Nós já estamos em uma ditadura! – Veja 6 ideias para resistir!

Nós já estamos em uma ditadura! - Veja 6 ideias para resistir!

Entenda ideias para continuar lutando contra o governo e o capitalismo

Muito se fala sobre a iminência de um golpe. Mas o que a maioria das análises falha em reconhecer é que a maioria das ditaduras se instalaram por vias institucionais. Hitler, Júlio César, Napoleão Bonaparte, Mussolini, Getúlio Vargas entre vários outros foram todos, ao menos em algum momento, eleitos pela população de seus países. Não foram, por isso, menos ditadores! Na verdade, o que define um ditador não é somente como ele chega ao poder mas, principalmente, a forma autoritária e impositiva de tomarem as decisões!

Se um doador costuma se instaurar pelo voto, entretanto, quase sempre há um momento de ruptura completa com todas as instituições democráticas. Os ditadores citados, todos, após assumirem o poder e concentrarem funções, tiveram momentos assim. Desta forma Hitler dissolve o parlamento, Júlio César é “elevado” a ditador perpétuo, Napoleão se torna imperador, Mussolini se torna Duce, Getúlio se torna ditador. E é isso que Bolsonaro pretende fazer!

O importante, primeiro de tudo, é compreender que já estamos em uma ditadura! Bolsonaro já controla a polícia federal e as milícias em várias partes do país; é extremamente simpático entre as polícias militares, que se sentem legitimadas para agir de forma cada vez mais truculenta; os sumiços já começaram; pessoas são presas por tomarem vacinas; as redes sociais de quem resiste estão sendo vigiadas pela ABIN (a CIA brasileira) e em qualquer protesto é comum a impressão de que estão presentes mais policiais militares e agentes do Estado do que manifestantes! Tudo isso são características da ditadura em que vivemos. (Talvez da ditadura em que tenhamos sempre vivido, mas isso é tópico para outro texto).

Neste contexto, o dever de qualquer um contrário a toda essa palhaçada, de qualquer um que ainda acredite em algo a mais, é lutar e resistir! Por isso compilamos aqui 6 ideias para resistir!

1) Proteste – e continue protestando!

Os protestos recentes diminuíram. As grandes centrais hesitam em cálculo político, enquanto as massas, acostumadas a serem guiadas em sua justa resistência, vêem-se no impasse de ser como ovelhas sem rebanho. É fundamental que superemos esta mentalidade de gado! Que entendamos que cada um é parte legítima da luta! Se você acredita na mudança, faça a sua voz ser ouvida! Principalmente quando houver aqueles tentando calá-la! Organize seus próprios protestos, engaje gente compartilhando eventos em páginas e grupos de redes sociais, crie redes de compartilhamento por whatsapp! Todos os meios são legítimos – se aproprie de todos! É como diz aquela canção do Geraldo Vandré: “quem sabe faz a hora não espera acontecer!”

2) Entenda o que está acontecendo!

Para além das narrativas padrões, pesquise e pense por conta própria! O que pode parecer apenas um debate sobre voto impresso, por exemplo, pode ser apenas um subterfúgio para tentar legitimar um golpesubterfúgio para tentar legitimar um golpe. Busque estar informado, mas não perca o seu próprio senso crítico.

3) Radicalize-se!

Não é tudo o que dá para escrever em um meio como este. Mas entenda que apenas “sair em procissão” na Avenida Paulista pode não ser o bastante para trazer a derrubada do Bozo (ou mudanças mais radicais!) É momento de deixarmos velhos preconceitos propagados pela educação e mídia burguesas. Uma estátua pode ser um monumento a opressões passadas, da mesma forma que um banco pode ser símbolo de opressões presentes!

4) Leia o Minimanual do Guerrilheiro Urbano de Marighella

Carlos Marighella foi um Guerrilheiro incrível! Logo que o golpe estourou no Brasil, enquanto setores burocráticos da luta institucional recomendavam “moderação”, Carlos Marighella deixou de lado o partido e os moderados em nome da luta efetiva, a luta de guerrilha! Se uniu a anarquistas, padres progressistas e quem mais estivesse disposto a lutar contra a ditadura! O seu Minimanual, é até hoje um excelente lugar para começar os estudos em busca de formas mais efetivas de mudança!

5) Acompanhe o resto do mundo, e inspire-se!

Não é só o Brasil que passa por crises da democracia (ditadura) burguesa. Chile, Colômbia, Equador, Bolívia, México (com os zapatistas) entre outros estão passando por momentos de luta popular. É importante nos inspirarmos nestes exemplos e analisar o que pode ser aproveitado para as nossas realidades. Um bom lugar para começar é pesquisando as técnicas descentralizadas de luta dos manifestantes chilenos.

6) Divirta-se!

A pensadora e manifestante Emma Goldman já dizia “não me convide para nenhuma revolução em que eu não possa dançar!” Se quisermos, verdadeiramente, construir um mundo novo, é fundamental começarmos a colocá-lo em prática desde logo! Se você não se satisfaz em um mundo marcado por opressões, não reproduza estas opressões nos seus momentos de luta! Esteja disposto a fazer a coisa mais radical de todas: tornar a sua vida em uma constante aventura! Haverão momentos difíceis, e o sofrimento, infelizmente, é quase certo. Mas justamente por isso, nós não podemos ceder em trazer mais sofrimento a nós mesmos e aos nossos. A luta tem que ser algo revigorante, que valha por si só, como um fim em si mesmo. Do contrário teremos apenas novas embalagens para velhas fórmulas.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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