Sérgio Moro o rato mais impressionante

Sérgio Moro o rato mais impressionante

Entenda o que há por trás da saída de Sergio Moro do Governo Bolsonaro.

Enquanto o capitão leva o barco para o precipício, os ratos são rápidos em pular. O Doria, por exemplo, que na sua campanha para governador até cunhou o slogan “bolsodoria”, não perde tempo em se disfarçar de oposição (de olho em 2022). O Rodrigo Maia, que fez passar a reforma da previdência encomendada pela gestão do Bozo, não se cansa de xingar o presidente no Twitter. Mas, sem dúvida, é Sérgio Moro o rato mais impressionante. O ex-ministro e ex-juiz não só saiu do navio, mas aproveitou para denunciar ações ilegais do capitão.

Pra quem já se esqueceu, vamos só recapitular: o Moro ficou famoso por liderar a operação lava jato, que culminou no golpe contra Dilma, na prisão ilegal do Lula e na ascensão ao poder do Bolsonaro. Agora, percebendo o navio a caminho do precipício, Moro aproveita a saída do barco para denunciar o que todo mundo já sabia: que o presidente queria mexer no controle da polícia federal.

Bolsonaro queria se blindar

A história é a seguinte: a família do bozo está no meio de uma série de investigações criminais. Tem inquérito no STF investigando espalhamento de notícias falsas que beneficiaram a campanha do Bolsonaro; tem suspeita de esquema de “rachadinhas”no Rio de Janeiro envolvendo o filho do Jair, o Flávio Bolsonaro; tem suspeita de envolvimento da família no assassinato da vereadora carioca Marielle Franco; e tem investigações sobre participação da família nas milícias do Rio de Janeiro (mas que currículo!). Todas essas investigações passam, em algum momento, pela polícia federal. 

Por isso, o Bolsonaro queria tirar, na polícia federal, o diretor geral Maurício Valeixa, e o superintendente do Rio de Janeiro Ricardo Saad. Também queria trocar o superintendente de Pernambuco. Esse último porque o líder do governo no senado, o senador pernambucano Fernando Bezerra Coelho, estava no alvo de investigações da polícia federal pernambucana.

Na versão do Moro ele jura de pés juntinhos que ele estava lutando contra a interferência do Bolsonaro e pela independência da polícia. O problema é que o Moro não falou nada que já não fosse conhecido, nem quis saber de apresentar provas concretas. Tudo o que mostrou foram conversas de whatsapp em que o Bozo falava o mesmo que já tinha falado para repórteres: que queria mudar o comando da PF. De uma forma ou de outra não há dúvida de que as ações do Bolsonaro tenham sido criminosas. Ele querer interferir na polícia federal constitui abuso de autoridade, obstrução da justiça, e improbidade administrativa. Mas esperava-se que o Moro fosse ajudar com provas mais robustas. Pra ver como as coisas são: o Moro até quando está certo é ruim de prova.

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira

Gabriel Junqueira é jornalista, ativista e militante do Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente estuda Direito e compõe Mandato Popular do Professor Vereador Toninho Vespoli.

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