centrão quer coligações

Em mais um retrocesso para a democracia brasileira, o Congresso aprovou hoje, no primeiro turno, uma minirreforma eleitoral: a PEC 125/2011. O texto original ainda previa o voto distrital (uma aberração democrática). Graças à resistência da oposição esta, e outras propostas, foram barradas. Ainda assim, o novo texto traz a volta das coligações partidárias, verdadeiro atentado contra a representação da voz do povo no parlamento!

O projeto aprovado queria trazer o voto do distritão e as coligações partidárias. O voto distritão seria uma modalidade de escolha de representantes, em que os votos em partidos políticos não seriam mais possíveis. Hoje, um candidato que não é eleito, ainda “cede” os seus votos para a legenda que ele compõem. Com o distritão, as eleições apenas contabilizariam os candidatos mais votados, excluindo a voz daqueles que votaram na legenda, ou que não tiveram suas primeiras escolhas eleitas. Felizmente, essa proposta foi barrada, graças ao destaque proposto pelo PSOl! Também foi barrado destaque proposto pela direita que acabaria com o segundo turno nas eleições.

Foi aprovada, ainda assim, a volta das coligações. Em essência, coligações permitem que partidos diferentes (inclusive, às vezes com posições ideológicas antagônicas) se unam em legendas. Significa que partidos, e mesmo políticos populares, podem “trocar” apoio a legendas, por junção das verbas no fundo partidário. Ou em outras palavras, um voto em uma legenda ou político popular, pode ajudar a eleger políticos de outros partidos. E ainda, os partidos que se unirem, podem somar os valores do fundo, para fazer mega campanhas de marketing. Isso é particularmente negativo para partidos íntegros, contrários ao toma-lá-dá-cá da política tradicional. Beneficia, por outro lado, partidos fisiológicos, desinteressados em uma defesa ideológica clara.

Naturalmente, a direita e o centrão votaram em peso a favor das coligações. A direita sabe que se o voto priorizar partidos e lideranças populares, as pautas concretas trazidas por cada iniciativa política ganhariam espaço para debate entre as massas. Sabem, ainda, que pautas neoliberais não se sustentam em uma argumentação voltada para os interesses reais do povo. Por isso priorizam uma votação fisiológica, desconectada de pautas reais por meio das coligações.

O projeto aprovado, é sem dúvida um retrocesso, que trará perdas sérias à já fragilizada democracia brasileira. O PSOL, felizmente, segue na importante luta institucional, contra o fascismo, e pela democracia!

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