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As mentiras de Bolsonaro na ONU!

As mentiras de Bolsonaro na ONU!

Entenda porque Bolsonaro é MENTIROSO e ecocida

Hoje, dia 22 de setembro, começou mais uma Assembleia Geral da ONU. Como é tradição no evento, o presidente do Brasil fez o discurso de abertura. O que em outras presidências se mostrou um grande trunfo para o Brasil poder influenciar o mundo com suas perspectivas sobre diversos problemas, este ano foi, infelizmente, um desastre anunciado! 

O discurso de Bolsonaro fez, mais uma vez, o Brasil virar motivo de chacota. Além das já habituais manias de perseguição contra as “instituições internacionais […] que se unem a associações brasileiras, aproveitadoras e impatrióticas, com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil” (sic.), Bolsonaro não economizou mentiras e falácias em seu discurso de abertura. Confira aqui as mentiras de Bolsonaro na ONU!

“Por decisão judicial, todas as medidas de isolamento e restrições de liberdade foram delegadas a cada um dos 27 governadores das unidades da Federação. Ao Presidente, coube o envio de recursos e meios a todo o País.”

 

MENTIRA! Bolsonaro já começa o discurso mentindo sobre a pandemia de Covid! Este Blog possui textos de sobra falando sobre os absurdos do governo Bolsonaro em lidar com a pandemia. Mas aqui vale comentar sobre a decisão da justiça contrária ao ego de Bolsonaro. Na verdade o que o STF decidiu (a contragosto do Bozo) é que os governadores teriam autonomia para declarar lockdown e regras de isolamento. A decisão se deu em um momento em que Bolsonaro tentava vetar decisão de governadores que criavam normas de isolamento social em alguns estados. Mas em momento algum foi dito pelo Supremo que estaria tudo nas mãos dos governadores. Pelo contrário: afirmou que o dever de combater a pandemia deveria ser compartilhado e coordenado entre todas as esferas de poder e gestão brasileiras!

“Somos líderes em conservação de florestas tropicais.”

MENTIRA! Na verdade, segundo estudo feito em 2019 pela Universidade de Maryland o Brasil foi o país que mais perdeu área de florestas! foram 1,3 milhão de hectares de floresta perdidos! O equivalente a 1,8 milhões de campos de futebol! Afirmar que o Brasil é líder de conservação ambiental é uma tremenda cara de pau! Principalmente vindo da boca do Bolsonaro. O presidente retirou verbas do IBAMA e do ICMBio, principais órgãos de fiscalização de desmatamento na Amazônia! Mais que isso, loteou esses órgãos com militares, rompeu acordos e parcerias com lideranças indígenas para o combate a desmatamento e flexibilizou as normas de licenciamento ambiental!

“Nossa floresta é úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior. Os incêndios acontecem praticamente, nos mesmos lugares.”

MENTIRA! De fato, a Floresta Amazônica é super úmida. Mas isso não significa que ela não esteja sendo destruída. Os principais destruidores da Floresta Amazônica são ruralistas querendo expandir suas áreas de plantio. Para tacar fogo na floresta o que eles fazem é primeiro arrancar as árvores (com motosserras, tratores etc), depois deixar as árvores secarem ao sol, para enfim tacar fogo em tudo! Ou seja são crimes premeditados, que faz com que o caminho de destruição invada cada vez mais a Floresta Amazônica!

“O caboclo e o índio queimam seus roçados [as florestas] em busca de sua sobrevivência.” (sic.)

ABSURDO! Não têm limites as mentiras de Bolsonaro na ONU! Não é a primeira vez que Bolsonaro tenta responsabilizar os povos nativos pelos incêndios na Amazônia! Esse tipo de mentira ultrapassa os limites da razão. Não apenas os povos nativos não desmatam os biomas brasileiros, como são seus principais protetores! Cerca de 30% das florestas brasileiras são protegidas por povos nativos! A proteção que eles oferecem é barata para a federação, e garante que ruralistas e desmatadores avancem seus rastros de destruição! Ao invés de tentar jogar a culpa neles, uma gestão minimamente decente iria trabalhar junto aos indígenas para proteger cada vez mais áreas de florestas. Mas Bolsonaro já deu o tom de sua gestão poucos meses depois de assumir. Disse em agosto de 2019 que “Enquanto eu for presidente, não tem demarcação de terra indígena”. Tremenda ignorância de um presidente inimigo da conservação ambiental!

“Os focos criminosos são combatidos com rigor e determinação. Mantenho minha política de tolerância zero com o crime ambiental.”

MENTIRA! Desde que foi eleito, Bolsonaro diminuiu o número de autuações ambientais em 34% (menor número em 24 anos)! Ex-funcionários do Ministério do Meio Ambiente, demitidos pelo ministro Ricardo Salles, afirmam que o tom nos órgãos de fiscalização ambiental é de medo constante. Os funcionários são impedidos de fazer os seus trabalhos com medo de serem demitidos! E como se o descaso de Bolsonaro com o meio ambiente não fosse óbvio o bastante, em vídeo vazado de reunião ministerial, o Ricardo Salles admitiu em um show de horrores querer aproveitar a pandemia de Covid-19 para “ir passando a boiada” na Floresta Amazônica! Só dá para falar de “rigor e determinação” do Governo Bolsonaro nos esforços para destruir a Amazônia!

“Juntamente com o Congresso Nacional, buscamos a regularização fundiária, visando identificar os autores desses crimes.”

MENTIRA! Bolsonaro provavelmente se refere a uma medida provisória de sua autoria que regularizou a situação fundiária de latifúndios. Mas o efeito da Medida foi exatamente o oposto ao comentado por Bolsonaro: a medida aumentou o tamanho de propriedades que poderiam ser regularizadas sem vistoria prévia por órgãos governamentais. Ou seja, acabou com a necessidade de muitas propriedades comprovarem que estão seguindo as normas ambientais! Se qualquer coisa essa Medida FACILITOU que ruralistas criminosos desmatassem florestas impunimente! Percebe o absurdo que são as mentiras de Bolsonaro na ONU!

“As grandes queimadas [no Pantanal] são consequências inevitáveis da alta temperatura local, somada ao acúmulo de massa orgânica em decomposição.”

MENTIRA! A principal hipótese da origem dos incêndios no Pantanal é que eles tenham sido causados por ruralistas criminosos donos de latifúndios no Pantanal, como explicado pelo pré-candidato a prefeitura de São Paulo pelo PSOL Guilherme Boulos em suas redes sociais. Na verdade o que temos é o maior número de focos de incêndios no Pantanal na história do Brasil, sendo praticados, provavelmente, por ruralistas com um tácito aval do Governo Federal, demonstrado por sua inação e incompetência em cuidar dos biomas brasileiros!

“E, no primeiro semestre de 2020, apesar da pandemia, verificamos um aumento do ingresso de investimentos, em comparação com o mesmo período do ano passado. Isso comprova a confiança do mundo em nosso governo.”

MENTIRA! Além de mentir sobre o meio ambiente, Bolsonaro aproveita para também mentir sobre a economia! Na verdade os investimentos no Brasil DIMINUÍRAM 7,3% se comparados ao mesmo período do ano anterior.

Pois é, como podem ver foram muitas as mentiras de Bolsonaro na ONU! E isso foram apenas algumas das mais gritantes! Bolsonaro mentiu, e mentiu muito! Dele não dá pra cofiar em uma só palavra! Fora Bolsonaro!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Corona Mata Pobres!

Corona Mata Pobres!

Entenda como o corona mata principalmente a periferia de São Paulo

O corona não atinge a todos de forma igual. Na verdade, apesar da doença ter sido trazida ao Brasil por pessoas ricas viajando pela Europa, hoje o pandemia mata a periferia mais do que outras regiões de São Paulo. O fato é que hoje, mais do que qualquer coisa, o corona mata pobres!

Durante a quarentena toda a narrativa da grande mídia e de grande parte dos políticos foi sobre jogar a culpa e responsabilidade nas costas do povo pobre. “Fique em casa” falaram eles de suas torres de marfim. Oras, é fácil falar de isolamento pra quem pode se dar ao luxo de trabalhar em casa, em apartamentos luxuosos com internet de alta velocidade. Mas para os mais pobres, muitos sem moradia digna, e precisando colocar comida na mesa, o isolamento não foi uma opção! Durante a pandemia as periferias foram obrigadas a sair de casa para trabalhar. Enquanto isso os mais ricos puderam ficar em casa, em uma espécie de “quarentena gourmet”. O resultado: se no começo da pandemia a maioria das vítimas do corona eram ricas, hoje a grande maioria dos mortos em São Paulo vive na periferia, como mostram dados oficiais da própria prefeitura. [insira dado atualizado] O corona mata pobres!

Podia ser diferente

Toninho Vespoli queria que as coisas fossem diferentes! Protocolou uma série de projetos de lei que garantiriam a renda básica de 1 salário mínimo para quem mais precisa. O benefício iria para milhões de desempregados, trabalhadores informais, pessoas de baixa renda, trabalhadores da cultura, entre outros tantos que se viram sem suporte durante a pandemia! O problema é que para essas normas serem aprovadas, seria necessário o apoio da maioria dos vereadores da Câmara Municipal. Estes políticos são muitas vezes corruptos a serviço dos mega ricos! Também não ajuda termos um prefeito inimigo do povo, que já vetou uma série de projetos que trariam mais benefícios à população paulistana! Por isso é  importante nessas eleições mudarmos as coisas! 

Guilherme Boulos, pré-candidato a prefeito pelo PSOL, seria capaz de dar continuidade a projetos populares como os de Toninho Vespoli! Para mudarmos São Paulo, e vencermos o corona, é importante todos estarmos com Toninho e Boulos, e assim garantir um governo a serviço do povo!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Toninho Vespoli e a Saúde pública

O professor e vereador luta contra o processo de terceirização e é a favor da auditagem de contratos e destinando verbas para melhorar o atendimento

Atualmente a Prefeitura Municipal de São Paulo gasta aproximadamente 10 bilhões de reais anuais com a terceirização de serviços públicos. Tendo como exemplo a Saúde, são R$ 5,5 bilhões, equivalendo à metade do gasto com toda pasta. Diferente do investimento, pouco se vê em aumento da qualidade no atendimento direto à população e de estrutura aos trabalhadores.

A terceirização transfere não somente a operacionalização, mas quase toda gestão ao interesse privado lucrativo, que se impõe também sobre os funcionários públicos, desorganizando e fragilizando os serviços e entidades representativas. As situações de constrangimento e assédio são multiplicadas, neste contexto. Não há qualquer controle e transparência sobre os contratos e sua execução, o que já foi recorrentemente identificado pelo TCM. Além disso, dificulta a participação coletiva e gestão democrática dos equipamentos.

Na Saúde municipal acompanhamos o “canto da sereia” do PAS, em que todos teriam o seu próprio convênio médico, dos corujões, compra de vagas em hospitais particulares e da eficiência da gestão terceirizada e pouco transparente.
Como um respiro a toda essa política de “quanto pior, melhor” existe o trabalho sério dos trabalhadores da base, dos efetivos que não recuam aos desmandos de chefias, que conhecem os caminhos administrativos e legais e que executam o trabalho com zelo e presteza, muitas vezes sem estrutura para trabalhar e nem mesmo para manter o mínimo de dignidade entre os plantões, como vestiários, armários ou espaço para um rápido descanso.

Como atenuante existem as emendas parlamentares em que os vereadores podem destinar parte do orçamento da cidade. Os investimentos na Saúde da nossa cidade sempre foram importantes ao mandato do vereador Toninho Vespoli, em que a trajetória passou pela militância no Movimento Popular de Saúde e participação no Conselho de Saúde, mesmo sem ser membro efetivo.

No último mandato destinou milhões de reais em emendas parlamentares propostas a melhorar a estrutura e atendimento ao público. Somente no ano de 2020 foi destinado um valor de mais de 1 milhão e meio de reais em UBSs, CAPS, Escola Municipal de Saúde, UVIS e auxílio financeiro para cuidado de animais.

E não foi diferente nos anos anteriores! Em 2019 foram 230 mil em equipamentos e construção de farmácia em UBS; Em 2018, 230 mil em reformas, equipamentos de dentistas e projeto de emancipação da juventude jovem e negra; em 2017 foram executados R$1.250.000,00 em reformas, equipamentos hospitalares e projetos como o SUSdance e serviços do CAPS.

Numa cidade em que os serviços públicos e os servidores são vistos como inimigos e que a lógica de privatização reina por mais de duas décadas, o leque de mazelas a serem remediadas e transformadas é muito grande e o cobertor é curto. Mas com sensibilidade e responsabilidade é possível praticar a vereança com coerência em cada uma das prioridades do nosso povo e mandato.

Por Vivian Alves

saúde também é afeto

saiba sobre os desafios emocionais da volta às aulas

estamos numa encruzilhada entre a manutenção de um ensino remoto e uma volta às escolas com restrições seríssimas de convívio. se por um lado o ensino de forma remota descaracteriza o que é a educação, por outro, a possibilidade de reabertura das escolas públicas e privadas trará o impedimento do que significa ser criança e adolescente.

como arteterapeuta, vejo os protocolos de retorno muito danosos à saúde emocional de estudantes e profissionais da educação que, além do risco de contágio, pode destruir profundamente o emocional e mental de quem estará na escola sem poder vivenciá-la como um todo. nós adultes temos apresentado muita dificuldade em cumprir o distanciamento social de forma responsável mesmo tendo condições para compreender o que isso significa. 

se para nós não poder abraçar ou estar com pessoas queridas é massacrante, o que significa isso na cabeça de uma criança? o que é a adolescência sem seu grupo, sem o estar de mãos dadas? qualquer pessoa que observe a vida escolar sabe que o brincar, correr, abraçar, ir junto ao banheiro, os namoricos da adolescência e os “bandos” amontoados são mais que um simples comportamento, são uma maneira de existir e até sobreviver aos muitos anos escolares da nossa vida.

quem não teve alguém na escola que fazia tudo junto? a solidão interna da descoberta do eu na adolescência é apaziguada pelas tantas outras solidões que se encontram e se transformam em grupo. as demonstrações de carinho na infância são o porto seguro de pequenas pessoas que sentem saudade de casa e da família e encontram no abraço a segurança para se desenvolver.

Não só de conteúdo vive uma escola

não só de conteúdo vive uma escola. é essencial que falemos disso. pois num mundo de produção excessiva, lucro e mercado de trabalho, é fácil esquecer nossa humanidade. portanto, se somarmos o medo do COVID-19 e da morte à proibição do correr, abraçar, brincar, praticar esporte, estar pertinho, ou seja, da essência do ser criança e adolescente, estaremos negando a própria humanidade na escola ao não poder vivenciar traços tão importantes da nossa cultura.

retornar presencialmente às escolas trará, além de mais casos de COVID-19, uma nova espécie de luto, a do existir. e com isso tenho a certeza que veremos também um aumento nos casos de depressão, isolamento interno, apatia, raiva, violência, automutilação e até suicídio. é importante que tenhamos a consciência de que, se escolhermos e permitirmos aulas presenciais neste momento, estaremos assassinando a nossa humanidade e a humanidade dessas crianças e adolescentes. você tem coragem de assumir essa responsabilidade?

ainda que o ensino remoto seja uma péssima alternativa, pois a impossibilidade do encontro é em si uma grande violência, ele é infinitamente mais seguro neste momento e para isso precisamos de ações verdadeiramente emergenciais, como o direito ao isolamento, acesso à internet e equipamentos para o seu uso, saneamento básico, alimentação, auxílio financeiro para as famílias, um acompanhamento pedagógico e afetivo de toda comunidade escolar, tempo de planejamento, reestruturação física das escolas…

defender a vida é defender a saúde emocional!

eu sei que a lista é grande, mas ela é a verdadeira emergência. não um projeto de lei hipócrita e privatista como o 452/2020 da prefeitura de São Paulo! e com certeza não é a obrigação de reabertura das escolas particulares sob a ameaça de demissão em massa de profissionais da educação. nós defendemos as aulas presenciais e queremos volta, mas não às custas da humanidade de estudantes, profissionais da educação pública e privada, e de nossas famílias.

defender a vida é defender o direito à saúde física, emocional, afetiva e mental da população. é direito de todes e é dever do poder público que nos representa garantir isso.

*Marília Moreno é professora da rede pública da cidade de São Paulo,
arteterapeuta, escritora, militante do gênero neutro e da minúscula no início
da frase e pode ser encontrada na internet pelo @textosdemarilia.

Marília Moreno

Marília Moreno é professora da rede pública da cidade de São Paulo, arteterapeuta, escritora, militante do gênero neutro e da minúscula no início da frase e pode ser encontrada na internet pelo @textosdemarilia.

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Bruno Caetano e o conto da carochinha

“Queremos um esclarecimento mais preciso. O secretário falou de coisas genéricas aqui e eu saí como entrei”, foi assim que o professor Toninho Vespoli pontuou sua fala durante a audiência pública virtual da Comissão de Educação Cultura e Esporte, na terça-feira (07/07). (veja vídeo).

Toninho assim como os profissionais da educação, os pais, os representantes sindicais tinham acabado de ouvir mais de 30 minutos de blá blá blá por parte do secretário de educação da cidade de São Paulo, Bruno Caetano.

Caetano voltou a defender a volta das aulas presenciais e fez uma série de promessas, sem, no entanto, dizer como elas serão executadas, ou seja, tudo da boca pra fora. Listamos algumas:

Bruno Caetano e o conto da carochinha

Haveria lotação das salas de apenas 35%; seria feita a medição da temperatura das crianças no portão, e seriam dados a cada unidade escolar pelo menos 4 termômetros; seriam dados de 15 a 20 mil reais por unidade escolar para adquirirem equipamentos e insumos médicos; garantia do distanciamento de 1,5 metros entre as crianças durante todas as atividades escolares.

Distribuição de mais de 1 milhão de kits para as crianças com sabonetes, máscara e materiais de uso pessoal; chamamento de mais profissionais da educação para substituir aqueles do grupo de risco durante a pandemia (através do chamamento dos concursos e de contratações temporárias); revisão dos desastrosos contratos de limpeza terceirizados.
(veja o vídeo da fala do secretário a partir do momento 1:38:30)

Vamos ficar atentos

A fala de Bruno Caetano nos faz pensar: Ele é um dissimulado ou um canalha? Digo isso porque a proposta de revisão dos contratos de limpeza, por exemplo, foi uma das lutas que o vereador Vespoli travou na Comissão de Educação e falou isso para o secretário diversas vezes.

Agora, diante desse desastroso cenário, Caetano quer se apresentar como uma pessoa preocupada e rever uma medida, que ele não cita, mas foi decidida no governo do qual ele é secretário.

Além disso vale citar a luta pelo #HomologaJá ou #ConvocaJá. Bruno não levou dados. A prefeitura tem cargos vagos de ATEs e Coordenadores Pedagógicas, por exemplo, que estão aguardando homologação e não foi apresentado esses dados atualizado na reunião. Diretores e supervisores estão aguardando chamada e o número só cresce e nada de convocar. PEIs já fizeram ate o exame médico e a gestão dos Brunos não dá início ao exercício.

É inacreditável que o secretário não assuma o compromisso de chamar essas pessoas – muitas com o concurso para vencer – para aumentar o quadro dos servidores da educação no município?

A questão da redução dos alunos por sala é uma questão que transcende essa gestão. Vale lembrar que em outros governos decidiram trocar a luta pelas questões de igualdade de gênero do Plano Municipal de Educação, pela manutenção da quantidade de alunos por sala de aula. Ou até mesmo os projetos de lei apresentados nesse sentido, mas sempre ignorados pelos demais vereadores e pelo executivo.

Nova convocação do secretário

Logo após a audiência, o vereador Toninho gravou um vídeo para a Caravana da Educação resumindo alguns pontos da reunião. Toninho resumiu de forma genial: Não somos palhaços. (veja o vídeo)

Será que alguém acredita que a gestão do mesmo partido que aumentou o número de alunos por sala de aula, e sucateou a limpeza das escolas vai cumprir alguma dessas promessas? O povo não é bobo secretário!

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo

Edcarlos Bispo é jornalista, ativista e hoje ocupa o Mandato Popular do Vereador Toninho Vespoli

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6 lugares que se arrependeram de privatizar o saneamento básico

6 lugares que se arrependeram de privatizar o saneamento básico

Entenda o desastre da privatização da água!

Que o saneamento básico no Brasil não funciona todo mundo já sabe: 60% das população não tem saneamento e esgoto adequado. Alguns insistem em achar que a solução para tudo seja a privatização. Tal fetiche privatista está a todo o vapor no Brasil, levando a aprovação no senado, nesta quarta feira, dia 24/06, de lei que privatiza o saneamento básico. Mas o fato é que países e cidades ao redor do mundo que privatizaram o saneamento estão se arrependendo (e muito!). Na verdade, estudo citado pelo relator especial das Nações Unidas sobre o tema, o brasileiro Leo Heller; evidencia quão nefasta pode ser a privatização. Aqui mostramos apenas 6 lugares que se arrependeram de privatizar o saneamento básico. Explicaremos, também, o que poderia ser feito para melhorar o saneamento no país.

  1. Cidade de Atlanta, Estados Unidos: Lá a privatização do saneamento já começou com demissão de metade dos funcionários. A empresa privada, ligando apenas para o lucro, aumentou as tarifas de saneamento e piorou a prestação dos serviços. A água, antes bem tratada, começou a sair amarelada nas casas da população. Foram necessários 4 anos de péssima gestão para a cidade reestatizar os serviços. 

  2. Paris, e outras cidades na  França: a privatização da água na França remonta a desde o século 19. No entanto, cidades podem optar por gerir o serviço publicamente. O que se percebe no país, como um todo, é que as cidades com menores tarifas e maiores coberturas na gestão dos serviços hídricos, tem sempre o controle da água pela gestão pública. Em Paris, especificamente, em 2010 a cidade reestatizou o saneamento. O resultado foi uma economia de 35 milhões de euros por ano, e uma redução em 8 % da tarifa no próximo ano! 

  3. Berlim, Alemanha: na cidade o controle da água se dava de forma mista, com participação majoritária do setor privado. A presença e fiscalização do poder público, entretanto, diminuía a capacidade da gestão privada de aumentar as tarifas e pegar mais dinheiro do povo. Ainda assim, em 2010, a população de Berlim decidiu que não queria mais correr riscos, e votou em um plebiscito exigindo o controle público da água, e redução de 15% nas tarifas. A votação passou com 98% dos votos favoráveis à municipalização. 

  4.  Manaus, Brasil: para quem acha que o texto só vale para os gringos, aqui no Brasil temos exemplos do fracasso da privatização. Em Manaus, o serviço privatizado de saneamento lidera ranking nacional de reclamações! Além disso, o serviço abastece apenas 12% da população da cidade, e tem sucessivos aumentos nas tarifas! Há urgência, na cidade, de municipalização. 

  5. Uruguai: depois de anos de água privatizada, o país mudou sua constituição para determinar que a água somente pode ser controlada pela gestão pública. Os resultados estão sendo diminuição nos custos de operação, e mais investimentos no aumento da cobertura do serviço. 

  6. São Paulo, Brasil: aqui, na nossa casinha, quem controla a água é a famosa Sabesp. A empresa é controlada por empresa privada cotada na bolsa de Nova York. A partir de 2014 houve, no estado, uma grande crise hídrica. Uma das principais razões: falta de investimentos em infraestrutura na captação de água. E pasmem: em plena crise hidra a empresa teve lucros recordes: 11,5% de aumento com relação ao ano anterior. Mas a infraestrutura do Estado não chegou a ver esse dinheiro.

Porque privatização não funciona?

O fracasso desses 6 lugares que se arrependeram de privatizar o saneamento básico, são apenas alguns entre tantos casos. Não é mero acidente, mas parte de como o capitalismo funciona. Já ouviu falar no termo “conflito de interesses”? É o que ocorre quando, por exemplo, os donos de uma empresa tem interesses muito diferentes daqueles da população a que empresa deveria servir. Uma empresa de saneamento vai ter o objetivo de aumentar seus lucros. Isso significa aumentar os preços, e diminuir a cobertura para apenas aqueles que possam pagar. A população não tem escolha senão aceitar os abusos, uma vez que ninguém vive sem água. 

Como Solucionar?

Quase todos os países, estados e municípios que tiveram sucesso em uma gestão pública do saneamento básico tiveram algumas coisas em comum: 1) a intensa participação popular, com pelo menos alguns mecanismos de gestão inspirados em democracia direta; 2) transparência nos gastos e prestação dos serviços 3) grandes investimentos públicos para garantir a prestação de serviços a toda população; e 4) integração dos serviços de saneamento com outros serviços públicos, como saúde, e assistência social. Este é o caminho a ser seguido se quisermos um saneamento capaz de atender a toda a população com qualidade e preço justo. E não a privatização!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é estudante de Direito, ativista pelo clima e estagiário do mandato do vereador Toninho Vespoli

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Cadáver paga mensalidade?

Cadáver paga mensalidade?

É possível observar que nos últimos dias os jornais foram tomados de notícias sobre protocolos para uma possível volta às aulas em todo o Brasil mesmo numa curva de contágio e mortes causadas pelo vírus covid-19 ascendente e sem vacina ou remédio para tratamento.

Os caminhos sinalizados foram desde a proibição de abraços até túneis de desinfecção (isso num país em que 6,5% das escolas não possui nem banheiros). Mas nada foi tão cruel e pesado como ver campanha de reabertura das escolas particulares para evitar a falência.

É indiscutível a importância de políticas voltadas a micro pequenos e médios empresários, especialmente em tempos de crise. Mas isso de forma alguma pode ter como contrapartida a vida.

Além disso, é uma consideração rasa ao ponto em que no contexto econômico, com salários arrochados, demissão em massa e estagnação financeira em todo o mundo, não é a volta às aulas de forma precipitada que vai garantir a manutenção das matrículas na rede particular.

Quanto vale um filho?

Especular irresponsavelmente sobre a reabertura das unidades escolares sob a justificativa de que os pais precisam de um espaço para deixar os filhos enquanto trabalham já é absurdo, pois desconsidera a criança como um sujeito de direitos e o papel fundamental da Educação.

Por outro lado defender essa reabertura sob a justificativa de manter os proprietários recebendo as mensalidades integralmente das famílias dos estudantes é de crueldade comparável ao fascismo. É genocídio infantil.

Que pai ou mãe ficaria tranquilo em entregar a educação formal dos filhos num local que não o enxerga como uma vida cheia de potencialidade, direitos e sonhos? Que tipo de escola expõe seus educadores ao contágio silencioso e inevitável, fantasiado dos abraços, do contato com as secreções, do espirro inesperado, do consolo ao choro que não quer usar mais a máscara ou daquele sono no colinho?

Sem vacina, sem volta

Muitas das escolas de pequeno e médio porte possuem sua estrutura alçada em casas adaptadas, salas de aula em espaços pequenos e com pouca ventilação.

Além do mais, como garantir afastamento, impedir afeto, garantir o uso e a troca de mascarás, correto manuseio e tantos outros protocolos especulados, durante uma pandemia em que do pouco que se conhece, indica que a maioria das crianças é assintomática. Ou seja, medidas como a aferição de temperatura se tornam ineficazes.

Porém, colocar as crianças como vítimas e vetores para toda a sua rede de relações em nome de lucro não parece ser um preço em que as famílias estejam dispostas a pagar, apesar de autoridades políticas estarem propensas a rifar tantas vidas em defesa de uma estratégia econômica.

Enfim, a reabertura das escolas aumentando a vulnerabilidade, contágio e mortes de nossas crianças e famílias em nome do dinheiro não é uma medida aceitável a quem reste um pouco de humanidade ou sensatez.

Vivian Alves

Vivian Alves

Vivian Alves é filósofa, diretora de escola e ativista pela esucação. Atualmente ocupa o mandado do Vereador Toninho Vespoli.

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o que é racismo ambiental?

o que é racismo ambiental?

Aproveite o Dia do Meio ambiente para entender como as questões raciais estão inseridas na luta climática

Sabe o que é racismo ambiental? Ocorre quando as catástrofes ambientais atingem principalmente a população negra. Falta de saneamento, poluição de rios, surtos epidêmicos… Tudo isso atinge muito mais pessoas negras do que brancas! O termo tem ainda outro significado, que é quando lideranças falando sobre a luta pela mãe natureza, são cortadas dos debates por serem negras! Em tempos em que o mundo se revolta por assassinatos de pessoas negras como João Pedro, e George Floyd, é importante aproveitarmos hoje, o dia do meio ambiente, para entendermos porque a questão racial está presente inclusive na luta ambiental!

Foto de Tuca Vieira. O mundo dos pobres é também o mundo dos negros

Pessoas negras tem 62% mais chance de morrerem em decorrência da Covid-19

O termo racismo ambiental foi pensado pelo braço direito do Martin Luther King Jr., o Dr. Benjamin Franklin Chavis Jr. O que Benjamin percebeu é que as pessoas negras tinham muito mais chance de sofrerem com infecções de resíduos tóxicos. E desde então parte da comunidade ativista negra começou a perceber que o padrão se repetia para uma série de desastres ambientais. Pega por exemplo o coronavírus. Apesar de ser um vírus trazido por brancos vindos da Europa para o Brasil, a população negra paulistana, segundo dados da prefeitura, tem 62% mais chance de morrer que a branca devido à covid! 

Tão chocante quanto, é perceber que pessoas negras que falam de questões ambientais, são muito menos escutadas que pessoas brancas, independente de qualificações! Isso é, ainda, outra forma de racismo ambiental, porque reflete um preconceito da sociedade contra qualquer coisa falada por negros! É como se existisse uma barreira social invisível, que diz que para um ativismo ser válido precisa ser respaldado com a opinião de brancos. Caso particularmente chocante disso aconteceu no Fórum Econômico Mundial em Davos deste ano, a ativista e liderança negra ugandesa Vanessa Nakate, foi literalmente cortada de foto com outras eco-ativistas brancas (dentre elas a sueca Greta Thunberg), na publicação de um jornal estadunidense (Associated Press)

Em cima a versão publicada no jornal, embaixo a foto original

Quando pessoas negras lutam e morrem, a mídia se cala

Ou seja, pouco importa que Vanessa é uma ativista incrível que iniciou seu próprio movimento internacional pelo clima, a partir de inúmeros protestos na Uganda. Pouco importa saber que na Uganda, diferentemente de países como a Suécia, protestar pelo clima traz um risco imenso de prisão. Pouco importa pensar nas mazelas do aquecimento global para Vanessa e para seus conterrâneos ugandeses. Pouco importa porque são pessoas negras. E quando pessoas negras, gritam, lutam e morrem; a mídia, os jornalistas e a própria ONU se calam! 

Ocorre, também, racismo ambiental com outras lideranças que sejam parte de minorias étnicas, mas não afrodescentes. No Brasil, por exemplo, ocorre isso com a população indígena. Um nome muito difundido pela mídia, por exemplo, é o da ativista sueca Greta Thumberg. Mas muito menos mencionados são os esforços do ativista Raoni Metuktire (conhecido como Índio Raoni) pela preservação da natureza. O ativista nativo-brasileiro luta desde a década de 60 pela preservação das florestas. 

Os brancos são mais ouvidos do que os negros

Mas foi apenas após participar de conferência pelo clima em Paris, em que estava presente o cantor branco Gordon Matthew Thomas Sumner (mais conhecido como Sting) que Raoni foi reconhecido pela mídia mundial. Como se percebe o cantor Sting, apesar de ser muito menos qualificado que Raoni para tratar da luta ambiental, foi muito mais considerado pela mídia.

ativista Raoni na direita, cantor Sting na esquerda,

Não cabe aqui criticar Sting. Muito pelo contrário: o cantor tenta usar de sua fama para jogar luz sobre figuras da luta ambiental normalmente invizibilizadas. Mas não há dúvida que ele é muito mais ouvido por ser branco e rico.

Estamos passando por um período em que a sociedade enfrenta surtos de indignação contra o racismo e fascismo estruturais em nossa sociedade. Nesse dia do clima, não podemos nos esquecer de refletir sobre o que é o racismo ambiental, e como ele afeta o nosso mundo. Não podemos nos esquecer de Vanessa Nakate, do índio Raoni, do Dr Benjamin Franklin Chavis, de Sonia Guajajara, e de tantas outras lideranças negras e étnicas que lutam pela preservação de nossa Mãe Terra!

Vidas negras importam! E não podem ser esquecidas. 

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O desastre da abertura de Doria

O desastre da abertura de Doria

Entenda porque a abertura do Doria está a serviço dos mais ricos!

O Plano São Paulo de saída da quarentena, apresentado hoje pelo governador e o prefeito tem um monte de problemas! O desastre da abertura de Doria parece ter sido feito sob medida para agradar alguns grandes empresários. Ao invés de promover uma abertura inteligente, baseada nos índices de isolamento, o plano prefere focar na liberação de shoppings, academias, o mercado imobiliário e, pasmem, concessionárias de automóveis! 

Primeiramente, nós não estamos aqui para negar acertos onde eles existem. Nos últimos meses temos assistido ao comportamento exemplar da população paulistana, principalmente em respeito ao uso de máscara; boas campanhas de conscientização de isolamento social; a adoção de precauções sanitárias corretas; e principalmente o trabalho heróico dos servidores de saúde. Graças a essas medidas conseguimos salvar vidas! Foram quase 65 mil pessoas salvas até o final de maio.

O desastre da abertura de Doria

Mas, o outro lado da moeda é estarrecedor! O plano de saída da pandemia faz parecer que o Bruno Covas e o João Doria nunca foram para as periferias, que nunca souberam, nem tentaram saber do dia a dia dos trabalhadores e dos hospitais. As palavras que eles usam são bonitas. falam sobre quarentena inteligente, e que tudo é baseado na ciência e com base nos índices. Que tudo está sob controle e que é possível o relaxamento.

Em que cidade eles vivem?! O epicentro do país segue sendo nossa cidade e os 20 bairros onde morrem mais gente estão na periferia. A cidade já tem 3000 mortos pelo corona. E esses são apenas os números oficiais. Ou seja, sem considerar a subnotificação, que pode ser bastante alta! Somos o segundo país no mundo em número de casos, e São Paulo é a cidade com mais casos no país. Agora o prefeito e governador querem dizer para as famílias que perderam seus entes que a situação está “estabilizada”. Na periferia, muitos já têm amigos ou familiares vítimas da COVID-19!

Os mesmos maus “gestores” disseram que a taxa de isolamento foi importante para conter o contágio do vírus. Mas agora simplesmente ignoram o mesmo índice para determinar as 5 fases de relaxamento propostas para o estado e para a cidade. E outra coisa, ainda mais absurda: a capital do estado, que concentra a maioria dos casos vai ser aberta mais rapidamente do que outros municípios. Qual o sentido?!

PSDB à serviço dos ricos!

A lógica é a de sempre, a de quem tem mais. O Covas e o Doria são cúmplices de seus amigos empresários e do poder financeiro. O plano já prevê a liberação de academias, shoppings e mercado imobiliário e pasmem. Podem abrir concessionárias de veículos. É um absurdo. Mais uma vez o dinheiro parece valer mais do que vidas. Perdem tempo para liberar a venda de carros, enquanto nem sequer falaram na coletiva sobre o que faremos com os quase 1 milhão de trabalhadores que seguem pegando ônibus, trens e metrô!

As falas do governador se aproximam de quem ele quer agradar. Ele disse a seguinte frase: “Sem sombra de dúvida a cidade é um CASE [de sucesso]”. Do sucesso de quem que ele está falando?! Da a maioria que não é! Pior ainda, o Covas diz que “A gente começa a discutir com o setor privado os protocolos para o plano”. E o povo que está morrendo por não ter renda? O prefeito vai chamar também?

A verdade é que esse plano é para agradar empresário e esconder a realidade de desigualdade que vivemos na cidade. Abrir shopping e não pensar em dar auxílio para informais é um absurdo. Deixar academia aberta para a classe média e interromper, isso mesmo, bloquear o pagamento dos profissionais da educação do MOVA (Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos) só reflete quem nos governa.

Uma outra quarentena é possível!

Todos especialistas dizem que a melhor solução para conter o contágio, salvar mais vidas e principalmente para não afetar ainda mais a atividade econômica, seria o teste em massa e a quarentena selecionada de doentes. Essas medidas  seriam mais  efetivas, não um plano fraco que visa interesses financeiros em detrimento de vidas na periferia. Enquanto as classes altas começam a fazer briguinha porque não querem mais ficar em casa, o povo não tem o que comer e está sofrendo. Era a hora do Estado fazer um planejamento para auxiliar os mais vulneráveis e não abrir lojas de carros. 

Com base nisso o Vereador Toninho Vespoli apresentou um PL que promove uma alternativa ao plano desastroso do Doria e Covas. Propõe a testagem em massa, as taxas de isolamento social e o índice de ocupação de leitos de UTI, como critérios para o relaxamento no isolamento. O projeto prevê ainda renda auxiliar para informais parados e mulheres chefes de família. Mas, ao invés disso, acham melhor abrir as atividades imobiliárias. Queria saber quem compra casa hoje?

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Lockdown Já!

Lockdown Já!

Pra você ficar em casa, a prefeitura tem que abrir o cofre. Entenda porque!

A pandemia não está fácil. Digo, não tá fácil se você for do povo. Se morar nas periferias sem renda, sem Netflix, sem Ifood, e sem poder sair de casa ou do barraco. Já pro João Doria ou pro Bruno Covas as coisas estão mais fáceis. Podem assistir a quarentena de camarote, e ainda culpar o povo por não conseguirem ficar em casa. Agora, em meio ao agravamento da crise, os dois estão pensando em acabar cedo demais com o isolamento. Não por preocupações com o povo, mas por pressão dos empresários. Precisamos mudar as coisas. A quarentena, infelizmente, é a melhor arma contra o corona. E todos devem ter o direito a uma quarentena digna! E nada, eu disse NADA que não for essencial deve continuar aberto. Nossa única saída é o lockdown já! E é por isso que o Vereador Professor Toninho Vespoli protocolou o Projeto de Lei Tranca a Rua

O desastre de Bruno Covas

Para vencermos a Covid-19, é necessário agirmos com seriedade e coerência. A postura do PSDB em São Paulo tem sido o contrário. Sim, o prefeito Bruno Covas declarou um rodízio de carros mais rígido, objetivando diminuir o número de pessoas nas ruas. Mas só fazer isso, sem mexer no transporte público, fez com que a demanda por ônibus e metrô aumentasse! Ou seja, mais pessoas espremidas se locomovendo. Em plena pandemia! Ao mesmo tempo, apesar de não terem sido anunciadas reduções no transporte público, temos recebido reclamações de motoristas que estão sem receber. Ou seja, na melhor das hipóteses, a administração do transporte está sendo um caos!

O vereador Toninho Vespoli está sempre trabalhando pelo melhor para a cidade de São Paulo. Por isso ele entrou com um pedido na secretaria de transporte para que fossem dados esclarecimentos sobre o que está acontecendo. Além disso, entrou com pedido no MP exigindo que o Doria declarasse lockdown, inclusive com a paralização do transporte público. Não é hora pra brincadeira. O momento requer seriedade.

Mas e quem não tem grana?

Alguns vão questionar: “mas como ficar em casa sem trabalhar sem renda nenhuma?!”. E aí que está a questão: ficar em casa acabou se tornando privilégio de poucos (os poucos ricos). Mas não precisa ser assim. A cidade de São Paulo tem dinheiro em caixa. Poderia ser garantida renda a todas e todos os paulistas. Todos tem que sacrificar algo, mas ninguém precisa sacrificar tudo!

Uma outra quarentena é possível! Uma quarentena em que todos possam ficar em casa, recebendo ou salário ou auxílio, em que o dinheiro necessário seja tirado dos cofres públicos em que amontoa o dinheiro do povo! E em que os ricos paguem a sua parte da conta!

Pode parecer drástico, mas é fundamental! O João Doria e o Bruno Covas ficam fazendo voz grossa, mas o corona continua solto. O que o governador está fazendo é empurrar com a barriga o o seu dever e responsabilidade. Neste passo, chegaremos ao ponto da tragédia, em que o lockdown precisará durar muito mais! Tudo isso para beneficiar alguns donos de gigantescas empresas!

A cada dia o corona toma mais vidas. E só vai piorar, a não ser que todos fiquem em casa! Por outro lado, quanto antes o lockdown for praticado, por menos tempo ele será necessário. E é por isso que nós estamos lutando! Precisamos da sua ajuda. Não por interesses eleitoreiros, mas porque é o certo a se fazer! Lockdown já! Tranca Rua SP!!!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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