Meio Ambiente

Até Joe Biden critica Bolsonaro

Até Joe Biden critica Bolsonaro

Entenda como a direita está destruindo o meio ambiente!

Um juiz carioca teve o bom senso necessário para suspender decisão de Ricardo Salles que acabaria com proteção de manguezais. É uma vitória, mesmo que pequena. Mas não deixa de ser impressionante e ultrajante pensar que uma medida como a de Salles fosse proposta para começo de conversa. E ainda pelo Ministro do Meio Ambiente, que deveria zelar pela natureza. A medida barrada acabaria com uma série de normas de proteção ambiental no manguezal, justamente no momento em que o mangue pega fogo! A gestão do meio ambiente tem sido tão absurda que até Joe Biden critica Bolsonaro! O candidato favorito para a presidência dos EUA, criticou gestão ambiental do Governo. Essa triste tendência a desrespeito ambiental tem se verificado em todas as agremiações de direita. O próprio Bruno Covas fez nada ou quase nada pela natureza em São Paulo.

A medida que Salles queria enfiar goela abaixo do Brasil extinguia dois dispositivos de proteção ambiental do Ministério do Meio Ambiente. As medidas tinham o papel fundamental de delimitar Áreas de Proteção Permanente (APPs) no manguezal. Especialistas em gestão ambiental dizem que estas são as únicas normas que dão proteção efetiva para os manguezais brasileiros. Ricardo Salles queria mesmo, como admitido em conversas vazadas, passar a boiada em normas de proteção ambiental brasileiras! Felizmente, advogados conseguiram barrar a decisão entrando na justiça.

O que acontece com os mangues é bem parecido com o que aconteceu na Amazônia em ___ deste ano: incêndios criminosos, ao que tudo indica iniciados por latifundiários ruralistas, ameaçam, dessa vez, o manguezal, um dos biomas mais ameaçados do Brasil, berço de vida e fundamental para o equilíbrio ambiental! Houve até quem previu que fumaça tóxica chegaria em São Paulo como resultado dos incêndios! Felizmente, isso não correu.

Biden critica gestão ambiental de Bolsonaro

A tentativa da gestão bolsonorista de destruir a natureza brasileira está dando o que falar até no exterior. Até Joe Biden critica Bolsonaro. Recentemente Biden ofereceu participar de esforço internacional para garantir verba de 20 bilhões de dólares pela preservação da Amazônia. Esse tipo de resposta é inédita, e fruto do descaso total de Bolsonaro com a situação ambiental do país. Ter esse valor oferecido deveria ser encarado como um atestado de incompetência. O próprio Brasil deveria ser capaz, por conta própria, de garantir uma proteção eficiente à nossa Mãe Natureza!

Ao invés de aproveitar a situação para fazer um mea culpa da catástrofe ambiental em seu governo, Bolsonaro preferiu, mais uma vez, insistir em teorias da conspiração. Para ele, a proposta de verba, não tem nada haver com a preocupação de destruição iminente da vida na Terra como consequência possível do aquecimento global. Para ele estaria certo destruir a Amazônia para criar soja e gado, e errado se preocupar com as consequências a longo prazo. E qualquer um que pense de forma diferente tem que estar interessado apenas em deslegitimar seu governo. Não à toa, várias denúncias já foram feitas na própria ONU acusando Bolsonaro de “ecocído”, crime contra a humanidade em que danos ambientais arriscam matar grandes números de pessoa.

Ninguém está elogiando os EUA

Não cabe aqui, também, querer achar que os EUA são bonzinhos nessa história. O país, logo na frente da China, é o maior poluidor do mundo, e tem feito muito pouco para reduzir suas queimas de combustíveis fósseis. Além disso, justamente por ser o país mais rico do mundo, é o que está em posição mais confortável para fazer as reformas necessárias. Um mínimo de malícia é, também, necessário: existem riquezas nos biomas brasileiros de valor comercial inestimável!

Até hoje, o Brasil preferiu destruir tudo para criar gado e soja (vendendo, diga-se de passagem, principalmente para os EUA e para a China). É plausível pensar que outros países possam se interessar nessas riquezas desperdiçadas. Mas a única razão para o Brasil estar nessa posição, para começo de conversa, é justamente devido à gestão ecocida de Bolsonaro. Não haveria porque o exterior oferecer essa ajuda se a gente fizesse nosso trabalho direito! De certa forma, a devastação de Bolsonaro está dando a Amazônia em uma bandeja de prata para outros países, oferecendo a narrativa perfeita de luta pela preservação ambiental! Criando situação em que até Joe Biden critica Bolsonaro. Permitindo que mesmo o futuro líder de um país com um péssimo histórico ambiental como os EUA, sejam críticos à gestão ambiental do Brasil!

Em São Paulo, o padrão se repete

Além dos desastres federais aqui em São Paulo, a preocupação com questões ambientais também é quase nula! Por exemplo, a gestão dele está querendo acabar com os muros verdes na cidade. Os muros verdes, na verdade, não seriam, por princípio, a melhor forma de compensar as emissões de gases do efeito estufa em São Paulo. Os corredores eram para ser medida de compensação ambiental de empresa construtora, que havia destruído 800 árvores na cidade. O corredor verde foi a medida “estilo Vila Madalena” que o, então refeito João Doria, aprovou para compensar essa destruição. Diversos especialistas na época falaram que o melhor seria, simplesmente, obrigar essa empresa a plantar árvores, pois os corredores verdes não são eficientes no sequestro de gás carbônico.

Apesar de não ser a melhor medida, pelo menos seria alguma coisa. Só que não. A construtora simplesmente se recusou a implementar e prover a manutenção dos corredores verdes. O abacaxi caiu no colo da prefeitura. Ao invés de obrigar a empresa cumprir com o compromisso, a gestão Covas assumiu os gastos… Até o dia em que nem isso ela quis mais fazer. Agora o tucanato quer extinguir completamente os corredores, em descaso total com o meio ambiente em São Paulo.

E as matas ciliares também são destruídas!

Não foi o único caso de descaso de Bruno Covas. O prefeito também desde que entrou se recusa a se preocupar com as matas ciliares de São Paulo; matas nas beiradas de rios, fundamentais para garantir o equilíbrio hídrico na cidade. Essas matas tem sido destruídas há bastante tempo, mas Covas não faz nada! Mesmo com vereadores na casa denunciando a destruição! Gilberto Natalini, por exemplo, é um vereador que denuncia a questão há anos! O Professor Vereador Toninho Vespoli é um dos poucos que fez coro a essas reclamações. Até agora, a devastação continua!

Seja na esfera federal, seja na esfera municipal, a direita está destruindo o meio ambiente! Não podemos deixar que continue assim! É preciso agirmos com força por uma revolução solidária capaz de colocar a natureza acima dos lucros!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

o que é racismo ambiental?

o que é racismo ambiental?

Aproveite o Dia do Meio ambiente para entender como as questões raciais estão inseridas na luta climática

Sabe o que é racismo ambiental? Ocorre quando as catástrofes ambientais atingem principalmente a população negra. Falta de saneamento, poluição de rios, surtos epidêmicos… Tudo isso atinge muito mais pessoas negras do que brancas! O termo tem ainda outro significado, que é quando lideranças falando sobre a luta pela mãe natureza, são cortadas dos debates por serem negras! Em tempos em que o mundo se revolta por assassinatos de pessoas negras como João Pedro, e George Floyd, é importante aproveitarmos hoje, o dia do meio ambiente, para entendermos porque a questão racial está presente inclusive na luta ambiental!

Foto de Tuca Vieira. O mundo dos pobres é também o mundo dos negros

Pessoas negras tem 62% mais chance de morrerem em decorrência da Covid-19

O termo racismo ambiental foi pensado pelo braço direito do Martin Luther King Jr., o Dr. Benjamin Franklin Chavis Jr. O que Benjamin percebeu é que as pessoas negras tinham muito mais chance de sofrerem com infecções de resíduos tóxicos. E desde então parte da comunidade ativista negra começou a perceber que o padrão se repetia para uma série de desastres ambientais. Pega por exemplo o coronavírus. Apesar de ser um vírus trazido por brancos vindos da Europa para o Brasil, a população negra paulistana, segundo dados da prefeitura, tem 62% mais chance de morrer que a branca devido à covid! 

Tão chocante quanto, é perceber que pessoas negras que falam de questões ambientais, são muito menos escutadas que pessoas brancas, independente de qualificações! Isso é, ainda, outra forma de racismo ambiental, porque reflete um preconceito da sociedade contra qualquer coisa falada por negros! É como se existisse uma barreira social invisível, que diz que para um ativismo ser válido precisa ser respaldado com a opinião de brancos. Caso particularmente chocante disso aconteceu no Fórum Econômico Mundial em Davos deste ano, a ativista e liderança negra ugandesa Vanessa Nakate, foi literalmente cortada de foto com outras eco-ativistas brancas (dentre elas a sueca Greta Thunberg), na publicação de um jornal estadunidense (Associated Press)

Em cima a versão publicada no jornal, embaixo a foto original

Quando pessoas negras lutam e morrem, a mídia se cala

Ou seja, pouco importa que Vanessa é uma ativista incrível que iniciou seu próprio movimento internacional pelo clima, a partir de inúmeros protestos na Uganda. Pouco importa saber que na Uganda, diferentemente de países como a Suécia, protestar pelo clima traz um risco imenso de prisão. Pouco importa pensar nas mazelas do aquecimento global para Vanessa e para seus conterrâneos ugandeses. Pouco importa porque são pessoas negras. E quando pessoas negras, gritam, lutam e morrem; a mídia, os jornalistas e a própria ONU se calam! 

Ocorre, também, racismo ambiental com outras lideranças que sejam parte de minorias étnicas, mas não afrodescentes. No Brasil, por exemplo, ocorre isso com a população indígena. Um nome muito difundido pela mídia, por exemplo, é o da ativista sueca Greta Thumberg. Mas muito menos mencionados são os esforços do ativista Raoni Metuktire (conhecido como Índio Raoni) pela preservação da natureza. O ativista nativo-brasileiro luta desde a década de 60 pela preservação das florestas. 

Os brancos são mais ouvidos do que os negros

Mas foi apenas após participar de conferência pelo clima em Paris, em que estava presente o cantor branco Gordon Matthew Thomas Sumner (mais conhecido como Sting) que Raoni foi reconhecido pela mídia mundial. Como se percebe o cantor Sting, apesar de ser muito menos qualificado que Raoni para tratar da luta ambiental, foi muito mais considerado pela mídia.

ativista Raoni na direita, cantor Sting na esquerda,

Não cabe aqui criticar Sting. Muito pelo contrário: o cantor tenta usar de sua fama para jogar luz sobre figuras da luta ambiental normalmente invizibilizadas. Mas não há dúvida que ele é muito mais ouvido por ser branco e rico.

Estamos passando por um período em que a sociedade enfrenta surtos de indignação contra o racismo e fascismo estruturais em nossa sociedade. Nesse dia do clima, não podemos nos esquecer de refletir sobre o que é o racismo ambiental, e como ele afeta o nosso mundo. Não podemos nos esquecer de Vanessa Nakate, do índio Raoni, do Dr Benjamin Franklin Chavis, de Sonia Guajajara, e de tantas outras lideranças negras e étnicas que lutam pela preservação de nossa Mãe Terra!

Vidas negras importam! E não podem ser esquecidas. 

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

Todo Apoio à Greve dos Petroleiros!

Todo Apoio à Greve dos Petroleiros!

Dia 1 de fevereiro estorou a greve dos petroleiros. O estopim foi a demissão arbitrária de centenas de funcionários de fábrica subsidiária da Petrobrás no Paraná. Mas as tensões que explodiram na greve já se acumulam de longa data. Hoje a greve já está em seu 18º dia e conta com o apoio de 21 mil trabalhadores em 120 unidades de produção. Por nos solidarizarmos com a luta da categoria, o Mandato do Vereador Toninho Vespoli declara todo apoio à Greve dos petroleiros!

A gestão bolsonarista da Petrobrás está descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), firmado entre o sindicato (Federação Única dos Petroleiros) e a administração pública. Os grevistas também se opõem ao neoliberalismo de Paulo Guedes. O ministro de Bolsonaro insiste na lógica financeirista da privatização da Petrobrás. Além disso, o ministro é culpado por dar continuidade a um dos maiores desastres da temerária gestão de Michel Temer: a paridade de preços internacionais, que força a venda de derivados do petróleo à lógica imperialista.

Mas como só a luta muda a vida, não é de se surpreender que a extrema direita esteja tentando travar a maior greve dos últimos tempos. Ontem, dia 17, o ministro Ives Gandra do TST (Tribunal Superior do Trabalho) emitiu decisão que tenta jogar a greve na ilegalidade, propondo o absurdo de 4,5 milhões de multa por dia de greve. O ministro é uma das figuras mais conservadores da história de nossos governos. Homofóbico, e a favor da precarização do trabalho, é também um fanático religioso membro da Opus Dei (organização minoritária reacionária da igreja católica).

Direito à greve é Direito Constitucional!

Decisão parecida do ministro já havia sido anulada pelo TST durante a greve dos caminhoneiros. Ou seja, Gandra nem ao menos respeita o histórico de decisões de seus colegas, se valendo, na verdade, de claro abuso de autoridade. É objetivo dele desmobilizar, o máximo possível, a luta dos trabalhadores. Através de defesas sem pé nem cabeça de princípios religiosos, o fanático Gandra pretende distorcer leis e poderes para que estas funcionem sempre para os ricos e poderosos (coisas, aliás, muito distintas das defendidas por Jesus Cristo).

Mas para além do fanatismo de alguns juristas, outros profissionais mais bem esclarecidos, como os da Associação Brasileira dos Juristas pela Democracia, ou os do Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital (GPTC) ligado à Universidade de São Paulo, explicam como o direito à greve é constitucional, e inviolável! Ou seja, qualquer decisão que viole esse direito é inconstitucional!

Já percebendo que não vai conseguir barrar a greve por vias jurídicas, o governo tenta sabotar a greve subornando funcionários que não aderirem às paralisações! Mas a mobilização é intensa, e os protestos devem perdurar, até que hajam mais conquistas na luta pelos direitos dos trabalhadores.

Bolsonaro quer dar a Petrobrás de presente à iniciativa privada internacional!

No centro da greve está a privatização da Petrobrás e a paridade de preços da estatal. O Governo Bolsonarista, insiste na lógica falha de estado mínimo e livre mercado. No fundo o que Bolsonaro quer fazer é dar de presente a Petrobrás para a iniciativa privada. Ao mesmo tempo, ele coloca os preços de derivados nacionais na lógica do imperialismo global. Esse tipo de estratégia tende a dar os lucros da estatal de mão beijada para grupos estrangeiros, além de encarecer os preços da gasolina, do diesel e do gás.

Apenas para se ter uma ideia de como a paridade internacional aumenta os preços dos botijões, unidades que dão continuidade à greve em Pernambuco estão vendendo botijões gás com os prováveis preços que eles teriam se respondessem apenas à demanda nacional. Os valores chegam a meros 35 reais o botijão! O preço é considerado justo pelos funcionários das fábricas. Nesta unidade eles aderiram à greve sem parar a produção de gás. Ao invés disso, estão praticando a autogestão dos meios de produção, se mantendo independentes de patrões!

Todo apoio à Greve dos petroleiros!

Além de permitir a venda de combustíveis mais baratos a estatização plena da Petrobrás, em conjunto com a autogestão das fábricas pelos seus trabalhadores, é o melhor caminho para uma transição para energias mais limpas. Se a gestão passar para a gestão privada, o lobby do petróleo e a lógica de preços do livre mercado tornariam impossível mudarmos a nossa matriz energética. Com o monopólio estatal seria possível, através do diálogo constante e democrático com a categoria, de maneira gradual, porém efetiva, treinar os trabalhadores da Petrobrás para atuarem na extração de energias renováveis.

Mas com o petróleo nas mãos de meia dúzia de bilionários, qualquer tipo de mudança de rumos visando o bem comum torna-se impossível. Além disso o lado dos trabalhadores é sempre o certo, e qualquer movimentação autônoma da categoria é justa. Não podemos continuar a aceitar a submissão de nossas empresas à lógica de preços comandada pelos carteis internacionais. A Petrobrás é nossa! Por isso o Mandato Popular do Vereador Toninho Vespoli declara seu apoio total à greve dos petroleiros. Ainda mais, torcemos para que a greve se espalhe para outras categorias. Que a luta dos trabalhadores e o movimento por autogestão se espalhe para todas as áreas e culminem em uma revolução popular e socialista!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

As Enchentes São Culpa do Covas!

As Enchentes São Culpa do Covas!

Entenda por que as enchentes são culpa do Covas!

Marginal Tietê alagada, 192 enchentes, 113 quedas de árvores, 13 desabamentos, e pelo menos uma pessoa morta! É assim que amanheceu a cidade de São Paulo. No meio do inferno aquático grande parte da mídia tradicional lança seus olhos aos céus acinzentados, buscando algum tipo de satisfação com São Pedro. A verdade, porém, é que as enchentes tem muito mais haver com ações humanas do que com castigos divinos. Se pararmos para analisar os dados, não resta dúvida alguma: as enchentes são culpa do Covas!

Os números não mentem. Bruno Covas usou apenas 30% do orçamento previsto em 2019 para lutar contra as enchentes. Ou seja, preferiu manter no cofre, sem qualquer justificativa, a maioria do dinheiro destinado para lidar com o problema. Não é como se as enchentes fossem algum fenômeno recente. Também em 2018 São Paulo teve de enfrentar outras enchentes terríveis! Ao invés de aprender com as deficiências do passado, nossa “gestão” prefere ficar estocando dinheiro!

Não dá para dizer que foi mera contenção de gastos. dos 19 piscinões contra enchentes que a prefeitura prometeu entregar, foram finalizados apenas 8! Menos da metade! Uma teoria é que talvez essa incompetência esteja relacionada com o fetiche privatista de Covas e Doria. Ocorre que é interesse de Covas terceirizar os piscinões de São Paulo! Ficaria mais simples realizar os piscinões quando eles já estivessem prontos para serem dados passados para a gestão privada. Teorias à parte, o fato é que o serviço não foi feito. As enchentes são culpa de Covas!









Covas usou MENOS DA METADE do orçamento para prevenção contra enchentes!










A ganância e as enchentes

Só para não dizer que a culpa é só do Covas, é interessante mencionar que João Doria, enquanto prefeito da cidade, também não quis fazer o seu trabalho: em 2018 realizou menos de 38% dos investimentos totais ligados a drenagem! Ou seja, quando o assunto é descaso com o povo paulistano, ninguém “ganha” do PSDB.

É lógico que se for para analisar o assunto no longo prazo, existe um problema maior, e sistêmico: a ocupação irresponsável da cidade de São Paulo. Ou seja, há anos gestões elitistas impermeabilizam o solo, e desviam os cursos dos rios, para dar lugar à especulação imobiliária e o asfaltamento da selva de pedra. Para além disso, são décadas de expulsão da população mais pobres para áreas cada vez mais afastadas, e suscetíveis a deslizamentos e alagamentos. Por fim, há também o agravamento do aquecimento global que, como especialistas já previam, está causando um aumento nas enchentes em várias partes do mundo.

Mas apesar das causas sistêmicas, no nível local, qualquer prefeito que se preze precisa agir conforme os seus poderes. A Câmara Municipal aprovou uma verba para lidar com as enchentes, justamente por entender ser um problema urgente. Bruno Covas desrespeitou o orçamento, desrespeitou a Câmara e desrespeitou o povo paulistano. Tanto desrespeito não permite outra conclusão: as enchentes são culpa do Covas!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

Faça parte da nossa rede

Quer ser um embaixador virutual e ajudar a educacão salvar vidas na cidade?
Venha conosco, inscreva-se e ajude a espalhar a campanha do Professor Toninho