Profissionais da Saúde e sofrimento mental diante da Covid-19

Profissionais da Saúde e sofrimento mental diante da Covid-19

Saiba como os profissionais da saúde estão sofrendo com a pandemia

O Brasil está entre os países mais afetados pela Covid-19, ocupando a segunda colocação entre os países com maior número de mortes por coronavírus, com cerca de 268 mil mortos, perdendo apenas para os Estados Unidos com mais de 522 mil mortos, também ocupando as primeiras posições entre os países onde, mais se morrem profissionais da saúde no combate à pandemia.

Os problemas estruturais na saúde pública brasileiro são constantes, sendo agravados ainda mais pela pandemia, onde a falta de recursos físicos e humanos ocupam os noticiários todos os dias. Estando os profissionais de saúde na linha de frente no cuidado, os impactos sobre a saúde mental desses profissionais, vem crescendo, muitos chegando a relatar esgotamento físico e emocional pela sobrecarga.

São constantes relatos de profissionais de saúde que perderam seus colegas/amigos para a Covid-19, sofrendo fortes impactos emocionais nas equipes, além do sentimento de medo que pode ser coletivo ou individual. Pois estes profissionais que se dedicam a cuidar dos outros, não perderam sua essencialidade como humanos e principalmente em relação ao sofrimento. Não são heróis, como se é popularizado nas grandes mídias e sim pessoas que estão diante de um grande desafio, e sim, sentem muito medo de serem as próximas vítimas ou pior contaminarem os seus familiares.

É necessário pensar em estratégias em apoio a saúde mental de quem está na linha de frente no combate a Covid-19, pois infelizmente ainda temos um processo de trabalho em Saúde, que nos relembra séculos anteriores, focados apenas em tarefas sem considerar quem irá executar as ações, simplesmente substituindo aqueles que adoecem, não identificando as causas do adoecimento mental e físico destes trabalhadores. Através da Divisão Técnica do Trabalho, que faz se necessário para organização de processos,também acabam sendo eliminadas a autonomia. E gerando cada vez mais grupos alienados em suas funções técnicas, como executores de tarefas e não como tomadores de decisões no processo de trabalho em sua maioria, e o que obviamente repercute na saúde ocupacional, principalmente dado o momento de considerável crescimento de mortes de trabalhadores da saúde, o adoecimento mental vem se evidenciado cada vez mais.

É necessário pensar em políticas públicas para proteção e promoção em Saúde Mental dos Profissionais da Saúde, para apoio psicológico de quem está na linha de frente, muitas vezes sem condições adequadas de trabalho, mas em respeito à vida não fogem da batalha diária. O adoecimento psíquico entre profissionais da saúde é real, porém muitas vezes é ignorado pelo poder público, sendo apenas considerados os casos mais graves e que requeiram atendimento especializado e afastamento desses profissionais. 

O Mandato do Professor e Vereador Toninho Vespoli, como um grande parceiro de lutas sociais, vem ampliando este espaço de diálogo e construção coletiva para os profissionais da saúde, sendo este canal uma importante ferramenta política em defesa dos Trabalhadores que atuam na Saúde pública e privada, sejam eles assistenciais ou administrativos.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Douglas Cardozo

Douglas Cardozo

Douglas Cardozo é Economista e Consultor em Saúde do Mandato Popular do
Professor Toninho Vespoli

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