Manifesto dos(as) condutores(as) escolares

Na maior metrópole da América do Sul, o transporte é central no que se refere à vida em suas mais diferentes dimensões e pode facilitar ou atrapalhar a vida da população dos extremos até o centro de cada bairro e de toda a cidade. E o transporte escolar não fica fora disso. A educação em São Paulo mobiliza milhões de estudantes todos os dias e milhares de condutores(as) e monitores(as) escolares que atuam junto com os(as) demais profissionais dentro e fora das escolas para garantir o direito de crianças e adolescentes.

Enfrentando uma pandemia que já vitimou milhares de pessoas em São Paulo, o transporte escolar foi justamente uma das primeiras áreas que parou primeiro e que deve ser a última a voltar a funcionar. Afinal, temos de priorizar o cuidado de estudantes, de nós profissionais e de nossas famílias. O transporte escolar que garante a chegada de alunos e alunas às escolas não pode ser mais um canal de transmissão deste vírus que está vitimando muitos(as) de nossa população.

Neste cenário, a categoria tem sofrido diretamente. Condutores(as) tem deixado a profissão, a ampla maioria tem se endividado para manter o pagamento de monitores(as) e o sustento de todas as famílias envolvidos neste processo. Diante disso, nós somos obrigados a lidar com o desespero da sobrevivência e com o oportunismo de bancos que nos exploram ainda mais com juros abusivos neste momento de crise. E a categoria se pergunta todos os dias: quem poderá ajudar os cerca de 2.500 condutores(as) escolares do Transporte Escolar Gratuito (TEG) da Prefeitura de São Paulo e os cerca de 12.000 condutores(as) escolares privados que atendem tanto escolas públicas quanto escolas privadas.

Algumas das reivindicações urgentes da categoria são:

1- Auxílio mensal emergencial, uma vez que 97% da categoria está sem ganhar nada, desde abril.

2 – Fomento a crédito facilitado já que além de ficarmos sem renda, continuamos pagando pagamento de monitores(as), prestação de vans, acumulando saldo negativo junto a cartões de créditos, aluguéis de casa, etc.

Este recurso precisaria ser na faixa de 0,35% ao mês (Pronampe), com carência no mínimo de 12 meses, uma vez que acumulamos dívidas e sem perspectiva de retorno ao trabalho neste ano de 2020

3 – Separação do Transporte Escolar Gratuito do Transporte Escolar Particular, visto que hoje se estimula a concorrência entre profissionais em detrimento do direito ao sustento.

E o momento pré-eleitoral é decisivo. Precisamos mobilizar em torno de candidaturas que sejam de fato comprometidas com os nossos direitos e com o cuidado com a população.


Propostas elaboradas por grupo de trabalho formado em processo de escuta com a população da cidade feita pelo mandato popular do Professor e Vereador Toninho Vespoli entre os dias 17 e 22 de Agosto de 2020

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