Pessoas Com Deficiência

Na Educação, Segregar não é Incluir

na educação, segregar não é incluir

Segundo a constituição federal brasileira de 1988 a educação é um direito a ser garantido a todos, inclusive para crianças com deficiência. para garantir a educação para esse grupo, grande parte dos pais, e até alguns educadores, defendem a ideia de escolas exlusivas. Acreditam que a única forma de garantir o atendimento adequado seria segregando os alunos. Erro trágico. Tal formato é negativo, tanto do ponto de vista social, quanto intelectual. Ou seja, na educação, segregar não é incluir.

Evidentemente, existem vários grupos da sociedade que requerem cuidados específicos, como os deficientes visuais, auditivos e pessoas com mobilidade reduzida. Haja vista as peculiaridades de cada tipo de deficiência, o foco deste artigo será, principalmente, os cuidados necessários para adaptar as escolas às pessoas com deficiência intelectual.

A ideia segregacionista propõe que a única maneira de “proteger” os alunos seria colocando-os em uma escolas à parte, separadas do restante da sociedade. O Cavalo de Tróia da inclusão esconde em seu interior a total incapacidade de permitir a socialização dos alunos com o restante do mundo. As escolas exclusivas não podem abrigar os alunos PCDs para sempre. Cedo ou tarde eles terão de lidar com o mundo afora. Se criados em “santuários” à parte da realidade, não saberão, mais tarde. lidar com o mundo ao redor.

Educação segregada prejudica o desenvolvimento intelectual das crianças

Mais que isso. Enquanto lidando apenas com outras pessoas PCDs, os alunos não têm qualquer tipo de estímulo para pensar e se organizar de formas diferentes. Apenas para ilustrar, vale pensar no estudo da Universidade de Oxford Brookes sobre o tema. O estudo compara o aprendizado de crianças com deficiência intelectual lecionadas em escolas segregadas e em escolas regulares. A conclusão é que crianças que foram ensinadas em escolas exclusivas, possuem mais dificuldades em várias áreas do desenvolvimento, inclusive cognitivas e sociais. No Brasil, outro estudo realizado pela APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), também tem conclusões parecidas: Segregar não é a solução!

Incluir não é segregar!!!


 










A ideia de segregar traz em si, a trágica herança dos manicômios. De certa forma, as escolas especiais cumpririam a mesma função: segregariam grupos diferentes que podem ser vistos como “entraves” para o desenvolvimento dos demais. É evidente a lógica bancária implícita no projeto: no fundo propõe-se retirar de circulação aqueles que possam ser uma barreira para o acúmulo de conhecimentos. A ideia de escola para depositar informações nos alunos, vê nas crianças PCDs um entrave. Pelo contrário, em uma perspectiva libertadora, elas poderiam ser auxílio no aprendizado integral de todas as crianças envolvidas.

Devemos incluir as crianças PCDs. E na educação, segregar não é incluir.

A ideia de segregacionar pode ser atrativa, também, para mães e pais preocupados, interessados em proteger seus filhos do restante do mundo. Por mais que esta visão possa ser tentadora, a verdade é que os alunos aprendem mais, e se preparam melhor para enfrentar o mundo, quando em contato com outras pessoas. Ao invés de segregar, a educação municipal devria buscar adaptar as escolas regulares. Dessa forma, poderia superar o máximo de barreiras possíveis para garantir o aprendizado de todas e todos. Isso pode significar ter à disposição equipamentos para leitura, materiais com linguagem especial, disponibilidade rampas de acesso, e até mesmo aulas particulares individualizadas a alunos PCDs. Mas nunca a segregação total de determinados grupos.

Evidente, também, que esses avanços devem ser promovidos, não sobrecarregando os já atribulados profissionais da educação, mas através da contratação de profissionais adequados, em coordenação com os planos e pessoal  escolares já envolvidos nas escolas públicas. Somente assim será possível garantir a inclusão das pessoas com deficiência.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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