Bolsonaro mentiu mais uma vez sobre o meio ambiente na ONU

Presidente Bolsonaro escondeu os desastres no meio ambiente e no seu governo.

Bolsonaro mais uma vez mentiu, descaradamente, em discurso na ONU, realizado na manhã desta terça-feira, 21 de Setembro, sobre a política ambiental brasileira, que passa por um desmonte desde que ele assumiu o mandato em 2018.

A gestão ambiental do governo brasileiro é considerada um dos principais motivos de críticas vindas da comunidade internacional. Mesmo assim, Bolsonaro destacou no seu discurso que o Brasil tem a melhor legislação ambiental do mundo e que o país respeita as regras de preservação da natureza.

Mentiu também,  ao dizer que o desmatamento na Amazônia está controlado, sendo que, de acordo  com o IMAZON (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), foram desmatados 1.606 km² de floresta na Amazônia em agosto de 2021, pior número para o mês em 10 anos, segundo o monitoramento do instituto.

Bolsonaro apresenta dados favoráveis sobre a gestão ambiental brasileira que não correspondem as suas ações. Por exemplo, sobre a vocação do país no mercado de energias renováveis e na nossa matriz energética limpa. 

Sem fazer qualquer tipo de distinção sobre os diversos modos de vida da população indígena, o Presidente, mais uma vez,  insistiu em sua tese de que os povos indígenas querem ter o mesmo tipo de vida dos não indígenas.

Considerando as dificuldades de se implementar uma boa gestão ambiental, destacamos, como exemplo, na cidade de São Paulo, os imensos desafios a serem enfrentados: a poluição das águas, do solo, visual e climática persistem na vida dos paulistanos. Somam-se a escassez das áreas verdes, a carência de arborização, em especial nas periferias, a imensa impermeabilização do solo urbano, a ocupação descontrolada e irregular dos bairros, e a imensa desigualdade social  que diminui a qualidade de vida da população. 

Avalia-se este momento de debates sobre a revisão do nosso Plano Diretor Estratégico do município de São Paulo como uma oportunidade para o seu aprimoramento em aspectos fundamentais. A sua essência neoliberal de valorização da terra, de expulsão dos povos mais carentes para as franjas da cidade e incorporação da lente climática nas políticas urbanísticas da cidade, por meio de medidas de adaptação e mitigação ao planejamento, visando  evitar as ilhas de calor, inundações, escassez de água e alimentos e outros eventos extremos

No dia 25 de Outubro será realizada a 20ª Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas, evento anual da Câmara Municipal de São Paulo, para refletir e planejar políticas públicas, campanhas de sensibilização e legislações para tornar a cidade de São Paulo mais sustentável.

 Com o tema “Mudanças Climáticas: Um código vermelho para o planeta”, o evento contará com uma palestra magna sobre Novo Relatório do IPCC – Painel Intercontinental sobre mudança do Clima e uma mesa de debates sobre quatro temas: Saúde Humana, Rios Urbanos, Cinturão Verde Guarani e Mobilidade Ativa.

Leonardo Maglio

Leonardo Maglio

Consultor Ambiental e Mestre em Gestão Ambiental e Sustentabilidade. Atualmente é assessor de meio ambiente do vereador Toninho Vespoli e consultor ambiental na consultoria PPA - Política e Planejamento Ambiental. Especialidade nas áreas de Mudanças Climáticas, Planejamento Ambiental, Mobilidade Urbana e Desenvolvimento Urbano Sustentável.

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