Não há mais como mentir! A culpa do aumento é do PPI

 

Gasolina Postos Combustíveis

Bolsonaro não pode negar que indicou à presidência da Petrobras alguém que se mantem lá agradando os acionista ao custo do desespero dos brasileiros.

Na última quinta-feira (10), a Petrobras anunciou aumento de 24,9% para o diesel; 18,7% para a gasolina; e 16% para o GLP a partir nas suas refinarias. No mesmo dia, motoristas enfileiraram seus automóveis em postos de abastecimento por todo o país para encherem os tanques antes do próximo reajuste. No entanto, a alta dos preços dos combustíveis derivados do petróleo também está atrelada ao aumento do preço de outros serviços e produtos essenciais para qualquer brasileiro, principalmente os mais pobres, como o transporte público. 

Se esse é um dos assuntos mais comentados nos últimos dias no país, as causas e os responsáveis para essa escalada dos valores também é motivo de questionamento. Por que e de quem é a culpa?

A resposta para o preço da gasolina: PPI

Quem paga a conta do golpe? Em outubro de 2016, o presidente Michel Temer (empossado após o desgaste político do governo Dilma e do PT, envolvendo as investigações da Lava-Jato na Petrobras) instituiu que:

“[A Petrobras vai cobrar o] preço lá de fora, mais as despesas de internação. Tudo o que custar para colocar o produto aqui, como se ele não fosse produzido aqui”

Essa fala é do senador Jean Paul Prates (PT-RN), relator de dois projetos que regulam o preço e a tributação sobre os combustíveis, explicando o que significa o Preço de Paridade Internacional.

A explicação para a instituição de uma política tão lesa-pátria é não outra que uma explicação liberal. Uma das maiores estatais de petróleo do mundo, para os liberais, não pode agir conforme sua natureza: pública. Deve obedecer as regras do mercado. 

Não pode retribuir o suor dos trabalhadores e o dinheiro dos contribuintes que mantiveram a empresa, enquanto ela passava a maior parte da sua história em situação deficitária. 

Mas deve repassar as variações do preço internacional e deixar mais competitiva a disputa da gigante já estabelecida com o setor privado.


Os discursos por trás da Petrobrás

Primeiro foi culpa do PT. Mesmo andando de bicicleta até o mercado da esquina, você vai dar de cara com o aumento dos combustíveis. Afinal, os produtos chegam na prateleira de alguma forma, não é?

Não há cortina de fumaça que esconda a ardente inflação impulsionada pelo aumento dos combustíveis. A melhor que o Presidente tem é a cartada argumentativa do “…e o PT, hein?”


Deu para argumentar, por um tempo, que a estatal estava fazendo caixa, já que o dinheiro tinha sido roubado. A operação Lava-Jato tem uma grande responsabilidade na disseminação desse discurso. Mas agora, até os mais conservadores entre os conservadores, como Reinaldo Azevedo, já admitem que a intenção dos Procuradores da Lava-Jato era sujar a imagem da estatal, ao invés de prender criminosos. A relação do Moro com os bolsominions azedou.

Além disso, não dá para esconder: o lucro líquido da estatal foi de R$ 106,6 bilhões, em 2021, 15 vezes superior ao alcançado em 2020. O general Joaquim Silva e Luna, indicado por Bolsonaro, deve embolsar R$ 1,5 milhão em bônus de performance. R$ 13,1 milhões para toda diretoria da empresa.

“A Petrobras demonstra que não tem qualquer sensibilidade com a população. É Petrobras Futebol Clube, o resto que se exploda.”

Foi o que disse Bolsonaro em entrevista neste último final de semana. Ou seja, até o Presidente passou a colocar a culpa na empresa, como se ele não tivesse nada a ver com isso.


Se privatizar melhora? Como, se piorou porque privatizou?! Claro que o governo brasileiro permanece como acionista majoritário da Petrobras (36,75%), mas a empresa perdeu grande parte da sua capacidade de refino com privatizações. Além de ter leiloado, com ofertas muito aquém do esperado, campos de exploração do pré-sal.

Acima de tudo, a política de preços consegue expressar como houve uma privatização, sem haver. A empresa segue uma lógica de empresa privada, sem função estratégica no desenvolvimento econômico nacional, proibida de fazer política pública.

Breno Queiroz

Breno Queiroz

Graduando em jornalismo e estagiário no mandato popular e periférico do professor Toninho Vespoli.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Para além de combater a Covid, vamos combater o neoliberalismo

Faça parte da nossa rede

Quer ser um embaixador virutual e ajudar a educacão salvar vidas na cidade?
Venha conosco, inscreva-se e ajude a espalhar a campanha do Professor Toninho