfrentam e JUNTOS, e quando a tempestade acaba e o sol bate nas águas e reflete no céu um arco-íris como sinal que a tempestade acabou, e vemos o quanto difícil e delicado foi o momento, mas enfrentamos, Caio Prado em seu livro A Revolução Brasileira disse e escreverei com minhas palavras para você entender melhor: A maior conquista de um lutador não é o resultado final da luta, mas todo engajamento e esforço para enfrentar a guerra.  Eu sei que todos estão sensíveis porque muitos de nos temos que abrir mão do trabalho, escola, família, convívio social e etc. Mas temos que visualizar o futuro, temos que olhar lá na frente, abrir mão de algo não é fácil, independente de como nós enfrentamos essa tempestade o importante é, permanecer firme, perseverar, significa ter esperança por mais mínima que seja, essa esperança vai ser a ponte que nos levara até o nosso arco-íris que simboliza muitas coisas como, por exemplo, por exemplo: pandemia estabilizada, economia firme, um pais menos desigual ,não importa a bandeira de luta que cada um levante, é essa esperança viva e ativa que vai nos fazer viver esses momentos que sonhamos e planejamos pro futuro do pais e pra nossa cidade.

Cristo ensinou e pregou a linguagem do amor

Eu como missionário cristão repudio com vigor, certos tipos de pastores que vão contra tudo que Cristo ensinou e pregou: a linguagem do amor, um grande mestre e muito inteligente disse uma vez: ‘’ama teu próximo como a si mesmo’’, só que ele não disse isso de uma forma narcisista, pois o amor é uma linguagem plural, diversificada, repleta de sinceridade e empatia, a forma de me amar pode ser diferente da forma que o meu próximo quer ser amado, é menos a forma e mais a intensidade, é proteger, é cuidar, é estender a mão por mais que essa forma em mim mesmo seja diferente da forma que amo o meu próximo, pois isso é uma das vertentes da forma do amor, mesmo que eu ache que ele não mereça ou que eu não mereça, eu assim o faço, porque o amor exige isso e se existem  lideres religiosos pregando o contrario: condenando, julgando, fazendo sinal de arma dentro de seus templos, apoiando atitudes fascistas, recebendo mais 30 milhões do governo pra suas emissoras com suas igrejas devendo mais de 100 milhões a união, como foi noticiado ontem 18/06 pra apoiar o governo em seus canais e seus templos , no meio de uma pandemia onde esse valor poderia ser revertido em saúde para salvar vidas, mas esta indo para o bolso de mercenários da fé, eles não possuem essa linguagem de amar que um dia nos foi ensinada na pele por Cristo que é puro amor e se eles estão fazendo o contrario do que cristo é eu afirmo, eles são seguidores do ANTI-CRISTO que é a aversão do que Cristo é/pregou/ensinou.

Ele foi humano, ele foi gente, andou, cuidou, protegeu e estendeu a mão para todo tipo de gente independente de qualquer coisa e hoje tentam deturpar essa atitude linda que andou entre nós um dia, que não tem nada de conservadora, pois ela não é restrita, não é guardada, não é contida e menos ainda privatizada, ela é sim compartilhada, aberta, oferecida mesmo com nossas limitações a oferece – lá, é repartida, é doada se chama GRAÇA, ele é gratuito essa linguagem de amar, ajudar/amar/cuidar/proteger mesmo que aos meus olhos seja imerecido, isso é o puro amor plural e imensurável deve ser retomada e anunciada em nossos dias, e agora com mais intensidade porque ela esta sendo esquecida, deturpada, diluída, depois de tanto esforço e suor pra faze – lá prevalecer, pessoas desumanas, governos desumanos, pessoas auto-intituladas seguidores de cristo se levantam dizendo portar essa linguagem, mas infelizmente são os que mais conseguem machucar e afastar a maioria das pessoas em que eles têm o contato, ainda mais no meio de uma crise como essa que o nosso dever é proteger e cuidar de nossos irmãos.

O que nos resta é termos a atitude de ‘’segurar a bronca’

É muito preocupante quando pessoa que tem certo tipo de influencia em nosso meio contraria uma crise mundial e põe em risco a vida das pessoas a qual eles dizem amar, isso é genocida, quando vemos essas pessoas convocarem outras para manifestações contra a democracia , cultos, reuniões, se aproveitando de uma pandemia dessas para acabar com nosso povo, eu faço um questionamento onde isso é amar? , dizem: Deus acima de tudo, acima de que? De todos mortos? Deus não compactua com isso NUNCA, querem culpar emissora de TV, querem culpar escolas de samba, querem culpar antigos governos, querem culpar lideres de outros países, e usam o nome de Deus pra isso, é inadmissível e inaceitável tal postura e nem preciso comentar que eles não possuem 1% do amor que falamos anteriormente, então o que nos resta,  a cada um de nós o qual sobrou a sanidade mental que falta neles,  termos a atitude de ‘’segurar a bronca’’, essa atitude de enfrentarmos juntos e firmes essa tempestade  e crer que vai  dar tudo certo e venceremos, enquanto eles  só pensam no dinheiro  que suas reuniões podem proporcionar e que é um dos motivos no qual eles repudiam o isolamento no meio dessa crise, nos temos que pensar no futuro e no presente de nossos filhos, netos, pais, avós, tios, isso sim é uma atitude de quem pensa verdadeiramente na família, que ao contrario do que eles pregam é bem diversificada e linda e merece ser protegida e cuidada, e isso não é conservador pois os conservadores sim querem destroçá-las em nome do seu deus que é o dinheiro.

Não podemos aceitar que esses governantes interrompam nosso progresso

O que eu quero, e imagino que a maioria de nós espera é o progresso, sempre ir pra frente e nunca retroceder, mesmo que os poderosos mecham seus pauzinhos pra ver o nosso retrocesso,  é esse o foco da nossa conversa desde o inicio, ficarmos sempre firmes pra resistir a essa opressão, permanecer  forte e em pé e esperançoso, mostrando a eles que não recuaremos e não aceitaremos nenhum direito a menos, e que esse período de pandemia também é resistência, somos resistência contra o genocídio em massa e a necro-politica de Bolsonaro e seus ministros, uma vez uma vereadora no rio de janeiro foi interrompida no meio do seu discurso por um seguidor desses governos fascista e ela bravamente rebateu e deu o recado: NÃO SEREI INTERROMPIDA, seu nome é Marielle Franco que deixou o seu legado e sua semente, é um ensinamento que vai prevalecer para todo sempre, não podemos aceitar que esses governantes interrompam nosso progresso menos ainda nossa esperança, a esperança de que teremos um pais menos desigual e uma ascensão dos direitos humanos e sociais,ela nos ensinou com a sua luta e devemos continuar lutando, não podemos tolerar a intolerância e sim combate-lá, e a combatemos permanecendo firmes, resistir a essa batalha invisível como temos resistido, vamos sim prevalecer e vencer essa guerra, por mais que uns ou outros dizem ao contrario, por mais que o desanimo venha, apenas um foco de esperança ira nos fazer vencer então não a perca, não pare de lutar.

Nós precisamos nos unir e nos fortalecer

Eu quero encerrar a nossa conversa propondo um desafio, pare e olhe o que tem agora ao seu redor, o que você sentiu?  Vazio? Solidão, Medo, insegurança? É realmente cada um de nós temos sentimentos diferentes em cada momento de nossas vidas, mas nesse momento eu quero  fazer você refletir mais uma vez, eu aprendi uma coisa estudando enfermagem que todo o alimento que consumimos bom ou ruim o nosso organismo vai separar coisas boas e ruins desse alimento, é como Yin-yang, duas energias opostas lado a lado, o que vai nos trazer uma certa diferença é qual vai prevalecer, é o que vamos aprender no meio dessa crise, qual vai ser nossa atitude no meio dela, é por isso que tenho falado de perseverança, luta, resistência, esperança, essa é a diferença, de um lado temos pessoas que decidiram colocar sua humanidade de lado e fazer as piores escolhas e seguir as piores linhas da vida, enquanto nos precisamos nos unir e se fortalecer escolhendo seguir a linha oposta deles, e seguir a esperança, o amor, a solidariedade, a empatia.

POVO BRASILEIRO TENHA FÉ, CONQUISTAMOS MAIS DE UMA VEZ A LIBERDADE E INDEPENDÊNCIA E NUNCA FOI FÁCIL, E ACREDITO QUE NUNCA VAI SER, SOMO UM POVO UNIDO MAIS DE 70%, SEMPRE TIVEMOS PESSOAS AMEAÇANDO NOSSO POVO, NOSSAS TERRAS, NOSSA CULTURA, NOSSA DIVERSIDADE, NOSSOS JOVENS, NOSSA SOBERANIA, TUDO, EU FAÇO UM APELO CONTINUEM ACREDITANDO EM UM FUTURO MELHOR, CONTINUEM CRENDO QUE O MELHOR ESTE POR VIR, MESMO QUE AS CIRCUNSTANCIAS SEJAM DESFAVORÁVEIS, SOMOS UM POVO FORTE DE SANGUE GUERREIRO EM NOSSAS VEIAS CORREM LUTA, SOMOS DESCENDENTES DE UM POVO SOBREVIVENTE, QUE NÃO NEGAMOS NOSSAS RAÍZES, SOFREMOS EM UM PASSADO DE ESCRAVIDÃO, DEPENDÊNCIA, TORTURA, MEDO, DOR  E ASSIM COMO FOI NO PASSADO, A HISTORIA NÃO ABSORVERA OS MAL FEITORES QUE TENTAM NOS DESTRUIR, CONTINUEM CRENDO NÓS TRIUNFAREMOS SOBRE O MAL NOVAMENTE. EU TENHO UM SONHO, E NESSE SONHO VENCEREMOS. RESISTA!!!

Elias de Deus

Elias de Deus

Elias de Deus é estudante de teologia bíblica e youtuber

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A REVOLUÇÃO DO CUIDADO COMO RESPOSTA

Saiba como as comunidades católicas de base estão lutando contra o novo coronavírus

Durante essa quaresma – ocupada de supetão pela quarentena contra o COVID-19 – as comunidades católicas de todo o Brasil estão refletindo a Campanha da Fraternidade, que esse ano parece genérica, mas só parece. Com o tema “Fraternidade e Vida: dom e compromisso” e o lema inspirado na parábola do Samaritano a Campanha provoca o compromisso com a defesa das vidas, de todo forma de vida.

Ao longo dos anos, a Campanha da Fraternidade motivou políticas públicas, estimulou discussões e colaborou na elaboração de soluções para situações existenciais do povo brasileiro. O Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, o Estatuto do Idoso, a política de proteção dos menores em situação de vulnerabilidade são alguns dos exemplos.

Esse diálogo fé, vida e comunidade possibilitou que a Igreja fosse vanguarda de momentos históricos do Brasil. Em 1978, com a Campanha “Fraternidade no mundo do trabalho – Trabalho e justiça para todos” houve um incentivo para a luta sindical e organização do operariado. Em 1981, o mote “Saúde para Todos” engajou – sobretudo as mulheres – a formarem Movimentos Populares de Saúde que foi a principal força para reivindicar um sistema de saúde universal e gratuito e que se concretizou na 8º Conferência Nacional de Saúde, em 86.

Globalização da Indiferença

A Campanha de 2020 nos chama a atenção para a anestesia social que se vive diante de tantas realidades de morte em nosso meio. Os “novos” valores promovidos pelo capitalismo, como o individualismo e o intimismo – e já cristalizados na realidade urbana presente – provocam, ainda que involuntariamente, uma incapacidade de perceber as dores, os gritos e a escravidão de milhões de irmãos nossos. Isso o Papa Francisco chama de Globalização da Indiferença.

A raiz dessa atitude é a mesma causa que gera uma multidão de excluídos, largados à própria sorte: Uma Economia da Exclusão. Em 2013, na Exortação Apostólica A Alegria do Evangelho (Evangelii Gaudium), Francisco reforça com entusiasmo as pragas produzidas pelo capitalismo e escreve “Essa Economia MATA”, convidando a romper com a economia da exclusão e da desigualdade.
Ora, se o Evangelho nos exige um compromisso concreto com a defesa da vida e a Igreja nos mostra que o motor deste sistema de morte é a Economia Capitalista, temos aí um imperativo moral: Destruir o capitalismo.

Alguém, então, poderia dizer que não, que o real problema que gera morte no mundo é a violência. Mais uma vez vem Francisco e lembra (nº59 EG) que “será impossível” acabar com a violência sem eliminar a exclusão e a desigualdade. “Se cada ação tem consequências, um mal embrenhado nas estruturas de uma sociedade sempre contém um potencial de dissolução e de morte”, finda. Está dito, com esse sistema não há vida plena.

“Os poucos de cima esmagam a base”

É essencial fazer esse recorte “econômico” para que a gente possa perceber que todas as formas de violência que são mais tangíveis e visíveis brotam dessa relação de poder, de acumulção e exclusão. Vejamos: Muitas de nossas comunidades se sentiram convidadas a uma ação concreta com os moradores em situação de rua, por ser o grupo vulnerável que mais se assemelha com a pessoa que foi cuidada pelo samaritano.

Pois bem, na maioria das vezes nós falhamos porque ficamos no cuidado superficial. As ações assistenciais são muito importantes e traduzem um cuidado com o irmão, mas são paliativas. Para essas ações conseguimos mobilizar um pouco mais. Mas, se ousarmos a questionar o porquê a esses irmãos foi negado direitos a teto, terra, trabalho e pão muitos vão nos acusar de “discurso político” e a ação parece se distanciar da caridade.

Aqui cabe a máxima de dom Helder Câmara: “Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto porque eles são pobres, chamam-me de comunista”. O desafio está em perceber e construir uma política que seja retrato da caridade e que o único interesse seja o cuidado com a vida. Isso porque, a superação das causas estruturais que geram a pobreza não pode esperar.

Rostos sofridos x Direitos Humanos

Há pouco mais de 40 anos, a III Conferência do Episcopado Latino-americano apresentou os efeitos da dominação imperialista do capital na figura dos rostos sofridos da América Latina. É triste pensar que depois de quatro décadas não só continuam esses rostos a sofrer, como se somam tantos outros vítimas da opressão, da ganância, da mentira e do preconceito.

Atingidos por barragens, refugiados, trabalhadores vítimas da “uberização” neoliberal, e populações inteiras sem direito a saúde se enfileiram lado a lado com os rostos já conhecidos que sofrem com a violência de gênero, com o racismo, com o desemprego, com o assalto da esperança e projeto de vida. Todos esses rostos se encontram e se assemelham na classe. Todos estão na base da pirâmide, sendo usado de escada para uns poucos.

Essa reflexão nos adverte a urgência de trabalharmos com nossas comunidades, grupos e coletivos a realidade dos Direitos Humanos. No senso comum os DH parece ser uma pessoa, uma instituição e não um conceito. Talvez por culpa nossa, que ao invés de traduzir esse acúmulo de debate na concretude na vida cotidiana, criamos chavões academicistas para nossa bolha social.

Precisamos mostrar que permanecer em seu território, interrompendo um projeto de mineração que vai sacrificar todo um ecossistema e as comunidades nativas; é direito humano. Que ter direito a um sistema de seguridade social que o permita sobreviver mesmo diante do desemprego e subemprego; é direito humano. Que ter um atendimento de saúde básica que trabalhe a prevenção; é direito humano.

Revolução do Cuidado

O educador Paulo Freire dizia que “Ninguém educa ninguém, ninguém se educa a si mesmo, os homens se educam entre si”. Pois bem, podemos parafraseá-lo e pregar que diante dessa situação de globalização da indiferença, ninguém salva ninguém, ninguém salva a si mesmo, mas que todxs se salvam entre si. É nossa tarefa diária se perceber parte de um todo e que podemos – juntos – cuidar uns dos outros.

A Campanha deve nos incomodar e nos fazer perceber qual tem sido nosso compromisso – de cuidar – nas dimensões pessoal, comunitária, social, econômica e ecológica. A busca por novos caminhos é o convite a Revolução do Cuidado.
Cuidado vem do latim cogitare, que é pensar. O prefixo “co” significa junto e “gitare” deriva de agere, agir. Olha só o que traduz nossa atitude de cuidado: Pensar fazendo; fazer aquilo que pensou; construir o planejado para gerar vida. Pensar novos caminhos também é cuidar.

Essa revolução do cuidado vai nos fazer romper com toda realidade de morte: de escravidão e dominação, de exploração e concentração. Somos convidados a construir um mundo de todos e para todos. Nosso compromisso com a vida deve ser, necessariamente, um compromisso anticapitalista e anti-neoliberal.

Peterson Prates

Peterson Prates

Peterson Prates é jornalista, Conselheiro - Subprefeitura Sapopemba e assessor do gabinete do Professor Vereador Toninho Vespoli

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