lutas

A NOVÍSSIMA DIREITA E A VELHA ESTUPIDEZ

A NOVÍSSIMA DIREITA E A VELHA ESTUPIDEZ

Saiba porque a direita de hoje é perigosa e fascista!

Mário Henrique Simonsen era apreciador entusiasta de óperas. Roberto Campos (que a esquerda jocosamente chamava de Bobby Fields) era um profundo conhecedor de literatura e ciência política. Nelson Rodrigues foi um dos mais aclamados cronistas e teatrólogos brasileiros. Todos eram direitistas notórios. Nunca concordei com o pensamento político de qualquer um deles. Todos tiveram suas biografias manchadas pelo apoio (e participação em alguns casos) nos governos militares. Mas não se pode negar que tinham algo a dizer.

Kim Kataguiri, o jovem queridinho da novíssima direita (que já nasceu com um discurso velho calcado na Guerra Fria) declarou certa vez que nunca leu Milton Friedman, o cânone do neoliberalismo. Bom, isso seria estranho se não se tratasse de um arrivista acéfalo!

O Movimento Brasil Livre (MBL), do qual o jovem faz parte, entre outras coisas defende o estado mínimo. Ter lido Milton Friedman ou Friedrich Von Hayek seria o mínimo a se esperar de quem advoga tais ideias. Mas aí reside o problema. Ideias!

A direita relincha

Os grandes próceres da direita hoje são o astrólogo travestido de filósofo Olavo de Carvalho, Fernando Holiday – o garoto negro que se apraz em bancar o bobo da corte do MBL -, Lobão, Roger, Danilo Gentile. Sem falar dos terraplanistas e daqueles que negam, como nosso querido presidente, a eficácia da vacinação. Enfim, um time dos mais eruditos! A grande atividade intelectual dessa gente é disparar vitupérios fascistas contra o sistema de cotas nas universidades públicas, denunciar conspirações globalista chinesas, zurrar contra o tal “marxismo cultural”, relinchar contra Paulo Freire e clamar aos quatro cantos ou quatro casernas, por mais escolas militares que preparem o corpo e a mente dos jovens para o seu sonho de consumo: Uma ditadura militar como nos velhos tempos!

Por trás – e pela frente, pelos lados – está todo uma corja de analfabetos funcionais e até mesmo alguns analfabetos completos, embora muitos desses seres rastejantes enverguem ou falsifiquem diplomas universitários. São os que confundem a bandeira do Japão com algum símbolo comunista, acreditam que o nazismo é de esquerda e que a Globo, Folha de São Paulo e o jornal o Estado de São Paulo estão a soldo do PT.

Direita é regresso

A agenda desse povo é regressista, não apenas conservadora, e escorre frequentemente na direção um populismo rasteiro contra qualquer pensamento minimamente racional. Não apenas de esquerda ou liberal, mas humanista ou a favor da razão. São os verdadeiros embaixadores da idiocracia!

E possuem muitos fãs junto aos tipos humanos que ouvem música brega como se fosse Mozart e acham que os melhores atores do mundo são Vim Diesel e Sylvester Stallone.  Sim, eu estou sendo preconceituoso. Tenho um preconceito atávico contra fascistas e contra imbecis empoderados. E, ao contrário do que dizem alguns progressistas, nem todos esses filhotes bastardos e extemporâneos da ditadura militar são brancos e da elite. Está aí Fernando Holiday (cujo nome é a famosa piada pronta!) que não me deixa mentir.

São apenas estúpidos, Mas não inofensivos. Os diversos totalitarismos sempre foram cevados pela estupidez humana, que não tem classe social – mas que se concentra mais naquela classe média que está sempre saudosa dos “bons tempos” – nem etnia.  A estupidez, ela sim, é bastante democrática. Mas há obviamente poderosos antidemocráticos do “andar de cima” que se aproveitam dela.

Por Benedito Carlos dos Santos

é ativista do coletivo Caminho Luminoso.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

Corrupção de Bolsonaro no Twitter. Centrão agradece

Corrupção de Bolsonaro no Twitter. Centrão agradece

Entenda porque Bolsonaro é e sempre foi um político do centrão!

Subiu nos trendings do Twitter a #DerreteBolsonaro! O uso da hashtag é uma denúncia do teto de aprovação do Jair Bolsonaro. Não importa o que ele faça, a maior parte da população percebeu que ele não presta! Mais que isso, é uma denúncia às alianças do Bozo com o centrão. Admirem a ironia: o candidato que se elegeu com a promessa de fazer a “nova política”, agora está se aliando ao pior que há na velha política! Esse tipo de aliança se dá, inclusive, nas eleições municipais! Aqui em São Paulo, Bolsonaro está apoiando o deputado do centrão, Celso Russomano, para prefeito de São Paulo. O protegido do Bolsonaro é investigado por esquema de pirâmide e de corrupção. Tá dando pra ver a tal da “nova política”! No fim o que se percebe é a Corrupção de Bolsonaro no Twitter. Centrão agradece

Mas para quem pesquisou sobre Bolsonaro, fica claro que não houve mudança de qualquer tipo. Bolsonaro, na realidade, por mais de 30 anos ocupou os partidos do centrão. Ele sempre transitou com os fisiologistas do baixo clero da Câmara dos deputados. Ele sempre foi do centrão! Ainda assim, muitas pessoas se iludiram com a promessa de “uma nova política”.

O auge do fisiologismo!

Mas um novo auge do fisiologismo se deu nesse dia 3, quando Bolsonaro foi flagrado em um abraço “carinhoso” com o seu favorito para ocupar o cargo vago no Supremo Tribunal Federal, o desembargador Kássio Nunes. Kássio é o favorito do centrão. É mais político que juíz. Mais que isso, por terrível “coincidência”, foi aproximado de Bolsonaro pelo advogado de sua família, o Frederick Wassef. Só para refrescar a memória, Wassef foi o advogado que escondeu o laranja do Queiroz, ex-assessor de Carlos Bolsonaro (filho do Jair). Ou seja, Kássio é próximo ao advogado que ajudava a abafar o caso das rachadinhas!

Vale aqui um ponto de cuidado: não é só porque o Kássio é uma escolha ruim, que não poderiam haver outras piores. Bolsonaro, por exemplo, prometeu que o ministro indicado seria alguém “terrivelmente evangélico” e disposto a proferir decisões homofóbicas e machistas. Mas ainda assim, surpreende Bolsonaro preferir uma opção do centrão.

Já faz tempo que o rabo é preso

Esse não é um caso isolado. Como já coberto em outra matéria, desde que percebeu que sua popularidade começava a ruir, Bolsonaro começou a costurar alianças com o esgoto da política. E mais recentemente trocou a liderança do governo na Câmara por um político do PP, partido notoriamente do centrão.

Agora, nas eleições municipais, Bolsonaro continua o namorico com o centrão. Foi logo apoiar Celso Russomano, político do partido do centrão Republicanos. Para coroar a aliança, vale lembrar que Russomano foi acusado de envolvimento em casos de corrupção e de esquema de pirâmide. Ou seja, apesar de se vender com paladino da luta contra corrupção, o Bolsonaro se mostra aquilo que ele sempre foi: um político clássico do pior dos tipos! Percebe-se, como marcado pela #Bolsonaroderrete: Corrupção de Bolsonaro no Twitter. Centrão agradece

Toninho na luta contra o centrão

Aqui em São Paulo, a situação com o centrão, não é diferente! Durante a votação do Sampaprev, Toninho Vespoli denunciou que o centrão na Câmara Municipal estava negociando seus votos a custa de cargos na administração pública. A coisa é tão bizarra que basta olhar o Diário Oficial antes e depois da votação de projetos importantes e observar as exonerações e nomeações, respectivamente, para ter uma ideia do tamanho do fisiologismo.

Toninho Vespoli, na Câmara Municipal, sempre percebeu como o centrão é poderoso e perigoso. É um dos políticos mais íntegros da casa. Desde que foi eleito em 2012, luta por posições claras e objetivas, comprometidas com a escuta popular! Ele entende que para vencer o centrão, o fascismo e Bolsonaro, o único jeito é deixando os poderes nas mãos do povo!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

Bolsonaro é corrupto!

Bolsonaro é corrupto!

Saiba o que o Bolsonaro não quer que você saiba sobre sua história de corrupto!

Parece até piada pensar que Bolsonaro se elegeu prometendo “acabar com a corrupção”. O cara, junto com sua família, tem décadas de esquemas nas suas costas. A propósito, é bom perguntar pra não perder o hábito: por que o Queiroz depositou 89 mil na conta da Michele Bolsonaro? Mas os esquemas vão desde bem atrás, quando o Bolsonaro era apenas um vereador do Rio de Janeiro. Rachadinhas, esquemas com milícia, funcionários fantasmas e doações de empresas corruptas são todos escândalos dos quais a família Bolsonaro sempre fez parte! A verdade é que Bolsonaro é corrupto!

Comecemos pelo que já é notório saber popular, as rachadinhas. Elas funcionaram assim: a família Bolsonaro usava dinheiro público para contratar funcionários em seus gabinetes, e pegava parte dos salários para ela! No caso do filho, o Flávio Bolsonaro, esse esquema está na ponta da língua do povo, mas os escândalos vão de longa data, com participação do atual presidente: enquanto ele era apenas um vereador na capital carioca Bolsonaro já tinha contratado o irmão como funcionário fantasma, provavelmente praticando esse tipo de crime!

Bolsonaro e as milícias

Também tão grave quanto as rachadinhas, é a relação que elas têm com o crime organizado no Rio de Janeiro. Queiroz, quem organizava as rachadinhas, tem relações profundas com as milícias cariocas. Que o dinheiro era desviado, isso já não restam dúvidas. Mas um detalhe ainda não esgotado é para onde exatamente ia o dinheiro. O que já sabemos é que a família Bolsonaro inteira é amiga das milícias no Rio de Janeiro. Jair desde que era vereador elogiava esses grupos criminosos em declarações absurdas à imprensa, além de morar no mesmo condomínio que Ronnie Lessa, miliciano que é um dos principais suspeitos de matar Marielle Franco. A propósito, também para não perder o hábito: Quem mandou matar Marielle Franco?

Outra coisa pra ficar atento: as doações que Bolsonaro recebeu pra suas campanhas políticas. A própria JBS, empresa famosa por escândalos de corrupção, chegou a doar dinheiro que beneficiou campanha de Jair Bolsonaro. O pilantra ainda tem a cara de pau de tentar negar. Acontece que ele repassou a doação para o partido dele, e depois recebeu o mesmo valor do partido na hora da eleição. A “lavagem” feita com o dinheiro não convence: no fim dinheiro da JBS financiou campanha do Jair para deputado federal. E isso não parece ter sido um caso isolado: segundo investigação da folha de São Paulo a campanha presidencial de Jair pode ter sido financiada, em grande parte, por doações ilegais de empresas corruptas! Essas doações financiam as máquinas de fake news da família Bolsonaro!

Não importa o ângulo analisado. Bolsonaro é, e sempre foi o pior que há na política. Recebeu dinheiro de quem não devia, desviou dinheiro público, e está amarrado a grupos criminosos! Tanto legalmente como moralmente Jair Bolsonaro é um corrupto de marca maior!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

A RENOVAÇÃO DA ESQUERDA BRASILEIRA PODE TER INICIADO NESSE DOMINGO

A RENOVAÇÃO DA ESQUERDA BRASILEIRA PODE TER INICIADO NESSE DOMINGO
Fonte: Mídia Ninja

Postado originalmente no site: https://institutocultiva.com.br/a-renovacao-da-esquerda-brasileira-pode-ter-iniciado-nesse-domingo/

Por Rudá Ricci

Prometi que escreveria sobre a possível renovação da esquerda brasileira a partir do que foi ontem.

Ontem tivemos manifestações fortes em muitas capitais do país. Os manifestantes eram, em sua maioria, jovens negros, trabalhadores da limpeza urbana, do pequeno comércio (farmácias, padarias), moradores das periferias.

Não foi significativo o número dos que portavam bandeiras de partidos (havia as do PSTU, PSOL, UP e PCB, mas também alguns militantes assustados do PCdoB e PT), todos foram acolhidos pelos que protestavam. As falas e palavras de ordem eram novas, mais agressivas.

Colhi vários depoimentos e falas de gente que andava nas ruas. Convergiam para aquele orgulho meio irônico dos jovens da periferia dos grandes centros urbanos. Sempre que falo para gente da periferia, ouço o mesmo: “somos perifa, aqui não entra qualquer um”. Pois bem, esse discurso estava nas ruas do domingo. Eles diziam que apanham da polícia toda semana e que não tiveram como se esconder do Covid19 porque pegam ônibus diariamente para trabalhar. Não há como fugir da realidade para esse pessoal. O mais interessante é que ironizavam o que chamavam de “esquerda branca de classe média”. Muitos diziam que somos covardes ou “preguiçosos” (este adjetivo leva a ironia fina dos negros da periferia, gente que fala com um sorrisinho irônico no canto da boca).

São jovens, saíram às ruas porque saem todos os dias. E continuarão saindo. Eles enfrentam a PM há tempos, nos seus bairros, no morro, nos jogos de futebol. Conhecem essa violência institucional desde crianças. Parte deles está chegando na política por esses dias. Começaram a perceber que os ataques ao bolsonarismo não eram discurso despeitado de quem perdeu as eleições. Nem gente que quer ter uma boquinha. Começaram a perguntar o que é ditadura.

Vários vieram pelo chamado das torcidas organizadas. Que decidiram se unir para enfrentar esse pessoal que conhecem bem: a repressão das policiais militarizadas que perseguem pretos pobres. Já havia visto essa reação dos jovens da periferia em 26 de junho de 2013.

Mas, e a esquerda tradicional? Como agiu? Com covardia extrema. Trata-se de uma esquerda desconectada do mundo real, focada em valores da época do lulismo. PT, PCdoB, PSB, PSOL e PDT possuem um quinto dos vereadores e prefeitos do país. É um exército político sem generais. O PSOL foi à guerra, mas os outros 4 partidos que citei ficaram no muro. Em Belém do Pará, os 5 se uniram para não apoiar as manifestações. Algo raro na última década. Quais os motivos deste pânico? A leitura parlamentar do jogo político que os engoliu.

A lógica parlamentar é marcada por uma estética da fala: discursos épicos, definitivos, muitas vezes, de confronto. Porém, a prática é cândida, de longas e permanentes negociações com seus pares no parlamento. Jogam em espaços curtos fazendo jogadas capciosas. A esquerda tradicional brasileira é dominada por esse estilo parlamentar, discursivo, de pouca prática incisiva no mundo real. Fazem notas públicas, petições online, distribuem números de WhatsApp e e-mail de autoridades públicas para serem pressionadas via internet. Esse jogo estético que leva a quase nada.

Pior: desde o impeachment de Dilma, destilam um discurso defensivo e medroso. Vários expoentes dessa esquerda de tipo parlamentar – que muito fala e pouco faz – começaram a bradar que o golpe está perto, que não haverá eleição, que o apocalipse é “now“. Já sugeri que se trata de uma faceta do transtorno do estresse pós-traumático. O impeachment de Dilma, a prisão de Lula e os absurdos votados pelo Congresso Nacional se somaram às eleições de alguns governadores e um presidente de extrema-direita. Arriaram. A esquerda acometida por transtorno do estresse pós-traumático teme a extrema-direita. Acredita que formaram um bloco poderoso, articulado aos interesses dos EUA, fechado no apoio das FFAA e das PMs estaduais, com um núcleo de apoio social estabilizado ao redor de 30%.

Essa leitura enviesada acaba invariavelmente sugerindo que já vivemos uma espécie de ditadura velada. A construção discursiva é absolutamente subjetiva, sem base na realidade concreta, um rebaixamento conceitual e político que raramente presenciamos na história da esquerda.

O medo e a baixa autoestima começaram a derrotar moralmente essa esquerda de tipo parlamentar. Anda como siri; corre como siri para dar impressão de movimento, aquele jogo do Dunga para inglês ver. Não poderia dar em outra: condenaram a saída às ruas. Sair às ruas, disseram, seria dar pretexto para uma intervenção militar. Não importavam a queda de popularidade de Bolsonaro e seu governo, os rachas no interior do governo, o enfrentamento sóbrio do STF aos desmandos do governo, as reações de jovens nas redes sociais. Não importaram os dados sobre aumento estratosférico dos índices de desemprego, as ações de solidariedade envolvendo muitas organizações populares, a queda vertiginosa de renda dos pobres, as mortes diárias por Covid19. Para a esquerda parlamentarizada, os dados são adornos.

Enfim, a esquerda parlamentarizada é aquela que não consegue utilizar os dados objetivos da realidade e não consegue enxergar os sinais da subjetividade popular. Porque está sempre na tribuna. Essa esquerda parece envelhecida precocemente, embebida em formol.

Mas, no confronto com o que ocorreu ontem, essa esquerda deixou estampada a diferença dos ambientes em que ficou paralisada nesse domingo e o ambiente para onde foram os jovens negros das periferias. Um apartheid comportamental de grande envergadura.

O discurso de muitos jovens que ontem estavam nas ruas era irônico, forte, de esquerda ou flertando com os valores de esquerda. Nenhum de direita. Todos falavam do enfrentamento de classe. Sim, usavam o termo classe social. Não estavam para brincadeira.

Então, aqui vai minha percepção: ali pode estar a renovação da esquerda brasileira. A de um novo ciclo, mais pujante, com menos vícios institucionais. Talvez, esteja apontando o começo do ocaso do lulismo. Um bastão repassado em que o corredor de antes já cumpriu seu papel.

Essa possível renovação das esquerdas é mais ousada, mais curtida pela vida, menos classe média, menos branca, menos masculina. Aprenderá a lidar com o jogo de xadrez, mas, agora, prefere boxe. Se puder mesclar os dois tipos de jogos, será mais preparada que a esquerda atual.

Aguardo confirmação. Sociólogo é preparado para ler tendências. Algumas se realizam, outras minguam no desenrolar dos acontecimentos. Sociólogo não prevê, mas treina seu olhar para enxergar tendências. Essa é uma: a esquerda acovardada deu lugar aos jovens da periferia.

Este é um texto de opinião de um(a) autor(a) convidado(a). As opiniões aqui presentes não necessariamente refletem as visões do vereador Toninho Vespoli, ou de sua equipe.

Rudá Ricci

Rudá Ricci

Rudá Ricci é Sociólogo e Doutor em Ciências Sociais

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

7 motivos para entender porque você é antifascista

Manifestações antifascistas tomaram as ruas de diversas cidades neste domingo (8). Mas afinal, o que é ser antifascista?

Direta ou indiretamente, nos últimos dias você deve ter ouvido falar em “fascismo” e “antifascismo”. Os últimos fins de semana foram marcados por manifestações antifascistas em diversas cidades do Brasil.  Nas redes sociais, provavelmente algum amigo trocou sua foto de perfil e está com o selo “Sou antifascista” como moldura. É, até a Anitta e a Xuxa postaram em seus perfis do Instagram. Modismo ou não, essa movimentação fez com que pessoas pesquisassem sobre o assunto e provavelmente você está aqui por isso.  

O fascismo surge junto com o imperialismo no sistema capitalista em países europeus após a Primeira Guerra Mundial. Os exemplos mais conhecidos são os regimes autoritários de Benito Mussolini na Itália e de Adolph Hitler na Alemanha. Ambos reúnem características em comum, como um líder carismático, uso da violência, patriotismo exacerbado, exaltação de valores tradicionais, desprezo pela democracia, perseguição a opositores, entre outras. Isso te lembra algum governo? 

Já o antifascismo é um conjunto de práticas e saberes que se lança contra a qualquer pessoa, grupo ou ação que remeta ao fascismo. Então, veja se você se identifica com esses 7 motivos para entender por que você é antifascista! 

1. Você fica indignado com a postura do Bolsonaro em não usar máscara e apertar a mão de pessoas, contrariando as recomendações de saúde durante a pandemia 

Uma característica do fascismo é a imagem de um líder “todo-poderoso”, a ser cultuado e que pode tomar qualquer decisão sem consultar a sociedade. Há uma tentativa desesperada de Bolsonaro em afirmar de que ele está acima da leis brasileiras e de toda a sociedade. Ele se exibe propositalmente nas aparições públicas sem usar máscara, quando a recomendação é de que todos usem. Infelizmente, as atitudes do presidente encontram respaldo em parcela da população, mesmo que fragilize a democracia do país. 

2. Você percebeu que o Bolsonaro para se eleger teve apoio de um monte de artistas e empresários por causa da economia

O fascismo é um jeito de pensar e se organizar da extrema-direita e quem o faz acontecer são as elites econômicas do país. Vários rostos não tiveram vergonha de fazer campanha em prol de Jair Bolsonaro, notório por vociferar absurdos. Muitos são donos de grandes redes de comércios, a lista é grande. Por exemplo, Luciano Hang, um dos bilionários da lista da revista Forbes e dono da rede Havan. Madero Junior Durski, dono dos restaurantes Madero,  Flávio Rocha, dono das lojas Riachuelo e Sebastião Bonfim, dono da Centauro.
Sozinho, Bolsonaro não seria nada. E são esses caras que colaboram com o seu governo e consequentemente com a ascensão do fascismo no Brasil. Eles querem ganhar mais dinheiro, reduzir seus impostos, pagar menos para funcionário, e por aí vai. Para isso, é preciso que haja a aprovação de leis que os beneficiem. Enquanto isso, há mais concentração de renda, ou seja, o rico cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre. 

3. Te incomoda o fato da camisa da seleção brasileira ter virado coisa de bolsonarista

O fascismo inventa a narrativa de uma nação a ser resgatada e há a tentativa de impor a ideia de que somos apenas um único povo. Além disso, há a apropriação de símbolos nacionais. Para fazer parte dessa nação idealizada é preciso seguir uma série de condições, como classe social, religião, cor e seguir valores impostos pelos fascistas. Quem pode ser considerado um “cidadão de bem” para esse governo?

Além disso, o patriotismo do governo Bolsonaro pode ser colocado em xeque frente à sua submissão ao governo estadunidense. Por exemplo, não há humilhação maior do que a nossa bandeira ocupar espaço junto às bandeiras dos EUA e de Israel quando não há nenhuma razão para isso? 

4. Você não concorda com os discursos homofóbicos, racistas e misóginos de Bolsonaro e seus ministros

A ideologia do fascismo também é a da negação. Nega-se tudo que não faça parte do grupo homogêneo, por exemplo, a cultura e a religião de povos afrodescentes e indígenas. No caso brasileiro, o modelo de cidadão ideal é o cristão, branco com família monoparental (isto é, homem e mulher casados, como pai e mãe), heterossexuais, entre outras características.
O que eles ganham em excluir e violentar os não-brancos ou as mulheres?  O fascismo legitima a supremacia branca e mantém a desigualdade social, onde os homens brancos ganham muito mais do que as outras pessoas do país. O que eles querem é a manutenção do status quo.  Portanto, o fascismo, o capitalismo e o racismo são os pilares que sustentam um sistema de opressão que nega direitos, anula vidas.

5. Você sabe que a mamadeira de “piroca” nunca existiu e que a covid-19 é mais do que uma “gripezinha”

Além de ter apoio da elite do país, um governo fascista precisa convencer parte da população para se manter no poder. A principal ferramenta para isso são os meios de comunicação. Bolsonaro e seus apoiadores (ou melhor, investidores) investiram pesado na contratação de robôs para disseminar notícias falsas nas redes sociais.  Assim, qualquer informação falsa ou distorcida pode ser disseminada por compartilhamento em massa. No dia a dia quem vai checar se algo é verdadeiro ou falso? E mais, por que Bolsonaro aparecia com tanta frequência nas emissoras apoiadoras, como o SBT, para entrevistas exclusivas? É óbvio: para falar o que quiser sem ter suas ideias confrontadas. 

6. Você não gosta da perseguição de Bolsonaro aos jornais nem da nomeação de vários militares no governo 

Um governo fascista pode ser eleito democraticamente, sim e pode utilizar de leis para realizar atos antidemocráticos. Para evitar a prisão de seus filhos envolvidos em milícias, Bolsonaro interveio na chefia da Polícia Federal. Cada vez mais militares passam a ocupar cargos no governo, possivelmente para agradar os eleitores simpatizantes, politizando a instituição das Forças Armadas. O presidente também está marcando presença em manifestações pró-ditadura militar e também incitou o fechamento do STF

Há uma articulação muito perigosa de colocar sob questionamento as instituições que não servem mais pra manutenção do governo ou que o ameaça. Por exemplo, Bolsonaro ataca  jornalistas, visto que corriqueiramente são noticiados fatos em alguns veículos de comunicação que podem não beneficiar sua imagem e isso o incomoda. 

7. Você acha ridículo quando os bolsonaristas acusam de “comunista” quem rompe com o governo

Outra coisa muito importante num governo fascista é a criação de um inimigo. Para o governo fascista de Bolsonaro e seus seguidores, o inimigo pode ser qualquer um que não esteja com ele, os que eles denominam como “comunistas”. Já estão nessa lista Alexandre Frota, Sérgio Moro, a galera do MBL, Joyce Hasselmann, Datena, Doria,  Witzel, entre outras figuras que também tem posicionamento político à direita. Agora que não se beneficiam do governo fascista se tornaram inimigos. Mas não se engane, eles foram coniventes com as falas preconceituosas de Bolsonaro e com a aprovação das reformas trabalhista e da previdência, que penalizam os trabalhadores pobres. 

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi é jornalista pela PUC-SP. Atualmente, trabalha como assessora de comunicação do Mandato Popular do Vereador Toninho Vespoli

Somos Mesmo 70%?

Somos Mesmo 70%?

Entenda por que nem todas as pautas cabem em 70%

Longe de mim causar divisionismos ou criar cisões neste momento de união para derrubar Bolsonaro. Acredito que realmente tem que ter união e mãos dadas para derrubar Bolsonaro, mas não podemos esquecer que muita gente que apareceu agora, quer sentar na janelinha, estava no palanque bolsonarista até ontem.

As pessoas não podem se arrepender? Evidente que podem, mas se arrependeram de ter votado e apoiado Bolsonaro ou se arrependeram por apoiar um projeto neoliberalista e completamente fascista?

Me explico: agora, Bolsonaro está sujo de lama até o pescoço, fazendo aliança até com o centrão. Dando mão ao diabo para se salvar. Logo, quem o apoiou, tipo o Sergio Moro, está fazendo questão de se distanciar para não parecer fedido e lunático.

Mas essas pessoas não se arrependeram de apoiar o projeto político e econômico de Bolsonaro. Essas pessoas acreditam e defendem as reformas neoliberais de seu governo, privatizações, ataques ao meio ambiente, teto de gastos e mais um monte de ataque ao Estado.

Não rejeitamos apenas Bolsonaro

Entendo que na lógica esses 70% são os que não apoiam o governo Bolsonaro e nesse balaio tem um montão de gente. Legal! Positivo! Mas não podemos nos furtar a fazer algumas perguntas e apontamentos. E com toda a paciência e didática do mundo dizer que não só rejeitamos Bolsonaro, mas que rejeitamos também a política econômica de Guedes o guru liberal da direita.

Precisamos estar atentos e de olhos abertos, pois podemos fazer coro ao MBL e a dita grande imprensa, que até ontem aplaudia e queria Bolsonaro presidente, mas hoje o rejeitam, porém sem rejeitar Guedes e seu projeto antipovo.

Hoje, na luta contra o bolsonarismo e o fascismo, somos 70% e não podemos nos calar. Mas não podemos esquecer que quando isso passar, e vai passar, temos que continuar lutando por igualdade e pelo fim do abismo social que há entre ricos e pobres.

Passando esse governo fascista, temos que lutar por um Brasil que respeite os mais pobres e crie mecanismos para reduzir essa gritante desigualdade social que esmaga pretos e pobres que foram colocados na base da pirâmide social. Precisamos inverter essa pirâmide.

Passando esse governo fascista, temos que lembrar que o liberalismo é nosso inimigo e os ricos precisam pagar mais impostos e pagar por essa crise que eles criaram. Hoje, para derrotar o fascismo e Bolsonaro, nos colocamos na mesma trincheira de luta, mas não podemos esquecer que defendemos aqueles que sempre foram colocados a margem. A nossa luta é contra o capitalismo. A nossa luta é luta de classes.

Somente um projeto popular pode nos representar

O capitalismo e a direita já preparam seus nomes para 2022. A ideia deles é colocar um fascista engomadinho disputando as urnas. Doria, Huck ou Moro, os queridinhos dos empresários, amigos do centrão e escolhido pelas organizações globo. Somente um projeto que faça frente a isso pode encontrar lastro na sociedade e apresentar saídas.

Passa pela esquerda a discussão de um projeto que aponte saídas para a crise criada pelos ricos e poderosos. Passa pelo entendimento que o fascismo sempre esteve atrelado a governos de direita e que aprofundaram o capitalismo.

Somente um projeto popular pode de fato ser uma iniciativa que nos representa.

Então, hoje estamos entre os 70% que rejeitam Bolsonaro e seu programa. Mas não! NÃO! Não somos 70%. Somos aqueles que defendem o Estado e os mais pobres e excluídos.

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo é jornalista, ativista e atualmente ocupa o mandato do Vereador Toninho Vespoli como assessor parlamentar

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

PARA ALÉM DO ANTIBOLSONARISMO – UM MANIFESTO ANTIFASCISTA

PARA ALÉM DO ANTIBOLSONARISMO - UM MANIFESTO ANTIFASCISTA

Nos últimos dias há uma movimentação política nas redes sociais brasileiras. Elas estão estampadas por imagens do slogan antifascista. Corinthianos, palmeirenses, umbandistas, mulheres negras, professores e uma infinidade de agrupamentos sociais se expressam: Sou (preencha-aqui), sou antifascista.

A radicalização do discurso de Bolsonaro, seus filhos e apoiadores fez surgir, mesmo em meio a uma pandemia, um sentimento de luta e enfrentamento ao bolsonarismo. Membros de torcidas organizadas se reuniram para protestar contra o governo de Jair Bolsonaro no último fim de semana. 

Essa luta não se trava apenas na Internet, com suas infinitas notas de repúdio, mas também nas ruas, lugar que naturalmente a esquerda ocupou e, ocupa, de onde jamais deve se retirar.

Antibolsonarista ou antifascista?

Para entender o que é ser antifascista é preciso outro questionamento: o que é o fascismo? O fascismo não morreu em 1945, quando os regimes totalitários, como o de Hitler, na Alemanha, e de Mussolini, na Itália, foram derrotados na Segunda Guerra Mundial. Caracterizá-lo não é uma tarefa fácil, mas há um rico arsenal bibliográfico para explicar .

O fascismo é uma fusão de ingredientes diferentes que se combinam. Os elementos são o nacionalismo exacerbado e retrógrado, a supremacia branca e a direita radical, unidos por inimigos em comum e por uma motivação de falsa unidade de Nação.

Nesse sentido, vale destacar que o fascismo encontrou e encontra lastro nos governos de direita ou extrema-direita que, também, buscam a manutenção do capitalismo, através da força, das armas e, principalmente, da violência. Além de ser 

um movimento que tem por objetivo principal a destruição de toda e qualquer forma de organização social combativa e independente com a finalidade de alterar substancialmente a correlação de forças na sociedade a favor da grande burguesia. 

Por isso, é necessário combater as estruturas que geram o fascismo, uma delas, o sistema capitalista. Aqui vale lembrar dos selos antifascistas da Internet, que até mesmo a apresentadora Xuxa compartilhou um em suas redes com a seguinte legenda: “não sou de esquerda, não sou de direita, sou brasileira” e o selo “Brasileira antifascista”.

Não se iludam, nem todo antibolsonarista é antifascista. Mas todo antifascista é antibolsonarista. Acontece que o sentimento de revolta e até de arrependimento, por parte de alguns, jogou todos no campo do antibolsonarismo. Porém, não se pode esquecer que ser antifascista é algo maior. 

Aqui, podemos citar dois exemplos, Sergio Moro e Alexandre Frota. Ambos estiveram à favor do fascismo e apoiaram fortemente as ideias de Bolsonaro, porém agora que Bolsonaro não atende mais seus interesses, pularam fora.

(Brasília - DF, 29/08/2019) Solenidade de Lançamento do Projeto em Frente Brasil.

Uma luta contra o capitalismo e o neoliberalismo

A luta antifa ou antifascista é um conjunto de práticas e saberes que se lança contra a qualquer pessoa, grupo ou ação que remeta ao fascismo. Para Mark Bray, autor do livro O Manual Antifascista, o antifascismo é uma política nada liberal, é a revolução social aplicada ao combate à extrema-direita, não apenas à figuras fascistas, como o Bolsonaro.

É perigoso nos atentar unicamente à imagem do presidente, como a personalização do fascismo. Esse pode ser um álibi a todos os que contribuíram para a sua eleição e que, portanto, toleraram seus discursos racistas e misóginos. Nesse sentido, questionamos, por que quem lhe deu apoio anteriormente está voltando aos armários? Seus atos foram longe demais ou o plano econômico prometido saiu dos eixos?

Mesmo que antes de sua eleição, a figura pitoresca já vociferava preconceitos, sua campanha teve apoio de setores artísticos, empresariais e da classe média. Como carta na manga, seu projeto político-econômico  tinha Paulo Guedes, como avalista para o mercado financeiro com o pilar da diminuição do Estado, através de privatizações, do ataque ao funcionalismo público e das contra-reformas sociais previdência e trabalhista. 

Na periferia do mundo, o capitalismo neoliberal apresenta uma crise crônica. Para a filósofa e professora Marilena Chauí, há uma tese, defendida por alguns economistas, de que o neoliberalismo chegou ao seu ponto de crise final. “O que estamos assistindo é esse ponto de mutação e nesse momento de crise, ele faz aquilo que é típico do capitalismo: é sempre a resposta autoritária”, explica.

De acordo com Chauí, a resposta capitalista à crise é o endurecimento da direita e extrema direita, o que leva a regimes autoritários. É preciso salientar que no Brasil, vivemos uma democracia às avessas. Não é errado afirmar que vivemos em um regime fascista. Um regime autoritário que busca uma reafirmação nacionalista retrógrada (ironicamente, muito submissa aos EUA) e que já destrói a cultura, sucateia e persegue a formação acadêmica, e implementa reformas de aprofundamento do capitalismo.  

O regime fascista só está de black tie. Debaixo das vestes do “eleito democraticamente” está uma farda suja de sangue. Além disso, sua base é sustentada pelo apoio incondicional às milícias, Caixa Dois, alusão a torturadores e genocidas, uso de robôs e de fake news. O fascismo não existe sem os meios de comunicação!

Por isso, ser antifascista é combater com força esse sistema vigente. Ser antifa no Brasil é, também, lutar contra as reformas aprovadas no governo Temer e Bolsonaro.

Não dá para fechar os olhos e achar que a reforma trabalhista ou a PEC do Teto são questões menores. Esses dispositivos aprovados e apoiados por muitos que se hoje se colocam como antifascista são a causa da radicalização e aprofundamento do capitalismo. Combater as desigualdades e as leis que a aprofundam é lutar contra o regime fascista que, também, se materializa na economia. 

Uma luta antirracista

Os fascistas talvez não saibam o que querem, mas sabem bem o que não suportam. O governo Bolsonaro vocaliza e se expressa no ódio. E pior de tudo, encontra respaldo em parte da sociedade brasileira. Recentemente, isso foi concretizado na polêmica reunião ministerial em que o presidente e seus funcionários não apresentavam nada concreto frente à pandemia do novo coronavírus, mas declamavam preconceitos.

“Odeio o termo povos indígenas. (…) Só tem um povo nesse país”, disse Abraham Weintraub, ministro da Educação. Em outro momento, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos questionava o nascimento de crianças em quilombos: “Nossos quilombos estão crescendo e os meninos estão nascendo nos quilombos e seus valores estão lá. Então, tudo vai ter que ver a questão dos valores”, disse Damares. Para o fascismo, há a tentativa de impor a ideia de que somos apenas um único povo. E para fazer parte desse povo é preciso seguir uma série de condições: raça, classe social, religião e os valores impostos pelos fascistas. Ou seja, negros ou indígenas continuarão sendo excluídos, tendo suas populações dizimadas. 

A ideologia do fascismo também é a da negação. Nega-se tudo que não faça parte do grupo homogêneo, nem o conhecimento, e em consequência, o diálogo. O núcleo de toda violência contra diferença é o ódio, que no extremo de sua expressão, aniquila o outro.  Eles dizem que o inimigo do povo brasileiro são os comunistas, que, na realidade, são todas as pessoas que discordam deles. E isso remete à mesma estratégia da ditadura, situação na qual a finalidade é de destruir o inimigo interno em prol da manutenção do regime. 

Desse modo, a supremacia branca e a manutenção de seus valores, como cristianismo e a família tradicional, que preocupavam a ministra, controlam os corpos não-brancos do país. Os negros, assim como os povos originários, são os que sofrem com a violência institucional, que se expressam na negação da sua cultura até o punitivismo, que os encarceram e os matam. 

A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil, segundo a Anistia Internacional. E como afirma Djamila Ribeiro, no seu livro Pequeno Manual Antirracista, “não é permitido odiar os negros, mas podemos odiar criminosos”. Portanto, ser antifascista é também ser antirracista.

O fascismo, o capitalismo e o racismo são os pilares que sustentam um sistema de opressão que nega direitos, anulam vidas e beneficia economicamente por toda história a população branca, ao passo que a não-branca é tratada como mercadoria, não tendo acesso a direitos básicos e à distribuição de riquezas.

Charge de Latuff. https://latuffcartoons.wordpress.com/2020/06/

Temos um projeto maior

Antonio Gramsci no seu texto Nem Fascismo, nem liberalismo: Sovietismo! descreve, de forma direta, o caminho que temos que percorrer:

“A tarefa essencial de nosso partido consiste em penetrar essa ideia fundamental  entre os operários e camponeses: somente a luta de classe das massas operárias e camponesas derrotarão o fascismo. Somente um governo de operários e camponeses pode desarmar a milícia fascista. Quando tais ideias essenciais tiverem penetrado o espírito das massas operárias e camponesas por meio de nossa incansável   propaganda, os trabalhadores das fábricas e dos campos, ou qualquer outro partido, entenderão a necessidade de construir Comitês Operários e Camponeses para a defesa de seus interesses de classe e para a luta contra o fascismo.”

O recado é simples e direto. Precisamos incansavelmente dialogar com os trabalhadores para apresentar e mostrar que temos uma saída, que é um governo popular, onde as lutas dos negros, das mulheres, dos LGBTQIA+, dos trabalhadores e dos pobres estarão no centro.

Gramsci nos alerta ainda para termos cuidado e atenção com os liberais que até ontem compunham o governo, e agora dizem estar do lado dos trabalhadores contra o fascismo. A crise gerada pelo fascismo “só pode ser resolvida com a ação das massas trabalhadoras. Não há possibilidade de liquidação do fascismo no plano das intrigas parlamentares, apenas um compromisso que deixa a burguesia na dianteira com o fascismo armado a seu serviço. O Liberalismo, mesmo se inoculado com as glândulas  do macaco reformista, é impotente. Pertence ao passado”.

E por fim, o mais importante! Ao construirmos um governo popular e dos trabalhadores devemos construir uma nova forma de pensar e de agir. Esquecer o pensamento burguês liberal. 

“Um governo das classes dos trabalhadores e camponeses, que não irá se preocupar nem com a constituição nem com os princípios sagrados do liberalismo, mas que está determinado em derrotar definitivamente o fascismo, desarmá-lo e defender os interesses dos trabalhadores da cidade e do campo contra todos os exploradores, essa sozinha é a única força jovem capaz de liquidar um passado de opressão, de exploração e crime e de dar um futuro de verdadeira liberdade a todos que trabalham”, escreve Gramsci.

Referências bibliográficas

TIBURI, Marcia – Como conversar com um fascista 

BRAY, Mark – O Manual Antifacista

PAXTON, Robert – A anatomia do fascismo 

RIBEIRO, Djamila – Pequeno Manual Antirracista

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

ministro assassino de cachorros

ministro assassino de cachorros

Até o rato do Sérgio Moro abandonou o barco que afunda do governo Bolsonaro. O substituto no ministério da justiça é o lambe botas André Mendonça. O novo ministro já se declarou “servo” de Bolsonaro e ainda disse que seu líder seria um “profeta”. Realmente, o bolsonarismo se aproxima cada vez mais de uma seita religiosa. Não deveria surpreender muito que este seguidor fanático defenda mortes em nome de seu “messias”: pouco antes de virar ministro da justiça assinou pedido ao STF defendendo a matança sistemática de animais de rua resgatados de maus tratos. O ministro é um assassino de cachorros, gatos e outros animais.

A proposta tira o foco dos verdadeiros problemas.

Uma das justificativas seria reduzir a transmissão da Covid, segundo o fanático, impulsionada pelos animais de rua. Ou seja, para o novo ministro a forma de vencer a pandemia seria matando animais inocentes. Considerando a adoração do ministro ao presidente genocida, fica clara a intenção de desviar o foco da necessidade de isolamento social durante a pandemia. Tudo para defender a infalibilidade de seu “messias”. De repente não é o Bolsonaro que está errado em, quase toda a semana, incentivar que o povo deixe o isolamento social. E sim os animais que estariam, silenciosamente, transmitindo a doença Brasil a fora.

Na verdade, não há evidência científica de que animais sejam fonte de transmissão do novo coronavírus. É verdade que animais podem ser vetores de outras doenças como a leptospirose. Mas nesses casos o que deve ser feito é o diagnóstico e tratamento do animal, e não o seu assassinato!

A banalização do mal: animais viram objetos.

O pedido ainda usa como justificativa o artigo 101 do decreto nº 6.514/08. O texto permite que objetos apreendidos em função de infração ambiental sejam “destruídos”. Ou seja, para o novo ministro André Mendonça, os animais seriam equiparáveis a meros objetos, podendo ser destruídos sem hesitação. O que se tem, na verdade, é um dos elementos do fascismo, a banalização do mal. Os horrores em nome de uma suposta “ordem” sendo justificáveis maquinalmente: mata-se da mesma forma que se desliga um aparelho. 

Tais defesas tão macabras, atentam, obviamente, contra a constituição federal. Ela protege os animais e proíbe qualquer prática cruel. Além disso, a Lei nº 9.605/98 determina, de forma explícita, que animais apreendidos em casos de maus tratos devem ser protegidos, garantido o bem estar físico deles. 

Outra coisa macabra sobre o pedido assinado, é que ele pede a morte, específica, dos animais resgatados vítimas de maus tratos. Ou seja, justamente animais que já sofreram muito. O redator deste texto não consegue pensar em razão alguma para tal pedido à exceção de requinte de crueldade. Uma necessidade inexplicável de causar mal a seres inofensivos que já foram vítimas de abuso. O redator finaliza o texto com lágrimas nos olhos, esperando que o STF, ao julgar o pedido, não seja tão maléfico quanto foi o atual ministro assassino de cachorros!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

Servidores em Luta!

Servidores em luta

7 pontos para entender a conquista dos servidores!

Entenda o processo jurídico-administrativo do mandato do vereador Toninho Vespoli para conquistar possível reposição inflacionária. Ao final do texto, você terá acesso a um link para baixar um requerimento e encaminhar a sua chefia imediata!

Desde 2002 a prefeitura de São Paulo não reajusta o salário do servidor público municipal. Entra gestão, sai gestão e a política do 0,01% não é alterada. Em 2015 o prefeito Haddad passou vencimento para subsídio e congelou a reposição inflacionária de determinadas categorias nos anos de 2014, 2015 e 2016. O vereador Toninho Vespoli, provocado pela ANIS, achou essa ação um absurdo e entrou com duas ADI no Tribunal de Justiça de São Paulo (2088794-41.2015.8.26.0000 e 2240655-74.2015.8.26.0000).

No ano passado, o TJSP decidiu que o pedido do vereador Toninho Vespoli tinha lastro e declarou inconstitucional a ação da prefeitura. Assista ao vídeo do vereador Toninho e entenda.

Entenda o caso

O que é isso?
Em 2015 o mandato do Vereador Toninho Vespoli, por intermédio do Diretório do Partido Socialismo e Liberdade, ajuizou no Tribunal de Justiça de São Paulo duas ações diretas de inconstitucionalidade. Ambas as ações objetivavam declarar inconstitucional boa parte de duas Leis Municipais: a nº 16.122/2015 e a nº 16.119/2015.
Ao final dos processos, o TJSP em relação a Lei Municipal nº 16.122/2015 declarou inconstitucional somente os artigos 12, §1º, e 43, § 2º, inciso III, com a ressalva de como o §4º, do artigo 38 deve ser interpretado. E em relação a Lei Municipal nº 16.119/2015, o TJSP declarou inconstitucional o §4º do artigo 31 e o artigo 49.
As duas leis possuem similaridades, no entanto uma disciplina somente regime jurídico dos servidores públicos do quadro da saúde (Lei Municipal nº 16.122/2015) e outra dos servidores das carreiras de nível superior (Lei Municipal nº 16.119/2015).

A que se serve?
Ações Diretas de Inconstitucionalidade, são procedimentos judiciais que fazem parte do chamado Controle Concentrado de Constitucionalidade. Em apertada síntese, quando se ajuíza uma ADIn/ADI o objetivo do autor da ação é que o respectivo Tribunal declare que uma lei ou seu trecho viola a Constituição. No caso das ADIs citadas, por terem por objeto Lei Municipal de São Paulo, a análise de constitucionalidade, em sede de ADIn, terá por parâmetro a Constituição do Estado de São Paulo, por determinação expressa da Constituição Federal.

Quem é atingido?
Para entender a serventia e quem é atingido pelas decisões nas ADIs mencionadas é preciso observar o que exatamente é inconstitucional nas mencionadas Leis, e por qual razão.

Na Lei nº 16.122/2015 foi declarado inconstitucional o art. 12, §1º e art. 43, §3º inciso III. A razão pela qual o Tribunal de Justiça de São Paulo declarou inconstitucional tais artigos, e fez a ressalva de como deve ser interpretado o art. 38, §4º, resumidamente, foi por entender que o reajuste nos vencimentos dos servidores do quadro amparado pela norma (Saúde) ou de qualquer outro servidor público, independe de alterações no regime jurídico, pois não se trata de aumento da remuneração, e sim medida que visa evitar o desgaste inflacionário.

Os artigos inconstitucionais impediam que os servidores da carreira da saúde, que “optaram” ou que eventualmente tenha ingressado na classe com a remuneração por subsídio, tivessem seus vencimentos reajustados e revisados nos anos de 2014, 2015 e 2016.

Em relação a Lei 16.119/2015, foram declarados inconstitucionais o §4º do artigo 31 e o artigo 49 ressalvada a interpretação conforme ao § 4º do artigo 26. Recomenda-se a leitura dos dispositivos mencionados.

Note que os artigos da Lei Municipal nº 16.119/2015 que foram declarados inconstitucionais são quase idênticos aos inconstitucionais da Lei Municipal nº 16.122/2015 a diferença é que nessa norma o regime jurídico é o dos servidores de nível superior. Assim, esses artigos também congelavam os reajustes e revisões dos servidores municipais de nível superior, que “optaram” ou ingressaram na classe com a remuneração por subsídio, nos anos de 2014, 2015, 2016.

Desse modo as decisões servem diretamente aos servidores remunerados por subsídios dos quadros da saúde e de nível superior que recebem remuneração por subsídio.

Qual é o valor do reajuste e da revisão?
É importante ressaltar que estas decisões não tornam automáticos o reajuste e a revisão, entretanto retira da norma municipal os dispositivos legais que os impediam. Em relação ao valor ou porcentagem, não é possível estabelecer o quanto será. Segundo a ANIS, essas correções, em alguns casos, pode chegar à 35%.

O caso foi parar no STF?
Sim! Mas, tecnicamente o Supremo Tribunal não se pronunciou sobre o mérito das decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo, o STF negou seguimento à todos os recursos extraordinários que foram interpostos.

E para as outras carreiras?
As decisões do TJSP são específicas sobre as duas leis, porém como já elucidado anteriormente, o entendimento do tribunal é de que o reajuste nos vencimentos dos servidores do quadro amparado pela norma (Saúde) ou de qualquer outro servidor público, independe de alterações no regime jurídico, pois não se trata de aumento da remuneração, e sim medida que visa evitar o desgaste inflacionário. Ou seja, as outras carreiras podem usar essa decisão como fundamento dos seus pedidos, com exceção dos servidores da educação que possuem regime jurídico diverso.

O que fazer agora?
Existe um longo caminho jurídico e administrativo para que esse reajuste se efetive, o mandato do vereador Toninho Vespoli acompanha de perto os desdobramentos dessa ADI, porém cabe a cada servidor observar suas particularidades e condições.
Na segunda-feira (16/03), às 18h, na Câmara Municipal será feita uma atividade para explicar melhor os desdobramentos da decisão e as ações que podem ser feitas. Porém, disponibilizamos dois requerimentos administrativos que podem/devem ser preenchidos e entregues para suas respectivas chefias imediatas como forma de mobilizar os servidores na conquista de seus direitos.

ATENÇÃO: este requerimento não garante automaticamente o reajuste inflacionário nem suas respectivas porcentagens. É apenas o início de um processo de luta pela correção dos reajustes.

Peça aqui o seu requerimento!

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Todo Apoio à Greve dos Petroleiros!

Todo Apoio à Greve dos Petroleiros!

Dia 1 de fevereiro estorou a greve dos petroleiros. O estopim foi a demissão arbitrária de centenas de funcionários de fábrica subsidiária da Petrobrás no Paraná. Mas as tensões que explodiram na greve já se acumulam de longa data. Hoje a greve já está em seu 18º dia e conta com o apoio de 21 mil trabalhadores em 120 unidades de produção. Por nos solidarizarmos com a luta da categoria, o Mandato do Vereador Toninho Vespoli declara todo apoio à Greve dos petroleiros!

A gestão bolsonarista da Petrobrás está descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), firmado entre o sindicato (Federação Única dos Petroleiros) e a administração pública. Os grevistas também se opõem ao neoliberalismo de Paulo Guedes. O ministro de Bolsonaro insiste na lógica financeirista da privatização da Petrobrás. Além disso, o ministro é culpado por dar continuidade a um dos maiores desastres da temerária gestão de Michel Temer: a paridade de preços internacionais, que força a venda de derivados do petróleo à lógica imperialista.

Mas como só a luta muda a vida, não é de se surpreender que a extrema direita esteja tentando travar a maior greve dos últimos tempos. Ontem, dia 17, o ministro Ives Gandra do TST (Tribunal Superior do Trabalho) emitiu decisão que tenta jogar a greve na ilegalidade, propondo o absurdo de 4,5 milhões de multa por dia de greve. O ministro é uma das figuras mais conservadores da história de nossos governos. Homofóbico, e a favor da precarização do trabalho, é também um fanático religioso membro da Opus Dei (organização minoritária reacionária da igreja católica).

Direito à greve é Direito Constitucional!

Decisão parecida do ministro já havia sido anulada pelo TST durante a greve dos caminhoneiros. Ou seja, Gandra nem ao menos respeita o histórico de decisões de seus colegas, se valendo, na verdade, de claro abuso de autoridade. É objetivo dele desmobilizar, o máximo possível, a luta dos trabalhadores. Através de defesas sem pé nem cabeça de princípios religiosos, o fanático Gandra pretende distorcer leis e poderes para que estas funcionem sempre para os ricos e poderosos (coisas, aliás, muito distintas das defendidas por Jesus Cristo).

Mas para além do fanatismo de alguns juristas, outros profissionais mais bem esclarecidos, como os da Associação Brasileira dos Juristas pela Democracia, ou os do Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital (GPTC) ligado à Universidade de São Paulo, explicam como o direito à greve é constitucional, e inviolável! Ou seja, qualquer decisão que viole esse direito é inconstitucional!

Já percebendo que não vai conseguir barrar a greve por vias jurídicas, o governo tenta sabotar a greve subornando funcionários que não aderirem às paralisações! Mas a mobilização é intensa, e os protestos devem perdurar, até que hajam mais conquistas na luta pelos direitos dos trabalhadores.

Bolsonaro quer dar a Petrobrás de presente à iniciativa privada internacional!

No centro da greve está a privatização da Petrobrás e a paridade de preços da estatal. O Governo Bolsonarista, insiste na lógica falha de estado mínimo e livre mercado. No fundo o que Bolsonaro quer fazer é dar de presente a Petrobrás para a iniciativa privada. Ao mesmo tempo, ele coloca os preços de derivados nacionais na lógica do imperialismo global. Esse tipo de estratégia tende a dar os lucros da estatal de mão beijada para grupos estrangeiros, além de encarecer os preços da gasolina, do diesel e do gás.

Apenas para se ter uma ideia de como a paridade internacional aumenta os preços dos botijões, unidades que dão continuidade à greve em Pernambuco estão vendendo botijões gás com os prováveis preços que eles teriam se respondessem apenas à demanda nacional. Os valores chegam a meros 35 reais o botijão! O preço é considerado justo pelos funcionários das fábricas. Nesta unidade eles aderiram à greve sem parar a produção de gás. Ao invés disso, estão praticando a autogestão dos meios de produção, se mantendo independentes de patrões!

Todo apoio à Greve dos petroleiros!

Além de permitir a venda de combustíveis mais baratos a estatização plena da Petrobrás, em conjunto com a autogestão das fábricas pelos seus trabalhadores, é o melhor caminho para uma transição para energias mais limpas. Se a gestão passar para a gestão privada, o lobby do petróleo e a lógica de preços do livre mercado tornariam impossível mudarmos a nossa matriz energética. Com o monopólio estatal seria possível, através do diálogo constante e democrático com a categoria, de maneira gradual, porém efetiva, treinar os trabalhadores da Petrobrás para atuarem na extração de energias renováveis.

Mas com o petróleo nas mãos de meia dúzia de bilionários, qualquer tipo de mudança de rumos visando o bem comum torna-se impossível. Além disso o lado dos trabalhadores é sempre o certo, e qualquer movimentação autônoma da categoria é justa. Não podemos continuar a aceitar a submissão de nossas empresas à lógica de preços comandada pelos carteis internacionais. A Petrobrás é nossa! Por isso o Mandato Popular do Vereador Toninho Vespoli declara seu apoio total à greve dos petroleiros. Ainda mais, torcemos para que a greve se espalhe para outras categorias. Que a luta dos trabalhadores e o movimento por autogestão se espalhe para todas as áreas e culminem em uma revolução popular e socialista!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

Faça parte da nossa rede

Quer ser um embaixador virutual e ajudar a educacão salvar vidas na cidade?
Venha conosco, inscreva-se e ajude a espalhar a campanha do Professor Toninho