Covas quer terceirizar a Educação!

Covas quer terceirizar a Educação!

Equipe redação

Por Vivian Alves Nunes

O Governo Covas quer terceirizar a Educação! O alvo privatista da vez tem sido a Educação Infantil, em que atualmente existem cerca de 70 mil crianças na fila por uma vaga. Há alguns dias o Secretário Bruno Caetano anunciou o Programa Mais Creches. A proposta encaminhada à Câmara Municipal é de oferecer um voucher de R$ 727,00 para 34 mil crianças serem atendidas na Rede Particular.

A parceria se daria até que a criança conseguisse uma vaga na Rede Direta ou Parceira do Município de São Paulo. Mas, numa conta básica, se o déficit é maior que o dobro das vagas oferecidas em vouchers, o que fazer com as outras crianças da lista de espera? Qual será o critério para contemplar uma em detrimento da outra? Foi feito um levantamento da existência de 34 mil vagas potenciais na Rede Particular em consonância com as necessidades georeferenciais da Rede?

Bolsa primeira infância

A grande novidade agregada agora é a de oferecer uma bolsa no valor de R$ 100,00 para as crianças que não conseguirem vagas nas Redes Particular, Direta ou Parceira. Dessa vez o anúncio é de até 51 mil crianças a serem “beneficiadas” em estar fora dos equipamentos escolares com estrutura e profissionais habilitados para auxiliar no seu desenvolvimento pleno.

A perspectiva é gastar com a terceirização um valor aproximado de R$ 300 milhões ao ano! Com um aporte de centenas de milhões, não seria mais acertado construir novas escolas com estrutura e condições de trabalho e formação adequadas? Se temos 13 bilhões em caixa e a construção de uma escola fica em torno de 1 milhão, por que não investir na rede pública direta, laica, com estrutura adequada e de qualidade?

Como avançar se a Educação Infantil não for foco de prioridade e investimento real? Porque lançar Programas que aprofundam a terceirização e sucateamento sem conversar com os profissionais de Educação? Quando foram feitos os chamamentos da sociedade para participação em Audiência Pública sobre o assunto de tanta relevância social? Por que oferecer “gambiarras” às vésperas de campanha para reeleição?

O futuro que regride

Tendo como base hipotética de que as filas da Educação de 0 – 3 anos fossem zeradas com essas ações anunciadas pelo governo para o ano de 2020 seria importante ainda pensar em outro ponto: em pouquíssimo tempo essas crianças estarão em idade de estudar em EMEIs e EMEFs. Sem a construção de novas escolas para onde vão essas crianças? O caminho será aumentar o número de estudantes por sala de aula? Destituir mais espaços pedagógicos nas Unidades Escolares para suprir a demanda ou ampliar o público dos vouchers?

É possível perceber que este texto ficou cheio de questionamentos e sem caminhos plausíveis para amarrar as propostas anunciadas pelo governo. É exatamente assim que tem sido o trabalho dessa gestão: Cheio de decisões imediatistas e unilaterais com a única estratégia pautada em fazer marketing e não pensar com seriedade no atendimento de qualidade a nossas crianças na maior rede de Educação do país. Covas quer terceirizar a educação, a qualquer custo. O público alvo são crianças, mas com Educação não se brinca!

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