Na imprensa

Bolsonaro lambe as botas do centrão!

Bolsonaro lambe as botas do centrão!

O hipócrita do Bolsonaro agora corre atrás do apoio do centrão. Entenda porque:

Na mira do impeachment, Bolsonaro corre atrás de apoio do centrão. Não precisa ser inimigo político do presidente pra entender que ele mais do que merece ser tirado do cargo. Da saudação dele à bandeira dos Estados Unidos (crime de lesa-pátria), à obstrução da justiça em inúmeros casos na polícia federal (crime de responsabilidade), às suas cotidianas defesas da ditadura (atentado contra as instituições democráticas) não faltam ofensas capazes de justificarem o impeachment do cara. Mas o rato de presidente ainda tem uma última carta na manga: em crise, Bolsonaro lambe as botas do centrão!

A ironia cobra, cedo ou tarde. Apesar de ter construído uma campanha para presidente baseada em ataques ao centrão do congresso, o Bolsonaro, agora, para tentar se manter no poder, distribui cargos entre partidos do centrão, como o PP, PL e o REPUBLICANOS. Além disso, já está articulando para apoiar Arthur Lira (PP) mas eleições para presidente da Câmara dos deputados em 2021. A razão é bastante evidente: está tentando comprar apoio contra um eventual processo de impeachment.

Centrão também não presta!

Não se trata aqui de querer defender o centrão: eles são algo vil na política. Se vendem para quem paga mais, além de estarem amarrados da cabeça aos pés com interesses de grandes bancos, latifundiários pecuaristas e mega empresas (ou seja, tudo o que não presta). Agora, ficar se fazendo de diferentão enquanto costura nos bastidores alianças com o que há de pior na política não é apenas hipocrisia, é também estelionato eleitoral!

O correto seria, ao invés do Bolsonaro lambe as botas do centrão, termos lideranças capazes de firmar pactos não com o centrão, mas também não com banqueiros como o ministro da economia Paulo Guedes, ou com a bancada agrária e os mega acionistas ligados à campanha do Bozo. O correto seria, ao invés, termos pactos com a população. Governos ativistas com protestos, greves, denúncia e transparência. Em suma, governos com aquilo que o Bolsonaro mais despreza: a democracia.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Regina Duarte Reginou

Regina Duarte Reginou

A Regina parece ter mais medo de fantasmas do que de um presidente fascista

Já ouviram falar que alguém “reginou”? O termo se refere à própria secretária da cultura, Regina Duarte. A ex-atriz ficou famosa ao fazer declarações defendendo líderes de extrema direita, dizendo ter medo do bicho papão do socialismo. Mais recentemente ela manchou completamente o seu legado de atriz ao virar secretária da cultura do presidente Bolsonaro. Durante a sua gestão tem tentado passar pano para os absurdos da ditadura militar, enquanto defende os desmandos da gestão Bolsonaro. Não surpreende tanto: a Regina Duarte Reginou.

Ontem mesmo, em entrevista a importante telejornal a Regina quis relativizar a ditadura dizendo que não “carrega um cemitério nas costas” (sic.). Além disso a Regina, ainda cantou música em homenagem ao regime de exceção. Infelizmente a postura lembra demais as ações de Bolsonaro em reação às buscas de mortos na ditadura. Em 2009 o então deputado federal pendurou na sua porta um cartaz maldoso com a frase “quem corre atrás de ossos é cachorro”. Tanto o presidente quanto a secretária parecem acreditar na impunidade.

Fingem não entender que se práticas absurdas não forem recordadas e punidas, outros se sentirão no direito de repeti-las. Talvez porque, na realidade, eles gostariam de estar vivendo em uma ditadura, e prefeririam que o caminho até uma fosse tido como impune.

Legado manchado

Não deixa de ser triste. A atriz teve um dos papéis principais na novela Roque Santeiro. O plot de uma das maiores tramas da TV nacional é justamente sobre um documentarista que visita uma pequena cidade, a fim de fazer um filme sobre a história do local. Regina Duarte, de certa forma a vilã da novela, é autoritária e censura o documentarista, a fim de sair, junto ao seu finado marido, bem na fita. A novela, escrita para ser lançada na década de 70, foi censurada pela ditadura militar, sendo gravava logo após a redemocratização. O grande Dias Gomes, autor da novela, era mestre de uma sutil ironia. Talvez a Regina não tenha entendido o autor, e levou das telas as práticas de sua personagem: quem brincava de princesa, acostumou na fantasia.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Sérgio Moro o rato mais impressionante

Sérgio Moro o rato mais impressionante

Entenda o que há por trás da saída de Sergio Moro do Governo Bolsonaro.

Enquanto o capitão leva o barco para o precipício, os ratos são rápidos em pular. O Doria, por exemplo, que na sua campanha para governador até cunhou o slogan “bolsodoria”, não perde tempo em se disfarçar de oposição (de olho em 2022). O Rodrigo Maia, que fez passar a reforma da previdência encomendada pela gestão do Bozo, não se cansa de xingar o presidente no Twitter. Mas, sem dúvida, é Sérgio Moro o rato mais impressionante. O ex-ministro e ex-juiz não só saiu do navio, mas aproveitou para denunciar ações ilegais do capitão.

Pra quem já se esqueceu, vamos só recapitular: o Moro ficou famoso por liderar a operação lava jato, que culminou no golpe contra Dilma, na prisão ilegal do Lula e na ascensão ao poder do Bolsonaro. Agora, percebendo o navio a caminho do precipício, Moro aproveita a saída do barco para denunciar o que todo mundo já sabia: que o presidente queria mexer no controle da polícia federal.

Bolsonaro queria se blindar

A história é a seguinte: a família do bozo está no meio de uma série de investigações criminais. Tem inquérito no STF investigando espalhamento de notícias falsas que beneficiaram a campanha do Bolsonaro; tem suspeita de esquema de “rachadinhas”no Rio de Janeiro envolvendo o filho do Jair, o Flávio Bolsonaro; tem suspeita de envolvimento da família no assassinato da vereadora carioca Marielle Franco; e tem investigações sobre participação da família nas milícias do Rio de Janeiro (mas que currículo!). Todas essas investigações passam, em algum momento, pela polícia federal. 

Por isso, o Bolsonaro queria tirar, na polícia federal, o diretor geral Maurício Valeixa, e o superintendente do Rio de Janeiro Ricardo Saad. Também queria trocar o superintendente de Pernambuco. Esse último porque o líder do governo no senado, o senador pernambucano Fernando Bezerra Coelho, estava no alvo de investigações da polícia federal pernambucana.

Na versão do Moro ele jura de pés juntinhos que ele estava lutando contra a interferência do Bolsonaro e pela independência da polícia. O problema é que o Moro não falou nada que já não fosse conhecido, nem quis saber de apresentar provas concretas. Tudo o que mostrou foram conversas de whatsapp em que o Bozo falava o mesmo que já tinha falado para repórteres: que queria mudar o comando da PF. De uma forma ou de outra não há dúvida de que as ações do Bolsonaro tenham sido criminosas. Ele querer interferir na polícia federal constitui abuso de autoridade, obstrução da justiça, e improbidade administrativa. Mas esperava-se que o Moro fosse ajudar com provas mais robustas. Pra ver como as coisas são: o Moro até quando está certo é ruim de prova.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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