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A rebeldia da juventude e o coronavirus: epicurismo ou realidade?

A rebeldia da juventude e o coronavirus: epicurismo ou realidade?

Entenda o que está acontecendo com a juventude nas quebradas durante a pandemia

Uma das preocupações durante a quarentena entre os educadores, especialmente os que atuam no Ensino Fundamental e Médio, é sobre o que seus alunos que não estão interagindo nas plataformas virtuais estão fazendo. Se estão bem.

Não faltam relatos de ruas cheias de jovens empinando pipas, de fluxos lotados ou de colegas mudando as fotos de perfil nas redes sociais com mensagens de luto.

É importante pontuar que via de regra muitos jovens dos extremos periféricos estão sendo contaminados e parecem desafiar as regras de cuidados impostos durante a quarentena.

Por outro lado, já vivem em meio às piores expectativas de vida da cidade. São os que não têm acesso ao saneamento básico. São os que esperam por 9 horas para uma consulta simples. São os que são selecionados negativamente na vaga de emprego pelo CEP. São muitas vezes os que dividem um cômodo para 7 pessoas da família. São os que não possuem acesso a diferentes fontes de lazer que muitas vezes é proporcionado pelas interações na escola. São as maiores vítimas de morte violenta e de “erros” por parte do Estado, é neles que cabe a justiça com as próprias mãos, furto de chocolate vira chibatada, furto de carne gera tortura com choques.

Falar que estão arriscando as vidas e que podem morrer por um vírus significa o que na rotina de vida desses meninos?

Sabe aquele papo do aluno que não sabe se vale a pena ser como o “bandido” da vila, pois é respeitado, anda de moto, tem namoradas, tênis da moda e uma TV legal em casa? Ele te fala que sabe que provavelmente viverá pouco, mas terá aproveitado ao máximo.

Às vezes é exatamente essa a impressão deixada quando alguns compram pebolim ou churrasqueira durante a quarentena e festejam como se não tivesse amanhã.

Em tempos normais, com alguns dias de não comparecimento às aulas a escola tenta contato com família, com conselho tutelar. E durante a quarentena? O trabalho dos conselhos precarizados foi intensificado? Quais as ações foram pensadas pelo governo para a busca ativa desses nossos estudantes? Quais foram as estratégias reais de proteção a essas vidas e de prevenção a evasão? Provavelmente poucas ou nenhuma, afinal os que eram invisíveis antes da pandemia, continuam tristemente a sê-lo.

Vivian Alves

Vivian Alves

Vivian Alves é filósofa, diretora de escola e ativista pela esucação. Atualmente ocupa o mandado do Vereador Toninho Vespoli.

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Relato de trabalho de um ATE

Relato de trabalho de um ATE

Relato de trabalho de um Auxiliar Técnico em meio à pandemia de corona vírus covid 19.

Eu me chamo William Silva Figueiredo, auxiliar técnico de educação, trabalhando na Prefeitura de São Paulo desde 2009 e no CEU Água Azul Cidade Tiradentes na Gestão desde 2015. Descreverei como estão sendo estes dia de trabalhos em tempo de pandemia, pois como é do conhecimento de todos, o Quadros de Apoio da Educação Municipal não obteve o direito ao isolamento e sendo assim continuamos trabalhando.

Com a pandemia, assim que tomei conhecimento das suspensões de todas as atividades e fechamento do CEU, confesso que de primeiro momento fiquei assustado por nunca ter visto algo de igual impacto, tudo ficou deserto e silencioso, os alunos das três escolas sumiram, a comunidade que frequentava diariamente as atividades físicas, teatrais entre outras também foram obrigadas a pararem de frequentar, mesmo com tudo isso acontecendo os trabalhos administrativos foram mantidos e tivemos (ATE’s e Gestão no Geral) que nos desdobrar para manter funcionando, pois além de todo o ocorrido tivemos que administrar a ausência dos companheiros de trabalho que mesmo sendo do quadro de apoio, fazem parte do grupo de risco e precisam do afastamento do trabalho presencial.

Batalhando com o risco de morte

O contato com a comunidade que era frequentemente realizado frente a frente passou a ser na maioria das vezes por telefone evitando o menor contato possível, e a convivência no local de trabalho com os servidores e funcionários, ficaram completamente diferentes e sempre repletas de incertezas em relação ao contagio do vírus, pois o CEU tem além dos servidores, um grande número de pessoas que compõe o quadro de limpeza e segurança, sem contar com os prestadores de serviços que nesse tempo de pandemia estão trabalhando na manutenção dos espaços. Cabe ressaltar que uma das esposas de um funcionário da segurança testou positivo para a COVID 19, e ele teve que ser afastado para cumprir o isolamento social. Graças a Deus, ele testou negativo e sua esposa e filhos estão bem.

Apesar de tudo, os ATE’s lutam para fazer a diferença!

Recentemente, dia 12/maio, perdemos um funcionário para a covid 19, também da segurança do período noturno, e diante de todos os ocorridos e relatados de usuários da comunidade que também testaram positivos uns internados, outros isolados, continuei no empenho de minhas obrigações habituais colaborando recentemente na entrega de cestas básicas referentes a um projeto de Rugby (esporte) onde foram doadas cestas de alimentos para os praticantes do referido esporte. Além dessa ação social está em prática outra, que também entregará cestas básica (Associação do bairro), essa ação será realizada às sextas-feiras, em horário comercial. Contamos também com fabricação de máscaras faciais, que são confeccionadas em um baú de uma carreta que está estacionada no
estacionamento do CEU (projeto do governo do Estado com parceria das ETECs).

O meu sentimento em estar trabalhando em plena pandemia e mesmo tomando todas as precauções e recomendações necessárias, é o de incerteza, pois nunca se sabe se fui ou não contaminado, mesmo que todos os cuidados estejam sendo tomados sempre temos contato com pessoas e objetos, isso me deixa extremamente preocupado e incerto, mas com a certeza que estou contribuindo com algo para que tudo isso passe e volte ao normal para que possamos usufruir de nossas vidas como comumente fazíamos.

Escrito por um ATE

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A Alimentação Escolar durante a quarentena

A Alimentação Escolar durante a quarentena

Entenda o descaso dos governantes com crianças que passam fome!

A pandemia de covid- 19, dentre outras coisas, escancarou um papel que as escolas ocupam: espaço responsável pelas principais refeições de muitos dos estudantes.
Não são incomuns os relatos de professores recebendo mensagens de estudantes perguntando sobre alimentação durante as interações online. Outra realidade é a dos profissionais em plantões nas escolas ( gestores e quadro de apoio) que atendem telefonemas ou pessoas batendo nas portas das escolas em busca de informações sobre o cartão- alimentação ou a possibilidade de doação de cestas básicas.

A realidade financeira de muitas das famílias mudou devido ao contexto da quarentena, muitos com salários reduzidos ou com a perda dos empregos, mesmo fora das listas de beneficiários de programas sociais governamentais.

Mesmo que o direito à alimentação esteja garantido na Declaração dos Direitos Humanos, PIDESC, Constituição e ECA, a fome ainda é uma realidade e agravada devido aos estudantes não terem o direito à alimentação escolar garantido. Pelo contrário, governantes têm caminhado no sentido oposto, levando a alimentação escolar como direito de alguns.

Alimentação não é caridade, é dever do Estado!

É indiscutível a relação da garantia da alimentação como preceito para aprendizagem. O Programa de Alimentação Escolar gratuita e universal representa a maior e mais abrangente experiência em Políticas Públicas de alimentação e nutrição na América do Sul, além de ser um dos mais antigos no mundo.

Desta forma, é incompreensível num momento de agravo social e sanitário, impor a privação ao direito dos estudantes de se alimentarem de forma adequada. Argumentar sob o véu da legalidade contratual, quando de fato dados da própria prefeitura apontam o gasto efetivo realizado de pouco mais de 10% do valor total a ser recebido do governo federal chega a ser irresponsável, pois se trata de direito e não de caridade para alguns que estão nos critérios estabelecidos pela Secretaria Municipal de Educação que nem sequer são os mesmos adotados pela Assistência Social, que tem como característica o atendimento da população em maior vulnerabilidade.

Se a alimentação escolar é um direito universal aos alunos, em atividades remotas todos continuam a serem alunos e, portanto devem receber o equivalente à refeição realizada na escola. Essa equivalência precisa inclusive levar em conta que o poder de compra do governo e avulsa são diferentes. Ofertar alimentos aos estudantes seguindo os preceitos da FNDE torna-se mais que urgente para garantir a segurança alimentar dos estudantes que já são tão vulneráveis e estão prejudicados por diversas políticas de governo que não estão considerando-os como sujeitos de direitos e que precisam ter a proteção e ações voltadas para a universalização e em condições de igualdade.

Vivian Alves

Vivian Alves

Vivian Alves é filósofa, diretora de escola e ativista pela educação. Atualmente ocupa o mandado do Vereador Toninho Vespoli.

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A RENOVAÇÃO DA ESQUERDA BRASILEIRA PODE TER INICIADO NESSE DOMINGO

A RENOVAÇÃO DA ESQUERDA BRASILEIRA PODE TER INICIADO NESSE DOMINGO
Fonte: Mídia Ninja

Postado originalmente no site: https://institutocultiva.com.br/a-renovacao-da-esquerda-brasileira-pode-ter-iniciado-nesse-domingo/

Por Rudá Ricci

Prometi que escreveria sobre a possível renovação da esquerda brasileira a partir do que foi ontem.

Ontem tivemos manifestações fortes em muitas capitais do país. Os manifestantes eram, em sua maioria, jovens negros, trabalhadores da limpeza urbana, do pequeno comércio (farmácias, padarias), moradores das periferias.

Não foi significativo o número dos que portavam bandeiras de partidos (havia as do PSTU, PSOL, UP e PCB, mas também alguns militantes assustados do PCdoB e PT), todos foram acolhidos pelos que protestavam. As falas e palavras de ordem eram novas, mais agressivas.

Colhi vários depoimentos e falas de gente que andava nas ruas. Convergiam para aquele orgulho meio irônico dos jovens da periferia dos grandes centros urbanos. Sempre que falo para gente da periferia, ouço o mesmo: “somos perifa, aqui não entra qualquer um”. Pois bem, esse discurso estava nas ruas do domingo. Eles diziam que apanham da polícia toda semana e que não tiveram como se esconder do Covid19 porque pegam ônibus diariamente para trabalhar. Não há como fugir da realidade para esse pessoal. O mais interessante é que ironizavam o que chamavam de “esquerda branca de classe média”. Muitos diziam que somos covardes ou “preguiçosos” (este adjetivo leva a ironia fina dos negros da periferia, gente que fala com um sorrisinho irônico no canto da boca).

São jovens, saíram às ruas porque saem todos os dias. E continuarão saindo. Eles enfrentam a PM há tempos, nos seus bairros, no morro, nos jogos de futebol. Conhecem essa violência institucional desde crianças. Parte deles está chegando na política por esses dias. Começaram a perceber que os ataques ao bolsonarismo não eram discurso despeitado de quem perdeu as eleições. Nem gente que quer ter uma boquinha. Começaram a perguntar o que é ditadura.

Vários vieram pelo chamado das torcidas organizadas. Que decidiram se unir para enfrentar esse pessoal que conhecem bem: a repressão das policiais militarizadas que perseguem pretos pobres. Já havia visto essa reação dos jovens da periferia em 26 de junho de 2013.

Mas, e a esquerda tradicional? Como agiu? Com covardia extrema. Trata-se de uma esquerda desconectada do mundo real, focada em valores da época do lulismo. PT, PCdoB, PSB, PSOL e PDT possuem um quinto dos vereadores e prefeitos do país. É um exército político sem generais. O PSOL foi à guerra, mas os outros 4 partidos que citei ficaram no muro. Em Belém do Pará, os 5 se uniram para não apoiar as manifestações. Algo raro na última década. Quais os motivos deste pânico? A leitura parlamentar do jogo político que os engoliu.

A lógica parlamentar é marcada por uma estética da fala: discursos épicos, definitivos, muitas vezes, de confronto. Porém, a prática é cândida, de longas e permanentes negociações com seus pares no parlamento. Jogam em espaços curtos fazendo jogadas capciosas. A esquerda tradicional brasileira é dominada por esse estilo parlamentar, discursivo, de pouca prática incisiva no mundo real. Fazem notas públicas, petições online, distribuem números de WhatsApp e e-mail de autoridades públicas para serem pressionadas via internet. Esse jogo estético que leva a quase nada.

Pior: desde o impeachment de Dilma, destilam um discurso defensivo e medroso. Vários expoentes dessa esquerda de tipo parlamentar – que muito fala e pouco faz – começaram a bradar que o golpe está perto, que não haverá eleição, que o apocalipse é “now“. Já sugeri que se trata de uma faceta do transtorno do estresse pós-traumático. O impeachment de Dilma, a prisão de Lula e os absurdos votados pelo Congresso Nacional se somaram às eleições de alguns governadores e um presidente de extrema-direita. Arriaram. A esquerda acometida por transtorno do estresse pós-traumático teme a extrema-direita. Acredita que formaram um bloco poderoso, articulado aos interesses dos EUA, fechado no apoio das FFAA e das PMs estaduais, com um núcleo de apoio social estabilizado ao redor de 30%.

Essa leitura enviesada acaba invariavelmente sugerindo que já vivemos uma espécie de ditadura velada. A construção discursiva é absolutamente subjetiva, sem base na realidade concreta, um rebaixamento conceitual e político que raramente presenciamos na história da esquerda.

O medo e a baixa autoestima começaram a derrotar moralmente essa esquerda de tipo parlamentar. Anda como siri; corre como siri para dar impressão de movimento, aquele jogo do Dunga para inglês ver. Não poderia dar em outra: condenaram a saída às ruas. Sair às ruas, disseram, seria dar pretexto para uma intervenção militar. Não importavam a queda de popularidade de Bolsonaro e seu governo, os rachas no interior do governo, o enfrentamento sóbrio do STF aos desmandos do governo, as reações de jovens nas redes sociais. Não importaram os dados sobre aumento estratosférico dos índices de desemprego, as ações de solidariedade envolvendo muitas organizações populares, a queda vertiginosa de renda dos pobres, as mortes diárias por Covid19. Para a esquerda parlamentarizada, os dados são adornos.

Enfim, a esquerda parlamentarizada é aquela que não consegue utilizar os dados objetivos da realidade e não consegue enxergar os sinais da subjetividade popular. Porque está sempre na tribuna. Essa esquerda parece envelhecida precocemente, embebida em formol.

Mas, no confronto com o que ocorreu ontem, essa esquerda deixou estampada a diferença dos ambientes em que ficou paralisada nesse domingo e o ambiente para onde foram os jovens negros das periferias. Um apartheid comportamental de grande envergadura.

O discurso de muitos jovens que ontem estavam nas ruas era irônico, forte, de esquerda ou flertando com os valores de esquerda. Nenhum de direita. Todos falavam do enfrentamento de classe. Sim, usavam o termo classe social. Não estavam para brincadeira.

Então, aqui vai minha percepção: ali pode estar a renovação da esquerda brasileira. A de um novo ciclo, mais pujante, com menos vícios institucionais. Talvez, esteja apontando o começo do ocaso do lulismo. Um bastão repassado em que o corredor de antes já cumpriu seu papel.

Essa possível renovação das esquerdas é mais ousada, mais curtida pela vida, menos classe média, menos branca, menos masculina. Aprenderá a lidar com o jogo de xadrez, mas, agora, prefere boxe. Se puder mesclar os dois tipos de jogos, será mais preparada que a esquerda atual.

Aguardo confirmação. Sociólogo é preparado para ler tendências. Algumas se realizam, outras minguam no desenrolar dos acontecimentos. Sociólogo não prevê, mas treina seu olhar para enxergar tendências. Essa é uma: a esquerda acovardada deu lugar aos jovens da periferia.

Este é um texto de opinião de um(a) autor(a) convidado(a). As opiniões aqui presentes não necessariamente refletem as visões do vereador Toninho Vespoli, ou de sua equipe.

Rudá Ricci

Rudá Ricci

Rudá Ricci é Sociólogo e Doutor em Ciências Sociais

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7 motivos para entender porque você é antifascista

Manifestações antifascistas tomaram as ruas de diversas cidades neste domingo (8). Mas afinal, o que é ser antifascista?

Direta ou indiretamente, nos últimos dias você deve ter ouvido falar em “fascismo” e “antifascismo”. Os últimos fins de semana foram marcados por manifestações antifascistas em diversas cidades do Brasil.  Nas redes sociais, provavelmente algum amigo trocou sua foto de perfil e está com o selo “Sou antifascista” como moldura. É, até a Anitta e a Xuxa postaram em seus perfis do Instagram. Modismo ou não, essa movimentação fez com que pessoas pesquisassem sobre o assunto e provavelmente você está aqui por isso.  

O fascismo surge junto com o imperialismo no sistema capitalista em países europeus após a Primeira Guerra Mundial. Os exemplos mais conhecidos são os regimes autoritários de Benito Mussolini na Itália e de Adolph Hitler na Alemanha. Ambos reúnem características em comum, como um líder carismático, uso da violência, patriotismo exacerbado, exaltação de valores tradicionais, desprezo pela democracia, perseguição a opositores, entre outras. Isso te lembra algum governo? 

Já o antifascismo é um conjunto de práticas e saberes que se lança contra a qualquer pessoa, grupo ou ação que remeta ao fascismo. Então, veja se você se identifica com esses 7 motivos para entender por que você é antifascista! 

1. Você fica indignado com a postura do Bolsonaro em não usar máscara e apertar a mão de pessoas, contrariando as recomendações de saúde durante a pandemia 

Uma característica do fascismo é a imagem de um líder “todo-poderoso”, a ser cultuado e que pode tomar qualquer decisão sem consultar a sociedade. Há uma tentativa desesperada de Bolsonaro em afirmar de que ele está acima da leis brasileiras e de toda a sociedade. Ele se exibe propositalmente nas aparições públicas sem usar máscara, quando a recomendação é de que todos usem. Infelizmente, as atitudes do presidente encontram respaldo em parcela da população, mesmo que fragilize a democracia do país. 

2. Você percebeu que o Bolsonaro para se eleger teve apoio de um monte de artistas e empresários por causa da economia

O fascismo é um jeito de pensar e se organizar da extrema-direita e quem o faz acontecer são as elites econômicas do país. Vários rostos não tiveram vergonha de fazer campanha em prol de Jair Bolsonaro, notório por vociferar absurdos. Muitos são donos de grandes redes de comércios, a lista é grande. Por exemplo, Luciano Hang, um dos bilionários da lista da revista Forbes e dono da rede Havan. Madero Junior Durski, dono dos restaurantes Madero,  Flávio Rocha, dono das lojas Riachuelo e Sebastião Bonfim, dono da Centauro.
Sozinho, Bolsonaro não seria nada. E são esses caras que colaboram com o seu governo e consequentemente com a ascensão do fascismo no Brasil. Eles querem ganhar mais dinheiro, reduzir seus impostos, pagar menos para funcionário, e por aí vai. Para isso, é preciso que haja a aprovação de leis que os beneficiem. Enquanto isso, há mais concentração de renda, ou seja, o rico cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre. 

3. Te incomoda o fato da camisa da seleção brasileira ter virado coisa de bolsonarista

O fascismo inventa a narrativa de uma nação a ser resgatada e há a tentativa de impor a ideia de que somos apenas um único povo. Além disso, há a apropriação de símbolos nacionais. Para fazer parte dessa nação idealizada é preciso seguir uma série de condições, como classe social, religião, cor e seguir valores impostos pelos fascistas. Quem pode ser considerado um “cidadão de bem” para esse governo?

Além disso, o patriotismo do governo Bolsonaro pode ser colocado em xeque frente à sua submissão ao governo estadunidense. Por exemplo, não há humilhação maior do que a nossa bandeira ocupar espaço junto às bandeiras dos EUA e de Israel quando não há nenhuma razão para isso? 

4. Você não concorda com os discursos homofóbicos, racistas e misóginos de Bolsonaro e seus ministros

A ideologia do fascismo também é a da negação. Nega-se tudo que não faça parte do grupo homogêneo, por exemplo, a cultura e a religião de povos afrodescentes e indígenas. No caso brasileiro, o modelo de cidadão ideal é o cristão, branco com família monoparental (isto é, homem e mulher casados, como pai e mãe), heterossexuais, entre outras características.
O que eles ganham em excluir e violentar os não-brancos ou as mulheres?  O fascismo legitima a supremacia branca e mantém a desigualdade social, onde os homens brancos ganham muito mais do que as outras pessoas do país. O que eles querem é a manutenção do status quo.  Portanto, o fascismo, o capitalismo e o racismo são os pilares que sustentam um sistema de opressão que nega direitos, anula vidas.

5. Você sabe que a mamadeira de “piroca” nunca existiu e que a covid-19 é mais do que uma “gripezinha”

Além de ter apoio da elite do país, um governo fascista precisa convencer parte da população para se manter no poder. A principal ferramenta para isso são os meios de comunicação. Bolsonaro e seus apoiadores (ou melhor, investidores) investiram pesado na contratação de robôs para disseminar notícias falsas nas redes sociais.  Assim, qualquer informação falsa ou distorcida pode ser disseminada por compartilhamento em massa. No dia a dia quem vai checar se algo é verdadeiro ou falso? E mais, por que Bolsonaro aparecia com tanta frequência nas emissoras apoiadoras, como o SBT, para entrevistas exclusivas? É óbvio: para falar o que quiser sem ter suas ideias confrontadas. 

6. Você não gosta da perseguição de Bolsonaro aos jornais nem da nomeação de vários militares no governo 

Um governo fascista pode ser eleito democraticamente, sim e pode utilizar de leis para realizar atos antidemocráticos. Para evitar a prisão de seus filhos envolvidos em milícias, Bolsonaro interveio na chefia da Polícia Federal. Cada vez mais militares passam a ocupar cargos no governo, possivelmente para agradar os eleitores simpatizantes, politizando a instituição das Forças Armadas. O presidente também está marcando presença em manifestações pró-ditadura militar e também incitou o fechamento do STF

Há uma articulação muito perigosa de colocar sob questionamento as instituições que não servem mais pra manutenção do governo ou que o ameaça. Por exemplo, Bolsonaro ataca  jornalistas, visto que corriqueiramente são noticiados fatos em alguns veículos de comunicação que podem não beneficiar sua imagem e isso o incomoda. 

7. Você acha ridículo quando os bolsonaristas acusam de “comunista” quem rompe com o governo

Outra coisa muito importante num governo fascista é a criação de um inimigo. Para o governo fascista de Bolsonaro e seus seguidores, o inimigo pode ser qualquer um que não esteja com ele, os que eles denominam como “comunistas”. Já estão nessa lista Alexandre Frota, Sérgio Moro, a galera do MBL, Joyce Hasselmann, Datena, Doria,  Witzel, entre outras figuras que também tem posicionamento político à direita. Agora que não se beneficiam do governo fascista se tornaram inimigos. Mas não se engane, eles foram coniventes com as falas preconceituosas de Bolsonaro e com a aprovação das reformas trabalhista e da previdência, que penalizam os trabalhadores pobres. 

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi

Juliana Ghizzi é jornalista pela PUC-SP. Atualmente, trabalha como assessora de comunicação do Mandato Popular do Vereador Toninho Vespoli

Precisamos Lutar Pela Democracia!

Precisamos Lutar Pela Democracia!

Entenda a importância de lutar contra o Bolsonaro em tempos de pandemia!

Alguns vêm questionando o ato das torcidas no domingo. A maioria dos comentários (isto é, dentre os que não são fascistas) mostra preocupação a respeito da pandemia. A primeira vista pode parecer incoerente pedir o #fiqueemcasa, lockdown, tranca rua ou isolamento social e fazer justamente o oposto, ir para as ruas. A preocupação é válida! Mas o momento é complexo: ao mesmo tempo que enfrentamos a crise do coronavírus, enfrentamos também uma crise institucional. Bolsonaro faz ameaças de armar um golpe miliciano de maneira explícita! Se o povo não se manifestar e mostrar para ele que não é vai deixar barato, ele vai se sentir livre para instaurar uma ditadura fascista. Precisamos nos preocupar com o corona, mas também precisamos lutar pela democracia!

O primeiro passo é manter a calma. Analise o seu caso concreto. Você é ou mora com pessoas idosas, ou doentes crônicos? Se sim, então talvez seja o caso de encontrar outras formas de demonstrar a sua indignação para além de sair nas ruas. Por que não se aliar às campanhas digitais do Vereador Toninho Vespoli, que há  décadas luta contra o fascismo? (Segue o link) Se você for ao ato USE MÁSCARA (ponto bônus: ajuda a proteger contra gás lacrimogêneo), se tiver LEVE ÁLCOOL EM GEL. Não se esqueça de LAVAR A ROUPA E TOMAR BANHO assim que chegar em casa. E também tenha bom senso. Em uma manifestação é quase impossível manter distância de 2 metros, mas evite contato físico. Está em dúvida se vale ou não a pena ir? Bem, francamente a escolha não é fácil. Mas aqui vão alguns pitacos que talvez ajudem na decisão.

Esperar as eleições?

Existe gente de direita e gente de esquerda. Existe gente progressista, social democrata, liberal progressista, democratas cristãos etc. Mas além desses existem pessoas francamente fascistas! Pontuo isso, pois as falas do Bolsonaro não são apenas motivo para chacota. Os apoiadores do presidente parecem vê-lo como uma espécie de salvador, infalível! É importante enxergar que eles representam um verdadeiro risco a democracia. Existem chances reais de chegarmos em 2022 e não haverem eleições! É difícil acreditar que as mudanças irão vir pacificamente pelas urnas!
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Não dá, também, para esquecer que as eleições acontecem dentro de um jogo de cartas marcadas, onde o poder econômico exerce grande influência. A não ser que o povo antifascista se mobilize, faça barulho, apareça de todas as formas possíveis, é bem possível que o poder econômico “compre” uma segunda presidência de Bolsonaro!

Silenciar diante do barulho do fascismo?

Essa é outra questão que é crucial. Bolsonaro e sua turma estão indo às ruas, atacando manifestantes da saúde, de esquerda, além da imprensa. Pedindo intervenção militar e fechamento do congresso, além de usar símbolos neonazistas e fascistas. Diante disso, fica difícil deixar que esse discurso e essa narrativa avancem. Sempre é bom lembrar, que o nazismo não surge do nada em 1940, ele vai ganhando corpo e estrutura ao longo dos anos.

A escolha é sua!

Em última instância é importante frisar que a escolha é sua, e somente sua! Sair de casa durante a pandemia é um risco! Ficar em casa enquanto o fascismo corre solto também! A escolha não é fácil e parece que, mais uma vez, o dilema é do tipo “se ficar o bicho come se correr o bicho pega! Mas o que não vale é querer julgar quem arrisca sua vida para sair de casa, sabendo que precisamos lutar pela democracia!

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Vidas Negras Importam!

Vidas Negras Importam!

Como são colocados os alvos nos corpos de crianças e jovens negros?

Escrevo este texto ao pensar em como as ações de pessoas brancas contribuem com o colocar destes alvos todos os dias. Duas mortes de jovens no Rio de Janeiro nos últimos dois dias ganham pouquíssima repercussão nacional, mas evidenciam mais e mais uma vez uma realidade que atravessa o peito e que reforça a urgência da ação antirracista: o genocídio de crianças e jovens pretos.

Mas como estes se tornam os corpos classificados como matáveis não só pelo Estado, mas pela sociedade brasileira privilegiada?
Para além de falar sobre a atuação precária e limitada da polícia (não só a militar), escrevo aqui para refletir como a sociedade civil branca contribui para que alvos sejam colocados dia a dia sobre os corpos destas meninas e meninos negros. Afinal, você branco ou branca, já parou para pensar como é construída esta realidade em que eles e elas são desumanizados, negligenciados e caracterizados como matáveis?

Além da necessidade óbvia de justiça nestes casos em específico, é urgente que toda a sociedade se responsabilize, principalmente brancos privilegiados como eu.

Quando um corpo negro é classificado como “matável”

Um corpo negro é classificado como “matável” toda vez que uma mesa de debates (mesmo as organizadas pelo campo do terceiro setor) exclui mulheres ou homens negros.

Um corpo negro é classificado como “matável” toda vez que um processo seletivo histórica e recorrentemente seleciona exclusivamente pessoas brancas (mesmo a população negra sendo a maioria no Brasil).

Um corpo negro é classificado como “matável” quando é visto como o outro, quando brancos e brancas continuam – mesmo que muitas vezes com uma suposta perspectiva solidária – restringindo-os a espaços de fala sobre diversidade, inclusão ou mesmo desigualdades.

Um corpo negro é classificado como “matável” quando uma pessoa nunca leu ou mal consegue lembrar de ter lido um livro escrito por uma pessoa negra

Um corpo negro é classificado como “matável” quando autores negros e negras sequer são lembrados enquanto pesquisadores ou cientistas pelas invenções que fizeram e revolucionaram a humanidade.

Não basta não ser racista. E preciso ser antirracista!

O que aconteceu com João Pedro, Ágatha, João Victor e muitos outros e outras não diz respeito somente à realidade das comunidades vulneráveis do país. O genocídio de crianças e jovens negros – que acontece todos os dias no Brasil – diz respeito ao que nós, brancos prioritariamente, escolhemos ou deixamos de escolher nos nossos espaços de privilégio e poder financeiro, político, social, acadêmico, cultural, etc.

Lembremos eu e você (brancos desta rede social) que é urgente ser antirracista sempre, mas principalmente hoje, agora! Uma luta de todo dia e em que devemos estar alertas, em ação contínua e permanente.

#RacismoMata #JoãoPedro #VidasNegrasImportam

Gabriel Maia Salgado

Gabriel Maia Salgado

Gabriel Maia Salgado é jornalista, especialista em sociologia e coordenador de projetos sociais

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Lockdown Já!

Lockdown Já!

Pra você ficar em casa, a prefeitura tem que abrir o cofre. Entenda porque!

A pandemia não está fácil. Digo, não tá fácil se você for do povo. Se morar nas periferias sem renda, sem Netflix, sem Ifood, e sem poder sair de casa ou do barraco. Já pro João Doria ou pro Bruno Covas as coisas estão mais fáceis. Podem assistir a quarentena de camarote, e ainda culpar o povo por não conseguirem ficar em casa. Agora, em meio ao agravamento da crise, os dois estão pensando em acabar cedo demais com o isolamento. Não por preocupações com o povo, mas por pressão dos empresários. Precisamos mudar as coisas. A quarentena, infelizmente, é a melhor arma contra o corona. E todos devem ter o direito a uma quarentena digna! E nada, eu disse NADA que não for essencial deve continuar aberto. Nossa única saída é o lockdown já! E é por isso que o Vereador Professor Toninho Vespoli protocolou o Projeto de Lei Tranca a Rua

O desastre de Bruno Covas

Para vencermos a Covid-19, é necessário agirmos com seriedade e coerência. A postura do PSDB em São Paulo tem sido o contrário. Sim, o prefeito Bruno Covas declarou um rodízio de carros mais rígido, objetivando diminuir o número de pessoas nas ruas. Mas só fazer isso, sem mexer no transporte público, fez com que a demanda por ônibus e metrô aumentasse! Ou seja, mais pessoas espremidas se locomovendo. Em plena pandemia! Ao mesmo tempo, apesar de não terem sido anunciadas reduções no transporte público, temos recebido reclamações de motoristas que estão sem receber. Ou seja, na melhor das hipóteses, a administração do transporte está sendo um caos!

O vereador Toninho Vespoli está sempre trabalhando pelo melhor para a cidade de São Paulo. Por isso ele entrou com um pedido na secretaria de transporte para que fossem dados esclarecimentos sobre o que está acontecendo. Além disso, entrou com pedido no MP exigindo que o Doria declarasse lockdown, inclusive com a paralização do transporte público. Não é hora pra brincadeira. O momento requer seriedade.

Mas e quem não tem grana?

Alguns vão questionar: “mas como ficar em casa sem trabalhar sem renda nenhuma?!”. E aí que está a questão: ficar em casa acabou se tornando privilégio de poucos (os poucos ricos). Mas não precisa ser assim. A cidade de São Paulo tem dinheiro em caixa. Poderia ser garantida renda a todas e todos os paulistas. Todos tem que sacrificar algo, mas ninguém precisa sacrificar tudo!

Uma outra quarentena é possível! Uma quarentena em que todos possam ficar em casa, recebendo ou salário ou auxílio, em que o dinheiro necessário seja tirado dos cofres públicos em que amontoa o dinheiro do povo! E em que os ricos paguem a sua parte da conta!

Pode parecer drástico, mas é fundamental! O João Doria e o Bruno Covas ficam fazendo voz grossa, mas o corona continua solto. O que o governador está fazendo é empurrar com a barriga o o seu dever e responsabilidade. Neste passo, chegaremos ao ponto da tragédia, em que o lockdown precisará durar muito mais! Tudo isso para beneficiar alguns donos de gigantescas empresas!

A cada dia o corona toma mais vidas. E só vai piorar, a não ser que todos fiquem em casa! Por outro lado, quanto antes o lockdown for praticado, por menos tempo ele será necessário. E é por isso que nós estamos lutando! Precisamos da sua ajuda. Não por interesses eleitoreiros, mas porque é o certo a se fazer! Lockdown já! Tranca Rua SP!!!

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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O que a prefeitura está escondendo?

O que a prefeitura está escondendo?

Entenda a ligação entre corrupção e falta de transparência

A transparência é a melhor arma contra a corrupção. Todos sabem dos nossos escândalos históricos quando o assunto é desvio do dinheiro público. E sempre, não importa a gestão, quando ocorrem esses escândalos, ocorre, junto, uma tremenda falta de transparência, e descaso com as indagações do povo e das autoridades.  O Bruno Covas parece estar trilhando o caminho dos corruptos, ao impedir que as contratações feitas no combate à Covid-19 possam ser devidamente analisadas pelo povo. Na verdade, sem dar satisfações, o prefeito está desobedecendo à lei de acesso à informação, preferindo declarar estranho sigilo das contratações emergenciais. O que a prefeitura está escondendo?

Praticamente todas as contratações durante a pandemia na cidade de São Paulo estão sob sigilo. Bruno Covas nem quis dar muita explicação do porquê de tanto segredo. Isso já seria péssimo em condições normais, mas nós, ainda, estamos passando por uma crise sem precedentes na história do nosso país. Cada centavo torna-se essencial, não havendo espaço para erros e desvios com o dinheiro público.

A falta de transparência fez Toninho Vespoli lutar para descobrir a verdade

O vereador Toninho Vespoli, indignado com tamanha falta de transparência, questionou a administração sobre porque eles não querem liberar o conteúdo das contratações. Até agora, não houve respostas.

É chocante pensar que, pelo pouco que chegou a ser divulgado, já hajam tantas coisas estranhas e mal explicadas. Por exemplo, uma das contratações diz respeito a leitos hospitalares que serão ministrados pelo Hospital Albert Einstein e pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina). Apesar de de determinar  essas instituições fiquem responsáveis por operar o mesmo número de leitos, a SPDM deverá receber 15 milhões de reais a mais que o hospital Albert Einstein! O povo merece saber: porque tamanha diferença?!

Outra contratação nebulosa diz respeito aos hospitais de campanha, que estão sendo montados nos estádios Pacaembu e Anhembi. Acontece que a empresa contratada para montar esses hospitais, é a mesma encarregada de privatizar o estádio do Pacaembu. Além disso, possui como diretor pessoa próxima da própria administração pública. Ou seja, você tem aí uma mistura de interesses muito clara.

Esses escândalos são apenas aqueles que a gente já sabe. Está na cara que eles não querem que o povo saiba de algo. Mas como as contratações estão sob sigilo, quem dirá mais o que prefeitura está escondendo?

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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A indisciplina escolar escancarada no contexto EAD

A indisciplina escolar escancarada no contexto EAD

Entenda porque um sistema de EAD (Educação à Distância) poderia ser desastroso!

Se existe uma afirmação que pode ser feita durante esse período de pandemia no contexto escolar é que o sonho do homescholling não é tão colorido assim.

Imaginando um recorte de cenário ideal em que todas as famílias tivessem as estruturas físicas mínimas como computador e internet, ainda restariam aqueles infinitos áudios que temos recebido pelas redes de desabafo de pais e avós enlouquecidos, vivenciando algumas realidades. Dentre elas, que ter conteúdo em mãos não torna ninguém professor e a eminente “indisciplina” dos nossos filhos e amiguinhos que acontece mesmo sob nossos olhos.

Educação bancária

O contexto EAD muitas vezes tem remetido ao modelo de Educação Bancária. Essa concepção tem a função de transmitir ao aluno, de forma mecânica, conhecimentos historicamente construídos por meio de seu principal agente: o professor. Neste caso, via online e apoiado por apostilas do outro lado da tela.

Assim, a relação entre ele e o aluno se dá de forma vertical, na qual o professor, considerado o único detentor do saber e em poder da palavra e o aluno que espera, passivamente, receber todos os ensinamentos. E quantas vezes os pais não orientavam meses atrás: “quero você sentado na frente, prestando atenção, aprendendo tudo que o professor ensinar!”

O papel da disciplina nessa concepção é fundamental. Nela, a obediência e o silêncio dos alunos são importantes para garantir que os conteúdos sejam transmitidos sem interferências externas. Por isso as salas de aula são organizadas em filas e os alunos distribuídos individualmente para que o professor possa vigiar o comportamento de cada um, apreciá-lo, sancioná-lo, medir as qualidades e os méritos. Na EAD esse papel cabe aos responsáveis do estudante. Em casa parece ser algo bem mais fácil, não? Mas eis que mesmo com o professor na tela seu filho se perde nos pensamentos, o microfone dos outros colegas está aberto, um imita um “pum” e a aula vai abaixo, mesmo à distância e com a mãe ao lado. E o choro? O “tô cansado”, o “você é mentirosa porque eu já estudei muito e não fiquei inteligente”, o “pro, minha mãe não entende disso, tô com saudades de você”…

Esse menino só quer saber de Chaves, sabe todos os personagens, mas a lição não aprende, eu vou “desmatricular” ele e resolver o problema

Mas outra visão de (in)disciplina nos remete a uma concepção de educação que tem como principal objetivo a libertação do homem. É a Educação Problematizadora.

O diálogo deve ser ao mesmo tempo, ação/reflexão/ação, portanto práxis, pois, ao refletirmos e denunciarmos o mundo em que vivemos, agimos para a sua transformação. Enquanto prática educativa, o diálogo deve ocorrer numa relação horizontal em que tanto educador como educando buscam saber mais em comunhão.

A disciplina é pedagógica e entendida como organização, pois surge da autoridade e compromisso. A finalidade dessa disciplina é de ultrapassar os limites do espontaneísmo e do conhecimento como senso comum; por isso é pedagógica, colaborando com o desenvolvimento da autonomia intelectual e da autodisciplina dos alunos.

Não é o conteúdo, é o mediador

O papel do professor é importante como coordenador do processo educativo, usando da sua autoridade democrática, cria, em conjunto com alunos, um espaço pedagógico interessante, estimulante e desafiador, para que nele ocorra a construção de um conhecimento científico significativo.

As manifestações que na visão anterior eram entendidas como indisciplina e, por isso, aqueles que a praticavam deveriam sofrer punição, nesta são entendidas como democráticas e deverão, portanto, servir como subsídios para a “práxis”.

Desobendiência ou denúncia?

A educação infantil é um campo complexo quando se trata de indisciplina, pois é o período em que os valores estão sendo maior assimilados, levando-os para a prática da vida inteira. Como normalizar bebês tendo “aulas” por uma tela?
O ensino fundamental é um período de maturação diferente da educação infantil. Mas não menos pesado quando se trata de Educação à Distância, e os pais têm relatado isso.

As crianças da escola atual pertencem ao seu tempo específico em que não é mais cabível tê-las como miniaturas de adultos ou incapazes como em outrora.

Trata-se do clamor de um novo tipo de relação civil pedindo passagem a qualquer custo. Nesse sentido, a indisciplina estaria indicando também uma necessidade legítima de transformações no interior das relações escolares, por enquanto à distância, mas que trará mudanças no pós-pandemia.

A indisciplina diminui quando o que a criança faz tem sentido, quando ela sente-se importante com atividades que valorizem a criatividade, o respeito, a cooperação, a tolerância e a conscientização das nossas possibilidades como seres participantes na construção do conhecimento do mundo, em busca de uma sociedade mais justa e humana.

Vivian Alves

Vivian Alves

Vivian Alves é filósofa, diretora de escola e ativista pela esucação. Atualmente ocupa o mandado do Vereador Toninho Vespoli.

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