No Brasil, covid é genocídio

Saiba como classe, cor, renda e educação afetam suas chances de ser vítima da pandemia

Pessoa negra, pobre, de periferia, sem ensino básico completo. É esta a cara das vítimas da Covid no município de São Paulo, segundo novo estudo “trabalho, território e covid-19 no município de São Paulo”, do Instituto Pólis. Os resultados da pesquisa não foram surpresa nenhuma para qualquer um que estude o tema. Já desde março de 2020 sabíamos que a população da periferia era a que mais morria por Covid. Mas agora simplesmente não há mais como negar: no Brasil, covid é genocídio contra a população pobre e negra!

Primeiro de tudo, é importante olhar pra os dados: 76,7% das vítimas da covid em São Paulo não tinham ensino básico (fundamental + médio) completos! Mesmo considerando que a população sem ensino completo na região Metropolitana de São Paulo é de 58,9%, ainda assim percebe-se chance muito maior entre pessoas sem escolaridade do que com escolaridade. A título de contraste, quem possui ensino básico completo participa em 23,3% dos óbitos, sendo 41,1% da população. Ou seja, a chance de alguém sem ensino médio completo morrer por Covid é 2,3 vezes maior!

Além disso, estudo que analisou as mortes entre março e setembro de 2020 em São Paulo demonstrou que pessoas negras têm 81% mais chance de morrer do que pessoas brancas. Outra análise, demonstra que pessoas da periferia tem até 3 vezes mais chance de morrer!

Mas os recortes não param por aí! retornando para os dados da pesquisa da Pólis, as áreas profissionais com maiores riscos de morte, além de aposentados e donas de casa (grupos em que a maioria das vítimas foram idosos), foram a de motoristas de táxi e de aplicativos, e a de empregadas domésticas. Ou seja, ocupações “de bico”, com muita instabilidade, compostas, em grande parte, por pessoas desempregadas, desesperadas para trazer o sustento para os seus lares.

Tudo isso evidencia como as políticas (ou falta de políticas) praticadas pelos governantes acabaram por se mostrarem genocidas. A Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio de 1948, define como genocídio, entre outras coisas, “submeter intencionalmente o grupo [nacional, étnico, racial ou religioso] a condição de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial”.

A maioria dos dados expostos na matéria são antigos ou óbvios, o tipo de coisa que qualquer um minimamente interessado no bem estar da população deveria considerar. E as ações para mitigar os efeitos da pandemia entre os grupos mais afetados seriam, também, óbvias! Medidas como renda emergencial para todos que precisassem, durante um lockdown mais rigoroso e efetivo era exatamente o que especialistas no tema vinham recomendando desde o começo da pandemia! Só por aí, sendo tão grande a inépcia das forças públicas, já se torna razoável pensar em crime de genocídio (inclusive para as gestões municipal e estadual de São Paulo).

Mas mais que tudo isso, a recusa expressa de Bolsonaro em comprar vacinas sendo vendidas, entre outras, pela Pfizer e pela China, revelam um descaso total com a vida humana! E um descaso que afeta, desproporcionalmente, pessoas negras e pobres. Ou seja, a gestão de Bolsonaro foi genocida por submeter um grupo étnico e racial específico a condição de existência capaz de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial! Ou seja, graças a Bolsonaro, no Brasil, covid é genocídio!

Precisamos lutar contra o genocida!

Se você se indignou ao ler estes dados, ajude-nos a mudá-los! Amanhã, sábado, dia 29 de maio no MASP, venha para a manifestação contra Bolsonaro, e pela vacina! Juntos vamos vencer o genocida!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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