Respirar virou privilégio

Saiba porque o ministro Pazuello é culpado pela crise de oxigênio em Manaus e no Pará!

A crise de falta de oxigênio que assola Manaus, agora chega no Estado do Pará. Pelo menos 6 pessoas já morreram asfixiadas no município de Faro, PA É necessário pensar nas razões que causaram essa tragédia (aumento nos casos de covid devido às festas de fim de ano, nova cepa da covid, ineficiência nas políticas de isolamento social etc) mas mais do que tudo, é fundamental fornecer oxigênio a estes Estados, o mais rápido possível! O ministro da Saúde, Pazuello, já sabia, pelo menos desde o dia 8 de janeiro, da gravidade da situação. A sua reação foi próxima de nula! Com ele no comando, respirar virou privilégio. Agora, neste momento trágico, centenas de pessoas correm o risco de morrer asfixiadas! Quantas vidas custarão a incompetência da gestão Bolsonaro?!

Ele já sabia!

Não foi falta de aviso. “Existe um problema na rede de gás do município que prejudica a pressurização de oxigênio nos hospitais estaduais […] dificuldade crítica nos respiradores [de oxigênio]”. A citação é do dia 8 de janeiro, de um relatório da Força Nacional do SUS. A iniciativa é criada pelo Ministério da Saúde para averiguar situações específicas ligadas à saúde pública. A resposta de Pazuello foi insuficiente: transportou, junto à aeronáutica, cilindros de oxigênio, mas em quantidades bastante abaixo do necessário. Segundo Pazuello, outra iniciativa teria sido a transferência de pacientes necessitados para hospitais de outros estados. Mas essa prática já é relativamente comum no SUS. O que ele fez, efetivamente, foi quase nada.

A principal reação do Pazuello foi entrar em um jogo de apontar dedos. Quis fazer parecer se tratar de uma conspiração perpetrada pela principal fornecedora de oxigênio no estado, a White Martins. Para ele, seria a empresa que não estaria produzindo e vendendo o oxigênio nas quantidades e velocidade necessárias. Por mais que grupos privados sejam, em muitas situações, capazes de arriscar vidas em nome de lucros ou redução de gastos, tudo indica não ter sido este o caso. A própria White Martins, havia informado ainda dia 11, do problema, e sugerido, como parte da solução, que o estado ou a federação comprassem oxigênio de sua principal concorrente, a Air Liquide.

Ministério foi irresponsável!

Mas mesmo que o delírio de Pazuello fosse verdade, e a White Martins culpada, isso não eximiria a responsabilidade do Ministério da Saúde em resolver o problema. Trata-se de uma grave crise de saúde pública! Soluções existem, e foram sugeridas pelo próprio relatório da Força Nacional do SUS: o transporte de oxigênio por balsas (visto que apenas pela Forças Aérea não resolveria), além da instalação de usinas geradoras de oxigênio em Manaus, pelo SUS. A tecnologia é simples, e o SUS a domina. Mas faltou vontade e competência. Pazuello tinha desde o dia 8 para agir, mas preferiu ficar em um jogo ineficiente de apontar dedos!

Ainda hoje, dia 19 de janeiro, o ministro Pazuello continua sem agir. A crise, agora, atinge também o estado do Pará, com força na cidade de Faro. “Nossa reserva de oxigênio está zerada. Temos 37 pacientes internados dividindo 11 balas de oxigênio para que nenhuma vida seja perdida. Estamos pedindo remédios emprestados, oxigênio, não temos recursos. Hoje dependemos de doações, estamos entrando em desespero” afirmou o secretário de governo da prefeitura de Faro, Thiago Azevedo. Respirar virou privilégio.

Pazuello não corrige rumo!

Mesmo enquanto a tragédia se instala, Pazuello prefere usar seu tempo para se defender de acusações, ao invés de fazer alguma coisa. A princípio quis negar que sabia da gravidade da situação, apesar do relatório da própria Força Nacional do SUS, que prova que ele sabia do caso, pelo menos, desde o dia 8 de janeiro. Em resposta a tamanha inépcia, os partidos PSOL, PT, PCB, entre outros que compõem a oposição ao na Câmara dos Deputados, entraram com um pedido de Tutela Provisória ao STF. O pedido foi atendido pelo ministro Ricardo Lewandowski, que ordenou este dia 15 de Janeiro, que o ministério da Saúde tomasse medidas para resolver a crise em até 48 horas. Até agora a situação continua trágica.

Saiba como doar!

É triste pensar que o Estado não está cumprindo com suas responsabilidades básicas. Quem deveria resolver isso é o SUS, os poderes públicos. Mas na carência total de ações pelos meios oficiais, alguns ativistas e artistas estão se mobilizando para angariar doações para comprar oxigênio para os hospitais em Manaus. Uma dessas iniciativas é o Projeto Somar. É um absurdo que o povo tenha que tomar atitudes para fazer o serviço do governo. Mas é esta a nossa triste realidade. Respirar virou privilégio. Quem puder deve ajudar a reparar a injustiça! Doações podem ser feitas através das chaves PIX, conforme a imagem:

Torcemos para que a sociedade civil seja capaz de pressionar a gestão Bolsonaro, para que ela faça, ao menos agora, o seu trabalho.

As opiniões presentes no texto não necessariamente refletem as opiniões do Vereador Toninho Vespoli

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter

Um mandato popular!

Conheça mais sobre o que nos move!

1 comment on “Respirar virou privilégio

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Faça parte da nossa rede

Quer ser um embaixador virutual e ajudar a educacão salvar vidas na cidade?
Venha conosco, inscreva-se e ajude a espalhar a campanha do Professor Toninho