Esporte e política coniventes com machismo

Esporte e política coniventes com machismo

Entenda como o machismo permeia o esporte e a política

Não é de hoje que Robinho foi acusado de estuprar mulher em viagem na Itália. Também não é de agora que vice de Bruno Covas, Ricardo Nunes foi acusado de bater e ameaçar esposa. Os casos são antigos, mas a sociedade os ignorou. Por 7 anos Robinho jogou impunimente em grandes times de futebol.  Por 9 anos Ricardo Nunes agiu livremente na política em São Paulo. A sociedade é conivente com o machismo no esporte e política. E não se tratam de casos isolados: A jogadora de volei Carol Solberg, por exemplo, foi censurada por declaração contrária a Bolsonaro. Já os jogadores de vôlei masculino, não sofreram represálias por apoiar Bolsonaro em comemoração oficial. Também não houve repreensão ao campeonato masculino de futebol, Brasileirão, por permitirem que Bolsonaro entregasse o troféu. Na prática o que se tem, é esporte e política coniventes com machismo.

Robinho estuprou mulher em 2013. Há 7 anos a população passa pano!

O caso de Robinho vem se desenrolando desde 2013. Nessa data ele foi acusado de estuprar, junto a amigos, uma mulher na Itália. As escutas telefônicas do Robinho conversando sobre o caso chegam a dar asco de tão absurdas:

Robinho: Eu tentei [transar com ela];

AMIGO: Eu te vi colocar o pênis na boca

Robinho: Mas isso não significa transar

Ainda em outra situação, quando indagado sobre o caso, Robinho desmereceu “Estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu”. Ou seja, ainda justifica o estupro alegando que o fato da vítima estar bêbada, e do sexo ter sido oral “justificaria” o que foi feito!

Apesar das escutas serem recentes, o caso já é antigo: o estupro ocorreu em 2013. Mas o escândalo não impediu que Robinho continuasse até 2015 jogando pelo time italiano, Milão, nem impediu as posteriores contratações do jogador pelo Santos e pelo Atlético Mineiro (entre outros times). As torcidas, majoritariamente de homens, também não ofereceu resistência. Não houve grande comoção pelo caso. Os torcedores foram como o esporte e política: coniventes com machismo e estupro.

Machismo na política e no esporte

O Ricardo Nunes, vice prefeito de Bruno Covas, é outro para quem a sociedade passou pano. O cara foi acusado de bater e ameaçar sua esposa em 2011! Isso não impediu que, em 2014, ele fosse reeleito vereador pelo partido do centrão, o MDB; nem impediu que Bruno Covas o confirmasse para candidato a vice-prefeito em sua chapa! Ou seja, a sociedade foi conivente com a violência!

O machismo também ocorre de formas mais sutis. Como recentemente, quando a jogadora de vôlei, Carol Solberg, foi impedida de se declarar contrária a Bolsonaro. Além da represália do time de voleibol, ela ainda foi condenada a pagar multa de mil reais! Mas quando são homens declarando apoio a Bolsonaro não há censura nem comoção. Em 2018, em clima de campanha a presidência, jogadores de volei masculino aproveitaram vitória de jogo para, em foto oficial, posarem fazendo o número “17” com os dedos. Não só os jogadores não sofreram represália, como a foto foi postada nas contas digitais oficiais da Confederação Brasileira de Vôlei. No campeonato Brasileirão de 2019, jogadores da categoria masculina de futebol, receberam prêmio de Jair Bolsonaro, sem grandes repercurssões. Outra vez em que se percebeu esporte e política coniventes com machismo.

Na luta contra o machismo!

O machismo é estrutural. Está presente desde as coisas mais banais como esporte, até coisas sérias como a política. É fundamental que homens deem espaço para as mulheres na luta contra o machismo. Toninho Vespoli, por exemplo, em março de 2017 se afastou da vereança para permitir que a suplente, Isa Penna, assumisse o cargo de vereadora formando uma bancada 100% feminina do PSOL na Câmara. No mês em que ocupou a Câmara, Isa Penna foi covardemente agredida pelo vereador do partido do Márcio França, Camilo Cristóvão. A direita não sabe respeitar uma mulher na política. Mas Toninho Vespoli 50650 soube defender a sua aliada. Também seguiu a risca as articulações junto a sua aliada, e então vereadora, Samia Bomfim. Foi, por exemplo, coautor de projeto de lei dela que obriga haver número de disque denúncia em todos os prédios de repartição pública.

O machismo é uma coisa séria. E só vai mudar se todos reconhecerem como às vezes são parte do problema. Somente assim poderão se tornar parte da solução.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Faça parte da nossa rede

Quer ser um embaixador virutual e ajudar a educacão salvar vidas na cidade?
Venha conosco, inscreva-se e ajude a espalhar a campanha do Professor Toninho