Fraude nas eleições: quando o PSDB fará a autocrítica? 

Fraude nas eleições: quando o PSDB fará a autocrítica? 

2021 e o presidente do Brasil – eleito pelas urnas eletrônicas em 2018 – insiste na cantilena de que “se não houver voto impresso ou auditável, não haverá eleições”.

Boa parte de seus seguidores, como um rebanho de gado aplaude, baba e ovaciona o tal mito como se ele estivesse dizendo algo extraordinário, como se tivesse descoberto a solução de todos os nossos problemas.

Bolsonaro tem mais de 30 anos de vida pública, boa parte desse tempo eleito através do voto na urna eletrônica, porém só agora começa a questionar as urnas e ameaçar a nossa democracia.

Bolsonaro já disparou que não haverá eleições em 2022 e que cogita não concorrer se os deputados não aprovarem o tal voto impresso ou auditável. O imoral presidente tensiona a democracia e os poderes, juntamente com os militares, para ver até onde pode levar suas ameaças.

É preciso cortar a cabeça da serpente imediatamente. Bolsonaro precisa sofrer alguma sanção por suas bravatas, não é hora de apostar se ele e os militares cumprirão as ameaças que fazem, a hora é de punir o presidente para que essa ideia torpe de fraude eleitoral não avance.

Voltando um pouco na história, precisamos dar crédito a quem merece pela idiota ideia de questionar as eleições: o PSDB de Aécio Neves e sua turma.

Isso mesmo que você leu, para quem tem a memória curta, em 2014 quando perdeu a eleição presidencial para Dilma, os tucanos lançaram dúvida sobre a idoneidade do nosso sistema eleitoral e das nossas urnas eleitorais.

Aquela emblemática foto da equipe de Aécio reunida acompanhando as eleições e as caras de frustração… dali, diante de mais uma derrota para o PT – a quarta consecutiva – veio a brilhante ideia de questionar as eleições e as urnas eleitorais.

Ali, naquele momento se desenhava todos os problemas que temos até hoje no Brasil. Ali, naquele momento era gestado o golpe que derrubou Dilma Rousseff, bem como jogou o Brasil na situação que vivemos hoje.

O PSDB, com amplo espaço e apoio da grande mídia, foi a todas as instâncias para desestabilizar o governo recém eleito e questionar o resultado das urnas. Assim como Bolsonaro, sem provas, e baseado somente em achismos.

O PSDB é pai dessa ideia absurda que agora Bolsonaro propaga como uma verdade absoluta. O PSDB não fará a sua autocrítica?

Cobra-se tanto autocrítica da esquerda, tanto autocrítica da esquerda que por alguns minutos esquecemos quem nos trouxe até a situação lastimável que vivemos hoje.

“Por conta disso, não é possível concluir se houve ou não fraude nas eleições. Não porque o sistema eleitoral brasileiro, nas palavras do líder Carlos Sampaio, ‘é inviolável, mas sim porque o sistema implantado pelo TSE é inaferível, inauditável’”, destaca o texto escrito no site do PSDB (leia o artigo completo aqui…)

Sei que alguns dirão “ain, não é hora de criticar os tucanos. Eles estão do nosso lado pelo fora Bolsonaro”, tenho lá minhas dúvidas. Os tucanos gestaram o golpe, pagaram pelo golpe (Janaína recebeu 45 mil pra escrever o pedido de impeachment de Dilma) e depois foram para o governo, tanto o Temer como até um dia desses no governo Bolsonaro.

Então, não há o que esquecer da prática tucana. O PSDB não sabe perder e começou esse discurso de questionamento das eleições e das urnas eletrônicas. Até agora não rolou autocrítica, não rolou um pedido de desculpas, não rolou um ‘erramos’.

Esse foi o início da degeneração que vivemos hoje. O início do discurso tucano, na boca do lunático Bolsonaro, jogou o Brasil na situação que vemos hoje com um risco de ruptura institucional em 2022.

Por isso fica a pergunta: quando o assunto é fraude eleitoral, quando o PSDB fará sua autocrítica?

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