saúde

Eu cuido, não prendo

Eu cuido, não prendo

Saiba como a política de Bolsonaro pode retroceder décadas de luta pela inclusão da população neurodiversa

Hoje, 18 de Maio de 2021 é o dia que simboliza a luta do Movimento Antimanicomial, e falar sobre saúde mental sempre exige quebrar preconceitos que infelizmente são muito fortes socialmente, pois as pessoas em sofrimento psíquico sofrem inúmeras dificuldades para conseguir um tratamento digno e humanizado. 

Assim como uma parte do corpo que está visível pode adoecer, assim também acontece com a mente, aonde inúmeros transtornos mentais podem acometer uma pessoa, porém por não ser tão visível como no caso de uma pessoa que quebra o braço e a sua dor é fácil de identificar, no caso dos que sofrem de transtornos mentais, muitas vezes o problema é ignorado, seja por medo de procurar ajuda ou por medo de sofrerem preconceitos de familiares e de amigos. No entanto que a prática aqui no Brasil e mundo afora anterior a década de 1970 era isolar socialmente aqueles que sofriam de transtornos mentais, principalmente em Instituições que eram chamadas de Hospitais Psiquiátricos ou o famoso manicômio, que de nada tinha como tratamento humanizado e sim uma prisão a quem estava doente, pois muitos desses hospitais as condições sanitárias eram totalmente precárias e são os inúmeros registros de violência contra quem precisava de ajuda, e não se tinha uma perspectiva de melhora. 

Mas foi através do Movimento iniciado na Itália pelo Médico e Psiquiatra Franco Basaglia na década de 1960, aonde uma dura crítica ao modelo destas instituições de exclusão social e de desrespeito aos direitos humanos é feita, assumindo em 1961 a direção do Hospital de Trieste no qual atuava, o médico Franco Basaglia dá inicio ao processo de mudanças no atendimento de quem sofre por transtornos mentais, com objetivo da criação de uma comunidade terapêutica e não mais um local aonde as pessoas doentes eram presas e tinham os seus direitos esquecidos. Sendo este trabalho posteriormente reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como o início da reforma psiquiátrica, sendo este Hospital credenciado em 1973 como referência mundial na reformulação do tratamento de transtornos mentais.

No Brasil em meio a redemocratização da década de 1970 e o movimento pela reforma sanitária, dar se início a luta contra os manicômios e por um tratamento digno a quem sofre de doenças mentais, assim também pela ressocialização e não exclusão social dessas pessoas. Em meio a Constituinte da década de 80, com a proposta de Criação do Sistema Único de Saúde (SUS), 1988/89 Nova Constituição Federal, em 1990 o Brasil se torna signatário da Declaração de Caracas, que propõe a reestruturação da assistência psiquiátrica, sendo somente em 2001 aprovada a lei federal 10.216 que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.

Após um período de avanços no tratamento de pessoas com transtornos mentais e resultados sem dúvidas tanto social como econômicos positivos, vemos no Brasil atual em 2021 a volta do discurso isolamento social destes doentes, bancado pelo conservadorismo em iminência na sociedade atual, o que com certeza seria uma grande regressão nas pautas amplamente discutidas e as mudanças que já aconteceram.

Os profissionais da saúde foram treinados a cuidar e não a prender, porém o discurso conservador traz de volta a ideia de uma sociedade sem diferenças, o que é totalmente utópico. Colocar a responsabilidade em quem sofre e as prende, isso não é tratar, o tratar é cuidar e essa é a missão de todos os profissionais da saúde, prender não é cuidar.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Douglas Cardozo

Douglas Cardozo

Douglas Cardozo é Economista, Pós Graduando em Saúde Pública e Consultor em saúde do Mandato popular do Professor Toninho Vespoli.

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Por que tantos profissionais de enfermagem morreram pela Covid-19 no Brasil?

Por que tantos profissionais de enfermagem morreram pela Covid-19 no Brasil?

Saiba como o negacionismo e negligencia do Governo contribuíram para a morte de profissionais da saúde!

Conforme dados do Conselho Federal de Enfermagem cerca de 54.836 profissionais de enfermagem foram contaminados pela Covid-19 no Brasil e destes cerca de 772 morreram vítimas desta doença. Estes dados alarmantes nos trazem uma triste realidade, aonde o nosso país está entre os países que mais perderam profissionais de enfermagem para a Covid-19 no mundo, e fato, muitas coisas estão erradas na condução desta crise sanitária e o resultado é muito trágico.

O contato direto com os doentes coloca os profissionais de enfermagem em uma situação muito arriscada, pois são esses profissionais que passam a maioria do seu tempo prestando a assistência aos doentes em estado crítico, seja realizando medicações como executando cuidados diretos como banho, troca de fraldas, curativos e mudanças de decúbito, além de dificilmente poderem se ausentar dos setores em que trabalham devido a necessidade dos pacientes.

Uma das explicações além do negacionismo do governo, está na falta de equipamentos de proteção individual aos trabalhadores (EPI’s), que logo no começo da pandemia ficou muito evidente, marcado pela dependência desses materiais provenientes do exterior, devido a produção escassa no país. E de fato a falta desses equipamentos colocaram muitos trabalhadores em riscos ainda maiores, e o resultado após pouco mais de um ano de pandemia é desastroso, aonde materiais simples que poderiam estar sendo produzidos pela nossa própria indústria têxtil, como máscaras e aventais, que são itens simples de serem produzidos e essenciais no dia a dia dos profissionais da saúde.

Mas além da questão da falta de EPI’s, existe também como um elemento a mais, as péssimas condições de trabalho que em muitos Estados e Municípios são oferecidas aos profissionais de saúde, desde a falta de uma maca para poder colocar um doente ao número excessivo de atendimentos em um único plantão, falta de medicamentos entre outros problemas. Muitos profissionais relatam que não conseguem até mesmo utilizar o banheiro durante a sua jornada de trabalho, devido a total intensificação de suas funções e óbvio que diante de situações tão precárias, o potencial de adoecimento das equipes de saúde aumenta de forma expressiva. Sendo a Enfermagem a maior categoria de saúde do Brasil, com cerca de 2 milhões de profissionais e sendo só no Estado de São Paulo mais de 600 mil profissionais inscritos no Conselho de classe, o número de profissionais vítimas da Covid-19 é muito expressivo.

Para proteger os profissionais de enfermagem é necessário ir muito mais além do que oferecer EPI’s, é necessário investir em melhores condições de trabalho, como um local adequado para esses profissionais descasarem no intervalo de uma jornada e outra, ter fiscalização efetiva pelas entidades de classe pensando no trabalhador e não somente nas instituições e governos, que em sua maioria são opressores a classe trabalhadora. Cabe ao nosso legislativo propor leis voltadas aos trabalhadores da saúde, para garantia dos direitos fundamentais de quem cuida de vidas. Nesse mês da Enfermagem, esperamos que seja um começo para mudanças que não só beneficiem aos trabalhadores, mas principalmente a quem precisa dos serviços prestados por esses profissionais tão essenciais e que cuidam de gente e precisam estar bem.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Douglas Cardozo

Douglas Cardozo

Douglas Cardozo é Economista, Pós Graduando em Saúde Pública e consultor em Saúde do Mandato Popular do Professor Toninho Vespoli.

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A Pandemia e os sacrifícios das mães

A Pandemia e os sacrifícios das mães

Saiba como mães estão lutando por dignidade em meio à pandemia!

A pandemia de Covid-19 escancarou abismos existentes na maior cidade do país. Ficou comprovado que mais de 40% dos estudantes não possuem acesso à internet, que a segurança alimentar é uma questão muito séria, que famílias mudaram a realidade financeira;

Dentro desse cenário também ficou vulgarizado para toda a população um programa de reinserção no mercado de trabalho para famílias mais vulneráveis. Na Educação conhecido como “Mães POT”.

É importante lembrar que mesmo antes do coronavírus, ainda em 2019, foi amplamente denunciado que as escolas municipais tiveram cortes de até 75% no número de funcionários nas equipes de limpeza. Ressalte-se também que após a aprovação da Reforma Trabalhista, em resumo, se os trabalhadores destas equipes não renderem o que é esperado pelas empresas, simplesmente são desligados sem qualquer intervenção de entidades representativas. Imaginem só 3 trabalhadores darem conta do trabalho de 12!

Dessa forma, com a chegada da pandemia e dos protocolos apresentados para garantir o mínimo de segurança nas escolas, ao invés de resolver o problema de insuficiência no processo de higienização e ventilação das Unidades, criaram uma nova categoria de profissionais: as mães!

Aliás, pouco se fala da carga que foi empregada nessas mulheres que muitas vezes são o arrimo, a chefia e a segurança das famílias que a rede municipal atende. Colocou-se uma responsabilidade nessas mães com dicotomias impensáveis em sociedades sérias como: assine um termo e seja responsável se seu filho ficar doente e morrer em decorrência de contaminação na escola; Trabalhe na escola presencialmente como uma sub trabalhadora num ambiente insalubre, sem orientação, sem apoio e sobreviva!

O desrespeito é tão grande que com a previsão de pagamento para o dia 15 de cada mês até agora não conseguiram prever sequer a necessidade de abertura de contas bancárias! O jogo de empurra-empurra na gestão tucana é conhecido, não é culpa das Secretarias, não é culpa dos bancos; No fim a culpa deve ser de novo da classe trabalhadora.

O governo finge que se preocupa com a vulnerabilidade dessas famílias e uma vez ao ano lembra que é importante enviar 1 cesta básica. Simula que está ajudando na questão financeira das famílias quando na verdade está expondo ao risco na condição de subemprego mães e alunos da rede. Em meio à greve pela vida, ver famílias em desespero aceitando fazer uma tarefa insalubre e impossível por diversos motivos já elencados nos últimos 13 meses é vergonhoso, absurdo e constrangedor.

Lutemos por renda, segurança e dignidade ao nosso povo! Toda solidariedade às mães da rede municipal!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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Organização Social paga 80 mil reais por mês para Superintendente do Hospital Regional de Cotia-SP

Organização Social paga 80 mil reais por mês para Superintendente do Hospital Regional de Cotia-SP

Saiba como os profissionais da saúde são precarizados e deixados em segundo plano, enquanto políticos corruptos e empresas gananciosas acabam lucrando com a desgraça

Quando o assunto é, Organizações Sociais na saúde, existem muitas opiniões divergentes entre a prestação direta dos serviços públicos pelo poder público ou prestação do serviço por empresas privadas, porém no eixo central do debate estão os profissionais da saúde, que de fato independente do vínculo tem compromisso com a população, pois são eles que direta ou indiretamente fazem com que os serviços cheguem a população. Poderíamos entrar no debate sobre o papel do servidor público X Trabalhadores privados, porém esse não é o nosso objetivo, pois além de ser polêmico é um elemento para dividir ainda mais a classe trabalhadora, ou seja, não chegaremos a lugar nenhum.

As armadilhas da terceirização

No âmbito do Sistema Único de Saúde, que é um dos maiores sistemas do mundo em inclusão social ao direito a saúde, a divisão da força de trabalho é marcada por vínculos cada vez mais precários, vide as terceirizações, quarteirizações e pejotizações, fato que se agravou ainda mais após a Reforma Trabalhista promovida pelo setor economicamente dominante em 2017 e com avanços progressivos atualmente na retirada de direitos aos trabalhadores.  Essa precarização na saúde é de fácil observação, aonde em um único Hospital por exemplo existem dezenas de prestadores de serviços terceirizados, gerando até mesmo conflitos internos devido a essa diversificação, que obviamente enfraquece a forma de organização dos trabalhadores, seja por sindicatos ou associações com um único propósito de representatividade.

Por um Regime Jurídico Único!

Entendo que uma das formas mais eficazes de resolvermos esta situação seria a criação de um Regime Jurídico Único para a contratação dos profissionais da saúde, que garantisse os direitos trabalhistas a quem se arrisca tanto em benefício da população, fortalecendo as organizações e lutas dos trabalhadores. Porém sabemos que para isso será necessário muita vontade política, que de fato no momento não é algo tão próximo e nem visível. Ou seja para conseguirmos entender este processo de precarização, precisamos entender que todos os que atuam no SUS são profissionais do SUS, que sim deveriam ser Profissionais habilitados a atuar no SUS a nível federal, independente de Estado ou Cidade, obviamente que vários critérios poderiam ser adotados para assim fazer funcionar um Regime Jurídico Único em benefício dos trabalhadores e da nossa população.

Os amigos do Doria ficam com a bolada

Bom, mas longe estamos da realidade desejada, e o pior, é que a nossa realidade é ainda mais cruel, por enquanto a força de trabalho na saúde é intensificada por mais horas trabalhadas e menores salários, grupos empresariais e políticos abocanham os escassos recursos da saúde.  Um exemplo muito sucinto é o escândalo da Gestão do Atual Governador de São Paulo João Dória, que através de uma parceria com a Organização Social SECONCI ( Serviço da Construção Civil),isso mesmo você não leu errado, Serviço da Construção Civil, que é responsável pela Gestão do Hospital Regional de Cotia-SP, tendo salários para os cargos de direção com cerca de 349% acima do mercado, como apontou o Tribunal de Contas Estadual em 2020, chegando o salário mensal do Superintendente da Unidade ao valor de cerca de R$ 80.000,00 (Oitenta mil reais), sendo que os valores praticados no mercado ao mesmo cargo estão em torno de R$ 18.000,00 ( Dezoito mil reais). É fato notório  a prática de altos salários nas Organizações sociais na saúde para os gestores do alto escalão e baixos salários aos profissionais assistenciais, ou seja nesta guerra os que perdem sempre, são os profissionais que fazem o Sistema Público Saúde funcionar, e além de toda precarização na relação entre os vínculos trabalhistas, muitas vezes a relação entre os prestadores acaba não sendo nada amigável, pois gera competições entre a própria força de trabalho operacional.

Por um SUS como direito!

E como já era de se esperar, o problema está lá na ponta que toma as decisões e os seus interesses, que na maioria das vezes não é nada relacionada ao direito a saúde da população e sim a uma forma de obter lucros rapidamente com saúde e precarizando das relações trabalhistas.

Precisamos de fato defendermos o SUS como um direito de toda a população, mas o SUS é movido todos os dias por gente, gente que trabalha para que esse sistema funcione mesmo com todas as suas limitações. Não pensar que todos aqueles que prestam serviço de saúde pública no Brasil são de fato Profissionais SUS, não nos faz chegar a lugar nenhum, certo que ainda é um sonho, mas precisamos sonhar para que se torne realidade um dia o reconhecimento do Profissional SUS através de um Regime Jurídico Único, sem atravessadores que precarizam a vida de quem quer salvar vidas.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

     Douglas Cardozo

Douglas Cardozo

Douglas Cardozo, é Economista, Pós-Graduando em Saúde Pública e consultor de Saúde do Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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Os Erros não devem ser generalizados, respeitem a enfermagem

Por que tantos profissionais de enfermagem morreram pela Covid-19 no Brasil?

Entenda porque é necessário defender a enfermagem contra ataques!

Com o início da campanha de vacinação contra a COVID-19, o que obviamente gerou muita esperança entre os profissionais de saúde e a população em geral, aonde só no Brasil já alcançamos a triste marca de mais de 353  mil mortos em pouco mais de 1 ano de pandemia. A descoberta de vacinas e o início da vacinação da população é sem dúvidas alguma a chave para vencermos esse momento sombrio em que vive a humanidade.

Porém os profissionais de enfermagem que em determinado momento foram considerados heróis por enfrentarem este momento na linha de frente do atendimento aos doentes acometidos pela COVID-19, na maioria das vezes sem os Equipamentos de Proteção Individuais (EPI’s) necessários, pois muitos Estados e Municípios não disponibilizaram destes equipamentos em quantidades suficientes para proteção destes profissionais, e que colocou o nosso país nas primeiras colocações do ranking de mortes de profissionais da saúde pelo CORONAVÍRUS. Agora vemos nas grandes mídias circularem notícias sobre profissionais que ao atuarem na campanha de vacinação adotaram posturas inadequadas ao não administrarem as vacinas, o que de modo algum deve ser considerado correto, mas também não deve ser generalizado como vem sendo feito pelas grandes mídias, que todos os profissionais possam cometer o mesmo erro. Vale lembrar que os profissionais de enfermagem em sua formação recebem conhecimento técnico científico para poderem exercer a profissão e submetidos ao CÓDIGO ÉTICO DE ENFERMAGEM.

Os enfermeiros estão na linha de frente contra o coronavírus£

Os profissionais de enfermagem organizam e conduzem a muitos anos as campanhas de imunização pelo SUS, sendo o modelo de imunização Brasileiro seguido por diversos países devido ao sucesso que obtivemos durante todos esses anos, aonde a enfermagem é fundamental nesse processo, não somente na administração das vacinas a população, quanto no preparo e armazenamento, inclusive participando de pesquisas como cientistas ou voluntários, como aconteceu agora nos testes das vacinas contra o coronavírus e que só se tornou uma realidade porque tivemos estes profissionais que além de serem linha de frente nesta pandemia também se dispuseram a muito mais, ao ajudarem no desenvolvimento dos imunizantes.

Ao generalizar um erro, a grande mídia estimula casos de violência contra os profissionais de saúde, em destaque de enfermagem, o que já vem acontecendo a muito tempo, pois é certo que erros não devem ser  amenizados e sim investigados e punidos caso sejam comprovados e para isso os Conselhos Regionais de Enfermagem de cada Estado Brasileiro tem este papel fundamental de receber denúncias e apurar os fatos, sejam eles na esfera ética ou por encaminhamentos cíveis, para proteção da sociedade e para zelar pela imagem dos profissionais que atuam na enfermagem.

Erros acontecem em qualquer profissão

Ao não administrar a vacina como os vídeos que estão circulando nas redes sociais apontam, sem dúvidas os profissionais envolvidos, supostamente cometem um erro, cabendo quem presenciou o fato, denunciar aos CORENS o ocorrido, qualquer cidadão comum pode fazer a denúncia e cabe aos conselhos determinar a imediata investigação do ocorrido, garantindo o direito de acusação e ao contraditório, para então ser efetuado o julgamento. O que é notório que a grande imprensa divulga fatos resumidos e não em sua íntegra na maioria das vezes, o que sem sombra de dúvidas geram diversas interpretações para a sociedade.

Erros acontecem, e o pior profissionais da saúde também erram pois afinal são humanos e na condição de humanos estão sujeitos a errar. Mas a reduzir os riscos de erro é fundamental para as instituições de saúde, e existem diversas maneiras de serem implementadas uma política de Segurança do Paciente, que sem dúvidas é essencial para a prestação de uma assistência segura e livre de erros, quando acontece o erro na ponta, na maioria das vezes temos o erro iniciado no processo de trabalho e como resultado de um processo de trabalho inadequado o erro se torna é uma consequência.

Não se deve generalizar um fato ocorrido e sim investiga-lo. O que ocasionou o erro? pode ser um erro individual? Sim, pode ser. Pode ser um erro de processo de trabalho? Sim, também pode ser. Então antes do julgamento precisamos garantir o direito dos envolvidos a acusação e ao contraditório, mas infelizmente primeiro a sociedade julga e depois ouve, isso é muito prejudicial a imagem de todos os profissionais ao generalizar um fato ocorrido. Estava assistindo ao Noticiário antes de escrever este texto e o apresentador, revoltado pelo fato ocorrido de um suposto erro de um profissional, dizia aos seus telespectadores que filmassem os profissionais de enfermagem, no momento da vacinação, para garantir que as vacinas realmente estavam sendo aplicadas. Aí me venho a inquietude, é direito de alguém usar da nossa imagem sem a sua autorização, no exercício profissional? Vamos lá, o que diz o CÓDIGO ÉTICO DE ENFERMAGEM?

É preciso seguir o Código Ético de Enfermagem

Conforme previsto no Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (Resolução Cofen 564/2017), é direito dos profissionais: “Art. 21 Negar-se a ser filmado, fotografado e exposto em mídias sociais durante o desempenho de suas atividades profissionais”. As situações a que os profissionais sejam expostos também devem ser encaminhadas aos CORENS.

Ou seja pelo Código Ético dos Profissionais de Enfermagem, esta garantido o direito em recusar se a ser exposto em mídias, no exercício da profissão, o que obviamente não significa que aqueles que supostamente comentem erros não devem ser denunciados, sim devem ser denunciados pois o objetivo de uma assistência segura e livre de erros deve ser um pacto social, mas os erros não podem ser generalizados penalizando todos que atuam na saúde e sim responsabilizando conforme apuração dos fatos e não através de um julgamento antecipado.

A Enfermagem é a que faz as campanhas de imunização acontecerem, ao longo de mais 30 anos de SUS, somos nós profissionais de enfermagem exclusivamente responsáveis por garantir que a nossa população esteja protegida contra inúmeras doenças. Esse trabalho não é feito sem uma equipe multiprofissional, porém é a enfermagem a maior categoria de saúde do Brasil e não podemos aceitar que nossos profissionais sejam criminalizados pelas grandes mídias por supostos erros, que de fato se apurados e comprovados que ocorreram, sejam os envolvidos punidos, porém posso garantir que os erros são mínimos, pois os profissionais de enfermagem temos um compromisso histórico com a vida e devem sim serem respeitados e valorizados.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Douglas Cardoso

Douglas Cardoso

Douglas Cardozo é Economista e Consultor em Saúde do Mandato Popular do Professor Toninho Vespoli.

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Os ricos querem furar a fila!

Os ricos querem furar a fila!

Entenda como o Congresso está passando por cima do povo que precisa da vacina!

Estava até demorando para acontecer. Mas aqui estamos nós: O Congresso Nacional aprovou um PL que permite empresas comprarem vacinas do Governo e aplica-las em quem quiser, mesmo antes de terminada a imunização prioritária! Na prática isso significa que os ricos querem furar a fila! Grandes empresas (porque só estas serão capazes de pagar) vão poder adquirir vacinas antes dos grupos de risco (como idosos, professores e estudantes). Nessas horas percebe-se que a “direita moderada” vota em bloco com o Bolsonaro. Kim Kataguiri, Arthur Lira , Joice Hasselman todos votaram a favor! Restou uma tímida oposição do PSOL, PTe partes do PDT (importante frisar, partes!) para tentar lutar contra o Projeto!

O povo é negligenciado!

O Projeto de Lei 948/221, de iniciativa do deputado Hildo Rocha do MDB (peça chave do centrão), foi aprovado ontem, dia 6. A opinião do povo e dos especialistas, é lógico, não foram os embasamentos reais da medida. A maioria do que é feito no Congresso tem pouca relação com tanto as vontades e necessidades do povo, quanto as opiniões de quem realmente se dedica para estudar cada tema. Ao invés disso, a medida teve muito mais que qualquer coisa objetivo do centrão de acenar para a classe empresária, que não importa o que aconteça, continuará a sua eterna submissão ao capital!

A ideia é péssima! Os argumentos elencados são que as empresas que vacinassem sua força de trabalho poderiam voltar a funcionar mais cedo (ou seja, economia acima da vida), e que o dinheiro das compras poderia ser usado para comprar mais vacinas. Mas não falta dinheiro para vacinas, o que falta, ao invés, são vacinas a venda! Principalmente depois do Bolsonaro ter jogado fora todas as oportunidades do Brasil conseguir vacina! ter mais dinheiro “para compra de vacinas” não vai fazer diferênça nenhuma a essa altura!

Só os ricos se beneficiam!

O óbvio é que quem é grupo de risco deveria ser vacinado antes, mesmo de quem tem mais dinheiro. Saúde não pode ser mercadoria! Além disso, as pessoas que seriam beneficiadas com a vacina primeiro, provavelmente seriam pessoas mais bem pagas nas empresas. Ou seja, quem tem mais condições de fazer um isolamento social efetivo!

Não tem como defender essa proposta, a não ser que você prefira ficar do lado de grandes empresários. O grupo de risco é grupo de risco, e não deve ser negligenciado! Mesmo pequenos e micro empresários (que empregam o grosso da mão de obra brasileira) provavelmente não teriam condições de comprar as vacinas. Os únicos realmente beneficiados são os mega ricos, que poderiam reiniciar suas empresas um pouco mais cedo! Os ricos querem furar a fila!

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Agentes Comunitários de Saúde essenciais no enfrentamento a Covid-19

Entenda porque os agentes comunitários de saúde são fundamentais para combater a covid na periferia

Oficialmente implementado pelo Ministério da Saúde em 1991, o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), com trabalhadores da própria comunidade em busca de melhorias em saúde local. Hoje é o ACS é uma das profissões mais estudadas pelas Universidades, devido ao grau de proximidade entre a população e os programas de governo em saúde. O agente Comunitário tem o papel fundamental de acolhimento, pois é o membro da equipe que faz parte da comunidade e conhece a realidade local e cotidiana, estabelecendo vínculos.

O primeiro caso de Covid-19 foi identificado no Brasil no final do mês de fevereiro de 2020, trazendo grandes mudanças na rotina dos brasileiros, além dos impactos psicológicos e financeiros nos núcleos familiares. Sendo diagnosticado em princípio em pessoas que estiveram em países com foco de coronavírus, e por consequência foi importado ao Brasil, assim se espalhando de bairros de médio e alto padrão, aonde as condições são menos vulneráveis, chegando posteriormente aos bairros periféricos aonde as condições são mais vulneráveis.

O Agente Comunitário de Saúde, é o profissional que além de atuar na comunidade é morador da mesma localidade, e isso faz total diferença para que a Atenção Primária em Saúde do SUS, através das Equipes de Estratégia de Saúde da Família, possam ter acesso a comunidade e entender sua complexidade, muitas comunidades marcadas por diversos problemas estruturais, sanitários e pela própria violência. Por preferencialmente este profissional ser morador da comunidade, existe um vínculo social, podendo ele ser o porta voz dos problemas em saúde da sociedade a qual representa.

E no momento atual de crise sanitária, aonde o Brasil registra a lamentável marca de mais de 260 mil mortos pela Covid-19, é fundamental a atuação desses profissionais, identificando os focos de transmissão precocemente. Porém muitos municípios brasileiros não estão utilizando esta força de trabalho de uma maneira correta, não oferecendo treinamentos e muito menos equipamentos de proteção individual, expondo estes trabalhadores ainda mais ao risco.

A Atenção primária em Saúde tem o papel fundamental de identificar os foco de doenças e iniciar as medidas preventivas com maior antecedência, as equipes multiprofissionais na qual os agentes comunitários de Saúde estão inseridos, são linha de frente no combate a Covid-19, pois o papel educativo é norteador para a resolução e combate a este momento tão difícil a qual os brasileiros estão vivenciando. Porém, vale lembrar que com implementação das medidas restritivas causadas pelo isolamento social, muitos núcleos familiares perderam renda, afetando ainda mais a vulnerabilidade social e expondo os casos de violência doméstica.

O papel do Agente Comunitário de Saúde neste momento é ainda maior, pois além de identificar e acolher as demandas em saúde, amplia se para as questões sociais como a violência doméstica que, pela permanência dos membros das famílias no mesmo espaço por um período maior, tende a aumentar a sua incidência. E muitas das vezes o primeiro atendimento público das vítimas é feito pelo ACS, que acolhe a demanda, porém diferente de quem não mora na comunidade, o ACS está na comunidade para trabalhar e morar, podendo inclusive ser vítima da própria violência local, embora que o programa seja um sucesso ao longo desses anos, pouco se evolui nas condições de segurança para esses trabalhadores.

Estar na comunidade é fundamental para aproximar o poder público de quem mais precisa dos serviços públicos, o ACS precisa ser olhado e respeitado em sua atuação, oferecendo condições e salários dignos a esses profissionais. A Pandemia de Covid-19 sabemos que ainda permanecerá por alguns meses em nosso país e no mundo, mas quanto mais se investe em Atenção Primária de Saúde, menos gastos teremos em alta complexidade, isso faz total sentido em ampliar a ação dos ACS’s durante esta crise sanitária, pois desta forma conseguiremos identificar e tratar os focos da doença e orientar a comunidade sobre ações preventivas, reforçando também a necessidade dentro das comunidades da vacinação contra a Covid-19, que sabemos que infelizmente por muitas noticias falsas espalhadas nas redes sociais, vem sofrendo prejuízos em sua credibilidade, além da questão de não termos quantidades suficientes para toda a população.

Investir no Programa de Agentes Comunitários em Saúde é investir em vidas, pois prevenir é muito mais eficiente do que tratar o agravamento de doenças. Oferecer treinamentos e equipamentos de proteção individual para estes profissionais trará resultados no combate a Covid-19, além das demais doenças, em destaque as crônicas, que muitos usuários do SUS por medo de contaminação do coronavírus não estão procurando as unidades de saúde. E cabe ao Agente Comunitário de Saúde identificar essas demandas e encaminhar ao poder público para a sua solução, em benefício do individuo e da sociedade.

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Douglas Cardoso

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Por que os Conselhos de Classe dos profissionais de saúde ignoram?

Com mais protocolos, normas ou rotinas que na maioria das vezes são inúteis e só se servem para intensificar ainda mais o trabalho dos profissionais e o resultado em nada é modificado?

Em mais de um ano do início da pandemia no Brasil onde ultrapassamos mais de 300 mil mortos, o trabalho em Saúde a cada dia se torna mais intensificado, fazendo com que os profissionais da saúde sintam em seus corpos o peso e sobrecarga das condições precárias na saúde pública e também na assistência privada.

Os profissionais em Saúde, ao respeitarem os princípios éticos que norteiam o exercício das suas carreiras, estão comprometidos com a vida, mesmo que isso signifique se expor a diversos riscos, como atender em Unidades de saúde super lotadas em meio a uma pandemia, o que é contraditório, sendo que a orientação é manter o distanciamento entre as pessoas. Em um pronto socorro lotado isso se torna quase impossível.  Mas enfim, isso faz parte da rotina desses profissionais, bem mesmo antes da pandemia. A trágica situação trouxe maior visibilidade a muitas categorias da saúde além das especialidades médicas.

O processo de trabalho em Saúde ainda é muito marcado pela divisão técnica de tarefas onde os tomadores de decisão estão distantes de quem irá executar as mesmas. Esse processo é marcado pela centralização do planejamento das ações em Saúde, estando os envolvidos na tarefa do cuidar, muitas vezes distantes na arte de planejar o cuidado. Muitas instituições  de saúde vem se esforçando para melhorar e modernizar o processo de trabalho em Saúde, porém lamentavelmente que o resultado seja mais  intensificação na execução  de tarefas,  protocolos e mais protocolos.

É óbvio que o cuidar exige responsabilidades e normas, porém triste é notarmos que em muitas instituições protocolos, normas e rotinas tornam se elementos para diminuir a autonomia dos profissionais no processo do cuidar, fazendo destes como simples executores de tarefas, não dando  nem se quer o direito de exigir até mesmo melhores condições de trabalho e diante de um momento como o atual, aonde a comunicação  é  essencial, mas não só a comunicação, como a arte de planejar  é  fundamental para alcançarmos o que pretendemos, é  essencial planejar e executar em equipe e não centralizar a tomada de decisão.

Quantos procedimentos/tarefas realmente são necessárias? E quantos realmente não  são? Planejar não significa apenas dizer o que deve ser feito e sim como, mas infeliz  muitas instituições  sejam elas publica ou privadas, inclusive conselhos de classe, somente sabem dizer o que devem ser feito e para responder ao como, criam normas e rotinas que somente robôs conseguiriam executar cuidando de tanta gente ao mesmo tempo.

A reflexão aqui é:  o quanto podemos melhorar ou piorar o processo de trabalho em Saúde? Em meio a pandemia, que obviamente  é  uma situação atípica,  como nossos profissionais de saúde estão sendo tratados pelas instituições?  Com mais protocolos, normas ou rotinas que na maioria das vezes são inúteis e só se servem para intensificar ainda mais o trabalho dos profissionais e o resultado em nada é modificado? O que fazem os Conselhos de classe?

 

Douglas Cardozo

Douglas Cardozo

Douglas Cardozo é Economista e Consultor em Saúde do Mandato Popular do
Professor Toninho Vespoli

Profissionais da Saúde e sofrimento mental diante da Covid-19

Profissionais da Saúde e sofrimento mental diante da Covid-19

Saiba como os profissionais da saúde estão sofrendo com a pandemia

O Brasil está entre os países mais afetados pela Covid-19, ocupando a segunda colocação entre os países com maior número de mortes por coronavírus, com cerca de 268 mil mortos, perdendo apenas para os Estados Unidos com mais de 522 mil mortos, também ocupando as primeiras posições entre os países onde, mais se morrem profissionais da saúde no combate à pandemia.

Os problemas estruturais na saúde pública brasileiro são constantes, sendo agravados ainda mais pela pandemia, onde a falta de recursos físicos e humanos ocupam os noticiários todos os dias. Estando os profissionais de saúde na linha de frente no cuidado, os impactos sobre a saúde mental desses profissionais, vem crescendo, muitos chegando a relatar esgotamento físico e emocional pela sobrecarga.

São constantes relatos de profissionais de saúde que perderam seus colegas/amigos para a Covid-19, sofrendo fortes impactos emocionais nas equipes, além do sentimento de medo que pode ser coletivo ou individual. Pois estes profissionais que se dedicam a cuidar dos outros, não perderam sua essencialidade como humanos e principalmente em relação ao sofrimento. Não são heróis, como se é popularizado nas grandes mídias e sim pessoas que estão diante de um grande desafio, e sim, sentem muito medo de serem as próximas vítimas ou pior contaminarem os seus familiares.

É necessário pensar em estratégias em apoio a saúde mental de quem está na linha de frente no combate a Covid-19, pois infelizmente ainda temos um processo de trabalho em Saúde, que nos relembra séculos anteriores, focados apenas em tarefas sem considerar quem irá executar as ações, simplesmente substituindo aqueles que adoecem, não identificando as causas do adoecimento mental e físico destes trabalhadores. Através da Divisão Técnica do Trabalho, que faz se necessário para organização de processos,também acabam sendo eliminadas a autonomia. E gerando cada vez mais grupos alienados em suas funções técnicas, como executores de tarefas e não como tomadores de decisões no processo de trabalho em sua maioria, e o que obviamente repercute na saúde ocupacional, principalmente dado o momento de considerável crescimento de mortes de trabalhadores da saúde, o adoecimento mental vem se evidenciado cada vez mais.

É necessário pensar em políticas públicas para proteção e promoção em Saúde Mental dos Profissionais da Saúde, para apoio psicológico de quem está na linha de frente, muitas vezes sem condições adequadas de trabalho, mas em respeito à vida não fogem da batalha diária. O adoecimento psíquico entre profissionais da saúde é real, porém muitas vezes é ignorado pelo poder público, sendo apenas considerados os casos mais graves e que requeiram atendimento especializado e afastamento desses profissionais. 

O Mandato do Professor e Vereador Toninho Vespoli, como um grande parceiro de lutas sociais, vem ampliando este espaço de diálogo e construção coletiva para os profissionais da saúde, sendo este canal uma importante ferramenta política em defesa dos Trabalhadores que atuam na Saúde pública e privada, sejam eles assistenciais ou administrativos.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Douglas Cardozo

Douglas Cardozo

Douglas Cardozo é Economista e Consultor em Saúde do Mandato Popular do
Professor Toninho Vespoli

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5 pontos para entender a segunda onda da covid

6 pontos para entender a segunda onda da covid

Entenda o que mudou da primeira para a segunda onda da covid:

Estamos no meio de uma segunda onda da covid. MAs o que isso significa na prática? Veja aqui 5 pontos para entender a segunda onda da covid:

1. A vacina é esperança, mas a batalha ainda não está ganha!

Apesar da ingerência política dos mandantes de São Paulo e do Brasil, existe uma chance boa de que a vacinação em massa ocorra logo mais. Mas até lá, é importante não baixarmos a guarda! Inclusive porque as novas cepas da Covid-19 ainda não são bem compreendidas. Existe chance da vacina não ser eficaz para as novas cepas! Por isso mesmo, é especialmente importante que o menor número possível de pessoas esteja contaminado com a nova variante. Nós não podemos morrer na praia!

2. O que é bom ter em casa na luta contra o vírus?

Hoje nós temos mais clareza de que qualquer um sentindo os sintomas da covid (febre, tosse seca, cansaço, dificuldade de respirar ou falta de ar, dor ou pressão no peito, perda de fala ou movimento) deve procurar atendimento médico. Mas sabemos que em muitos lugares as unidades de saúde estão super lotadas, tornando lento e pouco realista o atendimento médico instantâneo, especialmente para quem vive em regiões pobres da cidade. É bom manter em casa dipirona, paracetamol e xarope para tosse. Pode ser interessante, também, manter uma suplementação de vitamina D (mais informações no item 6 da lista). Nenhum desses medicamentos curam a covid, mas são capazes de aliviar os sintomas e dificultar a transmissão da doença. Ainda assim é importante frisar: se possível, prefira sempre ir ao hospital, UPA ou UBS!

3. Qual máscara usar?

Todo mundo já está cansado de saber que deve sempre usar máscara quando precisar sair. Mas há ainda muita dúvida sobre qual máscara é a melhor. Em um primeiro momento, no começo da pandemia, a instrução era para usar máscaras apenas se estivesse com sintomas. A instrução diferente se deu porque haviam poucas máscaras disponíveis no mercado brasileiro. Hoje a situação mudou: há máscaras para todos. Além disso quem não pode comprar máscaras pode fazer sua própria máscara com panos de prato não tóxicos. Apesar da população hoje saber disso, há ainda muita dúvida sobre qual o melhor tipo de máscara. Segundo especialistas, as máscaras N95 e PFF2 parecem ser as mais eficientes no combate À transmissão da covid. São um pouco mais caras, mas oferecem proteção e conforto mais completos. Veja aqui como identificar cada uma dessas máscaras, e não ser enganado na hora da compra.

4. Álcool em gel ou álcool em spray?

Mais barato do que o álcool em gel, e mais rápido de aplicar, o álcool 70% em garrafas com borrifador é uma opção interessante para quem quer se manter protegido. É importante saber, apenas, que o álcool sem ser em gel evapora mais rápido, o que significa que ele tem menos tempo para matar os patógenos em sua mão. Isso pode ser resolvido aplicando uma dose maior de álcool em spray do que seria aplicado de álcool em gel. Além disso, se você possuí uma pele sensível, algumas marcas de álcool em gel podem ser mais interessantes por conterem hidratantes em sua composição. Por outro lado, o álcool em spray pode ser mais conveniente, especialmente se usado em pequenos frascos de spray (50 ou 100 mililitros), fáceis de serem transportados, e de rápida aplicação.

5. Posso pegar transporte coletivo?

Como todo mundo sabe, se possível , o ideal é ficar em casa. Mas para muitos isso não é uma opção. Há, no entanto, pesquisas animadoras mostrando que o uso de máscaras é mais eficiente do que se pensava no combate à covid. Um estudo recente do renomado Instituto MITRE, mostra que se todos no ônibus estiverem de máscara, e as janelas do ônibus forem mantidas abertas, o número de patógenos inalados pode diminuir em até 93%. Isso não significa que já dá para sair em rolezinhos. Mas se precisar sair de ônibus, saiba que usar máscaras e manter as janelas abertas é um caminho para se manter protegido (na medida do possível).

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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