Equipe Redação

Por Edcarlos Bispo

Professor Toninho Vespoli aciona Ministério Público e Tribunal de Contas contra tentativa de intimidação e assedio da Prefeitura. Questionário enviado aos pais dos alunos da Educação Infantil é uma demonstração da incompetência dessa gestão que nada dialoga com a base e vê no profissional da educação um inimigo. Não permitiremos.

Bruno Covas e Bruno Caetano atacam a educação pública municipal. De forma absurda, e sem consulta as DREs, houve um envio de um “Questionário de avaliação” para ser enviado aos pais dos alunos da Educação Infantil.

O que tem indignado a equipe educacional é o teor das perguntas, que são formuladas já pressupondo uma ineficiência da unidade e, principalmente, das professoras. Isso abre brecha para a culpabilização e intimidação das professoras e incentiva a desconfiança sobre o trabalho da equipe gestora.

São perguntas como: EMEI/CEI toma providências imediatas quando há desrespeito às crianças como castigos, beliscões, tapas, gritos, xingamentos ou manifestações de raiva devido a coco e xixi etc?; As professoras atendem de imediato as crianças em suas necessidades básicas?; As professoras criam oportunidades para que as crianças façam contagens e classificações de coisas e animais em jogos e histórias?; As professoras organizam mais de uma atividade ao mesmo tempo para a criança escolher a de sua preferência?.

Há que se levar em conta, ainda, que já existe a realização periódica da pesquisa “Indicadores de Qualidade na Educação Infantil”, que tem como objetivo a avaliação por toda a comunidade escolar, incluindo pais, alunos, professores, etc., de diversos fatores que compõem o ensino infantil, incluindo a estrutura e a responsabilidade da própria Secretaria Municipal de Educação. Ora, inexiste base legal ou necessidade de se proceder a um novo procedimento avaliatório, que na realidade pode levar a erro aquele que o responde, de modo a macular o resultado da pesquisa.

Há, nitidamente, indícios de desperdício de recursos públicos mediante a contratação de entidade para elaboração de questionário que objetiva avaliar algo que a própria Municipalidade já avalia. Foram gastos, para tanto, R$ 6.481.306,71 (seis milhões quatrocentos e oitenta e um mil trezentos e seis reais e setenta e um centavos).

O professor Toninho Vespoli solicita providências no sentido de promover as medidas necessárias para apurar a ação da Prefeitura, afim de que reste esclarecido se esta se deu de forma regular e legal e de modo a não ocasionar lesão ao erário, tendo-se em vista o alto valor dispendido para pagamento dos serviços contratados, que não se mostram razoáveis e adequados.

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