Imagem: Adalberto Roque/AFP

O que está acontecendo em Cuba? 

Alguns manifestantes em Cuba, com possível apoio dos Estados Unidos, atentam contra a revolução. Graças ao embargo econômico levado a diante pelo próprio Estados Unidos, a pequena ilha caribenha enfrenta dificuldades econômicas graves. Basicamente, os Estados Unidos, além de recusarem a ter relações comerciais com Cuba, punem outros países que quiserem tê-las. Isso, somado a um cenário de crise pandêmica, colocou a ilha em uma situação difícil. Manifestantes liderados e incentivados por alas neoliberais da sociedade, aproveitaram o momento de fragilidade para atentar contra a revolução.

Primeiro é importante que fique dito: no momento Cuba passa por problemas econômicos e sociais graves, assim como passa o Brasil e o resto do mundo. A fome, aqui como lá, destrói a vida do povo. Apesar dos esforços do governo cubano (que, não obstante as dificuldades econômicas conseguiu manter um dos maiores IDHs da América Latina), a persistência do embargo econômico, junto à crise pandêmica, que diminuiu o turismo, fazem o país hoje passar por dificuldades. Assim sendo, é compreensível que partes da população se sintam descontentes.

A Covid lá, também, deixou algum impacto, mas as forças do governo revolucionário foram eficientes em contornar a pandemia. Na verdade, enquanto o Brasil nega vacinas de todo o mundo, Cuba desenvolveu 5 vacinas, sendo duas delas, a Abdala e a Soberana, de eficácia comprovada, e com um dos menores índices de óbitos.

A verdade é que muitos dos problemas enfrentados pelo país se devem, não a defeitos do Governo cubano (que, como em qualquer sociedade, existem), mas às condições inevitavelmente difíceis pelas quais o país passa. Os manifestantes adotam uma estética neoliberal, e se unem, muitas vezes, em pautas comuns à direita, como Estado mínimo e privatizações. Nós já vimos este filme no Brasil.

O momento pede, mais do que tudo, solidariedade. Solidariedade em nome do povo cubano, e do Governo que tenta proteger as conquistas sociais da revolução. O momento pede uma severa crítica ao governo americano que aumentou o bloqueio, principalmente alimentar, e mandou uma missão “humanitária” repleta de agentes que instigaram sim, esses últimos atos.

Por isso nos solidarizamos com Cuba e com a revolução. Contra mais esse ataque do imperialismo e contra esse vergonhoso embargo. Pela soberania do povo cubano para que ele decida os rumos de seu país sem interferências dos EUA e de seus lacaios.

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