Os Comensais da Morte

Saiba como os ricos estão lucrando com a pandemia!

A situação não está fácil pra ninguém, né? Bem, pra ninguém não. Se você for um mega rico, a pandemia não só não atrapalhou como ajudou! Enquanto passamos de 4 mil mortos por dia por causa da pandemia, o Brasil adicionou mais 20 nomes na lista dos bilionários!! Enquanto o Congresso negocia cortes de impostos que devem beneficiar principalmente os mais ricos! São os comensais da morte que atuam nos bastidores do capitalismo, impedindo o bem-estar do povo, enquanto multiplicam suas fortunas!

Talvez você tenha se indignado com o Projeto de Lei recentemente aprovado na Câmara dos Deputados que permite às empresas furarem a fila da vacina. Mas não é apenas assim que os ricos estão tendo a melhor! Há décadas os bilionários encontram truques para não pagar a sua parte dos impostos. Só entre 2007 e 2018 os bilionários deixaram de pagar 650 bilhões de reais em imposto! Só este valor seria o suficiente para pagar o auxílio emergencial à 67,7 milhões de brasileiros por um período de 1 ano e 4 meses! É bom ter em mente que esses números são apenas uma estimativa, considerando que os desvios fiscais costumam ser difíceis de rastrear. É bem possível que o número seja, na realidade, bem maior.

Lucro Pandêmico

Mesmo agora, durante a pandemia, os bilionários estão aumentando suas fortunas! Só entre o ano passado e este ano a fortuna dos bilionários brasileiros aumentou em 56,21%, em 164,1 bilhões de dólares! Além disso, no mesmo período, surgiram 20 novos bilionários no Brasil. Ao mesmo tempo, o desemprego bate recordes, e a fome volta a ser um problema, com 116 milhões de brasileiros (mais da metade) ficando sem ter o que comer. E tem ainda quem queira achar que ter mais mega ricos é bom para o país!

Parte do dinheiro dos bilionários veio de cortes fiscais dados aos mais ricos durante a pandemia. Ocorre que o Governo federal, em 2020, promoveu reduções em uma série de impostos, como o PIS, COFINS, Contribuição Previdenciária Patronal, e Débitos e Créditos Trabalhistas. Estes cortes, se dirigidos apenas aos milhões de microempresas, que contribuem para o grosso das ocupações do Brasil, poderiam até ser positivos. Melhor ainda seria continuar com a mesma arrecadação, mas distribuir os frutos desses impostos diretamente aos mais pobres, em programas de distribuição de renda. Mas ao invés disso os cortes foram para todas as empresas. O problema, no entanto, é ainda maior. Conseguir estas reduções é um processo burocrático, complicado. Na prática, quem está em melhores condições para consegui-las (seja ativando a justiça com advogados, seja conhecendo as pessoas certas) são justamente os mais ricos!

Os comensais da morte

Isso tudo para não entrar nos bilionários que lucraram diretamente com a pandemia. Empresas de delivery e comércio, por exemplo, como o Ifood e o Mercado Livre, conseguiram transformar a pandemia em “oportunidade”. Super-exploraram trabalhadores de aplicativos, e micro e pequenas empresas, para sugar o maior valor possível dos bolsos de quem pode se dar ao luxo de permanecer em casa.

Alguns poderiam dizer “mas uma ocupação ruim é melhor do que nem uma”. Mas sabe o que é melhor ainda? Uma ocupação decente, com os cuidados sanitários necessários para que o menor número possível de pessoas tenha que morrer por trabalhar em uma atividade considerada essencial! O que seria perfeitamente possível se o Estado reconhecesse os entregadores como trabalhadores das empresas de aplicativo! Atualmente ao invés, essas empresas conseguem super-explorar os trabalhadores, fingindo que eles não trabalham para as empresas. Desse jeito conseguem dar o mínimo a quem se mostrou tão essencial durante estes tempos!

Isso tudo acontece enquanto o número de pobres do Brasil só aumenta. Durante a pandemia, o Brasil bateu um recorde de desigualdade, se tornando o sexto país mais desigual do mundo. Atualmente, apenas 1% da população concentra 28.3% da riqueza.

Bolsonaro está a serviço dos ricos!

O Bolsonaro fez tudo o que pode para piorar a situação. Tentou barrar o auxílio emergencial, aprovou cortes nos impostos que beneficiam os mais ricos, perdoou dívidas dos super ricos, enviou bilhões de reais em empréstimos que acabaram chegando, principalmente, em grandes empresas, sem impacto observado na melhora das condições dos pobres. Enfim, ele é com certeza parte do problema, mas não podemos nos esquecer: ele está a serviço dos comensais da morte, dos mega ricos.

Não à toa que Bolsonaro recentemente foi ovacionado em jantar com com grandes empresários e os mega ricos. Apesar de sua gestão horrível, estes “homens de negócio” tiveram a falta de escrúpulos necessária para aplaudir o genocida. O Bolsonaro adora ser elogiado, feito um cachorro bobinho que recebe um biscoito (com todo o respeito aos cachorros).

Dando nome aos bois

Não podemos deixar a situação quieta. O Bolsonaro é tão inimigo quanto aqueles que mantém sua presidência. Durante o Jantar estavam presentes o David Safra, do Banco Safra; o Luis Carlos Trabuco, do Bradesco; o André Esteves, do banco BTG Pactual; o Rubens Menins, do Banco Inter (e que também está por trás da CNN Brasil); o Rubens Ometto, da COSAN Brasil (empresa mãe da COMGAS); o Carlos Sanchez, da EMS Farmacêutica; o Paulo Skaf, da FIESP; o Alberto Leite, da FS Security; o Ricardo Faria, da Granja Faria; o João Camargo, do Grupo Alpha; o Washington Cinel, do Grupo Gocil; o Alberto Saraiva, do Habibs; o Candido Pinheiro do Hap Vida; o Cláudio Lottenberg, do Hospital Albert Einstein; o Tutinha Carvalho, da Jovem Pan; o José Isaac Peres, da Multiplan; o Flávio Rocha da Riachuelo e o José Roberto Maciel, do SBT.

Muitos destes nomes podem ser desconhecidos. Talvez seja hora de começar a aprende-los. São tão responsáveis pela nossa situação quanto o Bolsonaro. São os comensais da morte!

Toda essa situação torna mais urgente do que nunca o debate a respeito de medidas redistributivas. São várias, e todas são urgentes. taxação de grandes fortunas, IPTU progressivo no tempo, taxação dos lucros e dividendos, Imposto de Renda em que os megas ricos paguem mais, revisão nos impostos de grandes templos/negócios em que mega ricos lucram com a fé do povo, entre várias outras. Do contrário os comensais da morte continuarão a lucrar da morte do povo!

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

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