a irresponsabilidade virou patriotismo

Entenda como a irresponsabilidade do Bolsonaro coloca vidas em risco!

Nesse dia 15 ocorreu, em algumas cidades brasileiras, manifestações contra as instituições democráticas, e a favor do presidente Bolsonaro. Isso, por si só, já seria trágico. Ainda mais quando tudo indica que o próprio presidente ajudou a chamar gente para os atos (por mais que ele queria negar). Mas o cúmulo se deu em Brasília quando, em meio ao surto do novo coronavírus, o presidente deixou o Palácio da Alvorada para apertar mãos, trocar abraços e até beijos com apoiadores no ato em Brasília! Ainda prior: fez transmissão ao vivo do evento defendendo ser o ato um exemplo de amor ao país. Outras lideranças de extrema direita como o vereador paulistano Rinaldi Digilio e o deputado federal Marcos Feliciano, também apoiaram este exemplo de imprudência. Para a extrema direita, irresponsabilidade virou patriotismo.

Entenda melhor

A imprudência de Bolsonaro parece não ter limites! Quando o novo coronavírus chegou ao Brasil o presidente a princípio quis fazer crer tratar-se de uma “fantasia” (sic.). Depois, quando não dava mais para negar a seriedade do vírus, ele foi em rede nacional pedir que os seus apoiadores não fossem nas manifestações marcadas dia 15 em seu apoio (aquelas que ele jura de pés juntinhos não ter chamado).


De fato, multidões e aglomerações, segundo especialistas, são situações em que fica fácil para o vírus se espalhar. O Bolsonaro pedir a seus apoiadores para não irem aos protestos poderia parecer um raro ato de decência. Vão engano. Ocorre que no dia da manifestação o presidente foi às grades do Palácio da Alvorada prestar apoio ao ato em Brasília. O problema não foi apenas o fato do protesto pedir coisas como o fechamento do Congresso Nacional e o fim do STF.

Manual de como se infectar

O problema foi, também, em meio ao surto do novo coronavírus, o presidente, ao participar, estimular a reunião e aglomeração de seus apoiadores. Não apenas ele esteve presente na edição de Brasília do ato. O presidente também tirou selfies, deu abraços e até recebeu beijos de apoiadores! Parecia até que ele estava fazendo um manual sobre como pegar coronavírus! Como se isso tudo não bastasse, ele ainda fez uma transmissão ao vivo, agradecendo a presença de todos.

O deputado federal, Marcos Feliciano não apenas incentivou o protesto, como também foi ao ato! Esse tipo de postura, ainda mais quando naturalizada por figuras de autoridade, são um verdadeiro risco à saúde pública. Daí sintomas de um triste presente em que irresponsabilidade virou patriotismo.

O vereador paulistano Rinaldi Digilio foi outro irresponsável: prestou apoio em suas redes sociais às aglomerações. O professor vereador Toninho Vespoli denunciou tamanha irresponsabilidade em suas redes sociais. Digilio quis bater o pé dizendo que ele e seus apoiadores não foram, mas que ele parabeniza quem foi. Toninho não deixou barato. Apontou a hipocrisia de Digilio, demonstrando que ele se mantém saudável enquanto incentiva que outras pessoas se joguem em aglomerações no meio de uma pandemia! (Prints no final do texto)

 

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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