Os “voluntários da pátria” atuando nas escolas

Entenda porque ainda não devemos voltara com as aulas presenciais!

Não é possível afirmar que a Educação é o futuro e caminho do progresso de uma nação e ao mesmo tempo acreditar que professores sejam aproveitadores baratos da maior crise sanitária que já presenciamos para não trabalhar.

Todo mundo se lembra da mandona, do fedido, do bonzinho, do brigão; Os professores lembram daquele aluno que convulsionou na sala de aula, do que precisou correr para o hospital depois de cortar a testa na trave da quadra, daquela que “presenteou” com uma cesta básica às escondidas, daquele que não tinha chuveiro em casa ou dividia o tênis com o irmão, daquele que foi aconselhado a não ficar fumando na porta da escola, daquele que precisava trabalhar calibrando pneus no posto de gasolina, daquele que faleceu devido ao contexto de vulnerabilidade social.

Isso acontece porque na prática é possível observar que o acesso à Saúde não é para todos, a Assistência Social não chega a todos que dela necessitam, assim como a Habitação digna, políticas esportivas e culturais. A escola é atualmente o espaço de todos, é o direito garantido. É a voz do Estado que mais abrange as famílias. Prova disso são as campanhas de vacinação, entrega de cestas básicas e outras políticas públicas, comumente realizadas em escolas, atingindo de forma mais ampla a população.

Ver movimentos de grupos privatistas fazendo carreatas pressionando pela volta às aulas presenciais e acusando professores de “folgados” que não querem retomar a “normalidade” é simplesmente enxergar que esses grupos não conhecem a realidade das nossas escolas e trabalhadores (públicas e muitas privadas de pequeno porte que atuam nas periferias).

Uma característica genérica bem plausível de professor é a capacidade de se realizar no outro, criar condições para que o outro seja livre e autônomo, e que para isso interfere e pensa sobre a realidade concreta.

Desde março quando as aulas passaram a serem remotas, as escolas permaneceram abertas, cumprindo função de facilitadora de políticas sociais e a parte burocrática, representada pelas equipes gestora, apoio e limpeza. Foi feito um enfrentamento muito forte para o fechamento total das Unidades. Isso não foi considerado, expondo a vida desses trabalhadores; Mas é fato que ter os alunos presencialmente sem vacina aumenta ainda mais esse risco.

Fica, portanto, evidente a total irresponsabilidade de Bruno Covas e João Doria ao insistirem na retomada antecipada das aulas presenciais. O descaso é grande, e não apenas com os profissionais da saúde que tanto alertam sobre os riscos de se desistir do isolamento físico antes da vacinação, mas também com todos os servidores da educação e os alunos de São Paulo. O risco de vida é grande. Covas e Doria tem sangue em suas mãos.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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