São Paulo já é bem conhecida como a “cidade cinza”. E não é à toa: quem sai na rua não vê uma árvore. São apenas prédios atrás de prédios. Os parques são escassos e concentrados no centro. Um luxo, para poucos. E o problema vai ainda mais além: parques são fundamentais para impedir alagamentos. Cidades muito asfaltadas, como São Paulo, não deixam a água ser absorvida pelo solo. O resultado é essa nossa situação, em que qualquer chuvinha inunda a cidade. Não podemos aceitar viver desse jeito! Parques deveriam ser um direito de todos! Na revisão deste ano do Plano Diretor Estratégico, Toninho irá se unir aos maiores especialistas da cidade e ao povo da periferia para lutar por uma cidade com direito ao verde!

O problema é antigo. 

O problema vem desde que São Paulo começou a ser ocupada, a escolha foi asfaltar as ruas e esconder os rios. Era a lógica da “ordem e progresso”, do desenvolvimento industrial, da locomotiva São Paulo. Nessa lógica não há tempo para se considerar a natureza. Diminuíram e concretaram várias partes do Rio Tietê, enquanto asfaltaram e impermeabilizaram toda a cidade. Mas a água tem seu próprio caminho, sua própria lógica. Quando chove, a água tem que ir a algum lugar. Se os rios e a terra estão tapados, a água é obrigada a inundar a cidade.

Outras cidades grandes enfrentaram problemas parecidos. Paris, por exemplo, optou por incorporar o seu principal rio, o Sena, na arquitetura e urbanismo da cidade. Lá às vezes ocorrem alagamentos, mas eles demoram mais para inundar os centros, são mais previsíveis e controláveis. Isso porque o Rio Sena foi, em alguma medida, respeitado. Se as chuvas são muito fortes, o Sena recebe a maioria da água. O Rio compensa ainda mais o respeito cedido: como o esgoto é tratado e o Sena se estende por toda a cidade, a navegação pelo lindo Rio é possível. O Rio se torna meio de transporte. No entorno de todo o Rio há vários parques com áreas de terra que respeitam suas margens. Os parques públicos se espalham por Paris, permitindo momentos de lazer aos trabalhadores da cidade. 

É uma questão de respeitar a natureza

A cidade de Londres teve que optar por medidas mais drásticas. A ocupação inicial do solo urbano não respeitou a natureza. Os alagamentos eram comuns, e uma ameaça ao bem estar da cidade. A solução foi radical: o Estado confiscou propriedades próximas ao centro para criar parques e praças públicas. Sempre com grandes áreas verdes capazes de absorver o excesso de água mandado pela chuva.

Em última e primeira análise é uma questão de respeitar a natureza – a presente no ambiente ao redor, e também a presente dentro de nós mesmos. Não é saudável abandonarmos o verde. Segundo pesquisa da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) morar próximo a parques reduz chances da pessoa sofrer estresse, ansiedade e até depressão.

São Paulo não aprende a lição

O pior é perceber que São Paulo não aprendeu sua lição: ano passado Bruno Covas gastou mais de 100 milhões para reformar o Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo. Para além de um projeto higienista de expulsão das pessoas em situação de rua da região, foi um projeto cinza, sem vida, feio. A área foi toda asfaltada, impermeabilizada. Às vezes a natureza manda um sinal, uma advertência. No dia de inauguração da praça uma chuva (nem particularmente forte) deixou a área inteira alagada.

O problema ocorre no centro, mas ainda com mais força nas periferias. A maioria dos parques de São Paulo atendem áreas nobres. Para quem é pobre parque é visto como um luxo. Não deveria ser assim!

Não precisa ser assim. 

É possível um planejamento urbano inteligente, feito junto à periferia de São Paulo. Um projeto que impeça os alagamentos, tão constantes em nossa cidade, e que garanta ao povo o direito ao verde! É isso que debateremos esse ano, na revisão do Plano Diretor Estratégico de São Paulo e da Lei de Zoneamentos. Juntas, essas duas leis definem como é feito o uso do solo, e o planejamento fluvial em São Paulo. Toninho se juntará aos maiores especialistas em urbanismo de São Paulo, e à sociedade civil para lutar por uma cidade em que o verde não seja um privilégio!

Especial sobre o plano diretor!


 

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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