Pandemia e o Negacionismo

Saiba como o Bolsonaro estimulou o negacionismo, e entenda uma possível saída para o desastre em que estamos!

Em meio a maior crise dos últimos 100 anos, aonde só no Brasil chegamos a quase 362 mil mortos pela Covid-19, e no comando central está um governo federal que não sabe o que fazer, e o que faz, é desastroso. É um absurdo que um país que tem um dos sistemas de saúde mais completos do mundo, amargure a triste colocação de segundo país aonde as pessoas mais morrem no mundo, nesta pandemia.

Enfrentar a Pandemia requer além do discurso a prática de ações em defesa da vida, em sintonia com as demandas sociais que durante uma grave crise como a atual, se tornam muito mais evidentes e que o Estado é além de um tomador de decisões, é também o executor de políticas públicas em defesa de uma nação. Mas no Brasil o negacionismo vem tomado conta do discurso político de quem está no poder, ignorando o que diz a ciência e fazendo vista grossa para as demandas sociais.

O Brasil se tornou uma ameaça para o mundo pelo descontrole da Covid-19, com um avanço tímido da vacinação e batendo quase todos os dias o recorde de mais de 4 mil mortos em 24hs, a gripezinha que o Presidente da República disse já destruiu milhares de lares, além de não estimular a população a prevenção pelo uso de máscaras e distanciamento social, sendo ele o próprio exemplo, é um líder que faz tudo o que a ciência não recomenda e com isso também estimula aos seus seguidores ao próprio exemplo e o resultado está aí, para todos verem, um verdadeiro desastre para a humanidade.

O fato é que infelizmente muitas pessoas iriam morrer por Covid-19 no Brasil, seja por diversos motivos como o agravamento em quem é portador de doenças crônicas. Mas quantas mortes poderiam ser evitadas se simplesmente seguíssemos as recomendações técnicas? Sim, o negacionismo do Governo Federal ceifou milhares de vidas, mas o pior é que em meio a esse caos de um desgoverno, assim como Hitler obteve apoiadores, Bolsonaro ainda se mantém com muitos seguidores iludidos pelo antipetismo, e ainda pode ser reeleito em 2022. Mesmo diante da maior farsa política eleitoral que foram as eleições de 2018, aonde através das fakenews e de um golpe arquitetado pela classe dominante, movida pelo antipetismo e demonização das lutas socias, o Brasil elegeu um ser totalmente despreparado para ocupar o cargo de presidente, seja por falta de conhecimento, como também nas questões morais.

Agora o desafio é, unificar os campos progressistas, muito além das vaidades e sim pensar realmente nas causas coletivas, além dos discursos. O SUS, a Educação, os Direitos trabalhistas, a Assistência Social e tantos os outros campos de lutas sociais estão sendo brutalmente atacados em benefício dos interesses do grande capital Nacional e estrangeiro. A submissão do Governo Bolsonaro aos interesses não é à toa, tem sim relação com o complexo de vira lata que as elites brasileiras têm em sua raiz, tudo lá fora é melhor do que aqui, inclusive a nossa Amazônia, e assim seguimos afundados em uma crise sanitária e social com milhares de mortos, desempregos e famintos. Óbvio isso gera mão de obra barata para o grande capital Nacional e estrangeiro, quanto mais miseráveis tivermos, mais seremos competitivos para o mercado nacional e internacional de exploração de mão de obra barata.

É necessário construirmos uma saída para o barco não afundar de vez, e essa saída é unir as forças políticas que pensam no socialismo e progresso como uma forma de revolução, além do discurso político acadêmico que pouco faz pela sociedade se não for colocado em prática. O Campo progressista precisa sim construir um nome capaz de enfrentar tudo o que está sendo feito e isso passa sim por romper vaidades e  fazermos o que falamos e pregamos, que é a união e o respeito a quem pensa igual e a quem pensa diferente, deixando o extremismo para quem defende os interesses de submissão de um povo.

Ao serem recuperados os direitos eleitorais do ex presidente Lula, uma força já então construída na sociedade, ganha fôlego e voz, pois comprova que embora acertos e erros que tivemos na era petista, uma força social se consolidou. E para combater essa força social, somente um golpe poderia ser capaz de destruir o que fora conquistado, e isso se materializou com a eleição de um presidente despreparado em 2018, quando aquele que liderava as pesquisas foi preso injustamente para garantir que os planos da grande fraude eleitoral tivessem sucesso. Agora o desafio é recuperar as forças sociais que lá em meados de 2001 elegeram um torneiro mecânico, com pouco estudo e que durante os seus dois mandatos como presidente foi considerado pelos índices de aprovação o melhor presidente da história democrática brasileira.

A Força social que elegeu Lula precisa ser recuperada, pois somente com ela conseguiremos mudar o destino trágico que o Brasil segue nas mãos de um governo negacionista e despreparado. E para isso, não cabe vaidades e sim uma construção que coloque quem é do povo novamente no poder, independente de qual seja o nome nas eleições de 2022, urge a necessidade do campo progressista construir uma solução coletiva e que resgate o poder do povo e os seus direitos.

Douglas Cardozo é Economista, Pós-Graduando em Saúde Pública e Consultor em Saúde do Mandato Popular do Professor Toninho Vespoli

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Douglas Cardozo

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Douglas Cardozo é Economista, Pós-Graduando em Saúde Pública e Consultor em Saúde do Mandato Popular do Professor Toninho Vespoli

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