O lúdico e a Educação

Entenda porque lugar de criança é, também, brincando!

Ao passearmos um pouco pela História da Educação infantil, é possível perceber que a cultura lúdica é uma preocupação em todos os períodos em que foi de alguma forma instituída, o brincar é natural às crianças e também um instrumento para a construção do conhecimento. A cultura lúdica emerge das relações que as crianças estabelecem com outros sujeitos e objetos. Assim, reorganiza aprendizagens e valores, desenvolve as percepções visuais e motoras, socializa e estimula a criatividade.

(…) A infância não é plácida. Ao contrário, a criança vive cercada de medo e insegurança. No entanto, sorri feliz a maior parte do tempo se a deixam brincar, explorar e viver a fascinante aventura de aprender. Ela é curiosa, quer saber tudo, de bom e de ruim. E sua maneira de aprender é brincando. Criança só tem responsabilidade com ela mesma. Precisa errar, tentar de novo e acertar para sua própria satisfação. Isso é brincar.Não se deve confundir, porém, brincadeira com brinquedo. Com espaço e liberdade para brincar, a criança inventa seus próprios brinquedos e não precisa ser atulhada de artigos de luxo que brincam sozinhos. Deixá-la brincar, incentivar sua criatividade, acompanhar suas brincadeiras com muito amor e pouca interferência, isso é educar. (BORBA,2006,p. 13)

De acordo com Brougère (1998) “cultura lúdica são procedimentos que permitem tornar o jogo possível, iniciar a brincadeira ou interpretar como jogo atividades que poderiam ser vistas como tais por outras pessoas (p. 234).

O lúdico não atua somente no campo das emoções e sensibilidade, aparece também no campo da inteligência e organizações mentais. Atua também como função social. O brincar é importante para a saúde física, intelectual e emocional da criança que auxilia inclusive no equilíbrio do adulto.

O reinventar e reconstruir objetos, de acordo com Piaget possui uma carga psicológica e antropológica, que envolve a identificação e criação cultural de um povo. Assim, os jogos tornam-se mais significativos.

É indispensável que a escola de educação infantil e todas as pessoas que estão envolvidas neste meio tenham consciência de que o brincar na escola não é um passatempo, é uma atividade tão importante quanto uma aula de linguagem, matemática e outras. O brincar desenvolve no ser humano, mais especificamente na criança, uma formação integral (física, social, afetiva, cognitiva, motora, sensorial, lingüística).

Para saber mais:

BORBA, Angela Meyer. O brincar como um modo de ser e estar no mundo”. In: ensino fundamental de nove anos: orientações para a inclusão das crianças de seis anos de idade. Brasilia: mec-sef, 2006.

BROGÈRE, Gilles. Brinquedo e Cultura . São Paulo: Cortez, 1995.

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