E como fica a Educação no momento mais difícil da pandemia?

E como fica a Educação no momento mais difícil da pandemia?

Entenda o que está em risco com o retorno das aulas presenciais!

200, 500, 760, 1000, 1726, esse tem sido o recorde diário de mortes no Brasil sendo superado a cada dia pelo vírus Covid-19.

Em meio ao contexto de discussão de lockdown, falta de leitos na cidade de São Paulo e arredores, anúncio de que será o mês de março mais triste da nossa História, todas as escolas deveriam estar abertas e funcionando normalmente. Pelo menos esse é o pensamento dos governantes e secretários de Educação que tem sido pronunciado.

Absurdo né? Nem tanto! Afinal qual foi o momento em que a Educação e seus profissionais foram levados como prioridade? Quando o país reconhecido mundialmente pelo ECA garantiu de fato o direito à vida da juventude? Quando o governo do PSDB teve olhar para o povo pobre?

Após 1 ano da declaração de situação de emergência, não é difícil concluir que lockdown sem renda para o povo não acontece, que mortes não diminuem sem vacina, que escola sem estrutura e com aulas presenciais é apenas abatedouro.

Os profissionais da educação denunciam. Doria e Covas não fazem nada!

Os sindicatos têm denunciado o número de contágios explodindo entre profissionais da Educação e estudantes desde o reinício das aulas presenciais. O governo tem responsabilizado cada um deles individualmente por não terem tomado os devidos cuidados.

Educadores ano após ano fazem atos, manifestações e greve por melhores condições de trabalho. Mas também são eles que seguram as manifestações nacionais que são de outras pautas como defesa da democracia ou renda para todos. E fazem isso porque têm mais condições de fazê-lo que a maioria da população, não por superioridade intelectual, mas pelo direito constitucional à greve garantido.

Quando vemos propostas de tornar a Educação serviço essencial (não pode ser fechado) ou o fim do funcionalismo público, tem muito mais coisas por trás do que simplesmente pensar nos prédios como palco de assistência social.

100 reais de auxílio não e o bastante!

Na prática, vemos a Câmara Municipal da maior cidade do país aprovar um valor emergencial de apenas 100 reais para o povo mais pobre. Isso não é renda! Porque o governo cede às vontades do mercado financeiro em detrimento da vida? Porque o empenho da mídia em silenciar o movimento legítimo de greve? Por que os profissionais da Educação precisam estar em greve para defender a vida?

Tantas perguntas e tantas respostas que já estão implícitas a nós. Agora não dá tempo de fazer análise social, rever voto ou posicionamento político. É clamor pelo maior direito de todos. Não é possível esperar. Não é possível ignorar. Medidas deverão ser tomadas, aliás, já deveriam!

Dessa forma, a única coisa responsável que pode ser feita pelos governantes é brigar e vacinar seu povo, oferecer renda digna que permita a mínima subsistência, reverter tantos apoios fiscais oferecidos aos seus apoiadores empresários em benefício da população. Ao povo consciente, resta acolher os profissionais da Educação que continuam nas ruas lutando por todos. Essa pandemia vai deixar marcas eternas em cada um de nós, mas, vai passar!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves Nunes

Vivian Alves é diretora de escola na Rede Municipal de Educação, historiadora, pedagoga e ativista. Atualmente faz parte da caravana da educação do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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