Mobilidade

A bicicleta e a Zona Leste de SP

A bicicleta e a Zona Leste de SP

Em São Paulo, prefeitura só quer ciclistas no centro. Entenda melhor

Por Márcia Fernog, ativista do Bike Zona Leste

A Zona Leste agoniza em termos de mobilidade. Entramos em 2020 com os mesmos problemas de sempre. É raro emprego perto de casa, ir ao trabalho a pé seria uma dádiva. Privilégio de poucos… O metrô e os trens lotados. Se for de ônibus, muitos bairros só se conectam com o centro até o Terminal Parque Dom Pedro e para chegar ao destino, tem que pegar outro ônibus e encarar mais filas, mais aperto, mais trânsito. Se vai de carro, é um tempão parado na Radial, Marginal, Celso Garcia, Salim, não importa o caminho…

A cidade, entre 2014-2016, teve um importante investimento em infraestrutura cicloviária, deixou São Paulo mais cosmopolita, mais sustentável, mais saudável, mais ciclável. Cada vez mais ciclovias nascendo em várias partes da cidade e enchendo de esperança de uma mobilidade mais ativa, mais opções de ir ao trabalho, de estudar, chegar com mais disposição, mais energia, afinal, pedalar é uma delícia.

Márcia Fernog é cicloativista da Zona Leste de São Paulo

Acabou 2016. Eixo centro-oeste ficou bem bacana. Alguns trechos precisam de ajustes, tempo semafórico maior, cruzamentos com sinalização adequada, para garantir a segurança do ciclista. Maravilhosas as ciclovias da Paulista e da Faria Lima! Legal pedalar nesses lugares, muito bom, excelente!

Peraí, e saindo mais para o fundo, para as franjas da cidade? Tivemos essa mesma atenção, esse mesmo investimento? Zona Norte, Zona Sul, Zona Leste? No mapa cicloviário pode-se ver o centro expandido bem colorido, parece que tudo só acontece lá! Já na periferia, não é bem assim não… A ZL é a única região sem conexão com o centro e a que tem o menor índice de conectividade: 52% das nossas ciclovias não são conectadas com terminais, estações, escolas, não temos conexão com o resto da cidade. 

As poucas ciclovias que temos não receberam manutenção, estão apagando, foram vandalizadas (a ciclovia de Ermelino segue com pixo há mais de um ano). São as nossas ciclovias que mais sofrem pedidos de retirada por comerciantes e vereadores. Quem pedala na ciclovia da Radial, no trecho Carrão-Penha corre risco de ser assaltado ou morto. Mato, escuridão e clausura são os problemas que o ciclista enfrenta ali.

Ciclofaixa vandalizada com piche. As pouca estrutura para ciclistas na ZL não recebe manutenção

A atual gestão levou 3 anos e meio conversando, fazendo audiências, planejando a implantação de 173 km de novas ciclovias e manutenção de mais de 300 km das existentes. Mais uma vez, a implantação de novos trechos está acontecendo primeiro no eixo centro-oeste. Manutenção, as poucas que se iniciaram na Leste são em locais onde os vereadores insistem em retira-las. Será que retornarão após a manutenção? Nenhum aviso, comunicação zero da prefeitura. 

Seguimos sem mudanças. Sem conexão. Sem segurança. Quem usa a bicicleta na ZL pede atenção. Queremos que a bicicleta tenha seu espaço em toda a cidade, tenha uma rede que conecta amizades, alegrias, fluidez, saúde, bem-estar, praticidade, mobilidade. Queremos equidade!

Este é um texto de opinião de um(a) autor(a) convidado(a). As opiniões aqui presentes não necessariamente refletem as visões do vereador Toninho Vespoli, ou de sua equipe

Marcia Fernog

Marcia Fernog

Marcia Fernog é cicloativista,designer de moda e mãe. Atualmente compõe o coletivo Bike Zona Leste

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Os Rios Não São os Inimigos

As enchentes são um problema público, e deveriam ser resolvidos pela sociedade. Soluções paliativas como piscinões ou drenos, são insuficientes para resolver a crise de enchentes. Algumas cidades, ao redor do mundo, sugerem ideias mais eficientes. E mesmo São Paulo já teve planos de soluções mais estruturais. A verdade, é que quando o assunto é enchentes, nem as chuvas nem os rios são os inimigos.

Soluções ao redor do mundo

A Nørrebro, Copenhague, uma das cidades mais ameaçadas por enchentes do mundo, está com um projeto de troca do concreto utilizados em asfalto e calçadas, por um novo tipo poroso, capaz de permitir a penetração da água das chuvas.

Apesar da tecnologia ter tido um alto custo para ser desenvolvida, a implantação do concreto é relativamente barata. Tecnologia, inspirada na do país nórdico poderia ser implementada nas ruas de São Paulo.

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Projeto de concreto permeável em Nørrebro, Copenhague

A cidade americana de Hoboken, outra que também enfrenta graves enchentes, está colocando em curso um projeto para combater deslizamentos e desmoronamentos. A cidade montanhosa enfrenta regularmente desmoronamentos, que colocam em risco as vidas, principalmente das populações mais pobres.

Para enfrentar a crise, além de investir em mais áreas verdes e permeáveis, a cidade está implementando um ambicioso projeto para aumentar a resistência das áreas de encostos e morros. Soluções semelhantes poderiam, em conjunto com um robusto investimento em moradias populares, ser implementadas para resguardar as populações das favelas de São Paulo

A cidade de Nova York, é outra que está apostando no aumento da áreas verdes para combater enchentes. A coisa é bem simples: quando uma área é impermeabilizada ela deixa de absorver a água da chuva. Assim, as enchentes se tornam mais comum. Para combater as enchentes é necessário retirar o asfalto de algumas áreas, e substituir por gramados e árvores. De quebra, ao final, ainda se tem lindos parques!

O parque do Tietê: os rios não são os inimigos!

São inúmeros esforços ao redor do mundo para combater as enchentes. Mas talvez alguns questionem que essas soluções não estão adaptadas à realidade de São Paulo. Mas existe um plano bem desenvolvido em São Paulo para combater enchentes e revitalizar as margens do Rio Tietê. E mais: um plano assinado pelo brilhante arquiteto Oscar Niemeyer. 

O plano, que é de 1986, apesar de necessitar atualizações para lidar com os últimos ataques contra os rios em São Paulo, permanece relevante. O projeto, barrado pela a influência de ricos empresários que teriam prédios desapropriados, criaria o parque do Tietê. Seria uma extensão de 18 quilômetros de área verde seguindo a margem do rio, e que permitiriam a absorção de água pela terra. O projeto prevê, ainda, a construção de unidades de moradia popular ao longo do rio, e a criação de um centro cívico, em que os moradores da orla poderiam participar da gestão do parque. 

Em momentos com enchentes tão graves, o projeto tem que ser revisitado. Alguns talvez achem que seria muito caro, mas todo o ano gastamos quase 1 bilhão de reais para projetos paliativos de contenção de enchentes. Isso para não falar dos mais de 13 bilhões de reais que a prefeitura acumulou em caixa (com fins claramente eleitoreiros).

Dinheiro tem. A questão é qual projeto de cidade escolher. Uma cidade de carros, viadutos e asfaltos, ou uma cidade de vida e de pessoas.

Este texto faz parte de uma série sobre as enchentes. Para conhecer sobre como chegamos no extremo em que estamos, leia a parte 1 da matéria.
Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Na cidade de pedra os rios são asfalto

A esquerda paulista e a urgência de um novo tempo

Entenda a origem das enchentes em São Paulo

As enchentes são problema de longa data em São Paulo. Isso não significa, evidentemente, que a inação quase total de algumas gestões não piorem o problema, tornando-os corresponsáveis dele. Mas é importante pensar, de um ponto de vista mais estrutural como o problema veio a ser. A resposta curta: com o asfaltamento, na cidade de pedra, os rios são asfalto

Como pode ser entendido no livro e tese de mestrado Na Trilha de Macunaíma, de Célio Turino, os alagamentos em São Paulo não são por acaso. Fazem mais de 100 anos que impermeabilizamos nossos solos, confinamos nossos rios e ocupamos as áreas de várzea. Na realidade, enchentes tão constantes não são acidente. Mas a consequência de um projeto político. 

Desde quando começou a ocupação da cidade a elite de São Paulo se propôs a aniquilar os rios. Eram 300 rios, riachos e cursos d’água na cidade. A maior parte deles foi enterrada, canalizada ou simplesmente destruída.

O rio Pinheiros é, talvez, a mostra mais clara da guerra aos rios. Outrora sinuoso e curvo ele costumava inundar grandes áreas de terra durante as cheias. O trajeto do Rio o desacelerava, e fazia que em períodos de chuva as águas demorassem a chegar no ponto de várzea. Assim, ao invés de enchentes haviam cheias. O rio expandia e retraia as suas margens em um processo natural, previsível e manejável.

Na cidade de pedra, os rios são asfalto

As gestões passadas optaram por tentar “corrigir” o rio. Se fazendo de deuses sobre a terra, quiseram domar a natureza. Arretaram o rio, transformando vários trechos em córregos subterrâneos. O trajeto reto e veloz que as águas percorrem, em um espaço muito reduzido, fizeram das enchentes uma realidade comum em nossa cidade de pedra. Acelera São Paulo. A solução não funcionou para os nossos rios.

Como era o Rio Pinheiros antes de ser destruído

Ao longo das últimas décadas o processo de impermeabilização e invasão das áreas de várzea se intensificou. E com estímulo do poder público! Em 1929 as enchentes já eram algo comum. Sendo constantes as inundações, principalmente nos começos de ano.

Ao invés de buscar formas de reduzir a impermeabilização das áreas de várzea, as últimas prefeituras optaram por fazer obras faraônicas de contenção, chamadas piscinões. A ideia é basicamente cavar imensos buracos de concreto, com o objetivo de armazenar a água da chuva. Não funcionou. E no meio de tanta incompetência, no fim quem mais sofre é a população pobre de São Paulo, que tem que sobreviver aos escombros da selva de pedra.

Este texto é parte de uma série sobre enchentes em São Paulo. Para entender como resolver os alagamentos leia a parte 2 da serie.
Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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As Enchentes São Culpa do Covas!

As Enchentes São Culpa do Covas!

Entenda por que as enchentes são culpa do Covas!

Marginal Tietê alagada, 192 enchentes, 113 quedas de árvores, 13 desabamentos, e pelo menos uma pessoa morta! É assim que amanheceu a cidade de São Paulo. No meio do inferno aquático grande parte da mídia tradicional lança seus olhos aos céus acinzentados, buscando algum tipo de satisfação com São Pedro. A verdade, porém, é que as enchentes tem muito mais haver com ações humanas do que com castigos divinos. Se pararmos para analisar os dados, não resta dúvida alguma: as enchentes são culpa do Covas!

Os números não mentem. Bruno Covas usou apenas 30% do orçamento previsto em 2019 para lutar contra as enchentes. Ou seja, preferiu manter no cofre, sem qualquer justificativa, a maioria do dinheiro destinado para lidar com o problema. Não é como se as enchentes fossem algum fenômeno recente. Também em 2018 São Paulo teve de enfrentar outras enchentes terríveis! Ao invés de aprender com as deficiências do passado, nossa “gestão” prefere ficar estocando dinheiro!

Não dá para dizer que foi mera contenção de gastos. dos 19 piscinões contra enchentes que a prefeitura prometeu entregar, foram finalizados apenas 8! Menos da metade! Uma teoria é que talvez essa incompetência esteja relacionada com o fetiche privatista de Covas e Doria. Ocorre que é interesse de Covas terceirizar os piscinões de São Paulo! Ficaria mais simples realizar os piscinões quando eles já estivessem prontos para serem dados passados para a gestão privada. Teorias à parte, o fato é que o serviço não foi feito. As enchentes são culpa de Covas!









Covas usou MENOS DA METADE do orçamento para prevenção contra enchentes!










A ganância e as enchentes

Só para não dizer que a culpa é só do Covas, é interessante mencionar que João Doria, enquanto prefeito da cidade, também não quis fazer o seu trabalho: em 2018 realizou menos de 38% dos investimentos totais ligados a drenagem! Ou seja, quando o assunto é descaso com o povo paulistano, ninguém “ganha” do PSDB.

É lógico que se for para analisar o assunto no longo prazo, existe um problema maior, e sistêmico: a ocupação irresponsável da cidade de São Paulo. Ou seja, há anos gestões elitistas impermeabilizam o solo, e desviam os cursos dos rios, para dar lugar à especulação imobiliária e o asfaltamento da selva de pedra. Para além disso, são décadas de expulsão da população mais pobres para áreas cada vez mais afastadas, e suscetíveis a deslizamentos e alagamentos. Por fim, há também o agravamento do aquecimento global que, como especialistas já previam, está causando um aumento nas enchentes em várias partes do mundo.

Mas apesar das causas sistêmicas, no nível local, qualquer prefeito que se preze precisa agir conforme os seus poderes. A Câmara Municipal aprovou uma verba para lidar com as enchentes, justamente por entender ser um problema urgente. Bruno Covas desrespeitou o orçamento, desrespeitou a Câmara e desrespeitou o povo paulistano. Tanto desrespeito não permite outra conclusão: as enchentes são culpa do Covas!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Informações importante aos tios e tias

A saga anual dos transportadores escolar: Informações importante aos tios e tias

Se tem uma categoria que não tem descanso ao final do ano, é a do transportador escolar; entra ano sai ano,não sabem o que os governos de plantão vão fazer, mudanças, portarias, leis etc; sobretudo em tempos de enorme instabilidade política/econômica que caracterizam os tempos atuais. Nesse período desafiador, resumimos algumas informações importante aos tios e tias

Uma política pública que é fundamental no acesso,presença e continuidade das crianças na escola,contribuindo mesmo para o seu aprendizado;é hoje tratada como algo sem importância devida,irrelevante, podendo mesmo ser suprimida,o que nos parece o desejo dos atuais gestores desta cidade;ao menos com relação ao senhor secretário da educação, Bruno Caetano nós não temos dúvida.

As “maldades” da secretaria de educação parece não ter fim;e atualmente à fazem de forma organizada e orquestrada;contra um projeto(TEG) que é referência em termos de política pública. Basta observarmos a questão das transferências e as quedas das barreiras que estão sendo feitas desde Setembro passado.Foram feitas. Reuniões em todas delegacias de ensino e na maioria das EMEIS e EMEFS pressionando os diretores à derrubarem barreiras e forçarem transferências, tendo como método,a mentira,dados falsos,pressões e ameaças, o resultado disto tudo, e que estamos vivenciando agora ,são um contingente muito grande de crianças sem o transporte escolar e tios e tias desesperados tentando se sustentar na atividade que escolheram como trabalho

E agora? O que Fazer? Para onde caminhar?

Primeiro é importante considerarmos que aqui na Câmara a resistência ao descaso com o TEG é grande,nosso mandato não tem medido esforços para levantar bem alto a bandeira do transporte escolar público e gratuito e assim continuaremos este ano!;a aprovação do orçamento do TEG é uma prova do que estamos falando,bem como o fechamento do CRM no final do ano; onde nossa articulação foi decisiva. o transporte escolar faz parte das nossas ações políticas no dia a dia,ficamos de olho no DTP inspeções,relação com transporte e educação,pagamentos Etc. Etc…









Para que haja mudança, é fundamental unirmos forças na luta pelo TEG!











Mas é urgente que consigamos pôr um fim à toda essa instabilidade por que passam tios e tias de uma vez por todas.Fazer valer a lei e garantir a estabilidade/permanência do transporte escolar com regras claras e precisas garantindo um transporte escolar público,gratuito e de qualidade para as crianças e pagamento justo para os transportadores.

Assim caminhamos para tomar algumas decisões que é fundamental que a categoria tome conhecimento,apoie e participe

Como participar? Informações importante aos tios e tias:

Vamos lá:

  • Participação em todas as reuniões da comissão de transporte e educação que ocorrem semanalmente na câmara.
  • Levar ao plenário da Câmara regularmente assuntos relacionados ao transporte escolar
  • Construção no gabinete,de uma “Central”,com telefone e acesso à internet onde tios e tias possam reclamar/frequentar sobre os problemas do cotidiano do trabalho
  • Colocar urgente em votação o substitutivo de nossa autoria que reduz a quilometragem para 1500 metros e redefine as regras de transferências.
  • Construção da frente parlamentar em defesa do transportador escolar na Câmara municipal e na Assembleia Legislativa.
  • Construção do Fórum Permanente das Cooperativas Escolares com calendário mensal na Câmara
  • Informar quinzenalmente via redes sociais tudo o que está acontecendo que interesse à categoria
  • Informar que somos o único gabinete que colocamos um companheiro à disposição integral da categoria. Francisco Barciela (Chicão) telefone 99581-8543/ 96769-2563

Por fim o mais importante de tudo. A união de todos, sem isto não conquistaremos nada; se olharmos para trás vamos ver que nossos melhores resultados foram frutos de grandes manifestações/mobilizações. Derrotamos Russomano e suas ideia de girico com relação às cadeirinhas; ocupamos a secretaria de educação e colocamos um fim ao sorteio/loteria do Doria,arrancamos vários aumentos no governo do Haddad tranquilão. Não é pouco o que fizemos em um curto espaço de tempo;fazendo com que a categoria fosse conhecida e respeitada; portanto não duvidem do que este milhares de tios e tias são capazes.

Francisco Barciela

Francisco Barciela

Francisco Barciela é membro de cooperativa de transporte escolar, agrônomo e ativista do Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli

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porque a Linha 15-Prata é um erro​

Entenda porque a zona leste virou experimento para a privatização

Desde sua inauguração, transporte inédito acumula atrasos e uma série de falhas

Em nenhum lugar do mundo, a não ser na cidade de São Paulo, o monotrilho é utilizado como meio de transporte de alta capacidade. No entanto, esse pioneirismo não vem acompanhado de um pleno funcionamento. Pelo contrário, desde sua inauguração em 2014, a linha Linha 15 – Prata, que liga Vila Prudente até São Mateus, coleciona atrasos, falhas e acidentes. 

Diariamente, usuários enfrentam velocidade reduzida, troca de trens, grandes intervalos entre viagens, e pra piorar, a superlotação com a inauguração de novas estações. 

Há um ano, dois trens se chocaram próximo à estação Sapopemba. Em 2016, um trem prosseguiu viagem com as portas abertas na estação Oratório.  Agora, em 2020, a linha liderou o ranking de problemas em janeiro. Em 28 dias, ela teve operação normal somente em 76,4% do tempo, ou seja, a cada quatro horas de funcionamento, uma foi atípica. Aliás, são raros os fins de semana em que a linha não opera em horário reduzido. Geralmente a partir de quinta-feira começam a surgir placas de chão com o seguinte aviso: “Estação fechada no domingo até às 14h. Motivo: testes operacionais”. É isso que ocorre quando tentam vender São Paulo

Barato que sai caro…

Não é a única justificativa, mas o Metrô não possui expertise suficiente para operar a nova tecnologia. Um dos vilões dos funcionários da linha é o equipamento chamado “Finger Plate”, uma placa metálica afixada a cada quatro vigas para evitar dilatação do concreto sem que isso prejudique os pneus do monotrilho. Com as viagens, os parafusos que prendem essa estrutura se soltam. Mas por que o governo estadual resolveu investir em algo desconhecido até então? 

O projeto da Linha 15-Prata saiu dos papéis durante o governo tucano de José Serra em 2009. A promessa era que esse tipo de modal teria custo inferior e menor tempo de implementação comparado a uma nova linha de Metrô. Os olhos poderiam até brilhar só de pensar que tal economia viabilizaria um trajeto mais rápido entre Vila Prudente e Cidade Tiradentes. 

De início, foi anunciado o valor de investimento de R$ 2,8 bilhões, já que evitaria desapropriações, por exemplo. A conclusão de toda obra (até Cidade Tiradentes) deveria ocorrer em 2012, com a entrega de 17 novas estações com 23,8 km de extensão. Na prática, nada disso aconteceu.

Hoje, o valor total gasto chega a quase R$ 5,5 bilhoes. A data de entrega da linha  já foi adiada várias vezes, já que as obras foram interrompidas de tempos em tempos. Em 2014, engenheiros “descobriram” galerias de águas de um córrego embaixo da avenida paralela ao monotrilho. Em 2018, uma empresa contratada para realizar serviços hidráulicos abandonou o trabalho e as obras ficaram paradas por oito meses. E por aí vai…









No monotrilho, 2,8 bilhões viraram 5,2 bilhões. O preço aumenta, a qualidade diminui.













As primeiras duas estações, Oratório e Vila Prudente, ficaram prontas em 2014 com funcionamento parcial. Só em 2016, tiveram o horário estendido entre as 4h às 0h. Ou seja, após cinco anos do início das obras em 2009 foram construídos apenas 2,9 km. Após dois anos, em 2018, foram abertas quatro estações: São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói e Vila União. Ano eleitoral! 

Finalmente em 2019, foram inauguradas Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus. No data da abertura, o governador João Doria de olho na eleição presidencial anunciou  que a linha chegará à Cidade Tiradentes até dezembro de 2022. Dez anos após a previsão inicial. Deveríamos acreditar? 

Feita para ser privatizada

Sob gestões tucanas, reconhecidas pela sua saga privatista, o monotrilho foi construído como modelo de negócio. O sistema exige a contratação de poucos funcionários, o que seria um atrativo para sua concessão. Já em 2016, o governo Alckmin anunciou o interesse na privatização, o que não aconteceu.  

Em março de 2019, o Consórcio ViaMobilidade – Linha 15, formado pela CCR e pela RuasInvest Participações, venceu a licitação com uma oferta  de lance de R$ 160 milhões, mas foi impedida pela Justiça após ação do Sindicato dos Metroviários. Ainda bem! O grupo, o único a participar do leilão, arrematou por apenas 3% dos R$ 5 bilhões já gastos pelo governo. Preço de banana. A operação e manutenção ficaria sob sua responsabilidade por 20 anos. O grupo está à frente de duas linhas em operação – a 4-Amarela e a 5-Lilás. 

A alegria dos empresários durou pouco. Em novembro de 2019, a Justiça determinou a anulação da concessão acatando os argumentos dos metroviários.  O juiz Kenichi Koyama, da 11ª Vara da Fazenda Pública do TJSP – Tribunal de Justiça de São Paulo acatou o argumentos dos metroviários de que a licitação não teve autorização da Alesp – Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e que o modelo de contrato impossibilita a expansão da linha com uma nova licitação como manda a lei. O Sindicato também criticou na ação a cláusula que prevê remuneração fixa de R$ 1,70 por passageiro transportado à concessionária. Com atualização do valor, o Governo do Estado arcaria com eventuais prejuízos.








No monotrilho serão 405 mil passageiros por dia. Tragédia anunciada?












Monotrilho: porque a Linha 15-Prata é um erro

A demanda estimada para a linha 15 pronta é superior a 405 mil passageiros por dia, o que lhe dará o título de maior monotrilho do mundo. No entanto, com tantas falhas, atrasos e acidentes é questionável a capacidade do monotrilho em comportar a região leste de São Paulo, a mais populosa da cidade.

Como falado no início do texto, após a abertura das estações Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus em horário integral – das 4h40 à meia-noite – os trens estão cada vez mais lotados, obrigando o usuário a esperar até cinco composições para conseguir embarcar. A Secretaria Estadual de Transporte chegou a afirmar que foi previsto o aumento de demanda com a abertura das estações e de que na Vila Prudente há o desligamento de escadas rolantes como “estratégias operacionais”, fato muito criticado com quem usa a linha. 

De acordo com reportagem do jornal Agora, os ônibus que fazem o percurso da linha 15 estão esvaziando. Obviamente, qualquer avanço em transporte público é bom e necessário. O trajeto pode até ficar menos demorado, mas a superlotação é um grande problema, visto que as obras sequer terminaram. 

Prevendo esses riscos que agora acontecem com a linha, em parceria com o Sindicato dos Metroviários, o vereador Toninho Vespoli (PSOL) enviou uma representação ao Ministério Público Estadual em março de 2019, que solicitava medida cautelar quanto a segurança do monotrilho. O inquérito está  aberto pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público.

Até o momento fica evidente que o investimento em metrô convencional seria o mais prudente para o trecho Vila Prudente e Cidade Tiradentes. Para o bem dos usuários, o governo estadual terá que cumprir os prazos de entrega e se responsabilizar pelas más escolhas. Já a Companhia do Metrô terá que aprender com os próprios erros para que a linha do monotrilho possa operar plenamente. 

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi é Jornalista pela PUC-SP. Atualmente, trabalha como assessora de comunicação do Mandato Popular do Vereador Toninho Vespoli

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Assembleias e Conselhos Populares já!

Por Celio Turino

Texto publicado originalmente dia 21 de Junho de 2013, às 16:06 horas na Revista Fórum

O texto de Célio Turino foi escrito em meio às jornadas de junho de 2013. Desde lá o historiador já percebia a ameaça de golpes na América Latina, com participação direta dos Estados Unidos. Já era possível vislumbrar a ameaça fascista que se formava, e o imenso vácuo político, que viria a ser mais tarde preenchido por uma extrema direita reacionária. Mas acima de tudo, percebia-se como imperativo histórico a necessidade da esquerda de dar razão ao descontentamento da sociedade em nome de um programa verdadeiramente revolucionário.

Antes que seja tarde, é preciso dar vazão ao sentimento da Multidão.

Houve a reivindicação unificadora pela revogação do aumento na tarifa do transporte, os protestos, a repressão, o povo que não se intimidou, as bandeiras difusas expressas pelo ativismo autoral, a horizontalidade, o desejo de mudança, a cultura de paz, a auto-organização em manifestações pacíficas…; a raiva incontida, a classe dirigente de costas para o povo, os partidos políticos atônitos, as prioridades duvidosas, os serviços públicos mal prestados, os desvios de recursos…; mais raiva, mais gente nas ruas, agora abrindo espaço para provocadores, aproveitadores e fascistas. E mais raiva!

Deixaram que isso acontecesse. Quem está nos governos (todos os governos) não conseguiu perceber a situação, foi arrogante e ignorante ao mesmo tempo. Não deram ouvidos e continuam não escutando. Dos parlamentares, nem se fala. Quanto aos movimentos sociais, tentam entender o que está acontecendo e se reconectar com o povo e, quem sabe, ainda haja tempo para que o façam. E o povo na rua, com suas bandeiras difusas, sua revolta, sua raiva.

O que fazer?

Ouvir, escutar, canalizar, resolver. Se rapidamente (o quanto antes, pois os dias no Brasil estão correndo em velocidade de décadas) os que estão nos governos conseguirem interpretar esta insatisfação e atendê-la, ao menos mostrando um horizonte diferente, ótimo. Mas talvez não tenham mais capacidade de fazê-lo; em nome de uma governabilidade oportunista perderam a conexão com o povo e isto é fatal. Alguns tramam por golpe, uma mudança autoritária, seja de carater clássico e fascista ou em novas formas. Esta é uma hipótese real, que pode ser constatada com a ação de provocadores nas manifestações, na manipulação das polícias estaduais, que ora reprimem de forma desmesurada e ora desaparecem, provocando caos e o terror em ambas situações; há também a alteração na embaixada norteamericana no Brasil, fato que não pode passar despercebido, pois a nova embaixadora também estava no Paraguai, quando do golpe contra o presidente Lugo. E há o povo, com seu desejo de mudança, sua festa, suas cores e sua força. Agora cabe escolher com coragem e clareza de que lado estar.

Este é um tempo em que não podemos nos omitir e, da mesma forma que defendemos a democracia, temos que defender a mudança. E estar ao lado do povo, não acima nem abaixo, simplesmente ao lado, caminhando junto, por uma solução comum e democrática. Quem não perceber esse momento será tragado pela Multidão, não resta dúvida, e se aqueles que deveriam estar ao lado do povo não conseguirem cumprir o seu papel, outros o farão; que não sejam os fascistas e reacionários, que não seja a manipulação midiática, nem os golpistas de olho no pré-sal e em outras riquezas mil. Em uma situação de quase descontrole é momento de parar e refletir. Mas temos que fazer isso já e junto com o povo, não fora. As manifestações do dia 20 de junho demonstraram que a população segue insatisfeita e que não vai parar de ir às ruas, pois quer muito mais que a redução da tarifa no transporte. Porém, continuar saindo às ruas em revolta difusa só abrirá espaço para manipuladores. Daí a necessidade de um caminho que canalize toda essa energia em um programa mínimo.

Como fazer?

Ao invés de manifestações e marchas de rua, Assembleias Populares, em locais adequados para o debate com a Multidão, seja em estádios ou praças cívicas. E com método. É preciso restabelecer acordos de convivência entre a Multidão, movimentos sociais organizados e partidos políticos populares. Se cada parte ceder um pouco isso será possível, pois o povo já aprendeu que unido e em paz consegue muito mais que em disputa entre si. E em caso de provocadores, isolá-los. Como método preparatório, devemos lançar mão de exercícios de convivência e paz, realizados no mesmo local, em grupos (certamente poderemos contar com muitos bons voluntários), antecedendo a Assembleia. E ir com espírito aberto, sabendo escutar, orientar e ceder. Se em uma única assembleia não for possível para unificar a pauta, façamos outras, até a construção de consensos mínimos, que permitam a formação de Conselhos Populares, seja por bairros, municípios ou nação.

O Rio de Janeiro já deu o primeiro passo e dia 24 de junho será realizada a primeira Assembleia Popular da cidade (na sequência publico o vídeo-convocatória, preparado por Alessandra Stropp), cabe às outras cidades fazer o mesmo (em São Paulo poderia ser no Sambódromo ou no estádio do Pacaembu).

E assim, com paciência, clareza e coragem, faremos brotar um Brasil como nunca se viu! E que seja justo, democrático, tolerante e diverso.

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