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Adolescência e a falência do nosso sistema educacional: quando a escola reflete o abandono da sociedade
A cena é forte: policiais invadem uma escola britânica em Adolescência, minissérie da Netflix que supostamente trata de um crime, mas que, na realidade, expõe uma ferida muito maior – como a sociedade, o Estado e as famílias falham diariamente com nossos jovens.

Em quatro episódios impactantes, a série escancara o que muitos de nós, educadores, já sabemos: a escola não cria os problemas sociais; ela os reflete. E, pior, muitas vezes é deixada sozinha para lidar com as consequências.
Tecnologia não substitui humanidade
A escola retratada na série é moderna, cheia de recursos digitais, mas fria – um ambiente que privilegia a eficiência em detrimento do diálogo, do acolhimento e da pedagogia freiriana, que valoriza o saber do aluno como indivíduo.

E aqui, no Brasil? Temos o oposto: escolas públicas com salas superlotadas (40, 35 alunos por professor), mas onde o afeto ainda resiste. No entanto, como praticar uma educação verdadeiramente transformadora quando faltam condições básicas?

1 mil alunos para apenas 2 ou 3 ATEs (Auxiliares Técnicos de Educação)
Professores exaustos, sem tempo para acompanhar cada estudante como deveriam
Estrutura precária, falta de investimento real
“Será que fiz a diferença?” – O dilema de todo educador
Em um dos momentos mais tocantes da série, os policiais relembram professores que os marcaram na adolescência. Isso me fez refletir: quantos de nós, mesmo diante de todas as dificuldades, conseguimos deixar uma marca positiva na vida de algum aluno?
Mas essa não é uma questão individual. É estrutural. Como dizia Darcy Ribeiro, A crise da educação no Brasil não é uma crise; é projeto. Uma burguesia que não quer que os filhos da classe trabalhadora pensem, apenas obedeçam e repitam funções.
A escola como espaço de socorro, não de abandono
Precisamos urgentemente resgatar a escola como lugar de acolhimento, não como um “depósito” de jovens. Isso exige:
✅ Redução imediata do número de alunos por sala – não há ensino de qualidade em turmas superlotadas.
✅ Valorização dos profissionais da educação – professores, ATEs, gestores são a base desse sistema.
✅ Políticas públicas que enxerguem a escola como prioridade, e não como gasto.
Adolescência nos convida a olhar para nossas escolas com outros olhos. E você, o que vê quando olha para a educação pública hoje?

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